Lattoog, o livro

17/abr

Os designers Leonardo Lattavo e Pedro Moog, da Lattoog, autografaram seu primeiro livro, na Livraria Travessa, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Agora, preparam-se para cumprir série de lançamentos pelo país afora atendendo convites já agendados para São Paulo e Porto Alegre.

 

O livro celebra os dez anos de existência da Lattoog. Muito além de ser um estúdio de design de móveis, uma proposta de livre experimentação em torno de temas ligados à cultura brasileira e carioca, que tem como veículo de expressão a prática de projetar.

 

O livro apresenta o trabalho do estúdio por diferentes recortes, como a trajetória de seus designers, as primeiras interações com o segmento, suas linhas de raciocínio criativo, uma visão da produção da Lattoog por tipologia e em linha cronológica, além da descrição dos processos que compõem seu ciclo produtivo, dos croquis à transformação dos produtos em peças de interesse cultural.

 

Em texto crítico, a jornalista Mara Gama reforça a essência da Lattoog: “A variedade de formas e tipologias já projetados prova a versatilidade do estúdio e impede que se identifique um estilo único ou linear. Talvez seja mais apropriado falar de um modo de criação Lattoog, de elaborar referências formais e traduzi-las em peças de leitura imediata, que provocam simpatia de um público que foge da padronização.”

 

“No livro pudemos reunir grande parte de tudo que construímos em nossa trajetória. Com certeza, ele vem para mostrar o que é a Lattoog de verdade, mas também mostrar um cenário bem amplo do design contemporâneo nacional”, concluiu Pedro Moog.

 

A obra, publicada pela Editora Olhares, e dela disse Leonardo Lattavo: “Optamos por uma abordagem com muitos paralelos, porque queríamos de alguma maneira, ilustrar esse aspecto central da nossa história e de todo o trabalho construído ao longo dos anos. Tocamos muita coisa ao mesmo tempo, e esse acaba sendo o nosso combustível”.

 

O livro teve o apoio de Schuster, Alhambra, Líder Interiores, Empório Vermeil, Quatro Elementos, Augusta, Galeria 021, Tetum.

 

A trajetória de Antonio Bokel

06/abr

O livro “Ver” será lançado dia 08 de abril no Lounge SP, no Pavilhão da Bienal, São Paulo, SP, apresentando um dos percursos mais instigantes da arte contemporânea no Brasil. Nos últimos 15 anos, o carioca Antonio Bokel testou quase todas as possibilidades da arte. Interage com o espaço urbano através do lambe-lambe de propaganda, das pichações e do grafite. O discurso das ruas, em palavras e a imagens, ganha vários outros significados com o uso de técnicas mistas. Colagem e fotografia. Os suportes utilizados por ele passam pela instalação, quadros, moda, esculturas. Artista incansável, seu acervo tão diverso contabiliza mais de três mil imagens. 100 delas, a parte mais representativa de sua trajetória em ordem cronológica, foi selecionada para o livro Antonio Bokel: Ver, Réptil Editora, 160 páginas, R$ 80,00. A obra, com textos dos curadores Vanda Klabin, Daniela Name, Oswaldo Carvalho, Mario Gioia e do artista plástico Pedro Sánchez será lançada dia 8 de abril no Pavilhão da Bienal, durante a feira internacional de arte moderna e contemporânea SP-Arte 2017.
Uma parceria da Réptil Editora com a Mercedes Viegas Galeria, o título percorre em 160 páginas os principais trabalhos do artista carioca. “Um diplomata talentoso, um articulador, um criador de mundos”. A análise é de Pedro Sánchez, um dos cinco convidados a observar a produção de Bokel.

 

 
Lançamento

 

 

Livro de Antonio Bokel – “Ver”,Réptil Editora, 160 páginas. R$ 80,00.
08 de abril de 2017, às 18hs.
Lounge Sp-arte no Pavilhão Ciccilo Matarazzo, Pavilhão da Bienal. Parque do Ibirapuera – Portão 3.

 
Sobre o artista

 

Antonio Bokel nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1978. O contato com a arte começou bem antes do Curso de Design na Univercidade, onde se formou em 2004. “Um dos passatempos preferidos da infância era pintar com guache. Eu e uma tia, Vera Lucia, pintora autodidata, ficávamos horas pintando”, recorda Antonio. Na faculdade de Design Gráfico, Bokel teve aulas de fotografia, curso de modelo vivo com Bandeira de Mello, de pintura com João Magalhães, no Parque Laje, Rio de Janeiro. Em 2003, fez sua primeira exposição individual na Ken´s Gallery, na Via Lambertesca, em Florença, Itália. “Onde passei quase um ano, fazendo pesquisas e testando várias linguagens”. Ao retornar ao Rio, fundou a marca de moda Soul Seventy com a estilista Amanda Mujica. As peças eram vendidas na praia, no Posto 9, e logo foram parar na semana de moda carioca, o Fashion Rio.

 

Em 2008 participou da exposição de Verão na galeria Silvia Cintra + Box 4, neste mesmo ano e no e anos seguinte participou da SP arte, representado pela mesma, atingindo grande sucesso de vendas em 2009. Em 2010, realizou as exposições “Cruzes e Credos”, na Jaime Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, e “AAAAA No Thing But Truth”, na Sid Lee Collective Gallery, em Amsterdam, Holanda. Em 2011, participou da 1ª exposição ARTUR – Artistas Unidos em Residência, em Lagos, Portugal. Neste mesmo ano, também realizou duas exposições individuais: “Corpus Cordex”, no Centro Cultural Solar de Botafogo, Rio de Janeiro, Grafitti, “Error”, na FB Gallery, Nova York. Em 2012, participa da exposição “Gramática Urbana”,no Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro. No mesmo ano fez sua individual, “Transfiguração do Rastro”, no mesmo museu. 2013 participou da exposição e residência artística “Movimentos Paralelos” na República Dominicana. Em 2014 mais uma exposição individual “Na Periferia do Mundo” com curadoria de Vanda Klabin , onde ocupou 5 salas do Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro. Foram no total 35 obras entre pinturas, fotografias , esculturas e vídeo. Seu trabalho já foi publicado nas revistas brasileiras Zupi, Vizoo e Santa, e na espanhola Rojo. Possui obras em coleções brasileiras , como a de Gilberto Chateubriand e BGA Investimentos. Bokel tem alguns trabalhos no acervo do MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e do MAR Museu de Arte do Rio. Em 2015 foi um dos indicados ao prêmio PIPA. Em 2016 participa da exposição coletiva “Point of View/site specific”, nos jardins do Palácio da Pena, em Sintra, Portugal. Atualmente é representado pela galeria Mercedes Viegas, no Rio de Janeiro, galeria Matias Brotas em Vitória e AM galeria em Belo Horizonte.

Livro de Rosângela Rennó

Na próxima terça, dia 11, será o lançamento do livro da exposição “O Espírito de Tudo”, de Rosângela Rennó, no Oi Futuro Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. A edição bilíngue conta com textos da curadora Evangelina Seiler, da própria artista e com citações de autores consagrados como Walter Benjamin, Marcel Proust e Ítalo Calvino.

 
Rosângela manteve no livro o caminho percorrido na exposição, obedecendo a uma lógica sensorial. “É importante ressaltar que eu não lanço um catálogo, mas um livro em que as obras ganham um tratamento especial por estarem em outro meio. O que na exposição era vídeo, por exemplo, agora apresenta imagens gráficas. É um prolongamento do trabalho”, explica a artista.

 

 

 
Lançamento:

11 de abril- Rio de Janeiro –
Horário: 18h30 no Oi Futuro Flamengo, Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo.
Rio de Janeiro
168 páginas, edição de 2017.

Preço de capa: R$ 90,00.

 

Henrique Oliveira em livro

14/jan

Um dos artistas plásticos com maior projeção na cena contemporânea, reconhecido mundialmente por suas obras de dimensões épicas que operam a fusão entre as diversas modalidades artísticas e a arquitetura, o paulista Henrique Oliveira ganhou, por meio de uma parceria entre a editora Cosac & Naify, a SESI-SP Editora e a Galeria Millan, o primeiro livro, ou “monografia ilustrada”, sobre seu percurso profissional, iniciado no final da década de 1990.

 
Intitulada apenas “Henrique Oliveira”, a publicação tem 320 páginas e reúne mais de 120 imagens de trabalhos realizados pelo artista ao longo dos últimos 13 anos, além de um ensaio assinado pelo crítico de arte Agnaldo Farias e de uma entrevista feita com Henrique Oliveira pela crítica de arte Aracy Amaral. Trata-se de uma abrangente edição retrospectiva dedicada a documentar e a analisar a produção deste artista, representado pela Galeria Millan desde 2011. “(…) A caçamba como provedor de materiais, a inspiração em livros de patologia clínica, a observação poética indireta de seres de outros tempos ou do sonho retido no cérebro tumultuado e nervoso completam o perfil de seu universo, nesse aspecto refletindo nosso tempo. (…) Procedente de uma geração pós-conceitual, sem nada dever aos artistas de meados do século passado, é a escala ambiental de Henrique Oliveira o que mais nos impacta em suas formas surpreendentes. Arredondadas, tumorais, assustadoras e fascinantes, suas propostas simultaneamente nos remetem aos embates com a natureza, pelo próprio direcionamento induzido claramente pelo artista frente ao desperdício e dejetos da sociedade do lixo e do plástico.” (Aracy Amaral, no texto “Um Alquimista de Seu Tempo”).

 
“(…) A marcha vertiginosa da vida contemporânea insta o artista, focado na contraditória realidade brasileira, a empregar tapumes como matéria-prima em alguns trabalhos. Sua posição entre razão e natureza leva-o a pendular entre a árvore e o compensado, seu produto mais comum, ordinário. Composto por distintas camadas de madeira e usado para barrar a visão para o interior dos canteiros de obras, o compensado é um material poderoso, um amálgama de matérias e de tempos.” (Agnaldo Farias, no texto “Madeira, Matéria Mater”) O projeto do livro “Henrique Oliveira”, com tiragem de 2.000 cópias, foi realizado através da Lei Rouanet (Pronac 1414283) em 2016 e contou com o patrocínio do empresário e colecionador Marcelino Rafart de Seras. Livro “HENRIQUE OLIVEIRA”: Editoras Cosac Naify e SESI-SP; apoio Galeria Millan 320 páginas R$ 90,00.

 

 
Sobre o artista

 
Henrique Oliveira nasceu em 1973 na cidade de Ourinhos, São Paulo. Formou-se em artes plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde também se titulou mestre em poéticas visuais, em 2007. Desde o final dos anos 1990 tem mostrado seu trabalho no Brasil e no exterior. Dentre suas exposições mais recentes no país, estão individuais na Galeria Millan (São Paulo, 2016 e 2012), Transarquitetônica – Museu de Arte Contemporânea (São Paulo, 2014) e na Galeria Silvia Cintra (Rio de Janeiro, 2010). Nos Estados Unidos, expôs na McClain Gallery (Houston, 2015), no Boulder Museum of Contemporary Art (Boulder, 2011), Tapumes – Rice University Art Gallery (Houston, 2009), e na Europa: Fissure – Galerie Georges-Philippe & Nathalie Vallois (Paris, França, 2015), Baitogogo – Palais de Tokyo (Paris, França, 2013), Ursulinens Prolapse – Offenes Kulturhaus (Linz, Áustria, 2012), entre outras. Sua participação em mostras coletivas inclui The Strange Room – Marta Herford Museum (Herford, Alemanha, 2016), The End of the World – Centro Pecci (Prato, Itália, 2016), XIII Bienal de Cuenca (Cuenca, Ecuador, 2016), Crafted: Object in Flux – Museum of Fine Arts (Boston, Estados Unidos, 2015), Fusion: Art of the 21th Century – Virginia Museum of Fine Arts (Richmond, Estados Unidos, 2014), Do Valongo à Favela: Imaginário e Periferia – Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro, 2014), Brasiliana: Installations from 1960 to the Present – Schirn Kunsthalle (Frankfurt, Alemanha, 2013), Inside Out and from the Ground Up – Museum of Contemporary Art (Cleveland, Estados Unidos, 2012), Sculpture is Everything – Queensland Gallery of Modern Art (Brisbane, Austrália, 2012), Artists in Dialogue 2: Sandile Zulu and Henrique Oliveira – Smithsonian National Museum of African Art (Washington DC, Estados Unidos, 2011), 29a Bienal de São Paulo (São Paulo, 2010), IX Bienal Monterrey femsa – Centro de las Artes (Monterrey, México, 2009), 7a Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2009) e Something from Nothing – Contemporary Arts Center (Nova Orleans, Estados Unidos, 2008). Entre os vários prêmios e bolsas que recebeu, destacam-se o SAM Art Projects (Paris, França, 2013), Associação Paulista de Críticos de Arte (São Paulo, 2011), Artist Research Fellowship – Smithsonian Institution (Washington DC, Estados Unidos, 2009) e CNI SESI Marcantonio Vilaça (Fortaleza, 2009). Tem obras em acervos particulares e instituições internacionais e nacionais, como Virginia Museum of Fine Arts (Richmond, Estados Unidos), Queensland Art Gallery – Gallery of Modern Art (Brisbane, Austrália), Hobby Airport (Houston, Estados Unidos), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Centro Cultural São Paulo – Coleção de Arte da Cidade, e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outros. Desde 1990, o artista vive e trabalha em São Paulo.

Crítica de arte

09/dez

Um dos mais importantes e atuantes críticos de arte do Brasil na década de 1970, Francisco Bittencourt (1933 – 1997), terá sua produção reunida pela primeira vez no livro “Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite” (Editora Tamanduá Arte), organizado pela curadora e crítica de arte Fernanda Lopes e pelo escritor Aristóteles Angheben Predebon, detentor dos direitos de publicação da obra do crítico. Com cerca de 550 páginas, o livro apresentará um amplo panorama da produção de Francisco Bittencourt, que escreveu no Jornal do Brasil e na Tribuna da Imprensa, no Rio de Janeiro, e no Correio do Povo, no Rio Grande do Sul. Haverá, ainda, uma entrevista concedida ao crítico a António Celestino, em 1975, publicada no jornal Tribuna da Imprensa. O lançamento será no dia 10 de dezembro, no Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, e será seguido de debate com os organizadores e o crítico de arte Frederico de Morais. O livro tem patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, através do edital Viva a Arte!
Francisco Bittencourt foi um dos principais nomes da crítica de arte no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, durante os anos 1970. Foi um dos mais importantes defensores e divulgadores da geração de artistas plásticos que surgia e se consolidava naquela época, como Antonio Manuel, Anna Bella Geiger, Artur Barrio, Ascanio MMM, Cildo Meireles, Ivald Granato, Lygia Pape, Raymundo Colares, entre outros. É dele uma das expressões mais marcantes usadas até hoje para se pensar a produção artística brasileira nos anos 1970: “Geração Tranca-Ruas”.
“Os textos de Francisco Bittencourt são resultado do esforço, do exercício de pensar para além das convenções e dos modelos até então instituídos e compartilhados pelo cenário artístico brasileiro, contribuindo de maneira definitiva para o debate mais efervescente da arte brasileira, naquele momento e ainda hoje”, diz Fernanda Lopes. “É impressionante (e muito revelador) como os temas tratados por Bittencourt há mais de quatro décadas permanecem extremamente atuais”, ressalta.
O livro revela um rico panorama de sua obra, além de parte importante da história da arte e da crítica de arte no Brasil. Os organizadores realizaram uma ampla pesquisa de textos nos veículos de comunicação onde Francisco atuou e selecionaram cerca de 130 publicações que mostram os diferentes aspectos de sua produção crítica. No jornal Tribuna da Imprensa, ele escreveu a coluna semanal “Artes Plásticas”, entre 1974 e 1979. No Correio do Povo, colaborou com textos semanais entre 1975 e 1979. Ainda na década de 1970, trabalhou como interino no Jornal do Brasil.
“Sua postura generosa, atenta a atitudes novas, procura se opor não só ao que se faz de convencional em termos de arte, mas também em termos de crítica. É comum encontrarmos depoimentos de artistas sobre suas obras, discursos referidos, tentativas de elaboração e aprimoramento de caminhos próprios“, conta Aristóteles Angheben Predebon. Dono de um texto forte e envolvente, Francisco Bittencourt escrevia sobre os artistas contemporâneos da época e também sobre as Bienais, os Salões de Artes Plásticas e as instituições, principalmente o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu Nacional de Belas Artes. Bittencourt destacava não somente a programação dos museus e centros culturais, mas também suas precariedades e sua administração, criticando também a ausência de alguns artistas em certas exposições. Alguns textos, inclusive, atacam a própria imprensa, dizendo que alguns fatos surpreendentemente não ganharam o merecido espaço na mídia.
“Esses textos, em sua maioria publicados na imprensa diária, alternam-se entre discussões sobre o sistema de arte, o fazer artístico e da crítica de arte, além de perfis de artistas. (…) Em comum todos eles têm um olhar urgente e inconformado sobre os anos 1970 do Brasil, partindo do contexto artístico, mas que a ele não se limitam. E é isso que essa organização procurou enfatizar”, afirma Fernanda Lopes, que diz, ainda, que esses textos em conjunto “revelam um crítico comprometido, que não desassocia ética e estética, e que com seu humor ácido dedica-se a pensar não só a produção artística, mas também a produção da crítica de arte”.
O título do livro foi retirado de um texto de Francisco Bittencourt sobre a exposição de Artur Barrio, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, publicado no jornal Correio do Povo, em 3 de dezembro de 1978, onde ele destaca os “Cadernos livros” do artista. Ele termina a crítica sugerindo que aquela seria uma boa exposição para ser apresentada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, uma sugestão ousada, inimaginável nas críticas de arte publicadas atualmente nos jornais.
Aristóteles Angheben Predebon ressalta que Francisco deixou inéditos livros de poemas, um romance, contos, duas peças de teatro. Ele diz que “Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite” “trata-se do primeiro passo de um projeto maior: pretende-se, a partir daqui, publicar toda a sua obra inédita”.

 

 

Sobre Francisco Bittencourt
Francisco Badaró Bittencourt Filho nasceu em Itaqui, RS, 1933. Mudou-se com a mãe para Porto Alegre em 1948. Lá publica, em 1952, o livro de poemas “Vinho para Nós”. Passa a contribuir com revistas como a “Província de São Pedro”, da Editora Globo, e em suplementos literários. Aos vinte anos, muda-se para o Rio de Janeiro. Lança seu segundo livro de poemas, “Jaula Aberta”, em 1957. Vive no exterior durante quatro anos, de 1964 a 1968, contratado pela Rádio do Cairo. Volta ao Brasil e passa a exercer a atividade de crítico de arte, além de estar empregado pela Embaixada da Inglaterra durante os dez anos seguintes. Escreve semanalmente, durante a década de 1970, para jornais como a Tribuna da Imprensa e Correio do Povo e contribui como interino no Jornal do Brasil, escrevendo eventualmente também para revistas como a Vozes. Publica artesanalmente dois números do “Budum”, com a colaboração de Artur Barrio, Caio F. Abreu e outros. Trabalha como tradutor do francês e do inglês; é sua a primeira tradução em língua portuguesa de “Germinal”, de Émile Zola. Em 1978, ao lado de Agnaldo Silva e de outros intelectuais homossexuais, funda o “Lampião de Esquina”, jornal dedicado sobretudo às questões de sexualidade, mas que também procura abarcar questões feministas, raciais, indígenas e ligadas às minorias de modo abrangente, além de questões artísticas e culturais. Sua atividade como crítico de arte é interrompida em 1980, ano em que também se debela um inócuo processo contra o “Lampião de Esquina”. Durante toda sua vida foi poeta, tendo publicado ainda outros livros, como “Pequenos deuses”, em 1995, “A vida inédita”, em 1996, e “Aquela mulher”, também em 1996. Faleceu em 1997, deixando diversos livros de poemas ainda inéditos, duas peças de teatro e o romance memorialista “O Homem dos Outros” ou “Bico!”, gíria que significa “cale-se!”.

 

Resgate
Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite” é o primeiro volume de uma série que será lançada pela editora Tamanduá Arte, que se baseia na pesquisa e no resgate da memória da critica de arte no Brasil, com a edição da obra de importantes nomes desde a década de 1950. O próximo volume a ser lançado no ano que vem será sobre o crítico Walmir Ayala, com organização de Carlos Newton Junior, professor da Universidade Federal de Pernambuco, e de Andre Seffrin, crítico literário. Parte da tiragem de 1000 exemplares será distribuída para instituições, centros de pesquisa, fundações, museus, bibliotecas públicas, bibliotecas de universidades com cursos de graduação e/ou pós-graduação na área de Artes Visuais, garantindo assim o amplo acesso a essa produção.

 

ArtRio Carioca

07/dez

Obras de grandes nomes da arte moderna e contemporânea estarão na primeira edição da ArtRio Carioca. O evento é um desdobramento da Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro e vai acontecer entre os dias 08 e 11 de dezembro, no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca.

 
A feira de arte, que tem a participação exclusiva de galerias da cidade, amplia o calendário de ações da plataforma ArtRio e promove mais uma oportunidade para colecionadores e interessados em arte de ter acesso a uma seleção de trabalhos de importantes galerias.

 
Reconhecida como uma cidade com forte vocação cultural, o Rio reúne um público cada vez mais crescente em exposições e eventos de artes. Além da feira, em paralelo ao evento irão acontecer palestras sobre arte, mercado e colecionismo, com início já no mês de novembro.

 
A ArtRio CARIOCA é um projeto da BEX, produtora cultural especializada em artes visuais, cuja atuação tem sido um diferencial no cenário brasileiro, com ações e projetos que integram as instituições, galerias, artistas e curadores, formando novas audiências, estimulando o colecionismo e o crescimento do mercado das artes visuais.

 

 

Galerias participantes:

 
A Gentil Carioca, Anita Schwartz Galeria de Arte, Athena Contemporânea, Athena Galeria, Artur Fidalgo, Almacén Thebaldi, Colecionador Escritório de Arte, Galeria Movimento, Galeria da Gávea, Galeria Nara Roesler, Galeria de Arte Ipanema, Galeria INOX, Gustavo Rebello, Jacarandá, LURIXS: arte contemporânea, Marcia Barrozo do Amaral, Mul.ti.plo Espaço Arte, Silvia Cintra + Box 4, Pinakotheke, Ronie Mesquita, UQ! Editions e Um Galeria.

Novo livro de Terranova

É com muita alegria que anuncio a chegada de um novo livro.

 
Por mais que as pessoas identifiquem o meu trabalho com as montanhas o meu ambiente natural é o mar. Comecei nas tranquilas águas de Angra dos Reis levado por meus pais a quem devo tudo e nunca mais parei.
A primeira vez que estive em Abrolhos foi no ano de 1984 subindo a costa do Brasil a bordo do magnífico veleiro Sea Wife (55 pés) do comandante Fernando Meira. Lá pude ter meu primeiro contato com a fauna e toda a beleza do arquipélago.

 
Já no Jornal do Brasil após ser contratado pelo Rogério Reis (editor de fotografia), recebi um presente. Uma pauta no ano de 1996 que me levaria de volta ao arquipélago para documentar o início da parceria entre a Petrobras e o Instituto Baleia Jubarte. Eu não imaginava mas após este encontro a minha vida mudaria. Nunca mais conseguiria tirar do meu espírito o encantamento e o vício de reencontrar as lindas Baleias Jubartes. Algumas eu fiquei tão íntimo que conhecia pelo nome, como a fêmea Claudia e o macho Chifre.

 
Se passaram 20 anos e finalmente posso apresentar: Abrolhos – Visões de um Arquipélago Oceânico. Livro lançado pela Andrea Jakobsson, minha querida e amada editora que sempre acreditou nos meus sonhos ao ponto de se tornarem seus.

 
Pude contar com amigos que fiz em 1996 e que estão comigo até hoje. O comandante Roberto Caçonia Fortes (Veleiro Coronado), Ana Cristina Freitas, Ian fortes que conheci aos 05 anos e hoje escreve o capítulo de geologia e o maior fotografo de cetáceos do Brasil, Enrico Marcovaldi, que gentilmente cedeu algumas imagens do seu arquivo para que este projeto ficasse ainda mais bonito.

 
Não posso encerrar este texto sem fazer uma homenagem ao Veleiro Coronado. Seus 27 pés não representam o seu tamanho e sua importância em nossos corações. Foram milhares de milhas náuticas navegadas entre Caravelas, Abrolhos e Rio de Janeiro. Atravessadas medonhas e velas rasgadas no meio de ondas gigantescas e ventos que chegavam a 45 nós. Tudo isso para subir ou descer a costa com os ventos SW e NE.

 
E também agradecer a todos os envolvidos neste projeto ao longo destes anos.

 
Até o lançamento!!!

 
Abs

Marco Terranova

O livro de Glória Ferreira 

05/dez

No dia 07 de dezembro, será lançado o livro “Glória Ferreira – Fotografias de uma amadora” (coedição NAU Editora e Linha Projetos Culturais), na Livraria Argumento, Leblon, Rio de Janeiro, com fotos trajetória como fotógrafa. Com 236 páginas, o livro reunirá, pela primeira vez,fotografias produzidas por Glória Ferreira desde os anos 1970 até 2006 .“Suas fotos não precisam de assinatura e são quase que imediatamente reconhecidas. Sua inspiração vem do detalhe revelador que muitos enxergam mas não veem”, ressalta o jornalista Ernesto Soto no texto de apresentação do livro. A publicação tem patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, através do edital Viva a Arte!

 

A publicação, que terá capa dura e será bilíngue (português/ inglês), destacará dez séries fotográficas da artista:“Para Tocha” (2003), “By” (2004-2006), “Cicatrizes” (2003), “De G. a S.” (2000), “Cenas” (anos 1980/1990), “Empenas” (anos 1990), “Olho por Olho, dente por dente” (1988), “Subindo o Tocantins Descendo o Araguaia” (anos 1980), “Experimentos” (anos 1980) e  “Retratos do Exílio” (anos 1970). Junto com as fotografias, estarão textos críticos escritos por Paulo Sergio Duarte, Ligia Canongia, Ernesto Soto, Tania Rivera, entre outros, que ao longo dos anos acompanharam a produção fotográfica da artista. Engajada na luta contra a ditadura militar nos anos 1970, Glória Ferreira foi exilada no Chile, Suécia e Paris.Foi no exílio que desenvolveu e amadureceu o interesse pela arte em geral e pela fotografia em particular.

 

 

Sobre as séries

 

Na série “Para Tocha”, Glória Ferreira registrou pessoas fotografando pontos turísticos de Paris. Em “Cicatrizes”, a fotógrafa registrou imagens de cicatrizes de pessoas anônimas, em fotos denominadas “um amigo”, “uma amiga”. A série “By” traz imagens de cenas em movimento, em diferentes situações e lugares. “Retratos do Exílio”reúne imagens feitas nos anos 1970, durante o exílio da artista no Chile. São as primeiras fotos feitas por Glória Ferreira, que começou a fotografar nesta época. Datas marcadas nas calçadas de Paris, por ocasião de reparos realizados, são registrados na série De G. a S.”. A série “Experimentos” traz fotos abstratas. Em “Subindo o Tocantins, descendo o Araguaia”, Glória Ferreira registra esta região e sua população através de imagens em preto e branco. A série “Cenas” é a maior delas e ocupa 58 páginas do livro, com imagens coloridas que registram cenas cotidianas.

 

 

Acessibilidade

 

Com o objetivo de promover o amplo acesso ao livro, da edição de mil exemplares, 70% serão distribuídos gratuitamente para centros de ensino de arte, espaços culturais e bibliotecas na cidade do Rio de Janeiro e adjacências. O restante irá para as livrarias.

 

 

Sobre a fotógrafa

 

Glória Ferreira é Doutora em História da Arte pela Sorbonne, professora colaboradora da Escola de Belas Artes/UFRJ e crítica e curadora independente. Entre suas curadorias mais recentes destacam-se as realizadas na Casa de Cultura Laura Alvim, em 2013 e 2014; “Figuração X Abstração no Brasil dos anos 40” (2010), na Escola de Belas Artes, em São Paulo; “Imagens em migração: Uma exposição de Vera Chaves Barcellos” (2009), no MASP, em São Paulo; “Anos 70 – Arte como questão” (2007), no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; “Trilogias”, de Nelson Felix (2005), no Paço Imperial, no Rio de Janeiro e “Situações Arte Brasileira Anos 70” (2000), na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro. Além disso, organizou e foi coeditora de importantes livros e publicações de arte. Fotografa desde 1971, com exposições no Brasil e no exterior. Dentre suas exposições destacam-se “4 exposições Individuais” (1988), na Galeria de Arte Ibeu Copacabana, no Rio de Janeiro; “Mulheres Fotógrafas. Anos 80”(1989), no Instituto Nacional da Fotografia/Funarte, Rio de Janeiro; “Photos” (1995), no Solar Grandjean de Montigny, Rio de Janeiro;  “Grande Orlândia” (2003), no Rio de Janeiro; “Convívio Luciano Fabro” (2004), no MuséeBourdelle,em Paris;  “Grande Orlândia” (2003), no Rio de Janeiro. Lançamentos dos múltiplos: “Para Tocha”, em 2003, e “BY”, em 2006, ambos no Rio de Janeiro.

Jorge Salomão no Oi Futuro

22/nov

A exposição “Jorge Salomão – No meio de tudo isso”, tem curadoria de Alberto Saraiva. Jorge Salomão é um dos convidados do Projeto Poesia Visual 2 está em cartaz na Galeria 1 (primeiro andar) e Vitrine do Oi Futuro, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Poeta, letrista, diretor de teatro, irmão de Waly, Jorge Salomão nasceu na Bahia e mora no Rio de Janeiro desde 1969, onde sempre marcou presença na cena cultural. É autor de canções gravadas por nomes como Marina Lima, Adriana Calcanhotto, Cássia Eller, Barão Vermelho, Zizi Possi e Zé Ricardo, entre outros. Figura cultuadíssima no Rio de Janeiro, completou 70 anos em o3 de novembro e está lançando novo livro de poesias, “Alguns poemas e + alguns”.

 

 

Até 08 de janeiro de 2017.

Mostra de Marina Rheingantz

31/out

A Galeria Fortes Vilaça, Vila Madalena, São Paulo, SP, apresenta “Terra Líquida”, quarta exposição individual de Marina Rheingantz exibindo pinturas inéditas de formatos variados, desde peças em grande formatos a outras de menores dimensões, que operam no limiar da figuração. São paisagens mínimas que remetem a falésias, serras, mares, charcos, campos e terras caipiras, lugares visitados e inventados que se descolam do real e incorporam a geometria e a textura da pintura.

 

Em “Terra Líquida”, trabalho que dá nome à exposição, emaranhados de poças d’água unificam a tela e criam caminhos entre elementos reconhecíveis que sugerem um clube hípico. Com mais de quatro metros de largura, é a maior pintura já executada por Marina, o que exigiu da artista um movimento constante de aproximação e distanciamento ao pintá-la, um movimento que se repete para o espectador. A composição sugere um processo de desconstrução de uma imagem com sucessivas camadas de pintura, resultando na reconstrução de uma memória.

 

No entanto, um olhar mais apurado revela o protagonismo da tinta no processo da artista. Marina não persegue uma ideia narrativa – ela deposita sobre a tela camadas de pinceladas robustas, trabalhando a superfície e ouvindo a pintura. Ao escutar a cor e a tinta, a imagem se insinua e a artista segue, agora sim de encontro a uma possível narrativa. A imagem não é o começo e nem o fim, ela acontece no meio do caminho.

 

Nas pinturas sobre linho da série “Bordados” as cores de fundo ganham tratamento quadriculado, como nos tecidos próprios para bordar, por meio de sutis alterações tonais e controladas pinceladas. Barras coloridas introduzem aos poucos novas cores no trabalho, enquanto linhas grossas traçam padrões assimétricos e sugestivas paisagens distendidas.

 

A abertura será pontuada pelo lançamento do livro “Terra Líquida”, pela Editora Cobogó, o qual abrange toda a produção da artista, com ensaio assinado pelo crítico e curador Rodrigo Moura.

 

 

 

Sobre a artista

 

 

Marina Rheingantz, nasceu 1983 em Araraquara, SP. A artista é graduada em artes plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Integrou o grupo de jovens artistas paulistas conhecido como 2000e8, que reafirmou a força da pintura como linguagem artística nos anos recentes. Teve mostras individuais no Centro Cultural São Paulo (2012) e no Centro Universitário Maria Antônia (2011), entre outras. Exposições coletivas incluem Projeto Piauí (Pivô Arte e Pesquisa, São Paulo, 2016), Soft Power (KunsthalKAdE, Amersfoort, Holanda, 2016), Os muitos e o um (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2016) e No Man’s Land – Women Artists from the Rubell Family Collection (Contemporary Arts Foundation, Miami, 2015). Seutrabalho está em coleções como a da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Itaú Cultural.

 

 

De 05 de novembro a 22 de dezembro.