Presença brasileira na ZonaMaco.

05/fev

A Simões de Assis, São Paulo/Curitiba/Balneário Camboriú, apresenta na ZonaMaco 2026, Centro Citibanamex, Av. del Conscripto 311, Lomas de Sotelo Hipódromo de las Américas, Miguel Hidalgo, Ciudad de México, uma seleção de obras que tem como eixo a ideia de matéria e de suas transformações e metamorfoses. A arte latino-americana tem sido, há muito tempo, celebrada por suas contribuições aos movimentos Concreto, Geométrico, Cinético e à Op Art, como se a produção visual da região tivesse começado apenas na década de 1950 e se limitasse exclusivamente a esses meios e discursos. No entanto, sabemos que existem aspectos visuais muito mais amplos que podem ser reconhecidos do México à Argentina, do Atlântico ao Pacífico, e que, há séculos, artistas vêm criando perspectivas, estéticas, narrativas e modos de existir singulares. Com esta seleção, a galeria busca fomentar uma discussão sobre a investigação de diferentes materiais em contextos e poéticas distintas, bem como sobre sua importância na Arte Contemporânea.

Artistas:

Abraham Palatnik, Carlos Cruz-Diez, Dashiell Manley, Felipe Suzuki, Gabriel de la Mora, Jean-Michel Othoniel, João Trevisan, Juan Parada, Julia Kater, Macaparana, Manfredo de Souzanetto, Mano Penalva, Marcia de Moraes, Mika Takahashi, Patricia Iglesias Peco, Sergio Lucena e Thalita Hamaoui.

Uma conversa entre artistas e crítico.

A Galatea, São Paulo, SP,  convida para uma conversa especial em torno da mostra “Guilherme Gallé: entre a pintura e a pintura”, reunindo o artista Guilherme Gallé, o pintor Paulo Pasta e o crítico de arte Tadeu Chiarelli, autor do texto crítico da exposição. O encontro acontecerá neste sábado, dia 07 de fevereiro, às 11h, na unidade da Galatea na Padre João Manuel.

Situadas no limiar entre abstração e sugestão figurativa, as obras de Guilherme Gallé apresentam uma geometria recorrente que não se impõe como ordem fixa, mas como um sistema instável que articula cheios e vazios, proximidades e distâncias. “No caso, são pequenas saliências ou reentrâncias espalhadas pelo plano que levam o espectador a voltar-se para uma visualização háptica, que supere aquelas espécies de pequenas barreiras interpostas pelo artista”, escreve Tadeu Chiarelli.

O Abre Alas.

04/fev

A Gentil Carioca convida para a abertura da 21ª edição do Abre Alas, evento que abre o calendário anual, apresentando novos nomes da arte contemporânea.

Nas galerias, estarão em exibição obras de 14 artistas selecionados pelos curadores Felipe Molitor, Lena Solano Guedes e Ramon Martins: Ana Luiza Domicent, Ana V. Lopes, David Caicedo Alzate, Felipe Braga, Jean Deffense, Leticia Morgan, Lucas Emanuel, Lucas Speranza, Oriana Pérez, Sheila Kracochansky, Telma Gadelha, Thatiane Mendes, Vicente Baltar e Yara Ligiéro.

Rio de Janeiro – Sábado, 07 de fevereiro 18h – 1h30

No sábado, 07 de fevereiro, a unidade do Rio de Janeiro recebe as obras selecionadas para a exposição. Nas ruas, performances artísticas e muita música, celebram o dia com show do bloco da Orquestra Voadora, e sets dos DJs Glau e Matteo, além do clássico concurso de fantasias que marca também o início do Carnaval carioca.

Programação

18h – Abertura | 19h30h – Performance David Caicedo Alzate | 20h30 – Bloco da Orquestra Voadora | 21h30 – Concurso Melhor Fantasia | 23h – Encerramento exposição | 22h30 – 00h30 – DJ Matteo | 00h30 – 1h30 – DJ Glau

 

São Paulo – Quarta-Feira, 11 de fevereiro 17h – 21h

Na quarta-feira, 11 de fevereiro, A Gentil Carioca abre as portas do espaço em Higienópolis levando a magia carioca para a Travessa Dona Paula. A noite contará com performance do artista David Caicedo Alzate e set com a DJ Thais Queirós.

Programação

17h – abertura | 18h30 – Performance David Caicedo Alzate | 19h – DJ Thaís Queiroz | 20h30 – Performance David Caicedo Alzate | 21h – Encerramento.

Uma seleta em pequenos formatos.

03/fev

Um um formato exclusivamente digital, a Almeida & Dale, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo. A seleção inaugural destaca pequenos formatos na obra de artistas em evidência no circuito contemporâneo e de figuras emblemáticas da arte do século XX.  

Esculturas em prata e resina, aço corten, caixas de fósforo, cerâmica e bronze de Tunga, Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lidia Lisbôa e Efrain Almeida, respectivamente, dialogam com óleos de Lorenzato, Paulo Pasta, Alex Červený, Louise Bourgeois, Miriam Inez da Silva, David Almeida, Rodrigo Andrade, e acrílicas de Rubem Valentim e Jaider Esbell. Somam ainda o conjunto obras de Hélio Melo, Leonilson, Sara Ramo, Eleonore Koch, Adriana Varejão, Tarsila do Amaral e de Henrique Oliveira.

A ampliação de significados.

A Coordenação de Artes Visuais, Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura de Porto Alegre e o Museu de Arte do Paço promovem a exposição “Transfigurações” do artista Edu Devens e curadoria de Andre Venzon.

Sobre o artista.

Edu Devens nasceu em 1971, Piratini/RS, vive e trabalha em Pelotas/RS. Artista visual e pesquisador, graduando em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), desenvolve uma produção que investiga os corpos dissidentes e a fragmentação dos modelos normativos da masculinidade. Por meio da fotografia expandida, da transferência de imagem, da escultura e da instalação, sua obra tensiona os regimes de visibilidade do corpo e os dispositivos simbólicos que sustentam suas representações.

Na mostra, “Transfigurações”, que chega à Sala da Fonte, no Museu de Arte do Paço, Porto Alegre, RS, está reunida a mais recente série “Fragmentos do masculino”, em mármore, além da série “Experimentações Clandestinas” sobre ferramentas de pá e corte e a escultura “Transmutar” sobre caixas de isopor. A prática da transferência fotográfica manual de retratos e nus artísticos para suportes de pedra, metal e isopor cria uma interlocução entre pele, memória e matéria. Essa operação artística, simultaneamente, enriquece cada elemento e dá a esses objetos uma vida emergente, conferindo-lhes expressão e ampliação de significados.

Obras emblemáticas.

02/fev

No dia 06 de fevereiro, às 16h, a curadora Denise Mattar realizará uma visita guiada à exposição “Geometria Visceral”, que apresenta um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador no Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ. Com entrada gratuita, a visita contará com tradução em libras. A mostra, que ocupa todos os três salões do segundo pavimento do Paço Imperial, pode ser vista até o dia 1º de março.

A exposição apresenta cerca de 40 obras, entre pinturas, esculturas e vídeos. Há 17 anos sem expor no Rio de Janeiro, o artista tem uma forte relação com a cidade, tendo criado, inclusive, obras que retratam a paisagem carioca. Preocupado com a acessibilidade, o artista, que tem dificuldade de locomoção devido à paralisia infantil que teve aos nove meses de vida, criou duas esculturas táteis, que podem ser tocadas pelos visitantes. “Eu acho fundamental o público ter essa experiência”, afirma o artista.

A exposição é uma oportunidade para o público carioca ter contato com a obra deste importante artista, que tem mais de 60 anos de trajetória e nunca deixou de trabalhar, mesmo diante de tantas adversidades. A mostra está focalizada na produção mais recente do artista, mas começa com obras emblemáticas criadas nas décadas de 1960 e 1970, que pontuam o percurso de Gilberto Salvador nas artes. Entre elas está “Viu…!” (1968), que destaca o embate com a Ditadura militar, período de extrema importância na obra de Gilberto Salvador. “Desde os seus primeiros trabalhos nos anos 1960, Gilberto soube fundir a racionalidade construtiva com um ímpeto visual orgânico. Suas primeiras experimentações gráficas e pictóricas revelam uma consciência política imbricada ao ato plástico – a cor como discurso, o traço como denúncia”, conta a curadora.

Ampliando a relação com o público.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, inicia projeto de renovação da exposição de longa duração. A renovação marca um novo momento da instituição ao atualizar as formas de apresentar o acervo e ampliar a relação com o público. A renovação da exposição dialoga com a visão de Emanoel Araujo, artista e fundador do Museu.

Em desenvolvimento desde abril de 2024, o projeto vai além da atualização do espaço expositivo. A proposta é renovar o acervo, incorporando obras que ainda não estavam em exposição e oferecendo novos contextos curatoriais a peças já conhecidas. 

Uma das ações centrais é o ARTBook Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, primeira publicação dedicada exclusivamente ao acervo da instituição. O livro reúne cerca de 200 obras do acervo, incluindo produções de Emanoel Araujo e de artistas históricos do Museu. Entre eles estão Madalena Santos Reinbolt, Maria Lídia Magliani, Agnaldo Manuel dos Santos, Aurelino dos Santos e Maria Auxiliadora da Silva, trajetórias fundamentais para a consolidação da identidade do acervo e que hoje integram algumas das mais importantes coleções públicas de arte afro-brasileira no país. A publicação tem versões impressa e digital e possui 380 páginas. O episódio inaugural da audiossérie “Arquivos Vivos” é dedicado a Emanoel Araujo, artista e fundador do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. 

Arte contemporânea e artistas indígenas.

29/jan

Trama: Lygia Pape & Porangatu.

A Gomide&Co, São Paulo, SP, em parceria com a coleção Porangatu, apresentar “Trama”, uma exposição que propõe um diálogo inédito entre bancos de madeira produzidos por etnias indígenas em sua maioria do Alto Xingu e obras da série Tecelares (1953-1960), de Lygia Pape. A apresentação tem texto crítico de Camila Bechelany e expografia do escritório de arquitetura Acayaba + Rosenberg Arquitetos. A abertura acontece no dia 10 de fevereiro e a exposição segue em cartaz até 13 de março.

“Trama” reúne mais de dez bancos de madeira produzidos por etnias diversas da Amazônia brasileira, como Assurini, Karajá, Mehinako, entre outras localizadas no Alto Xingu e arredores. Os exemplares são provenientes da coleção Porangatu, criada por Maria Feitosa Martins. “Minha família coleciona arte indígena há mais de 20 anos, motivada pelo interesse em explorar paralelos e conexões entre a arte moderna e contemporânea e a rica produção de artistas indígenas”, comenta Maria Feitosa Martins, que desenvolveu a Porangatu entre 2022 e 23 na intenção de aprofundar esse eixo da coleção da família.

Os bancos de madeira apresentados na exposição evidenciam a sofisticação técnica e simbólica dessa produção ancestral, resultado de práticas transmitidas entre diferentes povos originários da Amazônia e de seu entorno. Geralmente esculpidos a partir de um único tronco e muitas vezes concebidos na forma de animais, entidades espirituais ou estruturas geométricas, eles incorporam grafismos realizados por entalhe, pirografia ou pigmentos naturais – registros que expressam histórias, cosmologias e conhecimentos transmitidos ao longo de gerações.

No cotidiano dessas comunidades, os bancos atuam simultaneamente como objetos de uso e como marcadores sociais e rituais, indicando posições de liderança ou servindo de suporte para práticas xamânicas. Inseridos hoje no campo ampliado da arte e do design, esses assentos tornam visível o protagonismo indígena e reafirmam a relevância de seus repertórios estéticos na formação da cultura brasileira, convocando o público a reimaginar – e reflorestar – o próprio imaginário.

No contexto de aproximações proposto pela exposição, a série “Tecelares”, de Lygia Pape, surge como um eixo fundamental de diálogo. Realizadas em xilogravura, as obras da série partem da exploração da chamada “linha-corte”, em que a incisão na madeira – gesto físico, direto e irreversível – estrutura composições geométricas que tensionam rigor e sensibilidade, cálculo e matéria viva. Nos Tecelares, a geometria neoconcreta não se afirma como abstração pura, mas como resultado de um fazer que responde a veias, resistências e acidentes do suporte, instaurando uma noção de espaço construída pelo corpo e pela ação. É nesse ponto que se delineiam paralelos possíveis com os bancos indígenas: tanto nas gravuras de Lygia Pape quanto nesses objetos ancestrais, a madeira não é mero suporte, mas agente ativo de sentido; e o grafismo, longe de ser decorativo, constitui um sistema de conhecimento incorporado no gesto, na repetição e na transmissão. Assim, a exposição evidencia modos distintos, porém igualmente complexos, de compreender o mundo como trama, onde se entrelaçam forma, matéria e experiência.

“Trama” destaca-se ainda por estabelecer conexões entre três eixos recorrentes no programa curatorial da Gomide&Co: a investigação de objetos de mobiliário a partir de uma perspectiva conceitual e estética; a valorização de repertórios culturais e visuais de povos originários; e a proposição de novas leituras sobre a obra de nomes centrais da arte moderna e contemporânea brasileira, em especial vinculados aos movimentos Concreto e Neoconcreto. Como observa Bechelany, “…o exercício de aproximação dos Tecelares (1953-1960) com os bancos indígenas da coleção Porangatu não busca síntese ou harmonização entre objetos de universos culturais tão distintos, mas sim uma fricção produtiva entre geometria e gesto, entre modernidade e ancestralidade, entre obra e corpo”, reafirmando o caráter crítico e relacional que estrutura a exposição.

Equilíbrio entre o traço, a cor e o vazio.

A Simões de Assis, São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú, anuncia a representação de Marcia de Moraes (São Carlos, Brasil, 1981). A artista desenvolve uma pesquisa centrada na linguagem do desenho, suas composições podem, à primeira vista, parecer abstratas, mas são construídas a partir de um léxico visual acumulado ao longo dos últimos vinte anos de pesquisa. Este vocabulário de formas tem origem figurativa, mas chegam ao papel liquefeitas e flácidas, afastando-se de qualquer reconhecimento imediato. 

A construção do desenho se dá a partir de uma conversa entre artista e trabalho, chegando a um entendimento mútuo das necessidades da composição e atingindo um equilíbrio entre o traço, a cor e o vazio. Estes três elementos são constantemente tensionados ao longo do processo e se organizam em uma hierarquia em constante alternância. É a partir dessa oscilação que cada desenho ganha corpo: o traço e o vazio como espinha dorsal e ossos de sustentação, a cor como a carne que os envolve,  e o limite do papel como a pele – o ponto exato em que corpo e desenho se encerram.

Entre suas principais exposições individuais estão “Ponto de Osso”, Instituto Artium; “Matriz”, Galeria Leme; “A Terceira”, CCBB São Paulo; “Elaine Arruda e Marcia de Moraes: Cheio de Vazio”, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; “À Deriva no Azul, Carpe Diem Arte e Pesquisa”, Lisboa, e “Saint Clair Cemin / Marcia de Moraes: Correspondance Bresiliènne”, VL Contemporary, Paris.

Foi contemplada com diversos prêmios, entre os quais se destacam o Edital PROAC – Artes Visuais, o Pollock-Krasner Foundation Grant e o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea. Suas obras integram acervos importantes como a Coleção Swiss Re, São Paulo; Ministério das Relações Exteriores, Brasília e Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP).

Artistas de distintos gêneros e gerações.

A Galeria Nara Roesler São Paulo convida para a abertura, no dia 05 de fevereiro, às 18h, da exposição “Telúricos”, com curadoria de Ana Carolina Ralston, que selecionou trabalhos de dezesseis artistas – entre nomes consagrados internacionalmente – como Richard Long (um dos pioneiros da landart), Not Vital e Isaac Julien -, ou no circuito nacional, como Brígida Baltar (1959-2022) e Amelia Toledo (1926-2017), e artistas convidados, oriundos de várias partes do país. 

Ana Carolina Ralston destaca que “Telúricos” propõe a ativação de outros sentidos, além do olhar, e estão na mostra esculturas olfativas e também sonoras. Os artistas, de distintos gêneros, lugares, gerações e suportes são, além dos já mencionados: Alessandro Fracta, amorí, Ana Sant’anna, C. L. Salvaro, Denise Alves-Rodrigues, Felipe Góes, Felippe Moraes, Flávia Ventura, Karola Braga, Kuenan Mayu e Lia Chaia.

A exposição traz mais de 40 trabalhos, muitos deles inéditos, que, em vários suportes. A curadora menciona o pensador Bruno Latour (1947-2022), para quem “…a matéria terrestre não é um simples suporte, mas um agente de vontade, um núcleo de energia ativa que convoca metamorfoses e insurgências; uma força subterrânea que não é apenas cenário, mas protagonista”.

Na primeira sala, estará a escultura “Moon” (2017), em mármore branco, do suíço Not Vital, perto das três obras de Richard Long, seu amigo e um dos pioneiros da land art, criadas em 2024. Nas paredes, duas pinturas inéditas de Ana Sant’anna – “O instante que paira” e “Nut”, “…paisagens que misturam nosso imaginário e espaços telúricos”, ressalta a curadora. A videoinstalação “Enterrar é plantar”, de Brígida Baltar, com quatro telas, registra sua ação de “enterrar suas memórias”, e acompanha dois desenhos da artista. A instalação “Canto das ametistas”, de Amelia Toledo, com seus blocos de ametistas no chão, foi escolhida por sua ressonância mineral e espiritual, característica do trabalho da artista. Na parede frontal, a fotografia “Under Opaline Blue” de Isaac Julien.

Na passagem entre as salas, atravessando o percurso do público, estará a instalação “Antes de afundar, flutua”, feita por C. L. Salvaro, especialmente para o espaço da exposição, com planta, terra, entulho e tela de arame. Uma parte da obra ficará próxima ao chão, e outra suspensa, de modo a permitir a passagem dos visitantes por baixo dela. Ana Carolina Ralston assinala que a exposição se fundamenta em um conceito do filósofo Gaston Bachelard, em seu livro “A Terra e os Devaneios da Vontade”: “A imaginação telúrica cava sempre em profundidade; ela não se contenta em superfícies, precisa descer, pesar, resistir”.

Até 12 de março.