Investigação sobre memória e pertencimento.

07/maio

Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro em “O Caminho do Ouro”, exposição que será inaugurada no dia 21 de maio na a.thebaldigaleria, no CasaShopping, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ. Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.

Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.

Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.

A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. 

A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.

Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. 

Até 14 de junho.

Jardim do Éden de Joana Vasconcelos.

Pela primeira vez o Brasil recebe no Farol Santander, Centro, São Paulo, SP, uma das obras mais emblemáticas de Joana Vasconcelos: “Jardim do Éden”. Uma instalação imersiva que convida o público a caminhar por um labirinto que expõe a artificialidade da natureza através de uma inusitada experiência ótica.

Esse percurso transporta o espectador para um paraíso de sonhos e imaginação através dessa obra única que já passou por diversos continentes. “Jardim do Éden” é uma instalação que convida o espectador a caminhar. Através do fluxo luminoso e dos motores síncronos, as flores artificiais dispostas em forma de labirinto produzem um efeito cinético semelhante ao produzido pela fibra ótica. Ao mesmo tempo uma suave trilha sonora – que alude ao canto de dezenas de pequenos insetos – produzida pelo som mecânico das respetivas máquinas em funcionamento. 

O percurso neste paraíso onírico expõe a artificialidade da natureza através de uma inusitada experiência ótica, unicamente possível devido à exigência da sua apresentação num espaço interior privado de luz natural. Joana Vasconcelos concebe um surpreendente simulacro que reporta invariavelmente para o questionamento, a sabotagem e a apropriação de uma narrativa ancestral.

Até 21 de junho.

Pesquisa com a cerâmica e o aço inox.

Para marcar os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck, será inaugurada no dia 21 de maio a exposição “Imprevistos”, na galeria Maneco Müller: Multiplo, Leblon, Rio de Janeiro, RJ, com a mais recente produção da artista carioca. Serão apresentadas cerca de 16 obras inéditas, produzidas este ano, em um desdobramento da pesquisa da artista com a cerâmica e o aço inox. Os novos trabalhos trazem elementos inéditos, como novas formas e a introdução de cores no barro, algo nunca antes utilizado pela artista. Ana Holck é uma das mais destacadas artistas de sua geração e ao longo de mais de duas décadas de atuação construiu uma carreira consolidada no meio da arte.

“Sua prática se desdobra por meio de uma investigação contínua de estruturas espaciais, tensões materiais e a dimensão experiencial da escultura. Trabalhando principalmente com materiais como metal e porcelana, Holck constrói ambientes que desafiam a estabilidade da forma, ao mesmo tempo que ativam a percepção e a presença corporal do espectador”, afirma a crítica e curadora de arte Daniela Labra, que assina o texto da exposição e há mais de uma década acompanha o trabalho da artista.

Sobre a artista.

Ana Holck (Rio de Janeiro, 1977) é formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ (2000), com Mestrado em História pela PUC-Rio (2003) e Doutorado em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2011). Inicia sua trajetória nos anos 2000, com instalações de grande formato, entre as quais, Elevados, no Paço Imperial (2005), Bastidor, no CCBB RJ (2010) e Splash, no SESC Pinheiros (2010). Entre suas mais recentes mostras individuais estão Ensaios Lineares, na Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, e Deslocamentos Orbitais, na Zipper Galeria, São Paulo, ambas em 2024, e Entroncados, Enroscados e Estirados, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em 2023. Entre as coletivas estão: O Espetáculo da Coerência (2026), na Maneco Muller Multiplo, Rio de Janeiro; Elas (2025), no MAC Niterói, Rio de Janeiro; Entre Elas (2025), na Amelie Maison D’Art, Paris; O Mistério das Coisas Por Baixo das Pedras e dos Seres (2024), no Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro; Qual o tema (2024), na mul.ti.plo Espaço Arte, Rio de Janeiro, entre outras. Possui obras nos acervos do Itaú Cultural, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM Rio, MAM São Paulo, MAC Niterói, entre outros.

Até 17 de julho.

Linguagem a partir de diferentes suportes.

06/maio

A exposição “Entre raízes e paredes”, nova individual da artista Denise Calasans, inaugura no dia 06 de maio, no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, com curadoria de Marisa Flórido.

Carioca, com trajetória que atravessa o design, as artes visuais e a pesquisa em memória social, Denise Calasans desenvolve um trabalho que articula natureza, afeto e linguagem a partir de diferentes suportes, como pintura, instalação, vídeo e trabalhos têxteis. Sua produção investiga as relações entre o espaço doméstico e o território vegetal como campos de memória, gesto e construção simbólica. A exposição reúne um conjunto inédito de obras organizadas nos núcleos jardim e casa, propondo um percurso que atravessa materiais, temporalidades e formas de inscrição, onde o feminino se apresenta como força de transmissão e transformação.

“Jardim e casa – que operam como regimes sensíveis complementares: um voltado à dissolução das demarcações, à fluidez e à expansão do gesto; outro, à inscrição, à memória e à ambivalência do cotidiano. Entre ambos, a artista constrói um campo de ressonâncias, contaminações e porosidade das bordas: entre natureza e cultura, privado e o público, o inumano e o cultivado, o cuidado e a violência, a memória e o apagamento”, escreve Marisa Flórido. 

Até 20 de junho.

Comigo ninguém pode.

Comigo ninguém pode é o nome, em português, da Dieffenbachia, uma das plantas mais comuns nas casas brasileiras, escolhida como símbolo de proteção espiritual. A ambiguidade e o sincretismo do termo original, que também se tornou um ditado popular, podem ser interpretados como “Ninguém pode me domar”, “Ninguém pode me derrotar” ou até mesmo “Não me desafie!”, em alusão à toxicidade da planta. Na evocação espacial de “Comigo ninguém pode”, a mostra coloca em diálogo duas artistas contemporâneas engajadas na reescrita performativa das histórias coloniais: Rosana Paulino (São Paulo, 1967) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). Juntos, seus trabalhos abrem a possibilidade de perceber o transcendente no visível.

Comigo ninguém pode reflete sobre a manifestação da fé e da espiritualidade na cultura brasileira, destacando sua estreita relação com a natureza e com dimensões além do humano. O projeto propõe um visceral jogo de perguntas e respostas sobre como espiritualidade e natureza são capazes de gerar um imaginário público que, ao reescrever a história, reconstrói os muros da memória e ressignifica as ruínas e feridas coloniais por meio de seres fantásticos e mágicos. Por meio de obras novas e históricas, a exposição apresenta uma realidade que desafia o racionalismo universal e os percursos predeterminados moldados pelo capital racial global.

Situada entre o tempo em espiral e as ondas tumultuosas propostas por Varejão, a mostra inclui a instalação difusa Aracnes (1996-2026), de Paulino, um muro de concreto inacabado no qual habita uma frágil rede de fios intercalados por fotografias impressas de corpos subjugados. Esta é envolvida por Still Life amid Ruin (Natureza-morta em meio à ruína) (2026), de Varejão, uma escultura pintada que expõe noventa metros lineares de transmutação voluptuosa: por meio de uma tática barroca que a artista desenvolve desde os anos 1980, o concreto torna-se carne, ouro; a madeira torna-se cerâmica, que se transforma em solo e planta. Essas metamorfoses constituem Comigo ninguém pode (2026), desenho de Paulino que dá título à mostra.

A longa tradição da cerâmica brasileira não apenas dá forma às tecelãs de Paulino, entrelaçadas com ninfas e casulos, mas também sustenta os motivos de flores-flechas e o gesso seco sobre tela deixado por Varejão ao longo do tempo, criando fissuras que atravessam a história, os azulejos e os anjos. Suspensos no alto, parecem flutuar e despencar do céu de concreto, tumultuado e moderno. Figuras ambíguas, são testemunhas das experiências de terror suturadas pelo passado colonial em Varejão, com Paisagem canibal (2003), e em Paulino, com Atlântico vermelho (2026). Ambas também observam uma mulher transformar-se em búfala e perturbam a grade do cânone ocidental ao dialogar com Une petite mort (2005), de Varejão. Juntamente com as muitas outras composições possíveis presentes nesta exposição, a cena recorrente de mulheres negras reduzidas a estereótipos ativa uma experiência regenerativa, enquanto representação das veias, sementes e raízes da sociedade brasileira.

Diane Lima, curadora.

De 09 de maio até  22 de novembro.

Conversa com Anna Bella Geiger e Cadu.

No dia 09 de maio, às 15h, será realizada, no Paço Imperial, uma conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, com mediação da crítica de arte e curadora Marisa Flórido, como parte da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Os dois artistas integram a exposição ao lado de mais de 100 nomes de destaque das artes brasileiras, que fazem parte da história do centro cultural. A conversa será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações

Os desdobramentos contemporâneos da abstração.

04/maio

O MARGS Porto Alegre, RS, apresenta a exposição “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo”. A inauguração será no dia 09 de maio (sábado), às 10h30.

Um dos mais destacados artistas gaúchos de sua geração, Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desenvolve sua produção desde os anos 1970. Nesses 50 anos de trajetória, explorou desenho, pintura, gravura, joalheria e cerâmica, constituindo uma linguagem visual própria, vinculada aos desdobramentos contemporâneos da abstração e às suas possibilidades expressivas e de experimentação.

Sua atuação como artista visual se deu em sequência a uma intensa vivência com o teatro experimental e a performance. Também foi um dos artistas integrantes do Espaço N.O. – Centro Alternativo de Cultura, ponto de referência para a arte experimental e de vanguarda em Porto Alegre entre 1979 e 1982.

Nos anos 1980, a produção de Wladimirsky foi logo reconhecida por prêmios em salões pelo Brasil. Nesse contexto, o MARGS apresentou, em 1983, a sua primeira individual. A exposição “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo” apresenta um panorama da produção do artista desde os anos 1980, com uma seleção de desenhos, pinturas e objetos do acervo do MARGS e de coleções particulares, sendo a sua primeira mostra de resgate e caráter histórico.

Com curadoria de Francisco Dalcol, diretor do MARGS, “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo” dá sequência ao atual ciclo de mostras monográficas inéditas de artistas com trajetória e que integram o acervo do MARGS, como parte do programa expositivo “História do MARGS como História das Exposições”. 

Até 02 de agosto.

 

As cores naturais de Tito Terapia.

A Galatea tem o prazer de apresentar “Terra, cores naturais e a potência de pertencer pelos tons”, primeira individual internacional do artista Tito Terapia (1977, São Paulo, Brasil) que abre no dia 12 de maio na Kevin Kramer Gallery, em Nova York.

A exposição reúne trabalhos inéditos de pequeno e médio formato, em que Tito mobiliza referências tanto da tradição da pintura clássica quanto da arte popular brasileira, dialogando com gêneros centrais do cânone figurativo, como a paisagem e a natureza-morta.

Suas pinturas entrelaçam memórias pessoais enquanto evocam as idiossincrasias de sua comunidade e de seu contexto social. O uso de pigmentos naturais coletados nos arredores de sua casa, na Zona Leste de São Paulo, aprofunda essa relação, incorporando a materialidade da paisagem em cada obra e reforçando a conexão entre sua produção e o território, atribuindo às telas um sentido de pertencimento e resistência.

Burle Marx: plantas em movimento.

30/abr

O Museu Judaico de São Paulo, Bela Vista, apresenta até 02 de agosto a exposição “Burle Marx: plantas em movimento”.

A exibição apresenta um recorte introdutório da obra paisagística de Roberto Burle Marx e seus colaboradores, com foco no uso de algumas espécies vegetais. Burle Marx se notabilizou por criar um paisagismo tropical a partir das observações que fazia in loco, em expedições pelo Brasil e em viagens internacionais para o reconhecimento da vegetação de cada lugar, sempre acompanhado por um grupo de amigos botânicos, arquitetos, artistas e jardineiros, além da equipe de paisagistas de seu escritório. Assim, utilizou plantas nativas numa época em que a tradição era importar espécies vegetais de fora do país para desenhar áreas verdes segundo modelos tradicionais franceses e ingleses.

No entanto, Burle Marx nunca aplicou esses princípios de forma sectária, incorporando, em muitos de seus jardins, espécies exóticas tropicais que se adaptavam bem a determinados contextos locais. Nesse sentido, o artista-paisagista combinou a reversão dos estigmas de um país colonizado com a incorporação de elementos exógenos, numa atitude claramente cosmopolita, que pode ser associada à recusa de concepções fixas de identidade nacional. Assim, ao estabelecer uma associação entre plantas e seres humanos, ou entre natureza e sociedade, propomos, nesta exposição, a aproximação entre o legado estético e cultural de Burle Marx e certos princípios progressistas da judeidade, ligados à diáspora e à criação de identidades definidas pelo movimento constante.

Nesta mostra, transcendemos a apresentação meramente sequencial das composições paisagísticas de Burle Marx e sua equipe, e procuramos iluminar a relação entre certos projetos — públicos e privados — e a presença recorrente de determinadas espécies vegetais, reconstruindo um léxico básico com o qual o paisagista trabalhou, sempre de forma coletiva.
“A realização desta exposição neste espaço tem o propósito de ampliar a compreensão sobre o legado de Burle Marx, ao propor uma chave de leitura pouco revisitada em seu trabalho: sua herança judaica. A convite do MUJ, o pesquisador e artista Daniel Jablonski investiga como essa relação, transmitida pela via paterna, se inscreve em uma dimensão pouco visível — mas que atravessa sua maneira de estar no mundo. Uma perspectiva que dialoga com o entendimento do museu, que compreende a experiência judaica como parte de uma história mais ampla de migrações, travessias e múltiplas formas de continuidade.”

Marilia Neustein – Diretora-Executiva do Museu Judaico de São Paulo.

“Ao longo de sete décadas, Roberto Burle Marx e seus colaboradores constituíram um acervo paisagístico com mais de 150 mil itens, reunindo projetos urbanísticos, estudos, croquis, desenhos, fotografias, documentos, publicações, peças de arte e outros materiais. Fundado 2019 como uma organização da sociedade civil, o BMI é é fruto do compromisso inicial dos atuais sócios do Escritório Burle Marx em preservar, difundir e ressignificar o legado de conceitos e realizações que esse arquivo histórico congrega.”
Isabela Ono – Diretora-Executiva do Instituto Burle Marx.

A trajetória singular de Waltercio Caldas.

29/abr

Com cerca de 100 trabalhos, exposição percorre seis décadas da produção de Waltercio Caldas e apresenta uma leitura de sua trajetória singular, marcada pela investigação sobre tempo, espaço e percepção. Tempo, para Waltercio Caldas, é matéria de trabalho. Essa é a premissa que estrutura o (tempo), a exposição que a Casa Roberto Marinho, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ,  inaugura no dia 14 de maio, reunindo cerca de 100 obras produzidas entre 1967 e 2025 por um dos nomes mais influentes da arte contemporânea brasileira. Projetada pelo próprio artista, a exposição ocupa os espaços da instituição com esculturas, pinturas, desenhos, livros e ambientes que abrangem seis décadas de produção e revelam a consistência de uma pesquisa rigorosa em torno das tensões entre forma, espaço e percepção.

Waltercio Caldas surgiu no cenário artístico brasileiro no final da década de 1960, em um momento de intensa renovação das artes visuais no país. Em diálogo com artistas e críticos que repensavam os limites da escultura, do objeto e da ideia de obra de arte, seu trabalho integrou a virada que deslocou o foco da representação para a experiência perceptiva e para o questionamento dos meios da arte. Desde então, sua trajetória vem sendo acompanhada por críticos como Paulo Venancio Filho e Paulo Sergio Duarte, que identificam em sua prática uma investigação rigorosa sobre linguagem, percepção e espaço.

Sobre o artista.

Waltercio Caldas nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo, estudou pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Entre 1969 e 1975, fez desenhos, objetos e esculturas. Em 1973 sua primeira individual recebeu o prêmio de melhor exposição do ano pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. Nos anos 1970, deu aulas no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e foi coeditor da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo. Integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM Rio, responsável pela criação da Sala Experimental. Realizou exposições no Brasil e no exterior e foi agraciado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1993, com o prêmio Mário Pedrosa, pelo conjunto da obra e por sua mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Esteve presente em várias Bienais de São Paulo, na Bienal de Veneza e na Documenta de Kasell (Alemanha). Na Bienal Entre Abierto, em Cuenca, Equador, em 2011, recebeu o prêmio com a obra Parábolas de Superfície. Participou da coletiva Art Unlimited em Basileia, Suíça. Em 2005 recebeu o grande prêmio da Bienal da Coreia. Seus trabalhos estão em coleções de importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), o Museu Reina Sofia (Espanha), o Centro Georges Pompidou (França), o Museu de Arte (MASP), a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Até 27 de setembro.