Soft Ground na Casa da Cultura da Comporta.

06/ago

A Fortes D’Aloia & Gabriel anuncia “Soft Ground”, a sexta edição de sua exposição anual de verão em Comporta, Portugal, apresentada pelo segundo ano consecutivo em colaboração com a Mendes Wood DM e, pela primeira vez, com a galeria portuguesa Kubikgallery, de 04 de julho a 05 de setembro.

A programação deste ano acontece em dois espaços: a Casa da Cultura da Comporta e o Espaço Museológico Museu do Arroz. A exposição coloca a arte contemporânea em diálogo com a atmosfera singular da região, propondo uma forma de experiência mais lenta e contemplativa. Fundamentada na abertura e no diálogo, a iniciativa reflete o espírito colaborativo das galerias ao fomentar parcerias significativas com instituições afins.

A exposição será acompanhada por um ensaio crítico da curadora e escritora Filipa Ramos. Ramos é uma das vozes mais relevantes na intersecção entre arte, ecologia e imagem em movimento, reconhecida por sua investigação rigorosa sobre coexistência multiespécies, fragilidade ambiental e políticas da paisagem. Seu texto oferecerá um enquadramento crítico para as questões levantadas pela exposição: a terra, a transformação e as formas de atenção e cuidado que ainda precisamos escolher praticar.

Com obras de Anne Lefebvre, Antonio Társis, Artur Lescher, Cristiano Lenhardt, Damián Ortega, Daniel Steegmann Mangrané, Erika Verzutti, Ernesto Neto, Flávia Vieira, João Maria Gusmão, Laís Amaral, Luiz Zerbini, Lygia Pape, Manuella Silveira, Marcius Galan, Marina Rheingantz, Marcos Siqueira, Patrícia Leite, Paulo Nimer Pjota, Paula Siebra, Pedro Tudela, Pedro Vaz, Rivane Neuenschwander, Santídio Pereira, Solange Pessoa e Vasco Futscher.

Brasileiros na Bienal de Gwangju.

Considerada uma das mais importantes do mundo, a Bienal de Gwangju, na Coréia do Sul, ganhará, pela primeira vez, um pavilhão brasileiro em sua 16ª edição, que acontecerá de 05 de setembro a 15 de novembro. Localizado no Gwangju History & Folk Museum, o pavilhão terá curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi e apresentará a exposição inédita “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, com a participação de 35 artistas brasileiros, de diferentes gerações e oriundos de diversas regiões do Brasil. 

Artistas participantes.

Adriana Varejão, Alex Červený, Ayla Tavares, Cinthia Marcelle, Estevan Davi, Herbert De Paz, Heloisa Hariadne, Isabella Ogêda, Ivens Machado, Jonas Arrabal, Josi, Laís Amaral, Lais Myrrha, Lucas Lugarinho, Luiza Crosman, Manauara Clandestina, Marcela Cantuária, Marcos Chaves, Maria Lira Marques, Mariana Rocha, Márcia Falcão, Maruan Sipert, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrícia Abbott, Rayana Rayo, Sara Ramo, Ventura Profana, Vicente de Mello, Vinicius Gerheim, Vivian Caccuri, Shinji Nagabe, Walla Capelobo, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz.

“Devorações do Amanhã” propõe a criação do primeiro Pavilhão Brasileiro na Bienal de Gwangju. Ancorado no pensamento antropofágico brasileiro, o projeto atualiza a noção de devoração como uma operação crítica voltada ao presente: um gesto de metabolização das crises contemporâneas”, afirmam os curadores Aldones Nino e Bruna Levi, que ressaltam que a proposta estabelece um diálogo direto com a 16ª edição da Bienal de Gwangju, intitulada “You Must Change Your Life” (Você precisa mudar a sua vida).

Retratos sob autoria de Giancarlo Mecarelli.

04/ago

Criador do evento “Paraty em Foco”, Giancarlo Mecarelli transforma área externa do Polo ItaliaNoRio em galeria com exposição de retratos fotográficos.

Quem passar pelo corredor externo bem em frente ao Polo Cultural ItaliaNoRio, no prédio do Consulado Italiano, ficará surpreso ao se deparar com retratos – ou melhor, “ritrattos” -, emoldurados como se tivessem saído de algum álbum de família. Todos foram realizados por Giancarlo Mecarelli, responsável pela concepção e curadoria da exposição “Gente di qui/Gente daqui”.

A seleção foi feita a partir de registros dos vencedores do Prêmio ItaliaNoRio 2026. Entre eles, estão Marco Lucchesi, Renata Freitas, Silvio Podda, Alberto Griselli, Pietrangelo Leta e Pamela Reis.

O retrato – do italiano ritratto – é o mais popular dentre todos os gêneros de fotografia desde os primórdios da invenção… a tal ponto que a expressão “tirar um retrato” é, ainda hoje, confundida com “tirar uma fotografia”, de designação bem mais genérica.

Até 26 de setembro.

Cosmologia afro-brasileira e referências rituais.

30/jul

A Simões de Assis, Jardins, apresenta a individual de Ayrson Heráclito, “Ojú-Inú”, em seu espaço em São Paulo. A partir da noção iorubá de Ojú-Inú – “olho interno” – Ayrson Heráclito apresenta um conjunto de obras atravessadas pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que orientam sua prática artística.

Com texto crítico de Hélio Menezes, a exposição reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos. Compartilhando da ideia de percepção estética e espiritual formulada pelo historiador da arte Rowland Abiodun, Heráclito propõe um percurso em que matéria, memória, corpo e ancestralidade se articulam como formas de conhecimento e criação.

Realizada enquanto o artista integra a 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, In Minor Keys, a mostra apresenta trabalhos inéditos que aprofundam questões centrais de sua pesquisa, estabelecendo diálogos entre ritual, história e imaginação.

Ayrson Heráclito (Macaúbas, 1968). É artista, professor e curador. Possui doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo, e mestrado em Artes Visuais pela UFBA. Com um olhar particular, a obra de Ayrson Heráclito evidencia as raízes afro-brasileiras e seus elementos sagrados, projetando ações e práticas que compõem a história e a cultura da população negra.

Outro importante marco na carreira do artista foi Transmutação da Carne, iniciado em 1994. A obra surgiu a partir de um documento que descreve as torturas cometidas pelos senhores de engenho contra os escravizados. Em 2015, Heráclito reapresentou Transmutação da Carne durante a exposição Terra Comunal, da artista sérvia Marina Abramović (1946), no Sesc Pompéia. Uma de suas principais pesquisas é Sacudimentos, sobre o tráfico negreiro entre a Bahia e o Senegal, realizada em 2015 e apresentada na 57ª Bienal de Veneza (2017). Composta por vídeos e fotografias, a obra é construída a partir de rituais de limpeza da Casa dos Escravos na Ilha de Goré e de um grande engenho de açúcar no Brasil, exorcizando os fantasmas da colonização.

Integrou a 61st International Art Exhibition of La Biennale di Venezia (2026), com curadoria de Koyo Kouoh, intitulada “Minor Keys”; 16ª Bienal de Sharjah, Emirados Árabes; After the End of the World: Pictures from Panafrica, The Art Institute of Chicago; 35ª Bienal de São Paulo; 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza tendo conquistado o Leão de Ouro de melhor participação nacional; 57ª Bienal de Veneza; Bienal de fotografia de Bamako, Mali; e da Trienal de Luanda, Angola. Em 2021 e 2022, teve uma grande exposição individual, “Ayrson Heráclito: Yorùbáiano” no MAR, Rio de Janeiro e na Pina Estação, São Paulo. Foi um dos curadores-chefes da 3ª Bienal da Bahia, curador convidado do núcleo “Rotas e Transes: Áfricas, Jamaica e Bahia” no projeto Histórias Afro-Atlânticas no MASP, que esteve em cartaz no MASP e no Instituto Tomie Ohtake. Recebeu o prêmio de Residência Artística em Dakar do Sesc_Videobrasil e a Raw Material Company, Senegal. Possui obras em acervos do Museu Solomon R. Guggenheim, Nova York; Musem der Weltkulturen, Frankfurt; MAR – Museu de Arte do Rio; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador; MON, Curitiba; Videobrasil e Coleção Itaú. 

Ancestralidades atravessam gerações.

29/jul

Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam da exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro”, na Estação Cultural de Olímpia (ECO). Os artistas levam desenhos e projetos do carnaval carioca para a mostra, que integra o 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), em São Paulo. A mostra é realizada pela Prefeitura da Estância Turística de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore.

Reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional do Folclore, Olímpia fortalece, por meio da exposição, a sua missão de incentivar o intercâmbio cultural e ampliar o acesso da população ao patrimônio imaterial brasileiro. Entre as águas do noroeste paulista e o mar carioca, a mostra propõe uma viagem por memórias, saberes e manifestações culturais que aproximam a história de Olímpia e do Estado do Rio de Janeiro. A exposição reúne objetos, fotografias, indumentárias, pinturas, registros audiovisuais e depoimentos que revelam a riqueza das manifestações populares dos dois territórios. O percurso expositivo evidencia como diferentes expressões culturais dialogam entre si, compartilhando valores, ancestralidades e identidades que atravessam gerações.

Até 31 de março de 2027.

Bienal Internacional de Curitiba.

24/jul

Mais uma vez, o maior museu de arte da América Latina abre as portas para abrigar a Bienal Internacional de Curitiba, que chega a sua 16ª edição e tem o Museu Oscar Niemeyer como a sua principal sede. Esta edição do evento se propõe a discutir temas relevantes atuais, como os limites da tecnologia em nossas vidas e as fronteiras entre o físico e o digital, apresentando a arte como espaço de pausa e reflexão.

Importantes artistas de diversos países e continentes compartilham suas formas de ver o mundo contemporâneo em instigantes mostras que acontecem simultaneamente em vários espaços do MON.

Curadoria.

Adriana Almada, Tereza de Arruda, Ferran Barenblit, Margarida Saraiva, Windy Lv, Xiao Ge, Massimo Scaringella, Antonella Pisilli, Royce W. Smith

Até 15 de novembro.

O vazio como um elemento ativo.

23/jul

A Galeria Marcelo Guarnieri, Jardins, São Paulo, SP,  apresenta, entre 1º de agosto e 19 de setembro, a exposição individual de Masao Yamamoto (Gamagori – Japão, 1957). A mostra se organiza ao redor da ideia de Ma (間), um conceito estético e filosófico japonês que descreve a pausa e o intervalo significativo entre espaços, objetos, sons, movimentos e acontecimentos e que entende o vazio como um elemento ativo que dá forma, ritmo e significado a experiência. A expografia conta com o apoio da arquiteta e paisagista Sakae Ishii.

Além das fotografias, a exposição apresenta diferentes formatos editoriais desenvolvidos pelo artista ao longo de sua carreira, como os livros em sanfona e as caixas-poemas da série Ryokan. Cada uma dessas caixas abriga cerca de seis pequenas fotografias acompanhadas por um haiku do poeta e monge zen-budista Ryōkan (1758-1831). Dispostas em vitrines, elas revelam um diálogo íntimo entre palavra e imagem, propondo ao visitante uma leitura pausada e fragmentária. 

Ao aproximar as fotografias de Masao Yamamoto da intervenção concebida por Sakao Ishii, a exposição evidencia o Ma como um princípio que organiza tanto a composição visual quanto a experiência espacial do visitante, fazendo com que os intervalos, as pausas e os vazios assumam um papel estruturante na percepção da obra. A Galeria Marcelo Guarnieri agradece a colaboração de Sakae Ishii, cuja generosidade transcende esta exposição e se insere em uma relação de amizade, diálogo e troca cultivada ao longo de anos.

Quando o museu é rio.

22/jul

Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP,  apresenta a exposição “Quando o museu é rio”. Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição reúne artistas contemporâneos e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos para refletir sobre memória, território e as formas de produção de conhecimento na Amazônia.

Com curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. “Quando o museu é rio” acontece paralelamente às mostras “Viva Viva Escola Viva”, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e “Estrelas escolhidas”, individual do artista Luiz Zerbini. 

Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa. 

Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”. 

Até 16 de agosto.

A autonomia própria de Allan Weber.

A Almeida & Dale anuncia a representação de Allan Weber (1992, Rio de Janeiro).  A representação chega em um momento decisivo da trajetória do artista: Weber integra o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”, sob curadoria de Diane Lima, a partir de setembro deste ano, e realizou recentemente sua primeira exposição individual institucional no Brasil, “Existe uma vida inteira que tu não conhece”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. 

Trabalhando com fotografia, escultura e instalação, o artista constrói seu repertório a partir da observação das dinâmicas sociais e materiais que organizam o cotidiano urbano – da comunidade 5 Bocas, no Rio, onde nasceu e vive, às condições do trabalho plataformizado ao redor do mundo. Allan Weber nomeia esse repertório “tecnologias de existência”: um saber-fazer que nasce fora dos manuais, e estrutura, com autonomia própria, a vida nas grandes cidades. 

Em 2024, Weber recebeu o SEED Award da Prince Claus Fund e realizou residência artística no Reino Unido, viabilizada pelo Nottingham Contemporary. Da experiência nasceu My Order (2025), mostra apresentada no Nottingham Contemporary e no De La Warr Pavilion. Participou também de coletivas no Brasil como Funk: um grito de ousadia e liberdade – apresentada no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (2025), e no Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2023) – e Fazer o moderno, construir o contemporâneo: Rubem Valentim, Inhotim, Brumadinho (2023). Sua obra integra as coleções do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Provocando inspiração e reflexão.

21/jul

Com oito anos de trajetória, o fotógrafo Bruno Guerchon fará sua primeira exposição individual a partir do dia 1º de agosto na Ava Galleria, localizada na Fábrica Bhering, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ. Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra “Inspiração e Reflexão” apresentará 16 fotografias recentes e inéditas, produzidas pelo artista desde 2024 até hoje. A abertura da mostra acontecerá durante o “Bhering de Portas Abertas”, evento realizado no primeiro sábado de cada mês, com os ateliês e galerias do polo cultural abertos ao público.

“Como diz o título da exposição, minha intenção é provocar inspiração e reflexão nas pessoas através das minhas obras. Quero que enxerguem beleza no mundo, questionem suposições e, quem sabe, se conectem com algo mais profundo da experiência humana”, afirma o artista.

Sobre o artista. 

Bruno Guerchon nasceu no Rio de Janeiro, em 1986, cidade onde vive e trabalha. Desenhista nato, autodidata, graduado em ciência da computação. desde 2018 atua profissionalmente como artista visual, produz imagens em projetos próprios. Sua aspiração principal é criar arte que convide as pessoas a parar e refletir. Fotografa há mais de dez anos, mas foi em 2018 que a fotografia se tornou profissão. Nos últimos anos, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, como “Ava Art Festival”, Enokojima Art Center, Osaka, Japão;  “Art Shopping”, Carroussel Du Louvre, Paris, França; “Bela Bienal”, Cable Factory, Helsinque, Finlândia, e exposições em São Paulo, como “150 anos do Jockey Club São Paulo” e mostras coletivas na própria Fábrica Bhering.

Até 15 de agosto.