Um Brasil observado por quem o habita.

15/out

A Zipper, Jardim América, São Paulo, SP, exibe até 18 de dezembro, a exposição coletiva “Brasil em Camadas”.

A mostra, propõe romper com a tradição de distanciamento, partindo de um ponto de vista situado no território em questão e descartando a paisagem-espetáculo. Um Brasil observado por quem o habita, com suas dores e conflitos, mas também com seus prazeres, afetos e imaginações.

Nas telas de Miguel Chiquitano, o tema remete à tradição que fascinou os viajantes europeus durante o período colonial. Suas pinturas eliminam a linha do horizonte, e sem ele. E sem horizonte, não há distância: a contemplação é conduzida para dentro da mata, para o emaranhado de raízes e sombras. 

A revisão decolonial segue na obra “Mundus Hodiernus”, de Camille Kachani, na qual o artista reconstrói um mapa mundi, inspirado pelo contato com um do século XVII que representava o chamado “mundo moderno”. Os vastos oceanos azuis são compostos por cordas náuticas, miçangas e fragmentos de azulejos encontrados em antiquários de Lisboa, alguns datados de cerca de 1750.

Nas fotografias de João Castilho, a cor ocre-avermelhada, próxima da ferrugem e do minério, afasta a flora brasileira do exotismo tropical vendido no imaginário exterior. Já a escultura de Marco Tulio Resende, composta por madeira e barro de diferentes municípios mineiros.

As fotografias da série “Cabanagem”, de André Penteado, trazem à superfície conflitos históricos brasileiros pouco populares. O título remete à Revolta da Cabanagem (1835-1840), que ocorreu na Província do Grão-Pará, uma das rebeliões mais violentas da história do país, quando populações negras, indígenas e ribeirinhas se levantaram contra domínio econômico dos portugueses na região amazônica, que persistiu mesmo após a independência do Brasil. 

A camada do conflito reaparece em chave mais recente na xerografia “Sufoco” (1979), de Mario Ramiro, realizada quando o país ainda vivia sob os efeitos da ditadura militar. Pioneiro do uso de impressões xerográficas e logo depois integrante do coletivo 3NÓS3, Mario Ramiro registra um corpo comprimido contra a superfície da máquina, num gesto em que a precariedade técnica do meio se faz medida do cerceamento político. 

No presente, a construção do território avança para o espaço urbano nas pinturas de Ian Salamente. Em um contexto em que as periferias brasileiras são fetichizadas, o artista as toma como pretexto para composições marcadas pelo afeto. 

Essa atenção ao Brasil habitado se prolonga nas pinturas de Rodrigo Cunha, que recolhe o país na escala do cotidiano e do interior doméstico. Em telas de tonalidades rebaixadas, figuras solitárias surpreendidas em poses contidas dividem o quadro com paisagens emolduradas dentro da própria pintura..

Em suas composições digitais, Marcelo Tinoco parte da fotografia para reinventar tais cenários naturais por meio de cores intensificadas, contornos acentuados e intervenções que misturam realidade e fantasia. Nas pinturas de Felipe Góes, pinceladas expressivas e paletas vibrantes criam paisagens de “não-lugares”, que fazem da natureza uma experiência sensorial. Já Flávia Junqueira constrói suas instalações justamente em lugares associados ao imaginário turístico brasileiro.

Por fim, a fotografia de Rodrigo Braga projeta a paisagem para um horizonte mítico. Nascido na região amazônica, o artista desenvolve há mais de vinte e cinco anos uma pesquisa sobre as relações entre os seres vivos e o ambiente que os circunda. Em conjunto, as obras discorrem sobre como as imagens do país foram historicamente construídas e continuamente reinventadas. Dessa posição, emerge a densidade de um território assumido em sua própria complexidade.

Até 18 de dezembro.

Nova data de abertura.

Em razão da previsão de chuvas fortes em São Paulo, a abertura de “Anatomia da nossa circunstância”, exposição individual de Alexander Pilis, na Sala Medeiros da Galeria Eduardo Fernandes, Vila Madalena, São Paulo, SP, foi transferida para sábado, 17 de outubro, das 11h às 15h. O texto de apresentação traz a assinatura de Ivo Mesquita.

Alexander Pilis é um investigador de arquitetura, trabalhando sob a égide da “Architecture Parallax”. Pilis nasceu no Rio de Janeiro, vive e trabalha em Barcelona, ​​Toronto e São Paulo.

Agradecemos a compreensão e esperamos vocês para a abertura da exposição.

Projeto artístico que une Fotografia e História.

13/out

O Ministério da Cultura, o Itaú, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e o Banco BOCOM BBM têm o prazer de convidar para o lançamento do CEBRI Cultural e a abertura da exposição de Claudia Jaguaribe e de Raul Mourão. Em sua nova sede, na Gávea, e em parceria com a PUC-Rio, o CEBRI abre as portas para o CEBRI Cultural, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo espaço de encontros e diálogos que aproxima arte, cultura, ciência e relações internacionais.

As Bárbaras.

Projeto artístico, exposição e lançamento do livro.

As Bárbaras, de Claudia Jaguaribe, é um projeto artístico que une fotografia e história para questionar e reimaginar o papel das mulheres na formação do Brasil. Por meio de imagens contemporâneas construídas a partir de pesquisas iconográficas, o trabalho revisita personagens femininas reais que viveram entre os séculos XVI e XX. Algumas figuram nos compêndios da história brasileira, enquanto muitas outras foram esquecidas, apagadas ou relegadas à margem. Inspirado em Bárbara de Alencar, revolucionária do século XIX e ancestral da artista, o projeto reúne diferentes figuras femininas sob o nome “As Bárbaras”, evocando os sentidos atribuídos ao termo, que vão de “estrangeira” a “mulher excepcional”.

Pesquisa histórica e construção das imagens

O projeto propõe uma revisão da memória histórica dessas mulheres a partir de uma perspectiva contemporânea. Ao revisitar arquivos e imaginários do passado, busca construir novos significados e registros sobre suas vidas, suas lutas e seus legados. Mapas, gravuras, pinturas, fotografias e outros fragmentos visuais são combinados, desconstruindo e ressignificando a iconografia tradicional. A partir desses materiais, Claudia Jaguaribe cria biografias visuais que articulam documentos, representações históricas e construções imaginárias, questionando os limites entre realidade e ficção e o próprio estatuto da imagem fotográfica.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a historiadora Maria Eduarda Marques, responsável pela pesquisa e pelos textos históricos, e com a curadora Angela Berlinde, autora do texto curatorial. A perspectiva curatorial

Lançamento do livro e mesa-redonda

Durante o período da exposição, será lançado o livro “As Bárbaras”, coeditado pela Vento Leste e pela Tuí Editora. O lançamento será acompanhado de uma mesa-redonda com as mulheres entrevistadas, criando um espaço de diálogo sobre as questões abordadas no projeto e suas relações com os desafios contemporâneo.

Até 10 de março de 2027.

Um patrimônio universal.

07/out

A mostra “Remissões – permanências e releituras”, com curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Biermann Pinto, poderá ser visitada a partir do dia 09, na Casa da Memória Unimed, Porto Allegre, RS.

Em exibição, um importante acervo, proveniente de museus e coleções particulares, além de obras de artistas de diversas épocas, inspiradas na experiência social e cultural das Missões, com abordagens sobre aquela produção de arte e arquitetura do século XVI. Há obras produzidas especialmente para a exposição e outras já existentes com o tema, realizadas desde a década de 1940 até o presente.

Serão passados em vídeo fragmentos de um filme raro realizado pelo destacado pesquisador Carlos Galvão Krebs (1914-1992), durante suas investigações sobre as Missões, na década de 1980. A mostra destaca a fundação da Missão de São Nicolau, em 1626, a primeira das Reduções do Tape, no território do atual Rio Grande do Sul, feito da Companhia de Jesus, conhecida como a Ordem dos Jesuítas, e considerado de importância na História Universal

Durante o período da exposição, serão realizadas no Auditório da Casa da Memória Unimed RS palestras gratuitas com especialistas em Missões Jesuíticas, investigadores de Porto Alegre, Santa Maria e Rio Grande (FURG), em duas manhãs de sábado (10h) nos dias 17 deste mês e 28 de novembro.

Côa Road Movie Um ateliê a céu aberto.

O Instituto Ling, bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS,  apresenta “Côa Road Movie”, exposição de Guilherme Dable e Marcelo Moscheta. Resultado de uma expedição artística realizada ao longo dos 135 km do rio Côa, no interior de Portugal, a mostra reúne desenhos, pinturas, aquarelas, fotografias e diferentes registros produzidos durante e após a travessia. 

Ao percorrerem o território da nascente à foz, sem roteiro pré-definido e em constante diálogo com a paisagem, os artistas transformaram a experiência da viagem em matéria artística. As obras refletem sobre memória, tempo, território e os limites entre expedição, viagem e ateliê, propondo um percurso sensorial por uma região marcada pela presença da natureza preservada e por vestígios milenares da ocupação humana.

Criadas a partir do contato direto com a paisagem, as obras surgem de um processo que combina observação, deslocamento, coleta e criação. Como definem os artistas: “Um rio de sedimentos e memória, uma reflexão sobre os limites entre expedição, viagem e ateliê. Mais sensorial do que narrativo, como olhar pela janela de um carro em movimento.”

A abertura acontece no dia 13 de outubro, terça-feira, às 19h, com uma conversa aberta ao público entre os artistas. No encontro, a dupla compartilhará as experiências, percursos e processos de criação que deram origem à exposição.

Sobre os artistas.

Guilherme Dable (1976, Porto Alegre, Brasil) foi um dos fundadores e co-gestor do Atelier Subterrânea, espaço independente baseado em Porto Alegre, ativo entre 2006 e 2015. Vive e trabalha a partir de Porto Alegre. Sua pesquisa abarca principalmente as linguagens do desenho e da pintura, expandindo-se para investigações que flertam com a ocupação do espaço, não se atendo somente aos suportes tradicionais das linguagens. Suas obras estão nas coleções públicas do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Fundação Vera Chaves Barcelos (FVCB), Instituto Ling, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS), Casa do Olhar Luiz Sacilotto e da Coleção Gilberto Chateaubriand, entre outras. Foi artista residente no Vermont Studio Center (Estados Unidos) em 2015, no Instituto Cultural Torus (Brasil) em 2018, e no Kristinestad Artist Residency (Finlândia) em 2024.

Marcelo Moscheta (1976, São José do Rio Preto, Brasil) é artista visual e pesquisador cuja prática articula base processual e profunda referência conceitual. Formado em Educação Artística pela UNICAMP, vive e trabalha atualmente em Portugal, onde dedica-se ao Doutorado em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Sua pesquisa parte das relações primordiais entre o homem e o meio ambiente, explorando como as intervenções humanas emergem dos atos de perambular e caminhar.

Cores intensas em exibição em Paris.

05/out

O fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti ganhou exposição no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Em cartaz até maio de 2027, a mostra reúne mais de 200 imagens do artista paraense, incluindo capas de revistas de moda e retratos de nomes como Beyoncé, Rihanna e Harry Styles. A curadoria de “Raphael Pavarotti, photographe” é de Sébastien Quéquet.

Nascido em Belém, no Pará, Rafael Pavarotti construiu uma assinatura visual marcada por cores intensas e saturadas e por referências à cultura afro-brasileira. A exposição reúne trabalhos encomendados e projetos pessoais, passando por seus primeiros experimentos até uma série de retratos masculinos publicada pela Double Magazine em 2019. Aos 15 anos, ele deixou Belém e partiu para uma trajetória que passou por destinos nacionais e internacionais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Londres, até chegar a Paris, onde se estabeleceu em 2025.

O trabalho de Rafael Pavarotti já passou pelas páginas de alguns dos principais veículos de moda e cultura do mundo, como The New York Times, W Magazine, i-D, Dazed, Perfect Magazine e diferentes edições da Vogue. Ao mesmo tempo, construiu uma trajetória próxima de grandes grifes, com trabalhos para Balenciaga, Mugler, Balmain, Chanel, Dior e Ferragamo. Entre as personalidades que já passaram por suas lentes estão figuras da cultura pop atual, como A$AP Rocky, Addison Rae, Charli XCX e Tyla, além de Gisele Bündchen, fotografada para a campanha de primavera 2024 da Balmain.

Dialogar com diferentes formas de perceber o mundo.

30/set

Novo episódio de Depois que Tudo Foi Dito, com Josi, estreou no Arte 1. O Arte1 exibiu o terceiro episódio da série “Depois que Tudo Foi Dito”, realizada pelo MAM São Paulo a partir do 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”. O episódio tem como protagonista a artista Josi.

No episódio, Josi fala sobre sua trajetória e sobre uma prática artística atravessada por memórias de Carbonita, Caeté e do Vale do Jequitinhonha, por saberes populares e por experiências vividas durante uma residência artística no Benim. A artista compartilha seus processos com tintas naturais, preparadas a partir de materiais como feijão-preto, pequi, jenipapo, jurubeba, cascas de árvores, terras e pigmentos minerais, e conta como essas matérias vivas se transformam e participam da construção das obras.

Estruturada em episódios dedicados a artistas, curadoria e público, a série busca ampliar o conhecimento sobre o Panorama da Arte Brasileira e apresenta diferentes perspectivas sobre a exposição. As conversas aproximam as obras das trajetórias de seus criadores, do processo curatorial e das experiências dos visitantes, mostrando como a arte pode dialogar com questões presentes no cotidiano e com diferentes formas de perceber o mundo.

O 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”.

Com curadoria de Diane Lima e gerência de projetos de curadoria de Giovanna Querido, o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito” reúne 33 artistas de 11 estados brasileiros, representando todas as regiões do país e aproximando diferentes gerações, linguagens, materialidades e modos de fazer. A exposição parte de uma reflexão sobre o que pode existir para além dos limites já estabelecidos da representação, da linguagem e da própria ideia de arte brasileira.

Panorama da Arte Brasileira.

Realizado desde 1969, o Panorama da Arte Brasileira acompanha há mais de cinco décadas as transformações da produção artística no país e ocupa um lugar fundamental na trajetória do MAM e na História da Arte Brasileira. Ao longo de suas edições, consolidou-se como uma das principais plataformas de reflexão, experimentação e discussão sobre a arte produzida no Brasil.

“Depois que Tudo Foi Dito” é uma realização do Museu de Arte Moderna de São Paulo, com exibição pelo Arte1 por meio de parceria entre as instituições. A concepção e coordenação do projeto são de Ane Tavares; a direção e edição de vídeo são de Marina Paixão; o roteiro é assinado por Ane Tavares e Juliana Pithon; e a trilha sonora é de David Menezes.

Dois artistas representados pela Galatea.

39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP.

Quem visitar o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito” no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP, Parque do Ibirapuera, curado por Diane Lima, poderá conferir obras de Ygor Landarin e Carolina Cordeiro, artistas representados pela Galatea.

Ygor Landarin (Uruguaiana, 1995) apresenta duas obras inéditas comissionadas para a exposição. Da porosidade dos bordados de “Onda mãe” à estrutura mais rígida de “Pedra pai”, o artista incorpora areia, conchas, ouriços e argila coletados em diferentes pontos da costa brasileira.

Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983) exibe “O tempo é”, instalação idealizada em 2023 e revisitada para o Panorama. Placas de zinco e espelhos artesanais se distribuem em estruturas de aço, trazendo para a sala de exposição um material familiar às construções e moradias brasileiras e presente também em outros territórios do Sul Global.

Nas obras dos dois artistas, os materiais dizem mais do que sua aparência sugere. A areia e a argila recolhidas por Ygor Landarin, assim como o zinco empregado por Carolina Cordeiro, trazem para o museu experiências ligadas a territórios brasileiros e formas cotidianas de vida. Ao lhes dar lugar na construção das obras, os artistas abrem espaço para outras maneiras de perceber, narrar e imaginar o mundo – questão que percorre esta edição do Panorama.

Até 24 de janeiro de 2027.

Uma exposição para LFV.

25/set

Intelectual múltiplo, escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista, dramaturgo e romancista, Luis Fernando Verissimo (1936-2025) completaria 90 anos. Para marcar a data e celebrar a trajetória deste que foi um dos autores mais populares do Brasil, o Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista, São Paulo, SP, exibe, “Traçando Verissimo – O Mundo Fabuloso do Mestre do Humor”. 

A exposição reúne mais de 300 itens até então guardados no baú da casa do escritor, em Porto Alegre. A seleção inclui desenhos, charges, originais de livros, objetos pessoais, cadernos de anotações da infância e fotos de família. há ainda instalações interativas reproduzindo personagens famosos criados pelo autor de Comédias da Vida Privada, como o Analista de Bagé, da série homônima de crônicas literárias, e As Cobras, famosas nas tirinhas publicadas em jornais diários, além de segmentos expositivos dedicados ao jazz – Luis Fernando Verissimo também foi músico e tocava saxofone -, vídeos e depoimentos de artistas e escritores. 

A visita permite um mergulho bem-humorado pelas múltiplas facetas de Luis Fernando Verissimo. A curadora e editora Isa Pessoa, que editou os livros do escritor por mais de quinze anos, partiu dos seus anos de convivência e intimidade para realizar a curadoria. 

Até 28 de fevereiro de 2027.

Acervos preservados por museus.

24/set

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera São Paulo, SP, inaugura “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, primeira exposição da Rede de Acervos Afro-brasileiros.

A mostra reúne mais de 150 obras e registros de diferentes regiões do país, entre esculturas, pinturas, objetos sagrados, vestimentas, discos, músicas, vídeos e fotografias. São acervos preservados por museus, arquivos, comunidades tradicionais, quilombos, terreiros, pontos de memória e outras iniciativas.

“Nzo” significa “casa” em kikongo e, nos candomblés de tradição Angola, também dá nome à casa de culto, espaço de convivência, pertencimento e transmissão de saberes. É a partir dessa ideia que a exposição fala de memória, ancestralidade, identidade, festas e resistência.

A mostra foi construída em um processo de curadoria compartilhada pela própria Rede, com coordenação curatorial de Gabrielle Nascimento e Raissa Albano e assistência de Vinicius Sena Mendes.

Até 28 de fevereiro de 2027.