Presença de artistas mulheres em exposição.

14/maio

A Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB) inaugurou a exposição coletiva “Há pouco?”, com curadoria de Bruna Fetter, professora do Instituto de Artes da UFRGS e diretora cultural da instituição. A abertura ocorreu na Fundação Vera Chaves Barcellos, Sala dos Pomares, Rodovia Tapir Rocha, 8480 (parada 54), Viamão, RS. 

Há pouco? reúne obras de mais de 90 artistas mulheres e abrange diversas linguagens, como gravura, desenho, fotografia, pintura, arte postal e vídeo. Composta inteiramente por trabalhos pertencentes ao acervo artístico da Fundação Vera Chaves Barcellos, a mostra constitui um recorte institucional até então inédito e plural, que celebra a variedade de gerações, saberes, contextos, temáticas, mídias e escalas. 

Nas palavras da curadora Bruna Fetter: “Esta exposição parte da dupla possibilidade de interpretação de um simples jogo de palavras – há pouco – como disparador de uma reflexão sobre passagem do tempo, percepção de visibilidade, inserção profissional e representatividade. Estamos falando sobre a presença de artistas mulheres no acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos, constituído a partir do olhar, interesses, relações profissionais e afetivas de uma artista mulher. Um acervo que soma mais de 1.500 obras de mais de 200 artistas mulheres.”

Artistas participantes. 

Lygia Clark, Mira Schendel, Regina Silveira, Anna Letycia, Vera Chaves Barcellos, Ione Saldanha, Maria Lídia Magliani, Lygia Pape, Anna Bella Geiger, Jac Leirner, Anna Maria Maiolino, Judith Lauand, Regina Vater, Maria Lucia Cattani, Karin Lambrecht, Maria Tomaselli, Carmela Gross, Zoravia Bettiol, Romanita Disconzi, Susana Mentz, Rosângela Rennó, Shirley Paes Leme, Sonya Grassmann, Lia Menna Barreto, Elaine Tedesco, Angela Jansen, Esther Ferrer, Margarita Kremer, Conceição Piló, Mara Alvares, Sonia Castro, Gerty Saruê, Marilice Corona, Nara Amélia, Ana Baxter, Johanna Vanderbeck, Lorena Geisel, Letícia Ramos, Elza Lima, Marina Rheingantz, Téti Waldraff, Brígida Baltar, Anna Esposito, Teresa Poester, Sonia Moeller, Dora Longo Bahia, Marilá Dardot, Maristela Salvatori, Marilene Burtet Pieta, Thereza Miranda, Helena Kanaan, Heloisa Schneiders da Silva, Maria de Lourdes Sanchez Hecker, Helena Martins-Costa, Liliana Porter, Celina Almeida Neves, Germana Monte-Mór, Lenora de Barros, Sophia Martinou, Lurdi Blauth, Camila Schenkel, Elida Tessler, Nazareth Pacheco, Gisela Waetge, Dione Veiga Vieira, Monika Funke Stern, Flavya Mutran, Mitti Mendonça, Rochele Zandavalli, Glaucis de Morais, Mariane Rotter, Susana Solano, Vitória Cribb, Carolina Gleich, Mary Dritschel, Marta Penter, Glória Munayer, Diana Domingues, Claudia Dal Canton, Laura Lima, Maria di Gesu, Laura Fróes, Ana Miguel, Lenir de Miranda, Simone Michelin Basso, Sandra Cinto, Vilma Sonaglio, Jeanette Chávez, Letícia Parente, Laura Miranda, Mônica Infante, Marlies Ritter, Regina Ohlweiler e Sofia Borges.

Sobre a Fundação Vera Chaves Barcellos.

Em atividade desde 2005, a Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB é uma instituição cultural privada e sem fins lucrativos, com atuação em Viamão e Porto Alegre, RS. Tem como missão preservar, pesquisar e difundir a obra da artista Vera Chaves Barcellos e a Coleção Artistas Contemporâneos, bem como incentivar a formação de público, a criação artística e a investigação das artes visuais da década de 1960 até os dias atuais. A FVCB atua em prol da transformação da sociedade através da democratização da arte, com uma programação acessível e gratuita voltada para diversos públicos. 

Visitação: até 11 de julho. 

A geometria de Beatriz Milhazes na Pinacoteca

12/maio

Grande nome da arte brasileira, Beatriz Milhazes é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado, tecelagem tipicamente brasileira e grafismos indígenas são referências das quais ela se alimenta, transformando tudo isso em uma linguagem própria.

“Gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo” reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado da colaboração de Beatriz Milhazes com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press – estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos. A Pinacoteca é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos.

A exposição “Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo” estará em cartaz desde 16 maio de 2026 até 14 de março de 2027.

Damián Ortega em museu de São Paulo.

11/maio

 

A mostra no MASP, apresenta mais de três décadas de trabalho do artista Damián Ortega (Cidade do México, 1967), um dos principais expoentes de sua geração. Transitando entre fotografia, vídeo, escultura e instalação, Damián Ortega convida o público a reexaminar materiais e objetos cotidianos para investigar narrativas sociais, econômicas e políticas. Em sua icônica prática escultórica, ele desmonta objetos, como carros, reorganizando suas partes e exibindo-as em novas configurações. O mesmo pensamento de rearranjo aparece em obras em que dispõe ferramentas, pedras ou tijolos em montagens suspensas. A reorganização desses objetos na forma de diagramas espaciais é frequentemente carregada de humor e comentários políticos e sociais. A exposição destaca obras importantes de sua trajetória e um conjunto de trabalhos que investigam aspectos da arquitetura brasileira. A mostra é organizada em parceria com o Museo de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA) e marca a primeira individual de Damián Ortega em um museu de São Paulo.

O artista conta que concebe a escultura como uma relação entre força, resistência, equilíbrio e gravidade, aproximando-se da engenharia de modo lúdico. “Ortega desenvolve uma linguagem escultórica irreverente a partir de objetos cotidianos. Em sua obra, a ideia de energia é ampla, referindo-se tanto a noções de trabalho quanto a processos físicos de transformação da matéria. Ele equaciona abordagens da sociedade e investigações sobre tempo e espaço, movendo-se entre escalas micro e macro, entre o átomo e o cosmos”, afirma Yudi Rafael.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Rodrigo Moura, curador independente, MALBA; e Yudi Rafael, curador assistente, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP.

Até 13 de setembro.

A curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli.

08/maio

A Pinakotheke, prestigiosa instituição de arte fundada no Rio de Janeiro por Max Perlingeiro em 1979, reconhecida pela excelência de suas exposições e publicações, abre para o público sua nova sede em Higienópolis, São Paulo, SP, no dia 18 de maio, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, uma vasta visão sobre as diversas facetas desta vertente da arte iniciada na primeira década do século 20.

A mostra inaugural do novo espaço tem curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, e reunirá aproximadamente 100 obras de 60 artistas – europeus, latino-americanos, norte-americanos e do Caribe. O novo espaço em Higienópolis é acompanhado também de uma reestruturação da Pinakotheke, e no novo organograma, Max Perlingeiro é o diretor-geral, e seus filhos assumem a diretoria-executiva de cada espaço – Max Morales Perlingeiro, em São Paulo; Mariana Perlingeiro Mattos, no Rio de Janeiro; e Victor Perlingeiro, em Fortaleza – e Camila Perlingeiro, que já é a responsável pelas edições dos livros de arte, passa a responder como diretora criativa. Ivan Perlingeiro, irmão de Max, será o diretor de operações. O novo endereço passou por obras de adequação e modernização, a cargo do escritório Luciano Dalla Marta Arquitetura.

Na entrada, o público será recebido por vídeos das artistas contemporâneas Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia. No primeiro andar estarão trechos dos filmes clássicos “Le Sang d’un poète” de Jean Cocteau e “Un chien andalou”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí. No segundo andar, ficarão os núcleos do Surrealismo europeu, do norte-americano e caribenho. Na área central, a sala especial de Louise Bourgeois; e em destaque as obras de Magritte – “La magie noire”, e “La fin du monde”; a escultura “Mujer de pie”, de Picasso; a escultura “Femme debout”, de Giacometti; a pintura “O enigma de um dia”, de Giorgio de Chirico, pertencente ao MAC USP; “Configuration”, de Hans (Jean) Arp; e “St. Tropez”, de Picabia; a grande xilogravura “Metamorphose”, de M.C. Escher, com quatro metros de comprimento. Na última sala, outro trabalho de Escher – “Bond of Union”; dois óleos sobre tela de Ferdinand Desnos: “Le lapin blanc” e “Sem título”; obras de Salvador Dalí: a escultura em bronze “Vénus spatiale”, três trabalhos da série “La suite catalane”: “L’etoile de mer”, “Les fleches” e “Les pigeons”- e “The Persistence of Memory II”, em lã e colagem; e “Sem título”, de Victor Brauner.

Publicação ilustrada.

Ao longo da exposição, será lançado pela Pinakotheke Editora um livro bilíngue sobre o tema “Surrealismos: arte para além da razão”. Fartamente ilustrada, a publicação terá textos de Max Perlingeiro, Tadeu Chiarelli, Dawn Adès, João Frayze-Pereira e Thiago Gil Virava.

De 18 de maio até 15 de agosto. 

Jardim do Éden de Joana Vasconcelos.

07/maio

Pela primeira vez o Brasil recebe no Farol Santander, Centro, São Paulo, SP, uma das obras mais emblemáticas de Joana Vasconcelos: “Jardim do Éden”. Uma instalação imersiva que convida o público a caminhar por um labirinto que expõe a artificialidade da natureza através de uma inusitada experiência ótica.

Esse percurso transporta o espectador para um paraíso de sonhos e imaginação através dessa obra única que já passou por diversos continentes. “Jardim do Éden” é uma instalação que convida o espectador a caminhar. Através do fluxo luminoso e dos motores síncronos, as flores artificiais dispostas em forma de labirinto produzem um efeito cinético semelhante ao produzido pela fibra ótica. Ao mesmo tempo uma suave trilha sonora – que alude ao canto de dezenas de pequenos insetos – produzida pelo som mecânico das respetivas máquinas em funcionamento. 

O percurso neste paraíso onírico expõe a artificialidade da natureza através de uma inusitada experiência ótica, unicamente possível devido à exigência da sua apresentação num espaço interior privado de luz natural. Joana Vasconcelos concebe um surpreendente simulacro que reporta invariavelmente para o questionamento, a sabotagem e a apropriação de uma narrativa ancestral.

Até 21 de junho.

No Museu Vassouras.

28/abr

Chama-se “Chegança” a exposição de abertura do Museu Vassouras, desenvolvida a partir das narrativas e vivências do Vale do Café, marcando a chegada do Museu na cidade, e a reabertura do espaço para receber as pessoas, contar e compartilhar histórias.

Para que ela aconteça, o curador Marcelo Campos com a assistência curatorial de Thayná Trindade,  costuraram narrativas, mais de 150 obras e 65 artistas para promover um encontro entre pesquisa, escuta e celebração.

Como funcionam os vulcões.

16/abr

Fortes D’Aloia & Gabriel, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, exibe até 18 de abril “Como funcionam os vulcões”, exposição coletiva que inaugurou o programa de 2026 da Carpintaria. A mostra reúne obras de Amélia Toledo, Arthur Chaves, Barrão, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto, Ivens Machado, Janaina Wagner, Leda Catunda, Maria Manoella e Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Rodrigo Cass, Rodrigo Matheus, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Yuli Yamagata.

“Como funcionam os vulcões” toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.

Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.

As formas sugerem processos prolongados de fazer e desfazer, enquanto as disposições espaciais evidenciam limiares – entre interior e exterior, contenção e transbordamento, antecipação e liberação. Em vez de ilustrar um fenômeno social ou natural, essas obras operam em condições análogas de pressão e transformação.

Conscientização ambiental através da beleza.

30/mar

A artista visual Patrícia Secco apresenta Tramas – uma exposição que promove a conscientização ambiental através da beleza e do fazer manual, democratizando o acesso à arte contemporânea e oferecendo ao público do Centro Cultural Correios RJ, Centro, Rio de Janeiro, RJ, um refúgio de paz e inspiração, essencial para a construção de uma nova consciência coletiva.

Com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico de Alê Teixeira,  a mostra é um percurso onde o Brasil, o mito e o sonho se encontram, que costura telas bordadas, máscaras pintadas com temas genuinamente brasileiros, uma instalação têxtil vibrante e esculturas em cerâmica que brotam de um universo onírico próprio: flores imaginárias brancas inspiradas na lenda de Atlântida.

As telas bordadas funcionam como cartografias sensíveis – linhas que se desdobram em rios, raízes, ventres e caminhos internos. Cada ponto é memória pulsante, gesto que sutura o invisível.

As máscaras, todas pintadas com temas do Brasil, revelam a multiplicidade de um imaginário que atravessa territórios e espiritualidades: fauna e flora tropicais, festas populares, narrativas afro-indígenas, rituais, proteção e encantamento. São rostos que emergem como guardiões simbólicos.

Até 09 de maio.

Vera Reichert em exibição no Recife.

27/mar

Com curadoria de André Venzon sendo um convite à contemplação e à reflexão sobre a relação entre a água e seus diferentes biomas, Vera Reichert apresenta a exposição “Sobre Águas” no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). Após itinerar por São Paulo, Brasília e Porto Alegre, a mostra chega ao Recife propondo um mergulho poético e sensorial nas múltiplas dimensões desse elemento essencial à vida.

Ao longo de mais de três décadas de investigação artística, Vera Reichert desenvolve uma poética singular em torno da água, explorando diferentes linguagens, como pintura, fotografia, vídeo, instalação e escultura. Sua trajetória é marcada por uma profunda conexão com ambientes aquáticos, inspirando-se na beleza e nas transformações de oceanos, rios, lagos e lagoas ao redor do mundo – já tendo mergulhado em mais de 30 destinos.

Reunindo mais de 100 obras, a exposição evidencia a capacidade da artista de capturar a essência da água em suas múltiplas manifestações. Fotografias subaquáticas revelam universos raros, onde luz e cor se fundem em composições delicadas; imagens de superfícies de lagoas aparecem emolduradas ou configuradas como gotas e pérolas de acrílico; escotilhas espelhadas evocam a experiência do mergulho.

Até 03 de maio.

Sobre a artista.

Vera Reichert nasceu em Não-Me-Toque, RS, 1949. Artista visual, mantém atelier em Campo Bom, RS. Sua obra, marcada pela poética das águas, transita entre fotografia, vídeo, instalação, pintura e escultura, explorando os múltiplos sentidos e simbologias desse elemento. Autora do livro “A Inquietude do Olhar”, no qual reflete sobre sua trajetória e a presença da água em sua produção. Vera Reichert já realizou 33 exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas no Brasil e no exterior.

Sobre o curador.

André Venzon nasceu em Porto Alegre, RS, 1976. Vive e trabalha em sua casa/ateliê/galeria, no 4° Distrito da cidade. É artista visual, curador e gestor cultural. Mestre em Poéticas Visuais no PPGAV/IA-UFRGS, especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona/Espanha e graduado em Artes Visuais pelo IA-UFRGS. Dedica-se à pesquisa dos tapumes na paisagem urbana, de elemento arquitetônico a significante de operações poéticas. É coordenador da Galeria de Arte da Fundação ECARTA, desde 2018, é o atual curador geral do Museu de Arte de Porto Alegre – MAPA e da Pinacoteca Ruben Berta, em Porto Alegre, cidade onde vive e trabalha.

Allan Weber no Instituto Tomie Ohtake.

23/mar

A Galatea compartilha a nova individual de Allan Weber (1992, Rio de Janeiro), “Allan Weber – Existe uma vida inteira que tu não conhece”, com o Instituto Tomie Ohtake, sob a curadoria de Ana Roman e Catalina Berguesno. A exposição reúne cerca de 40 obras produzidas em torno da pesquisa do artista sobre o trabalho com entregas por aplicativo e das conexões estabelecidas dentro das dinâmicas da vida urbana.

Dentre as fotografias, vídeos, objetos e instalações que compõem a mostra, estão algumas nunca antes expostas em São Paulo, como as esculturas da série “Nós que sustenta na raça”. Colunas formadas por caixas-d’água empilhadas trazem para o espaço expositivo a inventividade prática inscrita na vida da cidade, associadas ao manejo de recursos e modos de erguer e adaptar espaços.

Na mesma direção, assentos de moto, mochilas de entrega e capacetes são deslocados para o campo da arte em instalações que ganham uma dimensão poética, em grande parte desenvolvidas durante sua residência artística na Nottingham Contemporary, no Reino Unido, em 2024. Ao se debruçar sobre o universo dos motoboys, o artista transforma esses elementos familiares das ruas em imagens que refletem sobre condições contemporâneas de trabalho.