Um diálogo entre três gerações.

19/ago

A Luciana Brito Galeria, Jardim Europa, São Paulo, SP, apresenta “Flores e Vasos”, no espaço do Pavilhão. Com curadoria de Nessia L. Pope, reúne fotografias de Rochelle Costi (1961-2022, Brasil), Gaspar Gasparian (1899-1966, Brasil) e Robert Mapplethorpe (1946-1989, EUA), tomando as representações de flores e vasos como eixo para estabelecer um diálogo entre três gerações e distintas abordagens da fotografia.

Flores e Vasos. 

Rochelle Costi, Gaspar Gasparian, Robert Mapplethorpe.

Historicamente associados à tradição da natureza-morta, flores e vasos são aqui reconfigurados por meio de olhares singulares, atravessados por diferentes contextos, procedimentos e sensibilidades. Essa temática atravessa a história da arte como um campo fértil de experimentação formal e simbólica, ocupando um lugar central na tradição da natureza-morta. A partir dos séculos XVI e XVII, artistas europeus passaram a explorá-la como exercício de observação e virtuosismo técnico. Com o advento da fotografia, no século XIX, esse repertório é retomado e reinterpretado: mais do que a dimensão estética dos arranjos, entram em jogo questões como enquadramento, luz, encenação e serialidade. Nesse contexto, flores e vasos transcendem sua condição de meros motivos pictóricos para se constituírem como dispositivos de reflexão acerca do tempo, da forma, da sensualidade e da experiência cotidiana.

Nas fotografias de Gaspar Gasparian, flores e vasos emergem do silêncio, por meio da construção de composições rigorosas, nas quais cada elemento parece cuidadosamente medido. O que se revela não é apenas o arranjo, mas um estado de suspensão, em que o tempo se imobiliza e a imagem se afirma como articulação de forma, luz e permanência. Um aspecto fundamental de sua produção, sobretudo nas décadas de 1940 e 1950, é a construção de cenários em estúdio, concebidos como espaços de experimentação. Neles, Gaspar Gasparian organizava flores, vasos e outros elementos com precisão, controlando minuciosamente a iluminação e o enquadramento. Esses arranjos, ao mesmo tempo que dialogam com a tradição da natureza-morta, evidenciam a fotografia como campo de construção, no qual cada imagem resulta de decisões formais rigorosamente elaboradas.

Já Robert Mapplethorpe aborda o tema a partir de uma dimensão simultaneamente formal e sensual. Nos anos 1970 e 1980, o artista desenvolveu suas célebres séries de flores (lírios, orquídeas e tulipas) em fotografias isoladas ou dispostas em vasos simples, contra fundos neutros. À primeira vista, essas imagens dialogam com a tradição clássica por meio de composições equilibradas e de uma iluminação controlada, contraste acentuado e rigor técnico, de caráter quase escultórico. No entanto, as flores deixam de ser meros elementos decorativos ou alegóricos e passam a ser tratadas como corpos, atravessados por erotização e sensualização, especialmente nas orquídeas. 

Rochelle Costi, por sua vez, em produção mais recente (entre 2015 e 2022), explora a temática a partir de uma dimensão relacional e cotidiana, elaborando anseios, memórias e inquietações por meio do que está no seu dia a dia. A artista encontrava seus objetos de investigação no ambiente doméstico e no entorno do bairro onde vivia, o Pacaembu, região de caráter relativamente bucólico na cidade de São Paulo. Diferentemente de Gaspar Gasparian e Robert Mapplethorpe, Rochelle Costi construia arranjos florais vibrantes, marcados por uma dimensão afetiva e sensível, utilizando flores coletadas e vasos provenientes de sua própria coleção, ou ainda recipientes improvisados, como garrafas, potes e outros objetos banais, que ganham presença e significado nas composições. Seu olhar se intensifica na articulação entre cor, excesso e certa estética kitsch, revelando, nas imagens, modos de vida, gostos e formas de afeto.

Ao aproximar Gaspar Gasparian, Robert Mapplethorpe e Rochelle Costi em torno da tradição da natureza-morta de flores e vasos, a exposição Flores e Vasos coloca em diálogo três gerações e contextos distintos da fotografia. Em Gaspar Gasparian, os arranjos são cuidadosamente encenados, revelando um interesse experimental e formal, herdado do experimentalismo inédito do Foto Cine Clube Bandeirante; em Robert Mapplethorpe, flores e vasos são depurados e monumentalizados como formas escultóricas, atravessadas por tensão simbólica e erótica; já Rochelle Costi desloca esse repertório para o campo do cotidiano e do afeto, evidenciando hábitos e construções culturais. Entre encenação, idealização e contingência, os três artistas reconfiguram o gênero, expandindo-o como campo de investigação sobre forma, corpo e vida social.

Até 17 de outubro.

Performance com abelhas.

Para marcar o último dia da exposição “PRO-POLIS”, Ricardo Siri fará uma performance inédita neste sábado, dia 22 de agosto, às 14h, no Museu Histórico da Cidade, Gávea, Rio de Janeiro, RJ. O artista levará para o museu algumas das abelhas nativas que cria há oito anos em seu meliponário e fará uma performance sonora, a partir de seus zumbidos. “Será uma performance em parceria, eu levarei minhas abelhas e tocarei junto com elas”, conta o artista que já ganhou o Prêmio da Música Brasileira em 2010 com o álbum “Ultrasom”, gravado durante 09 meses a partir de uma experimentação e da gravação de sons do corpo da gestação de sua filha.

Para realizar a performance, o artista levará para o museu cinco espécies diferentes de abelhas, pois cada uma emite diferentes sons. Ele irá microfonar as abelhas e criará, ao vivo, uma música inédita juntamente com elas, a partir de seus sons e zumbidos. A performance será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria de Fernanda Lopes, a exposição “PRO-POLIS” apresenta 20 obras inéditas do artista, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma Ricardo Siri.

Livro de Leonardo Finotti e o legado arquitetônico.

Uma Coleção de Arquitetura Moderna Latino-Americana

Volume 2

Lançamento, dia 22 de agosto na Gomide & Co., Bela Vista, São Paulo, SP.

No segundo volume de sua trilogia “Uma Coleção de Arquitetura Moderna Latino-Americana”, o fotógrafo brasileiro Leonardo Finotti dá continuidade à sua reavaliação do legado arquitetônico moderno da América Latina, reconstruindo edifícios fundamentais por meio das lentes de sua câmera. Deslocando o foco dos grandes protagonistas para geografias e escalas menos visíveis, Leonardo Finotti explora outras nove metrópoles: Buenos Aires, Santiago, Rio de Janeiro, Brasília, Quito, San José, Caracas, Cidade da Guatemala e Guadalajara.

O ensaio que acompanha a obra, escrito pela curadora e pesquisadora Alexia Tala, situa o trabalho de Leonardo Finotti no âmbito dos discursos arquitetônico e fotográfico, com ênfase especial em sua conexão com o legado da arte concreta brasileira, a fotografia serial e o ato de arquivar como uma forma de intervenção.

A fotografia como reação a uma provocação.

.na boca da noite…, o novo livro de Nair Benedicto, reúne 30 fotografias realizadas entre 2018 e 2024 durante uma série de expedições pelo Rio São Francisco. Concebido por Fausto Chermont como um ensaio independente a partir dessas imagens, revela uma dimensão mais silenciosa e poética do olhar de uma fotógrafa reconhecida por sua produção documental e social. O lançamento será no sábado, 22 de agosto, das 11h às 16h, na Kobbi Gallery, Vila Madalena, São Paulo, SP.

Com 64 páginas e tiragem de 500 exemplares, a publicação apresenta uma Nair Benedicto que observa a paisagem, as pessoas e o território sem abandonar a atenção que sempre orientou sua fotografia, mas permitindo que a experiência do lugar conduza a imagem para outro campo. 

No texto que acompanha, escrito pela própria fotógrafa em 2024, essa experiência aparece como fluxo de imagens e sensações. No lusco-fusco da “boca da noite”, árvores, ventos, plantas rasteiras, pequenas flores entre pedras de minério, pessoas e animais surgem diante de seu olhar. A paisagem se transforma continuamente e, com ela, também aquilo que a fotógrafa acreditava saber.

Sobre a artista.

Nair Benedicto nasceu em 1940, em São Paulo. Construiu uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à fotografia. Formada em Rádio e Televisão pela USP, fundou em 1979 a Agência F4, ao lado de Juca Martins, Delfim Martins e Ricardo Malta, e participou da criação do NAFoto, em 1991. Sua produção aborda questões sociais brasileiras, com trabalhos dedicados, entre outros temas, às mulheres, aos povos indígenas, aos trabalhadores e à infância. Suas fotografias integram acervos de importantes instituições brasileiras e internacionais, entre elas o MoMA (NY, US), e o MAM-Rio. Em 2025, doou seu acervo fotográfico à Unicamp.

Universo pictórico em obras selecionadas.

18/ago

Subvertendo e reorganizando a lógica, Sergio Allevato oferece um repertório que vai da investigação literal à fabulação, evocando questões de ordem histórica, científica, política e filosófica. Através de um recorte de trabalhos recentes, na individual “A Traição das Imagens”, em cartaz na Galeria Patrícia Costa, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a partir do dia 02 de setembro, o artista apresenta um conjunto de obras que desafiam certezas e propõem novas leituras sobre o mundo.

“Durante alguns anos, me isolei no ateliê e comecei a produzir, tomado por uma explosão criativa ininterrupta, mantida até hoje. Esse processo resultou em diversas séries desde 2020, sempre seguindo minha linha de pesquisa sobre meio ambiente. Como artista latino-americano, não poderia deixar de abordar em meus trabalhos temas como identidade, pertencimento e outros assuntos que me tocam”, diz o artista. 

Sob a curadoria de Vanda Klabin, foram selecionadas pinturas em tinta acrílica e à óleo sobre tela e linho, além de dois objetos escultóricos da série “Tempo”, produzidos com relógios de parede antigos arrematados pelo artista em leilões. A exposição evidencia a consistência da pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, elencando obras que articulam rigor formal, imaginação e reflexão crítica.

Sobre o artista.

Sergio Allevato estudou a flora brasileira na Fundação Botânica Margaret Mee, no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres e ali adquiriu conhecimento a partir das ilustrações de elementos botânicos oriundos de seus estudos com componentes científicos. Nascido no Rio de Janeiro em 1971, aos 16 anos morou em Florença por três meses, onde cursou pintura e desenho na Scuola Lorenzo de’Medici. Mestre em Arte Contemporânea pela Goldsmiths College of London, Londres, UK, de 2006 a 2008, frequentou o Parque Lage em 2005 e 2006. Em 2001, foi artista em residência do Museu do Deserto do Arizona, Tucson, USA. Em 2007, ganhou o Prêmio Aquisição do Salão da Bahia, tendo duas de suas obras a integrar a coleção do MAM Bahia. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2010 e 2012. .

Até 26 de setembro.

Entre o mundo terreno e outras dimensões.

A NND | AZECO SP, Centro, inaugura no sábado, 22 de agosto, exposição concebida e curada por Bertô, com coordenação de Paulo Azeco e texto de Thaís Bambozzi. “Enoque vai ao centro da Terra” reúne 30 artistas convidados pelo artista a partir de uma pesquisa que tem como ponto de partida o Livro de Enoque, antigo texto apócrifo marcado por visões, criaturas e acontecimentos que transitam entre o mundo terreno e outras dimensões.

Bertô parte de sua própria produção para abrir a exposição ao encontro com outros artistas. Ao reunir nomes de diferentes gerações, trajetórias e repertórios, constrói uma mostra em que as obras não precisam compartilhar uma mesma linguagem para estabelecer relações. O que as aproxima é a possibilidade de imaginar, transformar e criar mundos próprios. 

“Enoque vai ao centro da Terra” propõe um deslocamento do olhar e se aproxima formalmente da ideia de um surrealismo contemporâneo: sair do mundo tal como ele se apresenta para imaginar aquilo que poderia existir além dele.  

Ao convidar seus pares para compartilhá-la, Bertô transforma uma pesquisa pessoal em uma experiência coletiva, aproximando artistas que, em diferentes momentos e por caminhos distintos, também encontram na imagem uma forma de inventar outras realidades.

Artistas participantes.

Alcides Tuim Sales, Amanda D’Onofrio, Amira Rodrigues, Ana Kia, André Bontorim, Andy Villela, Antônio Brandão, Antônio Poteiro, Ariano Suassuna, Carol Tudili, Chico da Silva, Daniel Barreto, Dora Smék, Efrain Almeida, Eleonore Koch, Feliciano Centurión, Gabriel Furmiga, Gerben Mulder, Gilvan Samico, Leda Catunda, Mano Wladimir, Maria Livman, Marlon Amaro, Mestre Irinéia, Nana Guarnieri, Pedro França, Raphael Medeiros, Raphaela Melsohn, Sara Ramo, Thomaz Rosa e Zé Carlos Garcia.

Até 03 de outubro.

Diálogo com obras de artistas autodidatas.

17/ago

A Galatea apresenta “Representações brasileiras: Bienal de Veneza”, exposição que revisita a representação brasileira concebida pela pesquisadora e curadora Lélia Coelho Frota para a 38ª Bienal de Veneza, ocorrida em 1978. A abertura acontece quinta-feira, 20 de agosto, das 18h às 21h, na Galatea Padre João Manuel, Jardins, São Paulo, SP.

A mostra, que conta com texto crítico de Tomás Toledo e Guto Ezek, lança um novo olhar sobre essa curadoria, que, ainda nos anos 1970, levou ao circuito internacional produções da arte contemporânea em diálogo com obras de artistas autodidatas, então pouco acolhidos pelo mercado por serem associados ao campo da arte popular.

A partir do acervo da galeria, a exposição reúne obras de diferentes períodos dos artistas que integraram a mostra italiana de 1978, não como uma reconstituição da montagem original, mas como uma leitura ampliada de suas produções.

São eles: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Maria Auxiliadora, Madalena dos Santos Reinbolt, Paulo Garcez e Wilma Martins, além de trabalhos das comunidades indígenas do Alto Xingu, incluindo inéditos do Médio Xingu, e do paisagista Roberto Burle Marx, apresentados em Veneza por meio de trabalhos audiovisuais comissionados ao cineasta Marcelo Tassara.

Processos de pesquisa e de criação.

 

 

Depois de ser apresentada na rede de Institutos Cervantes, passando por Budapeste, Cracóvia, Palermo, e por último em Lisboa, a exposição “Inventário. Os objetos olham para nós” inicia sua itinerância no Brasil pela sede do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, em Botafogo, a partir do dia 28 de agosto, seguindo posteriormente para Porto Alegre. 

Em parceria com o festival FOTORIO, na cidade carioca estará incluída na programação oficial dos eventos que o antecedem e se desdobra em duas atividades. No dia 28 de agosto, às 18h, haverá uma conversa no auditório do ICRio entre a fotógrafa da mostra, Beatriz Ruibal, e o diretor do festival FOTORIO, Milton Guran. Ambos possuem projetos de pesquisas relacionados à fotografia, memória e Guerra Civil Espanhola: durante anos, Milton pesquisou a famosa “A mala mexicana”, de Robert Capa (conjunto de cerca de 4.500 negativos fotográficos da Guerra Civil Espanhola desaparecido por mais de meio século até ser encontrado na Cidade do México em 2007). O bate-papo será sobre os seus processos de pesquisa e de criação, bem como os pontos em comum entre seus trabalhos. No mesmo dia, a partir das 19h15, será inaugurada a exposição “Inventário. Os objetos olham para nós”, que ficará em cartaz durante dois meses.

Sobre a artista. 

Beatriz Ruibal é uma premiada artista visual radicada em Madrid. Seu trabalho vem se desenvolvendo desde 1992 por meio de ensaios fotográficos, videoarte e instalações. Seus interesses estéticos, históricos e sociais derivam de sua formação em Filosofia e Comunicação audiovisual, bem como de sua pesquisa e edição literária de obras de escritores e poetas hispano-americanos e norte-americanos.

Até 28 de outubro.

Exposição da artista mexicana Tania Ximena.

14/ago

A Galatea anuncia “Tania Ximena: No encalço do líquen”, individual da artista mexicana Tania Ximena (Hidalgo, México, 1985) com abertura no dia 20 de agosto, das 18h às 21h, na Galatea Oscar Freire, São Paulo, SP. Realizada no contexto do programa de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, galeria que representa a artista na Cidade do México, a mostra reúne um conjunto de cinco obras inéditas em grande formato, com texto curatorial de Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo.

A exposição é continuidade de La Marcha del Líquen (O avanço do líquen), projeto interdisciplinar que vem desdobrando-se em diferentes apresentações no Brasil. Em 2025, a videoinstalação homônima foi exibida na Sala de Vídeo do MASP, marcando a primeira exposição individual da artista no país. No mesmo ano, o díptico “Ira en la laguna negra” (Raiva na Lagoa Negra), também derivado dessa investigação, integrou um pop-up realizado pela Galatea.

Ao investigar os efeitos do derretimento das geleiras e da elevação do nível do mar entre a Antártica e o Golfo do México, o projeto aprofunda uma pesquisa que permeia questões centrais da produção de Tania Ximena. Entre pintura, vídeo, fotografia e instalação, a artista explora as relações entre humanidade e natureza, entendendo a paisagem como um agente ativo de transformação e refletindo sobre os modos de coexistência diante das mudanças climáticas.

Três mestres da charge.

A exposição Charge Mestra reúne a obra de três grandes artistas gaúchos: Edgar Vasques, Santiago Neltair Abreu e Celso Augusto Schröder, no Centro Histórico-Cultural Santa Casa, Porto Alegre, RS.

A abertura será no dia 20 de agosto, às 18h. E haverá uma programação especial para celebrar o início desta mostra.

“Charge Mestra” apresenta um conjunto de desenhos, publicações e documentos sobre o processo de criação dos artistas, organizados e selecionados ao longo de cinco décadas de produção. A proposta é apresentar uma mostra inédita, com reflexão crítica e bem-humorada sobre a realidade histórica e contemporânea, evidenciando a força e a relevância das charges como linguagem e pensamento.

A exposição fica em cartaz até 27 de setembro, na Sala de Múltiplos Usos I do CHC Santa Casa, de segunda a sábado, das 8h às 18h30, com entrada franca.