Mira Schendel em novo livro em Londres.

07/out

Temos o prazer de anunciar duas apresentações de Mira Schendel em Londres, neste mês de outubro. Organizadas pela Luxembourg+Co e pela Gomide&Co.

Junte-se à Luxembourg + Co, no sábado, 17 de outubro, às 16h, para o lançamento de livro na Frieze Masters, Londres, Standstand D3 e também para uma conversa informal celebrando o mais recente projeto monográfico: “Mira Schendel: In Transit”.

Publicado pela Buchhandlung Walther König em colaboração com o Estate of Mira Schendel, Gomide&Co, Luxembourg + Co. e Lisson Gallery, “Mira Schendel: In Transit” reúne contribuições de Pia Gottschaller, Isobel Whitelegg, Francesco Stocchi e Yuval Etgar, explorando a linguagem material singular de Mira Schendel e sua abordagem radical do desenho, da pintura e do espaço.

“Mira Schendel: In Transit” reúne obras que abrangem várias décadas da trajetória da artista, com foco especial na cor, na linguagem e na experiência do deslocamento. A exposição revela uma Mira Schendel moldada pelo movimento – entre lugares, materiais, linguagens e modos de ver.

A individual institucional de Chico da Silva.

06/out

A Galatea tem o prazer de compartilhar a nova individual do artista Chico da Silva (Cruzeiro do Sul, Acre, 1910 – Fortaleza, 1985) And the soul is for the birds (E a alma é para os pássaros) no Nottingham Contemporary, em Nottingham, Reino Unido.

Essa é a primeira exposição individual institucional europeia do artista acreano conhecido por suas composições imaginativas, inspiradas nas tradições orais do Norte do Brasil, no folclore, nas narrativas indígenas, marcadas pelo uso de cores intensas e traços intrincados.

Reunindo obras fundamentais de diferentes momentos de sua trajetória, a mostra apresenta uma ampla seleção de pinturas que percorrem o universo visual singular de Chico da Silva – de cenas oceânicas a vastos mundos cósmicos, onde criaturas marinhas flutuam pelo espaço e seres híbridos se encontram.

A exposição, que contou com a colaboração da galeria Mendes Wood DM, convida o público a reconsiderar o legado de Chico da Silva e abre novas possibilidades de encontro com a arte indígena contemporânea brasileira em contexto internacional.

Em diálogo com a arquitetura otomana.

05/out

Artista brasileiro ocupa cisterna bizantina de 500 anos com exposição em Istambul. Em sua primeira exposição individual na Turquia, Alex Červený reúne mais de 30 obras em um complexo otomano de 500 anos, incluindo uma cisterna bizantina. Articuladas pelo espaço como um códice, as obras dialogam diretamente com a arquitetura otomana.

Durante a Semana de Arte de Istambul, realizada entre 23 e 27 de setembro, o artista brasileiro Alex Červený apresentou sua primeira exposição individual na Turquia. Intitulada Atlas of Encounters (em tradução livre, Atlas de Encontros), a mostra ocupou o Zeyrek Çinili Hamam, histórico complexo de banho turco e museu com cerca de 500 anos, projetado por Mimar Sinan, considerado o principal arquiteto do Império Otomano. A exposição reúne mais de 30 obras e permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

Instalada também na cisterna bizantina sob o hamam do século XVI, a exposição reúne trabalhos apresentados pela primeira vez, incluindo obras recém-encomendadas e peças desenvolvidas a partir da primeira visita do artista a Istambul. A arquitetura do edifício não funciona apenas como cenário: é parte fundamental da experiência proposta pela mostra.

Cores intensas em exibição em Paris.

O fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti ganhou exposição no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Em cartaz até maio de 2027, a mostra reúne mais de 200 imagens do artista paraense, incluindo capas de revistas de moda e retratos de nomes como Beyoncé, Rihanna e Harry Styles. A curadoria de “Raphael Pavarotti, photographe” é de Sébastien Quéquet.

Nascido em Belém, no Pará, Rafael Pavarotti construiu uma assinatura visual marcada por cores intensas e saturadas e por referências à cultura afro-brasileira. A exposição reúne trabalhos encomendados e projetos pessoais, passando por seus primeiros experimentos até uma série de retratos masculinos publicada pela Double Magazine em 2019. Aos 15 anos, ele deixou Belém e partiu para uma trajetória que passou por destinos nacionais e internacionais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Londres, até chegar a Paris, onde se estabeleceu em 2025.

O trabalho de Rafael Pavarotti já passou pelas páginas de alguns dos principais veículos de moda e cultura do mundo, como The New York Times, W Magazine, i-D, Dazed, Perfect Magazine e diferentes edições da Vogue. Ao mesmo tempo, construiu uma trajetória próxima de grandes grifes, com trabalhos para Balenciaga, Mugler, Balmain, Chanel, Dior e Ferragamo. Entre as personalidades que já passaram por suas lentes estão figuras da cultura pop atual, como A$AP Rocky, Addison Rae, Charli XCX e Tyla, além de Gisele Bündchen, fotografada para a campanha de primavera 2024 da Balmain.

O sonho é um vasto território.

01/out

Para a Art Basel Paris 2026 entre 23 e 25 de outubro,  no Grand Palais, A Gentil Carioca (Stand A4) apresentará o tema “Sonhos e Pesadelos”. O sonho é um vasto território, onde as formas se expandem livremente e a lógica da vida cotidiana se dissolve. Sonhar não é uma fuga, mas a construção de mundos nos quais escolhemos acreditar. mundos que podem, às vezes, se transformar nos pesadelos de nossas próprias construções. Buscamos apresentar obras em que o sonho assume múltiplas formas e escalas, tornando-se uma matéria política e um confronto para imaginar outras formas de viver, recusando o que está dado e persistindo na luta.

Duas gerações da pintura brasileira.

24/set

A Simões de Assis participa da Frieze London 2026, de 14 a 18 de outubro, e apresenta um diálogo entre Miguel Bakun e Thalita Hamaoui, duas gerações da pintura brasileira. Obras de Miguel Bakun realizadas entre as décadas de 1940 e 1960 e pinturas inéditas de Hamaoui, produzidas especialmente para  esta edição.

Separadas por décadas, suas produções encontram pontos de contato na maneira como transformam a paisagem em campo de sensibilidade. Entre o mundo exterior e a experiência interior, as obras articulam diferentes formas de perceber, imaginar e dar corpo ao que nos cerca.

Sobre o artista.

Miguel Bakun (Mallet, Brasil, 1909 – Curitiba, Brasil, 1952) filho de imigrantes ucranianos, nasceu no sul do estado do Paraná, Brasil. Ainda jovem, em 1926, ingressou na Escola de Aprendizes da Marinha, em Paranaguá, e em seguida foi transferido para a Escola de Grumetes do Rio de Janeiro, onde começou a realizar esboços a lápis, desenhos de observação, retratos, caricaturas e paisagens – como fazia também seu colega e contemporâneo José Pancetti. Em 1930, em virtude de um acidente, desligou-se da Marinha e mudou-se para Curitiba.

Mesmo sem formação sistematizada em artes plásticas, Miguel Bakun montou ateliê em sua residência e, para manter o sustento, trabalhou como fotógrafo lambe-lambe. Nos anos 1940, passou a compartilhar ateliê com outros artistas no centro da cidade, em prédio cedido pela Prefeitura. A década é considerada promissora para ele, marcada por suas primeiras participações e premiações no Salão Paranaense de Belas Artes e pela participação em duas edições do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Chegou a receber algum interesse da crítica: no texto mais emblemático desse período, o artista e professor Guido Viaro afirmou que Bakun “elimina o ar das paisagens como se fosse uma experiência de Física”. Os anos 1950 foram os mais prolíficos, quando pintou retratos, naturezas-mortas, marinhas e sobretudo paisagens, além de murais na residência do então governador Moysés Lupion, hoje o Castelo do Batel. Ao final da década, produziu obras com alusões animistas, em que figuras alegóricas se confundem com os contornos das paisagens.

Apesar das eventuais premiações e da amizade com agentes do circuito, Miguel Bakun não chegou a se inserir plenamente no incipiente sistema de artes local, nem pôde viver apenas da venda de suas obras. Emergiu em uma cena de gradual modernização do repertório da pintura acadêmica, na qual a expressividade assertiva de suas obras parecia fora de lugar – experimental ou subjetiva demais. Quando, porém, uma nova geração de artistas ganhou protagonismo na arte curitibana, foram as obras abstratas que tomaram o debate, o que também mantinha Miguel Bakun na periferia do olhar. Em seus últimos anos, já sofrendo por sua precária situação econômica, Miguel Bakun recebeu tratamento médico por causa de forte depressão. Encerrou sua vida em 14 de fevereiro de 1963.

Participou de diversas exposições individuais das quais destacam-se: “Miguel Bakun” (2024), Mendes Wood DM, Bruxelas; “Miguel Bakun” (2019), Simões de Assis, São Paulo; “Miguel Bakun – Na Beira do Mundo” (2010), Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; “Miguel Bakun: Natureza e Destino” (2010), Instituto de Arte Contemporânea, São Paulo. Entre as coletivas estão: “ABERTO/02” (2023), Casa de Vilanova Artigas, São Paulo; “Aprendendo com Miguel Bakun: Subtropical” (2019), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; “Brasil 500 Anos de Artes Visuais” (2000), Fundação Bienal de São Paulo. Possui trabalhos em coleções importantes como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Luís Antonio de Almeida Braga Collection, Rio de Janeiro, Brasil; MAC PR – Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brasil; MUPA – Museu Paranaense, Curitiba, Brasil; and MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil.

Uma exposição individual de Yuli Yamagata.

21/set

A Kunsthalle Lissabon apresenta “Para onde os sonâmbulos vão?”, uma exposição individual de Yuli Yamagata (São Paulo, 1989). A exposição dá continuidade ao projeto iniciado no Católica Art Center, em outubro de 2025, e resulta de uma colaboração com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Conhecida pelas suas obras de caráter híbrido, Yuli Yamagata desenvolve uma prática que combina materiais e técnicas têxteis para criar volumes exuberantes que oscilam entre o orgânico e o artificial, o reconhecível e o fantástico. O seu trabalho utiliza referências da cultura pop, do design e do quotidiano para construir um glossário visual, simultaneamente lúdico e inquietante, em que o humor surge lado a lado com o insólito e o familiar é constantemente atravessado pelo inesperado.

Em “Para onde os sonâmbulos vão?”, Yuli Yamagata transforma a Kunsthalle Lissabon num ambiente onírico e imersivo, propondo uma leitura alternativa do espaço. A exposição desenrola-se segundo uma lógica próxima da dos sonhos, como uma sequência de imagens em permanente metamorfose, em que formas, escalas e materiais desafiam a perceção.

Povoando o espaço, as obras distribuem-se pelo chão e pelas paredes,parecendo transbordar os seus próprios limites. Tecidos prolongam-se para além dos suportes, enquanto flores, recorrentes ao longo da exposição, brotam de diferentes corpos e objetos. Elas surgem de cerebelos, do umbigo de um bebé ou de outros lugares inesperados.

Elementos emergem de sapatos de salto, pedaços de queijo transformam-se em novas formas e uma pequena televisão parece ondular no tempo e no espaço. No centro da sala, alguém dorme debaixo de uma cortina de queijo, numa cena que poderia pertencer a um sonho ou simplesmente ao que acontece enquanto os corpos dormem.

Sem oferecer narrativas lineares ou interpretações fechadas, a exposição propõe uma experiência guiada pela associação livre, pela curiosidade e pela perceção sensorial. A (des)configuração de formas, materiais e referências aproxima-se de questões exploradas pelo surrealismo e pela psicanálise, nas quais o sonho permite que imagens, desejos e memórias se encontrem para além da lógica consciente. É também nesse plano que surge a figura do monstro: não necessariamente como uma criatura fantástica, mas como aquilo que perturba as fronteiras entre o familiar e o estranho, o humano e o não-humano, o que conhecemos e o que ainda não sabemos nomear. No universo de Yuli Yamagata, essas fronteiras permanecem deliberadamente instáveis: situações inusitadas e associações improváveis são apresentadas com uma dimensão lúdica e exagerada, fazendo com que o humor surja precisamente daquilo que pode causar estranheza. É nesse espaço liminal que os sonhos escapam aos limites do sono.

A Kunsthalle Lissabon é apoiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e pela Vasco Collection. A exposição “Para onde os sonâmbulos vão?” conta com o apoio da Fortes D’Aloia & Gabriel.

Sobre a artista.

Yuli Yamagata nasceu em São Paulo, SP, 1989, onde vive e trabalha. A sua prática combina materiais têxteis, técnicas de costura, resinas e objetos do quotidiano para criar esculturas nas quais o orgânico e o artificial, o familiar e o fantástico se cruzam. Entre as suas exposições individuais recentes incluem-se: Alô?, Universidade Católica do Porto, Porto, Portugal (2025); Ghosts don’t wear watches, Anton Kern Gallery, Nova York, Estados Unidos (2024); Dois pra cá, dois pra lá, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); The new, the old and the hole, Anton Kern Gallery, Nova York, Estados Unidos (2023). Yuli Yamagata participou das exposições coletivas: Vai, Vai Saudade, MADRE – Museu d’Arte Contemporânea Donnaregina, Nápoles, Itália (2024); The Appearance: Art of the Asian Diaspora in Latin America and the Caribbean, The Americas Society, Nova York, Estados Unidos (2024); Chão da praça: Obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil (2023); Nunca só essa mente, nunca só esse mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel|Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); entre outras.

Até 07 de novembro.

Bárbara Wagner & Benjamin de Burca.

A obra em vídeo “Future of Yesterday” (2026) ocupa o centro da exposição no De Pont Museum, um museu de arte contemporânea em Tilburg, Brabante do Norte, Holanda. Recebeu o nome do advogado e empresário Jan de Pont. Após sua morte, seu patrimônio previu a criação de uma fundação para estimular as artes visuais contemporâneas

Neste novo trabalho, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca voltam seu olhar para a cena “hardcore” alemã, com foco especial no “Straight Edge” (abreviado como sXe): um movimento que surgiu na Costa Leste dos Estados Unidos como uma cultura “limpa” (“clean”) no âmbito do “post-hardcore punk”.

Até 28 de fevereiro de 2027.

Dois autores que entendiam estrutura e percepção.

09/set

A Galatea participa da Independent 20th Century Art Fair, que acontece de 24 a 27 de setembro em Nova York, USA. Para a feira, a galeria apresenta um estande em parceria com o Instituto Ubi Bava, com obras do pintor e arquiteto brasileiro Ubi Bava (1915-1988), autor de uma prática que transita entre a abstração geométrica, o cinetismo e as pesquisas óticas que marcaram a arte brasileira das décadas de 1950 a 1980.

Realizada pela primeira vez na atual sede da Sotheby’s, no icônico Breuer Building, na Madison Avenue, a feira oferece um contexto particularmente significativo para a apresentação de Ubi Bava. Exibir Ubi Bava em um edifício projetado por Marcel Breuer, um dos nomes centrais da arquitetura modernista do século XX, significa colocar em diálogo dois autores que entendiam estrutura e percepção como campos inseparáveis.

A apresentação na Independent, com foco especial entre os anos 1950 e 1970, também permite lançar um novo olhar sobre uma produção desenvolvida ao longo de mais de três décadas, revisitando a obra e o legado de Ubi Bava e ampliando sua circulação internacional, já presente em coleções norte-americanas como as do Museum of Fine Arts, Houston (MFAH), e da Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), em Miami.

Esse movimento dá continuidade a um trabalho de pesquisa, preservação e difusão desenvolvido desde 2012 pelo Instituto Ubi Bava. Em 2024, esse percurso ganhou novo fôlego com a publicação de “Ubi Bava – uma homenagem”, primeira monografia dedicada ao artista, e segue atualmente com o desenvolvimento de um projeto de exposição individual institucional itinerante, previsto para 2027 e 2028.

Memória, materialidade e crítica sociocultural.

08/set

 

A GAMeC, Bergamo, Itália, apresenta “Eau”, a primeira exposição individual em uma instituição italiana da artista angolano-portuguesa Ana Silva (Calulo, 1979). Concebida para o Spazio Zero da GAMeC, a exposição de Ana Silva foi desenvolvida em colaboração com uma rede de bordadeiras locais, convidadas pela artista a intervir em suas obras têxteis, abordando uma das crises mais urgentes do nosso tempo: o acesso à água.

Na produção de suas obras, Ana Silva confia inicialmente os temas que concebe e desenha a bordadores angolanos – pois, em Angola, apenas homens têm permissão para utilizar máquinas de costura – antes de finalizar os trabalhos pessoalmente, acrescentando à mão decorações, brilhos e lantejoulas. Por meio da linguagem do bordado – tradicionalmente associada ao cuidado, à memória e à resistência -, a artista denuncia a escassez de água e revela uma realidade na qual a água é considerada um privilégio, e não um direito.

A prática artística de Ana Silva desenvolve-se na interseção entre memória, materialidade e crítica sociocultural, dialogando com os efeitos da globalização, do consumo e dos fluxos transcontinentais. Sua obra ganha forma através de um gesto que é, ao mesmo tempo, simples e radical: o resgate de têxteis, práticas e formas de saber feminino há muito relegados à esfera privada, agora adotados como parte da linguagem artística contemporânea.

As obras apresentadas na exposição dialogam com a ecologia enquanto campo relacional que conecta corpos, materiais, histórias e sistemas de produção. Silva reflete sobre quais histórias podem ser narradas a partir daquilo que foi esquecido ou descartado. Assim, a prática têxtil, a pesquisa social e a consciência ambiental entrelaçam-se no espaço expositivo, oferecendo uma reinterpretação crítica do cotidiano.