As astrofotografias de Fredy Vieira.

08/jun

A contemplação do céu noturno, a passagem do tempo e a relação entre o ser humano e o cosmos são os temas centrais da exposição “Ancestral: Luzes do Infinito”, do fotógrafo e artista visual Fredy Vieira aberta ao público desde o dia 5 de junho em Cambará do Sul, RS. A mostra reúne imagens da Via Láctea, constelações e paisagens noturnas registradas principalmente nos Campos de Cima da Serra e em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As fotografias convidam o visitante a uma experiência de contemplação e reflexão sobre o tempo, a memória e a ancestralidade presentes na luz das estrelas.

Inspirada pela busca de alcançar aquilo que não pode ser tocado, a exposição propõe um encontro entre a escala humana e a dimensão do Universo. Cada imagem resulta da convergência entre o instante do registro fotográfico e o tempo percorrido pela luz dos astros até chegar à Terra, transformando a fotografia em uma ponte entre passado e presente.

Ancestral

é o desejo de alcançar o que não se pode ver. É a tentativa de materializar o intangível, de tocar aquilo que permanece distante, suspenso entre o mistério e a imaginação. As estrelas atravessam todos os registros de Fredy Vieira. Não como objeto, mas como busca. Uma insistência em capturar o céu, em guardar o que, por natureza, escapa. Nessas imagens, a fluidez da paisagem encontra a permanência aparente do cosmos. Aparente porque a luz das estrelas também é passado. O que vemos já aconteceu. Cada brilho é uma lembrança viajando através do tempo. Trinta segundos de exposição. Anos, séculos ou milênios de viagem. Entre esses dois extremos nasce a fotografia. Talvez contemplar as estrelas seja uma forma de enfrentar nossa própria finitude. Um gesto antigo de quem procura compreender não apenas o universo ancestral que nos cerca, mas também aquilo que nos antecede e nos constitui. Olhar para o céu é olhar para o tempo, é olhar para dentro. E contemplar estas imagens é habitar, por um instante, esse encontro entre a imensidão do cosmos e a breve experiência humana.

“Dada a vastidão do espaço e a imensidão do tempo, é uma alegria compartilhar um planeta e uma época com Annie.”

Carl Sagan

Sobre o artista.

Fotojornalista, astrofotógrafo e artista visual, Fredy Vieira nasceu em Porto Alegre, RS, em 1976. Cursou Jornalismo na Unisinos e é formado em Fotografia Digital pela ESPM. Ao longo de sua trajetória, atuou em veículos de comunicação e agências nacionais e internacionais de fotografia, recebeu o Prêmio Press de Fotografia em 2016 e 2018 e foi cofundador da primeira Feira da Fotografia Artística de Porto Alegre. Em “Ancestral: Luzes do Infinito”, o artista aprofunda sua investigação sobre a paisagem noturna e os vínculos que unem Natureza, Tempo e Memória, convidando o público a habitar, por alguns instantes, o encontro entre a imensidão do cosmos e a experiência humana.

A continuidade de um pensamento visual.

A Cerrado, Brasília, DF, apresenta “Uma continuidade como respiro”, exposição de Claudio Tozzi que reúne mais de vinte obras do artista, entre pinturas e esculturas, realizadas entre 1963 e 2026. 

Com curadoria de Cristiano Raimondi, a mostra propõe um percurso que evidencia a permanência de um mesmo campo de investigação ao longo de mais de seis décadas de produção. Em vez de uma leitura retrospectiva, a exposição acompanha a continuidade de um pensamento visual que se transforma constantemente sem perder sua direção. 

Das obras históricas dos anos 1960 aos trabalhos recentes, emergem questões que atravessam toda a trajetória do artista: a fragmentação da imagem, a relação entre percepção e estrutura e a presença de uma dimensão política inscrita na própria construção visual. 

Até 25 de julho.

Território poético em diferentes camadas.

A galeria Simões de Assis Curitiba, Paraná, apresenta “Chuva Solar”, exibição individual de Mika Takahashi. É entre a impermanência e a fabulação que Mika Takahashi desenvolve sua mais recente pesquisa pictórica em torno do folclore japonês e da abstração. “Chuva Solar”, mostra dezoito pinturas que apresentam o mundo por meio dos sentidos e dos sonhos. A artista parte da ficção para se aproximar de diferentes realidades, entendendo o inconsciente não como fuga, mas como ferramenta de investigação e sensibilidade.

A pintura torna-se, assim, um campo de experimentação onde percepção, memória, sonho e imaginação se entrelaçam. É nesse espaço intermediário, entre o visível e o intuído, que a artista constrói um território poético no qual diferentes camadas de realidade coexistem, expandindo as formas de ver, sentir e fabular o lugar em que vivemos.

Sobre a artista.

Mika Takahashi nasceu em São Paulo, SP, Brasil, 1988. É artista visual e dedica-se especialmente à pintura. Sua produção mais recente emerge de referências visuais ao mundo dos sonhos e da memória, ao mesmo tempo que dialoga com um vasto repertório de imagens científicas sobre o universo, tanto em escalas macro quanto microscópicas. São manifestações de bioluminescência ou das relações simbióticas entre espécie de insetos, fungos, vegetais e células de diferentes formas de vida. Por meio de uma fatura marcada pelo gestual e pela sobreposição de camadas de tinta a óleo densas ou dissolvidas, cria composições abstratas que evocam a dinâmica das formas orgânicas em constante transformação. Cada tela convida quem observa ao mergulho contemplativo nessa interseção entre realidade e imaginação, ciência e ficção pictórica.

Antes dessas explosões orgânico-abstratas, Mika Takahashi pintou uma série de paisagens e cenas de cotidiano que parecem fundir retratos antigos e contextos de fantasia, compondo um universo onde seres fantásticos, animais e pessoas parecem conviver com ruínas, espaços em iminência de desaparecer ou imagens que parecem captar uma lembrança ou um sonho no momento em que se diluem da memória, da existência. A carga narrativa de seu trabalho está conectada com sua trajetória, uma vez que atuou por muito tempo como ilustradora e quadrinista para publicações e vídeos de animação, tendo publicado dois livros de sua autoria: “Ink stories” e “Além do trilhos”. A artista é formada em Design pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Em 2025, realizou “Noctiluca”, sua primeira individual, na Simões de Assis, São Paulo. Dentre suas exposições de destaque estão as coletivas “Thinking of a Place”, Blue Door Gallery, Nova York; “Mapa Aberto”, curadoria de Vini Maia e Kamila Bach, Palácio 29 de Março, Curitiba; “Intimidade das formas”, curadoria de Yudi Rafael, na Casa Zalszupin, São Paulo; “RAW”, Fortes D’Aloia & Gabriel + HOA Galeria, São Paulo; “Ponta dos Dedos”, Galeria Bianca Boeckel, São Paulo, com texto de Carollina Lauriano; e “Terra Incógnita”, Gruta, São Paulo, com texto crítico de Vinícius Gerheim.

Um mergulho no acervo inédito do artista.

A  Coordenação de Artes Visuais – SMC convida para a abertura da exposição “Educação Formal”, do artista visual Tonico Alvares, com montagem de Laura Krebs, na sala Oeste do 2º pavimento do MAPA. 

A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 70 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo.

Fotos de Tonico Alvares/Montagem de Laura Krebs

“Educação Formal”, de Tonico Alvares. A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 1970 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo. A exposição parte da exploração desse acervo como fonte de origem de um triplo processo de formação sensível: a de Tonico Alvares, a de Laura Krebs, e a de ambos enquanto pai e filha.

O conjunto, formado principalmente por registros da juventude do fotógrafo, articula retratos, paisagens, cenários urbanos e memórias de viagem. A partir desse universo particular e único, é construída uma reflexão sobre a força das imagens, o modo como nos relacionamos com o mundo e a sensação de descoberta.

A disposição das obras em múltiplos tamanhos e sem categorização definida reforça essa perspectiva. Como uma longa caminhada, um filme estilo road trip ou um romance de formação, os registros apresentam cenas, detalhes, motivos recorrentes, momentos de espanto ou contemplação. A expografia também busca investigar essa sensação, pensando o espaço do museu como ambiente de descoberta e evitando uma lógica puramente linear. O trabalho é o resultado de uma pesquisa que se pode dizer da vida inteira, realizada com maior ênfase ao longo do último ano, onde pai e filha selecionaram, digitalizaram, trataram e ampliaram as mais de 150 imagens a serem reunidas na mostra. As obras ocupam três salas do Museu de Arte do Paço.

Sobre o artista.

Tonico Alvares, fotógrafo, nasceu em Minas do Leão, 1953. Autodidata, tem 50 anos de carreira em trânsito entre o jornalismo e a produção autoral, operando do retrato ao abstrato. Seus trabalhos como repórter são tão expressivos para sua formação quanto as longas caminhadas que realiza diariamente e as diversas viagens feitas a trabalho ou lazer. Exposições Individuais e coletivas: Afghanistan – Stockholm, Kulturhuset. Estocolmo, Suécia, 1978; Suécia e Afeganistão, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 1979; Theatro São Pedro, Theatro São Pedro. Porto Alegre, Brasil, 1984; Rui 40 Anos, Bolsa de Arte. Porto Alegre, Brasil, 1992; Paris 48 horas, Galeria de Arte do DMAE. Porto Alegre, Brasil, 2003; Elegância Gaudéria, Shopping Moinhos. Porto Alegre, Brasil, 2000; Paris – Índia, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2000; Rastros, MACRS. Porto Alegre, Brasil, 2011; Aço Corten, Galeria Gestual. Porto Alegre, Brasil, 2012; (Re)Tratar, OW! Art. Porto Alegre, Brasil, 2013; Redes, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2017; Baco, Vinícola Francioni. São Joaquim, Brasil, 2024. Exposições Coletivas; 11 Photographes Brésiliens, Galerie D’Art François Mansart. Paris, França, 2010; Fotorama-09, Galeria de la Plaza. Colônia do Sacramento, Uruguai, 2009; Areias, Faro Design. Porto Alegre, Brasil, 2025.

Sobre a curadora.

Laura Krebs nasceu em Porto Alegre, 1994). Arquiteta e artista com bacharelado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formação livre em artes visuais, passando pelo atelier de Charles Watson, no Rio de Janeiro, e de Guilherme Dable, em Porto Alegre. Sua atuação ocorre entre espaço e imagem. Assinou a expografia da exposição Queria Lembrar do Meu Corpo, de Lara Fuke, no Museu do Trabalho, e o conceito da instalação Devices for Connection, durante a semana de Design de Milão em 2026.

Até 24 de julho. 

Ling apresenta Advânio Lessa.

03/jun

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida para acompanhar de perto a produção de uma obra inédita do artista mineiro Advânio Lessa, que realizará uma intervenção em uma das paredes do centro cultural, em um processo aberto que se revela ao público no próprio tempo da criação. De 08 a 12 de junho, das 10h30 às 20h, com observação gratuíta do processo criativo, assistindo em tempo real ao que acontece no ateliê temporário montado em frente ao local.

Advânio Lessa é artista e agricultor, nascido em Lavras Novas, onde ainda reside e desenvolve sua produção. Sua prática parte do encontro direto com a natureza: troncos de árvores mortas, raízes, fibras e cipós coletados nas matas da região tornam-se matéria viva em suas obras. Sua pesquisa se constrói na intersecção entre arte, ofício e ancestralidade. A herança quilombola de sua terra de origem, assim como os saberes transmitidos por seus pais – tropeiro e cesteira – atravessam sua poética, resultando em esculturas e formas orgânicas que evocam corpos, abrigos e estruturas em transformação.

A intervenção integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que propõe aproximações entre o Rio Grande do Sul e a produção contemporânea do Sudeste, a partir de um olhar sensível e plural.

No dia 13 de junho, às 10h, ocorrerá um bate-papo com o artista e a curadora, que compartilharão aspectos da experiência, do processo e das questões que atravessam o trabalho.

Referenciais em monumentos arquitetônicos.

02/jun

O Museu de Arte do Paço (MAPA), Centro Histórico, Porto Alegre, RS, apresenta na Sala da Fonte, a exposição “Tempos suspensos”, exibição individual de pinturas de Hô Monteiro sob curadoria de Blanca Brites.. 

Hô Monteiro desenvolve sua poética, desde a década de 1980, buscando referenciais em monumentos arquitetônicos na paisagem urbana recente, assim como se baseia no histórico renascimento italiano. Nesta mostra, as obras são apreendidas logo ao primeiro olhar, pois sua temática consta em nosso repertório imagético e envolve o espectador em novas descobertas.    

Até 31 de julho. 

Milena Oliveira na Alban Galeria.

01/jun

A artista Milena Oliveira inaugurou sua primeira exposição individual na Alban Galeria, Salvador, BA, com um conjunto de trabalhos em suportes têxteis.

Em “A Largura dos Gestos Pequenos”, Milena Oliveira transforma práticas associadas ao universo doméstico em linguagem visual. A exposição, que reúne um conjunto de trabalhos em desenho sobre tecido e uma instalação que investigam memória, afeto e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo. 

Sobre a artista. 

Milena Oliveira, natural de Jacobina-BA, é mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-UFBA e Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA, com prática interdisciplinar que une desenho, escultura, instalação, fotografia e bordado. Participou de exposições em instituições e espaços como Goethe Institut Salvador, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Casa do Povo (SP), Solar dos Abacaxis (RJ), MAMAM (Recife), Museu Nacional da República (Brasília), Casa Gabriel (SP), OÁ Galeria (ES), Salão Nacional de Arte de Jataí (GO) e José de Guimarães Gallery, em Lisboa. Possui obras em acervos da Galeria ACBEU, Instituto Solar dos Abacaxis e Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, além de coleções particulares.

A largura dos gestos pequenos

Paulo Azeco

A intimidade, que já foi espaço de reclusão e abrigo na obra de Milena Oliveira, agora se alarga como campo de insurgência. Em sua primeira individual na Alban, a artista apresenta uma reorientação do gesto íntimo: da clausura afetiva à afirmação de uma feminilidade consciente, performada e crítica. A exposição “A largura dos gestos pequenos” se inscreve como manifesto poético e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo.

Aqui, a artista não busca explicitar narrativas ou oferecer testemunhos pessoais, mas tensionar os limites da linguagem: como se dá o feminino em meio às relações sociais, como se comunica o desejo em tempos de sobrecarga imagética e como sobreviver a uma lógica que transforma afetos em formas.

Até 27 de junho.

Abstracionismos no MARGS.

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), apresenta a exposição “Além da forma – Abstracionismos no MARGS, anos 1940-1970”. Exibição sob curadoria de Francisco Dalcol, segue em exibição até 05 de julho. A mostra explora um dos mais fascinantes temas da história da arte do século 20, a abstração nas artes visuais, um período de inovações e rupturas radicais, de impacto definitivo para a produção artística.

A seleção contempla desde nomes notórios, como Alfredo Volpi, Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Yutaka Toyota, até artistas menos reconhecidos, além de mulheres pioneiras da abstração no Rio Grande do Sul, como Christina Balbão e Vera Chaves Barcellos.

O conjunto ainda inclui obras de artistas cuja produção se relaciona diretamente à arte abstrata (como Alfredo Volpi, Emanoel Araujo, Fayga Ostrower, Hércules Barsotti, Lothar Charoux, Luiz Barth, Nelson Ellwanger, Nelson Wiegert, Paulo Osório Flores e Rubens Costa Cabral), assim como de artistas que surpreendem por terem enveredado pela abstração (como Glauco Rodrigues), sem jamais terem defendido-a ou se assumido como não figurativos (como Carlos Scliar e Carlos Petrucci), ou ainda que chegaram a condená-la e atacá-la (como Danúbio Gonçalves). Também estão incluídas obras que, mesmo não sendo plenamente abstratas, permitem perceber a sua influência na experimentação formal e expressiva.

Um debate na Galatea Salvador.

27/maio

Esta é a última semana para conferir a coletiva “Barracas e Fachadas do Nordeste”, em cartaz na unidade da Galatea em Salvador até o próximo sábado, dia 30. Realizada em colaboração com a Nara Roesler, a mostra abriu a temporada de exposições de 2026 da Galatea Salvador e se encerra com uma conversa entre o artista Zé di Cabeça, cujas obras integram a mostra, e Alana Silveira, diretora da Galatea Salvador e co-curadora da exposição. O evento acontece no espaço da galeria, dia 30 de maio, às 15h30.

Durante o encontro, os dois abordarão as articulações, pesquisas e interesses estéticos e políticos presentes na produção do artista, dialogando sobre sua trajetória nas artes, bem como sobre as memórias e materialidades que coleta, pinta e resgata em seu cotidiano a partir da vida e da estética do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

A partir de materiais coletados em suas derivas pelo território, Zé di Cabeça reinventa itens como madeiras e os transforma em pinturas figurativas com repertório visual de casa de platibandas e fachadas que outrora pertenciam previamente a um imaginário coletivo de uma das regiões periféricas de Salvador.

A presença de Alana Silveira e a atuação da Galatea Salvador intuem a construção de diálogos que inserem artistas nordestinos no debate contemporâneo, mas que instrumentalizam institucionalmente um modo de colaboração e relação entre o campo das artes visuais e o Nordeste brasileiro.

Fragmentos e transparências de Isabel Marroni.

22/maio

O Museu de Arte do Paço (MAPA), Porto Alegre, RS, inaugura no dia 30 de maio, a exposição “Tudo Ainda Bruma”, exibição individual da artista visual Isabel Marroni, com curadoria de Anelise Valls.

“Tudo Ainda Bruma” apresenta dois núcleos instalativos da artista inspirados no conto “Voltar”, de Itamar Vieira Junior, em que deslocamento, memória e travessia ativam os corpos como paisagem interna. A exposição constrói um percurso imersivo onde o visitante é conduzido por estruturas têxteis suspensas, fragmentos e transparências que operam como  zonas de suspensão. Lembrar e perder tornam-se movimentos simultâneos. 

Sobre a artista

Isabel Marroni investiga o esvaecimento, a opacidade e formas de cegueira social, buscando transformar ausência e desaparecimento em linguagem visual. Ela iniciou sua trajetória artística em 1980, com formação em cursos livres de desenho e pintura e aprofundamento no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Participou por oito anos do Coletivo Atelier 6, com atuação em exposições e pesquisas no Brasil e no exterior, ministrou aulas de pintura por 35 anos. Desenvolve atualmente sua pesquisa em diálogo com acompanhamentos curatoriais e residências artísticas no Brasil e no exterior como o NowHere Lisboa sobre monitoria de Cristiana Tejo e Marilá Dardot. Residência artística Arurá na fazenda Bonsucesso – Santo Amaro, RJ, com a curadoria de Flávia Gomes.   

Até 31 de julho.