Exposição de Suely Farhi no CCJF.

28/set

O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), Cinelândia, Rio de Janeiro, RJ, abre, no dia 13 de outubro, a exposição “As Palavras”, da artista e poeta visual carioca Suely Farhi. Com curadoria de Luiza Interlenghi, a  mostra reunirá dez instalações, produzidas desde 1994 até hoje, incluindo obras inéditas, que trazem como tema o universo feminino. Esta será a primeira vez que a artista reúne trabalhos com essa temática.

“Suely Farhi investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço – a linguagem transmuta a realidade. As palavras – substantivo feminino plural – desenham o invisível e aderem aos objetos para iluminar a força da mulher”, escreve a curadora Luiza Interlenghi no texto sobre a concepção da exposição.   

Além das obras inéditas, outras mais antigas foram atualizadas. “A temática principal do meu trabalho são esses pontos de tensão, de questionamento, de pensamento. Eu nem notava se estava fazendo algo que era feminino ou não”, afirma a artista. Sobre a atualização de algumas obras, ela diz: “Acho que esse milênio está ensinando a ver muito claramente algumas questões. Não quer dizer que eu não fosse feminista, mas a gente vai sabendo e vendo mais claramente certas coisas, inclusive até do meu próprio passado, coisas que vivi sem falar”, completa.

Na última semana da exposição, será realizado o jogo “Oráculo dos pensamentos”, às 17h, criado pela artista. Será realizado no dia 19 de novembro, com a participação dos artistas e poetas visuais Adriana Maciel, Elaine Pauvolid, Martha Niklaus, Maria Moreira, Monica Barki, Fernanda Junqueira, Fernando Gerheim, Simone Cupello, Xico Chaves e outros. “O jogo é um objeto facilitador de conversas públicas. Cartas estarão sobre as cadeiras e os artistas começam a ler um trecho do texto ao acaso. Ao ler uma frase do oráculo fala o que pensa, sente, intui ou deseja. E assim segue o jogo”, conta a artista.

Sobre a artista. 

Suely Farhi nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, onde vive e trabalha. É arquiteta, artista e poeta visual. Explora os sentidos que brotam no encontro entre palavras e lugar. Realizou várias exposições individuais no Rio de Janeiro, como no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), Museu da República, no Paço Imperial, entre outros. Participou de mais de 100 exposições coletivas no Brasil e no exterior. Participou de antologias de poesia visual, como “Obra nome”, no Museu de Alcobaça, Portugal, com curadoria Wagner Barja; “Yá sé leer – imagén y escritura en el arte latinoamericano”, no Centro Wifredo Lam y la Galería Rubén Martínez Villena de la Habana Vieja, Cuba, com curadoria Ibis Hernández Abascal, Margarita Sánchez, Sandra Contreras y Elvia Rosa Castro; “Europalia”, em Bozar, Bruxelas, Bélgica, com curadoria de Sonia Salcedo del Castillo e “Visualidades Brasileiras – Funarte 50 anos”, no Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, com curadoria de Luiza Interlenghi.

Até 22 de novembro. 

Celebrando o centenário da imigração lituana.

Margarida Pandolfo, mãe d’OSGEMEOS, estreou a sua primeira mostra solo no Museu da Imigração, Mooca, São Paulo, SP. “Assim Bordei Meus Sonhos” reúne crochês, bordados e pinturas que dialogam com a obra de seus filhos e a memória da imigração lituana. A exposição “Assim Bordei Meus Sonhos” celebra o centenário da imigração lituana trazendo obras inéditas que misturam a arte urbana dos filhos famosos com a tradição têxtil familiar. A mostra busca difundir a cultura do país báltico. Por isso, “Assim Bordei Meus Sonhos” traz em seus fios um olhar sensível sobre as memórias afetivas e a identidade dessa comunidade.

A trajetória da artista.

Margarida Leda Kanciukaitis Pandolfo nasceu no ano de 1944 em São Paulo, filha de um imigrante da Lituânia e uma brasileira. Aprendeu a bordar desde cedo, aos 10 anos, com a família e nas aulas de artes do ensino fundamental. No entanto, as responsabilidades da vida adulta fizeram com que ela se afastasse dessa paixão. Mãe de 4 filhos, Dona Margarida viu dois deles, Gustavo e Otávio Pandolfo, seguirem a veia artística da família. A dupla se transformou n’OSGEMEOS, artistas de rua consagrados cujas obras se espalham por São Paulo, Nova York, Londres e outras importantes cidades globais. Décadas depois, após Dona Margarida completar 60 anos, seus filhos a incentivaram a voltar a bordar. Começava aí uma nova fase para a família, que culmina na novíssima exposição de Margarida Pandolfo em São Paulo. 

“Assim Bordei Meus Sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo” colore o Museu da Imigração até outubro. Esta é a primeira mostra solo de Dona Margarida, que já participou de coletivas em países como Brasil, Estados Unidos e Lituânia. “Assim Bordei Meus Sonhos” foi um presente dos filhos Otávio, Gustavo, Adriana e Arnaldo Pandolfo, que organizaram toda a montagem de surpresa para a mãe.

“Assim bordei meus sonhos” se constrói a partir de reflexões sobre as dores e desejos ligados às experiências de migração, conectando a trajetória da artista às diversas origens da sociedade brasileira. Essa narrativa dialoga diretamente com o espaço do Museu da Imigração, cujo acervo preserva a história de milhões de pessoas que cruzaram fronteiras em busca de um novo destino.

Até 05 de outubro. 

Oficinas gratuitas de capacitação para mulheres

25/set

Como parte da exposição “Amazônicas: Poéticas femininas”, serão realizadas em outubro duas oficinas gratuitas no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). 

Nos dias 01 e 02 de outubro, será realizada a oficina de “Produção Executiva para Exposições de Artes Visuais”, com Stella Paiva, produtora cultural e gerente de produção do Museu de Arte do Rio (MAR).  

Nos dias 29 e 30 de outubro, acontecerá a oficina “Criação de Projetos de Performance”, com a artista Cristiane Martins. A programação é gratuita e exclusiva para mulheres (mediante autodeclaração). 

“Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos….”, afirma Sissa Aneleh, curadora e diretora artística da exposição “Amazônicas: poéticas femininas”.

Sobre a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”.

A exposição apresenta um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Sobre o Museu das Mulheres.

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Visita guiada.

Neste sábado, 26 de setembro, a partir das 14h30, a Fundação Vera Chaves Barcellos realiza uma visita mediada e roda de conversa com as artistas Carla Borba, Elaine Tedesco e Paula Krause. As atividades ocorrem na Sala dos Pomares (Rodovia Tapir Rocha, 8480 – parada 54, Viamão/RS), integrando a 20ª Primavera dos Museus e o Programa Educativo da exposição Uma Força Estranha.

Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), a edição deste ano traz o tema Museus para todas as pessoas.

Para facilitar o deslocamento de Porto Alegre até Viamão (ida e volta), oferecemos transporte gratuito com saída às 13h30, em frente ao Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n. 

Acervos preservados por museus.

24/set

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera São Paulo, SP, inaugura “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, primeira exposição da Rede de Acervos Afro-brasileiros.

A mostra reúne mais de 150 obras e registros de diferentes regiões do país, entre esculturas, pinturas, objetos sagrados, vestimentas, discos, músicas, vídeos e fotografias. São acervos preservados por museus, arquivos, comunidades tradicionais, quilombos, terreiros, pontos de memória e outras iniciativas.

“Nzo” significa “casa” em kikongo e, nos candomblés de tradição Angola, também dá nome à casa de culto, espaço de convivência, pertencimento e transmissão de saberes. É a partir dessa ideia que a exposição fala de memória, ancestralidade, identidade, festas e resistência.

A mostra foi construída em um processo de curadoria compartilhada pela própria Rede, com coordenação curatorial de Gabrielle Nascimento e Raissa Albano e assistência de Vinicius Sena Mendes.

Até 28 de fevereiro de 2027.

José Adário exibe Raiz de ferro.

22/set

O Museu Inimá de Paula, Belo Horizonte, MG, em colaboração com a Galatea, apresenta “José Adário: Raiz de Ferro”, exposição dedicada à obra de José Adário dos Santos (Salvador, 1947), com curadoria e texto crítico de Alana Silveira, diretora da Galatea Salvador. A mostra abre no dia 30 de setembro, durante o horário de funcionamento do museu, das 10h às 18h30.

Mestre ferreiro, José Adário desenvolve uma prática em que o domínio da forja está profundamente ligada aos saberes transmitidos no candomblé e à sua trajetória na Ladeira da Conceição da Praia, em Salvador, onde aprendeu o ofício ainda jovem. No ferro moldado pelo fogo, o artista cria esculturas ligadas a divindades como Exu, Ogum, Oxóssi, Oxumaré e Ossain, como forma de materializar os fundamentos e atributos associados a cada uma delas.

A exposição reúne esculturas concebidas por José Adário para o campo artístico, distintas das ferramentas que o artista também produz para os terreiros, onde são consagradas e passam a integrar os assentamentos dos orixás, além de registros de Adenor Gondim, fotógrafo baiano que acompanha seu trabalho há décadas.

Até 24 de janeiro de 2027.

 José Adário: Raiz de Ferro, Museu Inimá de Paula, Belo Horizonte, registros de Adenor Gondim, texto crítico de Alana Silveira; No ferro moldado pelo fogo, o artista cria esculturas ligadas a divindades como Exu, Ogum, Oxóssi, Oxumaré e Ossain, como forma de materializar os fundamentos e atributos associados a cada uma delas.

Uma exposição individual de Yuli Yamagata.

21/set

A Kunsthalle Lissabon apresenta “Para onde os sonâmbulos vão?”, uma exposição individual de Yuli Yamagata (São Paulo, 1989). A exposição dá continuidade ao projeto iniciado no Católica Art Center, em outubro de 2025, e resulta de uma colaboração com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Conhecida pelas suas obras de caráter híbrido, Yuli Yamagata desenvolve uma prática que combina materiais e técnicas têxteis para criar volumes exuberantes que oscilam entre o orgânico e o artificial, o reconhecível e o fantástico. O seu trabalho utiliza referências da cultura pop, do design e do quotidiano para construir um glossário visual, simultaneamente lúdico e inquietante, em que o humor surge lado a lado com o insólito e o familiar é constantemente atravessado pelo inesperado.

Em “Para onde os sonâmbulos vão?”, Yuli Yamagata transforma a Kunsthalle Lissabon num ambiente onírico e imersivo, propondo uma leitura alternativa do espaço. A exposição desenrola-se segundo uma lógica próxima da dos sonhos, como uma sequência de imagens em permanente metamorfose, em que formas, escalas e materiais desafiam a perceção.

Povoando o espaço, as obras distribuem-se pelo chão e pelas paredes,parecendo transbordar os seus próprios limites. Tecidos prolongam-se para além dos suportes, enquanto flores, recorrentes ao longo da exposição, brotam de diferentes corpos e objetos. Elas surgem de cerebelos, do umbigo de um bebé ou de outros lugares inesperados.

Elementos emergem de sapatos de salto, pedaços de queijo transformam-se em novas formas e uma pequena televisão parece ondular no tempo e no espaço. No centro da sala, alguém dorme debaixo de uma cortina de queijo, numa cena que poderia pertencer a um sonho ou simplesmente ao que acontece enquanto os corpos dormem.

Sem oferecer narrativas lineares ou interpretações fechadas, a exposição propõe uma experiência guiada pela associação livre, pela curiosidade e pela perceção sensorial. A (des)configuração de formas, materiais e referências aproxima-se de questões exploradas pelo surrealismo e pela psicanálise, nas quais o sonho permite que imagens, desejos e memórias se encontrem para além da lógica consciente. É também nesse plano que surge a figura do monstro: não necessariamente como uma criatura fantástica, mas como aquilo que perturba as fronteiras entre o familiar e o estranho, o humano e o não-humano, o que conhecemos e o que ainda não sabemos nomear. No universo de Yuli Yamagata, essas fronteiras permanecem deliberadamente instáveis: situações inusitadas e associações improváveis são apresentadas com uma dimensão lúdica e exagerada, fazendo com que o humor surja precisamente daquilo que pode causar estranheza. É nesse espaço liminal que os sonhos escapam aos limites do sono.

A Kunsthalle Lissabon é apoiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e pela Vasco Collection. A exposição “Para onde os sonâmbulos vão?” conta com o apoio da Fortes D’Aloia & Gabriel.

Sobre a artista.

Yuli Yamagata nasceu em São Paulo, SP, 1989, onde vive e trabalha. A sua prática combina materiais têxteis, técnicas de costura, resinas e objetos do quotidiano para criar esculturas nas quais o orgânico e o artificial, o familiar e o fantástico se cruzam. Entre as suas exposições individuais recentes incluem-se: Alô?, Universidade Católica do Porto, Porto, Portugal (2025); Ghosts don’t wear watches, Anton Kern Gallery, Nova York, Estados Unidos (2024); Dois pra cá, dois pra lá, Fortes D’Aloia & Gabriel | Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); The new, the old and the hole, Anton Kern Gallery, Nova York, Estados Unidos (2023). Yuli Yamagata participou das exposições coletivas: Vai, Vai Saudade, MADRE – Museu d’Arte Contemporânea Donnaregina, Nápoles, Itália (2024); The Appearance: Art of the Asian Diaspora in Latin America and the Caribbean, The Americas Society, Nova York, Estados Unidos (2024); Chão da praça: Obras do acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil (2023); Nunca só essa mente, nunca só esse mundo, Fortes D’Aloia & Gabriel|Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); entre outras.

Até 07 de novembro.

Bárbara Wagner & Benjamin de Burca.

A obra em vídeo “Future of Yesterday” (2026) ocupa o centro da exposição no De Pont Museum, um museu de arte contemporânea em Tilburg, Brabante do Norte, Holanda. Recebeu o nome do advogado e empresário Jan de Pont. Após sua morte, seu patrimônio previu a criação de uma fundação para estimular as artes visuais contemporâneas

Neste novo trabalho, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca voltam seu olhar para a cena “hardcore” alemã, com foco especial no “Straight Edge” (abreviado como sXe): um movimento que surgiu na Costa Leste dos Estados Unidos como uma cultura “limpa” (“clean”) no âmbito do “post-hardcore punk”.

Até 28 de fevereiro de 2027.

Construir outros modos de ver.

A Gentil Carioca apresenta “Ballet Noir: O Pós-Virtuosismo”, nova exposição de O Bastardo, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, RJ. Com texto crítico de Osmar Paulino (Curador Negro), a exposição permanece em cartaz até 24 de outubro.

A partir da figura da bailarina negra, O Bastardo investiga as relações entre corpo, movimento e representação, tensionando os códigos que historicamente definiram o que é considerado arte, técnica e virtuosismo. Em diálogo crítico com a tradição da pintura europeia e com as representações da dança, o artista desloca o olhar para outras corporalidades, experiências e histórias que permaneceram à margem dessas narrativas.

Nas pinturas, O Bastardo volta-se não apenas para a beleza do movimento, mas também para aquilo que o sustenta: o esforço, o cansaço, o descanso, o gesto e a própria maquinaria do corpo. A partir de sua experiência como homem e pintor negro afro-brasileiro, o artista constrói outras possibilidades de representação, colocando em questão as hierarquias que atravessam a produção e a experiência da arte.

“Ballet Noir: O Pós-Virtuosismo” propõe, assim, uma contravisualidade, uma afrovisualidade, recusando a virtuosidade como medida de legitimidade e reivindicando outras formas de produzir e experimentar a imagem. Um manifesto visual sobre corpo, poder e a possibilidade de construir outros modos de ver.

Até 24 de outubro. 

Artista recupera saberes e narrativas indígenas.

Nos últimos anos, o Instituto Caldeira, Porto Alegre, RS, vem ampliando seu olhar para a arte, a cultura e as diferentes formas de ocupar e transformar a cidade. Desse movimento nasceram duas iniciativas: Horizontes Urbanos e, em parceria com a Fundação Bienal do Mercosul, surgiu a iniciativa do Espaço Bienal, com o lançamento da primeira grande exposição com a mostra “Fogo de Pátio”, do artista indígena de origem guarani, Xadalu Tupã Jekupé – que também pintou um dos murais do projeto Horizontes Urba

A pesquisa de Xadalu atravessa espiritualidade, memória e história e aborda processos de apagamento cultural no território do Pampa. Em sua produção, o artista recupera saberes e narrativas indígenas para colocá-los em circulação no presente. 

Agora, o fogo volta a ocupar o centro da narrativa dentro da galeria. Mais do que representar uma lembrança ancestral, ele é apresentado como um conhecimento vivo, capaz de produzir relações e imaginar futuros. A proposta dialoga com o projeto Horizontes Urbanos, do Instituto Caldeira, voltado à transformação do 4º Distrito de Porto Alegre e à criação de conexões entre arte, cidade, cultura e inovação.

Antes da inauguração da mostra, Xadalu participa do talk “Inovar a história: tecnologia, memória e outros modos de produzir conhecimento”, ao lado do curador, artista e escritor Aldones Nino. A realização de “Tatá Rupa – Fogo de Pátio” é uma iniciativa apresentada pelo Instituto Caldeira, Fundação Bienal do Mercosul e Ministério da Cultura, em parceria institucional com a Galeria Ecarta.

Até janeiro de 2027.