Digitais

04/set

A Galeria de Arte Solar, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, promove a exposição “Digitais”; com “peças de arte produzidas através do meio digital, como documentos eletrônicos codificados em dígitos binários e acessados por meio de sistemas computacionais”.

A coordenação é de Osvaldo Carvalho e conta com a participação de quatro artistas. A mostra busca ampliar e compartilhar experiências pessoais de maneira colaborativa. Leva-se em consideração o significado duplo da palavra digitais, que ora remete a ferramentas de criação, softwares e hardwares e ora remete à identidade online de cada indivíduo.

“Digitais” apresenta ainda grande inspiração do universo urbano, onde é possível ver a cidade contemporânea e sua pluralidade de percepções. As peças buscam instigar o olhar, estimular o pensamento e transpassar linguagens aos visitantes.

 

 

Sobre o Solar Meninos de Luz

 

O Solar Meninos de Luz é uma organização civil e filantrópica, que promove educação integral, cultura, esportes, apoio à profissionalização, cuidados básicos de saúde e de assistência social às famílias com maior nível de desestruturação das comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, ambas no Rio de Janeiro. A obra possui 33 anos de existência e comemorou 25 anos do Programa Educação Integral em 2016. As 400 crianças de 03 meses até 18 anos de idade permanecem no Solar, do Berçário ao Ensino Médio, ingressando em universidades e bons empregos.

 

 

Artistas participantes:

Dalton Romão, Edson Landim, Ricardo Bhering e Sonia Gil.

 

 

De 14 de setembro a 28 de outubro.

No SESC Palladium/BH

“Tropicália 50 anos: Mais Do Que Araras” apresenta até 01 de outubro em Belo Horizonte, MG, obras de artistas contemporâneos de Hélio Oiticica, criadas entre 1960 e 1980. A exposição assinada pelo curador carioca Raphael Fonseca acontece gratuitamente no Sesc Palladium, até o dia 1°de outubro, e conta com programação de atividades paralelas.

 

“O mito da tropicalidade é muito mais do que araras e bananeiras: é a consciência de um não condicionamento às estruturas estabelecidas, portanto, altamente revolucionário na sua totalidade”. A frase é do artista carioca Hélio Oiticica, autor da instalação “Tropicália”, que completa 50 anos em 2017. Icônica a ponto de nomear o movimento artístico que explodiu com Caetano, Gil e companhia, a obra expandiu o conceito de arte e participação, deslocando o espectador de um lugar de fruição apenas contemplativo. Muitos artistas brasileiros também se enveredaram pelos mesmos caminhos de Oiticica e Lygia Clark, sem conseguirem, porém, o devido reconhecimento. Foi pensando nisso que o curador Raphael Fonseca idealizou esta exposição inédita.

 

Com entrada franca, a mostra ocupa a Galeria GTO com obras de 14 artistas de diferentes estados brasileiros, contemporâneos de Oiticica e Clark que também atravessaram, por meio da arte e da contestação política, os duros anos de chumbo. Ao todo, “Mais Do Que Araras” conta com 31 trabalhos que se amarram pelo eixo curatorial da arte participativa, de nomes como Anna Bella Geiger (RJ), Carlos Vergara (RJ), Edinízio Ribeiro Primo (BA), Neide Sá (RJ), Torquato Neto (AL) e Vera Chaves Barcellos (RS). A jovem artista Daniela Seixas completa a lista, mostrando como o peso histórico da Tropicália segue inspirando a criação contemporânea.

 

Vencedor do 5º Prêmio Marcantonio Vilaça, em 2015, o carioca Raphael Fonseca utilizou três linhas temáticas para a curadoria: a crítica em torno do estereótipo da tropicalidade e da identidade brasileira; a atenção dada ao corpo ativo para além da noção de espectador; e o interesse em obras que se encontram no limite entre a poesia e as artes visuais. Um dos objetivos da mostra, segundo o curador, é questionar a hegemonia da região Sudeste na história da arte no Brasil, por isso a escolha de artistas de vários estados. “A institucionalização desses agentes é assimétrica e demonstra a precariedade e a necessidade de mais pesquisas em torno dessa geração de artistas. Enquanto alguns têm uma produção sólida e reconhecida, outros ainda são vistos como fenômenos de atuação local e urgem por serem inseridos em narrativas mais abrangentes”, defende Raphael Fonseca.

 

Assim como Oiticica, os artistas selecionados trabalham com a ideia da interação do público com as obras de arte. O convite, então, é para que os visitantes criem conexões com as criações expostas na mostra. “Esperamos que as pessoas percorram o espaço da Galeria GTO e criem suas conexões formais, poéticas e temáticas entre imagens e diferentes anseios existenciais por parte desses artistas atuantes no Brasil, que nos ensinam que o fazer artístico durante esse período histórico era muito maior do que qualquer tropicalidade panfletária colorida contida nas figuras das araras”, diz o curador.

 

Ao promover e sediar a exposição, o Sesc em Minas reforça mais uma vez o compromisso de promover as manifestações artístico-culturais nacionais e de oferecer uma programação de qualidade, articulando ações de reflexão e formação a partir das mais diversificadas experiências estéticas e de um amplo trabalho de mediação cultural para públicos diversos. “A Galeria de Arte GTO, do Sesc Palladium, tem como proposta ser um espaço democrático que recebe periodicamente mostras de arte de artistas consagrados e de novos talentos, valorizando a produção de artes visuais mineira e nacional. A exposição “Mais Do Que Araras” reafirma a proposta curatorial do espaço, apresentando ao público artistas ligados à Tropicália, cujas produções influenciam a arte brasileira até os dias de hoje”, afirma a gerente de cultura do Sesc, Eliane Parreiras.

 

 

 

Programação paralela

 

Compondo a programação paralela da exposição “Mais Do Que Araras” serão oferecidas diversas atividades gratuitas nos espaços do Sesc Palladium, como o bate-papo com o curador Raphael Fonseca e com os artistas Anna Bella Geiger e José Ronaldo Lima (MG). Professora da Escola de Arte do Parque Lage, a artista carioca, hoje aos 84 anos, é uma das maiores expressões vivas da arte contemporânea dentro do contexto da Tropicália. Ela participou de uma leitura de portfólio, no dia 12 agosto, quando conversou com artistas previamente selecionados sobre seus trabalhos, propondo reflexões sobre as artes visuais, através de sua ótica e experiência.

 

Já José Ronaldo Lima foi uma acertada descoberta das pesquisas de Raphael Fonseca sobre expoentes tropicalistas em BH. Com trabalhos de 1969 expostos no Museu de Arte da Pampulha (MAP), o mineiro embarcou na arte participativa criando obras que brincam com o olfato e o tato. Segundo o artista, alguns trabalhos se perderam no MAP e estão sendo recriados para a exposição. No bate-papo, Lima e Geiger falaram sobre seus processos criativos e vivências artísticas.

 

No dia 19 de agosto, aconteceu um encontro com professores guiado pelos artistas/educadores Alison Rosa Loureiro e Fabíola Rodrigues. O objetivo é acolher profissionais que estejam interessados em um dia de imersão nas obras de “Mais Do Que Araras”, instaurando um ambiente de escuta, toque e olhar para o lugar da criação na prática educativa.

 

Para fechar a programação, a artista Daniela Seixas ministra o workshop “Quer Que Eu Desenhe? O Que É Preciso Dizer Várias Vezes”, no qual propõe um diálogo com o público onde desenho, escrita e interferência da palavra serão pensados juntos a um duplicador analógico (mimeógrafo), dando forma a pequenas publicações realizadas pelo grupo.

 

 

“Me Molde”

 

Além das atividades paralelas da exposição, o Sesc Palladium recebe a instalação “Me Molde”, do paraibano Martinho Patrício. Também focada no conceito de arte e participação, a obra fica exposta no foyer, pelo “Projeto Desvios”, até 17 de setembro. Trata-se de um conjunto de mesas desenhadas pelo artista onde o público pode participar ativamente a partir de recortes coloridos de tecido. Cada pedaço contém uma série de botões de pressão e o público pode tanto desenhar a partir de cada tecido, quanto também uni-los e fazer uma peça maior, que pode inclusive ser vestida.

 

Me Molde é uma obra onde o público pode participar ativamente, criando por meio de recortes coloridos de tecido os seus próprios “desenhos”, e utilizando o corpo como suporte. A instalação vai de encontro à pesquisa de Martinho Patrício sobre as relações entre cor, tecido e o corpo participativo dos visitantes.

 

 

Artistas da exposição “Mais Do Que Araras”

 

Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro – RJ); Carlos Vergara (Rio de Janeiro – RJ); Edinízio Ribeiro Primo (Vitória da Conquista – BA); Falves Silva (Natal – RN); Jomard Muniz de Britto (Recife – PE); José Ronaldo Lima (Belo Horizonte – MG); Letícia Parente (Rio de Janeiro – RJ); Mario Ishikawa (São Paulo – SP); Neide Sá (Rio de Janeiro – RJ; Raymundo Colares (Grão Mogol – MG); Regina Silveira (São Paulo- SP / Porto Alegre – RS); Regina Vater (Rio de Janeiro – RJ); Torquato Neto (Teresina – PI); Vera Chaves Barcellos (Porto Alegre – RS).

 

 

Serviço

 

Exposição “Mais Do Que Araras”.

Visitação: até 01 de outubro. Terça a domingo, das 9h às 21h

Galeria GTO – Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro)

Entrada franca

 

Workshop “Quer que eu desenhe? O que é preciso dizer várias vezes”

Com Daniela Seixas

Dia 30 setembro | 10h às 12h | 14h às 16h | 18h às 20h

Foyer – Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro)

 

Instalação “Me Molde”

Com Martinho Patrício

Até 17 de setembro. De terça a domingo, das 9h às 21h

Foyer – Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro)

 

Legendas: Regina Silveira

Martinho Patrício

 

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Poesia Multimídia de Paulo Aquarone

31/ago

A exposição “Poesia Multimídia”, individual de Paulo Aquarone na Casa Mário de Andrade, Barra Funda, São Paulo, SP,  abrange a produção, nos últimos cinco anos, de poemas-objetos, poemas interativos e instalações do conhecido poeta multimídia brasileiro. Nela se pode apreciar o aspecto lúdico-pedagógico das criações do autor, compostas de grande variedade de materiais e recursos que passam a integrar o sentido de sua poesia, sempre marcada pela espacialidade.

 

 

Sobre o artista

 

Paulo Aquarone produz desde a década de 1990 trabalhos poéticos com apelo visual, buscando diversas mídias para concluí-los, entre elas o computador e a Internet que utiliza para divulgação e produção, também nesse período realiza exposições com poemas em vídeo, objeto e instalação em diversos espaços como; Centro Cultural São Paulo, Casa das Rosas-Espaço Haroldo de Campos, FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) no prédio da FIESP, Biblioteca Nacional de Lisboa (comemoração aos 500 anos do Brasil), Caixa Econômica Federal, Biblioteca Central do Rio de Janeiro e São Paulo, Conexões Tecnológicas – Prêmio Sérgio Motta de arte e tecnologia, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo, entre outros. Também publicou seu trabalho em diversas revistas internacionais como Boek 861 (Espanha), Celuzlose (Brasil), Expoesia visual experimental (México), L’eiffel terrible (Espanha), Texto Digital (Brasil) e Literatas (Moçambique).

 

Até 30 de setembro.

Paula Rego & Adriana Varejão

A portuguesa Paula Rego e brasileira Adriana Varejão exibem lado a lado – a partir de 02 de setembro – uma seleção de trabalhos na Carpintaria, Jardim Botânico, espaço experimental da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro cuja vocação é promover exercícios amplos de pensamento, estimulando o diálogo entre diferentes autores, formas de expressão ou linguagem. Trata-se de um encontro singular que, como num dueto, permitirá ao público identificar sintonias e singularidades, iluminando ainda mais suas poéticas, seja pelo reconhecimento de afinidades seja pela revelação de contrastes.

 

Mesmo pertencendo a gerações e continentes distintos, em muitos momentos as duas parecem habitar o mesmo terreno. Visitam com frequência temas da História ou do universo ficcional que revolvem as camadas mais aparentes e desenterram aquilo que há de perverso ou oculto nos mitos e narrativas que usam como ponto de partida. No caso de Paula Rego essa relação com o campo da ficção é ainda mais evidente. Consagrada como a mais importante pintora portuguesa da atualidade e também como um dos grandes nomes da arte inglesa (onde atua desde que se mudou para Londres no início dos anos 1950), ela trabalha sempre em séries, construídas a partir de narrativas de outros autores. Narrativas que ela reconta à sua maneira, recria na forma de uma grande cena teatral, recaindo sempre no lado perverso da história. No caso desta exposição – sua primeira mostra no Rio de Janeiro , os trabalhos selecionados (quatro telas e um grande móbile) se debruçam sobre dois textos: “Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, e “Bastardia”, de Hélia Correia.

 

A relação de Adriana Varejão com o texto é mais sutil, metafórica. Muitas vezes seu interesse é documental, mais próximo da antropologia e da literatura histórica do que da ficção, alimentando-se mais de imagens – as quais recontextualiza criticamente – do que de literatura. Para esta exposição Adriana traz um conjunto de seis obras, pertencentes a duas séries, uma em que dialoga com o trabalho do ceramista português Bordalo Pinheiro e a outra, mais recente, em formato de folhas secas, que só foi mostrada anteriormente, e de forma parcial, em Hong Kong, e que se debruçam sobre temas ousados como o sexo e a amamentação. Essas pinturas retomam uma tradição chinesa de pintura sobre folhas naturais e mesclam diferentes elementos recorrentes na obra de Adriana como o recurso à cerâmica e seu craquelamento, bem como a utilização de um leque amplo de referências, visuais, históricas e simbólicas, recontextualizadas criticamente em ricas paródias.

 

São raras no Brasil as exposições que colocam frente a frente apenas dois artistas. E com histórias de vida tão distintas. Neste caso, tudo teve início com a grande retrospectiva da obra de Paula Rego que aconteceu na Pinacoteca (São Paulo, 2011). Desde então a galerista Márcia Fortes idealizava juntar as duas artistas. O encontro foi concretizado em outubro do ano passado, em Londres. E dali brotou naturalmente a ideia da mostra. A seleção de trabalhos foi quase natural, enfatizando a produção mais recente da artista luso-inglesa.

 

Dentre as obras selecionadas destaca-se um grande móbile, no qual sereias assustadoras parecem fazer uma dança macabra em torno do visitante, e que deve abrir a exposição, juntamente com uma pintura de Adriana de cunho bastante escultórico, na qual se vê uma eclosão de elementos marítimos, com caranguejos e lagostas como que a pular no espaço. “É um diálogo corporificado, explosivo”, define Márcia Fortes. “Em vários momentos as duas parecem duelar com o mundo”, acrescenta.

 

“Eu me coloco totalmente como aprendiz. Acho a Paula uma mestra”, afirma Adriana. E acrescenta: “É muito difícil responder à obra de uma pessoa que você admira tanto”. Esta é uma das razões para a escolha de trabalhos já existentes, em busca dos pontos de contatos entre os trabalhos, como a curiosidade, o fascínio por vezes perverso sobre o papel da mulher no jogo íntimo ou social, ou a forte característica ornamental e a exploração de contrastes típicas da tradição barroca, tão cara às duas artistas. Caberá, no entanto, ao visitante buscar por si mesmo os pontos de aproximação e distanciamento. “É um estudo em aberto e é bacana que o público possa complementar essa leitura”, afirma a galerista.

 

De 02 de setembro a 04 de novembro.

 

 Burle Marx e Paulo Werneck

O IRB Brasil RE vai realizar, no dia 14 de setembro, duas visitas guiadas a um dos tesouros preservados da cidade: o terraço jardim de sua sede, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

 

A cobertura de 11.100 m2 conta com jardins do paisagista Roberto Burle Marx e sete painéis de mosaico de autoria do artista plástico Paulo Werneck. Responsável pela revitalização dos jardins, o escritório de Paisagismo Burle Marx seguiu os conceitos originais do projeto modernista da década de 40. O mesmo ocorreu em relação aos painéis de Paulo Werneck, em que o escritório do artista conduziu todo projeto.

 

A visita guiada que contará com a presença dos responsáveis pela restauração do espaço: Isabela Ono e Gustavo Leiras, sócios do escritório de paisagismo de Burle Marx, e Claudia Saldanha, do escritório de Paulo Werneck.

 

 

Sobre o prédio

 

Projetado pelos irmãos M.M.M. Roberto (Marcelo, Milton e Maurício), o prédio do IRB Brasil RE é um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna desenvolvida no país. Foi construído em 1941 em um novo espaço no centro do Rio de Janeiro, que surgiu após o desmonte do Morro do Castelo. Foi um dos pioneiros a empregar os chamados cinco pontos da arquitetura moderna criados por Le Corbusier: pilotis, janela em fita, estrutura independente, planta livre e terraço jardim.

Em 1948, o edifício foi reconhecido pelo Royal Institute of British Architects (RIBA) como uma das 20 melhores obras da época.

 

Visita Guiada

 

Data: 14 de setembro

Horário: das 15h às 16h30 ou das 17h às 18h30

Ponto de encontro: Marina da Glória. O traslado sairá da Marina da Glória e seguirá para o prédio do IRB Brasil RE, no Centro, meia hora antes de cada visita.

Inscrição: pelo portal da ArtRio

 

Sobre a ArtRio

 

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio da CIELO e Stella Artois, apoio das marcas Minalba, IRB Brasil RE e Pirelli, e apoio institucional da Estácio, Klabin e High End.

 

 

SERVIÇO ARTRIO 2017

 

Data: 14 a 17 de setembro (quinta-feira a domingo)

Preview – 13 de setembro (quarta-feira)

Horários: Dias 14 e 15 – quinta e sexta-feira – 14h às 21h

Dia 16 – sábado – 14h às 21h

Dia 17 – domingo – 14h às 19h

Ingressos: R$ 40 / R$ 20

 

Bilheterias no local nos dias de evento

Local:  Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória

Estacionamento no local

Metrô – Estação Glória / Passarela em frente à Rua do Russel

 

 

Curso de Arte na Sancovsky

30/ago

Da Arte Moderna à Arte Contemporânea Brasileira por Pollyana Quintella

 

O curso tem como finalidade apresentar, através do trabalho de 8 artistas, os caminhos da arte moderna e contemporânea no Brasil, dos anos 1910 aos dias de hoje. Destinado a todos os públicos, serão abordados os contextos histórico e social, textos de críticos e artistas, fotos e documentos que discutam as linguagens e principais movimentos da Arte Brasileira. Os participantes poderão analisar, a cada aula e com o auxílio da professora, as principais obras dos artistas em questão, aprimorando a leitura de imagens e obras de arte através de critérios e metodologias exercitados. Serão estudadas as obras de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Alberto Guignard, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, Cildo Meireles e Tunga, reservando um momento para revisão, levantamento de aspectos gerais e apontamentos e conclusões sobre a Arte Brasileira.

 

 

Sobre Pollyana Quintella

 

Pollyana Quintella é curadora e crítica de arte, colunista de artes visuais do jornal Agulha. Atuou como pesquisadora e curadora adjunta da Casa França-Brasil e editora da revista USINA. Passou pelo Museu de Arte do Rio e Museu da Chácara do Céu. Curou exposições na Casa França-Brasil, no CCJF, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, n’A MESA e no espaço SARACURA. É formada em História da Arte pela UFRJ e mestranda em Arte e Cultura contemporânea pela UERJ, onde pesquisa a obra de Mário Pedrosa.

 

 

Datas: Segundas, 25-Set, e 2,9,16-Out, das 20h às 22h.

Local: Galeria Sancovsky, Pça Benedito Calixto,103, Pinheiros – São Paulo – SP

Investimento: R$ 400,00 (Parceláveis)

 

No FACE Gabinete de Arte

24/ago

FACE Gabinete de Arte, Pinheiros, São Paulo, SP, inaugurado no primeiro semestre de 2017, traz agora a exposição de Agostinho Batista de Freitasreafirmando sua intenção de resgatar o olhar de Pietro M. Bardi sobre a produção artística brasileira. O espaço, ao revisitar artistas revelados ou incentivado pelo fundador do MASP, pretende compartilhar a experiência de Eugênia Gorini Esmeraldo durante décadas ao lado dele no museu, reativando, com mostras e debates, a presença desses nomes na cena contemporânea.

 

Conforme destaca Eugênia, torna-se difícil comentar a obra do pintor após a grande exposição realizada recentemente pelo MASP, quando também foi editado um bonito e merecido catálogo sobre o artista. Por isso, a presente mostra tem mais o significado de prestar uma homenagem ao descobridor de Agostinho, neste ano em que o MASP, instituição que ele fundou em outubro de 1947, comemora 70 anos.

 

Agostinho Batista de Freitas (Paulínia, SP, 1927 – São Paulo, SP, 1997) foi encontrado pelo Professor Bardi nas ruas da cidade, na praça do Correio, onde vendia as suas pinturas, no início dos anos 1950. Já em 1952 foi realizada uma individual do artista no emergente museu, na rua Sete de Abril, 230. Eram os primeiros anos da formação do espaço de arte que Bardi iria dirigir por mais de quatro décadas.

 

Algumas das obras reunidas nesta exposição estiveram na recente mostra do artista no MASP e, não por acaso, algumas delas passaram pelo crivo ou pertenceram a Bardi. Por volta de 1966, o fundador do museu criou a galeria Mirante das Artes, na rua Estados Unidos 1494, e ali começou a revender muitas obras de sua coleção, inclusive as de Agostinho. Era de sua propriedade e merece destaque a obra Enchente na Vila Maria, que pode ser vista nesta exposição graças ao empréstimo do acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

 

Como lembra Eugênia, em 1966 Bardi, ao aceitar ser um dos comissários que indicavam artistas brasileiros para a Bienal de Veneza daquele ano, selecionou Agostinho, ao lado de Jose Antônio da Silva, Francisco Domingo Silva (Xico da Silva) e dos eruditos Arthur Luiz Piza e Wesley Duke Lee. A obra de Agostinho selecionada para a exposição em Veneza, que não esteve na retrospectiva no MASP, estará presente na mostra.

 

FACE Gabinete de Arte é uma iniciativa de Eugênia Gorini Esmeraldo, museóloga e historiadora de arte e do engenheiro Francisco de Assis Esmeraldo, ambos colecionares e próximos aos Bardi, seja no trabalho direto, como é o caso de Eugênia, seja nas sistemáticas conversas sobre arte que Assis mantinha com o Professor.

 

 

De 26 de agosto a 07 de outubro.

Obras inéditas de Felipe Cohen 

23/ago

Felipe Cohen inaugura, em 31 de agosto, sua primeira individual na Cavalo, Botafogo, Rio  de Janeiro, RJ, “Luz Partida”. A exposição traz 12 trabalhos inéditos do artista paulistano, que partem da sua pesquisa em geometria e desdobram o tema da paisagem em diferentes suportes. Aos 40 anos, Felipe Cohen tem um trabalho construído a partir de relações paradoxais: da tensão entre os temas da arte clássica e as práticas contemporâneas; entre materiais nobres e ordinários; entre a abstração geométrica e a representação figurativa.

 

Na galeria, localizada em um antigo casarão em Botafogo, estarão dez pinturas sobre madeira da série ‘Luz partida’, que dá título à exposição. Nessas obras, triângulos de madeira coloridos com tinta acrílica dispostos como peças em uma estrutura que remete ao tabuleiro de um jogo. Nele, o artista organiza essas peças, criando paisagens minimalistas. Os triângulos de mesma proporção ganham então propriedades de elementos da natureza como mares, montanhas, vales, sol e céu, dependendo da composição, construindo cenários tão precisos quanto etéreos. Desta vez, o artista se inspira na geografia da cidade do Rio de Janeiro, onde encontrou um forte paralelo com seus próprios cenários.

 

“Os primeiros trabalhos que fiz tinham alusões a paisagens de marinas e montanhas, e percebi que surgiram situações parecidas com os cenários do Rio. Então comecei a criar essas semelhanças de maneira proposital: a montanha que se encontra com o mar ou que some atrás das nuvens, por exemplo”, conta Felipe Cohen.

 

O artista é conhecido, em seus trabalhos anteriores, pelo uso do reflexo como recurso escultórico. Na exposição, podemos observar essa prática no trabalho “Sol na montanha”, em que uma vitrine feita de vidro e madeira relaciona duas peças de mármore para formar um horizonte – que pode retratar tanto o momento da aurora quanto o do poente. Nesta escultura, o artista brinca com o reflexo das figuras na lâmina de vidro, que faz as vezes de mar e desmembra a paisagem em duas.

 

Completado a exposição está uma peça de quase três metros de comprimento que combina dois materiais antagônicos, artifício que Cohen utiliza desde o início de sua carreira. Feltro e vidro são montados em uma das paredes da galeria em recortes similares, formando uma topografia que remete à imagem de um gráfico. A transparência, a rigidez e a frieza do vidro enfrentam a opacidade, a maleabilidade e o calor do feltro, nessa disputa de montanhas e mares e, sobretudo, altos e baixos.

 

“Me inspirei num desenho de um gráfico que vi no jornal. Era algo sobre desenvolvimento industrial”, lembra Cohen, rindo da referência. “Então transformei as linhas do gráfico em topografia”.

 

 

Sobre o artista

 

Formado pela FAAP, Felipe Cohen, nascido em 1976, realizou mostras individuais e coletivas em importantes espaços como Centro Cultural São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Instituto Cultural Itaú. Entre suas principais exposições estão a 8ª e a 11ª Bienal do Mercosul, “Economy of means”, no Scottsdale Museum of Contemporary Art, nos Estados Unidos, e “Imagine Brazil – Artists Books”, que passou por diversas cidades da Europa. Possui trabalhos em importantes coleções, como o Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte do Rio e Scottsdale Museum of Contemporary.

 

De 31 de agosto a 28 de outubro.

A geometria de Antonio Manuel

No dia 29 de agosto, terça-feira, Antonio Manuel, – importante artista plástico brasileiro -, inaugura exposição individual com cerca de quinze pinturas inéditas na Cassia Bomeny Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A mostra comemora os 70 anos de idade e 50 de trajetória artística. Há 13 anos que Antonio Manuel não expõe em uma galeria de arte. O artista foi o representante do Brasil na Bienal de Veneza de 2015 e suas obras integram o acervo de importantes coleções, como MoMA, em Nova York, e Tate Modern, em Londres.

 

Com curadoria de Franz Manata, serão apresentadas pinturas que seguem os traços geométricos, que o artista vem trabalhando há alguns anos, mas há a introdução de texturas em algumas obras, como papel corrugado e tecido, além de recortes em algumas telas, transformando a parede em mais um elemento da pintura. Em algumas obras, ele utiliza, pela primeira vez, tinta esmalte junto com a tinta acrílica – que sempre usou em suas pinturas -, com a intenção de mesclar o fosco com o brilho. Conhecido por suas performances inovadoras e instalações interativas, Antonio Manuel sempre teve a pintura presente em sua trajetória.

Trabalhos inéditos

22/ago

Admirado por colegas artistas plásticos, Ronaldo do Rego Macedo apresenta obras inéditas de sua conceituada produção artística na Marcia Barrozo do Amaral – Galeria de Arte, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a partir do dia 24 de agosto (quinta-feira). Após 11 anos sem realizar exposição individual, o artista apresentará telas e recortes coloridos, que revelam toda a inquietude proporcionada por este período de retiro criativo e também trabalhos de fases diversas.

 

Com a premissa “pintura é cor”, Ronaldo expõe oito pinturas em óleo sobre tela e óleo sobre papel com temas cromáticos. São pinturas brancas, areia, cinzas azuladas em que a gestualidade arquitetônica rigorosa provoca a sensação de espaços mais vastos, de grandeza e expansão que desejam ultrapassar os limites do quadro. Nos seis recortes coloridos (óleo sobre cartão) em caixas de acrílico, a cor vibra pela intensidade dos contrastes, pelas texturas aveludadas e sensuais.

 

“Ambos os conjuntos, as telas brancas e os recortes coloridos, têm trabalhos inéditos, realizadas nesses últimos anos. Não constituem uma visão completa do que venho fazendo, mas sintetizam claramente o que me ocupa como pintor: a cor como estrutura, a pintura que se pinta, que é auto-referencial, muito indicativa do meu processo de trabalho”, explica o artista.

 

As obras expostas, como a maior de todas as telas (2,50 x 1,80) – “Movem-se os mundos no ilimitado” -, revelam a ocupação de Ronaldo do Rego Macedo com a construção formal, a dinâmica da cor e os aspectos estruturais do quadro, mas também indicam uma carga subjetiva com a presença da fantasia e do inesperado. “Procuro mostrar uma forma de pintura que se pinta sozinha. O espectador pinta a tela com seus próprios olhos e interpreta ao seu modo”, afirma.

 

 

Sobre o artista

 

Ronaldo do Rego Macedo nasceu em 1950 no Rio de Janeiro, RJ. Pintor e professor. Inicia sua formação artística em 1969 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde estuda com Aluisio Carvão e Lygia Pape. Em 1975, faz sua primeira individual, na Fundação Cultural, em Brasília, e recebe o prêmio aquisição do Salão de Verão JB/Light, no MAM/RJ. De 1982 a 1989, dirige, com Ascânio MMM, a Galeria do Centro Empresarial Rio. Participa da sala especial “Em Busca da Essência: Elementos da Redução na Arte Brasileira”, na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987. Mais recentemente, participou de duas exposições coletivas: entre 2008-2011, “Quatro Artistas Brasileiros”, Tóquio, Cairo, Rabat, Viena, Paris, Bruxelas; e em 2012 apresentou suas obras na exposição Construção e Desconstrução na Arte Brasileira – Museu BOZAR, Bruxelas, Bélgica. É professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro desde 1977.