Experiências compartilhadas entre Brasil e África.

18/jun

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”, que reúne o artista beninense Aston e as artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle em uma reflexão sobre futebol, cultura, pertencimento e experiências compartilhadas entre Brasil e África.

Ginga: Aston, NeneSurreal e Mariana Calle transformam o futebol em arte e pertencimento no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Por meio do futebol, a exposição aproxima arte urbana, ancestralidade e experiências compartilhadas entre Brasil e Benim.

A mostra traz intervenções inéditas de duas importantes representantes da arte urbana contemporânea brasileira, que utilizam suas vivências como mulheres negras para discutir memória, território, identidade e comunidade a partir do universo do futebol.

Ao reunir as produções de Aston, NeneSurreal e Mariana Calle, a exposição propõe um olhar ampliado sobre o futebol, compreendido não apenas como esporte, mas como fenômeno cultural capaz de conectar histórias, territórios e experiências compartilhadas em diferentes contextos afro-atlânticos. A experiência expositiva é complementada por mesas de futebol de botão representando seleções de diferentes países, criando um ambiente de interação que aproxima o público das dinâmicas do jogo e reforça o caráter coletivo e participativo da mostra.

Até 02 de agosto.

Ideais românticos e ideias de cuidado.

16/jun

Pequeno Destino Amororso.

Small Amorous Destination.

Na arte contemporânea, o amor, o erotismo, bem como os sofrimentos e as desilusões, são o motor da prática de muitos artistas que, desde o século XX, têm reelaborado e complexificado o que é amar. Essas obras, que recorrem a mitologias clássicas e a registros íntimos das sensações despertas pelos encontros, nos confrontam com os aspectos desmedidos das emoções, assim como nos convidam a reconfigurar ideais românticos e as ideias de cuidado. 

Neste viewing room, inspirado pela celebração dessas relações, a Almeida & Dale, Jardins, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo em um formato exclusivamente digital.

Veja obras de Cícero Dias, Daiara Tukano, Dudi Maia Rosa, Eliseu Visconti, Ernesto Neto, José Leonilson, Lais Myrrha, Lidia Lisbôa, Maya Weishof, Miriam Inez da Silva, Nelson Felix, Paulo Pires, Rubens Gerchman, Sara Ramos, Sidney Amaral, Tracey Emin e Victor Arruda. 

As pinturas de Rebecca Watson Horn.

11/jun

A Fortes D’Aloia & Gabriel FDAG Barra Funda, apresenta “A palavra errada”, primeira exposição de Rebecca Watson Horn na galeria. Produzidos integralmente em São Paulo, os trabalhos apresentados resultam de um período de permanência da artista na cidade, durante o qual absorveu ritmos, atmosferas e impressões que atravessam o conjunto da mostra. A exposição reúne as maiores pinturas realizadas por Rebecca Watson Horn até o momento, além de uma série de trabalhos têxteis verticais.

As pinturas de Rebecca Watson Horn são construídas a partir de camadas de tinta a óleo aplicadas sobre juta montada sobre tela, combinação de materiais que produz superfícies densas, marcadas por acidentes, texturas e uma forte dimensão tátil. Em uma paleta que transita entre vermelhos profundos, verdes terrosos, amarelos luminosos, cinzas esverdeados e tons rosados, formas alongadas e campos cromáticos se expandem acompanhando a trama do tecido, incorporando sua estrutura à própria composição.

Ao manipular vestígios da linguagem, Watson Horn cria situações em que o sentido se acumula e se desfaz continuamente. O olhar é convidado a vagar pela superfície ou a se deter em determinados trechos, como se acompanhasse oscilações entre pensamento e sensação, entre a fluidez da imaginação e a materialidade da pintura. Suas composições funcionam como registros visuais de estados perceptivos, articulando ritmos, memórias e associações que resistem à interpretação imediata.

Sobre a artista.

Nascida em Boston e radicada em Nova York, Rebecca Watson Horn (1981) desenvolve uma prática centrada na pintura e no têxtil, investigando as relações entre linguagem, abstração e materialidade. Entre suas exposições individuais recentes estão Sono, na Villa di Geggiano, em Siena, Itália; The Secret Life of Vowels, na Emanuela Campoli, em Paris; Sigils, na Auroras, em São Paulo; Letters as such, na Deli Gallery, em Nova York; Rebecca Watson Horn, na White Columns, em Nova York; e Rub It In, na Soloway, no Brooklyn. Seu trabalho também integrou exposições coletivas como A Study in Form (Chapter Two), com curadoria de Arden Wohl, na James Fuentes, Nova York; Always in my room bc I put effort into it & I love the vibe of my lights, na Starr Suites, Brooklyn; The Practice of Everyday Life, na Derosia, Nova York; JAG Projects at Forland, com curadoria de Jesse Aran Greenberg, em Catskill, Nova York; e Pure Joy, com curadoria de Chella Man, na 1969 Gallery, Nova York.

Até 1º de agosto.

Convite para olhar a vida coletiva.

08/jun

A primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil apresenta instalações, esculturas e pinturas do artista com mais de 25 anos de carreira. As obras reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais.

O título “Knockout!” sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon. Na exposição que ocupa as sete salas da Pina Luz, São Paulo, SP, Pascale Marthine Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

A exposição tem curadoria de Jochen Volz e Ana Paula Lopes.

Sobre o artista.

Nascido em Yaoundé, Camarões, Pascale Marthine Tayou construiu uma prática artística marcada pela reorganização de materiais e pela transformação poética de elementos do cotidiano, como cadeiras de plástico, bandeiras, fios elétricos, lápis e utensílios domésticos. Sua trajetória é consolidada por participações em algumas das mais relevantes exposições internacionais de arte contemporânea, incluindo a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, a Documenta e a Serpentine Gallery, em Londres.

Sobre a exposição.

Na primeira sala, dedicada à Conferência de Berlim (1884-1885), uma escultura em forma de lápis com quatro metros de altura ocupa o centro do espaço. O objeto articula, de um lado, a energia criativa do desenho e, de outro, seu potencial bélico inscrito na própria forma, revelando como todo gesto de criação convive com a tensão entre invenção e confronto. A segunda galeria aborda a Conferência de Yalta (1945), que reorganizou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Nela está a obra “L’enfer du décor” (2025), composta por quatro grandes colagens sobre tela que reúnem 89 bandeiras nacionais. Na terceira sala, associada à Conferência de São Francisco (1945), que resultou na criação da ONU, Pascale Marthine Tayou apresenta a instalação “Court-circuit” (2026). Na sequência, uma grande instalação de galhos secos e sacolas plásticas coloridas denuncia a poluição ambiental causada pelo excesso de plástico. “Plastic Tree” (2014-2015) dialoga com a Rio-92, conferência voltada às questões climáticas e ecológicas. Na sexta galeria, “Falling House” (2014), uma casa suspensa de cabeça para baixo desafia noções de estabilidade e os sistemas impostos historicamente, se relaciona à Conferência de Bandung (1955). A exposição se encerra com a Conferência de Avignon, um evento criado pelo próprio artista como exercício de crítica e fabulação política. Nesta sala estão algumas de suas obras mais icônicas, como “Colorful Stones” (2015-2026) e “Pascale’s Eggs” (2019).

A Pintura Italiana Hoje.

28/maio

A Triennale Milano, o Consulado-Geral da Itália e o Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro apresentam, de 04 de junho a 26 de setembro, no Polo Cultural ItaliaNoRio do Rio de Janeiro, a exposição “Pintura italiana hoje. Uma nova cena”, iniciativa promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional.

Projeto concebido pela Triennale Milano, com curadoria de Damiano Gullì – curador de Arte Contemporânea e Public Program da instituição milanesa -, a mostra é viabilizada pelo estreito trabalho conjunto das instituições que coordenaram sua realização na cidade brasileira.

Terceira etapa da turnê internacional, a mostra representa um momento-chave de valorização da pintura italiana contemporânea e de diálogo com o público brasileiro, em linha com a missão do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro. A presença da artista ítalo-brasileira Giulia Mangoni, que já realizou obras site-specific, favorece ainda o intercâmbio direto entre as cenas artísticas e contribui para fortalecer os já excelentes laços culturais entre os dois países.

Na mostra, estão expostas obras de 27 artistas: Beatrice Alici, Bea Bonafini, Roberto de Pinto, Alice Faloretti, Alessandro Fogo, Andrea Fontanari, Giorgia Garzilli, Genuardi/Ruta (dupla composta por Antonella Genuardi e Leonardo Ruta), Emilio Gola, Cecilia Granara, Diego Gualandris, Viola Leddi, Giulia Mangoni, Andrea Martinucci, Pietro Moretti, Ismaele Nones, Jem Perucchini, Edoardo Piermattei, Aronne Pleuteri, Giuliana Rosso, Davide Serpetti, Mario Silva, Sofia Silva, Marta Spagnoli, Maddalena Tesser e Eva Chiara Trevisan.

Mostra O Que Vem Depois na FDAG Barra Funda.

27/maio

What Comes Next / O Que Vem Depois é uma exposição coletiva na FDAG Barra Funda, com curadoria de Tamar Guimarães e Kasper Akhøj, reunindo artistas do programa da Fortes D’Aloia & Gabriel de diferentes gerações. Partindo de seu interesse contínuo por estruturas narrativas, pela circulação e pelo estatuto instável das imagens, Guimarães e Akhøj concebem a mostra como uma proposição espacial que resiste a definições fixas. O que se reúne aqui pode ser entendido como um arquivo, uma sala corporativa ou um sítio sacrificial – estruturas que jamais se estabilizam por completo, mas que condicionam o que acontece nelas.

Obras de Anderson Borba, Cerith Wyn Evans, Cristiano Lenhardt, Efrain Almeida, Erika Verzutti, Ernesto Neto, Frank Walter, Gokula Stoffel, Ivens Machado, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Leda Catunda, Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander, Robert Mapplethorpe, Rodrigo Matheus, Tadáskía, Tamar Guimarães & Kasper Akhøj, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Wanda Pimentel são colocadas em proximidade de modo a se complicarem e se expandirem mutuamente, formando uma constelação moldada mais por associações do que por taxonomias.

Entre escultura, fotografia, filme e instalação, a exposição se desenvolve por meio de um conjunto de relações mutáveis nas quais corpos, objetos e imagens permanecem em fluxo. Uma figura reclinada pode sugerir tanto lazer quanto antecipação; um objeto pode surgir como corpo, suporte ou vestígio, dependendo de onde e de como é encontrado. Nada se contém inteiramente em si mesmo, mas continua em outro lugar, assumindo novas formas à medida que circula. O banco inteiramente em pedra Altar menor, de Guimarães e Akhøj, registra essa condição em forma mineralizada, como se um estado anterior, animado, tivesse se convertido em um local de oferenda que não se separa completamente da troca, da espera e da negociação. Nesse contexto, a exposição reflete sobre o mercado de arte como um campo em que o valor acompanha o desejo e se intensifica através da transformação: as obras são oferecidas, retidas e alteradas conforme circulam, acumulando significados e condições para além de seu ponto de origem.

A exposição é acompanhada por um texto de Tamar Guimarães & Kasper Akhøj.

Até 20 de junho.

Ciclo comemorativo da trajetória de Nara Roesler.

A Nara Roesler, Jardim Europa, São Paulo, SP, convida para a abertura da exposição “O fascínio e o afeto”, com curadoria de Agnaldo Farias e Catarina Duncan e obras de Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Artur Lescher, Brígida Baltar, Julio Le Parc, Tomie Ohtake, Rodolpho Parigi, Vik Muniz e José Cláudio da Silva. 

“O fascínio e o afeto” é a segunda exposição do ciclo comemorativo dos 50 anos da trajetória de Nara Roesler, e Agnaldo Farias escolheu 30 obras de artistas que mostram um aspecto talvez não percebido pelo público: a profunda afetividade que envolve a relação profissional de Nara. “Nara sempre agiu como legítima e necessária interlocutora. Além disso, cuidou bravamente em levar suas descobertas ao maior número de pessoas, no seu dever de compartilhá-las com elas”, escreve o curador, ele próprio amigo de muitos anos de Nara Roesler.

Agnaldo Farias, atuante no universo da arte, tanto na vida institucional como acadêmica, curador de diversas bienais e exposições, autor de numerosas publicações, destaca: “Das experiências cinéticas e lumínicas de Julio Le Parc e Abraham Palatnik ao quebra-cabeça imagético de Vik Muniz, passando pelas estruturas orgânicas de Tomie Ohtake e pelas poéticas íntimas de Brígida Baltar, o que se vê nesta exposição é não apenas um conjunto de grandes artistas, mas também a trama de relações construídas por Nara Roesler ao longo de décadas de convivência, interlocução e acompanhamento contínuo de suas trajetórias”.

Poetic Living por Jean-Michel Othoniel.

25/maio

Jean-Michel Othoniel apresenta sua primeira exposição institucional, “Poetic Living”, na Casa de Vidro, Morumbi, em São Paulo, SP. Com texto de Bruno Simões, curador do InstituBardi/Casa de Vidro, reúne novas obras do artista francês, criadas especialmente para ocupar a casa em diálogo com a arquitetura e a produção de Lina Bo Bardi, além de aquarelas inspiradas nas flores do jardim da casa.

Por ocasião da abertura, foi lançada a coleção cápsula Zodiac Signs, criada em prata, ouro e pedras preciosas em colaboração com a THEYA. A exposição tem apoio da Simões de Assis e permanecerá em cartaz até 11 de julho.

Sobre o artista.

Jean-Michel Othoniel (Saint-Étienne, França, 1964) é um dos grandes nomes da arte contemporânea internacional, graduado pela École Nationale Supérieure d’Arts, na França, e com formação na Villa Medici, na Itália. Suas esculturas, em diálogo com dimensões arquitetônicas, operam uma geometria monumental. Esculpe peças que se assemelham a joias, tanto pelo aspecto formal, quanto pelo preciosismo dos materiais, que vão de contas a tijolos de vidro de Murano soprado. Suas formas contemplativas navegam pelos reinos paradoxais da monumentalidade e delicadeza, do ornamento e do minimalismo. Com mais de 100 exposições individuais ao redor do mundo, além de centenas de exposições coletivas, Jean-Michel Othoniel foi amplamente premiado, com destaque para a distinção de Cavaleiro da Ordem de Artes e Letras da França. Suas obras integram importantes coleções internacionais como, o Centre Pompidou, a Fondation Cartier pour L’art Contemporain, em Paris; o Musée National d’Art Moderne de Paris; o Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, o Brooklyn Museum, em Nova York; o Museum of Glass, em Tacoma; a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza; o Museum of Contemporary Art (MoCA), Miami; e o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York.

Sobre a Casa de Vidro.

Considerada um ícone da arquitetura moderna brasileira, a Casa de Vidro foi o primeiro projeto construído da arquiteta Lina Bo Bardi. Residência do casal Bardi por mais de 40 anos, foi, desde sua inauguração em 1951, ponto de encontro de artistas, arquitetos e intelectuais. Hoje, enquanto sede do Instituto Bardi/Casa de Vidro, continua sendo um espaço ativo e de troca de conhecimento aberto ao público, cumprindo seu papel de perpetuar o pensamento e a obra de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi.

Damián Ortega em São Paulo.

21/maio

A mostra no MASP, São Paulo, SP, apresenta mais de três décadas de trabalho do artista Damián Ortega (Cidade do México, 1967), um dos principais expoentes de sua geração. Transitando entre fotografia, vídeo, escultura e instalação, Damián Ortega convida o público a reexaminar materiais e objetos cotidianos para investigar narrativas sociais, econômicas e políticas. Em sua icônica prática escultórica, ele desmonta objetos, como carros, reorganizando suas partes e exibindo-as em novas configurações. O mesmo pensamento de rearranjo aparece em obras em que dispõe ferramentas, pedras ou tijolos em montagens suspensas. A reorganização desses objetos na forma de diagramas espaciais é frequentemente carregada de humor e comentários políticos e sociais. A exposição destaca obras importantes de sua trajetória e um conjunto de trabalhos que investigam aspectos da arquitetura brasileira. A mostra marca a primeira individual de Damián Ortega em um museu de São Paulo.

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Rodrigo Moura, curador independente, MALBA; e Yudi Rafael, curador assistente, MASP, com assistência de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

Até 13 de setembro. 

Conexão entre corpo, natureza e espiritualidade.

18/maio

 

A Gomide&Co, Bela Vista, São Paulo, SP, apresenta “Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra”, primeira exposição individual da artista no Brasil, reunindo um conjunto de desenhos produzidos nos últimos cinco anos. A abertura acontece no dia 28 de maio (quinta-feira), às 18h, e a exposição segue em cartaz na galeria até 18 de julho. A curadoria é assinada pela crítica de arte e curadora independente Fernanda Morse.

Sobre a artista.

Nascida em Viña del Mar, no Chile, em 1967, e radicada em Berlim há mais de 15 anos, Sandra Vásquez de la Horra desenvolve uma prática singular centrada no desenho, meio que, em seu trabalho, ultrapassa a bidimensionalidade para assumir um caráter ao mesmo tempo escultórico e instalativo. Desde o final da década de 1990, a artista finaliza suas obras com um mergulho em cera, procedimento que confere maior plasticidade e materialidade aos trabalhos, intensificando a presença da linha, da cor e criando efeitos de profundidade e translucidez. Com uma trajetória internacional consolidada, Sandra Vásquez de la Horra contou recentemente com importantes exposições institucionais: Soy Energía, sua primeira retrospectiva institucional na Europa, apresentada na Haus der Kunst (Munique), em 2025; e The Awake Volcanoes, exposição panorâmica de carreira realizada no Denver Art Museum, em 2024, com curadoria do brasileiro Raphael Fonseca. A artista foi laureada com o prestigioso Prêmio Käthe Kollwitz, concedido pela Akademie der Künste, em 2023, e participou da 59ª Bienal de Veneza em 2022. Sandra Vásquez de la Horra é representada pela galeria Sprovieri, a quem a Gomide&Co agradece por apoiar a realização da exposição,.

Até 18 de julho.