Samico & Suassuna

25/set

A Galeria BASE, Jardim Paulista, São Paulo, SP, cumprindo todos os protocolos determinados pelas autoridades, exibe “Samico e Suassuna -Lunário Perpétuo” com, aproximadamente 39 obras, entre xilogravuras e iluminogravuras, de Gilvan Samico e Ariano Suassuna, complementadas por trabalhos de Ana Maria Maiolino, Derlon e Goeldi. O texto é assinado por Douglas de Freitas. A exposição marca a abertura da nova sede da galeria, em imóvel com projeto assinado por Isay Weinfeld, agora tendo à frente Daniel Maranhão, Leonardo Servolo e Cássia Malusardi.

“Lunário Perfeito”, de Jerônimo Côrtes, é um livro em forma de almanaque ilustrado, escrito em 1954 e ilustrado com xilogravuras, que serviu de inspiração ao movimento do Cordel no nordeste brasileiro. A exposição busca contextualizar o movimento, que teve início no século XVI, em Portugal, até o Movimento Armorial de 1970, cujo objetivo foi a criação de uma arte erudita fundada na arte popular nordestina, contemplando todos os tipos de manifestações artísticas.

“A obra de Samico tem como cerne a técnica de xilogravura, utilizada por artistas da Literatura de Cordel, como por exemplo o grande cordelista J. Borges. Brasões, insígnias, e diversos símbolos são vistos na produção do artista, que de maneira própria, constrói uma narrativa traduzida em imagens de contos, lendas, anedotas e histórias. Essa forma de compor pode ser vista também no próprio conjunto de Iluminogravuras produzidas por Ariano Suassuna” define Douglas de Freitas.

Os trabalhos de Samico, que abrangem o período das décadas de 1950 a 2012, são xilogravuras com técnica única, registram personagens bíblicos, animais fantásticos, histórias e lendas do romanceiro popular. Seu reconhecimento como artista atravessa fronteiras e compõe acervos de diversos museus e instituições internacionais. Além do MoMA/NY, o artista também possui em seu currículo participação nas Bienais Internacionais de Veneza e São Paulo. “Três Mulheres e a Lua”, de 1959, exposta ao lado da “Nuvem”, xilogravura de Goeldi, exibe um dos registros resultantes do período onde Samico estudou com o artista, em 1958, e se pode verificar a visceral influência em sua obra.

Ariano Suassuna, Imortal da Academia Brasileira de Letras, exibe sua pouco conhecida faceta de artista visual, com as iluminogravuras executadas na década de 1980, que compõe os álbuns “Dez sonetos com mote alheio” e “Sonetos de Albano Cervonegro”. Seus trabalhos têm inspiração nas iluminuras da idade média, quando os manuscritos eram ilustrados e pintados à mão. O neologismo iluminura + gravura dá nome a esta produção. “As iluminogravuras aliam poesia à pintura, onde se destacam imagens humanas, animais, brasões e insígnias, ao lado de textos literários, alguns escritos com um alfabeto criado por Suassuna, em total consonância ao que previa o Movimento Armorial, por ele proposto em 1970”, acrescenta  Daniel Maranhão.

Integram a mostra: a artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, que também estudou com Goeldi e produziu uma série de xilogravuras como “Glu Glu” e “Ecce Homo”, com o Cordel como tema; a obra do grafiteiro pernambucano Derlon, com trabalho fortemente impactado pelo Cordel e pelo Armorial, representa a contemporaneidade de tais linguagens; como também exemplares de livretos de cordel do artista J. Borges, capas de LP’s do Quinteto Armorial, algumas publicações literárias de Ariano Suassuna e vídeo com compilações que incluem algumas cenas de “Auto da Compadecida”, de Guel Arraes, parte de um show de Antonio Nobrega e um recorte de uma entrevista com Suassuna.

Até 14 de novembro.

 

MAM Río #Abertoparatodos

08/set

Após quase seis meses com as portas fechadas, reabriremos o MAM Rio, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, no sábado, 12 de setembro, trazendo várias novidades: um cuidadoso protocolo de segurança, novas exposições, novos horários e uma nova forma de interagir com o museu – sem cobrança obrigatória de ingresso. ⠀
Desde março, muita coisa aconteceu. Amigos queridos e artistas geniais foram perdidos para a Covid-19. Diversos museus fecharam. E enfrentam muitos desafios para retomar as atividades.⠀
Mesmo em meio à crise, procuramos nos reinventar. Fizemos um amplo processo de escuta dos públicos. Adotamos o home office. Nos recriamos no ambiente digital, com oficinas educativas e festivais de cinema online. Fizemos uma limpeza total dos dutos de ar-condicionado. Abrimos uma convocatória de residências e bolsas de pesquisa em parceria com o Capacete recebendo centenas de propostas. Contratamos novas pessoas e lançamos uma chamada aberta internacional que escolheu a dupla Keyna Eleison e Pablo Lafuente como a nova diretoria artística do museu. ⠀
Agora estamos reabrindo as portas, comprometidos com a visitação de todos os públicos, por meio da contribuição sugerida, que traz a opção do ingresso gratuito. Com isso, confiamos a você a opção de pagar o valor sugerido, contribuir com outro valor ou entrar de graça. O convite à colaboração espontânea é uma nova forma de apoiar o museu como puder.⠀
E estamos confiantes em trazer uma experiência segura aos visitantes. A arquitetura do MAM oferece um espaço amplo de circulação nas áreas expositivas e externas. Com isso, o museu consegue controlar o fluxo, o distanciamento mínimo de 1,5 metro, oferecendo a você um dos espaços culturais mais seguros na cidade. ⠀
Nos próximos dias, você poderá reservar seu ingresso em www.mam.rio e verificar tudo sobre as novas exposições. ⠀
Venha nos ver neste sábado. Ou quando sentir que é o seu momento de sair de casa. A partir de agora, mais do que #Abertos, estamos #Juntos. Um museu para todos, todas e todos.⠀
Agradecemos a Petrobras, Itaú Cultural, Ternium mantenedores do MAM Rio pela Lei Federal de Incentivo a Cultura e ao Grupo PetraGold, patrocinador.
Fábio Schwarcwald

ARTRio on line

04/set

ArtRio2020 14-18 | 10 | 2020
Visite a ArtRio na Marina da Glória e Online
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ArtRio Marketplace Todas as galerias da ArtRio para você comprar online o ano inteiro.

 

 

Venha conferir e participe dessa experiência

 

#artrio   #compartilhearte   #colecionearte     www.artrio.com

 

Leilão Vivian Pérez

24/jul

Coleções/Colecionadores

22/jul

Com o tema “Colecionador-historiador: um papel involuntário?”, o próximo “Happy Aura” vai discutir uma das muitas características assumidas por quem coleciona arte, que é o papel de historiador/historiadora.

 

Os colecionadores João Marinho (Recife), Jorge Alex Athias (Belém) e Ylmar Corrêa Neto (Florianópolis) são o convidados para este debate, e incorporam, cada um a seu turno, a persona historiadora na elaboração de suas coleções.

 

A conversa será mediada por Nei Vargas.

Data: 24/07 (sexta-feira)
Horário: 18h
O Happy Aura é uma sala on-line de acesso livre pela Plataforma Zoom.
Os acessos são limitados e é necessário inscrever-se para receber o link:

Amanhã [Tomorrow] | Art Basel Online Viewing Room “Um Estande Imaginário” [An imaginary Booth]

17/jun

 Bergamin & Gomide

 

Temos o prazer de apresentar o projeto “Um Estande Imaginário” criado especialmente para o Online Viewing Room da Art Basel, que acontece de 17 a 26 de junho de 2020.

 

Apresentaremos raras obras de arte de artistas como Abraham Palatinik, Alexander Calder, Amadeo Luciano Lorenzato, Amélia Toledo, Artur Barrio, Celso Renato, José Leonilson, José Resende, Lygia Clark, Manfredo de Souzanetto, Mira Schendel,  Sergio Camargo, Sol LeWitt, entre outros.

 

A seleção de obras tem foco nos materiais que transmitem organicidade, uma forma de despertar a memória coletiva ao dialogar, direta ou indiretamente, com os nossos ancestrais. Assim, ao integrar nas ambientações peças utilitárias de etnias indígenas do território brasileiro, reverenciamos os povos originários e sua cultura.

 

Na imagem destacamos a obra Sergio Camargo, Relevo nº 373 (1972), onde o branco aplicado sobre o relevo de madeira nos apresenta um tênue jogo de luz e sombra. Diante da ambiguidade de elementos que não se individualizam, os relevos sobre a superfície atingem uma complexidade de nuances e desafiam a lógica contrutivista a partir de sua aleatoriedade. Ao entrar em contato com a obra, o público é convidado para um momento de contemplação do silêncio e da escassez de cor.

 

Junto à obra está a peça de cerâmica utlilizada como panela pelo Povo Rikbaktsa, que vive na bacia do rio Juruena, no noroeste do Mato Grosso. Sua autodenominação – Rikbaktsa – significa “os seres humanos”. Regionalmente são chamados de “Canoeiros”, por referência à sua habilidade no uso de canoas ou, mais raramente, de “Orelhas de Pau”, pelo uso de enormes botoques feitos de caixeta e introduzidos nos lóbulos alargados das orelhas.

 

Foram considerados guerreiros ferozes e na década de 1960 enfrentaram um processo de depopulação que resultou na morte de 75% de seu povo. Recuperados, ainda hoje impõem respeito à população regional por sua persistência na defesa de seus direitos, território e modo de vida.

Para mais informações entre em contato conosco!

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We are pleased to present the project “An Imaginary Booth” created exclusively for Art Basel Online Viewing Room, which takes place from June 17th to 26th, 2020.

We will present rare works by artists such as Abraham Palatinik, Alexander Calder, Amadeo Luciano Lorenzato, Amélia Toledo, Artur Barrio, Celso Renato, José Leonilson, José Resende, Lygia Clark, Manfredo de Souzanetto, Mira Schendel, Sergio Camargo, Sol LeWitt, among others.

 

The selection of works focuses on materials that transmit organicity, a way to awaken collective memory when dialoguing, directly or indirectly, with our ancestors. Thus, when integrating utilitarian pieces of indigenous ethnic groups from the Brazilian territory, we honor our First peoples and their culture.

 

In the image is highlight the work by Sergio Camargo, Relief nº 373 (1972), where the white colour placed on the wooden relief presents us with a tenuous play of light and shadow. In face of the elements’ ambiguity that are not individualized, the reliefs on the surface reach a complexity of nuances and challenge the constructivist logic based on its randomness. Upon seeing this work, the audience is invited to a moment for contemplate the silence and scarcity of color.

 

Alongside the work is the ceramic piece used as a pot by the Rikbaktsa People, who live in the Juruena River whatershed, in northwest of Mato Grosso state. Its self-denomination – Rikbaktsa – means “human beings”. Locally they are called “Canoeiros”, as a reference to their skill on riding canoes or, more rarely, “Orelhas de Pau”, due to the usage of huge buttons made of wood and inserted in the enlarged ear lobes.

 

They were considered ferocious warriors and in the 1960s faced a depopulation process that resulted in the death of 75% of their people. Recovered, they still impose respect on the regional population for their persistence in defending their rights, territory and way of life.

For more information contact us!

Diálogos instigantes

12/jun

 

Live: Cultura em Rede

03/jun

Bate papo com o Diretor do Itaú Cultural Eduardo Saron e Adolfo Konder, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
Falando em Cultura em tempos de Pandemia!!! Participação de Renata Monteiro, Presidente da Companhia das Artes.

Diálogos instigantes