Not Vital no Paço Imperial

23/out

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a obra do célebre escultor suíço Not Vital na primeira exposição institucional do artista na América do Sul. Aos mais de 60 anos de idade e com uma carreira que perpassa quatro décadas, Vital surge como pensador singular e original, cuja prática artística envolve filosofias sobre habitação e vida material. Acostumado a um estilo de vida nômade, Not Vital é um incansável viajante e explorador curioso. Sua obra busca inspiração e admiração em muitos lugares distintos e díspares que, ao longo do tempo, chamou de lar. Criado no pequeno vilarejo de Sent, situado na região elevada e montanhosa do vale Engadin, na Suíça, Vital, desde então, viajou ao redor do mundo. Primeiro fixou residência em Nova York, durante a década de 1980, e, depois, internacionalmente, entre continentes, montou estúdios e construiu esculturas arquitetônicas como habitações transitórias em centros urbanos e vastas paisagens desde o Cairo, Patagônia, no Chile, até Agadez, em Níger, Pequim, na China, Flores, ilha da Indonésia, e no Rio de Janeiro. A mostra foiorganizada por Olivier Renaud-Clément.

 

Envolvendo-se com as impressões culturais locais e assimilando-as em sua prática artística mais ampla, Vital traz obras nesta exposição que exploram o relacionamento entre materialidade, forma e significado; elas apresentam temas familiares que o artista concebe de modos totalmente inesperados. “HEADs” de 2013-2015 é um novo conjunto de obras que traz outra concepção do retrato e atravessa o representacional com o abstrato. Vital buscou inspiração na forma do Buda, que encontrou durante uma viagem ao Laos, em 2013. Transformando a intensa espiritualidade e incrível beleza do ídolo em sua linguagem escultural especial, Vital reduz a representação figurativa a contornos sutis que negam qualquer conceito de expressão individualizada. Desse modo, tanto separadas como coletivamente, as esculturas de Vital evocam as formas mais antigas da arte pré-histórica. Contudo, confeccionada em aço monocromático altamente refletor, sua obra pertence enfaticamente aos avanços tecnológicos da sociedade atual. Desde 2008, quando instalou seu estúdio no distrito artístico de Caochangdi, em Pequim, Not Vital vem colaborando com artesãos chineses especializados para produzir esculturas em aço inoxidável. Para a série “HEADs”, a técnica de revestimento por deposição física de vapor foi empregada de forma a criar superfícies refletoras muito polidas e luminosas. Dominando a presença física dos próprios espaços que habitam, as silhuetas ameaçadoras das esculturas de Vital mobilizam o espectador em um remoinho de reflexõesfluidas.

 

 

Numa instalação que ocupa uma parede inteira de uma galeria, Not Vital apresenta “750 Knives”, obra de 2004. Para esta obra, o artista fincou 750 lâminas de tamanhos variados na parede. Do outro lado, as pontas afiadas projetam-se para fora. Neste trabalho de minimalismo imbuído de poesia, Vital cria um relacionamento entre a obra de arte e o espectador que é ao mesmo tempo ameaçador e instigante. Embora desconcertante em sua devastadora violência, a parede possui uma energia tranquila e poderosa, oferecendo uma imagem de beleza surreal. Incitando a forma escultural da obra com uma surpreendente estética de pintura, as sombras criam desenhos em fluxo, um contrapeso para os óbvios atos de provocação.

 

Utilizando novamente a parede como tela, o artista cria uma obra site-specific para o Paço Imperial que traz uma grande semelhança com os vestígios explosivos de uma guerra de bolas de neve. Em “Snowball Wall”, obra de 2015, Vital emprega a arte performática, jogando contra a parede “bolas de neve” de gesso, cujas formas se rompem com o impacto. O artista usou gesso durante toda a sua carreira e explicou muitas vezes que a atração pelo material origina-se do fato que, por um curto período, o gesso toma a consistência da neve. Transformando e elevando formas corriqueiras em criações extraordinárias, ricamente imbuídas de sentido e significado, Not Vital combina uma diversidade de impressões duradouras e experiências pessoais de terras estrangeiras e populações locais que coletou ao longo de muitos anos. A gênese do trabalho de Vital explora com intensidade seu estilo de vida nômade, mas é igualmente influenciada por seu relacionamento, na infância, com a natureza e sua casa nos Alpes suíços. Essa tensão comanda relacionamentos líricos e contrastantes, que exploram temas de cultura e natureza, abstração e mutação, artifício humano e espécie animal, contextualizando também a beleza misteriosa e o jogo conceitual tão profundamente enraizados na essência da obra de Not Vital. Junto com a exposição no Paço Imperial, Not Vital está construindo uma “House to Watch the Sunset”, no Ji-Paraná, perto de Manaus.

 

 

Sobre o artista

 

 
Nascido em 1948 em Sent, na Suíça, Not Vital estudou em Paris e Roma antes de se mudar para Nova York em 1974. Escultor, Vital é também pintor, construtor de pontes, casas e torres, nômade e eterno explorador. Atualmente, mora e trabalha entre o Rio de Janeiro, Pequim e Sent. Not Vital realizou mostras institucionais individuais em: Museo d’Arte di Mendrisio, Mendrisio, Suíça (2015); Musées d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça (2014); Isola di San Giorgio Maggiore, Veneza, Itália (2013); Ullens Centre for Contemporary Art, Pequim, China (2011); Museo Cantonale d’Arte di Lugano, Suíça (2007); The Arts Club of Chicago, EUA (2006) e Kunsthalle Bielefeld, Alemanha (2005). Em 2001, participou da 49º Bienal de Veneza (com curadoria de Harald Szeeman). Sua obra compõe acervos públicos ao redor do mundo, tais como: Carnegie Institute, Pittsburg, EUA; Dallas Museum of Art, Dallas, EUA; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, EUA; Kunstmuseum Bern, Berna, Suíça; Kunsthalle Bielefeld, Bielefeld, Alemanha; Kunstmuseum Luzern, Lucerna, Suíça; Musées d’Art et d’Histoire, Genebra, Suíça; Museum of Fine Arts, Boston, EUA; Museum der Moderne, Salzburgo, Áustria; Philadelphia Museum, Filadélfia, EUA; The Museum of Modern Art, Nova York, EUA; The Ashmolean Museum, Oxford, Reino Unido; The Brooklyn Museum, Brooklyn, EUA; Toyota Municipal Museum of Art, Aichi, Japão.

 

 

Até 29 de novembro.

10ª Bienal do Mercosul

22/out

A cerimônia oficial de abertura da 10ª Bienal do Mercosul, que ganhou a titulação geral de “Mensagens de Uma Nova América”, ocorre nesta sexta-feira, dia 23 (e até 06 de dezembro), no Santander Cultural, Centro Histórico, Porto Alegre, RS. Está sendo anunciada a presença de membros da Diretoria e do Conselho de Administração, equipe curatorial desta edição, artistas, patrocinadores e parceiros.
A mostra “Antropofagia Neobarroca”, situada no Santander Cultural estará aberta para visitação.As demais mostras abrem para visitação no sábado, 24 de outubro. Em exibição obras dos mais importantes artistas latinos de diversas épocas como dentre outros, Maria Martins, Iberê Camargo, Tunga, Ione Saldanha, Hélio Oitica, Tomie Ohtake, Estevão Silva, Wesley Duke Lee, Amílcar de Castro, Carmelo Arden Quin, Cruz Diez, Tunga, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Carlos Asp, João Fahrion, Liuba, Pedro Américo, Oswaldo Maciá, Rubén Ortiz-Toreres, Romanita Disconzi, Avatar Morais, Paulo O. Flores, Didonet Thomas, Francisco Ugarte, Luiz Zerbini e Daniel Lezama.

 

 

Mostras, Espaços Expositivos e Horários

 

Modernismo em Paralaxe
MARGS – Praça da Alfândega, s/n – Centro
Horário: De terça a domingo, das 9h às 19h

 

Biografia da Vida Urbana
Memorial do Rio Grande do Sul – Praça da Alfândega, s/n – Centro
Horário: De terça a domingo, das 9h às 19h

 

Antropofagia Neobarroca
Santander Cultural – Praça da Alfândega, s/n – Centro
Horário: De terça a sábado, das 9h às 19h. Domingo, das 13h às 19h

 

Marginália da Forma / Olfatória: o cheiro na arte
A poeira e o mundo dos objetos/Aparatos do Corpo
Usina do Gasômetro – Av. Pres. João Goulart, 551 – Centro
Horário: De terça a domingo, das 9h às 21h.

 

Plataforma Síntese
Instituto Ling – R. João Caetano, 440 – Três Figueiras
Horário: De segunda a sexta, das 10h30 às 22h. Sábado, das 10h30 às 21h. Domingo, das 10h30 às 20h

 

Programa Educativo e a obra A Logo for America – Alfredo Jaar –

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – R. dos Andradas, 1223 – Centro Histórico
Horário: De terça a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 18h

Giovani Caramello, nova série

21/out

Em novembro, ele que emocionou e intrigou os fãs de esculturas hiper-realistas em todo o Brasil está de volta e com novidades. Após um período em pesquisa e produção, Giovani Caramello, artista representado pela OMA | Galeria, São Bernardo do Campo, São Paulo, SP, apresenta sua mais nova série de esculturas, ainda inédita, a “Segunda Chance”, na PARTE – Feira de Arte Contemporânea –, edição Paço das Artes, em novembro. Composta, inicialmente, por quatro bustos, sendo que somente duas estarão disponíveis para visitação no estande da galeria durante o evento, as peças contam com uma cicatriz no peito que faz uma alusão a cirurgia de transplante de coração. “Para o Giovani todos nós temos possibilidades de renascer todos os dias, e uma das formas mais frequentes de ‘renascer’ em um estado positivo é a proximidade com a morte material. Isso nos faz refletir a respeito do quão frágil a matéria é e como podemos aproveitar as chances diárias que nos são dadas”, revela Thomaz Pacheco, da OMA | Galeria.

 

Entre as curiosidades da nova série estão o próprio processo produtivo de cada peça, que dura em média dois meses para ser finalizado, e os materiais que tornam as texturas mais próximas a de um ser humano real, como fios de cabelos naturais e a aplicação de silicone por toda a extensão da peça.  Segundo o artista, a inspiração de “Segunda Chance” deu-se na fragilidade da vida e a oportunidade de sempre tentar algo novo e melhor todos os dias. “Minha motivação veio de diversas fontes, como em um livro que li e o autor faz afirmações sobre a nossa capacidade de renascer diariamente. Ao criar essa série,  eu mesmo tentei algo novo, por exemplo, ao iniciar as quatro obras simultaneamente. Arrisquei para acertar e ainda estou pensando se vou manter essa metodologia, mas o mais válido nisso tudo é que tentei uma coisa diferente em meu trabalho”, conta.

 

Em novembro, as peças do artista poderão ser vistas na PARTE – Feira de Arte Contemporânea –, edição Paço das Artes, São Paulo, SP, entre os dias 4 e 8, no estande da OMA | Galeria. Além dele, outros cinco artistas representados pela galeria – Andrey Rossi, Daniel Melim, Nario Barbosa, RIEN e Thiago Toes – e uma artista visual convidada, Juliana Veloso, vão apresentar suas mais recentes e inéditas produções. Enquanto o evento não começa, confira as primeiras imagens de I, da série “Segunda Chance”.

 

 

Sobre a OMA Galeria

 

A OMA | Galeria é o primeiro espaço privado de artes visuais do ABC. Localizada em São Bernardo do Campo, a galeria está sob os cuidados do galerista Thomaz Pacheco. Em pouco tempo, o espaço tornou-se referência na região e destaca-se no circuito das artes por seus projetos culturais, como encontros, workshops e debates (promovidos pelo OMA| Educação e OMA | Cultural), e por seu quadro de artistas representados (Andrey Rossi, Daniel Melim, Giovani Caramello, Henrique Belotti, Nario Barbosa, RIEN e Thiago Toes).

 

 

De 04 a 08 de novembro na  PARTE – Feira de Arte Contemporânea, São Paulo, SP. 

Patrícia Piccinini no CCBB/SP

14/out

“A evolução é uma história de extinções”, diz a artista Patricia Piccinini – e um passeio pelo Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, onde estão abrigadas agora as 41 obras de sua mostra “ComCiência”, que nos faz indagar sobre o futuro.

 

Interessada na relação entre o natural e o artificial, a australiana cria algumas de suas esculturas hiper-realistas de silicone como se fossem seres híbridos originados de experimentações genéticas – suas Metafloras (2015), por exemplo, assemelham-se a flores de pele e pelos. “A genética é uma aposta no escuro e Patricia fala muito sobre uma ética flexível”, define Marcello Dantas, curador da exposição, primeira individual da criadora no País.

 

De fato, esse é um tema pungente levantado em “ComCiência”, que também será apresentada em Brasília. Entretanto, é importante destacar que, principalmente, a artista questiona por meio de sua pesquisa na maneira como se dá o nosso confronto com a estranheza.

 

As peças escultóricas de Patricia Piccinini, que podem levar até 18 meses de execução, têm, curiosamente, uma delicadeza apesar do aspecto orgânico e de certas metamorfoses. As criaturas da australiana, realizadas em um estúdio em Melbourne que, abrigado em uma antiga fábrica, mais parece um “laboratório de efeitos especiais de cinema”, como conta Dantas, inspiram afeto mesmo que fiquem entre o humano, o animal e o surreal. “Crio situações nas quais o público é convidado a sentir empatia”, afirma a artista. Logo no hall do CCBB, A Grande Mãe (2005) representa uma macaca gigante que amamenta um bebê. Já em O Tão Esperado (2008), um menino e um estranho ser estão adormecidos. “Para que você durma com uma pessoa, você tem que realmente confiar nela”, comenta.

“A questão emocional é fundamental na minha obra porque é através da emoção que nos engajamos em algo”, explica Patricia. “Hoje em dia é muito difícil chamar a atenção das pessoas”, diz a australiana sobre o conforto que sente com o caráter espetacular de suas obras. “Eu poderia fazer um trabalho entediante para provar quão intelectual eu sou, mas não é esse o meu objetivo. Quero me conectar com as pessoas. Sou inclusiva e o mundo da arte é o oposto.”

 

Desenhista por formação, a artista, que nasceu em 1965 em Serra Leoa, mas vive na Austrália desde 1972, executa suas obras com a ajuda de um time de profissionais. “Trabalho com iluminadores, maquiadores, pessoas da indústria do cinema que conseguem traduzir os meus desenhos, que nascem da minha imaginação, para formas tridimensionais”, destaca Patricia, que também cria – e exibe em “ComCiência” – fotografias e filmes.

 

 

Até 04 de janeiro de 2016.

 

Fonte: Diário do Grande ABC – Cultura & Lazer

Equilíbrio e atração

17/set

José Carlos Machado é um “hábil designer do impossível”. Desde a década de 80 tem se dedicado à pesquisa na escultura sobre as formas geométricas e suas relações com a lei da gravidade. Conhecido pelo uso do ímã, matéria-prima que confere às suas criações a liberdade do movimento, José Carlos Machado apresenta sua recente e inédita produção na unidade dos Jardins, São Paulo, SP, da Galeria Marcelo Guarnieri.

 

São doze obras, com dimensões variadas, que se configuram como um “ensaio em suspensão”, relacionando as formas com o espaço. Os materiais, que vão desde a madeira, o ferro, o ímã e a fita de aço desafiam às leis da percepção sensorial, como nas obras inspiradas em móbiles, ou que necessitam da força do ar para o movimento ou a flutuação.

 

Intitulando-se como um “equilibrista”, o artista – ao contrário da sua formação em Arquitetura – não projeta a obra no desenho, tudo nasce, ou melhor, é “descoberto”, por meio da experiência dos materiais e as suas sugestões de formas, e possibilidades de relações com o ato do movimento. Neste exercício de “tentativa e erro”, e percepção da potência do mover-se na matéria bruta, interessa a naturalidade das cores dos materiais, em detrimento da aplicação de outra que não pertence – originalmente – aquela matéria-prima.

 

Os trabalhos de José Carlos Machado não desafiam somente às leis naturais da percepção, num diálogo com a física, mas abrem uma senda no espaço. Como se fosse uma folha de papel em branco, o artista desenha, traça, coloca em fuga, como numa dança, as linhas geométricas de suas esculturas. Os movimentos que daí derivam contam com o acaso: o encontro de “atração” da força da natureza (a matéria-prima e o ar), e as formas sugeridas pelo artista.

 

 

Sobre o artista

 

José Carlos Machado (Zé Bico) não inventa: descobre. Descobriu que o tempo altera a química das coisas, que o uso de ímãs cria zonas de tensão, que agrupar as peças em duplos/pares propicia contrastes conceituais. E assim, vai dobrando, cortando e enroscando suas peças (sem soldas) em busca de um equilíbrio cada vez mais precário onde o mínimo é o máximo – um achado que confere à sua obra uma insustentável leveza. Amilcar de Castro deu as melhores lições de esculturas ancoradas no chão; José Carlos é um aprendiz aviador, prestes a ocupar o ar enquanto espaço.” – Lisette Lagnado In: Poéticas Atraentes (1989).

 

 

De 19 de setembro a 17 de outubro.

Paternosto na Dan galeria

11/set

A Dan Galeria, Jardim América, São Paulo, SP, exibe a exposição individual do artista argentino César Paternosto.  A mostra reúne 16 obras e duas esculturas, criadas especialmente para esta ocasião. César Paternosto iniciou a carreira artística como pintor abstrato geométrico no início dos anos 1960, após uma trajetória como pintor figurativo e informalista, escola europeia iniciada durante a Segunda Guerra, em paralelo ao abstracionismo americano. Em 1967, ao mudar-se para Nova York, já com uma carreira consolidada, Paternosto expande as fronteiras formais e teóricas da pintura, convertendo suas criações em objetos, deixando de lado a apreciação frontal da obra.

 

 

Até 12 de outubro.

Artistas cubanos na Casa Daros

04/set

Na próxima terça-feira, 08 de setembro, às 11h, será realizada uma coletiva de imprensa na Casa Daros, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, sobre a exposição “Cuba – Ficción y fantasia”, que será inaugurada em 12 de setembro. A curadoria é de Hans-Michael Herzog e Katrin Steffen. Serão apresentados 130 trabalhos de 15 destacados artistas cubanos: Ana Mendieta, Belkis Ayón, Ivan Capote, Javier Castro, José Bedia, Juan Carlos Alom, Lázaro Saavedra, Los Carpinteros, Manuel Piña, Marta María Pérez Bravo, René Francisco, Santiago Rodríguez Olazábal, Tania Bruguera, Tonel e Yoan Capote. Está será a última exposição da Casa Daros.  Estarão presentes na coletiva os curadores da mostra, o diretor-geral da Casa Daros, Dominik Casanova, e alguns artistas com trabalhos da exposição.

Exposição na Fundação Vera Chaves Barcellos

21/ago

A Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, RS, apresenta a mostra “Destino dos Objetos | O

artista como colecionador” e as coleções da FVCB. Impressões, desenhos, fotografias,

gravuras, fotocópias, objetos, esculturas, colagens e vídeos integram a mostra que reúne um

diverso grupo de 50 artistas de várias nacionalidades. Com curadoria de Eduardo Veras,

“Destino dos Objetos” examina como, por diferentes caminhos, os artistas se fazem

colecionadores, ou, pelo menos, como seus trabalhos podem replicar algo do furor

colecionista.

 

Há aqueles que tratam de isolar, recolher e sacralizar peças específicas, peças que

imediatamente perdem sua função original, mesmo que não renunciem às memórias que

carregam. Há também aqueles em que, mais do que a escolha, despontam as noções de

acúmulo, ordenamento e classificação. Entre uns e outros, o artista emerge como o sujeito dos

desejos e das decisões, oferecendo ou adivinhando um destino para os objetos.

 

A exposição remonta ao gérmen da própria Fundação Vera Chaves Barcellos, cuja origem

encontra-se nas coleções de arte formadas pelos artistas Vera Chaves Barcellos e Patricio

Farías ao longo dos anos, antes mesmo da formalização desse importante centro de divulgação

de arte contemporânea.

 

Participam da mostra artistas brasileiros, latino-americanos e europeus: 3NÓS3, Albert

Casamada, Almandrade, Amanda Teixeira, Anna Bella Geiger, Antoni Muntadas, Boris Kossoy,

Brígida Baltar, Cao Guimarães, Carlos Asp, Carmela Gross, Christo, Daniel Santiago, Elcio

Rossini, Ester Grinspum, Evandro Salles, Feggo, Gisela Waetge, Gretta Sarfatty, Hannah Collins,

Heloísa Schneiders da Silva, Hudinilson Jr., Jailton Moreira, Jesus R.G. Escobar, Joan Rabascall,

Joaquim Branco, Joelson Bugila, Julio Plaza, Klaus Groh, León Ferrari, Lia Menna Barreto, Mara

Alvares, Marcel-li Antunez, Marcelo Moscheta, Marco Antônio Filho, Marcos Fioravante, Maria

Lúcia Cattani, Mariana Silva da Silva, Marlies Ritter, Mario Ramiro, Mário Röhnelt, Michael

Chapman, Nicole Gravier, Nina Moraes, Patricio Farías, Rogério Nazari, Téti Waldraff, Ulises

Carrión, Vera Chaves Barcellos e Waltércio Caldas.

 

A exposição contará com uma programação paralela com palestras, conversas com artistas,

além das visitas mediadas e da promoção do Curso de Formação Continuada em Artes – ações

permanentes do Programa Educativo da FVCB, que segue oportunizando vivas experiências

com a arte e estimulando a formação de novos públicos.

 

 

De 22 de agosto a 12 de dezembro.

Do arcaísmo ao fim da forma na Pinacoteca

A Pinacoteca do Estado, Luz, São Paulo, SP, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São

Paulo, exibe até 27 de setembro a exposição “Marino Marini: do arcaísmo ao fim da forma”.

Com curadoria de Alberto Salvadori, diretor do Museo Marino Marini em Florença, a exposição

é a primeira retrospectiva no Brasil do artista italiano reconhecido mundialmente por suas

esculturas em bronze, e um dos nomes fundamentais da arte moderna italiana.

 

A mostra proporciona ao público uma visão ampla e generosa da produção artística de Marini,

expondo 68 peças, entre esculturas, pinturas e desenhos, de distintos períodos de sua carreira

e reúne obras das duas importantes instituições dedicadas à obra do artista na Itália, o Museo

Marino Marini de Florença e da Fondazione Marino Marini de Pistoia – cidade natal de Marini.

 

A exposição “Marino Marini: do arcaísmo ao fim da forma”, tem patrocínio da Pirelli e apoio do

Istituto Italiano di Cultura di San Paolo. Esta iniciativa faz parte do “Ano da Itália na América

Latina” promovido pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da

Itália e já foi apresentada na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre.

 

 

Sobre o artista

 

Nascido em Pistoia (1901 – 1980), na região da Toscana, Marini cresceu cercado pelas

influências da vizinha Florença, nutrindo uma forte ligação com a arte etrusca e com a arte

egípcia pertencente aos museus da região, desenvolvendo em sua obra quatro temáticas em

particular: o retrato, a Pomona – a encarnação do eterno feminino –, os cavalos e os cavaleiros

e o circo. Por este último era extremamente fascinado, sentindo-se intrigado pela natureza do

ofício do malabarista, do palhaço e dos acrobatas. “A relevância de Marino Marini foi de um

artista que não se comportou como um filólogo, não aceitou os dados históricos consumidos

pelo estudo e pela interpretação antropomorfa do sujeito, mas revelou, no seu trabalho, uma

dimensão de atualidade da matéria numa relação direta entre homem e sujeito”, destaca

Alberto Salvadori.

Esculturas no Rio

18/ago

Esculturas inéditas de pequeno e médio porte de 27 artistas do país inteiro estão reunidas no

segundo andar do Centro Cultural Justiça Federal, no Centro, Rio de Janeiro, RJ, dentro do

Festival de Esculturas do Rio. A exposição é uma pequena amostragem da Mostra Rio de

Esculturas Monumentais, que terá a segunda edição em julho do ano que vem, como parte do

calendário oficial das Olimpíadas Rio2016.

 

Os destaques são as obras dos cariocas Suzana Queiroga (foto), Frida Baranek, Antonio

Bernardo e do coletivo formado por Guga Ferraz, João Marcos Mancha e Leonardt Lauenstein.

Atenção também nos trabalhos do pernambucano Francisco Brennand, da sergipana Claudia

Nên e do mineiro Jorge Fonseca, selecionados pelos curadores Paulo Branquinho e Claudia

Dowek.

 

Até 27 de setembro.