Arquivo da categoria: Galerias
Beatriz Milhazes | Avenida Paulista | MASP e Itaú Cultural
07/dez
Fortes D’Aloia & Gabriel inaugura plataforma.
Entre as dez obras expostas na plataforma fdag-film está o novo trabalho de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, apresentado em primeira mão no seminário da arte!brasileiros em outubro.
Com dez trabalhos de artistas contemporâneos representados pela galeria, a Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo, SP, acaba de inaugurar sua nova plataforma digital, intitulada fdag-film, dedicada a vídeos e filmes. Apesar de vinculada em um primeiro momento à participação da galeria na Art Basel OVR: Miami Beach, que aconteceu entre os dias 02 e 06 de dezembro, a página seguirá no ar como um espaço expositivo da casa.
Serão quatro edições ao ano, com variados recortes curatoriais. O primeiro, que segue no ar até dia 2 de março de 2021, reúne obras de Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Jac Leirner, Tamar Guimarães, Armando Andrade Tudela, Cristiano Lenhardt, Janaina Tschäpe, Rivane Neuenschwander & Cao Guimarães, Sara Ramo, Sarah Morris e Rodrigo Cass.
Entre os 10 trabalhos, todos produzidos a partir dos anos 2000, está One Hundred Steps, filme de Bárbara e Benjamin que estreou em outubro na MANIFESTA 13, realizada este ano em Marselha. O trabalho, filmado entre a França e a Irlanda e que remete também à cultura artística árabe do norte-africano, teve trecho apresentado em primeira mão no VI Seminário Internacional Virtual ARTE!Brasileiros: em defesa da natureza e da cultura, que contou com participação da dupla.
Também ganham espaço na fdag-film outras obras lançadas neste ano de 2020 como Botão, primeiro trabalho de Jac Leirner pensado para a esfera virtual, e SOAP, de Tamar Guimarães em colaboração com Luisa Cavanagh e Rusi Millán Pastori, inspirada em telenovelas brasileiras. Estas produções quase inéditas dialogam na plataforma com trabalhos de trajetória já consolidada como Quarta-feira de Cinzas (2006), de Rivane Neuenschwander & Cao Guimarães, e A banda dos sete (2010), de Sara Ramo.
Completam a lista de filmes e vídeos na plataforma Guaracys (2016), Ma
Fonte: Arte!brasileiros.
Galeria BASE com obras acromáticas
03/dez
A Galeria BASE, Jardim Paulista, São Paulo, SP, cumprindo todos os protocolos determinados pelas autoridades, encerra sua agenda de exposições de 2020 com a mostra coletiva “O que é raiz e não vértice”, expondo – até 23 de janeiro de 2021 – aproximadamente 40 obras, entre pinturas e esculturas de Anna Maria Maiolino, Bruno Rios, Frans Krajcberg, José Rufino, Lucas Lander, Luiz Martins, Manoel Veiga, Marco Ribeiro, Mira Schendel e Véio. A curadoria é assinada por Paulo Azeco e a coordenação artística fica a cargo de Daniel Maranhão.
A exposição apresenta uma ampla representatividade de artistas de várias gerações e regiões do país com um ponto comum, alguns representados pela galeria, peças de acervo e outros convidados a participar de mostra que conclui o trabalho de um ano cheio de desafios. “A proposta da galeria é de trazer uma mostra onde a linguagem acromática cria um diálogo entre artistas de diferentes formações e épocas”, define Daniel Maranhão.
Optando pela ousadia de romper paradigmas, a Galeria BASE escolhe comemorar com ausência de cores e mostrar as possibilidades de representações artísticas em preto e branco, pois comunga com o conceito mencionado pelo artista Pierre Soulages de que quanto mais limitados os meios de expressão de que o artista dispõe, melhores são os resultados que ele pode alcançar.
O curador Paulo Azeco seleciona as obras onde sua importância e valor estético transcendem da utilização de cor: “desde as hoje aclamadas monotipias de Mira Schendel, o lirismo do trabalho de Anna Maria Maiolino até o poder expressivo das esculturas de Véio, a força se mostra por outros meios”, define.
Contrapontos e complementos contam histórias visuais em “O que é raiz e não vértice”. Frans Krajcberg, fez com que sua habilidade criativa e preocupação com sustentabilidade do planeta, em um momento em que o assunto não era destaque, gerasse obras de formas robustas e sofisticadas que independem de assinatura. São um manifesto por si. O trabalho de José Rufino utiliza elementos carregados de memória, oriundos sobretudo de seu legado familiar, como documentos, cartas entre outros itens de memorabilia.
Lucas Lander investiga o uso do carvão em construções ora figurativas, ora abstratas que extrapolam vigor; Marco Ribeiro apresenta obras inspiradas na arquitetura brutalista em nanquim enquanto Bruno Rios tem em sua pesquisa o uso constante do preto e não a considera uma cor que remete à tristeza, como muitos. Sua escolha é pela sofisticação do monocromatismo. Luiz Martins exibe trabalhos onde as formas remetem a seus antepassados indígenas, baseadas em representações rupestres plenas de pigmentos pretos, com uma profundidade que remete a cicatrizes ancestrais. Já as obras de Manoel Veiga exibem resultados abstratos, onde a partir da manipulação da imagem, enfatiza o confronto entre o claro e o escuro.
“O que é raiz e não vértice” trata de como brasileiros contemporâneos fogem de duas características marcantes da arte Brasileira: o uso de cor e da geometria. Essa é uma pesquisa sobre os que vão contra essa corrente, investigando o avesso, sendo brasileiro sem cair nas obviedades do imaginário nacional.
Na trajetória da galeria, o monocromático sempre foi destaque em suas exposições. É uma de suas características que agora ampliamos e explicitamos. O mote principal da curadoria é um reflexo dos tempos sombrios que vivemos; o país entristeceu e esse fato justifica falar dessa arte que não é apenas sobre celebração e mais a respeito de reflexão”.
Paulo Azeco
“Em Suspensão” – instalação feita pela artista Virgínia Di Lauro na vitrine da galeria Simone Cadinelli
01/dez
OCUPAÇÃO
Simone Cadinelli Arte Contemporânea apresenta “Em Suspensão”, ocupação feita pela artista Virgínia Di Lauro em sua vitrine voltada para a Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A instalação poderá ser vista até 14 de dezembro de 2020, e integra a exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro”, com curadoria de Érika Nascimento. Nascida em 1989 em Barra do Choça, sertão baiano, e há nove anos radicada em Porto Alegre, Virgínia Di Lauro faz um trabalho poético e forte em que aborda o universo feminino e sua ancestralidade. Em sua intervenção na vitrine da galeria, a artista usa elementos como colagens, em que pinta com tinta acrílica sobre superfícies diversas: fotografias de seu próprio corpo, páginas de um livro e voal, tecido fino e translúcido. A costura, um aspecto presente na obra de Virgínia, faz alusão às mulheres da família da artista, e à transmissão de saberes através do tempo, em sucessivas gerações.
São cinco os trabalhos que compõem a instalação: “Desmembrar o texto, descascar, repovoá-lo” (2020), um painel de 1,64m, com 20 quadros formados cada um por seis páginas do livro “A vida de D. Pedro I” (1972), de Otávio Tarquínio de Sousa, que a artista recolheu do chão em uma esquina do Centro da cidade de Porto Alegre; Suspensos do teto, ligados por um fio de lã vermelha, estão delicados corações feitos em argila, na obra “Corações estranhos em suspensão (do teto)”, de 2018; Em “De coração suspenso” (2020), a artista faz interferências fotográficas sobre fotografias em que se vislumbra seu próprio corpo, e ainda uma outra camada de intervenções, onde faz uma costura em fio de lã vermelha, e aplica tinta acrílica sobre papel Kraft; Em “Descortinar os olhos através dos nervos” (2020), o tecido serve de suporte para folhas do livro citado acima e fotografias, e a pintura em tinta acrílica e a costura em lã vermelha atravessam o trabalho; “Através dos nervos” (2020), em voal medindo 252cm x 82cm e com pintura em acrílica vermelha, é presa no alto da parede lateral, caindo suavemente sobre o chão, onde se estende por mais um metro.
A curadora Érika Nascimento ressalta que na instalação de Virgínia Di Lauro “observa-se a dualidade entre uma expectativa de delicadeza associada ao gênero feminino em uma sociedade patriarcal e a visceralidade e potência deste corpo”.
A exposição “Como habitar o presente? Ato 3 – Antecipar o futuro” fica em cartaz até 16 de janeiro de 2021, com obras de 21 artistas em diferentes suportes e linguagens, como fotografia, vídeo, instalação, pintura e objetos.
O público poderá ver ainda pessoalmente os 29 vídeos dos 27 artistas que fizeram parte do Ato 1 e do Ato 2, exibidos de julho a setembro na vitrine da galeria, ainda fechada ao público na época, e em seu site. Assim, o Ato 3 engloba os três momentos, somando, ao todo, 62 obras, de 45 artistas.
A exposição também ganhou um tour virtual 3D, para que os amantes da arte possam ver os trabalhos remotamente, como se estivessem visitando o local. Basta acessar o site https://www.simonecadinelli.com/.
todo poder à praia! all power to the beach!
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ANEXO exibe o que não foi visto
Anexo LONA, Centro, São Paulo, SP, com coordenação artística de Duílio Ferronato, reabre sua agenda expositiva de 2020 com a coletiva “Quase Fim” – virtual e presencial com agendamento prévio – e trabalhos de sete artistas convidados: Clara de Cápua, Daniel Mello, Gabriel Pessoto, Gabriel Torggler, Higo Joseph, Irene Guerriero e Maria Luiza Mazzetto.
“Este foi um ano que parecia não ter fim: projetos cancelados, meses intermináveis, notícias desencontradas e de quebra duas eleições conturbadas: uma local e outra internacional. Agora, com “Quase Fim”, o Anexo LONA se propõe a dar fim a 2020 com uma mostra dos trabalhos que perderam oportunidade de serem vistos. Os artistas convidados têm em comum além da persistência do trabalho no ateliê, projetos adiados e cancelados”, explica Duilio Ferronato. Desenhos, pinturas, vídeos e esculturas em exposição, exibem um recorte desse período criativo em confinamento.
Clara de Cápua reflete sobre as lembranças que vão se esvaindo e acabam por deixar um buraco na memória enquanto Daniel Mello desenvolve uma pesquisa através do gestual, onde o movimento das mãos e braços faz com que o suporte revele cores e formas intensas. Irene Guerriero mantém seu olhar nas transformações da natureza, mas desta vez também com uma atenção a mais nos espaços vazios; Higo Joseph, que também trabalha com grandes regiões abertas, mantém espaços no papel a serem preenchidos. Gabriel Pessoto desenha, dobra e costura papéis numa tentativa de revelar discussões do lugar do gênero humano e Gabriel Torggler esculpe pequenas peças e as coloca numa paisagem azul, como um grande mar. Maria Luiza Mazzetto, inspirada em organismos vivos, vai preenchendo o papel de forma a princípio intuitiva mas com elaboração bioquímica criando um efeito visual que transforma o visitante em um ser hipnotizado.
A proposta de “Quase Fim” é a de arrematar 2020 com cores, formas e bom humor!
“Atualizamos nossas questões de virada. Vamos deixar 2020 para ser contado como um ano dolorido e difícil, mas que ao mesmo tempo nos proporcionou tempo para reorganizar questões que o cotidiano vai postergando”, conclui Duilio Ferronato.
Um pouco da história do isolamento de cada um:
Clara de Cápua — Esta obra integra um projeto desenvolvido após o falecimento de seu pai, em agosto de 2019. Em uma série de trabalhos, busca-se refletir sobre os limites entre presença e ausência. Sobre uma seleção de arquivo fotográfico pessoal – fotos tiradas pela mãe da artista entre os anos 1970 e 1980, em GO e MT – pequenas interferências são realizadas. A figura do pai é recortada em cada uma das cenas.
Daniel Mello — Série de paisagens abstratas onde explora a ilusão de profundidade em uma superfície bidimensional. A pintura acontece em camadas de tinta sobrepostas e sua narrativa é construída através de processo de criação e transgressão dos planos geométricos. Combinação de diferentes formas, elementos gráficos e materiais.
Higo Joseph — As esculturas buscam inspiração em monumentos megalíticos, como menires e dolmens, erguidos por diferentes culturas e períodos, desde o paleolítico até o século 19. Já meus trabalhos de aquarela e pintura buscam reflexões relacionadas aos limites, embates e aproximações, explorando a distribuição das formas no espaço.
Irene Guerriero — Cor e natureza são os principais assuntos de sua poética em pinturas a óleo ou acrílica sobre tela e colagens sobre papel. Viver num país tropical com vistas coloridas e luz intensa tem um impacto significativo no trabalho, além do movimento psicodélico dos anos 1960. Começando por um ponto equidistante de onde seja possível ajustar um foco na natureza externa e interna, concomitantemente, faz recortes que formam paisagens oníricas.
Gabriel Pessoto — Apresenta parte da série “ambiente moderno”, desenvolvida ao longo de 2020, que se desdobra em mídias variadas. A pesquisa discute a imagem enquanto elemento que opera na construção de desejos e idealizações românticos e eróticos e reflete sobre o trânsito que sofrem entre o analógico e o digital. Também discute papéis de gênero e de pontos de encontro entre conceitos talvez conflitantes como arte x artesanato, público x privado e útil x enfeite.
Gabriel Torggler — Propõe uma tentativa de evidenciar alguns personagens contidos nos desenhos que passam muitas vezes despercebidos, devido ao acúmulo de informações no papel, e os pequenos objetos que são muitas vezes banalizados pela saturação de oferta. Utilizo o latão e o inox com o intuito de emular metais valiosos como a prata e ouro criando assim um jogo de valores.
Maria Luiza Mazzetto — Constrói mundos orgânicos. Desenhando sobre papel, cria grandes paisagens ou fragmentos de paisagem que poderiam dizer sobre o fundo de mares ou o interior de um organismo vivo, incluindo a proliferação de sociedades fantásticas. Partindo dos desenhos, agora experimenta a colagem, a animação e o biscuit. Para a artista, os organismos vivos, tanto animais, quanto vegetais ou microorganismos são visualmente semelhantes em suas estruturas internas e externas, evidenciando uma proximidade do ser humano com seu entorno natural.
Até o dia 30 de janeiro de 2021
Uma trajetória
18/nov
Fundada em São Paulo, em 2006, a Galeria Kogan Amaro possui atualmente duas unidades. A matriz ocupa um espaço de 230 metros quadrados e pé direito duplo no coração do bairro dos Jardins, em São Paulo, SP. Em maio de 2019, a galeria abriu sua filial em Zurique, em um espaço de 350 metros quadrados inaugurado com uma exposição de Nuno Ramos. A Kogan Amaro/Zurich situa-se no Löwenbräu Cultural Center, um complexo de museus e galerias na maior e mais dinâmica cidade da Suíça.
A vibrante programação contemporânea da galeria conta com o trabalho de artistas emergentes e em ascensão como Samuel de Saboia, Élle de Bernardini, Mirela Cabral, Bruno Miguel, Daniel Mullen, Mundano, Patricia Carparelli e Tangerina Bruno, e também de artistas brasileiras consolidadas como Nazareth Pacheco e Marcia Pastore, entre outros.
A Kogan Amaro organiza eventos duplos com um mesmo conceito, como a exposição da artista contemporânea Fernanda Figueiredo “A visita de Max Bill”, que aconteceu na galeria de Zurique simultaneamente à exposição histórica “Arte concreta dos anos 1950”. Esta mostra coletiva exibiu obras dos fundadores do movimento concretista no Brasil que haviam sido inspirados pela visita de Bill à primeira edição da Bienal de São Paulo, em 1951, como os finados artistas Willys de Castro, Lothar Charoux, Hércules Barsotti, Luiz Sacilotto e Judith Lauand. A filial suíça também organizou exposições individuais históricas com as obras de Frans Krajcberg, Servulo Esmeraldo e Flávio de Carvalho.
O portfólio da Kogan Amaro, de artistas consagrados com sólidas carreiras institucionais e de artistas contemporâneos emergentes, reflete o espírito ousado dos jovens sócios que a comandam, o casal Ksenia Kogan Amaro e Marcos Amaro, ambos de 35 anos de idade, que mesmo antes da galeria sempre estiveram envolvidos com as artes. A sócia-diretora e co-fundadora da galeria, Ksenia Kogan Amaro, nascida em Moscou, é também uma aclamada pianista clássica, colecionadora e artista performática. Ksenia concebeu um projeto de performance que apresentou ao redor do mundo junto com o ator John Malkovich, colaborou com Plácido Domingo, criou projetos para a UNESCO, e tocou em concertos para chefes de estado e para as famílias reais da Espanha e da Bélgica. O fundador da galeria, Marcos Amaro, é também artista plástico, colecionador, formado em Filosofia e Finanças, empreendedor e patrono das artes, assim como presidente do Museu FAMA e FAMA Campo.
A Galeria Kogan Amaro também atua como representante da Fábrica de Arte Marcos Amaro. A instituição promove arte-educação gratuita para a comunidade local, incluindo escolas públicas e privadas; realiza seminários; organiza exposições; concede bolsas e residências para artistas; confere um prêmio anual a artistas escolhidos por um júri de críticos de arte e especialistas; assim como patrocina intercâmbios com instituições culturais brasileiras e estrangeiras, visando a preservação, promoção e exposição da arte brasileira e internacional. O Museu FAMA foi criado em 2012 em uma propriedade de 25.000 metros quadrados que originalmente abrigava uma antiga fábrica têxtil do início do século XX, na cidade de Itu, região com uma população de 2 milhões de pessoas, a 50 minutos da capital do estado de São Paulo. Constituída desde 2008 com foco na arte brasileira, sua coleção permanente excede 2000 obras, desde as do século XVIII (Aleijadinho), passando pelo Modernismo brasileiro do século XX (Tarsila do Amaral, Pancetti, Di Cavalcanti, Portinari, Flávio de Carvalho, Brecheret, Lasar Segall, Antonio Gomide, Anita Malfatti, Maria Martins, etc.) ao FAMA Campo, dedicado exclusivamente à land art. A potência da coleção permanente está contida em seus trabalhos conceituais e contemporâneos criados por artistas icônicos como Tunga, Leda Catunda, Jac Leirner, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Maria Nepomuceno, Carmela Gross, Laura Lima e Nelson Leirner, muitos dos quais foram exibidos em edições passadas da Bienal de São Paulo, da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel. A coleção consiste principalmente em obras tridimensionais em grandes formatos, mas há também um grande número de pinturas, gravuras, desenhos, fotos, instalações, etc. Desde junho de 2018, a enorme área externa da FAMA foi remodelada em um jardim de esculturas com obras em grandes formatos de artistas renomados, como Nuno Ramos, Caciporé Torres, Emanoel Araújo, Gilberto Salvador, Frans Krajcberg, José Resende, José Spaniol, Marcos Amaro, Mario Cravo, Mestre Didi, Sergio Romagnolo e Henrique Oliveira. O Museu FAMA é o maior patrimônio privado de arte do estado de São Paulo, e um dos museus mais inovadores do Brasil, visando promover e disseminar o rico e diverso legado artístico do país.
Trajetória da Galeria Kogan Amaro
Quando adquiri a marca Emmathomas em 2017, não tinha nenhuma experiência como galerista, e nenhum faturamento. Após três anos de muita dedicação, construímos uma equipe sólida e consistente, representamos um elenco de artistas altamente qualificados e jovens promissores, participamos das principais feiras internacionais do mundo da arte, entre elas ArtBasel Miami e SP-Arte, e em 2020 aderimos fortemente às plataformas online e viewing rooms.
Neste meio tempo, mudamos a marca para Kogan Amaro – transmitindo mais confiança para nossos stakeholders -, consolidamos nosso espaço em São Paulo, e abrimos uma unidade num dos principais endereços de Zurich – onde levamos o que há de melhor na Arte brasileira.
Sabemos que ainda há muito pela frente. Queremos internacionalizar ainda mais a galeria, prosseguir buscando novos talentos, consagrar artistas vivos, e consolidar definitivamente nosso espaço na Suíça.
Agradeço à todos que nos ajudaram até aqui. Seguimos à luta!
Desenhos inéditos de Tarsila
13/nov
A Fábrica de Arte Marcos Amaro, Itu, São Paulo, SP, reabrirá suas portas para visitação no dia 14 de novembro de 2020, com ambiente em plena reforma e restauração, novas normas de segurança frente à pandemia e três exposições inéditas!
A reabertura segue as orientações da Prefeitura da Estância Turística de Itu e as medidas de proteção, saúde e higiene estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e órgãos brasileiros de Saúde Pública. Foram instalados tapetes sanitizantes nas portas das salas expositivas. Todos os visitantes deverão passar pela medição de temperatura e o uso de máscara será obrigatório.
A exposição “Estudos e Anotações” reúne, de forma inédita, 203 obras de Tarsila do Amaral que estavam guardadas por mais de cinco décadas da vista do público. Com curadoria de Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros, a mostra apresenta desenhos raros, esboços e estudos que ajudavam na formação do pensamento artístico de Tarsila e, por vezes, serviam de base para sua obra pictórica.
Produzidas entre 1910 e 1940, as obras registram as várias fases da artista e apresentam temas recorrentes em sua linguagem. Na ocasião da abertura da exposição, será lançado o livro “Tarsila do Amaral – Estudos e Anotações”, pela editora WMF Martins Fontes. Ao longo de 256 páginas, a publicação reúne mais de 200 desenhos raros da artista, realizados durante suas viagens.
Fotografias em mostra virtual
12/nov
Foi inaugurada a ZYX Photo Art Gallery, uma galeria de arte virtual dedicada à fotografia. Totalmente digital, a galeria apresentará mostras de consagrados fotógrafos, como Evandro Teixeira, Frederico Mendes, Gui Paganini, Levindo Carneiro, entre outros, na plataforma www.zyx.solutions, de forma totalmente gratuita, disponível 24 horas, todos os dias da semana. A galeria inaugurou com a exposição “Superfícies”, de Ricardo Nauenberg, idealizador do projeto, que apresenta um ensaio fotográfico inédito sobre os desertos do Arizona e Utah, nos EUA. Com 75 fotografias inéditas, em preto e branco, produzidas nos dois últimos anos, as fotos destacam as formas e as linhas da paisagem.
Seguindo uma tendência mundial, a galeria simplifica e democratiza o acesso à arte, com uma programação dinâmica e bem-cuidada. “A ideia da galeria virtual é fazer com que as fotografias estejam acessíveis para todos, democratizando o acesso aos artistas e aos trabalhos, estimulando a formação de plateias. A internet é uma ferramenta quase sem fronteiras, que permite isso”, afirma Ricardo Nauenberg. Estão previstas novas exposições a cada mês, mas as mostras passadas também continuarão acessíveis ao público.































