Nova representação.

06/ago

Ana Cláudia Almeida é a nova artista representada pela galeria Fortes D´Aloia & Gabriel. Ana Cláudia Almeida nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, 1993 – O universo material de Ana Cláudia Almeida, encontra-se estabelecido sobre a manipulação de tintas, plásticos, bastões a óleo, tecidos e imagens. A feição esvoaçante de suas obras sobre pano, o caráter acumulativo e movediço da escultura e a fragmentação caleidoscópica das pinturas de grande escala transpõem e traduzem a memória intangível em matéria. Essa dimensão se faz sentir tanto na superfície dos trabalhos, conforme Ana Cláudia Almeida permite que vestígios de gestos anteriores permaneçam na forma final, quanto de maneira conceitual e simbólica. Feita de sobreposições intensas de espaços plenos e vazios, a abstração que ressoa sua obra espelha formal e tematicamente camadas de lembranças, práticas e rituais. Transitando entre a pintura, a escultura  e  o  vídeo,  a  produção de  Ana  Cláudia  Almeida  confronta  os  modos  como  ela  é  moldada – ou distorcida – por estruturas sociais, explorando as fricções entre o ambiente urbano e sistemas como religião, gênero e sexualidade.

Entre suas exposições recentes destacam-se Ana Cláudia Almeida & Tadáskía, exposição diálogo entre as duas artistas que aconteceu simultaneamente nas galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Quadra, em São Paulo, Brasil (2024); desdobramento da exposição Tadáskía and Ana Cláudia Almeida: A Joyner/Giuffrida Visiting Artists Program, no Nevada Museum of Art, Nevada, Estados Unidos (2024). Dentre as individuais, destacam-se Guandu Paraguaçu Piraquara, Fortes D’Aloia & Gabriel – Carpintaria, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Buracos, Crateras e Abraços, Quadra, Rio de Janeiro, Brasil (2021); Wasapindorama, Fundação de Arte de Niterói, Niterói, Brasil (2018).

A artista também fez parte das exposições coletivas Ensaio sobre a Paisagem, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil (2024); Olhe bem as montanhas, Quadra, São Paulo, Brasil (2024); Essas Pessoas na Sala de Jantar, Casa Museu Eva Kablin, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Crônicas Cariocas, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2021) e Casa Carioca, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2021). Suas obras integram as coleções do Museu de Arte do Rio, Instituto Inhotim e Sesc Rio de Janeiro.

Fotografias no Instituto Cervantes.

Uma constelação transnacional de olhares contemporâneos entre Espanha e Brasil, propondo um deslocamento simbólico e crítico pelo território brasileiro, “Câmbio de Paradigma – Um Giro no Brasil”, com curadoria partilhada de Marta Soul e Ângela Berlinde, será aberta ao público no dia 14 de agosto, no Instituto Cervantes, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ. A mostra estabelece um diálogo inclusivo entre os dois países, compreendendo o “giro” como abertura a outras epistemologias, afetos e imaginários historicamente marginalizados. Como parte da programação oficial do festival FOTORIO 2025, a exposição reúne 12 artistas contemporâneos, sendo seis brasileiros e seis espanhóis, cujos trabalhos se articulam em torno de cinco eixos curatoriais: estruturas de poder; justiça social e racial; gênero e autorrepresentação; tecnologia e progresso; ecologia e justiça climática.

Trata-se de uma exposição que questiona quem olha, quem é olhado e a partir de onde se constroem as imagens. “Câmbio de Paradigma” é um espaço de ressonância, escuta e transformação coletiva. Por meio de dispositivos híbridos, instalações, colagens, vídeo e performance, os artistas participantes reconfiguram a fotografia como uma ferramenta crítica e sensível diante das estruturas hegemônicas da imagem.

Sobre os artistas e suas obras.

Do lado espanhol, Megane Mercury explora identidades migrantes e gentrificação urbana na série La Españoleta, enquanto Cristina Galán revela as contradições do eu hiperfiltrado nas redes sociais em Paul. Esteban Pastorino investiga a memória da técnica fotográfica a partir do uso de câmaras analógicas, e Agnes Essonti Luque propõe uma profunda reflexão sobre identidade afrodescendente em La máscara del duelo. Toya Legido alerta para a extinção de espécies no território ibérico em Lepidópteros en extinción, e Yun Ping constrói um diário visual de transformação e pertença em The body as a suit.

Do Brasil, Shinji Nagabe subverte a masculinidade normativa em Cavalo de Troia, propondo uma soberania queer em tensão com o imaginário da conquista. Denilson Baniwa, artista indígena, desmonta visualmente os relatos coloniais em Ficções Coloniais. Caio Aguiar (Bonikta) encarna o território amazônico como um corpo político e encantado em Memórias Enkantadas, enquanto a dupla Masina Pinheiro & Gal Cipreste apresenta Hunting Exercise: Blow, obra que ativa memórias queer e performativas a partir do corpo. A exposição celebra ainda a participação especial da artista local Betina Polaroid, que propõe um gesto de celebração e resistência queer com a instalação Espelhos & Películas e a performance Fluidez, ativada no dia 14 de agosto.

Conversa na Galatea.

01/ago

Neste sábado, dia 02 de agosto, é o último dia para visitar a mostra Dani Cavalier: pinturas sólidas na Galatea!

Marcando o encerramento da exposição, convidamos você para uma roda de conversa com a artista Dani Cavalier, ao lado de Ana Roman e Paula Plee, editoras da Piscina #1, publicação anual da plataforma homônima para mulheres e pessoas não binárias. Teremos o prazer de receber o público para esse encontro no sábado, 2 de agosto, a partir das 11h na unidade da Galatea na rua Oscar Freire.

Por meio da justaposição de blocos de cor formados por retalhos de lycra reaproveitados da indústria da moda, as “pinturas sólidas” de Cavalier investigam as fronteiras entre pintura, escultura e instalação. Embora remetam à pintura tradicional — com o uso de chassi, composição e suporte —, essas obras tensionam a lógica pictórica ao substituir a tinta por tecidos entrelaçados. Ao incorporar técnicas têxteis associadas a saberes populares, muitas vezes transmitidos por mulheres fora do circuito das Belas Artes, a artista aproxima arte e artesanato, questionando hierarquias e expandindo os limites da prática artística.
Esperamos você!!

Relações comunitárias por Luiza Baldan.

31/jul

A partir do dia 16 de agosto, na sala de projetos especiais do Ateliê 397, Higienópolis, São Paulo, SP, estará em exibição o vídeo “Como Olhar Junto” de Luiza Baldan. Memórias, paisagens e relações comunitárias na Cova do Vapor, Portugal. Uma vila que vem sendo lentamente desalojada pela subida do nível do mar. O vídeo investiga os efeitos dessa mudança na população local – em grande parte idosa e parcialmente alfabetizada – que agora vive esse deslocamento forçado das casas em que moram há décadas. Buscando resgatar afetos e narrativas de um território em constante transformação, o trabalho foi feito na praia, com moradores do vilarejo, refletindo sobre a contínua reinvenção desta e de qualquer paisagem. No dia 16 de agosto também será lançado em São Paulo o livro homônimo, pela Foto Editorial, fruto do mesmo projeto de pesquisa.

A paisagem e o tempo.

30/jul

“A paisagem que atravessa o tempo”, é o título da exposição coletiva na Simões de Assis, Batel, Curitiba, PR, apresentando a partir de 05 de agosto, uma leitura transversal e transgeracional do gênero da paisagem, reunindo artistas brasileiros acadêmicos, modernos e contemporâneos.

As aproximações entre diferentes gerações e origens revelam como o campo visual do Brasil marca de maneira singular suas perspectivas, ao mesmo tempo que tornam possível identificar os traços comuns que continuam a povoar o imaginário desses artistas ao longo dos séculos e territórios.

Integram a mostra Alberto da Veiga Guignard, Amadeo Lorenzato, Cícero Dias, Felipe Suzuki, José Pancetti, Lucas Arruda, Lucia Laguna, Miguel Bakun, Nicolau Facchinetti, Sergio Lucena, Thalita Hamaoui e Thiago Rocha Pitta.

“…A exposição A Paisagem que Atravessa o Tempo propõe uma leitura transversal do tema, reunindo artistas brasileiros acadêmicos, modernos e contemporâneos que elaboram cenas marinhas, rurais, montanhosas, florestais, atmosféricas, tropicais, surreais e fantásticas. As aproximações entre diferentes gerações e origens revela como as visualidades naturais do país – com sua fauna exuberante de incontáveis espécies, suas praias paradisíacas, suas serras sinuosas e vastas extensões agrárias – marcam de maneira singular as perspectivas desses artistas: o encontro entre céu e mar de Lucas Arruda e o encontro entre mar e terra de José Pancetti; as perspectivas a perder de vista de Sergio Lucena; as palmeiras e coqueiros de Cícero Dias e Lucia Laguna; as araucárias de Miguel Bakun; as etéreas cadeias montanhosas populadas por igrejas de Guignard; os microorganismos marítimos de Thiago Rocha Pitta ao lado das espécies botânicas inventadas de Thalita Hamaoui; os campos rústicos de Lorenzato; os firmamentos luminosos de Felipe Suzuki; e as paisagens detalhadas da região serrana do Rio de Janeiro de Nicolau Facchinetti.

Cada região, do nordeste ao sul do Brasil; cada bioma, da caatinga à mata atlântica e cerrado; e cada clima (tropical, tropical de altitude, subtropical e semiárido) surgem nas obras reunidas nesta mostra de maneira lírica e alegórica, em variados momentos do dia, em diferentes estações do ano, atravessando 3 séculos por meio de olhares familiares, comprometidos e implicados nessas diversas paisagens. As pinturas apresentadas aqui nos permitem percorrer todos esses lugares, atmosferas, passagens, instantes, períodos, condições, transmitindo estados de ser e estar e nos transportando a habitar cada paisagem retratada em diálogo com nossas paisagens de memória, vistas e vividas”.

Julia Lima

Até 13 de setembro,

Forma e sugestão visual.

29/jul

Exposição na Casa Zalszupin, Jardim América, São Paulo, SP, em cartaz até 09 de agosto, traz o diálogo entre arte e design com as obras de Felipe Cohen e Percival Lafer. Com curadoria de Guilherme Wisnik, “Ilusão Real” explora as relações entre percepção, forma e ilusão; investiga como percebemos a realidade através da forma e da sugestão visual, a partir do encontro entre a obra do artista Felipe Cohen e do designer Percival Lafer, e curadoria de Guilherme Wisnik.

Partindo dos princípios da Gestalt e da Psicologia da Forma, os trabalhos de Felipe Cohen desdobram as virtualidades do espaço geométrico com volumes sugeridos, sombras e reflexos que instigam a mente a completar o que não está inteiramente dado. Já o mobiliário de Percival Lafer opera com geometrias evidentes – como retas e curvas – em materiais rígidos e maleáveis, em uma lógica na qual o conjunto transcende a simples soma das partes. Entre ambiguidades perceptivas e estruturas poéticas, “Ilusão Real” constrói um campo de tensão entre o mundo físico e o imaginado.

Sobre Jorge Zalszupin.

Arquiteto e designer de móveis polonês-brasileiro, reconhecido por sua contribuição significativa ao design moderno no Brasil, nasceu na Polônia em 1922, e emigrou para o Brasil em 1949, após a Segunda Guerra Mundial. Zalszupin formou-se em arquitetura na Romênia, mas sua carreira floresceu no Brasil, onde se destacou no design de móveis. Em 1959, ele fundou a L’Atelier, uma empresa que se tornou referência no design de móveis modernos, combinando técnicas artesanais com processos industriais. Seus trabalhos são conhecidos pela elegância, funcionalidade e uso inovador de materiais como madeira, couro e metal. Ele se tornou uma figura central no movimento de design moderno brasileiro durante as décadas de 1950 e 1960, contribuindo para a criação de uma identidade visual única para o design de interiores no Brasil. Seus móveis são altamente valorizados até hoje, sendo considerados peças de colecionador e ícones do design moderno. Jorge Zalszupin faleceu em 2020, mas seu legado continua a influenciar e inspirar designers ao redor do mundo.

Sobre a ETEL

Um século de mobiliário brasileiro forma a Coleção Design. Com seu trabalho pioneiro de reedições, a ETEL dá nova luz a desenhos primorosos da produção moderna no Brasil, descoberta tardiamente e hoje considerada uma das mais relevantes do período no mundo. Compõem a coleção, curada por Lissa Carmona, peças de Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Jorge Zalszupin, Sergio Rodrigues, Oswaldo Bratke, Branco & Preto e Giuseppe Scapinelli, entre outros. A continuidade do legado moderno se dá por preeminentes criadores contemporâneos, entre eles Isay Weinfeld, Arthur de Mattos Casas, Claudia Moreira Salles, Carlos Motta, Etel Carmona, Lia Siqueira e Dado Castello Branco.

Subjetividade e destruição ambiental.

28/jul

Tatiana Blass ocupa a Albuquerque Contemporânea com instalações, pinturas e esculturas que tratam do silêncio, do tempo e da destruição.

“Tornado Subterrâneo” é o título da exposição individual de Tatiana Blass, em cartaz na Albuquerque Contemporânea, Savassi, Belo Horizonte, MG. A artista apresenta um conjunto de obras que cruzam suportes como pintura, escultura, instalação e vídeo, articulando questões como incomunicabilidade, subjetividade e destruição ambiental. A mostra reúne trabalhos inéditos e outros exibidos anteriormente em diferentes cidades.

No primeiro piso da galeria, Tatiana Blass tensiona os limites entre cena e espaço, matéria e tempo. Em “Meia Luz”, série de sete pinturas de grande escala, a artista evoca narrativas ambíguas a partir de referências ao teatro e ao cinema, construindo atmosferas densas em formas e cores imprecisas.

Já os objetos da série “Teatro de Arena – Tornado Subterrâneo” abordam o impacto da mineração. Paisagens desérticas e figuras diminutas pontuam crateras, evocando a busca por um papel em um cenário de devastação ambiental e a fragilidade da ação humana diante da destruição.

A instalação “Metade da fala no chão – Bateria preta” recria, em nova versão, um de seus trabalhos mais emblemáticos: instrumentos de percussão cortados e preenchidos com cera silenciam qualquer possibilidade de som. Com forte apelo sensorial e rigor formal, Tatiana Blass propõe uma experiência imersiva na qual o silêncio, o derretimento da forma e o esvaziamento das figuras tornam-se alegorias potentes da nossa dificuldade de comunicação e ação no mundo contemporâneo.

Até 30 de agosto.

Diálogo entre diferentes estilos artísticos.

25/jul

A Galeria Movimento, Gávea, Rio de Janeiro, RJ,  apresenta até o dia 17 de agosto a exposição coletiva “Deslimites da Escrita”, que reúne os artistas Xico Chaves e Cláudia Lyrio.  A mostra explora a íntima relação entre palavra, imagem e objeto, revelando como ambos os artistas transportam a escrita para suas criações, desafiando limites e ampliando significados.

Com uma trajetória que se estende desde a década de 1970, Xico Chaves é uma figura central na arte contemporânea e na poética brasileira. A exposição apresenta obras significativas da década de 1970, além de obras recentes e inéditas, ressaltando sua influência e inovação. Seu trabalho integra poemas, músicas e artes visuais, criando um grande mar de significados. Xico Chaves intercala diferentes linguagens e desdobramentos que celebram a diversidade da expressão artística.

Cláudia Lyrio, artista visual do Rio de Janeiro, traz uma sensibilidade única à exposição. Após sua individual no Paço Imperial, foi convidada a trazer uma parte de sua exposição para “Deslimites da Escrita”. Seu trabalho utiliza um vocabulário lírico que incorpora elementos da natureza, como árvores, aves e cor, criando narrativas poético-ficcionais. Cláudia Lyrio transporta a escrita para suas obras, refletindo sobre os ciclos da vida e enfatizando a potência visual da palavra.

O texto crítico da exposição é de Marisa Flórido Cesar, crítica de arte, curadora e professora adjunta do Instituto de Arte da UERJ. Ela contextualiza as obras e discute a importância da escrita como um elemento fundamental na arte contemporânea, amplificando as vozes de Xico Chaves e Cláudia Lyrio.

“Deslimites da Escrita” convida o público a explorar a intersecção entre as obras dos artistas, ressaltando o diálogo entre diferentes períodos e estilos artísticos. A mostra procura ser um espaço de reflexão e inspiração, onde os visitantes poderão vivenciar a arte brasileira contemporânea em suas múltiplas formas.

O evento imersivo de Paula Boechat.

A artista Paula Boechat realiza no dia 02 de agosto um evento imersivo e sensorial no Estúdio Ipê, Estúdio Itanhangá, Rua Raul Pitanga, 39, Rio de Janeiro, RJ. Depois de se recuperar de uma grave meningite bacteriana contraída em 2023, Paula Boechat teve uma sequela auditiva que dá a ela a sensação de estar ouvindo um constante “zumbido de mar”. Apaixonada por praia (e água salgada), ela se apropriou dessa nova condição para proporcionar ao espectador experiências sensoriais, o que acontecerá no dia 02 de agosto.

Em “Mares de Dentro”, Paula Boechat expõe uma instalação com uma pintura penetrável, com uma performance seguida de shows da Bossa Noise (Bob N, Camila Kohn e Tati Cocteau), às 19h, da Banda GAZ, integrada por André Carneiro, Lula Montagna e Marcello Bressane (20h). O texto curatorial é assinado por Luana Aguiar e a produção de arte ficou a cargo de Walter Rosa. Em “Mares de Dentro”, todos os sentidos serão aguçados na pintura imersiva.

A fala da artista.

“O público poderá vivenciar um pouco deste momento mágico. É como se houvesse um oceano no meu cérebro; agradeço aos meus orixás por ser o som do mar que admiro tanto… Com certeza são memórias auditivas dos meus “tempos ouvintes”, que na pintura está presente com muita força em tom vermelho, como se estivesse misturado ao sangue humano. Esse vermelho magenta, misturado ao azul do oceano, tem gerado violetas intensos que permeiam essas camadas sensoriais e profundas”.

“Para mim, o trabalho de arte só acontece na troca – é tão ou mais importante o processo do que a obra em si. A pintura é um enigma, pois nunca sabemos o resultado final: é sempre difícil saber quando está pronta. Ter com quem trocar é muito enriquecedor”.

Sobre a artista.

Nascida em 1976, Paula Boechat vive e trabalha no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura na Universidade da Califórnia em 1996. De 1997 a 2001 frequentou diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em 2000 se formou em Desenho Industrial. Em 2002, frequentou l’École des Beaux Arts em Paris onde residiu por 3 anos. Desde 1998 desenvolve projetos em pintura, vídeo, instalação, fotografia e performance. Ganhou o “Prêmio Rio Jovem Artista” da RIOARTE em 2000. Na mesma época conheceu Gabriela Moraes com quem formou a dupla PaulaGabriela, realizando exposições no Brasil e no exterior. A dupla explorava a perda da identidade no mundo contemporâneo, suas conexões e desconexões, através de fotografias, performances e instalações. Trabalharam juntas por 10 anos e receberam diversos prêmios. Paula já expôs seu trabalho em diversas cidades no Brasil e no exterior.

O legado artístico de Angelo Guido.

Até o dia 07 de agosto, a Casa da Memória Unimed, Porto Alegre, RS, abriga uma exposição que celebra os 100 anos da vinda do artista italiano Angelo Guido ao Brasil, fixando-se no Rio Grande do Sul. O evento faz parte dos festejos que marcam os 150 anos da imigração italiana no Estado.

A Casa da Memória Unimed convida para o lançamento do catálogo da exposição “Angelo Guido – Um século de arte e legado no Rio Grande do Sul”, a ser realizado no dia 26 de julho. Na ocasião, os curadores José Francisco Alves e Marco Aurélio Biermann Pinto farão uma apresentação sobre a trajetória do artista. O catálogo, com 44 páginas, será distribuído ao público presente, em tiragem limitada, no mesmo formato das edições anteriores dedicadas a José Lutzenberger e Nelson Boeira Faedrich.