Retrospectiva de Vik Muniz no CCBB Rio.

12/maio

“Vik Muniz – A Olho Nu” ficará em cartaz no CCBB Rio de Janeiro de 20 de maio até 07 de setembro. O patrocínio é do Banco do Brasil, com realização do Centro Cultural Banco do Brasil. Apoio do BB Asset e produção da N+1 Arte Cultura.

Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta”, da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância.

Suspensa na Rotunda, estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Tropeognathusmesembrinus”, um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara”.

“Vik Muniz é um ilusionista – um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais. Suas obras possuem camadas que tensionam diferentes questões de cunho poético – aspectos formais e processuais – e político, abordagens e relações que estabelece com o sistema da arte”, afirma Daniel Rangel.

Artistas de diferentes territórios da América Latina.

11/maio

A Fundação Getulio Vargas, por meio da FGV Arte, convida você para a exposição “Eu chorei rios: arte dos povos originários da América”, na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.

Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a mostra inédita reúne artistas de diferentes territórios da América Latina. Com nomes como Ailton Krenak, Claudia Andujar, Daiara Tukano, Denilson Baniwa, Djanira, Gustavo Caboco, Jaider Esbell, Lastenia Canayo, Luiz Carlos Felizardo, Keyla Sobral, Lygia Pape, Mestre Valentim e Xadalu Tupã Jekupé, a exposição propõe uma leitura ampliada da arte latino-americana, a partir de modos de existência e repertórios estéticos diversos.

Investigação sobre memória e pertencimento.

07/maio

Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro em “O Caminho do Ouro”, exposição que será inaugurada no dia 21 de maio na a.thebaldigaleria, no CasaShopping, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ. Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.

Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.

Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.

A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. 

A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.

Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. 

Até 14 de junho.

Pesquisa com a cerâmica e o aço inox.

Para marcar os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck, será inaugurada no dia 21 de maio a exposição “Imprevistos”, na galeria Maneco Müller: Multiplo, Leblon, Rio de Janeiro, RJ, com a mais recente produção da artista carioca. Serão apresentadas cerca de 16 obras inéditas, produzidas este ano, em um desdobramento da pesquisa da artista com a cerâmica e o aço inox. Os novos trabalhos trazem elementos inéditos, como novas formas e a introdução de cores no barro, algo nunca antes utilizado pela artista. Ana Holck é uma das mais destacadas artistas de sua geração e ao longo de mais de duas décadas de atuação construiu uma carreira consolidada no meio da arte.

“Sua prática se desdobra por meio de uma investigação contínua de estruturas espaciais, tensões materiais e a dimensão experiencial da escultura. Trabalhando principalmente com materiais como metal e porcelana, Holck constrói ambientes que desafiam a estabilidade da forma, ao mesmo tempo que ativam a percepção e a presença corporal do espectador”, afirma a crítica e curadora de arte Daniela Labra, que assina o texto da exposição e há mais de uma década acompanha o trabalho da artista.

Sobre a artista.

Ana Holck (Rio de Janeiro, 1977) é formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ (2000), com Mestrado em História pela PUC-Rio (2003) e Doutorado em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2011). Inicia sua trajetória nos anos 2000, com instalações de grande formato, entre as quais, Elevados, no Paço Imperial (2005), Bastidor, no CCBB RJ (2010) e Splash, no SESC Pinheiros (2010). Entre suas mais recentes mostras individuais estão Ensaios Lineares, na Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, e Deslocamentos Orbitais, na Zipper Galeria, São Paulo, ambas em 2024, e Entroncados, Enroscados e Estirados, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em 2023. Entre as coletivas estão: O Espetáculo da Coerência (2026), na Maneco Muller Multiplo, Rio de Janeiro; Elas (2025), no MAC Niterói, Rio de Janeiro; Entre Elas (2025), na Amelie Maison D’Art, Paris; O Mistério das Coisas Por Baixo das Pedras e dos Seres (2024), no Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro; Qual o tema (2024), na mul.ti.plo Espaço Arte, Rio de Janeiro, entre outras. Possui obras nos acervos do Itaú Cultural, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM Rio, MAM São Paulo, MAC Niterói, entre outros.

Até 17 de julho.

Casa70 Galeria tem nova artista representada.

06/maio

 

Idealizada pela empresária cultural Elis Valadares, a Casa70, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, anuncia a representação de Samira Pavesi, artista visual brasileira baseada em Vitória, Espírito Santo. Sua prática explora elementos visuais como grades e telas de contenção, frequentemente utilizando materiais encontrados ou aludindo à sua forma e dimensão simbólica por meio de gestos intuitivos. A pesquisa da artista investiga, conceitualmente a ambiguidade entre prisão e proteção, acúmulo e vazio, questionando a relação humana com a percepção de liberdade e manifesta-se em uma diversidade de suportes que inclui pintura, escultura, escrita, fotografia, instalação e assemblage.

Algumas de suas obras integram acervos públicos, como o da Justiça Federal do Espírito Santo, Fundação de Cultura de Ilhabela, SP (prêmio aquisição), Fundação de Cultura de Campo Mourão, PR (prêmio aquisição) e no Museu Regional do norte de Minas, Montes Claros – MG. Samira Pavesi participou de residências artísticas relevantes em iniciativas internacionais, incluindo o programa Joya AiR: Arte + Ecologia em Velez Blanco, Espanha, NOWHERE, em Lisboa e o PADA Studios, em Barreiro, Portugal. Sua formação inclui experiências na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, entre outras plataformas.

Samira Pavesi chega para reforçar o time de artistas representados pela galeria, entre eles Carolina Kasting, Diana Gondim, Fessal, Gabriela Cardoso, Heberth Sobral, Mariana Riena, Safe Art, e Volnei Malaquias. O espaço também reúne obras de Anna Bella Geiger, Antonio Dias, Carlos Vergara, Pietrina Checcacci e Rubens Gerchman, criando um diálogo entre diferentes gerações, linguagens e trajetórias da arte contemporânea brasileira. 

Linguagem a partir de diferentes suportes.

A exposição “Entre raízes e paredes”, nova individual da artista Denise Calasans, inaugura no dia 06 de maio, no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, com curadoria de Marisa Flórido.

Carioca, com trajetória que atravessa o design, as artes visuais e a pesquisa em memória social, Denise Calasans desenvolve um trabalho que articula natureza, afeto e linguagem a partir de diferentes suportes, como pintura, instalação, vídeo e trabalhos têxteis. Sua produção investiga as relações entre o espaço doméstico e o território vegetal como campos de memória, gesto e construção simbólica. A exposição reúne um conjunto inédito de obras organizadas nos núcleos jardim e casa, propondo um percurso que atravessa materiais, temporalidades e formas de inscrição, onde o feminino se apresenta como força de transmissão e transformação.

“Jardim e casa – que operam como regimes sensíveis complementares: um voltado à dissolução das demarcações, à fluidez e à expansão do gesto; outro, à inscrição, à memória e à ambivalência do cotidiano. Entre ambos, a artista constrói um campo de ressonâncias, contaminações e porosidade das bordas: entre natureza e cultura, privado e o público, o inumano e o cultivado, o cuidado e a violência, a memória e o apagamento”, escreve Marisa Flórido. 

Até 20 de junho.

Conversa com Anna Bella Geiger e Cadu.

No dia 09 de maio, às 15h, será realizada, no Paço Imperial, uma conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, com mediação da crítica de arte e curadora Marisa Flórido, como parte da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Os dois artistas integram a exposição ao lado de mais de 100 nomes de destaque das artes brasileiras, que fazem parte da história do centro cultural. A conversa será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações

A trajetória singular de Waltercio Caldas.

29/abr

Com cerca de 100 trabalhos, exposição percorre seis décadas da produção de Waltercio Caldas e apresenta uma leitura de sua trajetória singular, marcada pela investigação sobre tempo, espaço e percepção. Tempo, para Waltercio Caldas, é matéria de trabalho. Essa é a premissa que estrutura o (tempo), a exposição que a Casa Roberto Marinho, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ,  inaugura no dia 14 de maio, reunindo cerca de 100 obras produzidas entre 1967 e 2025 por um dos nomes mais influentes da arte contemporânea brasileira. Projetada pelo próprio artista, a exposição ocupa os espaços da instituição com esculturas, pinturas, desenhos, livros e ambientes que abrangem seis décadas de produção e revelam a consistência de uma pesquisa rigorosa em torno das tensões entre forma, espaço e percepção.

Waltercio Caldas surgiu no cenário artístico brasileiro no final da década de 1960, em um momento de intensa renovação das artes visuais no país. Em diálogo com artistas e críticos que repensavam os limites da escultura, do objeto e da ideia de obra de arte, seu trabalho integrou a virada que deslocou o foco da representação para a experiência perceptiva e para o questionamento dos meios da arte. Desde então, sua trajetória vem sendo acompanhada por críticos como Paulo Venancio Filho e Paulo Sergio Duarte, que identificam em sua prática uma investigação rigorosa sobre linguagem, percepção e espaço.

Sobre o artista.

Waltercio Caldas nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo, estudou pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Entre 1969 e 1975, fez desenhos, objetos e esculturas. Em 1973 sua primeira individual recebeu o prêmio de melhor exposição do ano pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. Nos anos 1970, deu aulas no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e foi coeditor da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo. Integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM Rio, responsável pela criação da Sala Experimental. Realizou exposições no Brasil e no exterior e foi agraciado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1993, com o prêmio Mário Pedrosa, pelo conjunto da obra e por sua mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Esteve presente em várias Bienais de São Paulo, na Bienal de Veneza e na Documenta de Kasell (Alemanha). Na Bienal Entre Abierto, em Cuenca, Equador, em 2011, recebeu o prêmio com a obra Parábolas de Superfície. Participou da coletiva Art Unlimited em Basileia, Suíça. Em 2005 recebeu o grande prêmio da Bienal da Coreia. Seus trabalhos estão em coleções de importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), o Museu Reina Sofia (Espanha), o Centro Georges Pompidou (França), o Museu de Arte (MASP), a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Até 27 de setembro. 

No Museu Vassouras.

28/abr

Chama-se “Chegança” a exposição de abertura do Museu Vassouras, desenvolvida a partir das narrativas e vivências do Vale do Café, marcando a chegada do Museu na cidade, e a reabertura do espaço para receber as pessoas, contar e compartilhar histórias.

Para que ela aconteça, o curador Marcelo Campos com a assistência curatorial de Thayná Trindade,  costuraram narrativas, mais de 150 obras e 65 artistas para promover um encontro entre pesquisa, escuta e celebração.

O vídeo comissionado de Rose Afefé.

23/abr

A Gentil Carioca noticia que a artista Rose Afefé participa da 61ª edição da Bienal de Veneza como parte de The Message Is in the Pattern, terceira edição do Post-National Digital Pavilion – programa digital desenvolvido pelo Institute of International Visual Arts (iniva) em colaboração com o British Council.

Desenvolvido em diálogo com a comissão do Pavilhão Britânico de Lubaina Himid, o projeto reúne artistas convidados a desenvolver novas obras digitais que exploram práticas sociais e artísticas, engajamento comunitário e processos de tradução cultural.

Nesta edição, Rose Afefé participa com mais duas artistas Anya Paintsil (Reino Unido) e Rajyashri Goody (Índia). Com curadoria de Beatriz Lobo, Rose apresenta um novo trabalho em vídeo comissionado no âmbito do programa.

Para quem não sabe, ela é a mulher que construiu uma cidade sozinha. Luiz Zerbini, 2024.

Rose Afefé nasceu em Varzedo, no interior da Bahia, em 1988. A partir do resgate de memórias da infância, a artista trabalha em várias mídias, incluindo instalação, pintura e fotografia. Iniciou em 2018 a construção da obra Terra Afefé, uma microcidade em escala humana construída com terra, utilizando a técnica do adobe (tijolo de barro cru) e pintada com cal. Situada na zona rural de Ibicoara, Bahia, na região da Chapada Diamantina, Terra Afefé se apresenta como um lugar de encontro e convivência, que relaciona arte e vida e fomenta perspectivas locais a fim de potencializar os saberes do território. A observação e a interação com a natureza são empregadas para conduzir produções de vida mais pulsantes e espontâneas. A poética desse território desdobra-se, por fim, na produção e fabulação imagética que cerca o fazer artístico de Rose Afefé.