Arte Naïf no MIAN

28/jun

O Museu Internacional de Arte Naïf, MIAN, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ, terá o espaço expositivo todo reformulado, pela primeira vez desde a inauguração em 1995, para inaugurar a exposição “Jogando com as Cores Naïf”, no dia 6 de julho. A mostra será composta por cerca de 160 obras que abordam as diferentes modalidades esportivas dos Jogos Olímpicos, e também países que já sediaram o evento em edições anteriores. Unindo arte e esporte, a exposição apresenta trinta artistas naïfs brasileiros de vários estados. Enquanto algumas já estiveram expostas no Museu Olímpico de Lausanne, MOL, na Suíça, outras foram especialmente produzidas para a ocasião, sempre com o mesmo mote – os Jogos Olímpicos e Paralímpicos -, brindando os cariocas e também os visitantes que estiverem na cidade para os Jogos Rio2016. As telas abordam as diferentes modalidades esportivas,  e também países que já sediaram o evento em edições anteriores, a partir de uma seleção feita pela curadora Jacqueline Finkelstein com artistas de peso como Alba Cavalcanti, Helena Coelho, Fábio Sombra, Bebeth, Dalvane Telmo.

 

“Pretendemos promover o encontro entre cultura, esporte e educação, reforçando o ideal olímpico de equilíbrio entre corpo, mente e vontade”, afirma Jacqueline Finkelstein.

 

“Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são uma ótima oportunidade para reunir manifestações e representações culturais das mais diversas, entendendo esporte e arte como atividades humanas propulsoras do movimento, da criatividade e das conquistas sociais.” afirma Ricardo Ribenboim, diretor da Base7. O evento tem a realização do Museu Internacional de Arte Naïf, da Base7 Projetos Culturais, Scult Consultoria e Planejamento e Governo Federal e conta com o patrocínio do Banco Itaú por meio da Lei Rouanet.

 

As obras estarão agrupadas em seis núcleos temáticos: “Esportes Brasileiros”, “Esportes ao Ar Livre”, “Esportes Aquáticos”, “Esportes de Salão”, “Esportes de Inverno” e “Diversos”, apresentando ao público as cores e formas da arte naïf nacional. Entre os esportes nacionais retratados destacam-se alguns bem cariocas, como o vôlei de praia, incluído em 1996, e outros que nunca participaram dos Jogos Olímpicos, como peteca, futevôlei e a capoeira. Outro ponto alto deverá ser o painel que foi encomendado à artista Mabel, que conta, como numa história em quadrinhos, desde a 1ª Edição dos jogos modernos, na Grécia, em 1896, até os anos 2000. Os Jogos Paralímpicos serão representados por uma tela inédita da artista naïf Helena Rodrigues, chamada “Basquete Paralímpico”. Outra obra apresentada pela primeira vez será “A Corrida”, de Ermelinda. Mas o maior destaque fica por conta da tela “Largada da Maratona”, do artista carioca Fábio Sombra, que foi a identidade visual e cartaz da exposição no MOL e esquentou o inverno de Lausanne com suas cores e traços em 2002. Os visitantes terão a oportunidade de se retratarem praticando seu esporte preferido num gigantesco quadro negro com o relevo da cidade maravilhosa. As escolas que visitarem o museu durante a exposição poderão participar da atividade “Desenhando nos Aros” utilizando as formas e cores dos Aros Olímpicos, símbolo dos jogos como ponto de partida de uma oficina de criação artística.

 

“As ações educativas propostas no MIAN abrem caminho para a compreensão das obras, de suas formas e necessidades de expressão e também, para a maneira como são percebidas, sentidas e interpretadas pelos bebês/crianças/adolescentes. A espontaneidade e figuratividade, características da arte naïf, tornam esse processo simples e natural”, explica Tatiana Levy, gerente socioeducativa do MIAN.

 

Inspirados nos jogos e na exposição em cartaz, os programas de família oferecidos pelo  museu vão incorporar elementos esportivos nas visitas sensoriais para bebês e a já tradicional caça ao tesouro do Atelier da Família, que vai localizar as formas geométricas escondidas nas obras de arte da mostra!

 

O MIAN cobrará meia entrada para quem tiver o Passaporte Cultural Rio e, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, não haverá cobrança de ingresso para visitas mediadas de alunos da rede pública de ensino. As visitas guiadas custarão R$ 20,00 por pessoa (mínimo de cinco pessoas por grupo)

Legendas: Fábio Sombra

Berenice

Jesper Dyrehauge no Brasil

22/jun

O artista dinamarquês Jesper Dyrehauge que ao realizar sua primeira individual no Brasil, onde apresenta obras inéditas  na Anita Schwartz Galeria de Arte, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, devido ao sucesso alcançado, ganhou alguns dias a mais para visitação até o próximo dia 25. A curadoria é da também dinamarquesa Aukje Lepoutre Ravn. A exposição terá 22 obras inéditas, das quais 12 pinturas produzidas no Rio de Janeiro em residência de mais de um mês do artista, e dez fotografias.

 

Em um trabalho singular, Jesper Dyrehauge usa cenouras como pincel, que aponta em formas geométricas – círculos, triângulos, quadrados – e usa como carimbos na tela de linho cru. “É um método para escapar das hierarquias e narrativas da pintura tradicional, e que permite imprevistos e sutis padrões que emergem do trabalho”, explica o artista.

 

As pinturas encontram-se no grande espaço térreo da galeria e serão penduradas com espaçamento assimétrico entre si. “O alinhamento será de acordo com o seu centro, criando assim uma topografia rítmica por toda a sala, uma vez que os olhos seguem as linhas horizontais que dividem cada trabalho. As oscilações de cor e intensidade contribuem para esse ritmo”, diz Jesper Dyrehauge. “Eu quero enfatizar os pequenos detalhes e variações dos trabalhos. Todas as telas têm um tamanho diferente, algumas com apenas alguns centímetros de diferença. As obras variam, claro, na composição das cores e na proporção, mas, muitas vezes, essa variação é bem pequena e direciona a atenção para um ritmo talvez mais lento de percepção”, ressalta o artista.

 

O artista vem utilizando cenouras como pincel nos últimos dez anos. Ele iniciou o processo pintando com batatas, mas percebeu que as cenouras davam o efeito que ele queria. “Eu não chamo meus trabalhos de pintura. Prefiro chamar de telas ou trabalhos, pois carimbar com uma cenoura é, de alguma forma, uma maneira de não pintar uma pintura”, afirma.

 

 

 

Esculturas fotográficas

 

No terceiro andar da galeria estará uma série de dez fotografias, medindo 45cm x 60cm cada, produzidas este ano. “As fotos pertencem a uma série contínua de esculturas fotográficas, em que utilizo pedras que encontro em caminhadas por diferentes praias na Dinamarca”, explica. Cada pedra tem um furo natural, formado pelo tempo, único na forma, com tamanhos que chegam a dez centímetros de diâmetro. “Para a foto, cada pedra é posicionada no topo de uma pequena elevação de plástico colorido, sobre uma folha de papelão, em frente a uma outra folha de mesma cor.  Desta forma, a imagem cria um espaço de primeiro plano e plano de fundo, com a pedra no centro. O furo em cada pedra  – quando visto na frente do papelão colorido – aparece como um ponto de cor. A série de fotos torna-se, assim, uma linha de pontos coloridos, mais uma vez evocando uma topografia rítmica, uma vez que o olho segue os pontos, e uma linha horizontal que aparentemente divide cada imagem”, explica o artista.

 

Jesper Dyrehauge esteve no país por seis semanas em 2013 em uma pesquisa com a curadora Lotte Moeller, que dirigia com ele o espaço alternativo Die Raum, em Berlim, a que esteve ligado até meados do ano passado, em uma viagem apoiada pelo Conselho de Arte da Dinamarca. “Desde então quis expor no Brasil…”, conta, “…e a oportunidade surgiu quando conheci o artista Otavio Schipper, que fez a ponte com Anita Schwartz”.

 

O título da exposição é o símbolo “~”, do latim, “que se refere a algo ‘ser similar’ ou ‘de mesma magnitude’ e, em inglês, lê-se como ‘proximidade’, explica a curadora. “Dyrehauge direciona nossa atenção para o poder transformador do ato de repetição”, afirma.

 

 

 

Até 25 de maio.

 

Abaporu no MAR

13/jun

Durante a Olimpíada, “Abaporu” é emprestado ao Rio pela primeira vez
Pouco mais de cinco anos desde a sua última visita ao Brasil, o “Abaporu”, de Tarsila do Amaral (1886-1973), voltará ao país. Desta vez, ficará no Rio de Janeiro durante agosto em uma mostra planejada pelo MAR (Museu de Arte do Rio) para ser uma das atrações da cidade durante a Olimpíada. Será a primeira vez do quadro no Rio de Janeiro e a quinta no país desde que ele foi vendido ao argentino Eduardo Costantini, em 1995.

 

A exibição do MAR, batizada de “A Cor do Brasil”, fará uma retrospectiva da história da arte brasileira desde o século 18 até os anos 1970 e terá obras de outros 130 artistas brasileiros, como Adriana Varejão e Alfredo Volpi. Paulo Herkenhoff, diretor do MAR, almoçou na segunda-feira (6), na Argentina, com Costantini, dono do Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), quando fechou o empréstimo. A tela, que faz parte do acervo permanente do museu portenho desde sua fundação, em 2001, foi adquirida por Costantini por US$ 1,43 milhão (R$ 4,9 milhões) em um leilão em Nova York.

 

À época, a compra gerou debates por retirar do país um dos ícones do modernismo brasileiro. Houve tentativas -em vão- de tombar a obra.
Na semana passada, em conversa com a Folha, o mecenas e empresário argentino do setor imobiliário voltou a dizer que o quadro poderia retornar ao Brasil caso fosse criado um museu para recebê-lo no Rio ou em São Paulo. A oferta havia sido feita à presidente afastada, Dilma Rousseff, em 2011, quando Costantini esteve em Brasília para a abertura de uma exposição de obras de mulheres brasileiras no Palácio do Planalto -“Abaporu” era uma das telas da mostra.

 
Entre as demandas do empresário para concretizar o empréstimo permanente está o financiamento do novo museu por um grupo de empresários brasileiros.
“A ideia seria fazer a gestão do Malba de Buenos Aires e do Malba do Brasil de forma conjunta. Colocaríamos nosso ‘know-kow’ e faríamos projetos sinérgicos.” Segundo Costantini, outras peças de sua coleção também poderiam ficar no Brasil. O argentino tem trabalhos de Di Cavalcanti, Candido Portinari, Lygia Clark e Hélio Oiticica, entre outros.

 

Desde que a proposta foi apresentada, porém, nenhum brasileiro demonstrou interesse em desenvolvê-la. “O projeto requer fundos para ter o edifício do museu e para sustentá-lo. Nós não temos recursos disponíveis. Por enquanto é uma ideia, uma utopia. Quem sabe algum dia possamos realizá-la”, explicou.

 

Na Argentina, são necessários hoje US$ 5 milhões (cerca de R$ 17 milhões) por ano para manter o Malba -metade desse montante é aportado pela Fundação Costantini, e o restante é levantado com venda de ingressos na bilheteria e doações de empresas. Por enquanto, apenas propostas brasileiras de aquisição da tela apareceram, lembra Costantini. “Mas o Malba não vende ‘Abaporu’. Os museus não vendem obras, eles acumulam obras.”

 
A tela foi a primeira do argentino como colecionador profissional -ele começou a adquirir arte nos 1960, mas de forma mais esporádica.
“Fui decidido a comprá-la pela qualidade da obra como peça de arte. Ela representa o surgimento do modernismo no Brasil. Em geral, procuro obras pelo que elas significam na arte latino-americana”, conta o argentino.

 

“Abaporu” inspirou o Movimento Antropofágico, criado pelo marido de Tarsila, Oswald de Andrade, após ele ser presenteado com o quadro. A ideia do movimento era digerir a cultura estrangeira e incorporar a ela elementos da realidade brasileira. Em tupi, “Abaporu” significa “homem que come gente”.

 

Costantini não gosta de emprestar ‘Abaporu’. “É uma peça central [do Malba] e os brasileiros são grandes visitantes do museu. Não queremos decepcioná-los, que venham visitar ‘Abaporu’ e ele esteja em Londres ou Nova York. Mas, às vezes, permitimos.”
O quadro sairá de Buenos Aires no início de julho e passará a ser exibido no Rio no dia 2 de agosto. Ainda não há uma data exata para o retorno, mas em 21 de setembro ele deve estar no Malba para a celebração do aniversário de 15 anos do museu.
Em 2017, “Abaporu” vai aos Estados Unidos para uma retrospectiva de Tarsila, em outubro, no Art Institute of Chicago; em seguida, passará pelo MoMA, em Nova York.

 

Fonte: LUCIANA DYNIEWICZ/DE BUENOS AIRES/para “Ilustrada”.

Galeria Marcelo Guarnieri Rio

Em sua primeira exposição individual na Galeria Marcelo Guarnieri em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, Masao Yamamoto, artista residente na cidade de Gamagori, Japão, exibirá três séries fotográficas distintas – “A Box of Ku”, “Nakazora” e “Kawa=Flow'”, realizadas entre 1990 e 2015. Junto a essas fotografias, são apresentadas cinco Caixas-Poemascada caixa tem em seu interior uma série de fotografias e um Haikai. Outro formato de exibição presente na mostra se dá através de livros, que são pensados pelo artista como um espaço expositivo dotado de uma dinâmica mais próxima do observador – livros sanfonados confeccionados a mão com imagens em escalas menores que as que comumente o artista realiza. As fotografias de Masao sinalizam a potência de uma poética da delicadeza. O artista possui trabalhos em coleções públicas e particulares nos EUA, no Museu Victoria&Albert, de Londres e na Maison Européenne de la Photographie, em Paris.

 

Em um mundo em que a imanência entre o homem e a natureza parece sinalizar uma ruptura, Masao Yamamoto debruça-se em suas fotografias para um olhar que ainda salvaguarda esta união. Em pequenos formatos, as imagens são tessituras, brechas, espaços de singularidades daquilo que mantém as relações entre os seres humanos e o espaço cíclico do natural: a memória e o tempo. O cotidiano, aspecto que singulariza o humano, torna-se no descuido do tempo algo ordinário. Interessa ao olhar não ocidental de Yamamoto, enxergar nas “pequenas coisas” imagens que se tornaram invisíveis no cotidiano, transformando-a em um profundo belo estético. Nada é pretensioso e desmedido, pois obedece ao tempo natural da vida. Após fotografar as imagens, o artista deixa que o tempo ordene a sua força, carregando consigo, em seu bolso, os momentos capturados. Com esse deslocamento, do homem-artista, as fotografias sofrem alterações: manchas, rasgos e vincos. As imagens têm seu tempo dilatado, um álbum construído com personagens e cenas de uma memória coletiva e em envelhecimento provocado.

 

Após a passagem por “imagens amareladas e em contraste acentuado” em “Box of Ku”, Masao sugere a suspensão do tempo, um intervalo, e que na língua de seu país pode ser traduzido como Nakazora, “um estado onde os pés não tocam o chão, o espaço entre o céu e a terra”. “Kawa=Flow” parte de um princípio budista, recontado pelas palavras do artista: “Buda ensinou que uma pessoa começa a viver para a morte no dia em que nasce, e não há nada mais óbvio que isso”. Série recente de sua obra intui, nesta, a dilação do tempo entre a vida e a morte ou os processos que ocorrem no espaço da natureza: Um rio, fluxos e passagens – nascimento/morte – passado/futuro.

 

obra de Masao Yamamoto é representada no Brasil pela Galeria Marcelo Guarnieri.

 

De 18 de junho a 23 de julho.

Livro de Adriana Fontes

09/jun

A artista Adriana Fontes lança seu fotolivro “Vestes Vestígios Rastros do Tempo”, no dia 09 de junho, das 19h às 22h, na Livraria Argumento, Leblon, Rio de Janeiro, RJ. A edição bilíngue (português e inglês) é um desdobramento da instalação audiovisual de mesmo nome, realizada na Galeria do Lago, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. Com 100 páginas, o livro reúne 98 fotografias selecionadas da exposição. A direção de arte é de Roberto Caldas – Garagem Design Integrado, com selo da Editora Philae.

 

A Instalação “Vestes Vestígios Rastros do Tempo” que gerou o livro foi um site specific (trabalho de arte criado exclusivamente para a galeria),  desenvolvido a partir de estímulos sensoriais e poéticos do Palácio do Catete (atual Museu da República), com curadoria de Isabel Portella. Ao longo de 12 meses, Adriana capturou imagens e sons do museu numa “conversa” imaginária com o espaço, palco de tantos acontecimentos sociais, articulações políticas e momentos de comoção nacional. A pesquisa transformou-se em dois vídeos projetados em tecidos fluidos que pendiam do teto. As imagens e a trilha sonora remetiam ao palácio como um local imaginário, transportando o espectador a outros espaços. O livro reúne uma série de fotografias feitas para essa instalação, na Galeria do Lago.

 

“O olhar de Adriana Fontes recai sobre detalhes que a cercam e coloca sobre eles novas luzes. As fotos vão revelando a delicadeza captada por Adriana em fragmentos de um tempo que antes parecia estagnado. São rastros do passado, vestígios que deixam pistas do que ocorreu nos salões centenários do Palácio da República”, comenta Isabel Portella. “O fotolivro é mais do que uma reprodução das imagens da exposição. Aqui, o discurso toma uma forma bidimensional, num tempo linear e sequencial, determinado pelo próprio objeto. As imagens são trabalhadas em duplas, criando novas frases visuais e novas sequências poéticas. A impressão traz uma nova dimensão perceptiva, revelando estilos que passam do abstrato à fotografia clássica”, explica Roberto Caldas.

 

 
Sobre a artista

 

Adriana Fontes especializou-se em Figurino Histórico Teatral e Cinematográfico, na Escola Arte Moda, em Florença (Itália); e em Pintura na Escola de Belas Artes Massana, em Barcelona (Espanha). Graduou-se em Licenciatura em Artes pela Bennett, RJ, fez pós-graduação em História da Arte e da Arquitetura no Brasil na PUC-RJ, e mestrado em História Social da Cultura também pela PUC-RJ. Fez diversos cursos de pintura, desenho e escultura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Foi Professora de Artes (e Figurino) em projetos culturais e em cursos no Rio de Janeiro, como na Universidade Estácio de Sá. Foi Cenógrafa e Figurinista em diversas produções teatrais e cinematográficas, como no grupo O Tal. Atuou no Atelier de Cerâmica, desenvolvendo peças escultóricas e utilitárias. No campo de Arte e Educação, trabalhou em importantes projetos, como o Núcleo de teatro da Escola de Artes Visuais do Parque Lage; Programa Educativo do CCBB – RJ; Núcleo de crianças e jovens da Escola de Artes Visuais do Parque Lage; MAM Educação, RJ.; e Centro Cultural Telemar, RJ. Fez pesquisa histórica de arte para a novela “Paixões proibidas”. No Museu Histórico Nacional, RJ, realizou a pesquisa e curadoria pedagógica da exposição “Caminhos de Santiago”; “Arte no Período Românico em Castela e Leão”. Fez a coordenação pedagógica do programa educativo do Museu das telecomunicações/Centro Cultural Oi Futuro, RJ. Participou da exposição “Campo de Livros II” no Centro Cultural da Justiça Federal, RJ, com o livro de fotografias “Desalinho” com curadoria de Marcos Bonisson. Seus trabalhos em vídeo já foram apresentados em mostras no Parque Lage, RJ. e no Centro Cultural do Castelinho, RJ, com curadoria de Analu Cunha. Recentemente, no Centro Cultural Getúlio Vargas RJ, participou do “AVID”, mostra de vídeos experimentais com curadoria de Marcos Bonisson.

 

 
Sobre a Editora Philae

 

A Editora Philae foi fundada em 2011 pelos sócios Gabriela Weeks e Marcus Telles. Seus primeiros lançamentos foram romances de novos autores em língua portuguesa. Em sua estreia, foi contemplada com o Edital de Apoio a Novos Autores Fluminenses da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, com o romance “A escolha de Sócrates”, de Claudio Telles. Em 2014, iniciou seus lançamentos na área de artes, com o livro “Cabeça”, de Milton Machado, com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em setembro de 2015, lançou o aplicativo Casa da Marquesa de Santos, em convênio com a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro. Junto com a Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro, a editora está produzindo a exposição virtual e o livro com o acervo do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro. Outro recente lançamento foi o livro comemorativo dos 20 anos de carreira do artista Walter Goldfarb, com patrocínio dos Correios.

 

Linguagens do corpo carioca

01/jun

O Museu de Arte do Rio inaugura “Linguagens do corpo carioca (a vertigem do Rio)”. Resultado de uma vasta pesquisa realizada sob a curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Milton Guran. A exposição reúne 800 obras de artistas consagrados – como Evandro Teixeira, Pierre Verger, Mario Testino, Bruno Veiga, Ana Stewart, Ricardo Chaves, Ricardo Beliel, Ana Kahn, Benoit Fournier, Marcia Zoet, Marcelo Correa, Daniel Martins, Alexandre Mazza, Gustavo Malheiros, – e nomes menos conhecidos, mas que igualmente captaram a essência da alma carioca por meio de seus trabalhos. A mostra integra a programação do “FotoRio 2016” e tem o apoio do banco J.P. Morgan.

 

“Linguagens do corpo carioca (a vertigem do Rio)” será inaugurada em 07 de junho, ocupando a galeria A do Pavilhão de Exposições. Para marcar a ocasião, às 11h, acontece uma Conversa de Galeria aberta ao público e com entrada gratuita. Participam do bate-papo os curadores e alguns dos artistas cujas obras integram a mostra.

 

Em cartaz durante os Jogos Olímpicos, a exposição toma como ponto de partida o corpo de quem vive na cidade para pôr em discussão a identidade social como uma espécie de gíria gestual. A abordagem transversal, característica comum às mais diversas mostras do MAR, se repete em “Linguagens do corpo carioca”, que é dividida em núcleos e traz à tona as mais diversas faces da vida na cidade.

 

Entre as tendências lançadas por aqui estão o highline (exercício de equilíbrio sobre uma fita elástica esticada entre dois pontos fixo no alto) e o surfe no trem. A camaradagem e a aproximação entre as classes, possível devido à segregação social marcante, estarão presentes em imagens do antigo Píer de Ipanema e dos cotidianos do samba e das comunidades. Também serão representadas as multidões nos jogos no Maracanã, manifestações políticas e até as filas do INSS. A famosa ginga das capas de discos da bossa nova, a cultura afro, a relação com o mar e personagens do imaginário do Rio também integram a mostra.

 

Na contramão das belezas de ser carioca, o visitante é confrontado com um Rio melancólico e marcado pela violência, por uma oposição ao prazer. Nesse contexto, três séries merecem destaque: a primeira, da artista Ana Khan, mostra o vazio deixado no exato local onde pessoas foram vítimas de balas perdidas; seguindo a mesma poética, fotos do coletivo Mão na Lata, feitas com uma câmera pinhole – que por ter uma fixação lenta da imagem não capta movimentos- mostram locais onde há somente construções, sem qualquer tipo de vida; fechando o núcleo, a série “Universidade Federal”, de Walter Carvalho, reflete sobre os lugares do crime na cidade.

Rio, Cidade-Sede

Mais de 10 pintores brasileiros mostram os encantos da cidade carioca sob a ótica naif aos visitantes do Museu Internacional de Arte Naïf, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ, na exposição “Rio, Cidade-Sede Maravilhosa”. Patrocinada pela Secretaria Municipal de Cultura, a mostra abre no dia 02 de junho, e conta com cerca de 25 telas – muitas inéditas – retratando as praias, contornos e relevo da natureza exuberante do Rio de Janeiro através das pinceladas de artistas como Lia Mittarakis, Bebeth, Dalvan, Fabio Sombra, Ozias, Sergio Murillo, Roberto de Carvalho, Helena Coelho, Cezino e Tomzé.

 

Jacqueline Finkelstein, museóloga e diretora do MIAN, que assina a curadoria, destaca alguns quadros, como “Pichadores II” e “Piscinão de Ramos”, de Dalvan, além de um em especial, feito por Helena Coelho e doado pela artista para o fundador do MIAN, Lucien Finkelstein, quando ele comemorou seus 70 anos, “Homenagem aos 70 anos de Lucien”. A curadora dividiu a exposição em dois espaços: Galeria Sensorial, no térreo, e Sala de Atividades Educativas, no subsolo. Um gigantesco painel interativo localizado nos jardins do museu irá reproduzir a tela “Jardim Botânico” da artista Bebeth, possibilitando que os visitantes tirem fotos com os rostos posicionados nos locais indicados. A produção é assinada pela Arte Cultura, dirigida pela gestora cultural Patrícia Castro.

 

 

Esculturas táteis

 

Segundo Tatiana Levy, coordenadora sócio-educativa do MIAN, as seis esculturas táteis agregam um aspecto tridimensional às pinturas, uma vez que apresentam interpretações das obras, criadas pelas arte-educadoras Maria Matina e Licia Gomes, feitas a partir de materiais reutilizados. “As esculturas ficarão próximas de suas obras “mãe”, permitindo que através do toque o público sinta-se transportado para os Arcos da Lapa, Morro do Corcovado, Pão de Açúcar, Maracanã, Jardim Botânico e as praias. A ideia é brincar e imaginar-se parte da cidade, passeando através do olhar e do toque por atrativos culturais e naturais do Rio”, explica Tatiana.

 

 

Sobre o MIAN

 

Com 20 anos de existência, o MIAN é o maior museu de arte naïf da América Latina. Localizado no Cosme Velho, em um casarão do século XIX, próximo ao Trem do Corcovado, o museu conta com um acervo de 6 mil obras de artistas de todos os estados brasileiros e de mais de 100 países. As telas abrangem um período extenso desde o século XV até os dias atuais, oferecendo um panorama diversificado da arte naïf.

 

 

Até 31 de outubro.

Nova representação

30/maio

A Galeria Silvia Cintra + Box4, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, anuncia  que passa a representar a obra de Sebastião Salgado e sua primeira exposição na galeria será em julho deste ano.

 

Sobre o artista

 

Nasceu em 1942 na vila de Conceição do Capim , vive e trabalha em Paris. Sebastião Salgado hoje é reconhecido como um dos maiores nomes da fotografia mundial. Suas exposições já viajaram por todos os continentes do globo, sendo vistas por milhões de pessoas nos mais importantes museus do mundo.  Salgado possui também uma extensa bibliografia, sendo alguns de seus trabalhos mais conhecidos os livros das séries “Trabalhadores”, “Exodus” e mais recentemente “Gênesis”. Sebastião Salgado é também, ao lado de Lélia, com quem é casado, fundador do Projeto Terra, que apoia o reflorestamento e revitalização comunitária em Minas Gerais. Por ter uma obra extremamente ligada a causas sociais e humanitárias, Salgado é hoje Embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da Academia de Artes e Ciências dos  Estados Unidos. Recentemente o fotógrafo também foi eleito membro da respeitada Academia de Belas Artes da França. Em 2014 foi lançado o documentário “Sal da Terra” dirigido por Win Wenders e Juliano Salgado sobre a obra de Sebastião Salgado. O filme venceu o Cesar de Melhor Documentário e concorreu ao Oscar na mesma categoria.

Três na Artur Fidalgo

19/maio

A Artur Fidalgo galeria, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, apresenta Fernando de La Rocque, Julia Debasse e Victor Arruda. Os artistas se reúnem para apresentar seus mais recentes trabalhos. Com caneta, aquarela e nanquim uma série de desenhos nos surpreende e nos afeta de várias formas. O desenhar obsessivo de Victor Arruda, os corpos flutuantes de Fernando de La Rocque e, através das aquarelas de Julia Debasse, temos expostas nossas fauna e flora interiores. Apesar das diferenças entre esses três artistas, as situações que envolvem o corpo, acabam se tornando uma conexão entre esses universos.

 

 

De 20 de maio a 10 de junho.

Novas pinturas de Gonçalo Ivo

18/maio

Gustavo Rebello Arte, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a exposição “Aurora”, exposição individual do pintor Gonçalo Ivo. A mostra reúne parte das 35 pinturas que ilustram a edição brasileira do livro “Aurora”, do pai do artista, o escritor e poeta alagoano Lêdo Ivo (1924-2012), publicado postumamente na Espanha, em 2013, e que será lançado na abertura da mostra.

 

“É hora da partida/ parto sem levar nada/ no fim da madrugada, na aurora amanhecida”, são os versos que encerram o livro “Aurora”, de Lêdo Ivo, que conta com reproduções de pinturas de Gonçalo feitas especialmente para a edição brasileira do livro, em atenção a um desejo do poeta. Essas pinturas não apenas condensam e deslocam a recente investigação pictórica de Gonçalo Ivo, como servem para iluminar as 15 obras presentes na mostra, entre as quais duas pinturas feitas sobre fórmica, um suporte inédito em sua produção e apresentado pela primeira vez ao público.

 

Numa dessas telas, “Poema noturno”homenagem a Lêdo Ivo, de 2014, sobre fórmica negra, cruzes e linhas, recorrentes em suas últimas obras, estabelecem uma misteriosa constelação, cujas cores e movimento, carregam consigo a claridade que, no dizer de seu pai sobre a aurora, “… permite ver/ a matéria do mundo.”. Como sugerem os versos que, desta vez, abrem o livro preparado por Lêdo Ivo, “Ao romper da aurora/ tudo é epifania…”, e a pintura de Gonçalo, como se nota no conjunto agora exposto, continua a celebrar, em sua própria religiosidade, aparições que, “… vindo da sombra/ do mistério da noite…”, devolvem ao olhar a capacidade de surpreender-se e reanimar-se com coisas terrestres.

 

Sob a iniciativa da Gustavo Rebello Arte e com o apoio da Contra Capa Editora, a exposição, “Aurora”, conjuga, assim, duas linhas de força da trajetória de Gonçalo Ivo: a incessante investigação cromática, cotidianamente invocada em seu ateliê, e o diálogo com outras manifestações da arte e do espírito, não raro estabelecido na forma de livros.

 

 

 A opinião do escritor Valter Hugo Mãe

 

“A pintura de Gonçalo Ivo é mais do que um estudo da cor, é uma escola para a cor. Ali, ela aprende. Amadurece, como animal efetivamente caçado, que não pode mais deixar de assumir sua evidência no mundo. Cada tela é uma classe, feita de superior maestria, onde a luz incide para se adorar já não enquanto acaso, mas enquanto inteligência. É esta a diferença entre a cor por consciência e a casual. O trabalho de Gonçalo Ivo, cientista desta arte, é um modo de revelação, não enquanto delirante tentativa mas exatamente enquanto pronúncia de sábio que chega cada vez mais perto do que não se podia ver.”

 

 

Sobre o artista:

 

Gonçalo Ivo nasceu no Rio de Janeiro, 1958, pintor, ilustrador e professor. Filho do escritor Lêdo Ivo, estudou pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1975, orientado por Aluísio Carvão e Sérgio Campos Melo. Formado em Arquitetura pela Universidade Federal Fluminense, foi professor do Departamento de Atividades Educativas do MAM/RJ, entre 1984 e 1986. Deu aulas como visitante na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ, também em 1986. Trabalhou como ilustrador e programador visual para as editoras Global, Record e Pine Press. Faz exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 2000, assinou o cenário do programa “Metrópolis” da TV Cultura, SP, nesse mesmo ano, montou ateliê em Paris.

 

 

De 24 de maio a 24 de junho.