Cerca de 160 obras de mais de 100 artistas.

05/mar

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura, no dia 28 de março, a grande exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central. Com curadoria de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição, a mostra ocupará 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, que fazem parte da história do centro cultural, como Antonio Dias, Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Ivens Machado, Luiz Aquila, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx, Tunga, entre muitos outros. Completam a mostra uma série de vídeos feitos pela Rio Arte com alguns artistas nas décadas de 1980 e 1990. No dia da inauguração, haverá uma mesa de abertura com convidados e, ao longo do período da exposição, serão realizados seminários, oficinas e atividades educativas, valorizando a importante trajetória da instituição.

Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.

Até 07 de junho.

A coisa dRag no MAC NITERÓI.

04/mar

O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas de Niterói e o Itaú Unibanco apresentam a exposição “A Coisa dRag”, no Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói, Rio de Janeiro, RJ.

Com abertura no dia 07 de março, às 10h, a mostra coletiva reúne obras de 35 artistas brasileiros, com curadoria de Sandro Ka. A exposição apresenta um recorte potente da produção contemporânea que toma o universo drag como referência, explorando múltiplas linguagens e propostas performativas, discursivas e visuais marcadas por tensionamento e provocação.

Participam da mostra os artistas Adriano Basilio, Amorim, André Venzon, Augusto Fonseca, Avilmar Maia, Caio Mateus, Camila Moreira, Carambola, Carolina Sanz, Cassandra Calabouço, Cavi Brandão, Cynthia Loeb, Dods Martinelli, Efe Godoy, Elis Rockenbach, Glau Glau, Hugo Houayek, Ítalo Carajá, Karine Mageste, Lai Borges, Lia Menna Barreto, Lorenzo Muratorio, Marcelo Batista, Maria Carolina, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Rodrigo Mogiz, Sandro Ka, Sarita Themônia, Tatiana Blass, Téti Waldraff, Thix, Tolentino Ferraz e Victor Borém.

Resultado de um mapeamento iniciado em 2024 na Escola de Belas Artes da UFMG, a mostra propõe a “dragficação” como lente para pensar a arte contemporânea, reunindo obras que questionam padrões, valores e convenções ligadas ao corpo, gênero, território e cultura.

Em cartaz até 7 de junho

Os 40 Anos de exposições no Paço Imperial

Convertendo memória e território em linguagem visual, o artista Luiz Aquila ressignifica a experiência vivida na viagem de 15 dias que fez ao México, em outubro do ano passado, na série inédita “Impregnação e sensação”. Reinterpretados como construções sensíveis entre memória, formas e cores, Luiz Aquila produziu sobre cartão, usando pastel, tinta guache e bastão de óleo, os seis novos trabalhos que integrarão a coletiva “Constelações – 40 Anos do Paço Imperial”, celebrando no dia 28 de março os 40 anos do Paço Imperial como centro cultural. A mostra comemorativa reunirá cerca de 100 artistas, sob curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha (com equipe), e Ivair Reinaldim, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte e do Conselho do Paço Imperial.

Além de Luiz Aquila, outros nomes consagrados – como Anna Bella Geiger, Cildo Meireles, Carlos Vergara, Luiz Pizarro, Iole de Freitas, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes – estarão presentes através de suas obras, bem como artistas de várias gerações: Tiago Sant’Ana, Siwaju e Denilson Baniwa, e os participantes do Prêmio Pipa, Maxwell Alexandre, Cadu, Aline Motta e Enorê. Não se trata, portanto, de uma retrospectiva; o público verá algumas obras já mostradas antes, uma seleção de arte popular do Museu do Folclore e peças escolhidas do acervo do Museu do Inconsciente, fundado pela Dra. Nise da Silveira, e também do Museu Bispo do Rosário. Haverá, ainda exibição de vídeos de alguns artistas.

Sobre Luiz Aquila

Luiz Aquila é um dos mais ativos artistas brasileiros. Foi professor em Évora, Portugal; Universidade de Brasília; Centro de Criatividade da Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de cem exposições individuais e coletivas, como Bienal de Veneza; 17ª e 18ª Bienais SP e Brasil Século XX, 1994; retrospectivas no MAM-RJ; MASP-SP; Paço Imperial; além de mostras individuais em museus e galerias de 1963 a 2026.

Até 07 de Junho. 

Finissage e Conversa.

03/mar

Nesta terça-feira, dia 03 de março, das 19h às 20h30, haverá um bate-papo com Esther Barki, Luiz Aquila, Miguel Sayad e Luiza Interlenghi no Ateliê Luiz Aquila, Praia de Botafogo, 114/102, Rio de Janeiro, RJ.

Esther Barki e Luiz Aquila sempre foram muito conectados em diferentes fases da pintura. Filha de criação de Luiz Aquila, na fase em que o artista passou anos morando em Petrópolis, a artista externaliza aspectos muito femininos em suas pinturas. As formas arredondadas, os vazios, a natureza e o corpo de uma mulher violão que pode se despedaçar se fazem presentes nas novas obras, recentes e inéditas. A abertura se concretizou no sábado como um “ateliê de portas abertas”, no novo espaço de criação de Aquila, na Praia de Botafogo.

Anna Bella Geiger e Raquel Saliba.

25/fev

Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade, Gávea, Rio de janeiro, RJ, a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Anna Bella Geiger e as esculturas de Raquel Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel Saliba apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.

A data não poderia ser mais oportuna: além de marcar o aniversário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, 1º de março insere as exposições em um mês mundialmente reconhecido como o Mês da Mulher. As mostras seguem abertas ao público até 03 de maio, com entrada gratuita.

Leminski inspira exposição coletiva.

Inspirada em poema de Paulo Leminski, “Espaçotempo” reunirá 34 artistas em uma exibição coletiva que investiga a noção de tempo a partir de diferentes práticas e materialidades apresentam trabalhos em pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, vídeo, objeto, bordado, serigrafia, tear e ações interativas constroem um campo plural de pesquisas. 

O poema “O mínimo do máximo”, de Paulo Leminski (1944-1989), é o mote inspirador da exposição que articula questões que transitam entre o individual e o coletivo, entre o real e o imaginado, deslocando a ideia de tempo de uma leitura linear e cronológica. Poeta que atravessou a literatura brasileira com humor, síntese e pensamento afiado, Paulo Leminski aparece aqui como um disparador sensível: seu poema abre um campo de ressonâncias entre palavra e imagem, em diálogo com as artes visuais. Propondo uma reflexão sobre as múltiplas percepções do tempo a partir de experiências subjetivas, memórias e atravessamentos íntimos, a exposição abrirá no dia 1º de março, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, Gávea, e permanecerá em cartaz até 03 de maio. A curadoria traz a assinatura de Isabel Sanson Portella.

As obras apresentadas percorrem uma ampla variedade de suportes e linguagens, como pintura, desenho, escultura, vídeo, ação interativa, tear, serigrafia, fotografia, gravura, bordado e objeto, evidenciando a diversidade de pesquisas e procedimentos que atravessam a exposição. Participam da mostra Ana Carolina Videira, Ana Herter, Ana Zveibil, Anna Bella Geiger, Antonio Bokel, Aruane Garzedin, Ashley Hamilton, Breno Bulus, Cláudia Lyrio, Esther Bonder, Fernanda Sattamini, Flavia Fabbriziani, Giba Gomes, Gláucia Crispino, Heloísa Madragoa, Jaime Acioli, Liane Roditi, Manoel Novello, Manu Gomez, Maristela Ribeiro, Marlene Stamm, Michelle Rosset, Mônica Pougy, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrizia D’Angello, Pedro Carneiro, Raul Mourão, Renata Adler, Stella Mariz, Vicente de Melo e Aldonis Nino, Virgínia Di Lauro e Yoko Nishio, artistas oriundos de estados como Bahia, Amapá, São Paulo e Rio de Janeiro, além dos Estados Unidos.

Papo de colecionador.

24/fev

“O colecionismo de Eva Klabin é tema de bate-papo” com a participação de Vanda Klabin, do artista Luiz Aquila, Helena Severo e Brunno Almeida Maia. Será na Casa Museu Eva Klabin no dia 28 de fevereiro, sábado, das 16h às 18h. A entrada é gratuita e o endereço fica na Av. Epitácio Pessoa, 2480, Lagoa, Rio de Janeiro, RJ.

Metáfora para uma formação cultural.

12/fev

A exposição “Como funcionam os vulcões” inaugurou o programa de 2026 da Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ. A mostra reúne obras de Amélia Toledo, Arthur Chaves, Barrão, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto, Ivens Machado, Janaina Wagner, Leda Catunda, Maria Manoella e Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Rodrigo Cass, Rodrigo Matheus, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Yuli Yamagata.

Concebida em diálogo com a chegada do Carnaval no Rio de Janeiro, “Como funcionam os vulcões” toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.

Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.

Espaços e formas de convivência.

Uma exposição coletiva na Flexa reúne obras de diferentes tempos históricos para refletir sobre o Carnaval. 

A Flexa, Leblon, Rio de Janeiro, RJ, inaugurou sua agenda de 2026 com “Carnavalizar: método e invenção”, exposição coletiva com curadoria de Daniela Avellar, que investiga o carnaval como verbo.

Carnavalizar, no contexto da mostra, é entendido como um estado e uma ação capazes de reorganizar corpos, espaços e formas de convivência. Partindo da compreensão de que carnavalizar, no Brasil, é um gesto provido de método e inteligência própria, a exposição reconhece a festa como uma prática inventiva forjada sobretudo nas comunidades negras urbanas em resposta às diferentes formas de violência. Nesse sentido, o carnaval é entendido como um campo de criação cultural, política e sensível.

Ao reunir artistas de diferentes gerações, a exposição articula temporalidades, referências e repertórios que atravessam a experiência do corpo coletivo, as materialidades da festa, ritmos como o samba, o funk, e as arquiteturas vernaculares. Afastando-se de uma abordagem documental, a coletiva propõe um carnaval quase abstrato, mais um estado do que uma representação, afirmando o ato de carnavalizar como uma forma de conhecimento capaz de redimensionar o coletivo e projetar futuros possíveis.

A cor como linguagem.

06/fev

O artista Pivetti participa da exposição “Cromatismo: Alegoria das Cores”, que abriu, no Vogue Gallery BR, localizado no Vogue Square, Rio de Janeiro, RJ. Carioca, Pivetti apresenta as obras “Engolindo Sapo” e “Drag King”, nas quais aposta na clareza da emoção e na força da cor como linguagem. A curadoria é assinada por Fátima Simões.