Fajardo e Iole de Freitas na Raquel Arnaud

06/jun

A galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, exibe simultaneamente dois artistas contemporâneos: Carlos Fajardo e Iole de Freitas. Em “No aberto”, Carlos Fajardo desdobra questões apresentadas em sua mostra anterior na galeria. O artista reforça a ideia de Helio Oiticica de que o público é participador e não espectador. “Ele  (público) se insere nos trabalhos e, dessa forma, os influencia pela presença e refletividade”, diz Fajardo.

 

As onze obras apresentadas na exposição foram criadas a partir de diversos materiais como espelhos, vidros laminados coloridos, tecidos e fotografias, em dimensões que correspondem à escala humana. Os trabalhos, além de abordar multiplicação da imagem do visitante, exploram a relação da superfície plástica com suas possíveis reflexões visuais quando associadas aos materiais utilizados. A mostra conta, ainda, com uma instalação que se assemelha a um labirinto em linha reta.

 

Iole de Freitas, apresenta-se com sete obras em “Sou minha própria arquitetura”. A mostra decorre da pesquisa realizada pela artista durante sua residência na Casa Daros, no Rio de Janeiro, entre 2011 e 2013, que deu origem ao livro “Para que servem as paredes do museu?”. Neste período, Iole trabalhou em meio à instabilidade da restauração da instituição carioca e tal condição influenciou a criação de sua grande instalação com a qual o espaço foi inaugurado.

 

Na presente mostra Iole amplia os conceitos arquitetônicos existentes nos prédios dos museus onde atuou como, Casa Daros, Pinacoteca de São Paulo, Casa França Brasil, entre outros, e apresenta obras em formatos menores que enfocam os mesmos conceitos estéticos elaborados em suas grandes instalações.

 

Obras construídas em chapas de aço opaco ou refletor que constituem as “paredes” do ambiente e recebem intensas torções das chapas coloridas de policarbonatos.”Em uma nova linguagem, o trabalho desloca as paredes originais dos prédios e implanta uma intervenção plástica diferente, reiterando aquela das grandes instalações previamente realizadas”, afirma a artista.

 

 

 

Até 12 de julho de 2014

O Brasil na Copa

05/jun

O Brasil, agora situado como sede da Copa do Mundo, é o tema da exposição apresentada na Galeria de Arte André, Jardim América, São Paulo, SP. Foram convidados 24 artistas para que criassem obras alusivas ao país e ao evento que sedia o mundial de futebol. A exposição, denomina de “O Brasil na Copa”, apresenta cerca de 32 obras distribuídas entre pinturas e esculturas, e exibe o Brasil como um todo em trabalhos assinados pelos artistas Inos Corradin, Antonio Bontempo, Alina Cubas Fonteneau, Sonia Menna Barreto, Herton Roitman, Alex Orsetti, Anita Kaufmann, Antonio Miranda, Cássio Lázaro, Eduardo Kobra, Fernando Cardoso, Gustavo Nackle, Marco Stellato, Margarita Farré, Walmir Teixeira, Fernando Cardoso, Heloize Rosa, Moysés Mellim, Élon Brasil, Eduardo Petry, João César de Mello, Marcos Garrot, Rafael Resaffi, Tania Corsini e Kenji Fukuda.

 

 

Até 28 de junho.

Pelé por José Dias Herrera

04/jun

A galeria Lume, Itaim Bibi, São Paulo, SP, abre a exposição “Pelé: A Construção de um Rei”, com curadoria de Paulo Kassab Jr, composta por 12 fotografias, em preto e branco, feitas por José Dias Herrera, algumas inéditas, e um vídeo que mostram a elegância, versatilidade e o encanto do atleta do século, dentro e fora dos gramados. Em parceria com o Museu Pelé, a exposição conta como ocorreu a construção do mito que conhecemos hoje, como ele transformou Edson Arantes do Nascimento em Pelé.

 

Acompanhado pelo fotógrafo José Dias Herrera entre 1956 e 1966, Pelé foi retratado em imagens que ficariam guardadas para a eternidade, como o primeiro dia do jogador no Santos Futebol Clube – logo após vestir a camisa do time -, alguns lances que mostram toda sua destreza na prática do esporte, bem como situações de sua vida pessoal, ainda muito jovem. O público também terá acesso a um vídeo com alguns momentos em que o Rei brilha ao balançar a rede, fazendo gols que ficaram marcados no imaginário mundial.

 

Além da indiscutível marca deixada na história do esporte, o ex-jogador sempre foi distinto no que se refere ao contato com as pessoas. “Entre celebridades, jornalistas, políticos, artistas e fãs, desde os tempos de jogador até hoje, Pelé se eternizou com simpatia e carisma, dignos de um rei”, comenta Paulo Kassab Jr. Seu lado humano e dedicado é o mote central da exposição, reunindo os principais registros do início de uma carreira estrondosa que o levaria, anos mais tarde, ao indiscutível título de “Rei do futebol”. A coordenação é de Felipe Hegg.

 

 

De 10 de junho a 26 de julho.

Instalações com luz solar

30/maio

A Galeria Deco, Bela Vista, São Paulo, SP, apresenta, a primeira exposição individual do artista japonês Koji Munemasa em São Paulo. Intitulada “Viewing the Same: Pôr do Sol de São Paulo e Nascer do Sol de Tokyo”, a mostra reúne uma série de instalações que utilizam a luz solar e espelhos para tratar da sensação de felicidade.

 

Sombras, reflexos, autorreconstrução e imagens projetadas são usadas com maestria pelo artista que tem como intuito levar o especador a refletir sobre a pequenez dos problemas cotidianos, a partir de uma experiência sobre a luz. O comparativo da distância solar exige do conhecimento científico de Koji Munemasa um cálculo de posicionamento e ângulos que é um ato lúdico de estruturação do espaço, tratando a luz solar não só como fonte energética, mas uma existência que engendra graça e sensação de felicidade. O artista também mostra uma série de mensagens de paz refletidas com luzes e espelhos em muros e paredes de construções ao redor da galeria.

 

O destaque da mostra é a instalação “Viewing The Same”, na qual Koji Munemasa ocupa uma das salas da galeria com uma janela voltada ao lado oeste, representando um ponto de vista do sol nascente no Japão em uma parede.  A obra deve ser visitada no entardecer, mais precisamente ao pôr do sol. São Paulo e Tóquio se encontram em posições opostas nos meridianos do globo terrestre, o pôr do sol daqui é o sol nascente de lá. Participa ainda da mostra uma instalação que projeta uma silhueta humana que, através de um espelho mecanizado, desenha na superfície da parede a imagem do modelo com luz incidente sobre a sombra. Além de sua produção e pesquisa, Koji Munemasa atua como escultor de objetos para a renomada artista japonesa Yayoi Kusama.

 

 

Até 15 de junho.

Novo escritório de arte

29/maio

O Gris Escritório de Arte, Pinheiros, São Paulo, SP, dos sócios Bernard Leroux, Frederic Desmaret e Paulo Azeco, inicia suas atividades e inaugura seu espaço com exposição coletiva, composta por desenhos, pinturas, fotografias, gravuras, esculturas e grafites de artistas tanto com trajetória já consolidada quanto por novos talentos.

 

Resultado de uma longa amizade entre seus fundadores, os quais compartilham a mesma paixão pela arte, o Gris Escritório de Arte possui peculiar curadoria de sua coleção – a qual também é formada por itens de acervo pessoal -, guiada pelo olhar aguçado de Bernard, Frederic e Paulo. A proposta deste novo espaço é ser um instrumento de fomentação cultural, com a intenção de revelar artistas emergentes nacionais e internacionais através da apresentação ao mercado, exibição e comercialização de peças.

 

O Gris marca sua entrada no circuito cultural com trabalhos de qualidade, garantida pelo vasto conhecimento adquirido pelos sócios ao longo de suas carreiras em atividades que se complementam com a rigidez do direito internacional, a harmonia da arquitetura e a liberdade criativa do design. Sem se auto-denominar um escritório especializado em determinado tipo de arte, o intuito é manter a diversidade de períodos e estilos entre as obras disponibilizadas.

 

Nomes como Aecio Sarti, Barbara Wagner, Beto Riginik, Jesus Rafael Soto, Norma Grimberg, Sue Elie Andrade Dé, João Balsini. estão entre alguns artistas confirmados para expor no Gris.

 

 

A partir de 31 de maio.

Livro de Cristina Schleder na Cultura/SP

28/maio

A Luste Editores lança “Os Tapetes Voadores da Mata Atlântica”, da artista plástica Cristina Schleder, com fotografias autorais que registram texturas, tramas e detalhes de sua inspiração maior – a Natureza. As imagens e espelhamentos de alguns fragmentos possibilitam novos significados à importância e beleza deste ecossistema.

 

Para a criação da série, Cristina Schleder adentrou a área da Mata Atlântica munida de olhos treinados em busca do inusitado, do oculto, e não de uma mera imagem. Em seus momentos preferidos, os pós chuva ou os dias nublados de luz prateada, quando a vegetação atinge seu pico de beleza, a artista vislumbrava detalhes de cores que surgiam em troncos e musgos, criando uma inédita fábula visual formada por fotografias marcantes. Sua imersão era tamanha que encontrava novos personagens, os quais a acolhiam e descortinavam um novo cenário, levando-a a lembrar das estórias em que os seres viajavam em tapetes voadores. Desenhos, formatos, cores e padronagens surgiam diante da artista, leves e harmônicos, que possibilitavam a imaginação de Cristina Schleder alçar vôo.

 

Os Tapetes Voadores da Mata Atlântica não versa apenas sobre o lúdico: também nos permite acesso à precisão da técnica e a conquista da verdade, visto que as formas e tons são exibidos em sua verdade máxima sem interferência ou alteração; o titulo de cada fotografia é o código da própria maquina quando apertado o disparador – sendo que cada imagem é realizada por um único clique, enfatizando a o momento único de cada cena.

 

Nas palavras da própria artista, travestida em uma personagem de contos “…a verdade deste pensamento mágico conseguia levá-la para todos os lugares imaginados, sentada em seu próprio tapete voador que a mata, com seus fios, tramas e bordados, teceu especialmente para ela.” A apresentação é de Tereza de Arruda.

 

Onde e quando: 05 de Junho de 2014, quinta-feira, das 18h às 22h na Livraria Cultura – Shopping Iguatemi, Jardim Paulistano.

Babenco apresenta Baccaro em “Deep”.

26/maio

O artista Thomas Baccaro abre exposição individual,  “Deep”, na Galeria Vilanova, Vila Nova Conceição, São Paulo, SP, para a qual contou com um apoio especial: o cineasta Hector Babenco assina o texto de apresentação.  A curadoria é de Bianca Boeckel. Thomas Baccaro apresenta onze  imagens,  realizadas na Itália entre novembro de 2013 a janeiro de 2014.

 

 

Texto de Hector Babenco

 

“Thomas, primeiro e talvez último mergulho no profundo. Vendo estes bucólicos flagrantes do Thomas, a última pergunta que viria não é necessária. Onde esta paisagem dorme? Esta frágil melancolia que este jovem artista deixa seu olho pousar. Melancolia seria uma palavra óbvia. A palavra é PROFUNDO. Há algo nesta neblina que não nos remete ao mar, ao contrário, ela nos deixa na terra. Não na desolação e sim no nascimento e na perenidade assustadora do que é, e de onde viemos… ”

 

 

 

De 27 de maio a 17 de junho.

Arte Popular Brasileira

23/maio

O Museu Casa do Pontal do Rio de Janeiro, inaugurou a exposição “O Brasil na Arte Popular”, em São Paulo, a convite do Sesc Belenzinho. Com curadoria da antropóloga e diretora do Museu, Angela Mascelani, a exposição traz mais de 400 obras, de 51 artistas, de 12 estados brasileiros, cujas temáticas abrangem as atividades cotidianas, festivas e imaginárias do povo brasileiro. Ganha destaque o artista individual, com pensamento, criação formal e soluções plásticas encontradas. E também as coletividade criadoras, com estilos próprios e marcas comuns, caso do Alto do Moura (Pernambuco), Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) e Juazeiro do Norte (Ceará).

 

“O critério da curadoria foi pela seleção de obras potentes capazes de transmitir ao público a força desta produção no Brasil. Além disso, a exposição tem como objetivo oferecer uma visão sincrética acerca do mundo cultural no qual floresce a arte popular brasileira. E mostrar as maneiras por meio das quais os participantes deste segmento, historicamente situado nas periferias e nas zonas rurais, atualizam suas presenças no cenário contemporâneo do país e nos novos contextos urbanos. Queremos possibilitar o surgimento de reflexões sobre a arte popular brasileira tradicional, de inspiração rural e como esta arte vem se transformando no Brasil altamente urbanizado da contemporaneidade”, explica Angela Mascelani.

 

A exposição apresenta uma mostra significativa da arte popular brasileira com obras de seus principais artistas: Mestre Vitalino, GTO, Zé Caboclo, Antônio de Oliveira, Noemisa, Adalton Lopes, entre outros. Propõe uma viagem pelo país a partir da arte e suas relações com a diversidade cultural e a natureza.

 

 

Até 10 de agosto.

Luiz Braga no Sesc Pinheiros

Chama-se “Retumbante Natureza Humanizada” o recorte inédito na obra do paraense Luiz Braga, a partir de uma pesquisa coordenada pelo curador da exposição, Diógenes Moura, iniciada em 2009. Com trabalhos realizados entre 1976 e 2014, o conjunto de 160 fotografias privilegia grande parte da produção (inédita) do artista realizada em preto e branco. Encerra o percurso da exposição, o vídeo igualmente inédito filmado em Belém e na Ilha de Marajó, “O sem nome e o nada” (2014, 30’), inspirado na obra do fotógrafo, idealizado pelo curador e realizado pelo coletivo paraense “Cêsbixo”.

 

A mostra, que entrará em cartaz no Sesc/Pinheiros, São Paulo, SP, reúne imagens concebidas em Belém e na Ilha de Marajó – Soure, Cachoeira do Arari, Salvaterra, Quilombo do Pau Furado -, territórios onde o fotógrafo vem trabalhando mais constantemente, um pouco afastado de sua Belém pela violência que ronda as capitais brasileiras. “Mas eu quero tratar da alegria e do afeto que resistem em lugares como a Ilha de Marajó que, sem dúvida, é a minha paixão ancestral”, diz o artista.

 

O curador destaca como na obra de Luiz Braga se entrelaçam os contrastes entre a paisagem humana e a paisagem da arquitetura. Segundo ele, nas fotografias da Ilha de Marajó se nota o semblante dos filhos do lugar, cada um deles pode ser homem, mulher, criança, tronco de árvore, ventania, paisagem avassaladora. “O Marajó profundo, o lugar onde as árvores falam, onde famílias inteiras descansam nas cadeiras e até em pequenos sofás, nas portas das casas, diante do luar, como se estivessem no cinema vendo a vida passar em technicolor”, completa Moura.

 

Braga diz que seguiu a sua intuição e se manteve onde nasceu. Talvez por isso, em sua obra, ressalta o curador, o tempo chega largo, vasto, sem pressa, vem com o ritmo das águas, já que o artista foi criado conhecendo apenas duas estações: chuva (o inverno amazônico) e menos chuva e mais sol (o verão); maré seca, maré cheia. “Depois de muito refletir sobre o que fazia, notei que voltava naturalmente aos mesmos lugares e temas, mas que a cada retorno minha fotografia poderia se expandir e se aprofundar, mantendo acesa a inquietude que alimenta a experimentação de novas técnicas e maneiras de fotografar”, diz o artista. “Num caso raríssimo, a fotografia de Braga é o resultado dos seus dias, uma reinvenção do que está (e persiste) ao seu redor, como a sua própria natureza, a natureza do homem amazônico sofisticadamente infindável”, complementa Diógenes Moura.

 

 

 

Sobre o artista

 

Luiz Braga nasceu em 1956, em Belém (Pará), onde vive e trabalha. O seu primeiro contato com a fotografia foi aos 11 anos. Em 1975, montou seu primeiro estúdio para trabalhar com retratos, ao mesmo tempo em que ingressava na Faculdade de Arquitetura, onde se graduou em 1983, embora nunca tenha trabalhado como arquiteto. Até 1981, fotografava principalmente em preto e branco. Suas primeiras exposições (1979 e 1980) eram compostas de cenas de dança, nus, arquitetura e retratos. Após essa fase, descobriu as cores vibrantes da visualidade popular amazônica e, convidado pela Funarte, viajou pela região aprofundando o ensaio que seria exibido sob o título No Olho da Rua (Centro Cultural São Paulo, 1984), considerado o primeiro passo de seu amadurecimento autoral. Em A Margem do Olhar (1985 a 1987) retorna ao preto e branco dos primeiros tempos, retratando com dignidade o caboclo amazônico em seu ambiente. Exibido nacionalmente em 1988, esse ensaio rendeu-lhe o Prêmio Marc Ferrez conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia. O encantamento pela cor da sua região e as possibilidades pictóricas extraídas do confronto entre a luz natural e as múltiplas fontes de luz dos barcos, parques e bares populares resultam no ensaio Anos Luz, premiado em 1991 com o “Leopold Godowsky Color Photography Awards” da Boston University e exibido no Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 1992. Uma de suas características é o enfoque, que passa ao largo das visões estereotipadas e superficiais sobre a Amazônia. A outra é o domínio da cor, com a qual passou a ser referência na fotografia brasileira contemporânea.

 

Realizou mais de 150 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções públicas e privadas importantes, como a do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, do Centro Português de Fotografia, do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras. Em 2005, comemorou 30 anos de carreira abordando os diversos segmentos de sua obra na mostra Retratos Amazônicos, no MAM/SP, e na exposição Arraial da Luz, a maior de sua carreira, montada ao ar livre num parque de diversões em sua cidade natal, a qual recebeu mais de 35 mil visitantes. Em 2009, foi um dos representantes do Brasil na 53ª Bienal de Veneza.

 

 

 

Sobre o curador

 

Diógenes Moura nasceu na Rua do Lima, em Recife, Pernambuco. Passou a infância entre os quintais, os pés de abiu e a linha do trem no arrabalde de Tejipió. Depois viveu 17 anos em Salvador, na Bahia, no bairro negro da Liberdade, quando a cidade ainda não havia perdido a memória. Vive em São Paulo desde 1989. É escritor, curador de fotografia e editor independente. Entre 1998 e maio de 2013 foi Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo onde realizou exposições e reflexões sobre o pensamento fotográfico e possibilitou o reconhecimento do acervo do museu – hoje com cerca de setecentas imagens de fotógrafos brasileiros – como um dos mais importantes da América Latina. Premiado no Brasil e no exterior, só entende fotografia vendo-a como literatura. Em 2009 foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) de melhor livro de contos/crônicas com Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2011. Acaba de finalizar seu novo livro, Fulana Despedaçou o Verso (Ed.TerraVirgem). Mesmo sem ter nenhuma expectativa em relação ao futuro da humanidade, atualmente trabalha na sua primeira novela, A Placa Mãe.

 

 

 

 

Sobre a equipe Cêsbixo Coletivo

 

 

Cêsbixo Coletivo é um grupo formado em 2010 por Pedro Rodrigues, Bruno Leite, Carol Lisboa e Marise Maués, todos atuantes no âmbito artístico, seja fotografia, vídeo, desenho ou design gráfico. O coletivo tem como objetivo integrar as suas áreas de interesse em busca de um produto que converse com as diferentes formas de linguagem visual. Dedica-se a produzir conteúdo multimídia e atua na cidade de Belém.

 

 

 

De 27 de maio a 03 de agosto.