Conversa com o fogo.

29/ago

Nesse sábado, dia 30 de agosto, o Farol Santander, Porto Alegre, RS, recebe o artista Xadalu Tupã Jekupé para uma palestra gratuita, “Conversando com o fogo: Tatá Arandu“.

Xadalu apresentará um panorama sobre a sua trajetória e sobre a sua obra que está presente na exposição “Cinco Elementos”, em cartaz no Farol Santander até o dia 21 de setembro.

A atividade acontece a partir das 16h00, na Arena 1 do Farol Santander, é gratuita e aberta ao público em geral. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada, com prioridade para estudantes e professores da rede pública. A palestra contará com a presença de intérprete de LIBRAS.

O percurso do Fatumbi.

28/ago

Exposição inédita de Pierre Verger será inaugurada no Museu de Arte da Bahia (MAB), Corredor da Vitória, Salvador. A exposição “Fatumbi”, dedicada ao célebre fotógrafo e pesquisador, reúne registros inéditos, históricos e sensíveis das culturas afro-brasileiras e suas raízes africanas, com fotografias feitas por Verger no Nordeste do Brasil, no Benim e na Nigéria.

Durante a exposição, o público poderá conhecer correspondências, trechos de entrevistas e documentos inéditos que revelam a trajetória do artista. O percurso da exposição começa com a chegada de Pierr Verger à Bahia e Pernambuco, na década de 1940, segue para o Benim em 1948, onde ele é iniciado e passa a ser chamado de Fatumbi, e culmina nos anos 1960 e 1970, período em que se torna um elo entre continentes. O acervo composto de fotografias conhecidas e inéditas, algumas datam de quase 80 anos, resultado de pesquisas recentes nos arquivos da Fundação Pierre Verger, do Instituto Nacional do Audiovisual (INA) em Paris e do Instituto Fundamental da África Negra (IFAN), em Dacar.

A exposição integra as celebrações da Temporada França-Brasil 2025 e conta com curadoria de Alex Baradel e Emo de Medeiros. Além do material documental e fotográfico de Pierre Verger, a mostra apresenta uma sala especial intitulada FatumbIA, com 16 obras de Emo produzidas com inteligência artificial, articulando saberes e símbolos do Fá.

Na Casa Roberto Marinho

26/ago

Expoente da arte contemporânea, a carioca Beatriz Milhazes será tema de uma exposição na Casa Roberto Marinho, no Cosme Velho, a partir de 25 de setembro. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, “Pinturas nômades” reúne e pinturas, gravuras, instalações e uma escultura suspensa, logo na primeira sala.

Mas o núcleo central da mostra são as intervenções site-specific criadas pela artista plástica ao redor do mundo, que serão apresentadas em maquetes, estudos e painéis pela primeira vez no país.

A partir de intervenções marcadas por formas orgânicas em fachadas, janelas e espaços de circulação, a artista transformou espaços como hospitais, metrôs e edifícios residenciais pelo mundo em experiências sensoriais. Dentre as 17 obras site-specific apresentadas, estão intervenções na Ópera de Viena; na Tate Modern, em Londres, na Fundação Cartier, em Paris, e no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. A mostra reúne ainda obras de referência da artista, como da pintora modernista Djanira.

De 25 de setembro a março de 2026.

Destaque na Bienal de São Paulo.

22/ago

Nascido em Salvador, o artista plástico Sérgio Soarez, de 56 anos, será um dos destaques da 36ª Bienal de São Paulo, que acontece de 06 de setembro a 11 de janeiro de 2026. Com mais de três décadas de trajetória e pouca inserção no mercado formal, Sérgio Soarez foi escolhido pessoalmente pelo curador camaronês Bonaventure Soh Bejeng Ndikung antes mesmo da definição do elenco completo da mostra.

Com obras que misturam ferro e madeira, em diálogo com a mitologia afro-brasileira, o baiano já expôs individualmente no Museu Afro-Brasileiro, em Salvador, mas enfrentou longos períodos de invisibilidade e chegou a viver por três meses em um terreno baldio ao tentar espaço no circuito paulista. Para Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Sérgio Soarez integra uma linhagem de grandes nomes como Abdias Nascimento, Rubem Valentim e Emanoel Araujo. “Ele traduz emoções em objetos melhor do que muitos artistas que conheço”, afirmou o curador ao Valor Econômico. Na Bienal, Sérgio Soarez apresentará 18 obras. Mesmo com o reconhecimento tardio, ele segue criando com consistência, explorando narrativas e símbolos ligados às culturas iorubá e banto.

Sobre o artista

Sérgio Soarez nasceu em Salvador, 1968. Mora em Salvador, é artista multidisciplinar, pesquisador, escritor, músico, ativista e arte-educador. A obra de Sérgio Soarez incorpora materiais reaproveitados e a iconografia de sua religião, o candomblé, na qual detém o título de ogã. O artista tem como referências Mestre Didi, Rubem Valentim e Emanoel Araújo. As esculturas, joias, ilustrações e elementos de cenografia de Sérgio Soarez foram apresentados em exposições coletivas dentre as quais, Afro como ascendência, arte como procedência no Sesc Pinheiros (São Paulo, 2014) e na 25ª Exposição Afro-Brasileira de Palmares (Londrina, 2011). A primeira exposição individual do artista foi realizada no Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia em 2014.

Fonte: Redação Alô Alô Bahia.

Memórias e identidade.

18/ago

A abertura da exposição coletiva “Correspondências: memórias e identidade”, acontece no dia 20 de agosto no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Com curadoria de Fabiola Notari, a mostra propõe uma reflexão sobre a materialidade da escrita e a memória afetiva das trocas epistolares. Reunindo livros de artista, instalações, pinturas, colagens, objetos, desenhos e bordados, as obras investigam como cartas, bilhetes e mensagens manuscritas podem se tornar espaços de memória, identidade e afeto.

Artistas participantes.

Aline Cavalcante, Ana Cris Rosa, Célia Alves, Christina Parisi, Clarissa M Zelada, Claudia Souza, Cris Marcucci, Daniela Karam Vieira, Irene Guerreiro, Leonor Décourt, Lidia Sumi, Lídice Salgot, Lucia Mine, Lucimar Bello, Maíra Carvalho, Margarida Holler, Renata Danicek, Rosa Grizzo, Sandra Lopes, Teresa Ogando, Tuca Chicalé e Vitória Kachar.

A exposição segue em cartaz até 27 de setembro.

Feminismo, gênero e comportamento.

Quem passar pelo centro cultural nesta semana, poderá ver ao vivo a nova obra que o Instituto Ling, bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS, apresenta, realizada pela artista brasiliense Camila Soato. A artista desenvolve pesquisas prático-teóricas em pintura figurativa, desenho e performance. Sua produção aborda temas como feminismo, gênero e comportamento. Mesclando cenas cômicas protagonizadas por personagens atrapalhados ou perversos extraídos do cotidiano banal com pinceladas expressivas, manchas e escorridos de tinta, suas obras revelam uma carga carregada que contrasta com o humor satírico. A atividade faz parte do projeto “LING apresenta: Quando as fronteiras se dissolvem”, com curadoria de Paulo Henrique Silva. Após a finalização, o trabalho ficará exposto para visitação até o dia 18 de outubro, com entrada franca.

Antônio Poteiro em Fortaleza.

13/ago

Um conjunto de mais de 50 obras do artista português-brasileiro Antônio Poteiro (1925-2010) poderão ser visitadas na exposição “Antônio Poteiro – A Luz Inaudita do Cerrado”, em cartaz até 02 de novembro na CAIXA Cultural Fortaleza, CE. A mostra é uma celebração do centenário de nascimento do artista, com séries de pinturas e esculturas que cobrem a sua produção desde os anos 1970. Na abertura evento que contou com visita guiada do curador Marcus de Lontra Costa. O projeto reúne obras do acervo do artista, hoje pertencente ao Instituto, sediado em Goiânia (GO), fundado em 2011 para preservar o legado de Antônio Poteiro. Ele se destacou no campo das artes visuais, no Brasil e em mais de 40 países, por sua paleta de cores vibrantes, composições densas e temáticas do cotidiano, como a religiosidade e as festividades.

A palavra do curador.

O curador Marcus de Lontra Costa destaca a trajetória de Antônio Poteiro, popular em sua essência criativa, criando pontes entre percepções e saberes diversos. “Ela retrata e reflete cenas do cotidiano. Cria histórias sobre fatos históricos e aproxima a arte e a religião como objetos da fé. Sua obra é uma poderosa ferramenta para enfrentar as incongruências e paradoxos do presente e projetar um mundo futuro, no qual a arte, a religião e a ciência caminhem no sentido de proporcionar à humanidade a sua dimensão maior”.

Oficina e visita mediada com Américo Poteiro.

Na quinta-feira, 14 de agosto, às 10h, será realizada a oficina “Pintando um centenário de cores com Américo Poteiro”, conduzida pelo filho de Antônio Poteiro, o artista Américo Poteiro. A atividade propõe uma imersão no universo visual da arte de Poteiro, explorando suas cores vibrantes, formas simbólicas e temas do cotidiano, marcas registradas de sua contribuição à arte popular brasileira. Após a oficina, na quinta-feira, 14, Américo Poteiro conduzirá uma visita mediada às 11h30 na exposição. Na ocasião, irá compartilhar alguns dos processos de criação e seleção das obras, trazendo à tona reflexões sobre a trajetória do artista e o significado intrínseco de cada peça exposta. É uma oportunidade de descobrir os bastidores do projeto.

Documentário premiado sobre Darel.

12/ago

A exposição “Darel – 100 anos de um artista contemporâneo”, em cartaz no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, RJ, promove, no sábado, 16 de agosto, às 16h, a sessão única do documentário “Mais do que eu possa me reconhecer”, de Allan Ribeiro, sobre o artista pernambucano, no mesmo centro cultural. A exibição será seguida de debate com o diretor do filme. O documentário ganhou o prêmio principal da Mostra Tiradentes de 2015, e ainda melhor direção, melhor roteiro e prêmio de público em festivais de cinema pelo Brasil afora.

O programa é uma ação paralela à exposição do artista pernambucano (1924-2017), que está em cartaz no segundo andar do CCCorreios, com 95 trabalhos que cobrem 70 anos de produção, sob curadoria de Denise Mattar.

O filme mostra a vida solitária de Darel, em sua casa de 800 metros quadrados, no bairro carioca de São Conrado. As experimentações com videoarte, uma forma de se conectar e se expressar, se tornaram sua melhor companhia nos últimos anos de vida. Darel permite ser filmado na sua intimidade e na relação com a arte.

Em cartaz até 30 de agosto, a mostra “Darel – 100 anos de um artista contemporâneo” celebra o centenário de nascimento de Darel, que fez carreira no Rio de Janeiro. A curadora Denise Mattar optou por um panorama da obra de Darel, percorrendo 70 anos de produção, que marcou sua importância na história da arte do século XX pela excelência das suas pinturas sensuais e das litografias à cor, técnica da qual foi pioneiro no Brasil. Darel recebeu prêmios e menções honrosas, como o de “Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e o de “Melhor Desenhista Nacional”, na Bienal Internacional de São Paulo de 1963. Na edição seguinte da Bienal, ele teve uma sala especial.

 Sobre o diretor.

Allan Ribeiro, roteirista e diretor. Formado em Cinema pela UFF em 2006. Realizou dois longas, “Mais do que eu possa me reconhecer” (2015) e “Esse amor que nos consome” (2012), que receberam vários prêmios em festivais como Brasília, Tiradentes e APCA 2013. Em curtas-metragens, realizou 12 produções, com destaque para “O brilho dos meus olhos” (2006), “Ensaio de Cinema” (2009), “A Dama do Peixoto” (2011), “O Clube” (2014) e “O Quebra-cabeça de Sara” (2017). Em 2016, lançou pelo Canal Brasil a série “Noturnas”, com 46 episódios. Dirigiu e escreveu a peça “Procura-se Empregada” (2016) a convite do Micro-teatro RJ.

Fotoperformance com Elisa Band e Karina Bacci.

06/ago

Com Elisa Band e Karina Bacci no mamSP.

Período de inscrições: até 15.08. – Duração: 01/09 a 25/09. – Gratuito

Atenção: como forma de construir um ambiente diverso e inclusivo, pessoas negras, indígenas, transgêneras, neurodivergentes e/ou com deficiência, ou com perfil de baixa renda (renda familiar igual ou inferior a dois salários mínimos), terão prioridade nas vagas dos cursos. O preenchimento dos formulários não garante vaga, o processo de participação dos cursos é feito por um critério de avaliação socioeconômico. Desenvolvimento e análise de processo autoral em fotoperformance a partir de estímulos temáticos, referências artísticas e exercícios que experimentam o hibridismo entre essas duas linguagens.

 Elisa Band

É performer, encenadora e pesquisadora. Formada em Artes Cênicas-Unicamp, foi uma das fundadoras do grupo K, dirigido por Renato Cohen. Em 2015, foi residente da Akademie Schloss Solitude (Alemanha) e publicou o livro de contos Perecíveis. Em 2021, apresentou a performance Nica pelo SESC. Ministra cursos de teatro e performance na SP Escola de Teatro, MAM São Paulo, Escola Superior de Artes Célia Helena, entre outros. Desde 2016 é diretora de Teatro da ONG Ser em Cena. Atualmente, é doutoranda pela ECA – USP e diretora da Cia. Ueinzz. Suas áreas são teatro contemporâneo, performance e literatura.

 Karina Bacci

Doutoranda em Artes Visuais na ECA/USP na área de concentração: Teoria, Ensino e Aprendizagem de Arte, Karina Bacci tem pós-graduação em Cinema, Vídeo e Fotografia e graduação em Fotografia, com habilitação em Arte e Cultura. Faz parte do GMEPAE e atua como fotógrafa e educadora na área cultural. Ministra cursos no MAM-SP desde 2001, além de lugares como USP, CCSP, SESC e Casa Mário de Andrade, tendo ganhado prêmios nessa área. É educadora, fotógrafa e curadora dos projetos itinerantes Retratos da Terra, Cidade Através da Lente e Olhar da Comunidade, com 53 oficinas, exposições e catálogos realizados em diferentes cidades do Brasil. Foi curadora da exposição Evgen Bavcar e Imagens Possíveis, em 2016, da exposição Tramas na Casa Mário de Andrade, em 2015, e das mostras de cinema do MAM-SP (Cinemam), de 2003 a 2005.

Centenário de Gilberto Chateaubriand.

05/ago

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura no dia 09 de agosto a exposição “Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial”, que abre as comemorações pelo centenário de nascimento de um dos maiores colecionadores da história da arte brasileira. A mostra estará em cartaz até 09 de outubro. De grande escala, a mostra reúne aproximadamente 350 obras de um dos mais representativos conjuntos da produção artística nacional. Desde 1993, cerca de 6.400 das 8.300 peças que compõem a Coleção Gilberto Chateaubriand estão sob a guarda do MAM Rio, consolidando uma parceria fundamental para a preservação e difusão da arte brasileira.

Com curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto, o público será convidado a uma imersão nas camadas de significado, afeto e história que atravessam a coleção, ao longo de mais de cinco décadas cuidadosamente constituída por Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello (1925-2022), diplomata e presença marcante nas artes visuais do país. Segundo o próprio Gilberto Chateaubriand, o colecionismo surgiu por acaso, em 1953, durante uma viagem a Salvador, quando foi apresentado ao pintor José Pancetti (1902-1958) pelo colecionador Odorico Tavares. Ao visitar o ateliê, adquiriu não só a tela Paisagem de Itapuã, mas a paixão por colecionar.

De acordo com Pablo Lafuente, diretor artístico do museu, “a coleção de Gilberto consegue oferecer um panorama complexo da história da arte brasileira do século 20, atenta aos movimentos e artistas que a compuseram, tornando-se uma das mais importantes do país ao mesmo tempo que revela as relações fascinantes que Gilberto tinha com obras e com artistas”.

“Gilberto Chateaubriand se dedicou com intensidade à formação de uma das coleções particulares mais significativas que temos no Brasil. A coleção é única em sua habilidade de unir tradição e experimentação, incluindo desde os modernistas icônicos a jovens artistas de diversas regiões do país e suas propostas experimentais”, observa Raquel Barreto, curadora-chefe do MAM Rio.

Um olhar sensorial para a arte brasileira

Um século de arte no Brasil

Com obras de Adriana Varejão, Alair Gomes, Anita Malfatti, Anna Bella Geiger, Antonio Bandeira, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Carlos Vergara, Cícero Dias, Cildo Meireles, Djanira, Edival Ramosa, Gervane de Paula, Glauco Rodrigues, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Ivan Serpa, José Pancetti, Lasar Segall, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Maria Martins, Rubens Gerchman, Tarsila do Amaral, Tomie Ohtake e Vicente do Rego Monteiro, entre muitos outros, a exposição cobre cerca de 100 anos de arte no Brasil e permite ao visitante percorrer, de forma não linear, uma ampla e plural história da cultura visual do país.

A exposição “Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial” é organizada em colaboração com o Instituto Cultural Gilberto Chateaubriand e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Petrobras, da Light, do Instituto Cultural Vale e da Vivo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro