Exposição virtual de Floriano Romano

11/ago

 

 

 

Foi inaugurada no dia 10 de agosto a exposição virtual “Cidade Labirinto”, com obras inéditas do artista Floriano Romano, pioneiro na criação de trabalhos que combinam instalação, performance e som. Totalmente digital, a mostra será apresentada na plataforma www.cidadelabirinto.art, de fácil navegação e inteiramente acessível a deficientes visuais e auditivos. A exposição é apresentada pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

 

 

“’Cidade Labirinto’ é sobre construir uma cidade imaginária a partir da escuta e da memória coletiva das ruas. Quantos são os inúmeros mapas afetivos que existem na cidade, que estão contidos em sua extensão? Quem são as pessoas que vivem ali e quais suas histórias? Quais são os territórios demarcados por suas escolhas e quem os construiu? Escutar a cidade nos faz enxergar o outro. Suas ruas e becos nos levam a locais de encontro onde convivemos com a diferença”, diz o artista Floriano Romano.

 

A exposição apresenta uma experiência sonora para o público, através de obras inéditas, produzidas este ano. “Tablado número 30” é uma instalação sonora composta por um grande tablado amarelo, com diversas caixas de som e um grande nicho preto redondo no centro, de onde é possível ouvir gravações de sons das ruas do Rio de Janeiro. A fim de ser documentada para a exposição digital “Cidade Labirinto”, a obra foi montada no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica em maio deste ano e será apresentada pela primeira vez. No vídeo, Floriano Romano interage com o trabalho, deitando na obra, entrando no nicho e vestindo uma máscara de gás, que possui uma caixa de som no bocal. O público poderá acompanhar essa experiência, vendo o artista vivenciar a obra e ouvindo os sons, que são mesclados com um áudio no qual Romano declama um texto de sua autoria sobre a cidade.

 

 

Já a obra “Cidade Sensível” será inteiramente sonora e estará dividida em três partes. Com microfones acoplados ao corpo, de forma invisível para não chamar a atenção, o artista percorreu três locais históricos da cidade do Rio de Janeiro: a Praça Mauá, a Cinelândia e a Pedra do Sal, gravando os sons ambientes, que são sobrepostos a uma narrativa ficcional em que o artista reflete enquanto caminha pelas ruas vazias do centro da cidade durante a pandemia da Covid-19. Para vivenciar esta obra sonora, Romano sugere que se feche os olhos e coloque um fone de ouvido, para que se possa imergir na obra, absorvendo de forma total os sons gravados nestes três locais.

 

 

Além de estarem acessíveis na plataforma da exposição, as três partes da obra “Cidade Sensível” também estarão disponíveis em formato podcast nas maiores plataformas de streaming de música. “A cidade tem camadas: sonoras, históricas, de experiência vivida. Caminhar pelas ruas é o exercício de absorver essas camadas pela escuta e imaginar a cidade que queremos, conhecer nosso passado e nos engajarmos em um presente melhor”, ressalta o artista.

 

 

Além da exposição

 

 

A mostra será acompanhada de um catálogo bilíngue (português e inglês), também digital, que poderá ser baixado gratuitamente na plataforma da exposição. Com 23 páginas, ele trará imagens e áudios das obras “Tablado número 30” e das três partes de “Cidade Sensível” – Praça Mauá, Cinelândia e Pedra do Sal -, que compõem a exposição, além de textos informativos sobre os trabalhos.

 

A fim de enriquecer a experiência e traçar um panorama da trajetória de Floriano Romano e de suas obras sonoras, também integram o catálogo informações sobre outras três mostras de destaque da trajetória do artista: “Muro de Som” (2016), no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas; “Errância” (2016), no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro e “Sonar” (2013), na Casa de Cultura Laura Alvim, acompanhados de textos dos curadores Guilherme Bueno, João Paulo Quintella e Gloria Ferreira, respectivamente.

 

 

Também está prevista uma live, aberta ao público, com o artista em setembro, na qual ele falará sobre o projeto, sobre as obras apresentadas e sobre o seu percurso na arte.

 

 

Sobre o artista

 

 

Floriano Romano nasceu no Rio de Janeiro, 1969. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, artista e radioartista contemporâneo que utiliza o som em suas instalações, objetos e ações urbanas desde 2002. Sua produção parte do imaginário e do texto para diversas abordagens sobre o som nas artes visuais. Seus trabalhos abrangem a radioarte, a poesia sonora e a performance. A cidade e a memória são recorrentes na sua obra assim como o ato de caminhar e sua experiência sensível. Produz programas de rádio como esculturas sonoras no espaço urbano desde o ano de 2002. Ganhou, entre outros, o Prêmio CCBB Arte Contemporânea, Prêmio Marcantonio Vilaça, da Fundação Nacional de Artes, com a obra “Chuveiros Sonoros”, realizada para a 9ª Bienal do Mercosul/Grito e Escuta e o Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, com a exposição “A Cidade Sonora”. Foi artista residente no “Programa dos Ateliers da Lada”, na Cidade do Porto, em Portugal, e na Residência HOBRA, Brasil-Holanda. É professor do curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

 

Até 10 de Outubro.

 

 

Nuno Ramos no Instituto Ling

21/jun

 

 

Em cartaz até 18 de setembro, Nuno Ramos apresenta no Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, a performance “Dito e Feito – Aos Vivos, em Porto Alegre”.

 

 

Em 2018, Nuno Ramos iniciou a série de performances Aos Vivos. Através dela, articulou temas constantes em sua obra: a palavra, o tempo presente e todas as contradições envolvidas na relação entre esses dois elementos. Embora existam modificações de trabalho para trabalho, o procedimento é mais ou menos o mesmo: atrizes e atores escutam, ao vivo, com um fone de ouvido, determinada programação da televisão e, depois, repetem o que escutaram, em outra situação cênica. Embora não seja preciso arremedar todas as falas e sons, o elenco deve pronunciar apenas o que escuta. Sem adicionar nada nem comentar de maneira explícita o que escutou. A ideia é replicar as falas de um contexto em outro.

 

 

Como o texto é dobrado com pouca diferença de tempo em relação ao som original, o que acontece no palco é quase simultâneo ao que é transmitido pela TV. É como um presente que se repete com poucos segundos de defasagem. Esse presente é duplicado, como uma versão transplantada da outra transmissão, como um reflexo pálido. Talvez esteja para a televisão como as serigrafias sem cor, em alto contraste, de Andy Warhol estão para as fotografias. As falas fora da televisão tornam-se despidas dos bastidores que lhe conferem inteligibilidade. A réplica mostra-se ligeiramente diferente do original, é um eco dissonante e isolado da transmissão televisiva.

 

 

A programação contínua, ou a transmissão ao vivo, como matéria de trabalho também é um marcador de tempo. Ela garante que as ações reproduzam algo que acontece em horário muito similar. É a garantia de que estamos vendo algo que acontece naquele agora.

 

 

Para esta exposição no Instituto Ling, Nuno Ramos resolveu dar mais uma volta no assunto. Elaborou a performance “Dito e feito”, a se realizar entre os dias 15 e 18 de junho de 2021. Aqui, as atrizes e o ator em palco reproduzirão não as falas mais protocolares e editadas da TV, mas o que for capturado por uma equipe nas ruas de Porto Alegre.

 

 

Depois de tentar fazer o eco desencontrado da voz da televisão, que chamou, em seu livro Cujo (2008), de “o verdadeiro ventríloquo, cuspidor de imagens e de vozes”, o artista agora nos traz, pelo YouTube, uma repetição desencontrada dos acontecimentos que os repórteres da exposição encontram. O que é dito no palco não se acerta totalmente com o que é feito na rua. Há alguma interferência na transmissão. Vemos o que sobra dessa vida; um resíduo que não se apaga, mesmo neste período particularmente trágico.

 

 

Tiago Mesquita, curador

 

 

Sobre o artista

Nuno Ramos nasceu em 1960, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formado em filosofia pela Universidade de São Paulo, é pintor, desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor. Começou a pintar em 1984, quando passou a fazer parte do grupo de artistas do ateliê Casa 7. Desde então tem exposto regularmente no Brasil e no exterior. Participou da Bienal de Veneza de 1995, onde foi o artista representante do pavilhão brasileiro, e das Bienais Internacionais de São Paulo de 1985, 1989, 1994 e 2010. Em 2006, recebeu, pelo conjunto da obra, o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation. Dentre as exposições individuais que fez, destacam-se, em 2010, as produzidas na Gallery 32, em Londres, Inglaterra; no Galpão Fortes Vilaça, em São Paulo, Brasil; e no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil. Publicou “O mau vidraceiro” (2010), “Ó” (2008), “Ensaio geral” (2007), “O pão do corvo” (2001) e “Cujo” (1993). Como cineasta, roteirizou e codirigiu com Clima, em 2002, os curtas-metragens “Luz negra” e “Duas horas”. Em 2004, roteirizou e dirigiu o curta “Alvorada”. Roteirizou e codirigiu com Clima e Gustavo Moura o curta “Casco”, também em 2004, e “Iluminai os terreiros”, em 2006. Recebeu em 2009, o Prêmio Portugal Telecom (hoje Prêmio Oceanos) de Literatura por “Ó”. Em 2006, ganhou o Grant Award da Bernett and Annalee Newman Foundation; o 2º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, Artes Plásticas – Exposição; e o Prêmio Mário Pedrosa – ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Arte. Em 2000, venceu o concurso El Olimpo – Parque de La memoria, para a construção, em Buenos Aires, de monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar argentina. Em 1987, recebeu a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas do MAC/USP. E, em 1986, o Painting Prize da 6th New Delhi Triennial, Nova Delhi, Índia.

 

 

As performances da exposição “Dito e Feito: Aos Vivos, Porto Alegre” aconteceram ao vivo pelo canal do Instituto Ling no YouTube nos dias 15, 16, 17 e 18 de junho.

 

 

“Relicto”, por Fernando Limberger.

15/jan

 

 

 
O Museu da Cidade, Sé, São Paulo, SP, convida até 14 de junho para a exibição de “RELICTO”, uma exposição orquestrada pelo talentoso artista visual Fernando Limberger dividida em dois espaços, a saber: Casa da Imagem e Beco do Pinto. 


Para a visitação é solicitado o uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social.

Homenagem para Lygia Clark

13/mar

O centenário de Lygia Clark (1920-1988) será comemorado com uma série de atividades culturais de 13 a 22 de março, no Vale das Videiras, Petrópolis, RJ. A homenagem inclui peça de teatro, debate com o crítico de arte Paulo Sergio Duarte, exposição de réplicas de obras e atividades educativas em torno da pintora e escultora que desestabilizou os cânones da representação estética modernista, ao lado de Hélio Oiticica. A iniciativa é um projeto da Galeria A2 + Mul.ti.plo, em parceria com a atriz Carolyna Aguiar e as diretoras Bel Kutner e Maria Clara Mattos, tendo a colaboração de Walter Carvalho, da Associação Cultural Lygia Clark, do Estúdio Mameluca e da Fazenda Cachoeira.
“Queremos rebatizar o Vale das Videiras como Vale do Pensamento. Há alguns anos, artistas e pessoas ligadas à cultura que frequentam o local se uniram para fomentar um polo de arte e pensamento na região serrana. A ideia é fazer do Vale um espaço de convivência entre os artistas e a comunidade local. A série de atividades em torno de Lygia Clark vem consolidar esse trabalho”, explica o fotógrafo e cineasta Walter Carvalho. O ponto alto da programação é o espetáculo teatral “Lygia.”, monólogo protagonizado pela atriz Carolyna Aguiar, baseado nos diários da genial artista. Com direção de Bel Kutner e Maria Clara Mattos, o espetáculo será encenado em única apresentação, no dia 14 de março, sábado, às 19h.
“Com um trabalho que une arte e psicanálise, Lygia acabou tornando-se figura outsider tanto para psicoterapeutas como para artistas. Por meio da voz da própria Lygia Clark, a peça de teatro deixa claro e acessível o caminho para o entendimento de sua obra”, explica a atriz Carolyna Aguiar, que conduz o espetáculo, utilizando réplicas dos objetos artísticos e investigativos criados pela artista. “A ideia é mostrar quem é a pessoa Lygia, revelando o profundo vínculo de sua obra com seu universo psico-afetivo e sua vivência pessoal”, explica Maria Clara, responsável pelo texto final.
“Rompendo barreiras como toda a obra da artista, a peça será apresentada sobre o gramado, ao ar livre, sem o comprometimento do palco, sem a rigidez do teatro”, explica Bel Kutner, sobre o local da encenação, o jardim da Fazenda Cachoeira, uma das mais antigas do Vale do Paraíba, de 1750. Depois do espetáculo, o crítico de arte Paulo Sergio Duarte falará sobre a obra da artista. Outra novidade é o próprio cenário da peça, como explica Durcésio Mello, proprietário da Fazenda Cachoeira: “Construído com tijolo, cimento e ferro, baseado nas pinturas neoconcretistas de Lygia Clark, o trabalho se transformará em um módulo ativo do pensamento poético da artista e ficará permanentemente no jardim da fazenda para visitação de alunos das escolas da região e do público em geral. É importante frisar o caráter comunitário desse projeto”.
Nos dias 13, 14, 15, 20, 21 e 22 de março, a A2 + Mul.ti.plo, única galeria de arte contemporânea de Petrópolis, apresenta uma exposição com réplicas de obras de Lygia Clark. Estarão lá peças emblemáticas como objetos criados com fins artísticos e sensoriais; exemplares da série “Bichos”, esculturas geométricas e interativas em metal na qual cada parte se move por meio de dobradiças; o Livro-obra; entre outras. A entrada é franca.
“Comemorar o centenário de Lygia Clark no Vale das Videiras é um privilégio sem medidas. Lygia é a artista brasileira mais celebrada nos grandes meios de arte internacionais e precisa ser mais conhecida e compreendida no Brasil”, diz Maneco Müller, sócio da A2 + Mul.ti.plo. “Lygia Clark explorou e expandiu as fronteiras da modernidade. Ela fez a passagem do moderno ao contemporâneo, do moderno ao pós-moderno, do moderno ao hipermoderno, seja lá o nome que queremos dar a esse momento que estamos vivendo agora. Na poética da obra de Lygia Clark assistimos a essa passagem histórica”, explica Paulo Sergio Duarte.

 

Sobre Lygia Clark

 

Lygia Pimentel Lins (Belo Horizonte, MG, 23 de outubro de 1920 – Rio de Janeiro, RJ, 25 de abril de 1988). Pintora, escultora. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1947, e inicia aprendizado artístico com Burle Marx (1909-1994). Entre 1950 e 1952, vive em Paris (França), onde estuda com Fernand Léger (1881-1955), Arpad Szenes (1897-1985) e Isaac Dobrinsky (1891-1973). Em 1952, realiza sua primeira exposição, no L’Institute Endoplastique, em Paris. De volta ao Brasil, integra o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa (1923-1973), expõe no Salão do Ministério da Educação e é uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto. Gradualmente, troca a pintura pela experiência com objetos tridimensionais. Em 1960, com a série “Bichos”, abre um diálogo entre obra e pessoa, a partir de construções metálicas geométricas que se articulam por meio de dobradiças que buscam a coparticipação do espectador. Nesse ano, leciona artes plásticas no Instituto Nacional de Educação dos Surdos, no Rio de Janeiro. Dedica-se à exploração sensorial em trabalhos como “A Casa É o Corpo”, de 1968. Participa das exposições “Opinião 66” e “Nova Objetividade Brasileira”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). De meados de 1960 até 1976, reside em Paris, lecionando Comunicação Gestual, a partir de 1970, na Faculté d´Arts Plastiques St. Charles, na Sorbonne. Nesse período, sua atividade se afasta da produção de objetos estéticos e volta-se sobretudo para experiências corporais em que materiais quaisquer estabelecem relação entre os participantes. Retorna ao Brasil em 1976, dedicando-se ao estudo da memória do corpo, a partir de experiências sensoriais e terapêuticas. Sua prática fará com que, no final da vida, a artista considere seu trabalho definitivamente alheio à arte e próximo à psicanálise. A partir dos anos 1980, sua obra ganha reconhecimento internacional, com retrospectivas em capitais de vários países e em mostras antológicas da arte internacional do pós-guerra.

 

Sobre a A2 + Mul.ti.plo

 

Única galeria de arte contemporânea em Petrópolis, a A2 + Mul.ti.plo é um projeto de expansão da Mul.ti.plo Espaço Arte em parceria com a A2. A ideia é levar até a região serrana do estado do Rio de Janeiro uma seleção de obras de grandes nomes da arte contemporânea brasileira e estrangeira que fazem parte do acervo da Mul.ti.plo. É uma oportunidade para o público da região de Petrópolis ver de perto trabalhos de artistas como Tunga, Georg Baselitz, José Pedro Croft, Derek Sullivan, Ross Bleckner, Jannis Kounellis, Eduardo Sued, Maria-Carmen Perlingeiro, Daniela Antonelli, Daniel Feingold e Mariana Manhães. A galeria fica no Armazém das Videiras – Estrada Almirante Paulo Meira, 8.400, loja 5- Petrópolis.

 

Sobre a Associação Lygia Clark

 

A Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark” é uma entidade sem fins lucrativos fundada em maio de 2001 para organizar todo o material documental referente à trajetória da artista. Tem como principal objetivo disseminar a vida e a obra de Lygia Clark no mundo, promovendo e organizando junto a parceiros, eventos, publicações e exposições sobre a artista. Também realiza o processo de certificação de obras de Lygia Clark. Hoje, existe atualmente um acervo de 6000 imagens e 15000 laudas de documentos. Esse acervo funciona, acima de tudo, como um arquivo dinâmico, que é atualizado à medida em que novos documentos são pesquisados ou criados pelo campo da crítica de arte ou por acadêmicos. O acervo concentra a ideia de um estudo amplo sobre a atividade artística de Lygia, tornando a associação cultural uma referência para o estudo da arte contemporânea brasileira, disponível para pesquisadores no Brasil e no mundo.

 

Programação

 

Dia 14 de março (sábado), às 19h / Apresentação da peça “Lygia.” / Ingresso: R$ 50,00 / Classificação indicativa: 12 anos / Local: Fazenda Cachoeira / End.: Estrada Almirante Paulo Meira, s/n (logo depois do Condomínio Morro do Cuca)
Dias 13, 14, 15, 20, 21 e 22 de março, de 11h às 16h
Exposição de réplicas de Lygia Clark / Local: Galeria A2 + Mul.ti.plo / Entrada franca / End.: Armazém das Videiras – Estrada Almirante Paulo Meira, 8.400, loja 5 – Petrópolis / Tel.: +55 24 2225-8802
Dias 13 e 20 de março
Atividades educativas na Galeria A2 + Mul.ti.plo com alunos da Escola Municipal Vale das Videiras / End.: Armazém das Videiras – Estrada Almirante Paulo Meira, 8.400, loja 5 – Petrópolis / Tel.: +55 24 2225-8802

Milanesa na Anita Schwartz

10/fev

Será aberta no dia 12 de fevereiro, às 19h, no segundo andar da galeria Anita Schwartz Galeria de Arte, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, a exposição “Milanesa”, composta de seis pinturas de Felipe Barsuglia, artista nascido em 1989, Rio de Janeiro, RJ. Felipe Barsuglia é um jovem artista conhecido por transitar por várias mídias. O texto que acompanhará a mostra é de Germano Dushá. A mostra integra o “Projeto Verão#1”, que segue até o dia 14 de março de 2020, com entrada gratuita, e uma programação intensa: performances diversas, com música, poesia, acrobacia, instalações sonoras, exposições-cápsulas, cinema, aula de modelo vivo e bar temático. A exposição permanecerá em exibição até 14 de março.

Projeto Verão #1

23/jan

Anita Schwartz Galeria, Baixo Gávea, Rio de Janeiro, RJ, realiza o “Projeto Verão #1”, com uma programação intensa desde 22 de janeiro a 14 de março, das 19h às 22h: performances diversas, com música, poesia, acrobacia, instalações sonoras, exposições-cápsulas, cinema, aula de modelo vivo e bar temático, com entrada gratuita.

 

Participarão do projeto mais de 20 artistas, como Alexandre Vogler e Cadu, representados pela galeria, Botika, Paulo Tiefenthaler, Amora Pera, Guga Ferraz, e outros artistas visuais, bailarinos, músicos, poetas e cineastas. O escritor Nilton Bonder fará uma conversa aberta após a exibição do documentário “A Alma Imoral”, de Silvio Tendler, e durante todas as noites do período funcionará no terraço o Bar Pinkontolgy, de Gabriela Davies, curadora da Vila Aymoré, com drinques criados especialmente para o Projeto Verão #1,

 

Enquanto o “cubão branco” no térreo, com seus sete metros de altura, receberá às quartas-feiras uma programação de performances, o último andar abrigará duas exposições: “Bebendo Água no Saara”, com trabalhos de Laís Amaral (até 08 de fevereiro), e “Milanesa”, de Felipe Barsuglia.

 

As performances no grande espaço térreo são:

 

22 de janeiro, das 19h às 21h – “Onda (sonata de|s|encontro)”, com Jéssica Senra. Nesta instalação-performance, o corpo é o centro de uma experiência que busca em sonhos a construção de múltiplas temporalidades, em que a “onda” é vista como água, estado utópico, caminho de abertura, para uma construção – imagética e sonora – em expansão, em que cria sua própria realidade.

 

29 de janeiro, das 19h às 21h – Encontrão de poetas, com curadoria de Ítalo Diblasi, e coordenação de Bianca Madruga e Letícia Tandeta, do coletivo MESA. A ação busca transformar a palavra falada em obra de arte, deixar que a poesia encontre o espaço em branco e o ocupe. Criada pelas artistas em 2015, no Morro da Conceição, a MESA é integrada também pela curadora Pollyana Quintella e a pesquisadora e doutoranda em filosofia Jessica Di Chiara. Participarão os poetas Guilherme Zarvos, Julia de Souza, Laura Liuzzi, Marcelo Reis de Mello, Mariano Marovatto, Nina Zur e Rita Isadora Pessoa.

 

5 de fevereiro, das 19h às 21h – Aplique de Carne, de Alexandre Vogler, Botika e Paulo Tiefenthaler. Projeto multidisciplinar que reúne artes plásticas, cinema, performance e rock and roll, construído sob estrutura literária – a fábula de Aplique de Carne.

 

Elenco: Aplique de Carne – Nana Carneiro da Cunha; Apliquete – Amora Pera; Apliquete – Botika; Apliquete – Flavia Belchior; Namorado – Guga Ferraz

 

Músicos: Bernardo Botkay, Emiliano 7, Flavia Belchior, Nana Carneiro

 

12 de fevereiro, das 19h às 20h-– “Repertório N.1”, com Davi Pontes e Wallace Ferreira – Indicação etária: 18 anos – A obra nomeia uma trilogia de práticas coreográficas que investem na ideia de dança como um treino de autodefesa. O movimento pode ativar a memória dos corpos subalternos que foram enterrados sob códigos hegemônicos? O movimento visto como um dilema da modernidade, de que maneira se pode reivindicar uma outra temporalidade dançada, menos contaminada pelos cacos da “história da dança”? A assistência de dramaturgia é de Bruno Reis.

 

19 de fevereiro, das 19h às 21h – Aula aberta de modelo vivo, com Cadu. Material sugerido: bloco de papel e lápis. Inscrições prévias pelo email: galeria@anitaschwartz.com.br ou pelo telefone: 2540.6446.

 

7 de março (sábado), “Mão – translação da casa sobre a paisagem” (75’), com os bailarinos Adelly Costantini, Camila Moura, Carolina Cony, Fernando Nicolini, Daniel Poittevin e Fábio Freitas. Performance de rua em que se construirá na frente do público uma estrutura de sete metros de altura, em ferro e madeira. Movimentos ordinários de uma construção, tais como aparafusar, carregar e encaixar, se misturam aos equilíbrios em pêndulo, às escorregadas acrobáticas em uma enorme rampa de madeira, aos saltos e giros durante a edificação da própria estrutura. Inspirado na mão de obra de construções no espaço público e na força de trabalho que ergue lonas e estruturas de circo, “Mão” é a sua própria construção.

 

Músicos: Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado

Direção: Renato Linhares

Direção técnica: Daniel Elias

Cenografia: Estúdio Chão (Adriano Carneiro de Mendonça e Antonio Pedro Coutinho)

Trilha sonora: Ricardo Dias Gomes

 

11 de março, das 19h às 21h – Exibição do documentário “A Alma Imoral” (1h58’), de Silvio Tendler, seguida de conversa aberta com Nilton Bonder, autor do livro homônimo – Indicação etária: maiores de 14 anos – Silvio Tendler aborda questões sobre a possibilidade de se impulsionar a própria vida; as diferenças entre a concepção científica e a concepção bíblica na interpretação da vida; o que é alma e corpo? Apoio: LZ Studio (móveis) – Para Nilton Bonder, a “transgressão é o elemento capaz de renovar a vida, de impulsioná-la a um novo horizonte de possibilidades”. “Essa transgressão está localizada na alma”. “Alma Imoral” é um projeto instigador, poético e filosófico, com a direção de Silvio Tendler, trazendo o best-seller do Rabino Nilton Bonder para as telas. Bonder, personagem condutor, partirá numa jornada na busca da Alma Imoral pelo Brasil, EUA e Israel, entrevistando destacados transgressores do pensamento e da atualidade em sua própria “tribo”. Tratando o particular como modelo para o universal, como o fez no sucesso da obra teatral, Bonder parte de seu próprio mundo e tribo para abordar adultério, ateísmo, homossexualidade, traição, rompimento e inovação na diversidade da política, religião, arte e ciência. As entrevistas são entremeadas por coreografias da Cia de Danças Debora Colker. Passagens e mitos bíblicos revelam a arte de transitar no território da interdição e da transgressão e trazem uma nova reflexão sobre o que é lícito e apropriado, sobre o tabu e sua quebra. Um filme sobre a importância da transgressão para impulsionar a vida. Entre os entrevistados estão: Frans Krajcberg, Michael Lerner, Rebbeca Goldstein, Etgar Keret, Uri Avneri, Reb Zalman Schachter, Rabino Steven Greenberg, Noam Chomsky, e os irmãos Rosenberg.

 

Exposições-Cápsulas

 

No espaço expositivo do segundo andar, ao lado do terraço, foi inaugurada no dia 22 de janeiro “Bebendo Água no Saara”, com seis pinturas de Laís Amaral, que ficará em cartaz até 08 de fevereiro. O texto que acompanha a exposição é de Agrippina Manhattan. A artista parte de processos de desertificação e embranquecimento da natureza para fazer um paralelo com o ser humano, “dada a imposição de um sistema de organização de mundo moderno-colonial”. Para ela, “Bebendo água no Saara” se revela como uma busca de expandir possibilidades de existir e comunicar, um processo de fertilização subjetiva, onde umedecer acontece pelo gesto da manifestação plástica”. “Tal experiência está diretamente conectada a mistérios de uma realidade sensível que permeia a memória e o agora”, afirma.

 

No dia 12 de fevereiro, será aberta no segundo andar a exposição “Milanesa”, com seis pinturas de Felipe Barsuglia, artista conhecido por transitar por várias mídias. O texto que acompanhará a mostra é de Germano Dushá, e a exposição permanecerá em cartaz até 14 de março.

Mostra inédita de No Martins

01/nov

A Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ, exibe a exposição “Aos que foram, aos que aqui estão e aos que virão”, do artista visual paulistano, No Martins, curadoria de Marco Antonio Teobaldo. O artista aponta o seu interesse para as questões vividas pela população negra no Brasil, cuja perspectiva da desigualdade torna-se material fértil para a sua produção artística. Segundo análise do curador da mostra, “…a violência contra o povo negro que parece nunca ter cessado, é evidenciada na poética de No Martins, que emociona com a força de seu grito silencioso”.

 

Em recente viagem para África, para o programa de residência artística Angola Air, No Martins deu continuidade à pintura dos retratos iniciados no Brasil, da “série Pretos Novos”, em pequenos formatos e que remetem às fotografias 3×4, com rostos de pessoas que ele conheceu e fotografou, cujos ancestrais bantos foram brutalmente mortos e sepultados no Cemitério dos Pretos Novos (1789 – 1830). No Martins desenvolveu uma pesquisa sobre a rota escravocrata a partir do porto de Luanda, que resultou na performance que dá o título desta mostra, “Aos que foram, aos que aqui estão e aos que virão”, na qual ele acende três velas com 1,70 de altura e mais de 50 quilos cada uma, na praia do Museu da Escravatura. Este trabalho é apresentado em vídeo e propõe uma reflexão sobre o passado, presente e futuro, em que nesta linha tênue do tempo, a partida daquelas pessoas escravizadas para as Américas, ainda afeta a vida de seus descendentes nos dois continentes.

 

Na noite da abertura da exposição, ocorreu o debate “Arte Contemporânea de Angola a Diáspora”, que se propõe a gerar um diálogo intergeracional sobre arte contemporânea africana e afrodescendente, no qual foi tratada a relação entre decolonialidade ética e estética. Este recorte atravessa tempo espaço e as próprias lutas, com a participação do artista angolano Kapela Paulo, considerado o papa da Arte Contemporânea em seu país, da artista afro-escocesa Sekai Machache e de No Martins, mediado por Ana Beatriz Almeida, colaboradora da 01.01 Art Platform.

 

 

 

Arte-veículo

05/jun

O SESC/Santos, São Paulo, SP, apresenta a exibição coletiva com 40 artistas e grupos estudados na pesquisa Arte-veículo, da curadora Ana Maria Maia. Desde a televisão, inaugurada em 1951, e a Internet, difundida no início dos anos 2000, diferentes artistas e grupos figuraram no agendamento midiático para nele experimentar e praticar “inserções em circuitos ideológicos”, como alegou Cildo Meireles em 1970. Ou disseminar “ideias vírus”, conforme Giseli Vasconcelos prescreveu já em 2006, fazendo ressoarem ao longo das décadas os termos de uma relação que se dá entre os veículos de comunicação como hospedeiros e os artistas como parasitas.

 

Para repercutir intervenções midiáticas no contexto de uma instituição cultural, a curadoria pretende misturar diferentes suportes na organização espacial da exposição, de documentos impressos e registros em vídeo a objetos e instalações. O projeto foge de uma narrativa cronológica para priorizar o entendimento de estratégias recorrentes dos artistas e grupos no decorrer desse intervalo histórico. Desse partido, surgem seus seis núcleos, denominados a partir de verbos que denotam um conjunto de ações: duvidar da verdade, perder-se, duelar, “ouviver”, hackear e ficcionalizar. A exposição propõe também um programa público de performances, conversas e laboratórios, e ainda a reinserção de trabalhos em espaços de imprensa e mídias, como jornais, revistas e programas de rádio, e mesmo redes sociais. Destaque para o Grupo Manga Rosa: Carlos Dias, Francisco Zorzette e Jorge Bassani.

 

Até 28 de julho.

Nacional Trovoa

04/jun

A Baró Galeria, Jardins, São Paulo, SP, apresenta a primeira exposição do Nacional Trovoa em seu espaço expositivo, sob a curadoria de Carollina Lauriano, com obras das artistas Aline Motta, Bruna Amaro, Caroline Ricca Lee, Gabriela Monteiro, Heloisa Hariadne, Igi Ayedun, Juliana Santos, Lidia Lisboa, Luiza de Alexandre, Lyz Parayzo, Mariana Rodrigues, Micaela Cyrino, Monica Ventura, Rebeca Ramos, Renata Felinto, Sheila Ayo, Val Souza e Yaminah Garcia reunindo nesta exposição um conjunto de pinturas, fotografias, assemblages, site-specific, performances e instalações – algumas inéditas, pensadas para a mostra -, e deriva da convocatória nacional proposta pelo coletivo de mulheres artistas Trovoa.

 

 

A palavra da curadoria

 

A noite não adormecerá jamais nos olhos nossos

 

A exposição A noite não adormecerá jamais nos olhos nossos parte da convocatória nacional do coletivo Trovoa que visa, para além de mapear a produção de artistas racializadas, trazer o protagonismo desses corpos para o campo da arte. No impulso de investigar a pluralidade de suas pesquisas e práticas artísticas, a mostra reúne um conjunto de vinte e quatro trabalhos produzidos por dezoito mulheres de diversas gerações e diferentes trajetórias.

 

Nesse sentido, a exposição pretende entrecruzar reflexões acerca da produção dessas artistas, inspirando uma curadoria mais aberta, numa perspectiva de busca por singularidades individuais e coletivas. A partir dessa elaboração simbólica, derivam-se os eixos curatoriais que apontam as convergências entre as obras: a busca pela própria identidade, as violências institucionalizadas e os caminhos de cura por meio de suas vivências.

 

Em tempos como os atuais, de crises de representatividade, A noite não adormecerá jamais nos olhos nossos traz à tona o desejo de subverter e ampliar as narrativas a partir de micropolíticas que emergem como possibilidade de redefinir o futuro. Assim, no espectro transformador que a arte possui, tal experiência de encontros, trocas e chamamentos que o circuito Trovoa propôs nacionalmente contribuem para questionar os discursos hegemônicos que cercam, não somente a sociedade, mas também o campo da arte.

Carollina Lauriano

O poder da palavra no IPN

23/mai

A Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, do Instituto Pretos Novos, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ, apresenta registros em vídeo e fotografias, em  “Tu Mata Eu”, exposição inédita que revela parte da pesquisa do artista Sérgio Adraino H. que se fundamenta em teorias e práticas acerca dos fluxos de informações, das fake news e conhecimento na sociedade contemporânea. A curadoria é de Marco Antônio Teobaldo e permanecerá em cartaz até 20 de julho.

 

 

TU MATA EU

 

O artista visual Sérgio Adriano H. participou de 33 exposições nos últimos doze meses, entre individuais e mostras coletivas. Mas o que chama a atenção na intensa produção do artista, além do volume de trabalhos criados e a sua concorrida agenda, é a sua dedicação e comprometimento em se posicionar como homem negro em uma sociedade racista, e, assim, poder dar voz aos seus pares. Por isso, deve-se dizer que o seu trabalho biográfico possui uma carga de sentimentos profundos e que corajosamente são revelados em suas criações. Segundo a reflexão do próprio artista, vivemos em um mundo cada vez mais conectado na ignorância coletiva e a arte cumpre seu papel resiliente, no despertar dos questionamentos e na liberdade individual de pensar, concluir e se expressar.

 

A instalação “Tu Mata Eu”, que dá o nome à exposição, é formada por letras douradas infláveis, emolduradas por impressões de carimbos com as palavras: “preto”, “puta”, “viado” e “trans”.  De longe as palavras formam apenas os desenhos da moldura e de perto são identificadas com seu significado, deixando visível o indivíduo invisível. O desdobramento deste trabalho é uma performance do artista, na qual ele percorre desde o Cais do Valongo, até o sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos, falando estes quatro adjetivos carregados de preconceito.  Estimulado pela força da palavra, Sérgio Adriano H. apresenta a obra “Brasil brasileiro”, em que frases ouvidas desde a sua infância, até os dias de hoje, são estampadas em roupas de bebê, dispostas em um display, que podem ser manuseadas pelo visitante, como se estivessem em uma loja. Ainda associando este ambiente de compra e venda para tratar do racismo estrutural no Brasil, uma espécie de livraria é montada pelo artista, na qual ele se apropria de publicações antigas e realiza intervenções em suas capas e páginas, conferindo-lhes outros significados, mais próximos à realidade em que vivemos.

 

Contudo, a pesquisa do artista tem se desenvolvido intensamente no campo da fotografia, no qual ele se coloca como objeto central, para tratar do corpo do sujeito negro. Na série “O lugar a que pertenço”, 2018, por exemplo, Sérgio Adriano H. se coloca nu dentro de uma lixeira gradeada, em uma calçada. Já na série “Ruptura do invisível”, o seu rosto aparece pintado de branco, e que gradativamente é diluído por um líquido incolor, até que a imagem se desintegre totalmente. Esta obra possui registros em vídeo e fotografias. “Tu Mata Eu”, exposição inédita apresentada na Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, revela parte da pesquisa do artista que se fundamenta em teorias e práticas acerca dos fluxos de informações, das fake news e conhecimento na sociedade contemporânea. Este conjunto de obras faz refletir sobre o poder de nossas palavras e do nosso silêncio também.

 

Marco Antonio Teobaldo

Curador