Diversos temas em perspectiva.

16/abr

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta exposições que colocam em perspectiva temas como religiosidade, autoria, pertencimento e revisão histórica. Em cartaz, estão “Padê – sentinela à porta da memória”, “Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças” e “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, de Roméo Mivekannin.

Entre os destaques está Padê – sentinela à porta da memória, em cartaz até 26 de julho. Com curadoria de Rosa Couto e Comitê Curatorial formado por Maurício Pestana, Renata Dias e Vera Nunes, a exposição toma Exu como eixo central para discutir comunicação, circulação e transformação. Organizada em três núcleos – “África”, “Travessia” e “Diáspora” -, a mostra articula obras do acervo do museu com produções contemporâneas, reunindo nomes como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Mario Cravo Neto e Mestre Didi, entre outros. O percurso expositivo combina esculturas, fotografias, objetos do sagrado e instalações, evidenciando a permanência e as reinterpretações de Exu ao longo do tempo.

Em seus últimos dias, “A História Inventada e a Invenção de Histórias”, do artista beninense Roméo Mivekannin, segue em cartaz até 26 de abril. Com curadoria de Claudinei Roberto da Silva, a exposição reúne obras que partem de imagens clássicas da história da arte ocidental para propor deslocamentos de corpos, símbolos e centralidades. 

Como funcionam os vulcões.

Fortes D’Aloia & Gabriel, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, exibe até 18 de abril “Como funcionam os vulcões”, exposição coletiva que inaugurou o programa de 2026 da Carpintaria. A mostra reúne obras de Amélia Toledo, Arthur Chaves, Barrão, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto, Ivens Machado, Janaina Wagner, Leda Catunda, Maria Manoella e Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Rodrigo Cass, Rodrigo Matheus, Tiago Carneiro da Cunha, Valeska Soares e Yuli Yamagata.

“Como funcionam os vulcões” toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.

Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.

As formas sugerem processos prolongados de fazer e desfazer, enquanto as disposições espaciais evidenciam limiares – entre interior e exterior, contenção e transbordamento, antecipação e liberação. Em vez de ilustrar um fenômeno social ou natural, essas obras operam em condições análogas de pressão e transformação.

Exposições simultâneas.

15/abr

Marcio Gobbi Escritório de Arte, Bela Vista, São Paulo, SP, apresenta simultaneamente as exposições “Mestres da Pintura Espontânea” e “Kaleidos”, ambas sob curadoria de Fedra de Faria Rugiero e Marcio Gobbi. Realizadas no mesmo espaço, as mostras colocam em diálogo obras de artistas da pintura espontânea brasileira e a produção de três artistas contemporâneos. A ocasião marca também o relançamento do livro “Mestres da Pintura Espontânea”, de Roberto Rugiero, dedicado à obra de expoentes dessa arte brasileira. A abertura acontece no dia 22 de abril.

A exposição “Mestres da Pintura Espontânea” apresenta cerca de quarenta obras de artistas reunidos no livro homônimo. A seleção reúne nomes de diferentes regiões do país e evidencia a diversidade de linguagens presentes na chamada pintura espontânea brasileira. Acrílica, óleo e pastel sobre tela, além de grafite e lápis de cor sobre papel, compõem o conjunto de técnicas presentes na mostra. O projeto dialoga diretamente com a pesquisa conduzida por Roberto Rugiero, cuja publicação se tornou referência para o estudo e a divulgação dessa vertente artística, ao reunir e contextualizar a produção de artistas de diferentes regiões do Brasil. É uma oportunidade ímpar de apreciar, lado a lado, os expoentes dessa pintura livre e verdadeira, inerente à manifestação da arte feita por pessoas simples e autodidatas, com seus símbolos próprios e contextos pessoais.

A mostra “Kaleidos” – palavra de origem grega associada à ideia de “formas belas” – reúne trabalhos de Alexandre Segrégio, Ana Tamanini e Céu D’Ellia. Embora desenvolvam pesquisas visuais bastante distintas, os três artistas são aproximados pela curadoria a partir da relação entre luz e forma. Alexandre Segrégio apresenta pinturas que exploram a paisagem natural com rigor hiper-realista, frequentemente centradas em representações de florestas. Ana Tamanini, artista que iniciou sua trajetória ainda na adolescência e teve como professores Wesley Duke Lee e Otto Stupakoff, desenvolve uma investigação pictórica baseada em estudos da geometria sagrada e dos chamados quadrados mágicos presentes em tapetes orientais. Já Céu D’Ellia, conhecido internacionalmente por sua atuação no cinema de animação, revela parte de sua pesquisa estética que (segundo a crítica de arte Denise Mattar) “…borram as fronteiras entre as linguagens verbal e visual, dilatando os limites artificialmente construídos pela crítica”. Ao aproximar artistas de formações e linguagens distintas, “Kaleidos” propõe olhar os diferentes modos de traduzir luz em forma. A exposição reúne cerca de quinze obras e destaca a diversidade de abordagens presentes na produção contemporânea.

Apresentadas simultaneamente, “Mestres da Pintura Espontânea” e “Kaleidos” estabelecem um encontro entre diferentes tempos e perspectivas da produção artística. Enquanto a primeira destaca a força expressiva da pintura espontânea brasileira reunida na pesquisa de Roberto Rugiero, a segunda aproxima três artistas contemporâneos cujas investigações visuais simultaneamente colidem, somam e se opõem. No conjunto, as duas mostras convidam o público a percorrer um panorama que atravessa tradições, linguagens e sensibilidades.

Até 22 de maio.

Novo gênero da pintura.

14/abr

O artista Maxwell Alexandre apresenta até 30 de maio sua primeira individual na Almeida & Dale, Vila Madalena, São Paulo, SP, “pintor preto, figuração branca.”. A mostra marca a “figuração branca” como novo gênero da pintura elaborado pelo artista. Maxwell Alexandre toma o corpo branco como principal assunto em suas pinturas recentes e o desloca da aparente neutralidade, evidenciando a relação histórica da branquitude no campo da arte. “Se existe figuração preta, há de haver uma figuração branca”, anuncia Maxwell Alexandre. 

Em “pintor preto, figuração branca.”, Maxwell Alexandre rompe tanto com a neutralidade do corpo branco na tradição pictórica quanto com o cubo branco, entendido pelo artista como espaço de distinção social e de retenção de valores do sistema das artes. Em uma expografia que transforma radicalmente o espaço da galeria, a mostra reúne desdobramentos das séries “Clube” (2020-2026) e “Cubo Branco” (2025-2026).

Sustentar o Efêmero.

13/abr

No Rio de Janeiro, o Ateliê397 acompanha a realização da exposição “Sustentar o Efêmero”, no Sesc Ramos RJ, com curadoria de Thais Rivitti e Juliana Monachesi, e assistência de Sophia Faustino.

A mostra reúne artistas participantes do grupo Rosa Choque, que se encontra quinzenalmente em um processo contínuo de troca e desenvolvimento de pesquisa. A exposição propõe refletir sobre como a arte pode reter, elaborar ou tensionar a dimensão efêmera da experiência, reunindo trabalhos em diferentes linguagens, como pintura, fotografia, colagem, escultura, instalação e bordado.

Venha nos visitar na Travessa Dona Paula (São Paulo – SP), de quarta a sábado, das 14h às 18h, e no Sesc Ramos (Rio de Janeiro – RJ), de terça a domingo, das 9h às 17h

Nino Cais na Galeria Lume.

10/abr

Nino Cais, artista multifacetado contemporâneo, ganha um novo desdobramento do seu trabalho na Galeria Lume, Jardim Europa, São Paulo, SP, com a exposição individual “Uma nova Ideia de voo”, com curadoria de Ana Carolina Ralston. A mostra propõe um mergulho na versatilidade do artista, no qual transita entre fotografia, colagem, vestimenta, escultura e vídeo para tensionar uma questão central em sua trajetória: o que constitui a identidade e como ela se transforma quando suspensa.

Partindo da ideia de que a tragédia emerge do embate entre duas verdades, a exposição evoca narrativas da mitologia grega para pensar o instante de passagem que antecede o renascer. Em diversas obras, rostos são cobertos por livros, embalagens e outros materiais, deslocando o protagonismo da face tradicionalmente associada ao reconhecimento e ao pertencimento e instaurando uma zona de opacidade. Ao velar, Nino Cais interrompe o olhar do outro e sugere a dissolução temporária dos vínculos sociais que estruturam o indivíduo. O gesto dialoga com o conceito de liminaridade formulado pelo antropólogo Arnold van Gennep, que define o período intermediário dos rituais de passagem como um tempo fértil, instável e transformador. O véu, recorrente nas obras, atua como uma membrana simbólica: cria a opacidade necessária para atravessar a experiência e permitir a reintegração sob uma nova configuração identitária.

No campo formal, o artista amplia a discussão ao subtrair partes de corpos e de estruturas arquitetônicas históricas, explorando a volumetria da imagem impressa. Ao “desbastar” fotografias e livros, Nino Cais transpõe para o papel um procedimento tradicional da escultura, redesenhando o pensamento escultórico em chave expandida. A imagem deixa de ser estritamente bidimensional e se torna tridimensional, ao afirmar a sua própria condição de objeto, uma presença física que por si só, ocupa e existe como forma.

Na sala externa da galeria, em frente a um pequeno jardim, a exposição se desdobra em um ambiente que evoca um viveiro de criaturas em transmutação. O diálogo com Constantin Brancusi emerge especialmente na relação com a série Maiastra, inspirada na ave mítica romena associada à luz e à metamorfose. Assim como em Brancusi a maiastra não representa um pássaro literal, mas a própria ideia de voo, Nino Cais se apropria dessa noção para criar novas formas a partir do tangram jogo de origem chinesa composto por sete peças geométricas. Fragmentando e recompondo capas de livros antigos, sobretudo de mitologias gregas e egípcias, o artista dá origem a pássaros e seres híbridos que preservam sua identidade material, mas transformam seu sentido conforme a posição e o encaixe. O procedimento também estabelece um diálogo com o pensamento neoconcreto, ao tratar o objeto como experiência sensível e relacional, deslocando-o da condição estática para um campo expandido de significados. Ao tensionar presença e apagamento, superfície e volume, integridade e ruína, Nino Cais constrói um território de suspensão. Suas obras habitam o intervalo, nem imagem plena, nem fragmento inerte e convidam o público a atravessar esse estado liminar. Entre o gesto de velar e o de revelar, o artista propõe uma reinvenção do olhar: tocar essas presenças em trânsito é, também, aceitar a possibilidade de renascer em uma nova ideia de voo.

Até 11 de maio.

Fonte: Dasartes.

Janaina Tschäpe na Fortes D’Aloia & Gabriel.

09/abr

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “piruetas de olhos abertos”, nova exposição de Janaina Tschäpe, sua primeira individual em São Paulo desde 2019. Ocupando o espaço da galeria na Barra Funda, a mostra reúne uma seleção de pinturas panorâmicas de grande formato em óleo e bastão de óleo, aquarela e pastel. Produzidas entre seu ateliê em Nova York, onde vive, e Bocaina, em Minas Gerais, seu refúgio no Brasil, as obras são construídas por meio de marcações amplas e caligráficas que combinam uma fluência próxima à escrita com massas turbulentas de cor em constante mistura. Em um processo de trabalho próximo às dinâmicas naturais, a artista aborda a pintura como um campo de instabilidade e resposta. Gesto e desenho operam em tensão: a imediaticidade da pincelada encontra a resistência da linha, cada uma alternadamente interrompendo e desacelerando a outra. Em vez de construir uma imagem resolvida, o trabalho se desdobra como um acontecimento moldado pelo tempo, pela troca e pela transformação.

A paisagem de Bocaina, marcada por vegetação densa, afloramentos minerais, luz em constante mutação e os ritmos mais lentos de um ambiente não urbano, informa essas composições de maneira decisiva. Em vez de representar lugares específicos, Janaina Tschäpe absorve a atmosfera da região, traduzindo sua umidade, verticalidade e seus horizontes estratificados em campos de cor e marcação. warm field (Giftgrün) (2026), uma pintura de grandes dimensões, é atravessada por essa sintonia com os ambientes naturais. Uma disposição turbulenta de vermelhos terrosos, ocres e marrons forma uma atmosfera mineral na qual irrompem verdes que evocam visões fugazes de vegetação. O que está em jogo é uma coerência sob pressão – a estrutura que emerge do próprio processo. Essa sensibilidade se desdobra em diálogo com a vida da artista em Nova York, onde a complexidade do tecido urbano, a velocidade vertiginosa e a arquitetura desorientadora da cidade oferecem uma experiência espacial contrastante que permeia sutilmente as pinturas. Uma obra como swept away (2026) expressa esse clima: as fronteiras porosas entre céu, água e terra encontram ecos em composições fluidas e vaporosas, nas quais abstração e paisagem convergem.

O espaço social na era digital.

Peter Halley apresenta uma nova exposição na Almeida & Dale Fradique, São Paulo, SP, “The American Connection”, primeira exposição do estadunidense no Brasil em cinco anos, apresentando um conjunto de pinturas recentes, com suas icônicas cores fluorescentes e estruturas de células que expandem o quadro.

Halley despontou como um dos principais nomes do pós-conceitualismo na década de 1980, e é reconhecido por suas pinturas geométricas fluorescentes que enfatizam cores e sistemas. Suas obras empregam a linguagem da abstração geométrica para explorar a organização do espaço social na era digital.

“As obras da exposição ”The American Connection” assumem a representação metafórica dos dispositivos eletrônicos ligados por condutores. São células que remetem aos sistemas neuronais ou de terminais informáticos, mas poderiam ser celas de uma prisão, como sugerem os títulos de algumas das pinturas recentes aqui expostas”, escreve Antonio Gonçalves Filho, diretor cultural da Almeida & Dale.

Com títulos como Cell (célula ou cela) e Prision (prisão), as pinturas refletem sobre as estruturas da organização social em uma produção artística que se identifica com o pensamento estruturalista e de filósofos franceses como Foucault, Baudrillard e Lyotard. Igualmente, as formas de sua obra parecem responder ao isolamento e individualização do momento atual. Como completa Gonçaves Filho: “o pintor mostra como a sedução da fluorescência e o antinaturalismo das luzes de computadores e celulares acabam por aprisionar o indivíduo contemporâneo”.

Até 30 de maio. 

Composições e profundidades abissais.

08/abr

A Gentil Carioca anuncia a representação da artista Mariana Rocha.

Sobre a artista.

Mariana Rocha é artista visual e professora, graduada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e possui Mestrado em Artes Visuais pela mesma instituição (2021). Sua obra aborda questões relacionadas ao corpo, à memória e ao feminino, em trabalhos que se encontram nas interseções entre o desenho e a pintura, a performance e a fotografia. Em sua pesquisa, investiga a existência de um mar dentro do próprio corpo, entendendo ambos como universos equiparáveis em suas composições e profundidades abissais, além de tecer relações com a fauna marinha, especialmente com os animais classificados como moluscos.

Recentemente a artista realizou a individual “Pele inquieta”, parte do 34º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo (CCSP), e participou da coletiva “Tromba d’água”, junto a 13 artistas mulheres latino-americanas no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Em 2025, apresentou sua primeira individual n’A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro, “Desde Sempre o Mar”, e integrou a coletiva “Pequenas Pinturas III”, no Auroras, em São Paulo. No ano anterior, participou das coletivas “Visões do céu e da Terra”, na Pinacoteca de São Paulo; “Espelhos d’água viva”, no Solar dos Abacaxis, Rio de Janeiro; e “Dos Brasis – Arte e Pensamento negro”, no SESC Belenzinho (São Paulo) e no SESC Quitandinha (Rio de Janeiro). Suas obras integram os acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Instituto Inhotim, MG.

Núcleo Pop-Art Brasileira.

07/abr

A Galatea ocupa o estande F06 da SP-Arte 2026, que começa nesta quarta-feira, dia 08, e segue até domingo, dia 12, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, São Paulo, SP.

A novidade na edição deste ano é a seção do estande dedicada a obras que se inscrevem no campo da Pop Art. Intitulado “Pop Art Brasileira: uma política de contrastes”, o núcleo reúne obras dos anos 1960 e 1970, auge da Pop Art no Brasil, um dos movimentos que retomou a representação figurativa dentro do contexto da Ditadura Militar no país e transformou a estética industrial e da cultura de massa em crítica política e social.

Destaque para “Une Serpent contre l’enfant” (1968), de Antonio Dias, exemplo da linguagem gráfica e uso de cores vibrantes do movimento e “Verão 6” (1967), de Glauco Rodrigues, abordagem crítica e bem-humorada da cultura e da iconografia carioca. O núcleo inclui ainda outros artistas essenciais, como Antonio Henrique Amaral, Montez Magno, Georgete Melhem, Vilma Pasqualini, Cláudio Paiva, Antonio Manuel, Pietrina Checcacci e Rubens Gerchman.