Livro e exposição de Marina Saleme.

26/jun

A exposição “Ralo”, individual de Marina Saleme, na galeria Luisa Strina, Cerqueira Cesar, São Paulo, SP, apresenta mais de 20 pinturas inéditas em diferentes dimensões, acompanhadas de texto crítico de Galciani Neves. Na mesma ocasião, a Act Arte lança “Marina Saleme”, publicação que traça um amplo panorama da trajetória artística de Marina Saleme. O livro, organizado pela própria artista, reúne pinturas, desenhos e trabalhos que atravessam distintos momentos de sua produção e conta com textos críticos de Ana Maria Belluzzo, Felipe Scovino e Tadeu Chiarelli.

Contemplação do ato de desaparecer

Nas mais de 20 obras que compõem “Ralo”, Marina Saleme mostra que segue movida pelo gesto de descobrir a cor na superfície da tela, deixando-se conduzir pelo processo de elaborar o que a pintura pode ser enquanto pinta, e motivada pelo desejo de se surpreender com os novos desafios de linguagem e de experimentação diante da tela. Por meio de rios, mares, céus e rochas, que se entrecruzam e se unificam, a artista reflete sobre um derretimento do mundo, como se tudo o que está sobre a terra tivesse um destino, um fluxo, uma impermanência, um tempo linear irreversível, que desemboca em um ralo, no ato de escoar.

De acordo com Galciani Neves, que assina o texto crítico da exposição, “Ralo” narra o pensamento de Marina Saleme, que se embrenha entre suas pinturas a partir de um tempo que não cessa, não pausa, e que se esvai como uma espécie de durante sempre fugidio.

Trajetória da artista em mais de 200 páginas

Por ocasião da abertura da mostra, a Act Arte – casa editorial sob direção de Fernando Ticoulat – lança o livro monográfico “Marina Saleme”, que, ao longo de mais de 200 páginas, apresenta um panorama da produção da artista, destacando mais de três décadas dedicadas à pintura e à fotografia. O livro evidencia como, entre atmosferas de silêncio, melancolia e suspensão, Marina Saleme trabalha com a instabilidade das imagens: formas revelam-se ao mesmo tempo em que são ocultadas por camadas de tinta, véus de cor e rastros de matéria.

Temas como fragilidade, incerteza, dissolução e aparição – seja em paisagens fantasmagóricas, figuras esfaceladas ou cenas cotidianas que se tornam enigma – são foco de ensaios críticos de Felipe Scovino, Ana Maria Belluzzo e Tadeu Chiarelli, que contextualizam a pesquisa da artista no campo da pintura contemporânea brasileira, analisando sua relação com o neoexpressionismo dos anos 1980, sua passagem por experimentações matéricas nos anos 1990 e sua expansão para a fotografia nas séries dos anos 2000 e 2010. Ao longo do livro, imagens de obras, séries e detalhes de pinturas revelam um fazer artístico guiado pela intuição, pelo tempo e pelo mistério.

A publicação, editada por Yasmin Abdalla, Paula Nunes e Marina Dias Teixeira, e  publicada pela Act Arte, é uma realização do Ministério da Cultura e conta com patrocínio do Itaú, apoio de Marina Saleme Estamparia e apoio institucional da galeria Luisa Strina.

Até 25 de julho.

O retorno de Josuel Miranda.

25/jun

O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), da Universidade Federal de Pelotas, RS, apresenta a exposição retrospectiva de Josuel Miranda, multiartista radicado há mais de cinco décadas no Rio de Janeiro. Com curadoria dos professores e pesquisadores Neiva Bohns e Rogério Lima, a mostra apresenta mais de cinquenta obras, e tem como título “Eu sou um ilustre desconhecido”, frase enunciada pelo próprio artista.

Nascido em Pelotas em 1936, desde a infância precisou ajudar a mãe, trabalhadora doméstica, no sustento da casa. As experiências como vendedor de pastéis, jornaleiro, faxineiro e mordomo, se entrelaçaram intensamente com o mundo da arte e da cultura, gerando um desejo irreprimível de viver/fazer arte.

Inspirado nos grandes mestres do modernismo brasileiro, e no figurativismo narrativo, Josuel Miranda, ao longo de décadas, construiu uma vigorosa gramática autoral, constituída por cenas lembradas ou imaginadas, que alimentaram sua admirável alegria de viver. Seu repertório plástico-visual transita entre festejos populares, cenas de gênero e a boêmia. 

No final da década de 1970, pouco antes de se transferir para o Rio de Janeiro, o artista, que também amava dançar, teve suas obras expostas em várias galerias de arte de Pelotas. Desde então, nunca mais o público local teve a oportunidade de apreciar o seu trabalho, embora inúmeros amigos e colecionadores locais tenham se tornado dedicados guardiões de seu acervo.

“Como sabemos, a invisibilidade historiográfica é condição recorrente de artistas negros ignorados pelos registros oficiais da arte sul-brasileira. Portanto, reapresentar Josuel Miranda no principal museu de arte da cidade significa interromper um injusto ciclo de silenciamento, e promover, com dignidade e responsabilidade social, o debate sobre repertórios traumáticos, como os da diáspora africana”, destaca Neiva Bohns. A presença de um artista de noventa anos de idade, que viveu intensamente as transformações no campo da cultura hoje denominada LGBTQIAPN+, reforça a importância da resiliência e do poder de superação dos estigmas sociais vigentes em cada período histórico.

Até 22 de agosto.

Fotos: Cíntia Langie 

Fonte: Diário da Manhã.

 

 

A forma em permanente constituição.

23/jun

A Galatea tem o prazer de anunciar “A invenção do Paraíso: Gabriela Melzer & Ygor Landarin”, exposição que reúne trabalhos inéditos dos artistas na unidade da galeria em Salvador. Com abertura no dia 03 de julho, durante a semana do feriado da Independência da Bahia – período em que celebrações históricas movimentam a cidade e seu calendário cultural -, a mostra aproxima duas pesquisas que, embora desenvolvidas a partir de procedimentos distintos, convergem na investigação da paisagem como espaço de transformação.

Na exposição, Gabriela Melzer apresenta um conjunto de pinturas que dá continuidade à sua pesquisa em torno da abstração e da cor. Inspirada por formas encontradas na natureza e pelas transformações produzidas pelo tempo sobre a arquitetura e a paisagem, a artista desenvolve composições marcadas por contornos orgânicos, campos cromáticos e estruturas lineares que coexistem em permanente negociação.

Já Ygor Landarin apresenta trabalhos desenvolvidos a partir de seu interesse pelas paisagens costeiras brasileiras e pelos vestígios que o tempo deposita sobre a matéria. Bordados, esculturas e vitrálias incorporam areia, conchas, pedras, resina e porcelana fria em composições que acabam por servir como cartografias afetivas das cidades que viveu e dos territórios com os quais se relacionou em sua trajetória.

Parte da produção exibida nasceu de uma temporada de pesquisa realizada em Salvador, durante a qual o artista realizou coletas em praias da cidade e aprofundou seu contato com referências locais. A obra de Juarez Paraíso torna-se um ponto de partida importante de parte da produção do artista, especialmente na série Paraízo (2026), que transforma elementos recolhidos na paisagem soteropolitana em uma reflexão sobre memória e sedimentação do tempo.

Embora partam de linguagens distintas, as pesquisas de Gabriela Melzer e Ygor Landarin compartilham interesses fundamentais. Em ambos os trabalhos, a forma surge como algo em permanente constituição, resultado de processos de acumulação, transformação e reinvenção. Se, na produção de Ygor Landarin, a matéria se sedimenta em camadas de experiências e memórias, nas pinturas de Gabriela Melzer a cor e o desenho organizam atmosferas em estruturas estratificadas. O paraíso, que dá título à exposição, aparece não como um lugar idealizado, mas como uma construção continuamente reelaborada pelo tempo e pela imaginação.

Até 10 de outubro.

Exposição Campo e Construção de Fábio Miguez.

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, inaugura no dia 23 de junho “Campo e Construção”, mostra individual de Fábio Miguez, com curadoria de Pollyana Quintella.

A exposição reúne dois importantes eixos da produção do artista: suas pinturas inspiradas em arquiteturas vernaculares brasileiras e suas composições que dialogam com mestres pré-renascentistas italianos. Ao aproximar esses universos, Fábio Miguez investiga as relações entre pintura e arquitetura, revelando como o tempo, a luz e a experiência se inscrevem nas superfícies construídas. A mostra inclui ainda obras realizadas diretamente nas paredes da galeria do centro cultural, criando um diálogo singular entre a pintura e a própria arquitetura do edifício.

A abertura acontece no dia 23 de junho, às 19h, com uma  conversa aberta ao público entre o artista Fábio Miguez e a curadora Pollyana Quintella. Para participar, basta realizar inscrição prévia e gratuita pelo site. 

Sobre o artista. 

Fábio Miguez (São Paulo, 1962) é um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira e integrante fundador da Casa 7, grupo que renovou a pintura nos anos 1980. A partir dos anos 1990, sua pesquisa voltou-se à luz e à abstração, incorporando transparências, cores claras e estruturas geométricas. Nos anos 2000, expandiu a pintura para o campo tridimensional, criando instalações. Desenvolve, desde 2010, a série Atalhos, na qual reelabora fragmentos de obras de mestres da pintura, e a série Volpi, inspirada em detalhes da obra de Alfredo Volpi. Fabio Miguez vive e trabalha em São Paulo. Suas obras integram coleções de instituições como o Centro Cultural São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz; Museu de Arte de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Sobre a curadora

Pollyana Quintella (Rio de Janeiro,1992) é curadora da Pinacoteca de São Paulo e pesquisadora-coordenadora da linha de pesquisa Arte e Política: o Brasil em disputa, da FGV Arte São Paulo. Na Pinacoteca, organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua, Lygia Clark: Projeto para um planeta e Renata Lucas: Domingo no Parque Lage, vencedora do Prêmio APCA 2025. É doutoranda e mestra em História da Arte pela UERJ. Foi contemplada com uma bolsa da Getty Foundation para integrar o Art and Power School, realizado na Bibliotheca Hertziana – Max Planck Institute for Art History, em Roma, em 2023. Foi curadora do 9º Bolsa Pampulha, atuou como curadora assistente no Museu de Arte do Rio e desenvolveu projetos em instituições como MALBA, Sesc Pompeia, MuPA e Paço Imperial. Publica regularmente ensaios sobre arte contemporânea, cultura visual e política.

A exposição permanece em cartaz até 26 de setembro, com visitação gratuita de segunda a sábado, das 10h30 às 20h. Também é possível agendar visitas mediadas para grupos, sem custo, pelo site do Instituto Ling.

Para descobrir Chico Baldini.

20/jun

Em breve retorno ao Rio Grande do Sul, Chico Baldini exibe suas múltiplas criações na Galeria Stockinger, Porto Alegre, RS.

Sobre o artista.

Chico Baldini nasceu em 1976 em Porto Alegre, RS, onde se graduou em publicidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estudou desenho e pintura na Parsons School of Design em Nova Iorque e no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Empreendedor, foi cofundador da W3haus, que se tornou a maior agência digital independente do Brasil. Atuou por mais de duas décadas como ilustrador e diretor criativo, período em que liderou a W3haus. Paralelamente, manteve uma prática contínua de desenho em pequenos cadernos, desenvolvida entre deslocamentos, reuniões e viagens – gesto que se tornou central em sua pesquisa. Por conta das demandas da empresa, viveu em São Paulo por 11 anos. Após a venda da agência, sua paixão pelo mar o levou a Florianópolis, onde descobriu a natação em águas abertas e iniciou uma dedicação plena ao desenho e à natação, o que aproxima sua produção de uma dimensão corporal e rítmica. “A necessidade de calor e de uma vida cultural mais colorida me trouxe à Bahia”, conta, Hoje, Baldini vive em Salvador, onde nada e desenha diariamente, trazendo as relações entre mar e inconsciente para a sua pesquisa em desenho. Sua pesquisa em desenho é atravessada pelas relações entre mar, corpo e inconsciente. Participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Porto Alegre, São Paulo e Salvador e integrou, em 2011, a publicação Illustration Now! Vol. 4.

No dia 22 de junho, às 15h, o artista desenha nas paredes da Galeria Stockinger e no dia 08 de julho, a partir das 16h, haverá um bate-papo com o artista, seguido de uma visita guiada. Imperdível!

 

Experiências compartilhadas entre Brasil e África.

18/jun

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”, que reúne o artista beninense Aston e as artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle em uma reflexão sobre futebol, cultura, pertencimento e experiências compartilhadas entre Brasil e África.

Ginga: Aston, NeneSurreal e Mariana Calle transformam o futebol em arte e pertencimento no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Por meio do futebol, a exposição aproxima arte urbana, ancestralidade e experiências compartilhadas entre Brasil e Benim.

A mostra traz intervenções inéditas de duas importantes representantes da arte urbana contemporânea brasileira, que utilizam suas vivências como mulheres negras para discutir memória, território, identidade e comunidade a partir do universo do futebol.

Ao reunir as produções de Aston, NeneSurreal e Mariana Calle, a exposição propõe um olhar ampliado sobre o futebol, compreendido não apenas como esporte, mas como fenômeno cultural capaz de conectar histórias, territórios e experiências compartilhadas em diferentes contextos afro-atlânticos. A experiência expositiva é complementada por mesas de futebol de botão representando seleções de diferentes países, criando um ambiente de interação que aproxima o público das dinâmicas do jogo e reforça o caráter coletivo e participativo da mostra.

Até 02 de agosto.

Fábio Miguez no Instituto Ling.

 

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, inaugura no dia 23 de junho “Campo e

Construção”, mostra individual de Fábio Miguez, com curadoria de Pollyana Quintella.

A exposição reúne dois importantes eixos da produção do artista: suas pinturas inspiradas em arquiteturas vernaculares brasileiras e suas composições que dialogam com mestres pré-renascentistas italianos. Ao aproximar esses universos, Fábio Miguez investiga as relações entre pintura e arquitetura, revelando como o tempo, a luz e a experiência se inscrevem nas superfícies construídas. A mostra inclui ainda obras realizadas diretamente nas paredes da galeria do centro cultural, criando um diálogo singular entre a pintura e a própria arquitetura do edifício.

A abertura acontece no dia 23 de junho, às 19h, com uma  conversa aberta ao público entre o artista Fábio Miguez e a curadora Pollyana Quintella. Para participar, basta realizar inscrição prévia e gratuita pelo site. 

Sobre o artista. 

Fábio Miguez (São Paulo, 1962) é um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira e integrante fundador da Casa 7, grupo que renovou a pintura nos anos 1980. A partir dos anos 1990, sua pesquisa voltou-se à luz e à abstração, incorporando transparências, cores claras e estruturas geométricas. Nos anos 2000, expandiu a pintura para o campo tridimensional, criando instalações. Desenvolve, desde 2010, a série Atalhos, na qual reelabora fragmentos de obras de mestres da pintura, e a série Volpi, inspirada em detalhes da obra de Alfredo Volpi. Fabio Miguez vive e trabalha em São Paulo. Suas obras integram coleções de instituições como o Centro Cultural São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz; Museu de Arte de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Sobre a curadora

Pollyana Quintella (Rio de Janeiro,1992) é curadora da Pinacoteca de São Paulo e pesquisadora-coordenadora da linha de pesquisa Arte e Política: o Brasil em disputa, da FGV Arte São Paulo. Na Pinacoteca, organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua, Lygia Clark: Projeto para um planeta e Renata Lucas: Domingo no Parque Lage, vencedora do Prêmio APCA 2025. É doutoranda e mestra em História da Arte pela UERJ. Foi contemplada com uma bolsa da Getty Foundation para integrar o Art and Power School, realizado na Bibliotheca Hertziana – Max Planck Institute for Art History, em Roma, em 2023. Foi curadora do 9º Bolsa Pampulha, atuou como curadora assistente no Museu de Arte do Rio e desenvolveu projetos em instituições como MALBA, Sesc Pompeia, MuPA e Paço Imperial. Publica regularmente ensaios sobre arte contemporânea, cultura visual e política.

A exposição permanece em cartaz até 26 de setembro, com visitação gratuita de segunda a sábado, das 10h30 às 20h. Também é possível agendar visitas mediadas para grupos, sem custo, pelo site do Instituto Ling.

Ygor Landarin novo artista representado.

17/jun

A Galatea, Jardins, São Paulo, SP, anuncia a representação do artista Ygor Landarin. O artista nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1995, e cresceu em Florianópolis, Santa Catarina. Formou-se na Escola de Artes Visuais Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 2018, sendo selecionado para o curso Formação e Deformação, da mesma instituição. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Sua pesquisa artística aborda memórias e heranças visuais ligadas à cidade onde cresceu, desenvolvendo uma poética que aproxima arte e arqueologia, através da escultura, do bordado e da experimentação com diferentes materiais como a areia, a porcelana fria e o cimento. Muitas vezes, seus trabalhos criam abstrações relacionadas a concheiros e sambaquis, investigando camadas de tempo, permanência e transformação.

Desde 2017, colaborou com a artista Brígida Baltar (1959-2022), passando a integrar, posteriormente, a equipe de conservação, memória e continuidade de projetos do Instituto Brígida Baltar. Referência fundamental em sua trajetória, a artista influenciou diretamente a incorporação do bordado na prática do artista. 

Ygor Landarin já participou de residências artísticas como: FAAP (São Paulo) e Domo Damo (São Paulo). Entre as coletivas que integrou, destacam-se: 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito (MAM-SP); Falácia Natural (Galeria Refresco); A ética e a estética na era da imagem (Centro Cultural Correios RJ); Manguezal (CCBB RJ) e a Bienal de Coimbra (Portugal). Em 2019 e 2021, realizou exposições individuais na Galeria Inox, no Rio de Janeiro, intituladas Ano azul e Corpo Contido, respectivamente. O artista também possui obras na coleção do Museu de Arte do Rio – MAR e em 2026 foi indicado ao Prêmio Pipa.

Daniel Senise no Paço Imperial.

Após 32 anos, um dos nomes mais reconhecidos da arte contemporânea, Daniel Senise volta a fazer uma individual no Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ. Em “Os dois lados da janela”, com curadoria de Pollyana Quintella, o público verá 59 trabalhos que abrangem a produção do artista do anos 2000 até agora, incluindo trabalhos inéditos – quatro produzidos este ano, e outros quatro que também nunca saíram do seu ateliê, produzidos entre 2024 e 2026.

As obras ocuparão todas as salas do primeiro andar do Paço, agrupadas “por afinidade”, não necessariamente por séries ou ordem cronológica, conta Daniel Senise, que participou intensamente de todo o processo de montagem da exposição, e estará presente na abertura no dia 04 de julho de 2026, a partir das 11hs. 

Ao longo da exposição, o público verá ainda uma série pequenas pinturas – as “pinturinhas” de Daniel Senise, experiências que ele faz em seu ateliê, além de textos de Pollyana Quintella, as “legendas expandidas”, que comentam algumas obras ou o conjunto do ambiente.

Até 06 de setembro.

Arte e Natureza integrados.

16/jun

O Museu Histórico da Cidade, Estrada Santa Marinha, s/n, Gávea. Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposição “PRO-POLIS”, mostra individual do artista Ricardo Siri. Serão apresentadas cerca de 20 obras inéditas, feitas com mel, cera de abelha e própolis, que integram arte, natureza e sociedade

Há cerca de oito anos, o artista transdisciplinar Ricardo Siri começou a estudar e a criar abelhas nativas brasileiras. Esse processo lhe rendeu prêmios, como o terceiro melhor mel do Brasil, e transbordou para a sua criação artística. O resultado será apresentado pela primeira vez na exposição “PRO-POLIS”, que será inaugurada no dia 27 de junho. Com curadoria de Fernanda Lopes, serão apresentadas obras inéditas, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Completam a exposição, estruturas em formatos de colmos, feitos com corda e cera de abelha, que se relacionam com os trabalhos da exposição e também com a pesquisa que o artista vem desenvolvendo há muito tempo sobre os ninhos.

Sobre o artista.

Ricardo Siri é artista transdisciplinar. Músico, compositor e meliponicultor. Formado pela Los Angeles Music School. Com sete álbuns autorais lançados, recebeu em 2010 o prêmio da Música Brasileira pelo álbum “Ultrasom”. Suas performances emergiram do palco, e seus instrumentos viraram poesias sonoras. Sua carreira expande definitivamente para as artes visuais, sendo convidado a realizar exposições e performances no Brasil e exterior como o Victoria and Albert Museum – Londres , NBK Gallery – Berlim e  Portikus – Frankfurt. Com uma trajetória que une natureza e tecnologia, Ricardo Siri desenvolve esculturas e instalações, que criam pontes sensoriais entre o orgânico e o urbano. Sua prática artística nasce do cuidado com os organismos vivos e propõe uma escuta profunda do mundo.

Até 22 de agosto.