A figura humana na Caixa/Rio

09/out

A exposição “Figura Humana”, reúne trabalhos de 21 artistas de todo o país, na Galeria 4, da Caixa Cultural,     Centro, Rio de Janeiro, RJ, com obras que dão destaque ao corpo humano e revelam ao público a     diversidade da produção contemporânea brasileira.

 

A mostra reúne pintores de diferentes origens geográficas e gerações, em um arco temporal que vai desde pintores da chamada “Geração 80” até jovens emergentes com pouco mais de vinte anos. A exposição pretende estabelecer um diálogo entre escalas, perspectivas e modos de narrativas através da corporeidade, com obras produzidas a partir de diversas técnicas, como aquarela, guache, óleo, acrílica e spray sobre suportes variados como madeira, chapa de metal, linho e tela.

 

Entre os expositores estão nomes como Cristina Canale, que possui uma sólida produção desde os anos 1980 e é considerada uma das mais importantes pintoras brasileiras da atualidade. O projeto reúne ainda obras de Thiago Martins de Melo, indicado ao prêmio Pipa deste ano, e Rodrigo Martins, o mais jovem entre os pintores da mostra, indicado ao Prêmio EDP nas Artes, em 2014, além de Camila Soato, vencedora do prêmio Pipa, de público, em 2013. Todos contribuem com uma persistência no que diz respeito à centralidade do corpo em suas produções pictóricas.

 

A relação do tema e as pinturas selecionadas busca articular um elemento dos mais clássicos da história da Arte e atualizá-lo nos seus diversos modos de acionamento pela produção artística atual. “A exposição revela a diversidade de se pintar o corpo humano. Alguns artistas utilizam a cor de modo mais visceral e expressivo, outros se aproximam de uma visão mais detalhista e minuciosa do mundo”, explica o curador Raphael Fonseca.

 

Participam: Alex Cerveny, André Andrade, André Renaud, Camila Soato, Clarice Gonçalves, Clarissa Campello, Cristina Canale, Daniel Lannes, Danielle Carcav, Eduardo Sancinetti, Eloá Carvalho, Fábio Baroli,

 

Flávia Metzler, Julia Debasse, Marcelo Amorim, Roberto Ploeg, Rodrigo Bivar, Rodrigo Cunha, Rodrigo Martins, Thiago Martins de Melo e Vânia Mignone, Figura Humana.

 
De 14 de outubro  a 14 de dezembro.

Pinturas de Cristina Canale

28/jul

A riqueza formal dos trabalhos de Cristina Canale, que está entre os mais importantes pintores brasileiros em atividade, pode ser vista de perto em sua nova individual na Galeria Nara Roesler, Pinheiros, São Paulo, SP. A mostra, traz cerca de 12 obras produzidas entre 2013 e 2014, reforçando as relações entre figuração e abstração que norteiam a pesquisa incessante da artista desde 1993.

 

Conceituando os trabalhos exibidos na galeria, Cristina Canale afirma: “Procurei criar territórios de abstração dentro de um contexto figurativo. Estas áreas abstratas surgem, por exemplo, como fundo da composição, substituindo o que seria um contexto ambiental ou dentro de algum elemento da pintura – como, no caso da obra Menina e Vento no vestido da mulher – passando então a protagonizar a obra. Ou o geométrico é identificado a um elemento figurativo – como o caso da casa-tenda na tela Casa Triângulo.”

 

Dessa forma, sua produção recente é calcada no binômio figura-abstração, com ênfase no orgânico-geométrico, subvertendo uma divisão da linguagem abstrata em dois recursos distintos. “A abstração como linguagem dentro da História da Arte tem se desenvolvido na direção do geométrico ou do gestual. Nas áreas em que uso a referência geométrica, ela traz também o gestual, uma vez que as formas têm tratamento diferenciado e não inteiramente gráfico. A ideia é confrontar as linguagens da abstração com a da figuração.”

 

“Essa questão já faz parte da minha ‘dramaturgia’ desde sempre, mas com diferentes enfoques. O diferencial nesse grupo de trabalhos é a equivalência de peso entre o plano figurativo e a referência abstrata. A narrativa nessa série também aquiriu tons de abstração, e não mais literários. É mais atmosfera que história”, explica a artista.

 

 

Pesquisa pictórica

 

Para Cristina Canale, o ano de 1993 marcou o abandono definitivo de uma pintura mais matérica e empastada, ao gosto do neorrealismo alemão que caracterizava o grupo de pintores denominado Geração 80 – do qual Canale fez parte ao lado de nomes como Beatriz Milhazes e Daniel Senise (amigos próximos da artista). De acordo com o crítico Fernando Cocchiarale, “a superação, na Alemanha, dos preceitos pictóricos que a situavam no contexto da Geração 80 marca uma inflexão fundamental da obra de Canale. Desde então, as transformações de seu trabalho devem ser buscadas unicamente na maturação interna ao processo criativo”.

 

Em 1993, com sua mudança para Berlim, a artista parte para uma nova busca pictórica que transforma a construção de perspectiva, a temática e a utilização de matéria-prima em seus quadros, sintetizando as dinâmicas do movimento da vida através da tensão entre cultura e natureza, arquitetura e ser vivo. Nesse movimento, ela traduz o fluxo oculto do cotidiano em elementos opostos. Em lugar do excesso de tinta, camadas econômicas, mesmo translúcidas, permitindo superposições. Em vez da perspectiva construída no ponto de fuga, uma tridimensionalidade mínima, quase planar. Em oposição à utilização de símbolos rígidos, a alternância de uma geometria baseada em elementos arquitetônicos, como ladrilhos e lajotas, abandona a frieza formal por meio da inserção de elementos familiares e de seres vivos.

 

Nas palavras do curador Luiz Camillo Osorio, “A figura ganha o primeiro plano e está sendo projetada para fora. Neste aspecto é uma imagem que trabalha em sentido anti-perspectivo, vinda de dentro para fora da tela e não levando o olhar em direção a um ponto de fuga. O olhar do espectador ganha densidade e fluidez, assumindo uma materialidade que as imagens virtuais não têm. A pintura é uma reserva diante da manipulação desenfreada das coisas. Diante das pinturas de Cristina Canale estamos sempre à espera de uma deflagração do mundo enquanto cor.”

 

 

Até 23 de agosto.

Cristina Canale em Ribeirão Preto

30/ago

O Instituto Figueiredo Ferraz, Alto da Boa Vista, Ribeirão Preto, SP,  recebe a exposição “Protagonista e Domingo“, com obras de autoria da artista plástica Cristina Canale. São, ao todo, sete pinturas sobre tela e seis sobre papéis, que têm em comum o foco em uma figura centralizada, que protagoniza cenas cotidianas com um clima de still cinematográfico. Com curadoria da própria artista, a exposição tem apoio cultural da Galeria Marcelo Guarnieri.

 

Cristina Canale apresenta uma técnica que revela traços bastante singulares, com paisagens que retratam um mundo líquido, misturando cores de maneira harmônica.  Segundo a artista, “…esta exposição, assim como o meu trabalho atual, lida com noções de presença e ausência, com obras que oscilam entre a pintura pura e a narração figurativa”. Atualmente, a artista vive e trabalha em Berlim, na Alemanha, mantendo seu ateliê na capital carioca para longas temporadas de produção.

 

Sobre o Instituto

 

O Instituto Figueiredo Ferraz (IFF) é um espaço concebido para difusão de arte e cultura. Localizado na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, busca trazer à cidade e região discussões e debates sobre as mais importantes manifestações artísticas no cenário nacional e internacional. Com vocação para as artes plásticas, o Instituto tem como ponto de referência a coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz, em caráter permanente, e se propõe a trazer exposições temporárias, através de parcerias com as mais importantes instituições culturais do País. Para aproximar o público ao debate e estimular reflexões, o IFF oferece, além das exposições, um calendário de cursos e palestras com artistas, críticos, curadores e outros agentes das mais diversas áreas culturais.

 

Até 14 de Setembro.  

 

Exposição-Homenagem

17/dez

A conhecida arquiteta, artista e galerista cariosa Anna Maria Niemeyer, falecida em junho deste ano, ganha exposição-homenagem, no Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, sob curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Paço.

 

A exposição “Anna Maria Niemeyer, um caminho” ocupa dois andares inteiros do prédio, onde estarão cerca de 300 ítens, entre obras de quase 60 artistas, documentos e projeções. A seleção do curador procurou ser abrangente, elegendo alguns artistas para salas individuais, como Jorge Guinle, lançado por AMN em junho de 1980, Victor Arruda, Beatriz Milhazes, Eliane Duarte, Efrain Almeida, Jorge Duarte e o pai da homenageada, Oscar Niemeyer. Esses artistas foram os que mais expuseram na galeria da Gávea e|ou os que tiveram contato mais estreito com Anna Maria.

 

Os trabalhos reunidos nessa exposição pertenceram, em sua maioria, à coleção pessoal da galerista, outros tiveram sua compra intermediada por ela e alguns foram cedidos pelos próprios artistas. Esta é a única oportunidade de apreciar o caminho visual de AMN em um mesmo local, já que sua coleção tomará destinos diversos.

 

Em 35 anos, sua galeria exibiu 240 artistas em 365 mostras. Por limites de tempo e espaço, nem todos foram contemplados com obras em exposição, mas estarão presentes em projeções. Há também uma sala destinada a ítens documentais da história da galerista.

 

Obras de Oscar Niemeyer (falecido em 06 de dezembro) abrem o segundo andar, que termina com a instalação de Fatima Villarin. Esse trabalho teria sido exibido, caso o funcionamento da galeria não tivesse sido interrompido.

 

Sobre Anna Maria Niemeyer

 

Como conselheira de programação do Paço, Anna Maria Niemeyer concebeu e realizou a mostra  “A caminho de Niterói”, da coleção João Sattamini, com curadoria de Victor Arruda. A exposição foi essencial na mudança de patamar do centro cultural no início dos anos noventa, e para alavancar o processo de construção do MAC-Niterói, através da demonstração da importância daquele conjunto de arte, até então desconhecido do público.

 

Entre outros projetos realizados, está o de consolidar Oscar Niemeyer também como artista plástico: Anna Maria editou séries de serigrafias, desenvolveu e mostrou suas peças de mobiliário, algumas assinadas por pai e filha, e também realizou os projetos e exibição de esculturas e de desenhos não arquitetônicos de ON. Junto com a filha mais velha, Ana Lucia Niemeyer, a galerista criou a Fundação Oscar Niemeyer para preservar obra e pensamentos do arquiteto.

 

Autores de obras da exposição: Ana Elisa Niemeyer, Anna Maria Maiolino, Anna Maria Niemeyer, Beatriz Milhazes, Bet Katona, Caetano de Almeida, Camille Kachani, Carlos Scliar, Carlos Zilio, Chico Cunha, Cristina Canale, Cristina Salgado, Delson Uchôa, Deneir, Edmilson Nunes, Efrain Almeida, Eliane Duarte, Evany Fanzeres, Farnese de Andrade, Fatima Villarin, Firmino Saldanha, Francisco Galeno, Gastão Manoel Henrique, Iclea Goldberg, Iole de Freitas, Ione Saldanha, Ivens Machado, Jadir Freire, Jeannette Priolli, João Carlos Goldberg, João Magalhães, Jorge Duarte, Jorge Guinle, José Patrício, Katie Van Scherpenberg, Luciano Figueiredo, Luiz Alphonsus, Luiz Ernesto, Luiz Pizarro, Luiz Zerbini, Manfredo de Souzanetto, Marcos Cardoso, Marcos Coelho Benjamin, Mario Azevedo, Mario Cravo, Mauricio Bentes, Monica Barki, Mônica Sartori, Nelson Leirner, Niura Bellavinha, Oscar Niemeyer, Paulo Pasta, Quirino Campofiorito, Ricardo Ventura, Rodrigo Andrade, Rosa Oliveira, Sante Scaldaferri, Toyota e Victor Arruda.

 

O curador contou com a consultoria de Helio Portocarrero e Leonor Azevedo, assessora de longa data da galerista, para este evento.

 

Até 17 de fevereiro de 2013.

PINTURAS DE CRISTINA CANALE

27/abr

Cenas cotidianas ou fragmentos delas serviram de inspiração para os onze trabalhos inéditos de Cristina Canale, na mostra “Pars Pro Toto”, do latim: “Parte pelo todo”, em cartaz na Galeria Silvia Cintra + Box4, Gávea, Rio de Janeiro. Com traços bastante singulares, onde os elementos figurativos aparecem sempre à beira de uma iminente dissolução na abstração, a artista levou um ano para concluir este projeto. As seis pinturas em técnica mista sobre tela reúnem uma ampla variedade de cores, e ilustram momentos do cotidiano. “Mostro imagens fragmentadas, como no caso da raposinha, de “Good Bye Lógica”; cenas de um ângulo que indicam uma narrativa, como nas telas “Desfile” e “Par”; ou a figura que se funde no contexto, como o vestido da menina em “Mimetismo”, explica a artista. Ainda completam a exposição cinco obras sobre papel, todas feitas com a técnica touché, em que a artista utiliza nanquim colorido. Nestes trabalhos, ela joga com a ideia de ausência e presença, visível e invisível. “Os papeis dialogam com as pinturas, mas propõe uma outra sensibilidade de material e forma de lidar com a imagem”, diz a artista. Cristina Canale é formada em desenho e pintura pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Sua primeira participação em exposições foi em 1984, na coletiva “Como Vai Você, Geração 80?”.  A partir desta mostra ela passou a fazer parte de um dos núcleos mais consistentes e conhecidos da retomada da pintura no Brasil. Em 1991 recebeu o Prêmio Governador do Estado, na XXI Bienal Internacional de São Paulo. Cristina Canale mudou-se para a Alemanha em meados da década de 1990, onde estudou na Academia de Artes de Düsseldorf sob a orientação do artista conceitual holandês Jan Dibbets. Entre as exposições mais recentes no Brasil, estão as individuais no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, em 2007, e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 2010, além da participação na Bienal de Curitiba, em 2011.

Até 18 de maio.

A PINTURA DE CRISTINA CANALE PELA BARLÉU

04/abr

A publicação bilíngue “Cristina Canale”, da Barléu Edições Ltda., cujo texto autoral é do curador e crítico de arte Fernando Cocchiarale, apresenta um panorama da trajetória artística dessa importante pintora brasileira que vive desde a década de 90 em Berlim, Alemanha. O livro, com 192 páginas, apresenta cerca de 100 reproduções de obras, incluindo alguns desenhos, percorrendo os seus mais de 30 anos de carreira profissional. O design é de Claudia Zarvos. Iniciada na década de 1980, Cristina Canale participou da famosa exposição “Como vai você, Geração 80?”, marco lançador de jovens talentos no Brasil. Os artistas que participaram da mostra passaram a integrar, após esse evento, um dos núcleos mais consistentes e conhecidos da retomada da pintura no Brasil. Cristina Canale é considerada uma importante colorista brasileira. Muitos de seus trabalhos exibem paisagens e flagram cenas da vida cotidiana. A artista realizou inúmeras exposições individuais e esteve em exibições coletivas no Brasil e no exterior, tanto em importantes espaços públicos como privados. Entre esses eventos dos quais participou, destaca-se a 21ª Bienal Internacional de São Paulo.