Lançamento de Claudia Jaguaribe

17/mar

A Casa Nova, Jardim Paulista, São Paulo, SP, – em parceria com a Editora Madalena, lança dia 22 de março a edição exclusiva (com tiragem de 60 unidades) do “box São Paulo” da artista Claudia Jaguaribe. O box contém os ultimos dois livros da artista, “SobreSãoPaulo” e o recente “Entre Vistas” juntamente com um print especial assinado pela artista. Durante o dia do evento serão exibidas obras da mesma série produzida pela artista nos últimos anos. A instalação de caixas de luz, “Céu”, recentemente exposta no Itau Cultural, ocupará o espaço central da Casa. Nas outras salas estarão expostas esculturas  e  imagens que utilizam a fotografia num processo de documentação e na criação de visões poéticas sobre a cidade.

 

 

Em Entre Vistas

 

Fotografando no Jaguaré, no Morumbi, passando pelo Brás, Água Funda e Jardins, entre outros bairros da metrópole, a fotógrafa visitou a casa de mais de 70 moradores de São Paulo para produzir esta série. “É a continuação do trabalho que começou com “Sobre São Paulo”, só que agora fotografei a cidade, com seus contrastes, de dentro das casas, além de mostrar os próprios ambientes e os moradores”, conta Claudia. “Em ‘Entrevistas’, temos uma espécie de inversão da visão que se tem no primeiro livro, contrapondo a colossal massa construída da cidade observada de longe, das fotos aéreas e de coberturas, a uma dimensão mais íntima, observada de dentro das casas, daí o título”.

 

 

Sobre a editora

 

Fundada em 2002, a Editora Madalena é uma produtora cultural que tem a criação e a difusão fotográfica como temas centrais de trabalho. “Trabalhar com fotografias é trabalhar para a sociedade. Acreditamos nelas como forma de entender a realidade, como maneira de compreender o próprio mundo através das imagens.”

 

 

Endereço e hora: Domingo, das 15:30 as 19:00, Rua Chabad, 61. Jardim Paulista 

Nario Barbosa, coletiva no Itaú Cultural

22/jan

Em meio a cliques e linhas coloridas, o fotógrafo Nario Barbosa – um dos artistas representados pela OMA | Galeria – vai ter um ano agitado em 2015. Para iniciar suas atividades, integra a mostra coletiva “A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira”, no Itaú Cultural, São Paulo, SP. As duas imagens com intervenções de Nario Barbosa fazem parte do acervo pessoal de Rubens Fernandes Junior – jornalista, curador e crítico de fotografia – e contam com bordados típicos do Nordeste. “Sou sergipano e acho que essa característica que transponho na foto vai remeter a muitas lembranças. Afinal, é essa a ideia”, diz o artista.

 

 

Nario Barbosa, que recentemente foi um dos vencedores da etapa nacional do Metro Challenge – considerada uma das maiores competições de fotografias do mundo -, na categoria Fuga Urbana, foi convidado por Diógenes Moura, curador da exposição.

 

 

“A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira” propõe ao público reconhecer os diferentes ângulos e modos de conviver com um sentimento tão singular, por meio de um recorte de imagens datados de 1930 a 2014 de 36 fotógrafos que primam pela poética.

 

 

 

De 24 de janeiro a 08 de março.

No Instituto Tomie Othake

26/abr

A exposição “Coleção Itaú de Fotografia Brasileira”, organizada pelo Itaú Cultural e Instituto Tomie Ohtake, mapeia os últimos 60 anos da produção fotográfica nacional de caráter experimental. A exposição já foi apresentada, em 2012, na Maison Européenne de la Photographie, em Paris, e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. Cartaz do Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP, com curadoria de Eder Chiodetto, a exposição apresenta 94 obras em um recorte do acervo de imagens fotográficas do Banco Itaú do final da década de 1940 até hoje estabelecendo um espelhamento lúdico entre obras modernistas e contemporâneas.

 

A diversidade e dimensão desse acervo permitiu ao curador selecionar obras ainda não exibidas nas duas mostras anteriores e criar novas relações de linguagem entre elas, imprimindo um novo conceito para esta edição. Eder Chiodetto manteve um núcleo de artistas modernistas como Geraldo de Barros, José Oiticica Filho, Thomaz Farkas, e José Yalenti, e acrescentou trabalhos contemporâneos de Cristiano Mascaro, Arthur Omar, Eduardo Coimbra, Bob Wolfenson, Paulo Nazareth, Alex Flemming, Albano Afonso, Pedro Motta e Mauro Restiffe.

 

“O processo curatorial mantém a essência de pesquisar a ressonância da fotografia modernista experimental, praticada com ênfase entre os anos 1940 e 1960, na fotografia contemporânea brasileira”, observa Eder Chiodetto. “A exposição contém obras que ilustram os dois períodos, mostrados lado a lado, para instigar a leitura conceitual e estética e ilustrar como o período modernista ressoa na produção contemporânea”, completa.

 

Nas palavras dele, esta mostra não segue uma cronologia para estabelecer um espelhamento lúdico, evidenciando as relações formais e uma atitude libertária diante da representação fotográfica presentes nos dois períodos. O conjunto de obras está dividido em dois espaços. “Uma das intenções dessa mostra é justamente sugerir pontos de contato entre os tempos pré e pós ditadura”, explica o curador.

 

O primeiro apresenta trabalhos que enfocam a paisagem urbana – tendo a arquitetura modernista da Escola Paulista como um ícone – e o homem marcando mais claramente as conexões e os desdobramentos estéticos e conceituais que ligam a produção dos fotógrafos modernos aos autores contemporâneos. São trabalhos, para citar alguns, de Thomaz Farkas, Cristiano Mascaro e Rubens Mano.

 

Em contraponto, no outro espaço são apresentados trabalhos de nomes como Ademar Manarini, José Oiticica Filho, Miguel Rio Branco, Mario Cravo Neto e Claudia Andujar que versam sobre o homem e sua identidade.

 

Entre a produção modernista e a contemporânea há um vácuo na produção experimental que coincide, não por acaso, com o período da ditadura militar (1964 – 1985). Foram raros os artistas que utilizaram a fotografia para experimentar novos limites da linguagem. Entre eles, destacam-se as séries “Para um Jovem de Brilhante Futuro”, de Carlos Zílio e “Viagem pelo Fantástico”, de Boris Kossoy, que fazem analogia aos tempos da ditadura.

 

Até 19 de maio.