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AGENDA CULTURAL

Um mergulho no acervo inédito do artista.

08/jun

A  Coordenação de Artes Visuais – SMC convida para a abertura da exposição “Educação Formal”, do artista visual Tonico Alvares, com montagem de Laura Krebs, na sala Oeste do 2º pavimento do MAPA. 

A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 70 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo.

Fotos de Tonico Alvares/Montagem de Laura Krebs

“Educação Formal”, de Tonico Alvares. A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 1970 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo. A exposição parte da exploração desse acervo como fonte de origem de um triplo processo de formação sensível: a de Tonico Alvares, a de Laura Krebs, e a de ambos enquanto pai e filha.

O conjunto, formado principalmente por registros da juventude do fotógrafo, articula retratos, paisagens, cenários urbanos e memórias de viagem. A partir desse universo particular e único, é construída uma reflexão sobre a força das imagens, o modo como nos relacionamos com o mundo e a sensação de descoberta.

A disposição das obras em múltiplos tamanhos e sem categorização definida reforça essa perspectiva. Como uma longa caminhada, um filme estilo road trip ou um romance de formação, os registros apresentam cenas, detalhes, motivos recorrentes, momentos de espanto ou contemplação. A expografia também busca investigar essa sensação, pensando o espaço do museu como ambiente de descoberta e evitando uma lógica puramente linear. O trabalho é o resultado de uma pesquisa que se pode dizer da vida inteira, realizada com maior ênfase ao longo do último ano, onde pai e filha selecionaram, digitalizaram, trataram e ampliaram as mais de 150 imagens a serem reunidas na mostra. As obras ocupam três salas do Museu de Arte do Paço.

Sobre o artista.

Tonico Alvares, fotógrafo, nasceu em Minas do Leão, 1953. Autodidata, tem 50 anos de carreira em trânsito entre o jornalismo e a produção autoral, operando do retrato ao abstrato. Seus trabalhos como repórter são tão expressivos para sua formação quanto as longas caminhadas que realiza diariamente e as diversas viagens feitas a trabalho ou lazer. Exposições Individuais e coletivas: Afghanistan – Stockholm, Kulturhuset. Estocolmo, Suécia, 1978; Suécia e Afeganistão, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 1979; Theatro São Pedro, Theatro São Pedro. Porto Alegre, Brasil, 1984; Rui 40 Anos, Bolsa de Arte. Porto Alegre, Brasil, 1992; Paris 48 horas, Galeria de Arte do DMAE. Porto Alegre, Brasil, 2003; Elegância Gaudéria, Shopping Moinhos. Porto Alegre, Brasil, 2000; Paris – Índia, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2000; Rastros, MACRS. Porto Alegre, Brasil, 2011; Aço Corten, Galeria Gestual. Porto Alegre, Brasil, 2012; (Re)Tratar, OW! Art. Porto Alegre, Brasil, 2013; Redes, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2017; Baco, Vinícola Francioni. São Joaquim, Brasil, 2024. Exposições Coletivas; 11 Photographes Brésiliens, Galerie D’Art François Mansart. Paris, França, 2010; Fotorama-09, Galeria de la Plaza. Colônia do Sacramento, Uruguai, 2009; Areias, Faro Design. Porto Alegre, Brasil, 2025.

Sobre a curadora.

Laura Krebs nasceu em Porto Alegre, 1994). Arquiteta e artista com bacharelado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formação livre em artes visuais, passando pelo atelier de Charles Watson, no Rio de Janeiro, e de Guilherme Dable, em Porto Alegre. Sua atuação ocorre entre espaço e imagem. Assinou a expografia da exposição Queria Lembrar do Meu Corpo, de Lara Fuke, no Museu do Trabalho, e o conceito da instalação Devices for Connection, durante a semana de Design de Milão em 2026.

Até 24 de julho. 

Prática escultórica e pesquisa investigativa.

A Gentil Carioca anuncia a representação da artista Siwaju e celebra sua chegada ao programa da galeria, reconhecendo a força e a consistência de sua pesquisa.

Sobre a artista.

Nascida em São Paulo, em 1997, Siwaju vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática escultórica investiga a relação entre tempo e diferentes ecologias, utilizando aço reaproveitado – coletado, doado e reciclado – para construir conexões entre matéria e cosmos, energias visíveis e invisíveis, corpo, espaço e ambiente. Sua produção opera em uma temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora. Formada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ), ambos em 2022. Recentemente, recebeu o Prêmio do Concurso Gilberto Chateaubriand de Arte Contemporânea com a obra Ààlà Ọ̀run-Ayé (Fronteira entre o céu e a terra) (2025), que passará a integrar o acervo do Palácio Itamaraty. Também foi indicada ao Prêmio PIPA e apresentou a individual Aos temporais, marés de retorno, no auroras, em São Paulo. Em 2025, realizou Spectrum, sua primeira individual n’A Gentil Carioca, e integrou mostras em instituições como o MAM Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Inhotim.

Convite para olhar a vida coletiva.

A primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil apresenta instalações, esculturas e pinturas do artista com mais de 25 anos de carreira. As obras reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais.

O título “Knockout!” sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon. Na exposição que ocupa as sete salas da Pina Luz, São Paulo, SP, Pascale Marthine Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

A exposição tem curadoria de Jochen Volz e Ana Paula Lopes.

Sobre o artista.

Nascido em Yaoundé, Camarões, Pascale Marthine Tayou construiu uma prática artística marcada pela reorganização de materiais e pela transformação poética de elementos do cotidiano, como cadeiras de plástico, bandeiras, fios elétricos, lápis e utensílios domésticos. Sua trajetória é consolidada por participações em algumas das mais relevantes exposições internacionais de arte contemporânea, incluindo a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, a Documenta e a Serpentine Gallery, em Londres.

Sobre a exposição.

Na primeira sala, dedicada à Conferência de Berlim (1884-1885), uma escultura em forma de lápis com quatro metros de altura ocupa o centro do espaço. O objeto articula, de um lado, a energia criativa do desenho e, de outro, seu potencial bélico inscrito na própria forma, revelando como todo gesto de criação convive com a tensão entre invenção e confronto. A segunda galeria aborda a Conferência de Yalta (1945), que reorganizou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Nela está a obra “L’enfer du décor” (2025), composta por quatro grandes colagens sobre tela que reúnem 89 bandeiras nacionais. Na terceira sala, associada à Conferência de São Francisco (1945), que resultou na criação da ONU, Pascale Marthine Tayou apresenta a instalação “Court-circuit” (2026). Na sequência, uma grande instalação de galhos secos e sacolas plásticas coloridas denuncia a poluição ambiental causada pelo excesso de plástico. “Plastic Tree” (2014-2015) dialoga com a Rio-92, conferência voltada às questões climáticas e ecológicas. Na sexta galeria, “Falling House” (2014), uma casa suspensa de cabeça para baixo desafia noções de estabilidade e os sistemas impostos historicamente, se relaciona à Conferência de Bandung (1955). A exposição se encerra com a Conferência de Avignon, um evento criado pelo próprio artista como exercício de crítica e fabulação política. Nesta sala estão algumas de suas obras mais icônicas, como “Colorful Stones” (2015-2026) e “Pascale’s Eggs” (2019).

A obra de Portinari em Pequim.

03/jun

 

Uma das maiores exposições internacionais já dedicadas a Candido Portinari será apresentada em Pequim a partir de 08 de junho, marcando um novo capítulo na circulação global da arte brasileira. Com cerca de 60 obras, “O Brasil de Portinari” ocupa o Museu Nacional da China – o segundo museu mais visitado do mundo, localizado na Praça da Paz Celestial e com fluxo diário de cerca de 30 mil visitantes.

A escala do projeto impressiona: ao longo de quatro meses, a mostra ter´um público estimado em cerca de 4 milhões de pessoas, consolidando-se como uma das maiores plataformas de difusão internacional já dedicadas a um artista brasileiro.

Além do conjunto de obras, a exposição incorpora uma experiência digital imersiva de última geração, ampliando a leitura da produção de Portinari para além do formato expositivo tradicional e dialogando com o perfil de grandes instituições globais.

A abertura antecipada para o dia 08 de junho não é casual. No dia seguinte, o museu recebe o Fórum Global de Diretores de Museus, encontro que reúne lideranças de algumas das principais instituições do mundo. A mudança de data atende a um pedido da própria instituição chinesa, permitindo que esses diretores tenham acesso à exposição – um gesto que reforça o caráter estratégico da mostra.

Inserida no contexto do Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China 2026, a iniciativa ultrapassa o campo artístico e se posiciona como instrumento de diplomacia cultural. Ao mobilizar um dos nomes mais reconhecidos da arte brasileira, o projeto constrói uma narrativa de identidade nacional voltada ao exterior, ao mesmo tempo em que fortalece laços institucionais entre os dois países.

Ling apresenta Advânio Lessa.

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida para acompanhar de perto a produção de uma obra inédita do artista mineiro Advânio Lessa, que realizará uma intervenção em uma das paredes do centro cultural, em um processo aberto que se revela ao público no próprio tempo da criação. De 08 a 12 de junho, das 10h30 às 20h, com observação gratuíta do processo criativo, assistindo em tempo real ao que acontece no ateliê temporário montado em frente ao local.

Advânio Lessa é artista e agricultor, nascido em Lavras Novas, onde ainda reside e desenvolve sua produção. Sua prática parte do encontro direto com a natureza: troncos de árvores mortas, raízes, fibras e cipós coletados nas matas da região tornam-se matéria viva em suas obras. Sua pesquisa se constrói na intersecção entre arte, ofício e ancestralidade. A herança quilombola de sua terra de origem, assim como os saberes transmitidos por seus pais – tropeiro e cesteira – atravessam sua poética, resultando em esculturas e formas orgânicas que evocam corpos, abrigos e estruturas em transformação.

A intervenção integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que propõe aproximações entre o Rio Grande do Sul e a produção contemporânea do Sudeste, a partir de um olhar sensível e plural.

No dia 13 de junho, às 10h, ocorrerá um bate-papo com o artista e a curadora, que compartilharão aspectos da experiência, do processo e das questões que atravessam o trabalho.

Celebrando os 80 anos de Peticov.

02/jun

O Centro Cultural São Paulo apresenta “Peticov – A Exposição”. A mostra celebra os 80 anos de Antonio Peticov com mais de 400 obras do artista que tem papel pioneiro na projeção das artes plásticas brasileiras no exterior, cuja obra articula criação visual, matemática, ciência, geometria sagrada e filosofia.  

Com curadoria de Fábio Magalhães Gouvêa, a exposição reúne pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, instalações e capas de discos, oferecendo um panorama abrangente da produção do artista, que viveu intensamente o cenário cultural da Tropicália. O público também irá se deparar com a inédita instalação “Pau de Arara”, trabalho que remete à repressão sofrida pelo artista e pela produção cultural durante o período da Ditadura militar. Outro núcleo reúne a série “O Tarô”, composta por 78 cartas criadas a partir das obras de Peticov em parceria com Marta Putz; além da série “Mitos do Folclore Brasileiro”, conjunto de 22 desenhos que também integram o livro “Brasil Encantado – Mitos e Mistérios do Nosso Folclore”, desenvolvido ao lado do escritor Eduardo Bueno. O livro será lançado em 03 de junho, data de abertura da mostra ao público.

Sobre o artista.

Antonio Peticov nasceu em 02 de julho de 1946, em Assis, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira artística em 1965 e construiu uma trajetória internacional marcada pela experimentação e inovação. Participou das IX, X e XX Bienais de São Paulo e realizou exposições individuais em importantes instituições, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de mais de uma centena de exposições em galerias e instituições culturais nos cinco continentes. Pintor, escultor, desenhista, gravurista, holografista e programador visual, Peticov também é autor de 12 livros dedicados à sua obra e pensamento artístico. 

Até 02 de agosto.

Gradações cromáticas e formas geométricas.

Edival Ramosa: alfabeto solare.

A Galatea apresenta “Edival Ramosa: Alfabeto solare”, individual do artista Edival Ramosa (1940, São Gonçalo, RJ – 2015, Niterói, RJ) que reúne pinturas, esculturas, objetos e desenhos produzidos ao longo de quase cinco décadas. A abertura acontece dia 09 de junho na unidade da galeria na Oscar Freire, Jardins, São Paulo, SP.

Resultado de uma pesquisa desenvolvida por André Pitol, que assina a curadoria e o texto crítico da exposição, “Edival Ramosa: Alfabeto solare” resgata trabalhos que permaneceram por longo período em coleções no Brasil e no exterior. Parte do conjunto apresentado integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente do processo de retomada crítica da obra do artista.

A obra de Edival Ramosa foi profundamente marcada pela sua vivência no continente africano e também europeu durante os anos 1960 e 1970. A influência de correntes da arte europeia e norte-americana no pós-guerra se vê nas suas investigações em torno de um estilo construtivista, com jogos ópticos e referências à visualidade urbana no uso de materiais como madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico.

Elementos como esferas, casulos, luas, cometas, sois e outros “objetos-forma”, como o artista descreveu em muitas de suas peças, ocuparam lugar central em sua produção, variando entre gradações cromáticas e formas geométricas. A partir da década de 1970, integrou à sua prática referências da estética indígena e afro-brasileira, empregando materiais como palha, peles, plumagens, miçangas e bambus.

Até 08 de agosto.

Relevos e colagens com materiais inusitados.

“Fugido”, nova exposição de Anderson Borba abre no  dia 10 de junho na FDAG Barra Funda, reunindo esculturas, relevos e colagens produzidos com materiais inusitados, orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio.

Dispostas em procissão ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que vão desde formas ancestrais a imaginários extraterrestres. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam um potencial animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Até 01 de agosto.

Referenciais em monumentos arquitetônicos.

O Museu de Arte do Paço (MAPA), Centro Histórico, Porto Alegre, RS, apresenta na Sala da Fonte, a exposição “Tempos suspensos”, exibição individual de pinturas de Hô Monteiro sob curadoria de Blanca Brites.. 

Hô Monteiro desenvolve sua poética, desde a década de 1980, buscando referenciais em monumentos arquitetônicos na paisagem urbana recente, assim como se baseia no histórico renascimento italiano. Nesta mostra, as obras são apreendidas logo ao primeiro olhar, pois sua temática consta em nosso repertório imagético e envolve o espectador em novas descobertas.    

Até 31 de julho. 

Milena Oliveira na Alban Galeria.

01/jun

A artista Milena Oliveira inaugurou sua primeira exposição individual na Alban Galeria, Salvador, BA, com um conjunto de trabalhos em suportes têxteis.

Em “A Largura dos Gestos Pequenos”, Milena Oliveira transforma práticas associadas ao universo doméstico em linguagem visual. A exposição, que reúne um conjunto de trabalhos em desenho sobre tecido e uma instalação que investigam memória, afeto e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo. 

Sobre a artista. 

Milena Oliveira, natural de Jacobina-BA, é mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-UFBA e Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA, com prática interdisciplinar que une desenho, escultura, instalação, fotografia e bordado. Participou de exposições em instituições e espaços como Goethe Institut Salvador, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Casa do Povo (SP), Solar dos Abacaxis (RJ), MAMAM (Recife), Museu Nacional da República (Brasília), Casa Gabriel (SP), OÁ Galeria (ES), Salão Nacional de Arte de Jataí (GO) e José de Guimarães Gallery, em Lisboa. Possui obras em acervos da Galeria ACBEU, Instituto Solar dos Abacaxis e Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, além de coleções particulares.

A largura dos gestos pequenos

Paulo Azeco

A intimidade, que já foi espaço de reclusão e abrigo na obra de Milena Oliveira, agora se alarga como campo de insurgência. Em sua primeira individual na Alban, a artista apresenta uma reorientação do gesto íntimo: da clausura afetiva à afirmação de uma feminilidade consciente, performada e crítica. A exposição “A largura dos gestos pequenos” se inscreve como manifesto poético e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo.

Aqui, a artista não busca explicitar narrativas ou oferecer testemunhos pessoais, mas tensionar os limites da linguagem: como se dá o feminino em meio às relações sociais, como se comunica o desejo em tempos de sobrecarga imagética e como sobreviver a uma lógica que transforma afetos em formas.

Até 27 de junho.

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