Representação do artista Francisco Galeno.

15/set

A Galatea anuncia a representação do artista Francisco Galeno (1956, Parnaíba, Piauí – 2025, Parnaíba, Piauí) e seu legado. Nascido na região do Delta do Parnaíba, Francisco Galeno cresceu em uma família de artesãos, entre ofícios ligados à carpintaria, ao couro, à costura, à renda e à construção de canoas. Ainda jovem, mudou-se para Brasília, estabelecendo-se em Brazlândia, onde iniciou sua trajetória artística. A partir de 2012, passou a dividir sua vida e produção entre Brazlândia e Parnaíba, mantendo ateliê nas duas cidades até seu falecimento, em 2025, aos 68 anos.

Interessado pelas artes desde jovem, Francisco Galeno estudou música e teatro antes de se dedicar às artes visuais. Em 1977, frequentou o ateliê-escola de Moreira Azevedo e, no ano seguinte, realizou curso livre de pintura com Maria Pacca, no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do DF, dirigido por Luiz Áquila.

Para além dos estudos formais, o artista reivindicou o aprendizado advindo do contato com os artesãos que o cercavam, com a paisagem e os objetos da sua infância, e com a cidade de Brasília. Foi essa mescla que possibilitou o alcance de uma autenticidade no seu trabalho: carretéis, anzóis, pipas e latas de sardinha ora são depurados em linhas e formas geométricas para entrar na sua pintura, ora são apropriados em sua condição de objeto, sendo rearranjados de forma lírica e lúdica para compor uma obra escultórica.

Em seu currículo somam-se exposições nacionais e internacionais, tais como: sua última retrospectiva “Galeno, o mistério do simples” (Caixa Cultural Brasília, DF, Brasil, 2026); “Galeno, uma nova direção – Estripulias” (Museu Nacional dos Correios, Brasília, 2014); “Francisco Galeno” (Galerie Debret, Paris, 2002); “Viva Brasil Viva” (Coletiva, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, 1991); entre outras.

Em 2009, Francisco Galeno finalizou, a convite do IPHAN, o painel que ocupa o altar da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, em Brasília, onde estava uma pintura de Alfredo Volpi, apagada pelos militares na década de 1960. Suas obras fazem parte de diversas coleções permanentes, tais como: Museu de Arte de Brasília – MAB, Brasília; Palácio do Itamaraty, Brasília; Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói, Rio de Janeiro; Museu Nacional de Belas Artes – MNBA, Rio de Janeiro.

Memória familiar e imaginação.

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “espírito jardim humana”, primeira exposição individual de Tadáskía desde seu ingresso na galeria. Com abertura efetuada em 14 de setembro, na Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, a mostra reúne trabalhos que articulam memória familiar e imaginação. Ancoradas em uma cosmologia própria, as obras combinam formas abstratas e elementos orgânicos, que assumem figuras híbridas, situadas entre personagens e ambientes.

Em pinturas sobre tela e sobre suportes escultóricos em papel couro, folheado de madeira e MDF, a artista desenvolve um léxico de formas e presenças associado a uma espécie de anima, entendida como força constitutiva de sua criação. Bichos, legumes, cabelos, cascas e outras referências atravessam esse repertório, ao lado de galhos, palhas de taboa, bromélias, frutas, ovos, líquidos e outros materiais que se prolongam no espaço expositivo. Em suas “aparições”, como a artista denomina as fotografias realizadas em 35mm, assim como nas superfícies, ranhuras, relevos e passagens de cor, diferentes elementos se articulam entre imagem, matéria e forma. Aquilo que se apresenta de modo sugerido na pintura e no desenho ganha corpo e volume nos trabalhos escultóricos, estabelecendo relações entre diferentes meios e procedimentos.

“espírito jardim humana” assinala também uma inflexão sutil na produção recente de Tadáskía, marcada pelo aparecimento de áreas de branco e do suporte exposto. O branco reaparece nos desenhos e no interior das cascas, relevos pintados a óleo, e também em trechos onde a tinta foi raspada. Essas áreas de vazio assumem uma função compositiva, introduzindo intervalos de luz e abertura que alteram o ritmo e a atmosfera das obras. Ao redor desse núcleo, as esculturas articulam elementos encontrados e objetos transformados, aproximando materiais de diferentes origens e temporalidades. Grafismos e campos de cor organizam superfícies e camadas que ampliam as relações entre pintura, desenho e escultura.

Até 31 de outubro.

Exposição investiga modos de narrar.

14/set

A artista Rose Afefé participa do 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito, no MAM São Paulo, com curadoria de Diane Lima. Reunindo 33 artistas de 11 territórios e diferentes gerações e perspectivas, a exposição investiga modos de narrar, imaginar e construir a arte brasileira contemporânea, a partir de uma questão formulada pela filósofa Denise Ferreira da Silva sobre aquilo que pode existir para além do que já foi dito e feito sobre a violência colonial e racial.

A pesquisa de Rose Afefé parte do resgate de memórias e da relação com os territórios, articulando pertencimento, ocupação, convivência e fabulação. Desde 2018, esse percurso se materializa em “Terra Afefé”, uma microcidade em escala humana construída com terra e adobe na zona rural de Ibicoara, na Chapada Diamantina. Pensada como espaço de encontro, a obra articula arte e vida e mobiliza saberes locais, natureza e formas de organização coletiva, investigação que a artista desloca e reelabora em diferentes contextos.

No Panorama, essa pesquisa se desdobra em “Posse Simbólica”, série de 21 pinturas realizada em 2025 a partir da coleta de terra em um canteiro de obras da Grande Paris. As pinturas refletem sobre posse, pertencimento e fabulação de territórios, transformando fachadas em espaços simbólicos para tensionar fronteiras e criar formas de redistribuição e vínculo. A série também incorpora uma carta escrita por uma criança após uma conversa com a artista no Solar dos Abacaxis, na qual pede para viajar à África e conhecer seus ancestrais. A carta passa a integrar o trabalho como parte de um gesto que busca transformar a obra em meio para a realização desse desejo.

O 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito” permanece aberto ao público até 24 de janeiro de 2027, no MAM São Paulo.

O Mar de Rosas de Paulo von Poser.

11/set

“Mar de Rosas” celebra os trinta anos da exposição que, em 1996, reuniu pela primeira vez um conjunto de obras dedicado exclusivamente à rosa. Desde então, essa flor tornou-se presença constante na arte e na vida de Paulo von Poser, acompanhando sua produção em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas, instalações e performances. A rosa surgiu discretamente nos desenhos realizados entre 1980 e 1985 e apareceu como protagonista em uma série desenvolvida em 1988, publicada no calendário do Museu de Arte Contemporânea no ano seguinte. A partir daí, atravessou inúmeras exposições, ora como elemento central, ora integrada às paisagens, às cidades e às reflexões sobre memória, natureza e espaço urbano.

A exposição “Mar de Rosas”, apresentada em 1996 no Espaço Ox, com curadoria de André Millan e Mariângela Bordon, representou um ponto de inflexão nessa pesquisa. Dela nasceu um universo que se expandiu muito além da pintura, dando origem a uma rara coleção de obras, objetos, fotografias, livros, poemas e referências dedicadas à presença e a história da rosa na cultura brasileira e internacional.

Nas décadas seguintes, esse percurso desdobrou-se em projetos realizados no Brasil e no exterior. As rosas dialogaram com as cidades em “Rosas no Ar” e “Rosas na Terra” (1999), transformaram-se em esculturas transparentes na exposição “Horizontes” (2001), participaram de exposições em Paris e Lima, sobrevoaram São Paulo em um dirigível na mostra “Você Está Aqui” (2006), ganharam escala monumental na escultura “Rosé au Calvaire”, instalada em Saint-Flour, na França (2007), permaneceram presentes em séries dedicadas à paisagem, à arquitetura e à cidade e, em 2012, na exposição “Floração”, apresentada no Museu de Arte Sacra de São Paulo, inspiraram desenhos das rosas barrocas presentes no acervo do Museu, e uma série de “Rosas relicários contemporâneos”. Em 2023, essa longa investigação encontrou uma nova dimensão na exposição “Rosas Brasileiras”, apresentada no Farol Santander, que reuniu a coleção construída pelo artista ao longo de décadas e obras de mais de uma centena de artistas brasileiros, provenientes de acervos públicos e privados, unidos pela presença da rosa.

A atual exposição não pretende ser uma retrospectiva. É uma celebração. Reúne obras de diferentes momentos, escolhidas por Paulo von Poser e pela curadora Flávia Daud, revelando a permanência e a transformação de um mesmo tema ao longo de três décadas. Mais do que uma flor, a rosa tornou-se uma linguagem da alma do artista. Presente nas mais diversas culturas e tradições espirituais, símbolo de beleza, regeneração e mistério, ela permanece como um enigma humano inesgotável. Cada nova obra representa uma tentativa de aproximar-se desse centro simbólico, onde natureza, memória e imaginação se encontram.

Celebrar os trinta anos de “Mar de Rosas” no Clube Atlético Monte Líbano é celebrar um percurso artístico que continua em pleno florescimento.

Uma criação artística diversa e potente.

Para a ArtRio 2026, Marina da Glória, Rio de Janeiro RJ, A Gentil Carioca, Pavilhão Terra, Stand A7, apresenta obras que enfatizam o potencial de uma criação artística diversa e potente, atravessada por dimensões críticas, estéticas, lúdicas, sociais e políticas.

A apresentação reúne trabalhos de Agrade Camíz, Arjan Martins, Ana Silva, Cabelo, Carlos Jacanamijoy, Diego Kohli, Denilson Baniwa, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Laet, Maria Nepomuceno, Misheck Masamvu, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, O Bastardo, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rose Afefé, Rodrigo Torres, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinícius Gerheim e Vivian Caccuri.

Entre 17 e 20 de setembro.

O olhar de Rochelle Costi.

Rochelle Costi fotografou aquilo que quase ninguém costuma registrar. O olhar de Rochelle Costi chega em POA em mostra que revela o extraordinário do cotidiano. A exposição reúne obras produzidas entre 2004 e 2022, e convida o público a capturar a passagem do tempo em atividade inspirada na artista. 

A partir de 12 de setembro, esse olhar, que ajudou a consolidar Rochelle Costi como uma das principais fotógrafas da arte contemporânea brasileira, ganha novo contexto na exposição “Rochelle Costi: Tudo é rua”, em cartaz na sede do 4º Distrito do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS), em Porto Alegre, RS. 

Séries com imagens de fachadas, ruas e marcas deixadas pelo tempo não apenas documentam, mas revelam histórias, modos de viver e as transformações silenciosas da rotina. Com curadoria de Fernanda Albuquerque e Gabriela Motta, a mostra reúne quase duas décadas de trabalho, elevando cenas aparentemente banais a imagens que falam sobre a memória e a passagem do tempo.

Nascida em Caxias do Sul, Rochelle Costi construiu uma obra que se afastou das fotos factuais para investigar detalhes que permanecem. Mais do que personagens ou eventos, registrava as relações que eles estabelecem com os lugares que habitam. Sua força artística e distinção na fotografia nacional seguem relevantes: além da exposição na capital gaúcha, outra mostra ocorre na Galeria Luciana Brito, em São Paulo, desde 22 de agosto.

O extraordinário do público

Antes mesmo da abertura da mostra, em Porto Alegre, as curadoras e o Educativo do MAC/RS propõem um Encontro de Educadores nos dias 10 e 11 de setembro. Será um espaço de troca, formação e aprofundamento em torno da exposição da artista. Serão abordadas estratégias de mediação, leituras possíveis da obra de Rochelle Costi e reflexões sobre práticas educativas em arte contemporânea. Gratuita, a atividade é voltada a educadores, professores e mediadores interessados em ampliar suas ferramentas de atuação, promovendo diálogos entre arte, público e território. Em diálogo com as séries, a atividade ocupa a sede do MAC/RS no 4º Distrito, região marcada por intensas transformações urbanas e crescente reutilização de espaços. Em sua trajetória, a artista desenvolveu diversos trabalhos a partir da aproximação com territórios específicos, interessando-se menos pelas paisagens e mais pelas histórias que cada lugar carrega.

Já na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), o projeto Acervo em Foco apresenta “Mudanças (ascensão econômica)” (2000), obra do acervo do MAC/RS, que transforma um quarto em retrato indireto de modos de vida, identidade e condição social. Em dois registros, a reorganização dos móveis modifica o ambiente e também aquilo que ele revela e oculta, ampliando a investigação sobre como objetos cotidianos podem contar histórias sem que os sujeitos apareçam.

A exposição e o Encontro de Educadores reforçam o que há de mais sensível no olhar de Rochelle Costi, convidando a participar da permanente reinvenção do dia a dia.

Até 31 de janeiro de 2027.

II Ato de Florescer – Colecionar o Presente.

No dia 12 de setembro, será apresentado na Casa 70 Galeria, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo momento de “Florescer – Diálogo entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea”. 

“Estamos expondo novas obras de novos artistas e propondo uma outra maneira de viver a exposição e descobrir encontros entre diferentes gerações da arte brasileira”, diz a curadora Elis Valadares.

O II Ato reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Antonio Bandeira, Candido Portinari e José Pancetti, em diálogo com Bruno Borne, Bruno Marchetto, Carolina Kasting, Dani Lacerda, Diana Gondim, Fessal, Giovanna Nucci, Heberth Sobral, Iole de Freitas, Lair Uaracy, Lorena Bruno, Lucas Finonho, Lucas Ribeiro, Marcelo Carrera, Marcos Corrêa, Mariana Riera, Marina Rodrigues, Miru Brüggmann, Ricardo Alcaide, Safe Art, Samira Pavesi, Sabrina Cuiligotti, Tatiana Bertrand e Thomaz Velho.

Na primeira edição, inaugurada em julho, o espaço ampliou sua proposta curatorial ao promover um diálogo entre a arte moderna brasileira e a produção contemporânea representada pela galeria. Foram reunidas obras de quatro pilares fundamentais da pintura moderna brasileira em diálogo com a produção contemporânea desenvolvida pelos artistas representados pela CASA70 Galeria.

Na sequência, nos dias 18 e 19 de setembro, das 10h às 18h, acontece o II Ato de Florescer – Colecionar o Presente que sairá da Casa70 e estreia na Semana de Arte do Rio com a participação de 13 espaços de arte e criatividade.

Até 30 de setembro.

Quando São Francisco encontra Guido Totoli.

Exposição reúne obras de diferentes décadas e criações recentes em torno de uma referência que acompanha o artista desde a infância.

Guido Totoli apresenta, em 17 de setembro, no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Higienópolis, a exposição “Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito”, com curadoria de Claudia Totoli. A mostra reúne 22 obras entre desenhos, pinturas, esculturas e cerâmicas, realizadas em diferentes momentos de uma trajetória que atravessa mais de sete décadas, incluindo tanto peças de seu acervo pessoal quanto trabalhos criados especialmente para a ocasião. A partir de sua relação com São Francisco de Assis, o conjunto estabelece um diálogo entre terra, transformação e espírito.

A escolha de São Francisco é proposital e sua presença acompanha a produção de Totoli, ganhando na exposição novas possibilidades de leitura a partir do diálogo entre obras de diferentes períodos. Para a curadora, esse percurso evidencia uma afinidade que ultrapassa a representação do santo e se aproxima de valores presentes na própria produção do artista, como a relação com a natureza, a simplicidade e a atenção ao outro.

“A relação de Guido com São Francisco atravessa sua trajetória. Ao selecionar as obras, fui percebendo como a figura do santo, sua relação com a natureza e sua atenção aos mais necessitados já estavam presentes, de diferentes formas, em sua produção. Parecia que tudo já estava conversando”, define Claudia Totoli.

Essa leitura também orientou a construção do espaço expositivo. O percurso parte da ideia de peregrinação: no centro, as esculturas formam uma cruz grega inscrita em um octógono; ao redor, desenhos, pinturas e painéis cerâmicos apresentam diferentes momentos da vida e da mensagem de São Francisco. Elementos sonoros e uma fragrância inspirada em folhas e capim fresco integram a montagem. 

A exposição integra a programação do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo dedicada aos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, aproximando diferentes tempos da produção de Totoli em torno de uma referência que permanece ativa em seu trabalho.

A fala do artista.

“Com a minha idade e experiência, pude transitar por vários temas durante minha carreira. Experimentei vários instrumentos, mas foi na pintura, cerâmica, escultura em terracota e desenho que adquiri um conhecimento muito grande. Manusear esses materiais é a minha vida”.

“Hoje, para me inspirar, junto tudo o que aprendi na minha vida e que se completou agora. Onde estou, na rua, no carro, estou tendo ideias. Daí me preparo mentalmente através dessas ideias e coloco em prática.”.

Até 07 de novembro.

 

Leituras que ultrapassam as classificações.

10/set

A Galatea e o TropiGalpão apresentam a coletiva “Atravessamentos Naturais”, com curadoria de Tomás Toledo, sócio fundador da Galatea, no espaço do Tropigalpão no Rio de Janeiro. A mostra reúne trabalhos de Anísio O. Couto, Chico da Silva, Grauben do Monte Lima, Silia Moan e Ygor Landarin e abre no dia 17 de setembro, das 18h às 21h.

A exposição tem como eixo as obras de Chico da Silva e Grauben do Monte Lima, dois artistas históricos que dedicaram suas produções à natureza brasileira, transformando elementos da paisagem, da fauna e da flora em universos pictóricos marcados pela fabulação e pela experimentação cromática.

A partir de suas obras, a mostra estabelece justaposições com os trabalhos de Anísio O. Couto, Silia Moan e Ygor Landarin, três artistas contemporâneos cujas pesquisas permitem olhar para esses autores históricos a partir de questões do presente. Ao destacar a atualidade das produções de Chico da Silva  e Grauben do Monte Lima, a exposição propõe leituras que ultrapassam as classificações que por muito tempo as restringiram ao campo da arte popular.

A pesquisa antropológica de Douglas Lopes.

sta é a primeira mostra de Douglas Lopes fora do Complexo da Maré, onde ele nasceu, trabalha e mora até hoje. Sua pesquisa antropológica, através da fotografia, foi escolhida por Sergio Burgi, do Instituto Moreira Salles, para participar de um prêmio internacional em Bolonha, Itália, foi o único indicado do Rio de Janeiro. Ele foi diretor de fotografia da série da Globoplay “Marielle, o documentário”. A Fábrica Bhering, Santo Cristo, é um prédio industrial histórico, na zona portuária do Rio de Janeiro, que funciona como  polo de arte, cultura e economia criativa.

Douglas Lopes inaugura a mostra “Entre a Favela, o Inferno e o Céu”, na Fábrica Bhering, o artista apresenta fotografias que exploram as relações entre paisagem, memória e os imaginários construídos sobre as favelas cariocas. Artista visual e fotógrafo, Douglas Lopes (1991) inaugura exposição individual na quarta, 16 de setembro, das 11h às 18h, no quinto andar da Fábrica Bhering. Com curadoria de Vinicius Mesquita, “Entre a favela, o inferno e o céu” apresenta séries de fotografias emblemáticas de sua produção e uma instalação inédita.

A mostra é parte de um projeto mais amplo de Douglas Lopes, contemplado com uma bolsa de dois anos no Programa de Inovação Social, Tecnológica e Ambiental (Pista), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Conduzido por agentes culturais de diferentes favelas e complexos, o programa tem como objetivo estimular iniciativas concebidas e desenvolvidas a partir desses territórios. Além da exposição, o projeto contempla a publicação de um livro e a reestruturação da plataforma digital do fotógrafo, que será relançada no evento, e passa a se chamar Estúdio Maré.

Até 18 de fevereiro de 2027.