Quando o museu é rio.

22/jul

Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP,  apresenta a exposição “Quando o museu é rio”. Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição reúne artistas contemporâneos e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos para refletir sobre memória, território e as formas de produção de conhecimento na Amazônia.

Com curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. “Quando o museu é rio” acontece paralelamente às mostras “Viva Viva Escola Viva”, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e “Estrelas escolhidas”, individual do artista Luiz Zerbini. 

Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa. 

Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”. 

Até 16 de agosto.

A autonomia própria de Allan Weber.

A Almeida & Dale anuncia a representação de Allan Weber (1992, Rio de Janeiro).  A representação chega em um momento decisivo da trajetória do artista: Weber integra o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”, sob curadoria de Diane Lima, a partir de setembro deste ano, e realizou recentemente sua primeira exposição individual institucional no Brasil, “Existe uma vida inteira que tu não conhece”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. 

Trabalhando com fotografia, escultura e instalação, o artista constrói seu repertório a partir da observação das dinâmicas sociais e materiais que organizam o cotidiano urbano – da comunidade 5 Bocas, no Rio, onde nasceu e vive, às condições do trabalho plataformizado ao redor do mundo. Allan Weber nomeia esse repertório “tecnologias de existência”: um saber-fazer que nasce fora dos manuais, e estrutura, com autonomia própria, a vida nas grandes cidades. 

Em 2024, Weber recebeu o SEED Award da Prince Claus Fund e realizou residência artística no Reino Unido, viabilizada pelo Nottingham Contemporary. Da experiência nasceu My Order (2025), mostra apresentada no Nottingham Contemporary e no De La Warr Pavilion. Participou também de coletivas no Brasil como Funk: um grito de ousadia e liberdade – apresentada no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (2025), e no Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2023) – e Fazer o moderno, construir o contemporâneo: Rubem Valentim, Inhotim, Brumadinho (2023). Sua obra integra as coleções do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Mostras itinerante na Oficina Francisco Brennand.

21/jul

A Fundação Bienal de São Paulo e a Oficina Francisco Brennand anunciam a abertura da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em Recife, PE, marcando mais uma etapa do programa de mostras itinerantes. Na Oficina Francisco Brennand, a capital pernambucana recebe a exposição “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática” de 08 de agosto a 18 de outubro. A curadoria da itinerância é dos cocuradores adjuntos da 36ª Bienal, André Pitol e Leonardo Matsuhei. A exposição é assinada pela Petrobras.

Esta é a segunda vez que o programa de mostras itinerantes da Bienal de São Paulo chega a Recife. A primeira foi em 2011, quando a 29ª Bienal de São Paulo ocupou três instituições em Pernambuco: o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), a Fundação Joaquim Nabuco e o Museu do Estado de Pernambuco. Quinze anos depois, o programa retorna ao estado e ocupa a Oficina Francisco Brennand, um complexo monumental erguido pelo ceramista e escultor pernambucano Francisco Brennand a partir de 1971 nas ruínas de uma antiga fábrica de telhas e tijolos no bairro da Várzea, às margens do rio Capibaribe, cercado por remanescentes de Mata Atlântica.

A itinerância de Recife reúne obras de 14 participantes: Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Forensic Architecture/Forensis, Helena Uambembe, Julianknxxx, Metta Pracrutti, Ming Smith, Nádia Taquary, Rebeca Carapiá, Shuvinai Ashoona, Suchitra Mattai, Vilanismo, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

“Receber a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na Oficina Francisco Brennand é um marco para o museu-ateliê e para a cultura pernambucana. Essa colaboração inaugura o ciclo de celebrações do centenário de Francisco Brennand. Mais do que acolher uma das mais importantes exposições de arte da América Latina, estamos fortalecendo um espaço de diálogo entre diferentes saberes e perspectivas, preservando o legado de Francisco justamente por mantê-lo vivo, em permanente conversa com o nosso tempo”, pontua Marcos Baptista, presidente da Oficina Francisco Brennand.

Provocando inspiração e reflexão.

Com oito anos de trajetória, o fotógrafo Bruno Guerchon fará sua primeira exposição individual a partir do dia 1º de agosto na Ava Galleria, localizada na Fábrica Bhering, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ. Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra “Inspiração e Reflexão” apresentará 16 fotografias recentes e inéditas, produzidas pelo artista desde 2024 até hoje. A abertura da mostra acontecerá durante o “Bhering de Portas Abertas”, evento realizado no primeiro sábado de cada mês, com os ateliês e galerias do polo cultural abertos ao público.

“Como diz o título da exposição, minha intenção é provocar inspiração e reflexão nas pessoas através das minhas obras. Quero que enxerguem beleza no mundo, questionem suposições e, quem sabe, se conectem com algo mais profundo da experiência humana”, afirma o artista.

Sobre o artista. 

Bruno Guerchon nasceu no Rio de Janeiro, em 1986, cidade onde vive e trabalha. Desenhista nato, autodidata, graduado em ciência da computação. desde 2018 atua profissionalmente como artista visual, produz imagens em projetos próprios. Sua aspiração principal é criar arte que convide as pessoas a parar e refletir. Fotografa há mais de dez anos, mas foi em 2018 que a fotografia se tornou profissão. Nos últimos anos, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, como “Ava Art Festival”, Enokojima Art Center, Osaka, Japão;  “Art Shopping”, Carroussel Du Louvre, Paris, França; “Bela Bienal”, Cable Factory, Helsinque, Finlândia, e exposições em São Paulo, como “150 anos do Jockey Club São Paulo” e mostras coletivas na própria Fábrica Bhering.

Até 15 de agosto.  

 

Produção artística brasileira contemporânea.

20/jul

Mostra inédita “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, integra a 16ª edição de uma das mais importantes bienais do mundo e apresenta um panorama da produção artística brasileira contemporânea.

O Brasil participará pela primeira vez da Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, com um pavilhão nacional. Integrando a 16ª edição do evento, considerada uma das principais bienais de arte contemporânea do circuito internacional, a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento” será apresentada entre 05 de setembro e 15 de novembro de 2026, no Gwangju History & Folk Museum, reunindo obras de 35 artistas brasileiros de diferentes gerações, regiões e linguagens. A curadoria é de Aldones Nino e Bruna Levi, que propõem uma leitura da produção brasileira a partir da tradição antropofágica, atualizada como ferramenta crítica para refletir sobre as transformações sociais, ambientais e tecnológicas do presente.

Em diálogo com o tema da Bienal, “You Must Change Your Life”, dirigido artisticamente por Ho Tzu Nyen, o projeto brasileiro investiga modos de imaginar futuros possíveis diante das crises contemporâneas. Pintura, escultura, fotografia, vídeo, instalação e performance compõem um percurso que atravessa questões como ancestralidade, meio ambiente, inteligência artificial, memória e fabulação política. Entre os destaques estão diversas obras inéditas produzidas especialmente para a ocasião, além de trabalhos desenvolvidos durante uma residência artística em Seul por artistas convidados.

Segundo os curadores, o pavilhão não pretende funcionar apenas como representação institucional do país, mas como uma plataforma de diálogo entre diferentes realidades culturais do Sul Global. A exposição “Devorações do Amanhã” toma a antropofagia como um gesto de assimilação crítica das urgências do presente, propondo a ideia de “rebento” como imagem de nascimento, transformação e reinvenção coletiva. A mostra também evidencia a amplitude material da produção brasileira atual, reunindo desde pesquisas baseadas em pigmentos naturais, cerâmica e saberes tradicionais até investigações envolvendo inteligência artificial, linguagens digitais e novas tecnologias.

Participam da exposição Adriana Varejão, Alex Červený, Ayla Tavares, Cinthia Marcelle, Estevan Davi, Herbert De Paz, Heloisa Hariadne, Isabella Guedes, Ivens Machado, Jonas Arrabal, Josi, Laís Amaral, Lais Myrrha, Lucas Lugarinho, Luiza Crosman, Manauara Clandestina, Marcela Cantuária, Marcos Chaves, Maria Lira Marques, Mariana Rocha, Márcia Falcão, Maruan Sipert, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrícia Abbott, Rayana Rayo, Sara Ramo, Ventura Profana, Vicente de Mello, Vinicius Gerheim, Vivian Caccuri, Shinji Nagabe, Walla Capelobo, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz, reafirmando a diversidade de perspectivas que marca a arte contemporânea brasileira no cenário internacional.

O  Pavilhão Brasileiro poderá ser visitado de 05 de setembro a 15 de novembro de 2026, no Gwangju History & Folk Museum, durante a Bienal de Gwangju.

Um caminho de cultura, história e diversão.

17/jul

A edição de férias de inverno 2026 do Caminhos da Matriz está chegando e com novidades. O roteiro cultural que percorre mensalmente alguns dos prédios históricos ao redor da Praça da Matriz, Porto Alegre, RS, e que já faz parte da tradição porto-alegrense traz, pela primeira vez, a Pinacoteca Ruben Berta para o percurso.

Nesta edição, as senhas serão limitadas a 105. Elas devem ser retiradas a partir das 13h30 do dia 25 na entrada do Palácio da Justiça. O percurso tem início às 14h, com a visita ao Memorial do Judiciário, ao Memorial do Ministério Público e à Pinacoteca Ruben Berta. Um programa de visitas mediadas gratuitas, que apresenta mensalmente uma combinação diferente de três dos prédios históricos no entorno da Praça da Matriz.

Então já programe-se, no Palácio da Justiça, às 13h30 do dia 25 de julho, para garantir seu lugar. Venha conhecer mais sobre esses espaços que são parte importante da história de Porto Alegre em um caminho de cultura, história e diversão.

A Pinacoteca Ruben Berta é constituída por uma coleção criada por Assis Chateaubriand – mais conhecido como Chatô (1892-1968), a figura mais influente do rádio, imprensa e televisão brasileira no século XX. A coleção de 125 obras foi doada pelos Diários Associados de Chatô à Prefeitura de Porto Alegre em 1971 e está conservada no casarão localizado na Rua Duque de Caxias, 973, restaurado e reinaugurado para esta finalidade em 2013. 

Em cartaz está a exposição “Para mostrar o mundo: objetos do cotidiano”, realizada sob curadoria de Katia Prates. A curadora – que também é artista e professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Ufrgs – selecionou um conjunto de pinturas, gravuras e desenhos pertencentes aos acervos da Pinacoteca Ruben Berta e da Pinacoteca Aldo Locatelli que apresentam a clássica temática da Natureza-morta. Na mostra, estão obras de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Carlos Scliar e Eliseu Visconti.  

Bate-papo gratuito e aberto ao público.

No dia 25 de julho, às 14h, será realizada uma conversa gratuita e aberta ao público com o artista Ricardo Siri e a curadora Fernanda Lopes, na exposição PRO-POLIS, em cartaz no Museu Histórico da Cidade, de terça a domingo, das 9h às 16h. A conversa será uma oportunidade para o público conhecer a fundo o trabalho do artista e as obras feitas com cera, mel e própolis, vindos do Meliponário do artista.

Investigação contínua e diligente da pintura.

A Almeida & Dale anuncia a representação de André Ricardo. Em agosto, a chegada do artista à galeria será celebrada com Mensageiro da Manhã, primeira individual de André Ricardo na Almeida & Dale, com uma série de trabalhos inéditos e texto crítico assinado pelo curador Renato Menezes.

A prática de André Ricardo é ancorada em uma investigação contínua e diligente da pintura a têmpera, técnica que o artista conduz em todas as suas etapas: da preparação da tela e manipulação de pigmentos e aglutinantes até a execução de cada pintura. Nesse processo, o artista constrói meticulosamente a transparência e a luminosidade de cada cor, conferindo às superfícies um caráter ora acetinado, ora aquoso. Ao operar no cruzamento entre o cânone da história da arte ocidental e a matriz cultural brasileira, sua obra mobiliza formas de caráter atemporal, abrindo um universo imagético a novas associações diante do olhar.

“A pintura é o modelo de pensamento que guia minha relação com o mundo. É no espaço do ateliê, através do fazer, que amalgamo tudo que me norteia, seja o estudo da história da arte ou minha experiência enquanto sujeito no mundo”, diz o artista.

André Ricardo foi indicado ao prêmio PIPA em 2017 e completou a residência Residency Unlimited, em Nova York, em 2022. Realizou exposições individuais em instituições nacionais como Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre e Centro Cultural São Paulo, e em galerias internacionais como Lamb Gallery, Londres e Hutchinson Modern & Contemporary, Nova York, além de ter integrado importantes mostras coletivas como a 37ª Panorama da Arte Brasileira, MAM, São Paulo. Suas obras são abrigadas pelas coleções do Instituto Inhotim, MAC-USP, MAM São Paulo e Pinacoteca de São Paulo, entre outras.

Matéria disponível à transformação.

16/jul

Chama-se “Vertido” a exposição individual de pinturas de Pedro Varela apresentada na Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, MG. A curadoria e o texto de apresentação traz a assinatura de Shannon Botelho.

Vertido

A água não conserva as coisas, ela as transforma. Abaixo da superfície, o tempo adquire outra espessura. Os contornos se deslocam, as cores se alteram, as distâncias já não obedecem à mesma medida. Nada permanece exatamente como era, mas tampouco desaparece. Em Vertido, Pedro Varela faz da pintura um ambiente de imersão, onde as imagens atravessam diferentes tempos e reaparecem continuamente, como se a própria matéria da tinta preservasse o movimento incessante das águas.

Vertido marca a primeira exposição individual do artista na galeria e reúne um conjunto de trabalhos que evidencia uma nova inflexão em sua pesquisa. Sem assumir o caráter de retrospectiva, dado que os trabalhos são recentes e realizados para estarem aqui, o que vemos remonta visualmente diferentes momentos de sua trajetória e faz coexistirem signos, procedimentos e materiais que atravessam mais de vinte anos de carreira. Trata-se de uma exposição que nos convida tanto ao reconhecimento quanto à descoberta, uma vez que as recorrências plásticas permanecem, como se fossem lentamente transformadas pela própria experiência da imersão.

Nas pinturas, a tinta diluída estabelece o ritmo da exposição. Ora ela se espalha em transparências que se aproximam da aquarela, ora concentra-se em espessura, tornando visível o tempo e o gesto do exercício contínuo da pintura. Em outras superfícies, papéis recortados compõem imagens que reafirmam este deslocamento temporal na trajetória de Pedro. As colagens, elas não interrompem a pintura do artista, antes prolongam seu fluxo, fazendo com que matéria e imagem compartilhem valores e desejos criativos. A escala dos trabalhos, por sua vez, amplia a experiência de imersão, pois convida o observador, como em um mergulho, a percorrer uma paisagem em que corpos, flores, arquiteturas, recifes de coral parecem emergir de uma mesma corrente.

Em Vertido, nada retorna exatamente ao lugar de onde partiu. A água, signo aqui tão presente, altera as formas. A memória, força que move e determina o desejo, reinventa as paisagens. E a pintura, linguagem central da pesquisa do artista, faz do tempo uma matéria sempre disponível à transformação. Em um lugar localizado entre o silêncio das profundezas e a pulsação do sangue que faz florescer a vida, Pedro Varela delimita um recorte de universo onde recordar não significa repetir, já que cada imagem é sempre uma possibilidade de reinvenção.

Shannon Botelho.

Sobre o artista.

Pedro Varela nasceu em Niterói, RJ, 1981. Vive e trabalha em Petrópolis, Rio de Janeiro. Atualmente o artista vem desenvolvendo séries de pinturas monocromáticas e desenhos multicoloridos. Tem trabalhos nas seguintes coleções: Coleção SESC (São Paulo-SP); Gilberto Chateaubriand/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ); Montblanc México (Cidade do México); Sprint Nextel Art Collection, Overland Park. Entre suas principais exposições destacam-se: “Enredado”, exposição com Carolina Ponte no Kunsthal de Viborg, Dinamarca; “Trail with no end in sight”, Galeria Enrique Guerrero, México, 2019; “Tender Constructions”, (com Carolina Ponte), Cité Internationale des Arts, Gallery 4 and 5. Paris, França; “Crônicas tropicais”, MDM Gallery, Paris, 2015; “Tropical”, Galeria Enrique Guerrero, Mexico DF, 2014; “Dusk to dawn… Threads of infinity (com Carolina Ponte)”, Anima Gallery, Doha, Catar, 2014; “Pedro Varela”, Centre Culturel Jean-Cocteau, Les Lilas, 2014; “Pedro Varela”, Xippas, Montevidéu, 2013; “Le Brésil Rive Gauche”, Le Bon Marché Rive Gauche, Paris, 2013.

Até 29 de agosto.

Influência das matrizes culturais africanas.

A Danielian RJ, Gávea, apresenta “Izô” – exposição coletiva que reúne nove artistas brasileiros de diferentes gerações e origens para provocar uma percepção sensível sobre a influência das várias matrizes culturais africanas na produção artística brasileira contemporânea.

Com curadoria de Rafael Peixoto e Marcus Lontra, a mostra parte do vocábulo de origem bantu, izô, que representa a força essencial do fogo, como inspiração para colocar em diálogo obras de Ayrson Heráclito, Artur Barrio, Cipriano, Dionísio del Santo, Gonçalo Ivo, Jayme Figura, Lidia Lisbôa, Luiz Hermano, Mario Cravo Jr. além de um importante conjunto de ex-votos brasileiros.

A exposição conta ainda com comentários críticos complementares de Heitor Reis, importante curador e gestor cultural que esteve a frente do MAM da Bahia por mais de uma década e de Cipriano, artista e teórico no desenvolvimento de um pensamento brasileiro afro-referenciado.

Segundo os curadores, “O Brasil das misturas, das violências, dos encontros e dos embates possui estas histórias em suas raízes mais profundas. Em cidades como Salvador e Rio de Janeiro, esta presença é vivida no cotidiano das ruas, no falar, no vestir e no modo de estar em comunidade. Não à toa, essa ideia de África Mãe, que aparece como fonte de inspiração para vários tipos de expressão, esconde por debaixo dos véus da amálgama social brasileira o apagamento de origens e tradições, que sobrevivem subliminarmente metamorfoseadas principalmente nas manifestações de origem popular. Pensar a riqueza de visualidades africanas é tão complexo quanto pensar a multiplicidade de manifestações criativas no Brasil. Longe desta intenção, esta mostra mergulha na percepção de uma força que emerge no gesto e na ação humana de expressar-se através da arte. Fogo que arde de dentro pra fora”.

Até 19 de setembro.