Fotos de Edu Monteiro

16/jul

Primeiro é preciso explicar o título da exposição e como o premiadíssimo fotógrafo Edu Monteiro descobriu e fotografou após quatro anos de investigações e três viagens à Martinica, entre elas uma residência de seis meses em busca do universo mágico, esta dança de combate – uma luta entre o visível e o invisível nas encruzilhadas da diáspora africana – seus pesos e magias.

 

“Costas de Vidro” é uma expressão utilizada pelos lutadores da Ladja – uma dança de combate praticada exclusivamente na ilha da Martinica, no Caribe, que lembra bastante a capoeira em alguns aspectos. O principal fundamento desta luta é o “ou wè`y ou pa wè`y” expressão em crioulo que significa: “vê mas não vê” e se refere à capacidade ilusionista dos golpes desta arte, que impossibilita a percepção visual do oponente diante do ataque – transformando o visível em invisível através do corpo. Nesta luta quem tem as costas de vidro não pode ser visto. Faz parte do “Rio Resiste”.  “Querendo, pode-se ouvir a marola do mar, uma suave brisa, o roçar da pele na madeira. E mais, pois a foto ressoa além do visível. É um navio negreiro. Não! É um corpo síntese, índice de milhões de pessoas, tanto das que sucumbiram ao tráfico negreiro quanto das que sobreviveram, vivenciaram e venceram a escravidão”, diz Roberto Conduru.

 

 

Curadoria Roberto Conduru

 

Segundo o curador Roberto Conduru…”é simples a imagem com a qual Edu Monteiro apresenta Costas de Vidro. Nela, um homem afrodescendente parcialmente imerso na água segura um tambor. A tensão da pega parece visar menos a proteger o tambor do encontro com a água e mais a trazê-lo junto, conectá-lo a si. De tal modo que corpo humano e tambor tornam-se um a extensão do outro. Fazendo as vezes de tronco e cabeça, o tambor ultrapassa a condição de objeto. Dando braços e pernas ao artefato de madeira, ferro, sisal e couro, o homem amplia atributos e habilidades”.

 

 

Sobre o Fotógrafo

 

Edu Monteiro é fotógrafo, pesquisador e doutorando em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense – UFF (2013) e possui formação em Artes e história visual pelo museu Jeu de Paume em Paris (2017). Autor dos livros Autorretrato Sensorial (Pingadoprés, 2015) e Saturno (Azougue Editorial, 2014). Um recorte de Costas de Vidro foi exposto no China Art Museum, como uma das exposições integrantes do Shanghai International Photography Festival de 2017.

 

 

Onde!

 

Z42 Arte está localizado no Cosme Velho, ao lado da subida do Cristo Redentor e se distingue de outros centros culturais. Construído nos anos 1930, o casarão conta com sete salas de exposições e sete ateliês, em que artistas representados pela Z42 Arte vão trabalhar diante do público. – A ideia é haver reciprocidade entre o artista e o público. “A arte é o nosso oxigênio e o seu processo de criação é lindo, tem vida. Queremos que o visitante crie uma sintonia com a construção das obras. Conheço poucos lugares do mundo com essa proposta” afirma o diretor Eduardo Lopes.

 

 

De 30 de julho até 21 de agosto.

Arte Pop no RS

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, Porto Alegre, RS, apresenta a exposição “Influências da Arte Pop em acervos de Porto Alegre”. A mostra, com curadoria de Carolina Grippa e Caroline Hädrich, encontra-se em cartaz nas galerias João Fahrion, Pedro Weingärtner e Angelo Guido.do MARGS.

 

“Influências da arte Pop em acervos de Porto Alegre” surge como uma indagação sobre o impacto da Pop no Brasil, movimento conhecido, cujo destaque sempre é dado à artistas americanos e ingleses. Em 2015, a Tate Modern de Londres realizou uma grande exposição intitulada THE EY: The World goes Pop, na qual a curadoria selecionou obras do mundo todo, demonstrando o quanto o espírito Popse espalhou influenciando uma diversidade de artistas. Seguindo essa ideia, a exposição montada no MARGS traz exemplos de artistas brasileiros e estrangeiros que possuem obras influenciadas pela arte Pop, no que diz respeito aos temas, suportes, cores e planaridade em sua construção, e que fazem parte das coleções de três acervos públicos de Porto Alegre: MARGS, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS e Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura Municipal.

 

Há duas gerações de artistas na mostra: a primeira, formada por Glauco Rodrigues, Henrique Fuhro, Romanita Disconzi e Jesus Escobar, destacam-se por ter produzido entre os anos 1960/70, época na qual a arte Popestava em pleno desenvolvimento nos seus países de origem. A segunda, com obras concebidas na década de 1980, apresentam características da Pop, porém amalgamadas com outras questões da época. Deste recorte, temos obras de Vera Chaves Barcellos, Liana Timm, Alfredo Nicolaiewsky, Milton Kurtz, Mário Röhnelt, Luiz Barth, Patrício Farias entre outros.

 

Com a exposição, a curadoria demonstra a propagação do movimento Pop e de como ele foi absorvido e desenvolvido por alguns artistas locais. Conseguimos perceber como eles trazem para as obras aspectos tanto pessoais, como a influência de ícones de mídia mundiais, quanto sociais e políticos especificamente agitados da América Latina na época. A questão do suporte e técnicas são também de grande importância para a temática da exposição; construída principalmente com gravuras e serigrafias, métodos que permitem a reprodução das obras com facilidade, o que representa também uma das mais marcantes características da arte Pop, que é justamente a repetição e a reflexão sobre a exclusividade das obras de arte em uma época de expansão da chamada mass media.

 

 

Artistas participantes:

 

Alfredo Nicolaiewsky, Glauco Rodrigues, Henrique Fuhro, Jesus Escobar, Liana Timm, Luiz Barth, Mário Röhnelt, Milton Kurtz, Romanita Disconzi, Vera Chaves Barcellos.

 

 

Sobre as curadoras

 

Carolina Grippa é formada em Moda pela Universidade Feevale, e bacharela em História da Arte, UFRGS. Realizou estágios em diversos museus da cidade, incluindo: Fundação Iberê Camargo, Pinacoteca Rubem Berta, MARGS e em 2018, trabalhou como assistente de produção na 11° Bienal do Mercosul.

 

Caroline Hädrich é arquiteta e urbanista formada pela UFRGS, e bacharela em História da Arte, UFRGS. Vive e trabalha em Porto Alegre como arquiteta, pesquisadora e curadora independente.

 

 

Até 26 de agosto.  

Prêmiação artística

O Museu Histórico Nacional, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura no próximo dia 19 de julho, três exposições, às 18h, em torno da 6a edição do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Na ocasião, será realizada a performance “Verzuimd Brasiel – Brasil Desamoparado”, com o artista Daniel Santiago. As três mostras, poderão ser vistos trabalhos de 23 artistas, de várias gerações: “Artistas premiados”, com obras de Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP); a exposição “Verzuimd Braziel – Brasil Desamparado”, do curador premiado Josué Mattos, com obras de outros dezessete artistas, como Anna Bella Geiger,  Cildo Meireles, André Parente, Daniel Santiago, Ivan Grilo, Lourival Cuquinha, Regina Parra e Regina Silveira; e ainda “A Intenção e o Gesto”, com obras do artista cearense Sérvulo Esmeraldo (1929-2017), um dos expoentes da arte cinética, com curadoria de Marcus Lontra. O artista é o homenageado desta edição do projeto Arte e Indústria.

Em torno de Pierre Verger

13/jul

Este é o ano que a Fundação Pierre Verger comemora 30 anos, e a Paulo Darzé Galeria 35 anos de atividades. Agora, em parceria, ambas apresentam no dia 17 de julho, terça-feira, das 19 às 22 horas e até 18 de agosto, a exposição “Entre Bahia e África”, com mostra de 55 fotos, e o lançamento de uma nova edição do livro Orixás, Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo, obras de Pierre Verger. A mostra “Entre Bahia e África”, após ser apresentada ao público baiano, em sua essência, seguirá para exposição no Museu da Fotografia em Fortaleza, Ceará; em Curitiba, no

 

Museu Oscar Niemeyer; São Paulo, Rio de Janeiro e em Porto Alegre, com trabalhos que desvendam que o que havia de grandioso e profícuo, na diversidade de suas temáticas, não fosse ter Verger construído uma vasta documentação visual em muitos países e em todos os continentes.

 

A nova edição de “Orixás, Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo”, de Pierre Verger retrata no livro os cultos aos deuses Iorubás nos países de origem, como Nigéria, ex-Daomé – atual Benin, e Togo e no Novo Mundo (Brasil e Antilhas), para onde os rituais foram trazidos quando da diáspora negra, durante o tráfico de escravos. A publicação traz 250 fotos e textos destacando as cerimônias, as características de cada orixá, além do descritivo dos arquétipos da personalidade dos devotos dos respectivos orixás. Esta nova edição traz um prefácio assinado por Mãe Stella de Oxóssi, do Axé Opô Afonjá, que entre outros momentos do texto, com parte em português e parte em ioruba, diz: “Oportunidade única de louvar todos que se sacrificam em ter uma vida longeva, a fim de contribuir para o aprimoramento do conhecimento e do processo civilizatório, como é o caso de Pierre Verger, que só deixou o corpo físico aos 93 anos, após entregar à humanidade um legado de valor incalculável composto por suas fotografias, seus livros e suas pesquisas. Mas como dizem: os homens vão e as obras que importam ficam”.

 

 

30 anos da Fundação Pierre Verger

 

Constituida por um acervo visual, mais os originais de estudos, pesquisas, livros, sobre vários povos e regiões dos cinco continentes, registrando uma época, um momento, formando uma memória sobre expressões e manifestações culturais em diferentes partes do mundo, a obra deixada pelo fotógrafo e antropólogo Pierre Verger reunida na Fundação que leva o seu nome abriga também um espaço cultural com atividades artísticas, esportivas, educacionais, em estreita ligação com a comunidade onde está inserida, e uma biblioteca com publicações, sendo um local de informações e pesquisas. Inaugurada em 1988, como pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, e sediada na Bahia, em Salvador, na 2ª Travessa da Ladeira da Vila América nº 9, Vasco da Gama, a Fundação tem entre seus objetivos preservar, divulgar e pesquisar a obra do seu instituidor, o fotógrafo e antropólogo Pierre Verger, e deste acervo o estudo das influências

recíprocas entre Brasil e África, cooperação interdisciplinar entre diversas áreas como artes, antropologia, botânica, música, história, atuando como uma organização cultural promovendo o intercâmbio com outros arquivos, fundações, universidades, e promover em especial a cultura afro-brasileira.

 

 

35 anos da Paulo Darzé Galeria

 

Comemorando em 2018, trinta e cinco anos de atividades, e realizado cerca de duzentas mostras neste período, a Paulo Darzé Galeria apresentou o que está sendo produzido nas artes visuais, tornando sua sede um espaço especialmente dedicado para a arte contemporânea, sem perder de vista a moderna. Uma das principais motivações para isto é que não poderia ser um local dedicado às artes e a cultura sem que este estivesse fincado em nosso tempo, um tempo de diversidade, pluralidade, aberto a todas as manifestações, pois a movimentação criadora está sendo realizado em suas ações num simultâneo, dentro de uma enorme complexidade, multiplicidade, dinamismo, o que obriga a estar em permanente atenção sobre tudo, diante de uma produção artística mais consistente, um mercado mais profissional, uma crítica com atuação mais decisiva, e um público mais receptivo, principalmente por passarmos a ter colecionadores mais preocupados em adquirir trabalhos de qualidade expressiva, de linguagens atuais, que representem este nosso tempo de agora. Dentro das comemorações dos 35 anos de atividade, a Paulo Darzé Galeria promove uma extensa programação, iniciada em janeiro com o lançamento do livro Via e-mail, encontro com artistas brasileiros, de Claudius Portugal, tendo em seguida as exposições Cruz Credo, de Antonio Dias, e em São Paulo, na SpArte, a mostra Uma poética visual brasileira, de Rubem Valentim, e em parceria com a galeria Almeida e Dale, curadoria de Denise Mattar e Thais Darzé, trabalhos de Mestre Didi sob o títuloMo Ki Gbogbo In – Eu saúdo a todos, reunindo 48 esculturas do artista, obra que evoca objetos sagrados do culto do Candomblé. Em maio apresentou a mostra 16 por 4, com obra dos artistas Jac Leirner, Ricardo Bezerra, Marcelo Cippis e Paulo Monteiro. Em junho, fotografias de Miguel Rio Branco. Em julho temos a exposição Entre Bahia e África com 55 fotos de Pierre Verger. Em agosto, comemorando os 80 anos de vida da artista, mostra pinturas e objetos de Maria Adair. Em setembro, Hildebrando Costa. Em outubro, Florival Oliveira. E em dezembro, permanecendo até janeiro de 2019, coletiva com novos nomes da arte baiana, recentemente integrados a galeria – Anderson Santos, Anderson A.C,  Fábio Magalhães, e Vinicius S/A.

 

 

Pierre Verger – Trajetória

 

Pierre Verger nasceu em Paris, França, no dia 4 de novembro de 1902. Em 11 de fevereiro de 1996 faleceu em Salvador, Bahia. Aos 30 anos inicia na fotografia e nas viagens. Com o falecimento de sua mãe, sua última parenta viva, Verger decidiu se tornar naturalmente um viajante solitário e levar uma vida livre e não conformista. De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Negociava suas fotos com jornais, agências e centros de pesquisa. Fotografou para empresas e até trocou seus serviços por transporte. Paris, então, tornou-se uma base, um lugar onde revia amigos e fazia contatos para novas viagens. As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando.

 

Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo e dos lugares mais simples. Os negros, em imensa maioria na cidade, monopolizavam a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas e história buscou conhecer com detalhes. Ao descobrir o candomblé acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948.

 

Foi na África que Verger viveu o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, “nascido de novo graças ao Ifá”, em 1953. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes e autoridades e ele acabou sendo iniciado como babalaô – um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos Iorubás. Além da iniciação religiosa, Verger começou nessa mesma época um novo ofício, o de pesquisador. O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto.  Começa a escrever artigos junto com as fotos devido ao seu interesse pela cultura afro-baiana e a origem desta nos países africanos do Golfo do Benim. Acabou se encantando com o universo da escrita como fruto de suas pesquisas e não parou nunca mais.

Apesar de ter se fixado na Bahia, Verger nunca perdeu seu espírito nômade. A história, os costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos Iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Passa a viver como um mensageiro entre esses dois lugares: transportando informações, mensagens, objetos e presentes. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos, comunicações e livros. Em 1960, comprou a casa da Vila América. No final dos anos 70, ele parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África. Em seus últimos anos de vida, a grande preocupação de Verger passou a ser o de disponibilizar o seu estudo e pesquisas a um número maior de pessoas e garantir a sobrevivência do seu acervo. Na década de 1980, a Editora Corrupio cuidou das primeiras publicações no Brasil. Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa na sede da Fundação e num centro de pesquisa com a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.

ArtRio : galerias selecionadas

12/jul

A ArtRio chega a sua oitava edição e reforça, entre suas principais metas, a valorização da arte brasileira. O comitê de seleção já definiu as galerias que participarão dos programas PANORAMA e VISTA. A feira acontece entre os dias 26 e 30 de setembro, na Marina da Glória.

 

As galerias e artistas participantes dos programas SOLO, MIRA, BRASIL CONTEMPORÂNEO, PALAVRA e IDA serão definidos pelos curadores.

 

Em 2018, a feira de arte irá focar na qualidade, inovação e apresentação de novos nomes para possibilitar ao público uma experiência enriquecedora e diferenciada de visitação, possibilitando, também, uma ampliação do colecionismo.

 

“Temos muito orgulho do espaço conquistado pela ArtRio frente ao cenário mundial da arte. Entre nossas prioridades está reforçar a arte brasileira neste mercado, tanto com o reconhecimento aos grandes nomes de nossa história como também com a apresentação de nova geração de artistas. Temos hoje no Brasil um mercado amadurecido, em total sintonia com as melhores práticas e regras éticas da cadeia global. Nossos artistas são destaques de grandes mostras em países europeus e nos Estados Unidos, e estão presentes em algumas das mais importantes coleções privadas e acervos de museus e instituições. Assim como em outros anos, vamos receber na ArtRio grupos de colecionadores e curadores brasileiros e internacionais”, reforça Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

O comitê de seleção de 2018 é formado pelos galeristas Alexandre Gabriel (Fortes D’Aloia & Gabriel/ SP e RJ); Anita Schwartz (Anita Schwartz Galeria de Arte / RJ); Elsa Ravazzolo (A Gentil Carioca / RJ); Eduardo Brandão (Galeria Vermelho / SP) e Max Perlingeiro (Pinakotheke / RJ, SP e FOR).

 

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, pelo sétimo ano consecutivo, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio de Stella Artois, apoio do site hoteis.come apoio institucional da Valid, Bondinho Pão de Açúcar, Bacardi e Estácio. A rede Windsor será a rede de hotel oficial do evento.

 

A feira de arte faz parte do calendário oficial de eventos da cidade do Rio de Janeiro.

 

Programas

 

  • PANORAMA

 

Participam galerias com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea.

 

  • VISTA

 

Programa dedicado às galerias jovens, com até 10 anos de existência, contando com projetos expositivos desenvolvidos exclusivamente para a feira.

 

Galerias participantes da ArtRio 2018

 

PANORAMA

 

  • A Gentil Carioca – Rio de Janeiro
  • Almeida & Dale Galeria de Arte – São Paulo
  • Anita Schwartz Galeria de Arte – Rio de Janeiro
  • Athena Contemporânea – Rio de Janeiro
  • Athena Galeria de Arte – Rio de Janeiro
  • Bergamin & Gomide – São Paulo
  • Carbono Galeria – São Paulo
  • Casa Triângulo – São Paulo
  • Cassia Bomeny Galeria – Rio de Janeiro
  • Celma Albuquerque – Belo Horizonte
  • Emmathomas Galeria – São Paulo
  • Fólio – São Paulo
  • Fortes D´Aloia & Gabriel – São Paulo / Rio de Janeiro
  • Galeria de Arte Ipanema – Rio de Janeiro
  • Galeria Estação – São Paulo
  • Galeria Inox – Rio de Janeiro
  • Galeria Karla Osorio – Brasília
  • Galeria Marilia Razuk – São Paulo
  • Galeria Millan – São Paulo
  • Galeria Murilo Castro – Belo Horizonte
  • Galeria Nara Roesler – São Paulo / Rio de Janeiro / Nova York
  • Galeria Ralph Camargo – São Paulo
  • Galeria Superfície – São Paulo
  • Gustavo Rebello Arte – Rio de Janeiro
  • Hilda Araujo Escritório de Arte – São Paulo
  • Luciana Caravello Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
  • Lurixs– Rio de Janeiro
  • Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte – Rio de Janeiro
  • Matias Brotas Arte Contemporânea – Vitória
  • Mercedes Viegas Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
  • Movimento Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
  • Mul.ti.plo Espaço Arte – Rio de Janeiro
  • Paulo Kuczynski Escritório de Arte – São Paulo
  • Pinakotheke – Rio de Janeiro / São Paulo / Fortaleza
  • Portas Vilaseca Galeria – Rio de Janeiro
  • Roberto Alban Galeria – Salvador
  • Ronie Mesquita Galeria – Rio de Janeiro
  • Silvia Cintra + Box 4 – Rio de Janeiro
  • SIM Galeria – Curitiba
  • Simões de Assis Galeria de Arte – Curitiba
  • Vermelho – São Paulo
  • Zipper Galeria – São Paulo

 

VISTA

 

  • Boiler Galeria – Curitiba
  • Cavalo – Rio de Janeiro
  • Central Galeria – São Paulo – ESTREIA
  • C. Galeria – Rio de Janeiro
  • Espace L & Coleção Finkelstein – Genebra (Suíça)
  • Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea – Rio de Janeiro
  • Janaína Torres Galeria – São Paulo – ESTREIA
  • Martha Pagy Escritório de Arte – Rio de Janeiro
  • Sé Galeria – São Paulo – ESTREIA

 

 

A editora Taschen terá um estande com seus principais títulos.

 

Curadoria

 

A ArtRio 2018 terá em sua programação os seguintes programas curados:

 

MIRA – indo para sua segunda edição em 2018, o programa cresce e, além do vídeo, incorpora também a música. As obras serão projetadas em um grande telão ao ar livre. O curador David Gryn faz sua estreia na ArtRio. Gryn é curador do programa de vídeo da Art Basel Miami Beach. A música ao vivo terá a assinatura do DJ inglês Max Reinhardt, músico, locutor e apresentador do Late Junction na BBC Radio 3.

 

BRASIL CONTEMPORÂNEO – primeira edição esse ano, terá curadoria de Bernardo Mosqueira e será dedicado a galerias e/ou artistas fora do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. A criação deste novo programa possibilitará um destaque para uma visão mais ampla da produção artística nacional.

 

IDA – dedicado ao design, ganha novo formato em 2018 com a curadoria de Renato Tomasi. Com a participação de designers, galerias e estúdios, o programa estará mais integrado à feira e pretende mostrar a diversidade da produção brasileira tanto pela ótica da criação e produção como também pela variedade de matérias primas encontradas no país.

 

SOLO – Programa destinado a projetos expositivos que exibam um recorte das coleções de importantes colecionadores de arte.

 

PALAVRA – com curadoria da poetisa e artista plástica Claudia Sehbe, mostra como a palavra – escrita e falada – está presente nos diferentes processos de criação da arte.

 

Mais do que uma feira de reconhecimento internacional, a ArtRio é uma grande plataforma de arte, com atividades e projetos que acontecem ao longo de todo o ano para a difusão do conceito de arte no país, solidificar o mercado e estimular o crescimento de um novo público.

 

 

De 27 a 30 de setembro (quinta-feira a domingo)

Preview – 26 de setembro (quarta-feira)

Ingressos: R$ 40 / R$ 20

Local: Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique, S/N

Exposição DJANIRA

11/jul

A Galeria Evandro Carneiro Arte, Shopping Gávea Trade Center, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, apresenta de 14 de julho a 11 de agosto a exposição “Djanira”, que reúne vinte telas a óleo e desenhos  da artista. Esta coleção, exposta pela Galeria de Evandro Carneiro, que também a conheceu e com ela conviveu, é parte de seu acervo pessoal, herdado pela grande amiga Rachel Trompowsky Taulois da Motta e Silva. Elas se conheceram nos anos 1950, na Vila Santa Cecília, onde foram vizinhas, em Santa Tereza, bairro predileto da pintora. Ali, no apartamento onde Djanira adorava viver, criando animais domésticos juntamente com o seu companheiro, o historiador baiano José Shaw da Motta e Silva, tomando bons vinhos, provando a boa culinária e, principalmente, pintando muito, foi onde captamos uma parte de seu acervo pessoal para essa importante mostra. Jangadas, colheitas de mandioca e café, trabalhadores carvoeiros e mineiros, mas também o retrato de seu grande amor Mottinha, naturezas mortas, animais e anjos são alguns dos temas expostos nas 20 telas a óleo e desenhos apresentados. Variedade, beleza, intensidade de cores e temas num estilo genuinamente brasileiro.

 

 

Sobre a artista

 

DJANIRA (1914 – 1979) era cabocla do interior de São Paulo, gente tipicamente brasileira. Essa brasilidade se expressou em suas obras, cujos temas variam dos mais populares aos mais eruditos, estes percebidos em sua religiosidade barroca ou na opção ética pelo trabalho do povo.

 

 

Nos dizeres de Mario Barata, “Não é só o folclore como tema que surge frequentemente na obra da pintora. É a própria irradiação de valores que ela infunde na imagem desse fundo de vida popular, que nunca a deixa. Repetimos, não se trata só de assunto, mas sobretudo da energia que se desdobra a partir da imagem realizada através dele.”(2005, p. 29-30).

 

 

Não se pode dizer dela uma pintora naif, como já disseram no passado; ela era uma estudiosa da diversidade geográfica e etnográfica do país, mas também dos tempos: o profano na busca pelo genuinamente popular e o sagrado em motivos religiosos, presentes, sobretudo, no ocaso da vida, quando a saúde já comprometia o seu entusiasmo contagiante. Ela era alegre e densa ao mesmo tempo, dizem os que a conheciam de perto. “E isso define sua personalidade de artista intuitiva, para quem a pintura era um modo natural de relacionamento com a vida” (Ferreira Gullar, 2000, p. 51)

Pinakotheke SP exibe Shiró

10/jul

Nos seus 90 anos, Flavio-Shiróo pintor ganha exposição panorâmica, acompanhada de livro com assinatura do crítico de arte Paulo Herkenhoff. No ano em que se comemora os 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil, comemoram-se também os 90 anos de Flavio-Shiró. Para celebrar a data, a Pinakotheke, Morumbi, São Paulo, SP, realiza uma exposição que traça a trajetória do pintor – dos anos 1940 aos dias atuais. A mostra reúne uma seleção de pinturas, desenhos, fotografias e objetos, na sua grande maioria, inéditos, com curadoria de Max Perlingeiro e do artista. Na ocasião, será lançado o livro com texto de Paulo Herkenhoff e exibidos filmes em curta-metragem dirigidos por Adam Tanaka, neto do artista.

 

A exposição promove um mergulho no universo de Shiró, pintor oriundo de três universos distintos – nasceu no Japão, cresceu no Brasil e há mais de seis décadas divide seu ateliê entre Paris e Rio de Janeiro. “Trata-se de um artista polivalente e internacional, mas talvez coubesse melhor designá-lo como transcultural, pois a obra propõe a convivência do intercâmbio Ocidente/Oriente, Norte/Sul ou Sapporo/Tomé-Açu/Paris”, escreve Herkenhoff.

 

Com 26 pinturas, 12 obras sobre papel, além de fotografias, objetos pessoais e cinco curtas dirigidos por seu neto Adam Tanaka e Margaux Fitoussi e produção executiva de Josué Tanaka, filho do artista, a mostra traça um panorama da obra do pintor, do figurativismo presente até o princípio de sua vida em Paris (1953), a transição para o abstracionismo informal até a retomada da figuração, sempre tendo o gesto como expressão basilar.

 

As telas como Voo Noturno, Matéria III e Camargue, da década de 1950, presentes na exposição, estiveram também no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1959, quando Shiró, ainda assinava Flavio S. Tanaka. “Um quadro de Shiró explodia como a convulsão da matéria do mundo na liberação daquilo que pareciam forças do caos; a massa pictórica incorpora-se em enervação, e a pintura é uma carnalidade vibrátil”, destaca o crítico.

 

Já na década de 1960, a obra de Shiró refere-se à pertinência positiva da pintura no campo cultural, como destaca Herkenhoff. “A obra de Flavio-Shiró, neste período, não discute apenas a guerra do Vietnã, mas toda guerra”.  Em meados dos anos 1970, o pintor sintetiza sua múltipla herança cultural e condensa seu imaginário em questões que explorará em profundidade nas décadas seguintes. “Pintar incluirá ativar a memória produtiva da fantasmática e deixá-la emergir perturbadora ao plano do visível”. Na década de 1990, a sua pintura reacende m nova chave cromática e se desprega da relação entre pincelada e desenho. “Paradoxalmente, este estágio barroco de sua pintura não tem a presença de monstros e fantasmagorias, como pode ter acontecido nas décadas anteriores”, afirma o crítico.

 

Por sua vez, no século XXI, o tema que anima os meus trabalhos continua evoluindo ao mesmo imaginário através de uma visão transfiguradora e poética, observa Shiró. “A isto, podemos chamar de arte como projeto de vida. Prossegue em sua trajetória e se depura como pintor sintético e denso. Seu imaginário pulsa pleno com o vigor da matéria e se move por vontade de experimentar ideias e por curiosidade técnica. Algumas questões plásticas têm envolvido a mente inquieta de Shiró: objetos; invenções; experiências com a xilogravura e a nova inflexão em sua pintura, com formas audaciosas”, completa Herkenhoff.

 

 

De 09 de julho a 11 de agosto.

 

art lab na Galeria Marcelo Guarnieri

05/jul

Distribuídos em um quadrado de setenta centímetros, vinte e quatro ponteiros vermelhos giram sem parar. Em outro quadrado de setenta centímetros, giram em tic tac outros vinte e quatro também ponteiros, também vermelhos. São os Relógios para perder a hora de Guto Lacaz, dois dos trabalhos que integram a exposição “art lab”, na Galeria Marcelo Guarnieri, Jardins, São Paulo, SP. As duas peças formam uma imagem clara do que se apresenta na mostra: objetos animados cumprindo funções absurdas, hipnóticas e humoradas que te convidam para uma dança sem hora pra acabar. O tempo nesta exposição seria algo semelhante ao tempo das crianças, um tempo tomado completamente pela brincadeira, em que a repetição e o delírio se fazem necessários no processo de aprendizagem.

 

Neste caso, uma desaprendizagem, pois aqui adentramos o universo dos objetos que deixaram de ser servos de seu próprio destino: a funcionalidade. Lacaz constrói com tais objetos uma relação tão íntima, que parece ouvir deles os seus desejos mais sórdidos, então retorce os seus sentidos e os liberta da chatice de serem úteis. Em alguns casos o artista vai além, dissecando suas objetidades de tal modo que acabam reduzidos a engrenagens de formas e cores e assim viram coisas: coisas ópticas, cinéticas, elétricas, lunáticas.

 

É o caso de Dauquad cinético, uma espécie de carrossel manipulável formado por quadrados de acrílico coloridos e de superfícies espelhadas que se refletem e projetam cores em diversos ângulos. Ou de Bossa Nova, um conjunto de peças quadradas e brancas que formam um painel também quadrado de dois metros e meio em lento e constante movimento, semelhante ao das ondas do mar. Os títulos dos trabalhos de Lacaz também são algo para se ter em conta, às vezes surgem como contraponto ao que se vê nas obras, às vezes funcionam como chaves de acesso.

 

Tudo o que for produto da criação humana, seja na ciência, na indústria ou na arte, pode virar assunto, em uma abordagem menos celebrativa e talvez mais crítica, certamente bem humorada. Há uma descrença não só pela ideia de progresso científico, mas também pelos grandes símbolos e certezas inventadas pela humanidade. Desse modo, Guto Lacaz convoca em alguns de seus trabalhos elementos clássicos das obras de figuras como Marcel Duchamp e Nam June Paik e os apresenta em novas situações, dando a eles o poder de performar a sua própria existência.

 

Paik Line, trabalho inédito, é constituído por uma torre de televisores modificados. A peça faz referência a Zen for TV, obra de 1963 do artista Nam June Paik, na qual reduz a imagem da tela a um feixe de luz, privando a televisão de sua própria forma e função. O desenho gerado pela linha que atravessa uma extremidade à outra do visor e a posição vertical do aparelho remetem a uma estrutura totêmica, reforçando o caráter contemplativo e imersivo da TV, agora de um jeito anormal. A partir daí Lacaz exagera e multiplica essa ação por seis, construindo um grande totem de mais de dois metros.

 

Em art lab tudo se movimenta e ainda que em curto-circuito, nos movimentamos também. A exposição é a primeira individual de Guto Lacaz na unidade São Paulo da Galeria Marcelo Guarnieri e marca os 40 anos de produção do artista. “Pra mim arte é energia. Importante distinguir arte de obra de arte. Arte é o que está entre a obra de arte e o espectador, algo meio fluido, um plasma. É isso que eu acho que é energia, quando você passa por uma obra de arte e essa obra te capta, é pura energia o que está acontecendo entre você e a obra de arte.”, conclui Guto.
 

Sobre o artista

 

Guto Lacaz, nasceu em
1948. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Artista multimídia, arquiteto, designer e cenógrafo, Guto Lacaz vem investigando, desde fins dos anos 70, as possibilidades da arte, da ciência e da tecnologia a partir de uma aproximação com os objetos de uso cotidiano. Bem humoradas e às vezes absurdas, suas obras buscam desestabilizar comportamentos e leituras automáticas comuns em nossa interação com a materialidade e a espacialidade. Sempre interessado na relação com o espectador, desenvolve seu trabalho em desenhos, objetos, performances, ilustrações, livros, instalações e intervenções em espaços públicos. Guto inventa um mundo torto e maravilhoso onde um batalhão de aspiradores de pó mantém bolas de isopor suspensas no ar e onde cadeiras enfileiradas de um auditório vazio flutuam silenciosas sobre as águas de um lago. Em 2017 ganhou o prêmio APCA na categoria “Fronteiras da Arquitetura”.

 

Membro da Alliance Graphic Internationalle  – AGI. Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos em 1974. Em 1995 ganha a bolsa Gugenheim. Entre suas principais exposições individuais, intervenções urbanas e obras públicas, destacam-se: As Quatro Revoluções Industriais – 15 painéis na Av Paulista (2018); Adoraroda. Largo da Batata, Mostra 3M de Arte, São Paulo (2017); Ondas d’água. Sesc Belenzinho, São Paulo (2011); Eletro Livros. Maria Antonia USP, São Paulo (2012); Maquetes Reunidas. Capela do Morumbi – DPH, São Paulo (2008); Garoa Modernista e Pinacotrens. Octógono, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2005); Recortes. Paço Imperial do Rio de Janeiro (1994); Periscópio. Arte Cidade II, São Paulo (1994); Auditório para Questões Delicadas – Lago do Ibirapuera, São Paulo (1989). Entre suas principais exposições coletivas, destacam-se: YOYO, tudo que vai volta. SESC Belenzinho, São Paulo (2018); Situações: a Instalação no Acervo da Pinacoteca do Estado, São Paulo (2017); As Margens dos Mares. SESC Pinheiros, São Paulo (2015); Invento | As Revoluções que nos Inventaram. Pavilhão da Oca – Parque Ibirapuera, São Paulo (2015); Diálogos com Palatnik. MAM-SP (2014); III Bienal da Bahia (2014); Trajetória da Luz na Arte Brasileira. Itaú Cultural, São Paulo (2001); 95 Gwangju Biennale, Coreia do Sul (1995); Brazil Projects, PS1 New York (1988); Modernidade – Arte Brasileira no século XX. MAM-SP (1988); A Trama do Gosto – Um Outro Olhar sobre o Cotidiano. Fundação Bienal, São Paulo (1987); 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985); Primeira Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado. MIS, São Paulo (1978).

 

 

Até 21 de julho

Curadoria na IDA

04/jul

A IDA – Feira de Design do Rio ganha novo formato esse ano, o que vai possibilitar mais visibilidade ao segmento de design e integração com outros programas da ArtRio. O  evento, que acontece de 26 a 30 de setembro, na Marina da Glória, terá curadoria de Renato Tomasi.

 

Com a participação de galerias e estúdios de design, além de designers independentes, a IDA vai dar destaque para o design nacional, a utilização de matéria prima genuinamente brasileira, e o processo de desenvolvimento onde as peças são definidas não apenas pelo senso estético, mas por sua relevância dentro do projeto como um todo e sua usabilidade. Muitas das peças apresentadas na IDA são seriadas e, assim, colecionáveis.

 

O espaço ocupado pela IDA será contíguo ao programa Brasil Contemporâneo, que estreia na ArtRio em 2018. O programa é dedicado a galerias fora do eixo Rio de Janeiro – São Paulo, com a apresentação dos artistas que representam. Dessa forma, além de destacar o trabalho de artistas e designers brasileiros, será possível a leitura de como arte e design se complementam e conectam.

 

 

Sobre Renato Tomasi

 

Produtor cultural e curador, Renato Tomasi criou, em 2014, a semana de design de Belo Horizonte – a DMAIS Design. O evento é reconhecido como um dos mais importantes do cenário no país.

 

 

Sobre a ArtRio 2018

 

Reconhecida como uma das mais importantes feiras de arte, a ArtRio se destaca pelos bons resultados alcançados pelos galeristas que participam no evento. Além de receber importantes colecionadores e curadores brasileiros e internacionais, a feira desenvolve um importante trabalho de estimular o crescimento de um novo público através do acesso à cultura. O evento faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

 

Além da presença dos nomes de forte relevância já estabelecidos no segmento, a ArtRio possui como foco também apresentar novas galerias e jovens artistas, grandes apostas para o mercado de arte, trazendo frescor e inovação à feira.

 

Cidades invisíveis de Luiz Martins

O Museu de Arte Sacra de São Paulo -MAS-SP, Estação Tiradentes, São Paulo, SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, inaugura “Cidades Invisíveis”, do artista plástico brasileiro Luiz Martins, sob curadoria de Ian Duarte Lucas. A mostra – formada por esculturas, fotografias e vídeos – elege o tempo presente, mesmo que instantâneo, como tema, e se desenvolve a partir do livro homônimo de Ítalo Calvino. Atento à passagem do tempo – em especial acerca de como o indivíduo se relaciona com seus entornos privado e coletivo -, o artista busca, nesta produção, uma poética dentro da relação homem – cidade, considerando vestígios esquecidos pelas ruas.

 

A cidade é cenário para importantes manifestações humanas, que se desdobram em suas entranhas. “Em constante mutação, o homem se insere neste novelo de passagem: passagem do tempo, que tudo transforma, e cria novos significados na memória de quem habita a cidade. E essa poética se manifesta pelos objetos que o homem cria e utiliza em suas mais diversas atividades”, comenta o curador. Em “Cidades Invisíveis”, Luiz Martinsutiliza a linguagem tridimensional para abordar o espaço e suas novas possibilidades territoriais, restaurando e ressignificando o cotidiano pela aplicação do conceito de “semióforo” em objetos e fragmentos, os quais perdem o status de “coisa” e passam a transmitir energia e força afetiva. Nas palavras de José Carlos Marçal de Barros, diretor executivo do MAS-SP: “Na mostra, Luiz Martins nos mostra as cidades que não vemos, nos conduz a pensar no que existe por traz da máscara arquitetônica de grandescidades nas quais vivemos e que, na realidade, não conhecemos. Sentimentos, paixões, alegrias e tristezas, emoções que poucas vezes afloram à vista do público”.

 

Ao se deparar com a presente exposição, espera-se que o espectador entenda a potencialidade de cada objeto, os quais representam, em suma, os reflexos do drama interior do homem em sociedade. Espera-se que sentimentos da individualidade contemporânea se tornem visíveis através deste processo mental. Nos dizeres do curador: “O homem, enquanto um ser artista, é antes de tudo um ser sociável: se expressa na construção de diferentes diálogos com o seu tempo, a sociedade em que se insere, e consigo mesmo. Materializar esta expressão na forma da obra de arte é a maneira mais sublime de contemplar a fugacidade destas relações. O esquecimento desfigura os vestígios que o homem produz, e cabe ao artista revelar a poética destes objetos, por meio de sua sensibilidade, ao perceber algo latente e revelador nas coisas mais simples do cotidiano, memórias de uma vida que o tempo implacavelmente apagou”.

 

 

Sobre o museu

 

Instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Sacra de São Pauloé uma das mais importantes instituições do gênero no país. É fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969, e sua instalação data de 28 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulopassou a ocupar ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1943, e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo IPHAN, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. O Museu de Arte Sacra de São Paulodetém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos 16 e 20, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 18 mil itens no acervo. O museu possui obras de nomes reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.