Curso de arte contemporânea

19/fev

As galerias SIM e Simões de Assis, Curitiba, PR, convida para o segundo curso de arte contemporânea “A ideia e o objeto na arte contemporânea”, que será ministrado pelo crítico e curador Jacopo Crivelli Visconti, e acontecerá às segundas-feiras, a partir de 20 de Março, das 19hs às 21hs.

 

A proposta do curso é abordar a produção artística contemporânea das últimas duas décadas, através de obras realizadas a partir de meados dos anos 1990. Cada uma das cinco aulas será concebida como uma curadoria, buscando criar relações entre as obras apresentadas, sugerindo uma leitura que facilite a interpretação das obras, e ao mesmo tempo viabilizando a compreensão e a familiarização com alguns dos temas recorrentes na produção contemporânea.

 

O resultado final apoia-se na ideia de auxiliar na construção de um repertório “histórico”, fundamental para a compreensão das obras mais recentes. As aulas serão precedidas por uma análise de obras icônicas da história da arte internacional dos últimos 50 anos. Dessa forma, será possível entender alguns conceitos vigentes, como o que inspira o título do curso, isto é, a relação entre a presença física do objeto artístico e sua substituição por uma ideia, tema fundamental desde a consolidação da arte contemporânea no final dos anos 1960.

 

 
Sobre o palestrante

 
Jacopo Crivelli Visconti é crítico e curador independente. Doutor em Arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Novas derivas (WMF Martins Fontes, 2014). Como curador da Fundação Bienal de São Paulo (2007-2009), foi responsável pela participação oficial brasileira na 52ª Biennale di Venezia (2007). Entre seus trabalhos mais representativos como curador independente, estão: Memórias del subdesarrollo (2017), no Museum of Contemporary Art (San Diego, EUA), no Museo de Arte de Lima (Peru) e no Museo Jumex (México); Sean Scully (2015), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil); 12ª Bienal de Cuenca (2014), em Cuenca (Equador); e Ponto de equilíbrio (2010), no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, Brasil). É colaborador regular de revistas de arte contemporânea, arquitetura e design, além de escrever catálogos de exposições e monografias de artistas. Desde 2015, é curador do setor Open Plan da SP-Arte.

 

 

Programação

 

  • Aula 1 – 20/03
    O caminhar como prática artística.
  • Aula 2 – 27/03
    A dissolução do objeto nas práticas contemporâneas.
  • Aula 3 – 10/04
    Considerações sobre o papel do mercado.
  • Aula 4 – 17/04
    A superação do conceito de autor.
  • Aula 5 – 24/04
    Novas ideias, novos meios e novos suportes.

 

Valor: R$ 600,00, com vagas limitadas

 

Datas: segundas-feiras, de 20 de março a 24 de abril
Horário: das 19hs às 21hs.

Local: SIM Galeria – Al. Presidente Taunay, 130A, Curitiba

 
Faça sua inscrição enviando um e-mail para: info@simgaleria.com ou entrando em contato pelos telefones: 41 3322 1818 | 41 3232 2315

Arte, Valor e Mercado

21/out

Galeria Mamute promove no dia 27 de outubro, debate sobre arte e mercado de arte na Sala Multiuso Leste do Santander Cultural, Centro, Porto Alegre, RS. O curso oferece certificado de conclusão pelo PPGAV/UFRGS.O campo artístico tem tido dificuldade em compreender os processos de formação de valor da arte, considerando seus aspectos simbólicos e, principalmente, mercadológicos. Neste evento propomos abrir esta discussão a partir das pesquisas de duas especialistas focadas nestas problemáticas, no Brasil e no mundo, desde o início do século XX até a contemporaneidade. Um debate que diz respeito tanto a artistas, críticos, galeristas, produtores, colecionadores e demais interessados nas práticas artísticas.

 

 

A construção do valor na Arte Moderna e na Arte Contemporânea.

 

Com Maria Lucia Bueno – Mediação Maria Amélia Bulhões

Das 10h às 13h

 

A construção do valor na arte moderna e na contemporânea é um processo altamente complexo, que se desenvolve em diferentes escalas (local e transnacional) entre as instituições e o mercado, envolvendo uma constelação de agentes, eventos e operações. Nesta apresentação, embasada em pesquisas recentes e tendo como referências alguns casos exemplares, vamos abordar a questão a partir de três instâncias específicas:as coleções, as exposições e os arquivos.

 

 

Sobre a palestrante

 

Maria Lucia Bueno, é pesquisadora e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde atua nos Programas de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens e  em Ciências Sociais. Realizou diversos estágios de pesquisa em nível depós doutorado no exterior, dos quais os mais recentes foram realizados no Institut d’études européennes (Université Paris 8, 2015-16) e no departamento de sociologia da New School for Social Research (New York, 2016), ambos financiados pela Capes. Com pesquisas nas áreas de sociologia da cultura e da arte, e história social da arte, publicou entre outros, Artes Plásticas no Século XX: Modernidade e Globalização (Campinas, São Paulo: Editora da Unicamp/IMESP/FAPESP, 2001 e em versão eletrônica em Houston, ICAA/MFAH, 2015) e Sociologia das Artes Visuais no Brasil (São Paulo: Editora do Senac, 2012).

 

 

 

O Mercado e o Sistema de Arte Contemporânea no Brasil

 

Com Ana Letícia Fialho – Mediação Niura Borges

Das 14h30 às 17h30

 

O sistema da arte contemporânea no Brasil viveu recentemente um período bastante positivo, de grande visibilidade, dinamismo, expansão e internacionalização. Nesse processo, o crescimento do mercado e os interesses mobilizados por seus agentes (artistas, galeristas e colecionadores) parecem ter sido determinantes. Atualmente, o contexto nacional já não é tão favorável, a instabilidade política e a estagnação da economia estão afetando o campo da cultura, e há fortes indícios de retração dos investimentos públicos e privados no campo da arte contemporânea, enquanto o processo de internacionalização da produção e do mercado parece prosseguir. A fim entender o impacto dessas mudanças recentes na (re)configuração do sistema da arte no Brasil, neste seminário retomaremos dados de pesquisas que apontam para um forte desequilíbrio entre a esfera de produção, o mercado e as instituições.

 

 

Sobre a palestrante

 

Ana Letícia Fialho é Doutora em ciências da arte e da linguagem pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris (EHESS) e bacharel em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é gerente executiva do Programa Cinema do Brasil e pesquisadora associada ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP). Com mais de quinze anos de experiência profissional nas áreas de ensino, pesquisa e gestão cultural, já atuou junto a organizações como a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT), o Fórum Permanente, a Fundação Iberê Camargo, a Bienal do Mercosul, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, o Ministério da Cultura, entre outras.É co-autora do livro O valor da obra de arte (Metalivros, 2014).

 

Inscrições na plataforma:  https://goo.gl/LclyMi

 

 

 

Dia 27 de outubro de 2016

 

– Das 10h às 13h– Palestra com Maria Lúcia Bueno, Mediação de Maria Amélia Bulhões, com Coffee break.

 

– Das 14h30 às 17h30 – Palestra com Ana Leticia Fialho, Mediação de Niura Borges, com Coffeebreak

Seminário Internacional

06/abr

O “Seminário Internacional Cidade em Transe”, que terá a participação de artistas, fotógrafos, curadores, geógrafos, assistentes sociais, historiadores, entre outros profissionais, o seminário discutirá a cidade sob diferentes perspectivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Salão de exposições 2.3 – segundo anda, nos dias 06 e 07 de abril. A organização é de Laura Burocco e MAM Rio com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, através da Superintendência de Museus. O seminário apresentará ainda diálogos estabelecidos por alguns artistas em diferentes cidades onde tiveram ocasião de trabalhar, com uma atenção especial à cidade do Rio de Janeiro.

 

O seminário terá a participação dos artistas Pablo Ares, Guga Ferraz e Pedro Victor Brandão, do fotógrafo Mauricio Hora, do historiador Claudio de Paula Honorato, da curadora Beatriz Lemos, da assistente social Evelyn Serra Parente, entre outros.

 

“Perspectivas desafiadoras sobre a questão urbana, para além da esfera acadêmica, têm surgido nos últimos anos em trabalhos de numerosos artistas. Essas práticas, que acabam se envolvendo na concepção e na espacialidade da vida urbana, criam um diálogo entre o material e o imaterial, o objetivo e o subjetivo, o sujeito e o objeto, as ideologias e as representações, procurando formas diferentes de comunicar a experiência urbana”, afirma Laura Burocco.

 

“A partir do entendimento do espaço que incorpora o quadro físico, e também o mental e o social, os trabalhos apresentam as próprias práticas de ocupação. Nesse sentido, interessa revelar a mútua interferência entre a cidade e o artista; o trabalho e o espectador; entre a realidade e sua representação”, diz Laura Burocco.

 

No dia da abertura do seminário, foi lançado o livro “Trajetória: cursos e eventos MAM Rio”, de Elizabeth Catoia Varela, curadora do Departamento de Documentação e Pesquisa MAM Rio. A publicação traz os cursos e eventos realizados pelo MAM Rio ao longo dos 67 anos de existência do museu, que tiveram grande importância no cenário artístico carioca e nacional. A documentação foi tratada e inventariada a fim de que sua divulgação reforce a missão do museu e também contribua para futuras pesquisas sobre o cenário cultural da cidade e do país.

 

Programa:

 
DIA 06 DE ABRIL DE 2016 – CIDADE MUNDO

 
14h – Abertura – Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand, presidente do MAM; Mariana Várzea, Superintendente de Museus, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro; Elizabeth Catoia Varela, curadora do Departamento de Documentação e Pesquisa MAM; e Luiz Pizarro, artista plástico e curador de Educação do MAM.

 

14h20 – O território da cidade: um convite à ação • A cidade e suas transformações: Produção alienadora e indícios de insurgência, por Álvaro Ferreira; • Mapeamento coletivo: o uso de dispositivos gráficos para ativação de práticas colaborativas e relatos críticos sobre os territórios, pelo coletivo Iconoclasistas/ Pablo Ares.

 

16h30 – Diálogos entre Espaços Outros • A garantia de direitos das pessoas em situação de rua, por Evelyn Parente / Secretaria do Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro • Cidade e estéticas marginais, por Stanley Vinicius • Apologia à bagunça: Rastros de contramemória na metrópole especulada, por Raphael Soifer.

 

 

DIA 07 DE ABRIL DE 2016 – CIDADE RIO  

 

14h – Práticas de Ocupação da Cidade • Arte e esfera pública. Arte como gatilho sensível para a produção de novos imaginários, por Brigida Campbell • Projeto Pedregulho: uma experiência de residência, por Beatriz Lemos • O projetor como ferramenta de ação direta, por Coletivo Projetação / Ernesto Fuentes Brito • Imagem e desvios na paisagem, por Pedro Victor Brandão • Arte-intervenção, suportes inusitados, diálogo com equipamentos urbanos e a gentrificação do grafite, por Mario Band’s.

 

 

16h40 – Entre realidade e representação: a região portuária do Rio de Janeiro • História, memória, patrimônio, escravidão e reparação na pequena África: O caso do cemitério dos Pretos Novos, por Claudio de Paula Honorato • Zona Imaginária, por Mauricio Hora • O Corpo do Processo, por Guga Ferraz.

 

 

17h30 – Debate | Encerramento Fernando Cocchiarale

 

 

Sobre os participantes:

 

Laura Burocco – Formada em Direito pela Universidade de Milão, tem especialização em Políticas Internacionais e Desenvolvimento pela Universidade de Roma; pós-graduação em Sociologia Urbana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e um Master in Building Environment em Habitação pela Universidade de Witwatersrand WITS, de Johannesburg. Sua área de pesquisa: políticas urbanas e desenvolvimento, criatividade, vigilância, ações coletivas e cidadania insurgente, intervenções políticas em arte pública.

 

Álvaro Ferreira – É pesquisador 1D do CNPq. Tem graduação em geografia pela Uerj (1996), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ (1999) e doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (2003). Fez Pós-Doutoramento com o professor Horacio Capel na Universitat de Barcelona (2009). É professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Professor Associado da Uerj.

 

Pablo Ares – Artista, designer gráfico e um dos fundadores do grupo Iconoclasistas. Desenha cartografias desde 2000 e criou diversos dispositivos gráficos e visuais apresentados em oficinas de mapeamento coletivo, realizadas na América Latina e na Europa. Com Iconoclasistas, participou de diversas mostras de arte em países como Espanha, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Chile, México, Brasil, Argentina, Líbano, Equador, Austrália, entre outros.

 

Evelyn Serra Parente – Assistente social formada pela UFF em 2002. Atualmente diretora do Centro Pop Barbara Calazans e do Centro Interprofissional de Apoio à Criança e ao Adolescente (Ciaca).

 

Stanley Vinicius – Formado em artes cênicas com habilitação em cenografia e indumentária pela Escola de Belas Artes/UFRJ. É mestre em aumstrategien – Arte em espaço público pela Kunsthochschule, Berlim. Desde 1991, vive na Alemanha, onde atua como cenógrafo e artista visual realizando trabalhos em artes cênicas, artes visuais e videoinstalação. Claudio de Paula Honorato – Mestre em História pelo PPH/UFF e doutorando em História pela PPGH/UNIRIO, é coordenador do Núcleo de Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, coordenador do Curso de Pós-graduação Lato-sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – Feuduc. Atuou como consultor na elaboração do dossiê de candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade para o Comitê Cientifico da Unesco e membro efetivo da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil OAB/RJ.

 

Mauricio Hora – Nascido e criado no Morro da Providência, é fotógrafo de renome internacional, com mais de 20 anos dedicados à fotografia. Foi autor e fotógrafo do “Projeto Favelité”, que em 2006 cobriu as paredes da estação do metrô Luxemburgo, em Paris.

 

 
Guga Ferraz – Artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É graduado em escultura pela Escola de Belas Artes/UFRJ. A partir do ano 2000, passa a integrar o grupo “Atrocidades Maravilhosas”, realizando trabalhos de intervenção urbana na cidade do Rio de Janeiro. A intervenção é o meio mais utilizado pelo artista, questionando temas como a violência urbana, as relações entre indivíduo e cidade e a própria cidade como lugar.

 

Raphael Soifer – Performer e pesquisador norte-americano, radicado no Brasil desde 2007. Seu trabalho tem como foco a vida social e política das ruas, as estéticas de poder, a memória incorporada e a interatividade urbana. Suas performances incluem “Tradição é aquilo que diz que não acaba nunca” (2015); “Pesquisas lapianas: Pombagiras” (2011); e “Cada um no seu quadrado” (2010), explorações da crescente privatização e militarização do espaço público carioca.

 

Pedro Victor Brandão – Artista visual, trabalha com fotografia, performance e práticas sociais. É graduado em Fotografia pela Universidade Estácio de Sá (2007-2009) e atendeu aos cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2005-2010 e 2015). Desenvolve séries de trabalhos considerando diferentes paisagens políticas em pesquisas sobre economia, direito à cidade, cibernética social e a atual natureza manipulável da imagem técnica.

 

Mario Band´s – Formado em comunicação social, publicidade e propaganda, foi estudante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É um comunicador, arte-educador e grafiteiro. Artista interventor urbano com obras marcadas pelo intenso uso da geometria e precisão no trabalho com luz, sombras e cores.

 

 
Brígida Campbell – Artista, pesquisadora e professora do curso de graduação em artes vsuais da Escola de Belas Artes da UFMG. Doutoranda em artes visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP. Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem pela EBA-UFMG.

 

Beatriz Lemos – Mestre em História Social da Cultura (PUC-Rio). Em colaboração com o MAM/Rio, coordenou o projeto de catalogação dos documentos e da obra de Márcia X (1959-2005). Atua como curadora especializada em artes e redes digitais. Durante o primeiro semestre de 2015, realizou a etapa de pesquisa Lastro pela América Central, viajando com 12 artistas e três curadores brasileiros, entre Panamá, Costa Rica, Guatemala e México. Desde setembro de 2015, integra o programa Curador Visitante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que desenvolve para a Biblioteca e Centro de Documentação e Pesquisa.

 

Coletivo Projetação – O Projetação é um coletivo autônomo de mídia-ativismo que luta pela democratização da cultura e dos meios de comunicação. Tendo o projetor como ferramenta e acreditando na força da ação direta, o grupo usa qualquer superfície da cidade para gerar reflexão e produzir contra informação, mostrando uma realidade que não é vista nos grandes meios de comunicação. Ao participar de manifestações, organizar cineclubes e fazer outras ações audiovisuais, tem como objetivo: divulgar as pautas daqueles que lutam contra o machismo, o genocídio indígena, a criminalização da pobreza, a violência e o genocídio do povo negro e da favela, pelo direito à moradia, pelas causas LGBT e pelo fim da militarização da PM, por exemplo.

 

Leda Catunda em Fortaleza

15/set

Leda Catunda realiza curso e exposição individual com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti. A mostra “Leda Catunda Seleção de obras de 1985 a 2015”, entra em exibição no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza, CE. A mostra consiste na exposição de várias obras de grandes formatos realizadas nos últimos dez anos, algumas inclusive que se estendem para o piso numa mistura de pintura-objeto com instalação.

 

 

O curso de “Pintura Contemporânea” será realizado entre os dias 16, 17, 18 e 19 e tem como objetivo introduzir e discutir conceitos da história da arte moderna e contemporânea através de exercícios de pintura. Serão propostos diversos procedimentos de pintura, procurando-se com isso colocar em discussão as diferentes atitudes presentes na arte contemporânea com relação a essa técnica. O workshop está dividido em 4 dias para a realização de exercícios que serão propostos aos alunos, um exercício por aula e no último dia serão discutidos os trabalhos individuais de cada participante. Na introdução de cada exercício serão apresentados os conceitos relacionados com cada tema proposto e serão rapidamente analisadas as obras de artistas que inauguraram procedimentos, introduzindo assim, novas questões no universo da pintura. Abordando manifestações desde o início da modernidade no século XIX até artistas que vem trabalhando e reformulando ações na pintura, sob ponto de vista semelhante nos dias de hoje. Inscrições: pelo e-mail cultura@bnb.gov.br ou na recepção do CCBNB. Vagas: 20 vagas.

 

 

A exposição estende-se até 24 de outubro.

Curso no MAM-Rio

27/mai

Aula inaugural: 27 de maio, das 18h30 às 20h30 – Período: 3, 10, 17 e 24 de junho  e 1 e 8 de julho de 2015, das 18h30 às 20h30

 

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, realiza, de 27 de maio a 8 de julho de 2015, o curso “Amor: do Banquete ao Museu”, organizado pelo psicanalista Guilherme Gutman e pelos curadores Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre que abordará o amor, através da arte e da psicanálise. O curso será realizado sempre às quartas-feiras, das 18h30 às 20h30, na Cinemateca do MAM Rio.

 

A aula inaugural, no dia 27 de maio, será gratuita, ministrada pelo psicanalista Guilherme Gutman com o tema “De volta ao Banquete”, onde serão apresentadas as principais ideias do diálogo platônico, já numa perspectiva da psicanálise. O custo total do curso, com sete aulas, é de R$150, ou R$50 cada aula avulsa. Inscrições pelo email: atendimento@mamrio.org.br.

 

Desde “O Banquete” de Platão – o ponto mais alto do cânone literário sobre o amor no Ocidente e verdadeira matriz de discursos e de formas de relacionamentos amorosos – até a música “All you need is Love”, dos Beatles, espécie de representação imaginária daquelas que seriam, então, as potencialidades ultra-humanas do amor, o leque de abordagens é extenso. Aqui o tema Amor é tomado junto com os seus correlatos, tais como a paixão ou o encantamento, movimentos que, ainda que admitamos como nossos, não estão definitivamente sob a nossa gerência.

 

Com Freud, aprendemos a reconhecer como dor psíquica a incapacidade (latu senso) de trabalhar ou de amar. Aprendemos ainda que a promessa será sempre a de que algo ou alguém nos proporcione interminavelmente a conjugação entre as formas sublimada e erotizadas de amor. Luta inglória e, eventualmente patética. Tal como personagens de uma ópera bufa, insistimos onde o que na verdade insiste são os rigores do automatismo do simbólico. Aí, talvez, uma obra – efeito ou página de todo um percurso de trabalho – possa exceder outros encontros. Do cinema à literatura e à filosofia, da psicanálise à pratica de artistas contemporâneos, várias são as portas de entrada no amor.

 

 

PROGRAMAÇÃO:

QUARTAS-FEIRAS | 18h30 às 20h30

Dia 27 de maio de 2015 – Aula inaugural – gratuita

 

Guilherme Gutman | De volta ao Banquete

 

Apresentação do contexto e das principais ideias do diálogo platônico, já numa perspectiva da psicanálise. A partir disso, procuraremos localizar em que medida “O Banquete” é simultaneamente matriz e depositário das formas de amor no Ocidente.

 

 

Dia 3 de junho de 2015

 

Marcela Oliveira | A cinta de Afrodite

 

Antes do Banquete de Platão, Homero já nos havia legado, em seu grande banquete poético, uma visão nada romântica do amor (distinguindo-se da moderna) e desatrelada da verdade (distinguindo-se da platônica). Na Ilíada, o amor é assunto de Afrodite, “urdidora de enganos”. Graças aos poderes contidos na cinta de Afrodite, Hera é capaz de iludir Zeus, que diz nunca ter sentido tanto desejo, e Helena se unira a Páris, dando origem à sangrenta Guerra de Tróia.

 

 

 

Dia 10 de junho de 2015

 

Cristina Franco Ferraz | Do amor fusional ao risco dos encontros: perspectivas críticas

 

 

A partir da crítica nietzschiana ao amor fusional, de matriz romântica, tematizaremos o caráter crescentemente problemático do vínculo amoroso em regimes de vida pautados por valores ligados ao empreendedorismo, pela ideologia securitária e pela crise da confiabilidade no outro e no mundo. Exploraremos, a seguir, uma performance de Marina Abramovic em que a disponibilidade perceptiva, sensorial, e a abertura ao outro se fazem amorosamente obra.

 

 

Dia 17 de junho de 2015

 

Pedro Duarte | O amor romântico

 

O Romantismo não foi só um movimento estético. Foi uma erótica, um modo de sentir, de se enamorar, de viver e de morrer. Sobretudo, foi um modo de amar. Literatura e arte abriram historicamente uma forma moderna de amar baseada na liberdade individual, ao mesmo tempo que lamentaram a perda do amor antigo, ligado a deuses, como aparecia em Platão. Esta palestra, transitando entre arte e filosofia, apresentará o ideal romântico de amor, deixando a questão sobre o que dele ainda resta hoje.

 

 

Dia 24 de junho de 2015

 

Tadeu Capistrano | Imagens do amor em pânico

 

“Dance Me to The End of Love”.A utilização da melancólica música de Leonard Cohen na abertura de Miss Violence, recente filme de Alexandro Avranas, embala o frio aniversário de uma menina de onze anos, Angélica, que após uma “troca de olhares” com o espectador, joga-se da janela de seu prédio finalizando a comemoração. A partir de uma análise sobre o destino sombrio que este filme grego sugere para o amor, o objetivo desta apresentação é problematizar as imagens dos crimes que envolvem laços afetivos e explorar as relações entre cinismo, crueldade e frieza presentes nas discussões atuais em torno à “moral do espectador”.

 

 

Dia 1 de julho de 2015

 

Auterives Maciel | A experiência do amor na filosofia materialista de Spinoza

 

Mostrando a sua singularidade pelo esclarecimento dos principais aspectos do seu sistema ético.Trabalharei o desejo, a distinção entre ética e moral, a potência do corpo e a relação deste com o pensamento, com o propósito de analisar as nuances existentes entre esta ética e a concepção de amor que dela emergirá.

 

 

Dia 8 de julho de 2015

 

Laura Erber | Envio e extravio: infinito, urgência e impossível na correspondência

 

 

Na tentativa de atingir uma época, um objeto de amor ou de simplesmente deixar um rastro de si mesmo, todo envio comporta sempre um risco de extravio que lhe é constituinte.Toda correspondência lida com a perda de sentido, a falta de resposta e a ausência daquele a quem se destina. Se toda carta de amor é ridícula e se toda carta é sempre, em alguma medida, uma carta de amor, o abismo aberto pelo gesto de endereçamento põe em cena ritmos de espera que vão da urgência a certa experiência de suspensão temporal, de contato mórbido com o infinito. Kafka enviava várias cartas diárias a Felice e sonhava com uma máquina de telegramas instantâneos. Anna Akhmátova escreveu cartas com perguntas para Rilke depois de sua morte. On Kawara escreveu telegramas diários para testemunhar sua existência. Ghérasim Luca escreveu cartas a um destinatário desconhecido movidas pelo anonimato do remetente. Alejandra Pizarnik escreveu poemas que eram missivas de suicídio. A palestra discute diferentes modos de correspondência através de exemplos retirados da literatura e da arte moderna e contemporânea. Abordará também a experiência da exposição Musa sem cabeça, uma fábula do contemporâneo (MAM-Rio 2013) que consistia no envio de telegramas ao Senhor MAM.

 

 

Sobre os professores

 

Guilherme Gutman é médico psiquiatra e psicanalista, professor de psicologia da PUC-Rio, mestre e doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Uerj, crítico de arte.

 

Laura Erber é escritora, artista visual e crítica. Autora de Ghérasim Luca (2012) e Esquilos de Pavlov (2013). Professora adjunta do departamento de Estética e Teoria do Teatro Unirio e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da mesma univerisdade. Integra o Núcleo de investigações em teatro e outras artes.

 

Marcela Oliveira é professora do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, onde se formou doutora e mestre, atuando na graduação e na pós-graduação com especialização em Arte e Filosofia. Desenvolve estudos em filosofia contemporânea, estética e teoria do teatro.

Maria Cristina Franco Ferraz é professora titular de Teoria da Comunicação da UFRJ, e doutora em Filosofia pela Universidade de Paris I – Sorbonne (1992), publicou, entre outros, Nietzsche, o bufão dos deuses (1994), Platão: as artimanhas do fingimento (1999), Homo deletabilis – corpo, percepção, esquecimento: do século XIX ao XXI (2010) e Ruminações: cultura letrada e dispersão hiperconectada.

 

Pedro Duarte é doutor e Mestre em Filosofia pela PUC-Rio, onde atualmente é Professor na Graduação, na Pós-Graduação e na Especialização em Arte e Filosofia. Foi Professor Visitante nas universidades Brown (EUA) e Södertörns (Suécia). É autor dos livros “Estio do tempo: Romantismo e estética moderna” (Zahar) e “A palavra modernista: vanguarda e manifesto” (Casa da Palavra).

 

Tadeu Capistrano é professor de Teoria da Imagem na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realizou tese de doutorado sobre cinema, tecnologia e percepção pela Uerj, pesquisou na Universidade de Columbia, em Nova York, onde foi Visiting Scholar. Auterives Maciel mestre em Filosofia e doutor em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental ambos pela UFRJ.

Cursos livres: joalheria e artes decorativas

21/mai

O Museu de Arte Sacra de São Paulo- MAS/SP, Luz, São Paulo, SP, dando continuidade à sua grade de cursos livres, promove duas novas ações educativas: “Entre o Cotidiano e o Aparato: Artes Decorativas em Portugal e no Brasil” e “Do Amor à Vaidade, do Luxo ao Poder: A Joalharia no Mundo Através dos Milênios”, ambos ministrados pelo Prof. Dr. Gonçalo de Vasconcelos e Sousa.

 

Ambos com carga horária de 10h e duração de 5 aulas, os cursos são direcionados a profissionais das respectivas áreas, interessados, estudantes e estudiosos em cultura de maneira ampla, bem como técnicos em restauração e conservação de patrimônio, museólogos, membros da Igreja responsáveis por patrimônio histórico, técnicos e gestores de museus e memoriais, além de colecionadores de arte.

 

O conteúdo programático elaborado pelo professor Gonçalo de Vasconcelos e Souza, o qual vem de Portugal especialmente para a ocasião, engloba, no curso “Entre o Cotidiano e o Aparato: Artes Decorativas em Portuga”: conceitos, transversalidade e classificação das Artes Decorativas, perspectiva socioartística na análise das Artes Decorativas e fontes para estudo dessas artes em Portugal e no Brasil, Artes Decorativas e sociabilidade à mesa nos séculos XVIII a XX, além de mobiliário em Portugal e no Brasil nos séculos XVIII e XIX; E em “Do Amor à Vaidade, do Luxo ao Poder: A Joalharia no Mundo Através dos Milênios”: conceitos introdutórios, formas e materiais de base a partir da antiguidade, a simplicidade e a raridade da joalharia medieval, jóias e retratos do Renascimento ao Barroco e Rococó, joalharia espanhola dos séculos XVI a XIX, simplicidade, complexidade e erudição na joalharia do século XIX, os desafios da joalharia Arte Nova, grandes casas da joalharia mundial no século XX, joalharia étnica – exemplos de várias partes do mundo, e simbólica do poder e as jóias das famílias reais nos séculos XIX e XX (das principais casas reinantes às menos conhecidas).

 

 

 

Curso: Entre o Cotidiano e o Aparato: Artes Decorativas em Portugal

Duração: 26 a 30 de maio de 2014

Carga horária: 10 horas

Horários: das 11h às 13h

Custo: R$ 300,00 (parcela única)

 

 

Curso: Do Amor à Vaidade, do Luxo ao Poder: A Joalharia no Mundo Através dos Milênios

Duração: 26 a 30 de maio de 2014

Carga horária: 10 horas

Horários: das 19h30 às 21h30

Custo: R$ 300,00 (parcela única)

 

 

 

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo

Av. Tiradentes, 676 – Luz. Metrô Tiradentes

Estacionamento gratuito na Rua Jorge Miranda, 43

Número de vagas: 40 por curso

Inscrição: Fátima Paulino – mfatima@museuartesacra.org.br / (11) 5627-5393

Rosângela Rennó: encontro

19/mar

A Casa do Saber, com o apoio da ArtRio, apresenta a aula “Revelando os arquivos fotográficos de Rosângela Rennó”. O encontro com a artista – que já participou das bienais de Veneza em 1993 e 2003, Berlim em 2001, São Paulo em 1994 e 2010, Havana em 1997 e Istambul em 2011 – aconteceu na sede da instituição, na Lagoa, Rio de Janeiro, RJ.

 

Rosângela Rennó não costuma tirar muitas fotos. No entanto, ela se transformou em uma das principais referências em artes plásticas quando o assunto é fotografia, suas ressignificações e desdobramentos. Ela prefere manipular imagens e negativos feitos por outras pessoas, muitas vezes anônimas, retrabalhando a memória e, sobretudo, as ausências e faltas na memória. Em uma época em que o apelo da fotografia é onipresente, Rosângela conseguiu construir uma obra original com reconhecimento de crítica no Brasil e no exterior. Seus trabalhos estão em alguns dos principais museus de arte no exterior, como o Reina Sofia, em(Madri, a Tate Modern, em Londres, o Arts Institute of Chicago, o Guggenheim, em Nova York e o Stedelijk em Amsterdan.

 

Ela também acaba de ganhar o prêmio de melhor foto-livro do mundo da Paris Photo-Aperture Foundation, na França, com “A01 [COD. 19.1.1.43] – A27 [S|COD.23]”, livro sobre as fotografias de Augusto Malta furtadas do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Nesse encontro especial, Rosângela mostrou e comentou seus últimos trabalhos a partir de investigações em arquivos fotográficos e falou de sua dedicação à produção de foto-livros.

Curso no Rio com Walter Firmo

18/fev

Venha ver em preto e branco, pois a vida é colorida. Quer descobrir os segredos do Preto e Branco? São 56 anos de fotografia, de um dos fotógrafos mais premiados e renomados do mundo, ex-diretor do In Foto, Comendador da Fotografia Brasileira, 10 prêmios Nikon, Golfinho de Ouro, citado na Enciclopédia Britânica, Prêmio ESSO de Texto, trabalhou nos principais órgãos de imprensa do país. Há 22 anos, se dedica a ministrar aulas de fotografia. Poucos sabem, mas Walter Firmo, é um ” SEM COR HÍBRIDO DO PRETO E BRANCO”, os segredos desse mestre do olhar estão a partir de março, a disposição de quem deseja conhecer e ter um olhar rebuscado e sagaz. Informações e inscrições: dudafirmo1@gmail.com