Charles Watson, curso no MAM-SP

16/nov

Pesquisas das últimas décadas tem modificado expressivamente o que entendemos como criatividade e inovação, e sugerem que talento (a habilidade inata para uma atividade), se é que existe, não é um fator significante na construção de uma vida de contribuições criativas. Ao contrário do que o senso comum afirma, criatividade não é uma qualidade livre e autônoma, pois não pode ser dissociada do investimento vertical em uma atividade ou linguagem específica. Pessoas são potencialmente criativas, mas para desenvolverem conhecimento tácito são necessários fatores como uma relação passional com o assunto, intensa curiosidade, persistência e a coragem necessária para identificar e enfrentar as dificuldades que sempre vão surgir ao longo de um processo. No mundo real, não é a inspiração que produz o trabalho, é o trabalho o que produz inspiração. Ter uma ideia na cabeça não é o suficiente, é preciso concretizá-la: “Poesia não é feita de ideias, é feita de palavras”, diz Mallarmé a Degas.

 

 

Metodogia

 

Investigando fatores culturais, históricos, psicológicos e neurocientíficos, os encontros mostram como novas tecnologias de pesquisa nestas áreas estão esclarecendo os mecanismos envolvidos em processos de inovação e pensamento criativo. Amplamente ilustrado com textos, imagens e entrevistas, o workshop traça a relação entre altos níveis de motivação e desempenho criativo otimizado. O “MasterClass Sol na Barriga” consiste em 5 palestras escolhidas a partir de um repertório de 14 temas disponíveis neste módulo – esta escolha será efetuada de acordo com as particularidades da composição do grupo.

 

 

Temas

  1. Criatividade Definição: convergent / divergent, tolerância a ambiguidade, sim e não
  2. Criatividade e Limites: o campo semântico / necessidade da restrição no sistema
  3. O Mentor: Os Ombros de Gigantes
  4. Paixão, Motivação Intrínseca: O Sol na Barriga
  5. Talento/Trabalho Intenso
  6. A Regra de 10: 10anos / 10.000 horas
  7. Um Leão Por Dia: Prática Deliberada
  8. Processo Puro: O melhor lugar no mundo / Síndrome do segundo produto
  9. Curiosidade: Mistério e Espanto
  10. Persistência: Penso, logo desisto
  11. A Plateia: Um mal necessário?
  12. Abdicação do “Eu”: Flow
  13. A Crack In Everything: a engenharia do erro / risco, erro, medo de errar
  14. Dinheiro, Sucesso, Ética Criativa: Sucesso como fracasso

 

 

Dia 24 de novembro das 19h às 22h30 / Dias 25 e 26 de novembro das 14h às 18h

Carga horária: 12 horas divididas em 3 dias intensos

Público: publicitários, designers, artistas, estudantes, professores e demais interessados no processo criativo.

Investimento: 5 parcelas de R$ 130,00.

 

 

Sobre Charles Watson

 

Charles Watson é educador e palestrante, especializado no Processo Criativo / Problem Solving e Desempenho Otimizado. Formado em Arte e Literatura pela Bath Academy / Bath University na Inglaterra, leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 1982. Suas numerosas conversas e entrevistas filmadas com criadores dentro e fora do Brasil deram início a uma extensa pesquisa sobre o processo criativo que hoje abrange várias disciplinas – ciência, negócios, literatura, música, filosofia e arte – focando nas similaridades encontradas na formulação de conceitos inovadores. Realiza palestras em empresas desde a década de 80, quando foi convidado a expor suas ideias para empresas como Coca-Cola, Shell, Deloitte Touche Tohmatsu e Arthur Andersen entre outras. Além dessas atividades acadêmicas e educacionais, Charles é um entusiasmado construtor de veleiros. A abrangência de suas experiências tem resultado em palestras únicas, provocativas e às vezes desconcertantes, abordando temas aparentemente tão distintos quanto sistemas complexos, física, música, arte contemporânea e esportes radicais, sempre com uma pitada de humor britânico.

 

Informação e inscrição cursos@mam.org.br ou 5085-1314 / Sócios do MAM têm 20% de desconto.

Curso de Arte na Sancovsky

30/ago

Da Arte Moderna à Arte Contemporânea Brasileira por Pollyana Quintella

 

O curso tem como finalidade apresentar, através do trabalho de 8 artistas, os caminhos da arte moderna e contemporânea no Brasil, dos anos 1910 aos dias de hoje. Destinado a todos os públicos, serão abordados os contextos histórico e social, textos de críticos e artistas, fotos e documentos que discutam as linguagens e principais movimentos da Arte Brasileira. Os participantes poderão analisar, a cada aula e com o auxílio da professora, as principais obras dos artistas em questão, aprimorando a leitura de imagens e obras de arte através de critérios e metodologias exercitados. Serão estudadas as obras de Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Alberto Guignard, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, Cildo Meireles e Tunga, reservando um momento para revisão, levantamento de aspectos gerais e apontamentos e conclusões sobre a Arte Brasileira.

 

 

Sobre Pollyana Quintella

 

Pollyana Quintella é curadora e crítica de arte, colunista de artes visuais do jornal Agulha. Atuou como pesquisadora e curadora adjunta da Casa França-Brasil e editora da revista USINA. Passou pelo Museu de Arte do Rio e Museu da Chácara do Céu. Curou exposições na Casa França-Brasil, no CCJF, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, n’A MESA e no espaço SARACURA. É formada em História da Arte pela UFRJ e mestranda em Arte e Cultura contemporânea pela UERJ, onde pesquisa a obra de Mário Pedrosa.

 

 

Datas: Segundas, 25-Set, e 2,9,16-Out, das 20h às 22h.

Local: Galeria Sancovsky, Pça Benedito Calixto,103, Pinheiros – São Paulo – SP

Investimento: R$ 400,00 (Parceláveis)

 

Arte e vida

15/mai

Em junho, a série “A Academia ocupa o ateliê” apresenta o curso “Arte e vida: do moderno ao contemporâneo”, com Ricardo Fabbrini nos dias 06, 13, 20 e 27 de junho. Uma promoção do Ateliê397, Pompéia, São Paulo, SP, quatro encontros com vagas limitadas.

 

Os encontros analisam as tentativas de embaralhar arte e vida, com ênfase nas intervenções urbanas, a partir dos anos 1990. Fabbrini examina as intervenções que teriam por finalidade, segundo o curador Hans Obrist, construir “espaços e relações visando à reconfiguração material e simbólica de um território comum”. Sua finalidade seria – nos termos do artista Rirkrit Tiravanija – constituir durante certo tempo, novos espaços de interação – “plataforma” ou “estação”-: “um lugar de espera, para descansar e viver bem”, em que “as pessoas conviveriam antes de partirem em direções distintas”. Seriam intervenções que “mediante pequenos serviços” corrigiriam, segundo Nicolas Bourriaud, as falhas nos vínculos sociais ao redefinirem as referências de um mundo comum e suas atitudes comunitárias. Seria um lugar de esperança e mudança, porém não nostálgico, porque dissociado da ideia já devidamente arquivada, que orientou as vanguardas, de utopia. O curso perguntará, assim, se o investimento da arte de vanguarda na transformação do mundo segundo o esquema revolucionário orientado por uma “utopia política” foi substituído por um “realismo operatório” voltado para a “utopia cotidiana, flexível” (ou “heterotopia”, no termo de Michel Foucault). Por fim, examinará a relação entre a arte contemporânea e o ativismo urbano – como grupos feministas, negros, LGBT, ou em coletivos contra a gentrificação, de denúncia da vulnerabilidade social, do Parque Augusta ao Ocupe Estelita – que tensionam estética e política, sem ceder à ameaça de ver suas ações transformadas em “mercadoria vedete do capitalismo espetacular”, na expressão de Guy Debord.

 

 

Programa:

Aula 1 – 06/06

Caminhadas estéticas: do dandy ao dadá.

Aula 2 – 13/06

As Derivas: Surrealismo e Situacionismo

Aula 3 – 20/06

Estética Relacional: Nicolas Bourriaud e Jacques Rancière

Aula 4 – 27/06

Cidade, Utopia e heterotopia

 

 

Sobre Ricardo Fabbrini

 

Ricardo Fabbrini é professor doutor em Filosofia no curso de Graduação e no Programa de Pós-graduação em Filosofia no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo; e professor do Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte da USP. Possui graduação em Direito pela Faculdade de Direito da USP e em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da mesma Universidade. É doutor em Filosofia pela USP, onde obteve também o título de mestre. É autor de “O Espaço de Lygia Clark” (Editora Atlas) e “A arte depois das vanguardas” (Editora Unicamp). Tem experiência na área de Estética, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, filosofia da arte, arte contemporânea, arte moderna, e arte brasileira.

Curso sobre Doris Salcedo

Será desenvolvido nos dias 18 e 25 de maio curso sobre a obra de Doris Salcedo com a professora e museóloga Libia Schenker na Casa Museu Eva Klabin, Lagoa, Rio de Janeiro, RJ. No curso, “O grito de uma mulher”, Libia Schenker vai analisar o contexto histórico das obras da artista e seu discurso conceitual. O curso é imperdível. Doris Salcedo é uma das artistas colombianas de maior reconhecimento internacional. A artista plástica explora temas como a violência política, o tráfico de drogas, as milícias e o machismo em seu país.

 

 

Sobre a artista

 

Doris Salcedo, artista contemporânea colombiana, atua na denúncia da dramática luta entre o tráfico de drogas, guerrilheiros, milícias e o governo, uma tragédia que atinge esse país há cerca de 50 anos. Mas para concretizar essa temática ela cria uma linguagem visual sem sentimentalismo, e sim como um lugar simbólico onde o que foi destruição é refeito como memória coletiva, com características plásticas singulares, sem estetizar a dor.

Desvelar o seu discurso conceitual para captar a essência do trágico, é a tarefa primordial. Doris Salcedo busca quebrar a força agressiva do anonimato das mortes, do brutal assassinato dos mais desprotegidos, sem cair na armadilha oposta de voyeurismo, de exploração sentimental. Ela, acima de tudo, expõe como o tempo pode ser cruel com a memória. Mas não cria monumentos perenes, e sim obras que se apropriam de objetos cotidianos e simples pertences dessas vítimas da violência. Nomes e identidades, assim como imagens reais do drama são omitidos, a memória surge através do grito silencioso da sua Arte

 

1ª aula – Apresentação do contexto histórico e dos seus trabalhos desde o início da sua carreira e análise do seu discurso conceitual.

2ª aula – Continuação dessa apresentação até os dias atuais, e sua análise conceitual.

 

 

Sobre Líbia Schenker

 

Museóloga, especialista em História da Arte pelo Curso de Pós-graduação da PUC-RJ. Professora adjunta do Curso de Museologia da UNI-RIO (1977 – 2012), professora de História da Arte Moderna dos cursos do Departamento de Atividades Educativas no MAM-RJ (1982-1985). Autora do livro “Colecionismo Moderno – Uma Saga Russa”, Rio de Janeiro, Usina de Letras, 2011.

Fotografia de Cidades

24/abr

O tradicional workshop de “Fotografia de Cidades”, da Portfolio, Curitiba, PR, segue em 2017 para sua 6ª edição, e desta vez terá como destino a América Central. O curso começa com uma aula teórica na própria escola, em Curitiba, na noite do dia 28 de outubro. O workshop e a viagem serão entre os dias 29 de outubro e 12 de novembro, e passará por três cidades mexicanas que são Patrimônio Histórico da Humanidade: Puebla, Cidade do México e Campeche.

 

Durante quinze dias de viagem, o grupo irá trabalhar em diversos caminhos fotográficos que envolvem uma viagem fotográfica como : retratos de rua, paisagens urbanas, gastronomia, cultura local, história, boemia, diferentes horários de luz, etc. Durante o curso, os alunos recebem temas diários para serem desenvolvidos.Com o decorrer da viagem, os temas ganham mais complexidade.Sempre seguindo os conceitos da liberdade fotográfica. Com público fiel, o workshop já aconteceu em diversas cidades da América do Sul. Além do Uruguai (Montevidéu e Colonia del Sacramento), Argentina (Buenos Aires), Chile (Santiago e Valparaiso) , Colômbia (Bogotá) , Peru (Lima e Cusco), além de uma incursão pelas cidades históricas de Minas Gerais.

 

O curso, bem como toda a viagem, será inteiramente orientado pelo fotógrafo Nilo Biazzetto Neto, diretor da Escola Portfolio e que em 2017 completa 23 anos de fotografia. Desde o início da carreira, desenvolve um trabalho pessoal intenso sobre a rua e as cidades. O conceito da liberdade fotográfica defende a mescla de várias artes e experiências na formação do olhar do fotógrafo. E a cidade, a rua, é onde tudo acontece. Lá estão as artes e os artistas populares, a gastronomia, a música, a pintura, a história, a própria vida. O resultado dessa viagem será apresentado numa bela exposição fotográfica na MURO GALERIA, na Portfolio em Curitiba. O investimento do curso é de quatro parcelas de R$ 320,00 no cartão de crédito. 10% de desconto para alunos e ex-alunos Portfolio. O valor deve ser pago diretamente à Escola Portfolio até outubro de 2017.

Prêmio Bradesco ArtRio

11/abr

As inscrições para a quinta edição do “Prêmio FOCO Bradesco ArtRio” têm início dia 13 de abril, no portal da ArtRio. Com foco em fomentar e difundir a produção artística contemporânea do país, o Prêmio é destinado a artistas brasileiros, com até 15 anos de carreira, com trabalhos desenvolvidos em qualquer tipo de plataforma de artes visuais.

 

Os selecionados terão a oportunidade de participar de residência em importantes instituições culturais, além de terem suas peças expostas na ArtRio 2017, que acontece entre 13 a 17 de setembro, na Marina da Glória, Rio de Janeiro, RJ.

 
As residências do Prêmio FOCO Bradesco ArtRio em 2017 são:

 
– Rio de Janeiro – Residência Saracura – Responsável: Paula Borghi

 
– Minas Gerais – Residência Ecovila Terra Una – Responsável: Nadam Guerra

 
– Piauí (Teresina e São Raimundo Nonato) – Residência Instituto CAMPO + Fundação Museu do Homem Americano – Responsáveis: Marcelo Evelin e Niéde Guidon

 
Os três premiados receberão bolsas para se dedicarem exclusivamente a suas pesquisas durante o período de residência.

 
Análise das inscrições e definição dos vencedores será feita por um Comitê Curatorial independente, com a direção do curador do Prêmio, Bernardo Mosqueira. Participam do Comitê representantes de cada uma das instituições parceiras: Paula Borghi (Saracura), Nadam Guerra (Ecovila Terra Una); Marcelo Veloso e Niéde Guidon (Instituto CAMPO + Fundação Museu do Homem Americano).

 
As inscrições para a seleção do 5º Prêmio FOCO Bradesco ArtRio são gratuitas e vão até 31 de maio de 2017 no portal da ArtRio www.artrio.art.br, onde também está disponível o edital.

 
Dúvidas serão esclarecidas através do email: premiofoco@artrio.art.br. O resultado final do Prêmio será comunicado aos selecionados até o dia 30 de julho de 2017.

 

 
Sobre a ArtRio

 
A ArtRio 2017, que acontece entre os dias 13 e 17 de setembro, tem novo endereço: a Marina da Glória. O espaço, totalmente renovado e com vista para icônicos cartões postais da cidade – a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar – irá receber pela primeira vez as mais importantes galerias brasileiras e internacionais.

 
A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

 

Curso com Catunda/Dunley

03/abr

Curso Manifestos de artistas do Século XX – Abril 2017 – Vagas limitadas
O curso abordará a História da Arte do Século XX, baseado na leitura e discussão de manifestos e textos de artistas que protagonizaram as vanguardas desde o inicio do século até aproximadamente os anos 70.
Leda Catunda e Bruno Dunley, professores e artistas, atuarão juntos em todas as aulas, com intervalos na apresentação da pesquisa e a discussão com os alunos.
Uma bibliografia será recomendada no ato da inscrição para que os participantes possam, de antemão se familiarizar com o tema.
As aulas contarão, além dos textos dos manifestos em questão, também com uma seleção de imagens das obras referentes à cada período abordado.
Pretende-se, desta maneira, propor um ponto de vista diferente daquele encontrado nos livros de História da Arte, trazendo uma visão mais aguda e visceral, presente nas palavras que os próprios artistas escolheram pra falar sobre aquilo em que estavam pensando.

 

 

Calendário bimestral Março • 3 encontros
Dias:11 de abril a 30 de maio, terças-feiras Horário: das 19h30 às 22h30.
Valores:4x R$ 300,00 Estacionamento:Valet no local, R$ 20,00 pelo período.
Número de telefone para inscrições: (11) 33602726

 

 

Sobre Leda Catunda
Com três participações na Bienal de São Paulo e um grande número de exposições individuais e participações coletivas em instituições brasileiras e internacionais, Leda Catunda é uma de nossas artistas mais respeitadas. Doutora em artes pela ECA-USP, com vasta experiência educacional, trata-se de uma artista cujo trabalho combina um caráter com formação teórica e fortemente experimental.

 
Sobre Bruno Dunley
O artista vive e trabalha em São Paulo. Formou-se bacharel em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e bacharel em Fotografia pelo SENAC, na mesma cidade. Por seu envolvimento com o Grupo 2000e8, desenvolveu um pensamento crítico acerca da trajetória da pintura no mundo contemporâneo. Atualmente é representado pela galeria Nara Roesler.

Curso de arte contemporânea

19/fev

As galerias SIM e Simões de Assis, Curitiba, PR, convida para o segundo curso de arte contemporânea “A ideia e o objeto na arte contemporânea”, que será ministrado pelo crítico e curador Jacopo Crivelli Visconti, e acontecerá às segundas-feiras, a partir de 20 de Março, das 19hs às 21hs.

 

A proposta do curso é abordar a produção artística contemporânea das últimas duas décadas, através de obras realizadas a partir de meados dos anos 1990. Cada uma das cinco aulas será concebida como uma curadoria, buscando criar relações entre as obras apresentadas, sugerindo uma leitura que facilite a interpretação das obras, e ao mesmo tempo viabilizando a compreensão e a familiarização com alguns dos temas recorrentes na produção contemporânea.

 

O resultado final apoia-se na ideia de auxiliar na construção de um repertório “histórico”, fundamental para a compreensão das obras mais recentes. As aulas serão precedidas por uma análise de obras icônicas da história da arte internacional dos últimos 50 anos. Dessa forma, será possível entender alguns conceitos vigentes, como o que inspira o título do curso, isto é, a relação entre a presença física do objeto artístico e sua substituição por uma ideia, tema fundamental desde a consolidação da arte contemporânea no final dos anos 1960.

 

 
Sobre o palestrante

 
Jacopo Crivelli Visconti é crítico e curador independente. Doutor em Arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Novas derivas (WMF Martins Fontes, 2014). Como curador da Fundação Bienal de São Paulo (2007-2009), foi responsável pela participação oficial brasileira na 52ª Biennale di Venezia (2007). Entre seus trabalhos mais representativos como curador independente, estão: Memórias del subdesarrollo (2017), no Museum of Contemporary Art (San Diego, EUA), no Museo de Arte de Lima (Peru) e no Museo Jumex (México); Sean Scully (2015), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil); 12ª Bienal de Cuenca (2014), em Cuenca (Equador); e Ponto de equilíbrio (2010), no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, Brasil). É colaborador regular de revistas de arte contemporânea, arquitetura e design, além de escrever catálogos de exposições e monografias de artistas. Desde 2015, é curador do setor Open Plan da SP-Arte.

 

 

Programação

 

  • Aula 1 – 20/03
    O caminhar como prática artística.
  • Aula 2 – 27/03
    A dissolução do objeto nas práticas contemporâneas.
  • Aula 3 – 10/04
    Considerações sobre o papel do mercado.
  • Aula 4 – 17/04
    A superação do conceito de autor.
  • Aula 5 – 24/04
    Novas ideias, novos meios e novos suportes.

 

Valor: R$ 600,00, com vagas limitadas

 

Datas: segundas-feiras, de 20 de março a 24 de abril
Horário: das 19hs às 21hs.

Local: SIM Galeria – Al. Presidente Taunay, 130A, Curitiba

 
Faça sua inscrição enviando um e-mail para: info@simgaleria.com ou entrando em contato pelos telefones: 41 3322 1818 | 41 3232 2315

Arte, Valor e Mercado

21/out

Galeria Mamute promove no dia 27 de outubro, debate sobre arte e mercado de arte na Sala Multiuso Leste do Santander Cultural, Centro, Porto Alegre, RS. O curso oferece certificado de conclusão pelo PPGAV/UFRGS.O campo artístico tem tido dificuldade em compreender os processos de formação de valor da arte, considerando seus aspectos simbólicos e, principalmente, mercadológicos. Neste evento propomos abrir esta discussão a partir das pesquisas de duas especialistas focadas nestas problemáticas, no Brasil e no mundo, desde o início do século XX até a contemporaneidade. Um debate que diz respeito tanto a artistas, críticos, galeristas, produtores, colecionadores e demais interessados nas práticas artísticas.

 

 

A construção do valor na Arte Moderna e na Arte Contemporânea.

 

Com Maria Lucia Bueno – Mediação Maria Amélia Bulhões

Das 10h às 13h

 

A construção do valor na arte moderna e na contemporânea é um processo altamente complexo, que se desenvolve em diferentes escalas (local e transnacional) entre as instituições e o mercado, envolvendo uma constelação de agentes, eventos e operações. Nesta apresentação, embasada em pesquisas recentes e tendo como referências alguns casos exemplares, vamos abordar a questão a partir de três instâncias específicas:as coleções, as exposições e os arquivos.

 

 

Sobre a palestrante

 

Maria Lucia Bueno, é pesquisadora e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, onde atua nos Programas de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens e  em Ciências Sociais. Realizou diversos estágios de pesquisa em nível depós doutorado no exterior, dos quais os mais recentes foram realizados no Institut d’études européennes (Université Paris 8, 2015-16) e no departamento de sociologia da New School for Social Research (New York, 2016), ambos financiados pela Capes. Com pesquisas nas áreas de sociologia da cultura e da arte, e história social da arte, publicou entre outros, Artes Plásticas no Século XX: Modernidade e Globalização (Campinas, São Paulo: Editora da Unicamp/IMESP/FAPESP, 2001 e em versão eletrônica em Houston, ICAA/MFAH, 2015) e Sociologia das Artes Visuais no Brasil (São Paulo: Editora do Senac, 2012).

 

 

 

O Mercado e o Sistema de Arte Contemporânea no Brasil

 

Com Ana Letícia Fialho – Mediação Niura Borges

Das 14h30 às 17h30

 

O sistema da arte contemporânea no Brasil viveu recentemente um período bastante positivo, de grande visibilidade, dinamismo, expansão e internacionalização. Nesse processo, o crescimento do mercado e os interesses mobilizados por seus agentes (artistas, galeristas e colecionadores) parecem ter sido determinantes. Atualmente, o contexto nacional já não é tão favorável, a instabilidade política e a estagnação da economia estão afetando o campo da cultura, e há fortes indícios de retração dos investimentos públicos e privados no campo da arte contemporânea, enquanto o processo de internacionalização da produção e do mercado parece prosseguir. A fim entender o impacto dessas mudanças recentes na (re)configuração do sistema da arte no Brasil, neste seminário retomaremos dados de pesquisas que apontam para um forte desequilíbrio entre a esfera de produção, o mercado e as instituições.

 

 

Sobre a palestrante

 

Ana Letícia Fialho é Doutora em ciências da arte e da linguagem pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris (EHESS) e bacharel em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é gerente executiva do Programa Cinema do Brasil e pesquisadora associada ao Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP). Com mais de quinze anos de experiência profissional nas áreas de ensino, pesquisa e gestão cultural, já atuou junto a organizações como a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT), o Fórum Permanente, a Fundação Iberê Camargo, a Bienal do Mercosul, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, o Ministério da Cultura, entre outras.É co-autora do livro O valor da obra de arte (Metalivros, 2014).

 

Inscrições na plataforma:  https://goo.gl/LclyMi

 

 

 

Dia 27 de outubro de 2016

 

– Das 10h às 13h– Palestra com Maria Lúcia Bueno, Mediação de Maria Amélia Bulhões, com Coffee break.

 

– Das 14h30 às 17h30 – Palestra com Ana Leticia Fialho, Mediação de Niura Borges, com Coffeebreak

Seminário Internacional

06/abr

O “Seminário Internacional Cidade em Transe”, que terá a participação de artistas, fotógrafos, curadores, geógrafos, assistentes sociais, historiadores, entre outros profissionais, o seminário discutirá a cidade sob diferentes perspectivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Salão de exposições 2.3 – segundo anda, nos dias 06 e 07 de abril. A organização é de Laura Burocco e MAM Rio com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, através da Superintendência de Museus. O seminário apresentará ainda diálogos estabelecidos por alguns artistas em diferentes cidades onde tiveram ocasião de trabalhar, com uma atenção especial à cidade do Rio de Janeiro.

 

O seminário terá a participação dos artistas Pablo Ares, Guga Ferraz e Pedro Victor Brandão, do fotógrafo Mauricio Hora, do historiador Claudio de Paula Honorato, da curadora Beatriz Lemos, da assistente social Evelyn Serra Parente, entre outros.

 

“Perspectivas desafiadoras sobre a questão urbana, para além da esfera acadêmica, têm surgido nos últimos anos em trabalhos de numerosos artistas. Essas práticas, que acabam se envolvendo na concepção e na espacialidade da vida urbana, criam um diálogo entre o material e o imaterial, o objetivo e o subjetivo, o sujeito e o objeto, as ideologias e as representações, procurando formas diferentes de comunicar a experiência urbana”, afirma Laura Burocco.

 

“A partir do entendimento do espaço que incorpora o quadro físico, e também o mental e o social, os trabalhos apresentam as próprias práticas de ocupação. Nesse sentido, interessa revelar a mútua interferência entre a cidade e o artista; o trabalho e o espectador; entre a realidade e sua representação”, diz Laura Burocco.

 

No dia da abertura do seminário, foi lançado o livro “Trajetória: cursos e eventos MAM Rio”, de Elizabeth Catoia Varela, curadora do Departamento de Documentação e Pesquisa MAM Rio. A publicação traz os cursos e eventos realizados pelo MAM Rio ao longo dos 67 anos de existência do museu, que tiveram grande importância no cenário artístico carioca e nacional. A documentação foi tratada e inventariada a fim de que sua divulgação reforce a missão do museu e também contribua para futuras pesquisas sobre o cenário cultural da cidade e do país.

 

Programa:

 
DIA 06 DE ABRIL DE 2016 – CIDADE MUNDO

 
14h – Abertura – Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand, presidente do MAM; Mariana Várzea, Superintendente de Museus, da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro; Elizabeth Catoia Varela, curadora do Departamento de Documentação e Pesquisa MAM; e Luiz Pizarro, artista plástico e curador de Educação do MAM.

 

14h20 – O território da cidade: um convite à ação • A cidade e suas transformações: Produção alienadora e indícios de insurgência, por Álvaro Ferreira; • Mapeamento coletivo: o uso de dispositivos gráficos para ativação de práticas colaborativas e relatos críticos sobre os territórios, pelo coletivo Iconoclasistas/ Pablo Ares.

 

16h30 – Diálogos entre Espaços Outros • A garantia de direitos das pessoas em situação de rua, por Evelyn Parente / Secretaria do Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro • Cidade e estéticas marginais, por Stanley Vinicius • Apologia à bagunça: Rastros de contramemória na metrópole especulada, por Raphael Soifer.

 

 

DIA 07 DE ABRIL DE 2016 – CIDADE RIO  

 

14h – Práticas de Ocupação da Cidade • Arte e esfera pública. Arte como gatilho sensível para a produção de novos imaginários, por Brigida Campbell • Projeto Pedregulho: uma experiência de residência, por Beatriz Lemos • O projetor como ferramenta de ação direta, por Coletivo Projetação / Ernesto Fuentes Brito • Imagem e desvios na paisagem, por Pedro Victor Brandão • Arte-intervenção, suportes inusitados, diálogo com equipamentos urbanos e a gentrificação do grafite, por Mario Band’s.

 

 

16h40 – Entre realidade e representação: a região portuária do Rio de Janeiro • História, memória, patrimônio, escravidão e reparação na pequena África: O caso do cemitério dos Pretos Novos, por Claudio de Paula Honorato • Zona Imaginária, por Mauricio Hora • O Corpo do Processo, por Guga Ferraz.

 

 

17h30 – Debate | Encerramento Fernando Cocchiarale

 

 

Sobre os participantes:

 

Laura Burocco – Formada em Direito pela Universidade de Milão, tem especialização em Políticas Internacionais e Desenvolvimento pela Universidade de Roma; pós-graduação em Sociologia Urbana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e um Master in Building Environment em Habitação pela Universidade de Witwatersrand WITS, de Johannesburg. Sua área de pesquisa: políticas urbanas e desenvolvimento, criatividade, vigilância, ações coletivas e cidadania insurgente, intervenções políticas em arte pública.

 

Álvaro Ferreira – É pesquisador 1D do CNPq. Tem graduação em geografia pela Uerj (1996), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ (1999) e doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (2003). Fez Pós-Doutoramento com o professor Horacio Capel na Universitat de Barcelona (2009). É professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Professor Associado da Uerj.

 

Pablo Ares – Artista, designer gráfico e um dos fundadores do grupo Iconoclasistas. Desenha cartografias desde 2000 e criou diversos dispositivos gráficos e visuais apresentados em oficinas de mapeamento coletivo, realizadas na América Latina e na Europa. Com Iconoclasistas, participou de diversas mostras de arte em países como Espanha, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Chile, México, Brasil, Argentina, Líbano, Equador, Austrália, entre outros.

 

Evelyn Serra Parente – Assistente social formada pela UFF em 2002. Atualmente diretora do Centro Pop Barbara Calazans e do Centro Interprofissional de Apoio à Criança e ao Adolescente (Ciaca).

 

Stanley Vinicius – Formado em artes cênicas com habilitação em cenografia e indumentária pela Escola de Belas Artes/UFRJ. É mestre em aumstrategien – Arte em espaço público pela Kunsthochschule, Berlim. Desde 1991, vive na Alemanha, onde atua como cenógrafo e artista visual realizando trabalhos em artes cênicas, artes visuais e videoinstalação. Claudio de Paula Honorato – Mestre em História pelo PPH/UFF e doutorando em História pela PPGH/UNIRIO, é coordenador do Núcleo de Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, coordenador do Curso de Pós-graduação Lato-sensu em História da África e professor de História da África da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Duque de Caxias – Feuduc. Atuou como consultor na elaboração do dossiê de candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade para o Comitê Cientifico da Unesco e membro efetivo da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Brasil OAB/RJ.

 

Mauricio Hora – Nascido e criado no Morro da Providência, é fotógrafo de renome internacional, com mais de 20 anos dedicados à fotografia. Foi autor e fotógrafo do “Projeto Favelité”, que em 2006 cobriu as paredes da estação do metrô Luxemburgo, em Paris.

 

 
Guga Ferraz – Artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É graduado em escultura pela Escola de Belas Artes/UFRJ. A partir do ano 2000, passa a integrar o grupo “Atrocidades Maravilhosas”, realizando trabalhos de intervenção urbana na cidade do Rio de Janeiro. A intervenção é o meio mais utilizado pelo artista, questionando temas como a violência urbana, as relações entre indivíduo e cidade e a própria cidade como lugar.

 

Raphael Soifer – Performer e pesquisador norte-americano, radicado no Brasil desde 2007. Seu trabalho tem como foco a vida social e política das ruas, as estéticas de poder, a memória incorporada e a interatividade urbana. Suas performances incluem “Tradição é aquilo que diz que não acaba nunca” (2015); “Pesquisas lapianas: Pombagiras” (2011); e “Cada um no seu quadrado” (2010), explorações da crescente privatização e militarização do espaço público carioca.

 

Pedro Victor Brandão – Artista visual, trabalha com fotografia, performance e práticas sociais. É graduado em Fotografia pela Universidade Estácio de Sá (2007-2009) e atendeu aos cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2005-2010 e 2015). Desenvolve séries de trabalhos considerando diferentes paisagens políticas em pesquisas sobre economia, direito à cidade, cibernética social e a atual natureza manipulável da imagem técnica.

 

Mario Band´s – Formado em comunicação social, publicidade e propaganda, foi estudante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É um comunicador, arte-educador e grafiteiro. Artista interventor urbano com obras marcadas pelo intenso uso da geometria e precisão no trabalho com luz, sombras e cores.

 

 
Brígida Campbell – Artista, pesquisadora e professora do curso de graduação em artes vsuais da Escola de Belas Artes da UFMG. Doutoranda em artes visuais na Escola de Comunicações e Artes da USP. Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem pela EBA-UFMG.

 

Beatriz Lemos – Mestre em História Social da Cultura (PUC-Rio). Em colaboração com o MAM/Rio, coordenou o projeto de catalogação dos documentos e da obra de Márcia X (1959-2005). Atua como curadora especializada em artes e redes digitais. Durante o primeiro semestre de 2015, realizou a etapa de pesquisa Lastro pela América Central, viajando com 12 artistas e três curadores brasileiros, entre Panamá, Costa Rica, Guatemala e México. Desde setembro de 2015, integra o programa Curador Visitante da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que desenvolve para a Biblioteca e Centro de Documentação e Pesquisa.

 

Coletivo Projetação – O Projetação é um coletivo autônomo de mídia-ativismo que luta pela democratização da cultura e dos meios de comunicação. Tendo o projetor como ferramenta e acreditando na força da ação direta, o grupo usa qualquer superfície da cidade para gerar reflexão e produzir contra informação, mostrando uma realidade que não é vista nos grandes meios de comunicação. Ao participar de manifestações, organizar cineclubes e fazer outras ações audiovisuais, tem como objetivo: divulgar as pautas daqueles que lutam contra o machismo, o genocídio indígena, a criminalização da pobreza, a violência e o genocídio do povo negro e da favela, pelo direito à moradia, pelas causas LGBT e pelo fim da militarização da PM, por exemplo.