O gesto como liberdade e pensamento.

18/set

A Superfície, Vila Madalena, São Paulo, SP, anunciou a exposição coletiva “Gestos” que acontece por ocasião da inauguração da nova sede da Superfície, localizada na Rua Mourato Coelho 790a. Agora, em um único endereço, as atividades da galeria – espaços expositivos, acervo e Arquivo Superfície -, conta com uma livraria e um café abertos ao público. O texto de apresentação é de Paulo Venancio Filho e curadoria assinada por ele em parceria com Gustavo Nóbrega. 

Tomando como ponto de partida o livro homônimo do filósofo Vilém Flusser, a mostra investiga o gesto como um movimento carregado de intenção, liberdade e pensamento. Para Flusser, o gesto é a expressão de uma liberdade que produz sentido. Pintar, desenhar, fotografar, gravar, modelar, escrever, performar ou instalar são diferentes modos de pensamento em ação. Cada linguagem inventa seu próprio gesto; cada artista transforma um procedimento em forma.

Com a apresentação de uma obra de Waltercio Caldas concebida especialmente para a exposição, “Gestos” reúne trabalhos de Andréa Hygino, Anna Maria Maiolino, Artur Barrio, Carlos Vergara, Celeida Tostes, Christo, Cildo Meireles, Clóvis Dariano, Dominique Gonzalez-Foerster, E. M. de Melo e Castro, Fernando Lemos, Iberê Camargo, José Resende, Letícia Parente, Luiz Alphonsus, Mara Alvares, Márcia X, Maria Laet, Mira Schendel, Neide Sá, Regina Silveira, Sonia Andrade, Thereza Simões, Tunga, Vera Chaves Barcellos e Wanda Pimentel, “Gestos” propõe um percurso em que diferentes gerações e contextos históricos se encontram sem hierarquias. Em comum, cada obra evidencia o gesto como operação estética, pensamento materializado e forma de relação com o mundo.

Até 17 de outubro.

Exposição no MAM Rio e conversa na ArtRio.

17/set

Vencedores do Prêmio PIPA no ano passado, um dos mais importantes prêmios de arte contemporânea do país, os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam, neste sábado, dia 19 de setembro, da exposição “Carnaval como método”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). No domingo, dia 20 de setembro, às 16h, eles estarão na ArtRio para a conversa “Carnaval e arte contemporânea”, ao lado de Milton Cunha e Leandro Vieira, com mediação de Alicia Cesário. Além disso, Haddad e Bora também integram a exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro”, em cartaz na Estação Cultural de Olímpia (ECO), em São Paulo, até março de 2027.

No MAM Rio, a exposição “Carnaval como método” leva para o espaço museológico os processos de criação desenvolvidos no Carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro. A mostra reúne obras inéditas comissionadas a seis carnavalescos em atividade – entre eles, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que, no contexto fabril da Cidade do Samba, desenvolvem o enredo “Torto arado – sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, baseado na obra de Itamar Vieira Junior, para a Unidos de Vila Isabel. A mostra também reúne trabalhos dos carnavalescos Joãosinho Trinta (1933-2011), Rosa Magalhães (1947-2024) e Maria Augusta Rodrigues (1942-2025), além de pinturas de artistas ligados ao universo do samba e do Carnaval, como Heitor dos Prazeres e Nelson Sargento. A exposição ocupará o Salão Monumental e o mezanino, com curadoria de Raquel Barreto, Pablo Lafuente e Phelipe Rezende, além da colaboração de Debora Moraes e Edu Gonçalves.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora apresentarão quatro trabalhos inéditos no MAM Rio, pensados de forma a mapear as suas próprias memórias afetivas e referências artísticas originárias do universo das escolas de samba. Cada obra assimila e deglute signos, materiais e técnicas que se referem aos trabalhos de quatro artistas do carnaval que já deixaram a vida. 

Uma autoidentidade positiva.

O artista Zéh Palito (Limeira, 1986), pintor, é um contador de histórias. A Simões de Assis, Jardins, São Paulo, SP, anuncia exposição entre 26 de setembro e 07 de novembro.

Sua prática oferece uma perspectiva visual sobre a vida diária da diáspora africana contemporânea. Seus personagens são posicionados em uma postura de poder que demonstra uma autoidentidade positiva, imbuídos de contentamento e respeito. Os retratos são permeados por símbolos, adornos, estampas, flores, frutas tropicais, piscinas e carros, os sujeitos são os protagonistas de suas narrativas. Zéh Palito trabalha em escalas variadas, pinturas site-specific, telas pequenas a dimensões monumentais, além de esculturas em fibra de vidro e alumínio e mosaicos em azulejo, material que tem sido incorporado também em suas pinturas. 

O universo familiar do artista se manifesta como território de memória, atravessado pela musicalidade do samba e do hip-hop e por um vasto repertório de referências e heranças culturais brasileiras, africanas e norte-americanas. Zéh Palito adiciona elementos de uma iconografia midiática, incluindo roupas e marcas, em uma figuração que reflete seu extenso repertório de referências à história da arte e ao gênero do retrato. Elemento fundamental de sua prática é elevar e inspirar vozes e sujeitos sub representados ao propor visões encantadoras para o presente e o futuro. O artista já produziu murais em mais de 30 países pelas Américas, África, Europa, Oriente Médio e Ásia. 

Principais exposições coletivas: “When We See Us”, curadoria de Koyo Kouoh, Museum Zeitz MOCAA, Cape Town, itinerou pelo Kunstmuseum Basel – Gegenwart, Basileia, Suíça; Bozar – Centre for Fine Arts, Bruxelas, Bélgica; e Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia; “The Culture”, Baltimore Museum of Art, Baltimore; “Femmes”, curadoria de Pharrell Williams, Perrotin, Paris; “Color of the times”, Leeahn Gallery, Seoul; “Between the World and Me”, Museum of Contemporary Art of Querétaro, México; “Afro Brasilidades”, curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães, FGV Arte, Rio de Janeiro; “The Speed of Grace”, Simões de Assis, São Paulo; “Vai Saudade”, Zéh Palito e Heitor dos Prazeres, Simões de Assis, Curitiba; “Quilombo: vidas, problemas e aspirações do negro”, Instituto Inhotim, Brumadinho;  e “Vidas Negras do Brasil”, Museu Afro Brasil, São Paulo. 

Principais exposições individuais: “Cars, Pools and Melanin”, Perrotin Gallery, Nova York; “Tropical Diaspora”, Eubie Blake Cultural Center, Baltimore; “We saw the future”, Gallery Idrawalot, Berlim; “Between the World and me”, Fundación AMMA, Queretaro, México; “Zéh Palito – Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, MAC Bahia, Salvador; “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, Simões de Assis, São Paulo.  

Seus trabalhos estão nas coleções ICA – Institute of Contemporary Art, Miami, EUA; PAMM – Pérez Art Museum Miami, USA; El Museo del Barrio, Nova York, EUA; Baltimore Museum of Art, Baltimore, EUA; Rennie Museum, Vancouver, Canadá; MACQ – Museo de Arte Contemporâneo Querétaro, México; AMMA – Fundación Amparo y Manuel, Cidade do México; The Xiao Museum of Contemporary Art, Rizhao, China; X Museum, Pequim, China; MAC Bahia, Salvador, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil.

Pedro Escosteguy na Fundação Iberê Camargo.

16/set

A Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, inaugura, no dia 26 de setembro, “Pedro Escosteguy – poesia, vanguarda e opinião”, a maior exposição já dedicada à trajetória do artista.

Poeta, artista visual e ensaísta, Pedro Escosteguy foi um dos expoentes da Arte Experimental Brasileira, construindo uma produção marcada pelo diálogo entre palavra, imagem, objeto e participação.

Com curadoria de Gustavo Possamai, da Fundação Iberê, e Gustavo Nóbrega, da Galeria Superfície, a exposição reúne obras históricas, documentos, fotografias, publicações e registros audiovisuais produzidos entre as décadas de 1960 e 1970, revelando a diversidade e a força de uma trajetória fundamental para a compreensão da vanguarda artística brasileira.

Sobre a exposição e o artista.

Aos 47 anos, depois de mais de duas décadas dedicado à gastroenterologia, Pedro Geraldo Escosteguy (Santana do Livramento, 1916 – Porto Alegre, 1989) aprendeu a manusear ferramentas de marcenaria. Nunca havia desenhado, pintado ou esculpido. Dali nasceu sua primeira obra e, com ela, o núcleo de um conjunto de trabalhos que o próprio artista chamaria de construções semânticas. “Meio pomposo o título”, diria, “mas eram construções que tinham capacidade de dizer alguma coisa”.

Antes disso, porém, Escosteguy já construía uma trajetória singular como poeta. Na Porto Alegre dos anos 1950, integrou o Grupo Quixote e tornou-se um dos principais articuladores da expansão da poesia para além do livro: poemas ilustrados, poemas projetados e ações públicas sob o lema “O povo tem direito à poesia”. Palavra, imagem, objeto e participação deixariam de constituir campos independentes para integrar um mesmo projeto de experimentação estética e reflexão crítica.

A mudança para o Rio de Janeiro, o contato com Antonio Dias e a efervescência artística em torno de Hélio Oiticica o levaram, já maduro, a desenvolver, paralelamente à carreira médica, uma produção que conjugava poesia, objeto e participação, orientada pela ideia de arte pública.

Seus objetos recusavam a contemplação passiva. Tinham forte dimensão política e convocavam o espectador ao contato físico e à participação. Insistia em permanecer “totalmente desligado do mercantilismo do mercado de arte” e compreendia a passagem da poesia ao objeto como um processo contínuo: “o poema se enriquece quando se integra em suportes adequados”, escreveu, e “o objeto se levanta a partir desse núcleo conceitual”.

Embora reconhecido em algumas das exposições decisivas da arte brasileira dos anos 1960, como a VIII Bienal de São Paulo (1965), Opinião 65, a IX Bienal de São Paulo (1967) e Nova Objetividade Brasileira (1967), grande parte de sua produção permaneceu pouco conhecida ou acessível apenas por meio de registros fragmentários.

Escosteguy dedicou-se às artes visuais por pouco mais de uma década, entre o início dos anos 1960 e o fim dos anos 1970. Esta exposição reúne a maior parte de sua produção plástica hoje conhecida, proveniente de diferentes coleções do Brasil, ao lado de publicações, registros audiovisuais e documentos preservados no Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS, que salvaguarda o arquivo doado pela viúva do artista, Marilia Escosteguy.

Reunidas pela primeira vez, estas obras revelam que a passagem da poesia ao objeto nunca foi uma ruptura, mas o desdobramento de um mesmo pensamento artístico. Escosteguy mudou de linguagem sem abandonar suas questões fundamentais – liberdade, comunicação e participação. Talvez seja dessa coerência rara, entre poesia, objeto e vida, que sua obra continue a retirar sua força.

Gustavo Nóbrega e Gustavo Possamai, curadores.

Até 28 de março de 2027.

Panorama, um episódio inédito a cada semana.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Arte1 firmam parceria para a exibição da série de vídeos “Depois que Tudo Foi Dito”, uma realização do MAM sobre o 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito.  A série estreia no Arte1, com um episódio inédito a cada semana.

Estruturada em episódios dedicados a artistas, curadoria e público, a série busca ampliar o conhecimento sobre o Panorama da Arte Brasileira e apresenta diferentes perspectivas sobre a exposição. As conversas aproximam as obras das trajetórias de seus criadores, do processo curatorial e das experiências dos visitantes, mostrando como a arte pode dialogar com questões presentes no cotidiano e com diferentes formas de perceber o mundo.

A estreia é dedicada ao artista Marcelo Conceição, que relembra sua trajetória entre as ruas e feiras do Rio de Janeiro, o ateliê e o museu. No episódio, ele fala sobre memória, sobrevivência e liberdade e apresenta seu processo de criação, marcado pela busca e ressignificação de materiais encontrados em feiras.

39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito

Com curadoria de Diane Lima e gerência de projetos de curadoria de Giovanna Querido, o 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito reúne 33 artistas de 11 estados brasileiros, representando todas as regiões do país e aproximando diferentes gerações, linguagens, materialidades e modos de fazer. A exposição parte de uma reflexão sobre o que pode existir para além dos limites já estabelecidos da representação, da linguagem e da própria ideia de arte brasileira.

Panorama da Arte Brasileira

Realizado desde 1969, o Panorama da Arte Brasileira acompanha há mais de cinco décadas as transformações da produção artística no país e ocupa um lugar fundamental na trajetória do MAM e na História da Arte Brasileira. Ao longo de suas edições, consolidou-se como uma das principais plataformas de reflexão, experimentação e discussão sobre a arte produzida no Brasil.

A concepção e coordenação do projeto são de Ane Tavares; a direção e edição de vídeo são de Marina Paixão; o roteiro é assinado por Ane Tavares e Juliana Pithon; e a trilha sonora é de David Menezes.

Uma seleção de 33 artistas de diferentes gerações.

A Galatea participa da 16ª edição da ArtRio, que acontece entre 16 e 20 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A galeria apresenta uma seleção de 33 artistas que atravessa diferentes gerações e contextos da arte moderna e contemporânea, reunindo nomes fundamentais da produção brasileira, artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, além de jovens talentos emergentes.

A robusta lista de artistas para o estande da Galatea na ArtRio 2026 reúne Anísio O. Couto, Arthur Palhano, Bogdan Koshevoy, Carlos Cruz-Díez, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Ernesto Neto, Francisco Galeno, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Gabriella Marinho, Grauben do Monte Lima, Guilherme Gallé, Hércules Barsotti, Ione Saldanha, Jac Leirner, Jaider Esbell, Joji Ikeda, Jorge Guinle, Leo Battistelli, Maíra Dietrich, Mari Ra Chacon, Mucki Botkay, Park Chae Biole, Park Chae Dalle, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Silia Moan, Tito Terapia, Tomie Ohtake e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre diferentes momentos e vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando experiências ligadas à abstração geométrica e construtiva, à pintura figurativa, às práticas têxteis e a pesquisas que exploram a materialidade por meio da cerâmica, da madeira e de outros suportes.

Memória familiar e imaginação.

15/set

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “espírito jardim humana”, primeira exposição individual de Tadáskía desde seu ingresso na galeria. Com abertura efetuada em 14 de setembro, na Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, a mostra reúne trabalhos que articulam memória familiar e imaginação. Ancoradas em uma cosmologia própria, as obras combinam formas abstratas e elementos orgânicos, que assumem figuras híbridas, situadas entre personagens e ambientes.

Em pinturas sobre tela e sobre suportes escultóricos em papel couro, folheado de madeira e MDF, a artista desenvolve um léxico de formas e presenças associado a uma espécie de anima, entendida como força constitutiva de sua criação. Bichos, legumes, cabelos, cascas e outras referências atravessam esse repertório, ao lado de galhos, palhas de taboa, bromélias, frutas, ovos, líquidos e outros materiais que se prolongam no espaço expositivo. Em suas “aparições”, como a artista denomina as fotografias realizadas em 35mm, assim como nas superfícies, ranhuras, relevos e passagens de cor, diferentes elementos se articulam entre imagem, matéria e forma. Aquilo que se apresenta de modo sugerido na pintura e no desenho ganha corpo e volume nos trabalhos escultóricos, estabelecendo relações entre diferentes meios e procedimentos.

“espírito jardim humana” assinala também uma inflexão sutil na produção recente de Tadáskía, marcada pelo aparecimento de áreas de branco e do suporte exposto. O branco reaparece nos desenhos e no interior das cascas, relevos pintados a óleo, e também em trechos onde a tinta foi raspada. Essas áreas de vazio assumem uma função compositiva, introduzindo intervalos de luz e abertura que alteram o ritmo e a atmosfera das obras. Ao redor desse núcleo, as esculturas articulam elementos encontrados e objetos transformados, aproximando materiais de diferentes origens e temporalidades. Grafismos e campos de cor organizam superfícies e camadas que ampliam as relações entre pintura, desenho e escultura.

Até 31 de outubro.

O Mar de Rosas de Paulo von Poser.

11/set

“Mar de Rosas” celebra os trinta anos da exposição que, em 1996, reuniu pela primeira vez um conjunto de obras dedicado exclusivamente à rosa. Desde então, essa flor tornou-se presença constante na arte e na vida de Paulo von Poser, acompanhando sua produção em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas, instalações e performances. A rosa surgiu discretamente nos desenhos realizados entre 1980 e 1985 e apareceu como protagonista em uma série desenvolvida em 1988, publicada no calendário do Museu de Arte Contemporânea no ano seguinte. A partir daí, atravessou inúmeras exposições, ora como elemento central, ora integrada às paisagens, às cidades e às reflexões sobre memória, natureza e espaço urbano.

A exposição “Mar de Rosas”, apresentada em 1996 no Espaço Ox, com curadoria de André Millan e Mariângela Bordon, representou um ponto de inflexão nessa pesquisa. Dela nasceu um universo que se expandiu muito além da pintura, dando origem a uma rara coleção de obras, objetos, fotografias, livros, poemas e referências dedicadas à presença e a história da rosa na cultura brasileira e internacional.

Nas décadas seguintes, esse percurso desdobrou-se em projetos realizados no Brasil e no exterior. As rosas dialogaram com as cidades em “Rosas no Ar” e “Rosas na Terra” (1999), transformaram-se em esculturas transparentes na exposição “Horizontes” (2001), participaram de exposições em Paris e Lima, sobrevoaram São Paulo em um dirigível na mostra “Você Está Aqui” (2006), ganharam escala monumental na escultura “Rosé au Calvaire”, instalada em Saint-Flour, na França (2007), permaneceram presentes em séries dedicadas à paisagem, à arquitetura e à cidade e, em 2012, na exposição “Floração”, apresentada no Museu de Arte Sacra de São Paulo, inspiraram desenhos das rosas barrocas presentes no acervo do Museu, e uma série de “Rosas relicários contemporâneos”. Em 2023, essa longa investigação encontrou uma nova dimensão na exposição “Rosas Brasileiras”, apresentada no Farol Santander, que reuniu a coleção construída pelo artista ao longo de décadas e obras de mais de uma centena de artistas brasileiros, provenientes de acervos públicos e privados, unidos pela presença da rosa.

A atual exposição não pretende ser uma retrospectiva. É uma celebração. Reúne obras de diferentes momentos, escolhidas por Paulo von Poser e pela curadora Flávia Daud, revelando a permanência e a transformação de um mesmo tema ao longo de três décadas. Mais do que uma flor, a rosa tornou-se uma linguagem da alma do artista. Presente nas mais diversas culturas e tradições espirituais, símbolo de beleza, regeneração e mistério, ela permanece como um enigma humano inesgotável. Cada nova obra representa uma tentativa de aproximar-se desse centro simbólico, onde natureza, memória e imaginação se encontram.

Celebrar os trinta anos de “Mar de Rosas” no Clube Atlético Monte Líbano é celebrar um percurso artístico que continua em pleno florescimento.

Uma criação artística diversa e potente.

Para a ArtRio 2026, Marina da Glória, Rio de Janeiro RJ, A Gentil Carioca, Pavilhão Terra, Stand A7, apresenta obras que enfatizam o potencial de uma criação artística diversa e potente, atravessada por dimensões críticas, estéticas, lúdicas, sociais e políticas.

A apresentação reúne trabalhos de Agrade Camíz, Arjan Martins, Ana Silva, Cabelo, Carlos Jacanamijoy, Diego Kohli, Denilson Baniwa, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Laet, Maria Nepomuceno, Misheck Masamvu, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, O Bastardo, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rose Afefé, Rodrigo Torres, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinícius Gerheim e Vivian Caccuri.

Entre 17 e 20 de setembro.

II Ato de Florescer – Colecionar o Presente.

No dia 12 de setembro, será apresentado na Casa 70 Galeria, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo momento de “Florescer – Diálogo entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea”. 

“Estamos expondo novas obras de novos artistas e propondo uma outra maneira de viver a exposição e descobrir encontros entre diferentes gerações da arte brasileira”, diz a curadora Elis Valadares.

O II Ato reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Antonio Bandeira, Candido Portinari e José Pancetti, em diálogo com Bruno Borne, Bruno Marchetto, Carolina Kasting, Dani Lacerda, Diana Gondim, Fessal, Giovanna Nucci, Heberth Sobral, Iole de Freitas, Lair Uaracy, Lorena Bruno, Lucas Finonho, Lucas Ribeiro, Marcelo Carrera, Marcos Corrêa, Mariana Riera, Marina Rodrigues, Miru Brüggmann, Ricardo Alcaide, Safe Art, Samira Pavesi, Sabrina Cuiligotti, Tatiana Bertrand e Thomaz Velho.

Na primeira edição, inaugurada em julho, o espaço ampliou sua proposta curatorial ao promover um diálogo entre a arte moderna brasileira e a produção contemporânea representada pela galeria. Foram reunidas obras de quatro pilares fundamentais da pintura moderna brasileira em diálogo com a produção contemporânea desenvolvida pelos artistas representados pela CASA70 Galeria.

Na sequência, nos dias 18 e 19 de setembro, das 10h às 18h, acontece o II Ato de Florescer – Colecionar o Presente que sairá da Casa70 e estreia na Semana de Arte do Rio com a participação de 13 espaços de arte e criatividade.

Até 30 de setembro.