Celebrando Nara Roesler

23/jun

A Nara Roesler Rio de Janeiro convida para a abertura da exposição “As formas do tempo”, com curadoria de Bernardo Mosqueira, no dia 25 de junho, às 18h. A mostra reúne pinturas, esculturas, vídeos, fotografias, instalações e obras site specific, com obras de 22 artistas, de múltiplas gerações e ligados ao território do Rio de Janeiro, em uma reflexão sobre a capacidade da arte de nos ensinar sobre o tempo. Esta é a terceira exposição da programação que celebra os 50 anos de atuação de Nara Roesler como galerista.

As mais de 30 obras da exposição refletem sobre diferentes formas do tempo, entre história, mito, memória, esquecimento, presença, movimento, transformação, construção, ruína, finitude, retorno, “espiralidade” e infinitude. “Os trabalhos convidam o público a experimentar temporalidades que escapam à lógica cronológica, emaranhando diferentes texturas e escalas temporais e sugerindo modos de estar no mundo que libertem nossa força vital da submissão à linearidade e às narrativas de progresso”, diz o curador.

Bernardo Mosqueira contou com a colaboração da curadora assistente Ana Clara Simões Lopes, afirma “sentir-se honrado em participar das celebrações em torno de Nara Roesler, cuja trajetória considera extraordinária e singular na história do sistema da arte no Brasil, tendo participado ativamente da consolidação da arte contemporânea brasileira ao longo dos últimos cinquenta anos”. 

“Não há como separar a história recente da arte brasileira da história da Nara”, destaca.

A mostra reúne obras de 17 artistas representados por Nara Roesler, nascidos no Rio de Janeiro ou que escolheram a cidade como lugar de morada e trabalho. Alguns nomes são Antonio Dias, Brígida Baltar, Carlito Carvalhosa, Daniel Senise, Elian Almeida, Raul Mourão, Marcos Chaves, Maria Klabin e Vik Muniz.

“As formas do tempo” apresenta também trabalhos de Hélio Oiticica (1937-1980, Rio de Janeiro), cujo legado foi representado pela galeria entre 2005 e 2019.

Até 22 de agosto.

Em torno de Ana Holck.

22/jun

Uma “Conversa com Ana Holck e Felipe Scovino” na galeria Maneco Müller: Multiplo. O bate-papo acontecerá em torno da exposição “Imprevistos”, que marca os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck.

No dia 01 de julho, às 18h30, será realizada uma conversa com a artista Ana Holck e o crítico de arte e curador Felipe Scovino, na galeria Maneco Müller: Multiplo, no Leblon. Esta será uma oportunidade para o público conhecer melhor o trabalho de Ana Holck e seu processo de produção. Felipe Scovino acompanha o trabalho da artista há muito tempo e falará sobre as obras recentes, em diálogo com sua consolidada trajetória de mais de 20 anos nas artes. A entrada é gratuita mediante confirmação através do telefone (21) 2294-8284.

“Ana Holck possui um amplo conhecimento, seja técnico, conceitual ou histórico, que também é transdisciplinar. Seu trabalho dialoga criticamente com o discurso escultórico contemporâneo, mantendo ao mesmo tempo uma forte qualidade poética e experiencial”, ressalta Daniela Labra.

Ygor Landarin novo artista representado.

17/jun

A Galatea, Jardins, São Paulo, SP, anuncia a representação do artista Ygor Landarin. O artista nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1995, e cresceu em Florianópolis, Santa Catarina. Formou-se na Escola de Artes Visuais Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 2018, sendo selecionado para o curso Formação e Deformação, da mesma instituição. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Sua pesquisa artística aborda memórias e heranças visuais ligadas à cidade onde cresceu, desenvolvendo uma poética que aproxima arte e arqueologia, através da escultura, do bordado e da experimentação com diferentes materiais como a areia, a porcelana fria e o cimento. Muitas vezes, seus trabalhos criam abstrações relacionadas a concheiros e sambaquis, investigando camadas de tempo, permanência e transformação.

Desde 2017, colaborou com a artista Brígida Baltar (1959-2022), passando a integrar, posteriormente, a equipe de conservação, memória e continuidade de projetos do Instituto Brígida Baltar. Referência fundamental em sua trajetória, a artista influenciou diretamente a incorporação do bordado na prática do artista. 

Ygor Landarin já participou de residências artísticas como: FAAP (São Paulo) e Domo Damo (São Paulo). Entre as coletivas que integrou, destacam-se: 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito (MAM-SP); Falácia Natural (Galeria Refresco); A ética e a estética na era da imagem (Centro Cultural Correios RJ); Manguezal (CCBB RJ) e a Bienal de Coimbra (Portugal). Em 2019 e 2021, realizou exposições individuais na Galeria Inox, no Rio de Janeiro, intituladas Ano azul e Corpo Contido, respectivamente. O artista também possui obras na coleção do Museu de Arte do Rio – MAR e em 2026 foi indicado ao Prêmio Pipa.

Arte e Natureza integrados.

16/jun

O Museu Histórico da Cidade, Estrada Santa Marinha, s/n, Gávea. Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposição “PRO-POLIS”, mostra individual do artista Ricardo Siri. Serão apresentadas cerca de 20 obras inéditas, feitas com mel, cera de abelha e própolis, que integram arte, natureza e sociedade

Há cerca de oito anos, o artista transdisciplinar Ricardo Siri começou a estudar e a criar abelhas nativas brasileiras. Esse processo lhe rendeu prêmios, como o terceiro melhor mel do Brasil, e transbordou para a sua criação artística. O resultado será apresentado pela primeira vez na exposição “PRO-POLIS”, que será inaugurada no dia 27 de junho. Com curadoria de Fernanda Lopes, serão apresentadas obras inéditas, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Completam a exposição, estruturas em formatos de colmos, feitos com corda e cera de abelha, que se relacionam com os trabalhos da exposição e também com a pesquisa que o artista vem desenvolvendo há muito tempo sobre os ninhos.

Sobre o artista.

Ricardo Siri é artista transdisciplinar. Músico, compositor e meliponicultor. Formado pela Los Angeles Music School. Com sete álbuns autorais lançados, recebeu em 2010 o prêmio da Música Brasileira pelo álbum “Ultrasom”. Suas performances emergiram do palco, e seus instrumentos viraram poesias sonoras. Sua carreira expande definitivamente para as artes visuais, sendo convidado a realizar exposições e performances no Brasil e exterior como o Victoria and Albert Museum – Londres , NBK Gallery – Berlim e  Portikus – Frankfurt. Com uma trajetória que une natureza e tecnologia, Ricardo Siri desenvolve esculturas e instalações, que criam pontes sensoriais entre o orgânico e o urbano. Sua prática artística nasce do cuidado com os organismos vivos e propõe uma escuta profunda do mundo.

Até 22 de agosto.

Esculturas e relevos de Anderson Borba.

11/jun

Fortes D’Aloia & Gabriel, FDAG Barra Funda, São Paulo, SP, apresenta “Fugido”, exposição de Anderson Borba que reúne esculturas e relevos produzidos a partir de materiais orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio. Dispostas em cortejo ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que transitam entre formas ancestrais e imaginários extraterrestres. A montagem confere às esculturas uma dimensão ritualística e conspiratória, como se as figuras estivessem reunidas em cerimônia, procissão ou assembleia secreta. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam uma potência animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Em “Fugido”, Anderson Borba apresenta um conjunto de esculturas e trabalhos de parede que aprofunda seu interesse por formas desviantes, corpos em mutação e narrativas não lineares. O título da exposição evoca deslocamento, fuga e transformação, atravessando questões ligadas à migração, à ancestralidade e à metamorfose da matéria. Entre estruturas de caráter brutalista e composições altamente táteis, as obras constroem um ambiente em que referências históricas, ficcionais e existenciais coexistem em permanente tensão.

Até 1º de agosto. 

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A continuidade de um pensamento visual.

08/jun

A Cerrado, Brasília, DF, apresenta “Uma continuidade como respiro”, exposição de Claudio Tozzi que reúne mais de vinte obras do artista, entre pinturas e esculturas, realizadas entre 1963 e 2026. 

Com curadoria de Cristiano Raimondi, a mostra propõe um percurso que evidencia a permanência de um mesmo campo de investigação ao longo de mais de seis décadas de produção. Em vez de uma leitura retrospectiva, a exposição acompanha a continuidade de um pensamento visual que se transforma constantemente sem perder sua direção. 

Das obras históricas dos anos 1960 aos trabalhos recentes, emergem questões que atravessam toda a trajetória do artista: a fragmentação da imagem, a relação entre percepção e estrutura e a presença de uma dimensão política inscrita na própria construção visual. 

Até 25 de julho.

Prática escultórica e pesquisa investigativa.

A Gentil Carioca anuncia a representação da artista Siwaju e celebra sua chegada ao programa da galeria, reconhecendo a força e a consistência de sua pesquisa.

Sobre a artista.

Nascida em São Paulo, em 1997, Siwaju vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática escultórica investiga a relação entre tempo e diferentes ecologias, utilizando aço reaproveitado – coletado, doado e reciclado – para construir conexões entre matéria e cosmos, energias visíveis e invisíveis, corpo, espaço e ambiente. Sua produção opera em uma temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora. Formada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ), ambos em 2022. Recentemente, recebeu o Prêmio do Concurso Gilberto Chateaubriand de Arte Contemporânea com a obra Ààlà Ọ̀run-Ayé (Fronteira entre o céu e a terra) (2025), que passará a integrar o acervo do Palácio Itamaraty. Também foi indicada ao Prêmio PIPA e apresentou a individual Aos temporais, marés de retorno, no auroras, em São Paulo. Em 2025, realizou Spectrum, sua primeira individual n’A Gentil Carioca, e integrou mostras em instituições como o MAM Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Inhotim.

Convite para olhar a vida coletiva.

A primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil apresenta instalações, esculturas e pinturas do artista com mais de 25 anos de carreira. As obras reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais.

O título “Knockout!” sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon. Na exposição que ocupa as sete salas da Pina Luz, São Paulo, SP, Pascale Marthine Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

A exposição tem curadoria de Jochen Volz e Ana Paula Lopes.

Sobre o artista.

Nascido em Yaoundé, Camarões, Pascale Marthine Tayou construiu uma prática artística marcada pela reorganização de materiais e pela transformação poética de elementos do cotidiano, como cadeiras de plástico, bandeiras, fios elétricos, lápis e utensílios domésticos. Sua trajetória é consolidada por participações em algumas das mais relevantes exposições internacionais de arte contemporânea, incluindo a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, a Documenta e a Serpentine Gallery, em Londres.

Sobre a exposição.

Na primeira sala, dedicada à Conferência de Berlim (1884-1885), uma escultura em forma de lápis com quatro metros de altura ocupa o centro do espaço. O objeto articula, de um lado, a energia criativa do desenho e, de outro, seu potencial bélico inscrito na própria forma, revelando como todo gesto de criação convive com a tensão entre invenção e confronto. A segunda galeria aborda a Conferência de Yalta (1945), que reorganizou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Nela está a obra “L’enfer du décor” (2025), composta por quatro grandes colagens sobre tela que reúnem 89 bandeiras nacionais. Na terceira sala, associada à Conferência de São Francisco (1945), que resultou na criação da ONU, Pascale Marthine Tayou apresenta a instalação “Court-circuit” (2026). Na sequência, uma grande instalação de galhos secos e sacolas plásticas coloridas denuncia a poluição ambiental causada pelo excesso de plástico. “Plastic Tree” (2014-2015) dialoga com a Rio-92, conferência voltada às questões climáticas e ecológicas. Na sexta galeria, “Falling House” (2014), uma casa suspensa de cabeça para baixo desafia noções de estabilidade e os sistemas impostos historicamente, se relaciona à Conferência de Bandung (1955). A exposição se encerra com a Conferência de Avignon, um evento criado pelo próprio artista como exercício de crítica e fabulação política. Nesta sala estão algumas de suas obras mais icônicas, como “Colorful Stones” (2015-2026) e “Pascale’s Eggs” (2019).

Ling apresenta Advânio Lessa.

03/jun

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida para acompanhar de perto a produção de uma obra inédita do artista mineiro Advânio Lessa, que realizará uma intervenção em uma das paredes do centro cultural, em um processo aberto que se revela ao público no próprio tempo da criação. De 08 a 12 de junho, das 10h30 às 20h, com observação gratuíta do processo criativo, assistindo em tempo real ao que acontece no ateliê temporário montado em frente ao local.

Advânio Lessa é artista e agricultor, nascido em Lavras Novas, onde ainda reside e desenvolve sua produção. Sua prática parte do encontro direto com a natureza: troncos de árvores mortas, raízes, fibras e cipós coletados nas matas da região tornam-se matéria viva em suas obras. Sua pesquisa se constrói na intersecção entre arte, ofício e ancestralidade. A herança quilombola de sua terra de origem, assim como os saberes transmitidos por seus pais – tropeiro e cesteira – atravessam sua poética, resultando em esculturas e formas orgânicas que evocam corpos, abrigos e estruturas em transformação.

A intervenção integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que propõe aproximações entre o Rio Grande do Sul e a produção contemporânea do Sudeste, a partir de um olhar sensível e plural.

No dia 13 de junho, às 10h, ocorrerá um bate-papo com o artista e a curadora, que compartilharão aspectos da experiência, do processo e das questões que atravessam o trabalho.

Celebrando os 80 anos de Peticov.

02/jun

O Centro Cultural São Paulo apresenta “Peticov – A Exposição”. A mostra celebra os 80 anos de Antonio Peticov com mais de 400 obras do artista que tem papel pioneiro na projeção das artes plásticas brasileiras no exterior, cuja obra articula criação visual, matemática, ciência, geometria sagrada e filosofia.  

Com curadoria de Fábio Magalhães Gouvêa, a exposição reúne pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, instalações e capas de discos, oferecendo um panorama abrangente da produção do artista, que viveu intensamente o cenário cultural da Tropicália. O público também irá se deparar com a inédita instalação “Pau de Arara”, trabalho que remete à repressão sofrida pelo artista e pela produção cultural durante o período da Ditadura militar. Outro núcleo reúne a série “O Tarô”, composta por 78 cartas criadas a partir das obras de Peticov em parceria com Marta Putz; além da série “Mitos do Folclore Brasileiro”, conjunto de 22 desenhos que também integram o livro “Brasil Encantado – Mitos e Mistérios do Nosso Folclore”, desenvolvido ao lado do escritor Eduardo Bueno. O livro será lançado em 03 de junho, data de abertura da mostra ao público.

Sobre o artista.

Antonio Peticov nasceu em 02 de julho de 1946, em Assis, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira artística em 1965 e construiu uma trajetória internacional marcada pela experimentação e inovação. Participou das IX, X e XX Bienais de São Paulo e realizou exposições individuais em importantes instituições, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de mais de uma centena de exposições em galerias e instituições culturais nos cinco continentes. Pintor, escultor, desenhista, gravurista, holografista e programador visual, Peticov também é autor de 12 livros dedicados à sua obra e pensamento artístico. 

Até 02 de agosto.