Duas Vezes Matheus Rocha Pitta

31/ago

O artista visual Matheus Rocha Pitta coleciona desde a adolescência uma série de recortes de jornais, em um arquivo que hoje tem cerca de 10 mil imagens. Uma seleção desse arquivo, com fotos sobre as manifestações que ocorreram em diversas cidades do Brasil, foi o ponto de partida para as exposições “The Fool’s Year”, que o artista inaugura no dia 05 de setembro, na galeria Athena Contemporânea, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, e “O Reino do Céu”, no dia 09 de setembro, em uma casa no bairro da Glória. As duas mostras tratam de questões urgentes e trazem uma reflexão sobre os acontecimentos atuais”, diz Matheus Rocha Pitta.

 

 

THE FOOL´S YEAR

 

Na galeria Athena Contemporânea, será apresentada uma única instalação, que dá nome à mostra. A obra é um grande calendário, com 365 dias, onde, no lugar de cada dia, há uma foto de jornal de manifestantes com cartazes ou bandeiras. O artista substituiu as demandas politicas pela data 1ode abril, repetindo esse mesmo dia em todo o calendário. “O 1o de abril não é só o dia da mentira, mas sim o dia em que a verdade e a mentira se confundem. Se vivemos no tempo da pós-verdade então habitamos um eterno primeiro de abril”, afirma o artista.  O calendário foi mostrado em Berlim, onde Matheus passou um ano na residência Kunstlerhaus Bethanien. O dia da mentira em inglês se chama “Fool’s Day”, portanto, o calendário, realizado em Berlim, se chama “Fool’s Year”. A mostra será acompanhada de um texto da crítica de arte Luisa Duarte.

 

 

O REINO DO CÉU

 

Num galpão no bairro da Glória, uma igreja é montada: “O Reino do Céu”, ambiente onde imagens de gás lacrimogênio lançados sobre civis são articuladas em torno de um vocabulário cristão, tais como uma cruz e uma pia batismal. “O público é convidado a percorrer a instalação, que tem um caráter imersivo, semelhante a um caminhar nas nuvens”, afirma. Rocha Pitta faz uma comparação entre as nuvens da iconografia cristã com as nuvens de gás das policias de todo o mundo. “Descontextualizadas, a articulação das imagens no ambiente da igreja apontam pra uma leitura perturbadora do nosso cenário politico”, ressalta. A mostra será acompanhada de um texto do crítico de arte Ulisses Carrilho.

 

 

Sobre o artista

 

Matheus Rocha Pitta nasceu em Tiradentes, Minas Gerais, em 1980. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Dentre suas principais exposições individuais estão: “Aos Vencedores as Batatas”, no Kunstlerhaus Bethaniene, e “The Fool’s Year”, no SOX, ambas em Berlim, Alemanha, este ano; Golpe de Graça”, na Casa França-Brasil, em 2016; a mostra na Fondazione Morra Greco, em Nápoles, Itália, em 2013; “Dois Reais”, no Paço Imperial, em 2012; “Galeria de Valores”, no CCBB Rio, e “Olho de Peixe”, no Oi Futuro, ambas em 2010, entre outras. Dentre as exposições coletivas estão “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos”, no Museu da Cidade | OCA, em São Paulo, este ano; “What Separate Us”, na Sala Brasil, em Londres, “A Queda do Céu”, no Sesc Rio Preto e “Ao Amor do Público”, no Museu de Arte do Rio, ambas em 2016; “Quarta-feira de Cinzas”, na EAV Parque Lage, “A Queda do Céu”, no Paço das Artes, em São Paulo, “Do Valongo à Favela”, no  Museu de Arte do Rio e “Alimentário”, no Museu da Cidade | OCA – São Paulo, ambas em 2015; “Bienal de Taipei: The Great Acceleration | Art In The Anthopocene”, no Museu de Belas Artes de Taipei, “Medos Modernos”, no Instituto Tomie Ohtake, “Prêmio Arte e Patrimônio”, no Paço Imperial, “Cães Sem Plumas”, no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, em Recife, e “140 Caracteres”, no MAM São Paulo, ambas em 2014, entre outras.

 

 

Sobre a galeria

 

A  Athena Contemporânea foi criada em 2011 pelos irmãos Eduardo e Filipe Masini como um espaço inovador de criação, discussão e divulgação de arte contemporânea. Mais do que um espaço expositivo, a galeria se posiciona como lugar de pesquisa, de aprofundamento conceitual e de trocas artísticas, buscando sempre iniciativas inovadoras. A galeria vem se firmando como uma das mais destacadas no cenário brasileiro, representando conceituados e promissores artistas nacionais e internacionais, e investindo em parcerias com curadores e instituições para o desenvolvimento da carreira de seus artistas.

Matheus Rocha Pitta

 

 

Dia 05 de setembro de 2017, das 19h às 22h

 

Galeria Athena Contemporânea

Exposição: até 7 de outubro de 2017

Shopping Cassino Atlântico

Avenida Atlântica, 4240 – 210/211 – Copacabana

Telefone: (21) 2513.0703

De segunda a sexta, das 11h às 19h

Sábado, das 12h às 18h

 

 

Dia 09 de setembro de 2017, das 14h às 18h 

 

Glória

Exposição: até 07 de outubro de 2017

Endereço: Rua Barão de Guaratiba, 28, Glória

Telefone: (21) 2523.3954

De quarta a sábado, das 12h ás 17h.

Paula Rego & Adriana Varejão

A portuguesa Paula Rego e brasileira Adriana Varejão exibem lado a lado – a partir de 02 de setembro – uma seleção de trabalhos na Carpintaria, Jardim Botânico, espaço experimental da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro cuja vocação é promover exercícios amplos de pensamento, estimulando o diálogo entre diferentes autores, formas de expressão ou linguagem. Trata-se de um encontro singular que, como num dueto, permitirá ao público identificar sintonias e singularidades, iluminando ainda mais suas poéticas, seja pelo reconhecimento de afinidades seja pela revelação de contrastes.

 

Mesmo pertencendo a gerações e continentes distintos, em muitos momentos as duas parecem habitar o mesmo terreno. Visitam com frequência temas da História ou do universo ficcional que revolvem as camadas mais aparentes e desenterram aquilo que há de perverso ou oculto nos mitos e narrativas que usam como ponto de partida. No caso de Paula Rego essa relação com o campo da ficção é ainda mais evidente. Consagrada como a mais importante pintora portuguesa da atualidade e também como um dos grandes nomes da arte inglesa (onde atua desde que se mudou para Londres no início dos anos 1950), ela trabalha sempre em séries, construídas a partir de narrativas de outros autores. Narrativas que ela reconta à sua maneira, recria na forma de uma grande cena teatral, recaindo sempre no lado perverso da história. No caso desta exposição – sua primeira mostra no Rio de Janeiro , os trabalhos selecionados (quatro telas e um grande móbile) se debruçam sobre dois textos: “Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, e “Bastardia”, de Hélia Correia.

 

A relação de Adriana Varejão com o texto é mais sutil, metafórica. Muitas vezes seu interesse é documental, mais próximo da antropologia e da literatura histórica do que da ficção, alimentando-se mais de imagens – as quais recontextualiza criticamente – do que de literatura. Para esta exposição Adriana traz um conjunto de seis obras, pertencentes a duas séries, uma em que dialoga com o trabalho do ceramista português Bordalo Pinheiro e a outra, mais recente, em formato de folhas secas, que só foi mostrada anteriormente, e de forma parcial, em Hong Kong, e que se debruçam sobre temas ousados como o sexo e a amamentação. Essas pinturas retomam uma tradição chinesa de pintura sobre folhas naturais e mesclam diferentes elementos recorrentes na obra de Adriana como o recurso à cerâmica e seu craquelamento, bem como a utilização de um leque amplo de referências, visuais, históricas e simbólicas, recontextualizadas criticamente em ricas paródias.

 

São raras no Brasil as exposições que colocam frente a frente apenas dois artistas. E com histórias de vida tão distintas. Neste caso, tudo teve início com a grande retrospectiva da obra de Paula Rego que aconteceu na Pinacoteca (São Paulo, 2011). Desde então a galerista Márcia Fortes idealizava juntar as duas artistas. O encontro foi concretizado em outubro do ano passado, em Londres. E dali brotou naturalmente a ideia da mostra. A seleção de trabalhos foi quase natural, enfatizando a produção mais recente da artista luso-inglesa.

 

Dentre as obras selecionadas destaca-se um grande móbile, no qual sereias assustadoras parecem fazer uma dança macabra em torno do visitante, e que deve abrir a exposição, juntamente com uma pintura de Adriana de cunho bastante escultórico, na qual se vê uma eclosão de elementos marítimos, com caranguejos e lagostas como que a pular no espaço. “É um diálogo corporificado, explosivo”, define Márcia Fortes. “Em vários momentos as duas parecem duelar com o mundo”, acrescenta.

 

“Eu me coloco totalmente como aprendiz. Acho a Paula uma mestra”, afirma Adriana. E acrescenta: “É muito difícil responder à obra de uma pessoa que você admira tanto”. Esta é uma das razões para a escolha de trabalhos já existentes, em busca dos pontos de contatos entre os trabalhos, como a curiosidade, o fascínio por vezes perverso sobre o papel da mulher no jogo íntimo ou social, ou a forte característica ornamental e a exploração de contrastes típicas da tradição barroca, tão cara às duas artistas. Caberá, no entanto, ao visitante buscar por si mesmo os pontos de aproximação e distanciamento. “É um estudo em aberto e é bacana que o público possa complementar essa leitura”, afirma a galerista.

 

De 02 de setembro a 04 de novembro.

 

 Burle Marx e Paulo Werneck

O IRB Brasil RE vai realizar, no dia 14 de setembro, duas visitas guiadas a um dos tesouros preservados da cidade: o terraço jardim de sua sede, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

 

A cobertura de 11.100 m2 conta com jardins do paisagista Roberto Burle Marx e sete painéis de mosaico de autoria do artista plástico Paulo Werneck. Responsável pela revitalização dos jardins, o escritório de Paisagismo Burle Marx seguiu os conceitos originais do projeto modernista da década de 40. O mesmo ocorreu em relação aos painéis de Paulo Werneck, em que o escritório do artista conduziu todo projeto.

 

A visita guiada que contará com a presença dos responsáveis pela restauração do espaço: Isabela Ono e Gustavo Leiras, sócios do escritório de paisagismo de Burle Marx, e Claudia Saldanha, do escritório de Paulo Werneck.

 

 

Sobre o prédio

 

Projetado pelos irmãos M.M.M. Roberto (Marcelo, Milton e Maurício), o prédio do IRB Brasil RE é um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna desenvolvida no país. Foi construído em 1941 em um novo espaço no centro do Rio de Janeiro, que surgiu após o desmonte do Morro do Castelo. Foi um dos pioneiros a empregar os chamados cinco pontos da arquitetura moderna criados por Le Corbusier: pilotis, janela em fita, estrutura independente, planta livre e terraço jardim.

Em 1948, o edifício foi reconhecido pelo Royal Institute of British Architects (RIBA) como uma das 20 melhores obras da época.

 

Visita Guiada

 

Data: 14 de setembro

Horário: das 15h às 16h30 ou das 17h às 18h30

Ponto de encontro: Marina da Glória. O traslado sairá da Marina da Glória e seguirá para o prédio do IRB Brasil RE, no Centro, meia hora antes de cada visita.

Inscrição: pelo portal da ArtRio

 

Sobre a ArtRio

 

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio da CIELO e Stella Artois, apoio das marcas Minalba, IRB Brasil RE e Pirelli, e apoio institucional da Estácio, Klabin e High End.

 

 

SERVIÇO ARTRIO 2017

 

Data: 14 a 17 de setembro (quinta-feira a domingo)

Preview – 13 de setembro (quarta-feira)

Horários: Dias 14 e 15 – quinta e sexta-feira – 14h às 21h

Dia 16 – sábado – 14h às 21h

Dia 17 – domingo – 14h às 19h

Ingressos: R$ 40 / R$ 20

 

Bilheterias no local nos dias de evento

Local:  Marina da Glória – Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória

Estacionamento no local

Metrô – Estação Glória / Passarela em frente à Rua do Russel

 

 

17 artistas e grupos brasileiros

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro, Centro, Galeria 4, apresenta, de 09 de setembro a 12 de novembro, a exposição “Natureza Concreta”, que discute e aprofunda um tema de interesse permanente na arte, na ciência e na filosofia: as relações dos seres humanos com a natureza e o mundo que os cerca. Entre fotografias, vídeos e instalações em formatos variados, serão apresentadas 94 obras de 17 artistas e grupos brasileiros. O projeto tem curadoria de Mauro Trindade e patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

 

Participam da exposição: Alexandre Sant’Anna, Ana Quintella & Talitha Rossi, Ana Stewart, Bruno Veiga, CássioVasconcellos, Claudia Jaguaribe, Gilvan Barreto, Greice Rosa &Grupo A CASA, Hugo Denizard, IatãCannabrava, José Diniz, Luiz Baltar, Marco Antonio Portela, Pedro Motta, Rogério Faisal e Rogério Reis. Em todos, há uma preocupação permanente com a relação entre o homem e o meio ambiente, um tema cada vez mais redescoberto na fotografia contemporânea e que se volta para as próprias origens da arte fotográfica.

 

Os trabalhos oferecem a oportunidade de se discutir arte mas como cidades, habitação, mobilidade, ecologia e sustentabilidade, economia e tecnologia, e história e transcendência, sempre colocando o ser humano em perspectiva. “Através das obras de alguns dos maiores nomes da fotografia contemporânea brasileira, a exposição propõe uma ampla reflexão a respeito dos limites entre natureza e cultura, objetividade e subjetividade. Os trabalhos operam em um campo ampliado da fotografia, que inclui impressões em materiais variados, vídeos e instalações”, comenta o curador Mauro Trindade.

 

Na exposição, o público poderá conferir, por exemplo, as fotos inéditas de AlexandreSant’Anna que renovam o olhar sobre a Amazônia, superando o modelo exótico e colorido da região; as imagens noturnas de Cássio Vasconcellos, reveladoras da serialização da sociedade contemporânea; a série “Quando Eu Vi – Bibliotecas”de Claudia Jaguaribe, que propõe uma revisão do conceito de paisagem natural; a série “Parques”de Rogério Faissal, que confronta o vazio urbano; e as imagens de pacientes psiquiátricos e travestis de Hugo Denizard.

 

 

Atividades extras:

 

No dia 16 de setembro (sábado), às 15hs, o curador Mauro Trindade realiza uma visita guiada aberta ao público, com lançamento do catálogo da exposição.

 

E no dia 28 de outubro (sábado), às 15hs, o curador e alguns artistas recebem o público para um bate-papo gratuito. Os ingressos para esta atividade serão distribuídos 30 minutos antes na bilheteria da CAIXA Cultural.

Obras inéditas de Felipe Cohen 

23/ago

Felipe Cohen inaugura, em 31 de agosto, sua primeira individual na Cavalo, Botafogo, Rio  de Janeiro, RJ, “Luz Partida”. A exposição traz 12 trabalhos inéditos do artista paulistano, que partem da sua pesquisa em geometria e desdobram o tema da paisagem em diferentes suportes. Aos 40 anos, Felipe Cohen tem um trabalho construído a partir de relações paradoxais: da tensão entre os temas da arte clássica e as práticas contemporâneas; entre materiais nobres e ordinários; entre a abstração geométrica e a representação figurativa.

 

Na galeria, localizada em um antigo casarão em Botafogo, estarão dez pinturas sobre madeira da série ‘Luz partida’, que dá título à exposição. Nessas obras, triângulos de madeira coloridos com tinta acrílica dispostos como peças em uma estrutura que remete ao tabuleiro de um jogo. Nele, o artista organiza essas peças, criando paisagens minimalistas. Os triângulos de mesma proporção ganham então propriedades de elementos da natureza como mares, montanhas, vales, sol e céu, dependendo da composição, construindo cenários tão precisos quanto etéreos. Desta vez, o artista se inspira na geografia da cidade do Rio de Janeiro, onde encontrou um forte paralelo com seus próprios cenários.

 

“Os primeiros trabalhos que fiz tinham alusões a paisagens de marinas e montanhas, e percebi que surgiram situações parecidas com os cenários do Rio. Então comecei a criar essas semelhanças de maneira proposital: a montanha que se encontra com o mar ou que some atrás das nuvens, por exemplo”, conta Felipe Cohen.

 

O artista é conhecido, em seus trabalhos anteriores, pelo uso do reflexo como recurso escultórico. Na exposição, podemos observar essa prática no trabalho “Sol na montanha”, em que uma vitrine feita de vidro e madeira relaciona duas peças de mármore para formar um horizonte – que pode retratar tanto o momento da aurora quanto o do poente. Nesta escultura, o artista brinca com o reflexo das figuras na lâmina de vidro, que faz as vezes de mar e desmembra a paisagem em duas.

 

Completado a exposição está uma peça de quase três metros de comprimento que combina dois materiais antagônicos, artifício que Cohen utiliza desde o início de sua carreira. Feltro e vidro são montados em uma das paredes da galeria em recortes similares, formando uma topografia que remete à imagem de um gráfico. A transparência, a rigidez e a frieza do vidro enfrentam a opacidade, a maleabilidade e o calor do feltro, nessa disputa de montanhas e mares e, sobretudo, altos e baixos.

 

“Me inspirei num desenho de um gráfico que vi no jornal. Era algo sobre desenvolvimento industrial”, lembra Cohen, rindo da referência. “Então transformei as linhas do gráfico em topografia”.

 

 

Sobre o artista

 

Formado pela FAAP, Felipe Cohen, nascido em 1976, realizou mostras individuais e coletivas em importantes espaços como Centro Cultural São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Instituto Cultural Itaú. Entre suas principais exposições estão a 8ª e a 11ª Bienal do Mercosul, “Economy of means”, no Scottsdale Museum of Contemporary Art, nos Estados Unidos, e “Imagine Brazil – Artists Books”, que passou por diversas cidades da Europa. Possui trabalhos em importantes coleções, como o Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte do Rio e Scottsdale Museum of Contemporary.

 

De 31 de agosto a 28 de outubro.

A geometria de Antonio Manuel

No dia 29 de agosto, terça-feira, Antonio Manuel, – importante artista plástico brasileiro -, inaugura exposição individual com cerca de quinze pinturas inéditas na Cassia Bomeny Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A mostra comemora os 70 anos de idade e 50 de trajetória artística. Há 13 anos que Antonio Manuel não expõe em uma galeria de arte. O artista foi o representante do Brasil na Bienal de Veneza de 2015 e suas obras integram o acervo de importantes coleções, como MoMA, em Nova York, e Tate Modern, em Londres.

 

Com curadoria de Franz Manata, serão apresentadas pinturas que seguem os traços geométricos, que o artista vem trabalhando há alguns anos, mas há a introdução de texturas em algumas obras, como papel corrugado e tecido, além de recortes em algumas telas, transformando a parede em mais um elemento da pintura. Em algumas obras, ele utiliza, pela primeira vez, tinta esmalte junto com a tinta acrílica – que sempre usou em suas pinturas -, com a intenção de mesclar o fosco com o brilho. Conhecido por suas performances inovadoras e instalações interativas, Antonio Manuel sempre teve a pintura presente em sua trajetória.

Trabalhos inéditos

22/ago

Admirado por colegas artistas plásticos, Ronaldo do Rego Macedo apresenta obras inéditas de sua conceituada produção artística na Marcia Barrozo do Amaral – Galeria de Arte, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a partir do dia 24 de agosto (quinta-feira). Após 11 anos sem realizar exposição individual, o artista apresentará telas e recortes coloridos, que revelam toda a inquietude proporcionada por este período de retiro criativo e também trabalhos de fases diversas.

 

Com a premissa “pintura é cor”, Ronaldo expõe oito pinturas em óleo sobre tela e óleo sobre papel com temas cromáticos. São pinturas brancas, areia, cinzas azuladas em que a gestualidade arquitetônica rigorosa provoca a sensação de espaços mais vastos, de grandeza e expansão que desejam ultrapassar os limites do quadro. Nos seis recortes coloridos (óleo sobre cartão) em caixas de acrílico, a cor vibra pela intensidade dos contrastes, pelas texturas aveludadas e sensuais.

 

“Ambos os conjuntos, as telas brancas e os recortes coloridos, têm trabalhos inéditos, realizadas nesses últimos anos. Não constituem uma visão completa do que venho fazendo, mas sintetizam claramente o que me ocupa como pintor: a cor como estrutura, a pintura que se pinta, que é auto-referencial, muito indicativa do meu processo de trabalho”, explica o artista.

 

As obras expostas, como a maior de todas as telas (2,50 x 1,80) – “Movem-se os mundos no ilimitado” -, revelam a ocupação de Ronaldo do Rego Macedo com a construção formal, a dinâmica da cor e os aspectos estruturais do quadro, mas também indicam uma carga subjetiva com a presença da fantasia e do inesperado. “Procuro mostrar uma forma de pintura que se pinta sozinha. O espectador pinta a tela com seus próprios olhos e interpreta ao seu modo”, afirma.

 

 

Sobre o artista

 

Ronaldo do Rego Macedo nasceu em 1950 no Rio de Janeiro, RJ. Pintor e professor. Inicia sua formação artística em 1969 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde estuda com Aluisio Carvão e Lygia Pape. Em 1975, faz sua primeira individual, na Fundação Cultural, em Brasília, e recebe o prêmio aquisição do Salão de Verão JB/Light, no MAM/RJ. De 1982 a 1989, dirige, com Ascânio MMM, a Galeria do Centro Empresarial Rio. Participa da sala especial “Em Busca da Essência: Elementos da Redução na Arte Brasileira”, na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987. Mais recentemente, participou de duas exposições coletivas: entre 2008-2011, “Quatro Artistas Brasileiros”, Tóquio, Cairo, Rabat, Viena, Paris, Bruxelas; e em 2012 apresentou suas obras na exposição Construção e Desconstrução na Arte Brasileira – Museu BOZAR, Bruxelas, Bélgica. É professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro desde 1977.

CIGA – Calendário de arte

21/ago

 

Em setembro, o Rio de Janeiro terá uma agenda de arte agitada. Nos dias que antecedem a ArtRio, está confirmada a quarta edição do CIGA – Circuito Integrado das Galerias de Arte. Entre 11 e 12 de setembro, as principais galerias cariocas terão programação e horários especiais com abertura de exposições, visitas guiadas, conversas com artistas e performances, entre outras atividades.

 

O CIGA tem entre seus objetivos estimular a visitação às galerias de arte, além dos museus e centros culturais.

 

“A ideia de ter o CIGA na mesma semana da ArtRio é justamente ampliar esse calendário especial de arte. A cidade inteira terá programação voltada para as artes e isso será uma excelente oportunidade para todo o público, com uma opção diversificada de agenda, locais e temas. As galerias, assim como os museus, são muito importantes para o contato do público com a arte e com os artistas. As pessoas têm que incluir esses endereços em seus roteiros de aprendizado e lazer”, indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

A organização terá um serviço de vans gratuito percorrendo todas as galerias. Na segunda-feira a van sairá às 17hs30min da galeria Mul.ti.plo Espaço e Arte e na terça-feira às 17hs30min do Espaço Saracura.

 
PROGRAMAÇÃO DO CIGA

 

11 de setembro – Segunda-feira

Bairros: Leblon, Ipanema e Copacabana

Horário: a partir das 17hs

Leblon – 17hs

 

Multiplo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira 417, sala 206

Exposição individual “Estados de Imagem”, de Waltércio Caldas

Ipanema – a partir das 17hs30min

 

Cassia Bomeny Galeria
Rua Garcia D´Ávila 196

Conversa com o artista Antônio Manuel, que terá individual exposta na galeria

 

C. Galeria
Rua Visconde de Pirajá 580

Abertura da exposição “Espúrios”, de Bruno Melo e Felipe Fernandes

 

Martha Pagy Escritório de Arte
Rua Visconde de Pirajá 351, 14 andar Instituto Plajap

Vernissage e visita guiada a exposição “ Paisagens possíveis”, com a presença dos artistas Ivani Pedrosa, Jaqueline Voljta, Marcelo Jácome e Pedro Gandra

 

Galeria Marcelo Guarnieri
Rua Teixeira de Melo 31, lojas C/D

Exposição individual da artista Amelia Toledo
Copacabana – a partir das 19hs30min

 

Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Mostra dos trabalhos do Ronaldo do Rego Macedo e bate papo com Cesar Bartolomeu

 

Movimento Arte Contemporânea
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Perfomance e conversa com o artista Xico Chaves/SoloTransição

 

Patricia Costa Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição da artista Claudia Portos, com curadoria do Luis Ernesto e Bruno Miguel

 

Galeria Inox
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição Oscar Niemeyer

 
12 de setembro – Terça-feira

Bairros: Saúde, Botafogo, Gávea e Jardim Botânico

Horário: a partir das 17hs

Saúde – 17hs

 

Espaço Saracura
Rua Sacadura Cabral 219

Conversa com gestores do espaço e com o artista Alan Sieber

Botafogo – a partir das 18hs

 

Cavalo
Rua Sorocaba 51

Visita guiada a exposição “Luz Partida”, de Felipe Cohen

Gávea – a partir das 19hs

 

Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares 30

Visita guiada à exposição “Grito e Paisagem”, de Nuno Ramos

 

Mercedes Viegas Arte Contemporânea
Rua João Borges 86

Visita guiada a exposição “Quase Plano”, do artista Luiz d’Orey

 

Galeria da Gávea,
Rua Marquês de São Vicente 432

Inauguração do novo espaço da galeria e abertura da exposição de Luis Braga

 

Jardim Botânico – a partir das 20hs

Carpintaria
Rua Jardim Botânico 971

Exposição de Adriana Varejão e Paula Rego

 

 
Sobre a ArtRio

 

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

 

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

Com Silvia Cintra+Box4

07/ago

“Entre Rio e Pedra”, nova mostra de pinturas de Maria Klabin que abre dia 10 de agosto na galeria Silvia Cintra + Box 4, marca a volta da artista aos grandes formatos de tela. Ao todo serão seis pinturas a óleo baseadas em paisagens da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro.

 
Essa série é fruto direto da relação entre Maria e sua realidade ambiente, a ilha onde passou a infância volta através de imagens de sua memória que vão se justapondo a imagens captadas em fotografias feitas pela artista com o intuito de ajuda-la no processo de recriar este universo. O resultado são cenas que transitam entre a realidade e o sonho.

 
A praia, o mar, a natureza que sempre apareceram em suas pinturas, desta vez servem como fundo para o surgimento também de personagens. Pessoas na floresta, um homem dormindo, um catador de conchas, compõem esse cenário inconsciente. Mas, embora lidem com a subjetividade e a fluidez inerente à matéria da memória, essas pinturas mantém uma objetividade pictórica.

 

 

Sobre a artista

 
Natural do Rio de Janeiro, a artista graduou-se, em 1999, em Pintura e História da Arte na Brandeis University, Estados Unidos, onde ganhou o “Susan May Green Award for Painting”. Três anos mais tarde, em 2002, concluiu mestrado na Central Saint Martin, em Londres. Em 2003 passou a ser representada pela galeria Silvia Cintra+Box4 e desde então tem mostrado seu trabalho em importantes exposições e feiras no Brasil e no exterior.

 

 

Até 09 de setembro.

A exposição “Nós”

04/ago

Entre os dias 04 de agosto e 09 de setembro, a Galeria de Arte Solar, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, promoverá a exposição “Nós”, produzida por alunos do Solar Meninos de Luz, com curadoria de Aloysio Pavan, Ana Paula Albé, André Sheik e Patrícia Wagner e coordenação de Osvaldo Carvalho.

 

A partir de oficinas ministradas por quatro artistas participantes da mostra “Diante do Desconhecido: o Outro”, exposição anterior da Galeria de Arte Solar, 16 alunos se empenharam em desenhar o outro com cuidado e sensibilidade. Nós espelha as mesmas pessoas em desenhos e fotografias através da experiência do olhar, de ver e ser visto.

A análise do ver e ser visto, experiência que assusta e encanta, proporcionou a construção de um novo olhar para os artistas. Diante de facilidades e dificuldades, solturas e bloqueios, os alunos trabalharam seus semelhantes com a visão de expectadores, a partir de diferentes simetrias, proporções e perspectivas.

 

A exposição dos alunos é uma prática desenvolvida com o intuito de aproximar as crianças da atual produção artística do país. Cada uma delas possui autonomia e papel central na criação e reprodução de suas ideias.

 

Artistas

 

Anna Beatriz Pereira de Macedo Barbosa, Ariane Nunes Martin, Beatriz de Souza, Caio Marques da Silva, Gabriel Pai, João Augusto de Medeiros Silva, Kaylane Rodrigues de Nazareth, Laís Alves Carvalho Cardoso, Lucas Emiliano Santos, Marcela Cristina dos Santos de Souza, Nicole Monteiro de Oliveira, Pauo Gabriel Freire de Mesquita, Rayssa de Carvalho Pinto, Rickson Pablo Santos Ferreira, Ryan Tavares Moitinho, Thais Custódio Marques.