Gestão marcada por inovação institucional.

11/fev

Consolidação internacional da Bienal de São Paulo.

O Conselho de Administração da Fundação Bienal de São Paulo reelegeu Andrea Pinheiro para a presidência de sua Diretoria Executiva, consolidando a continuidade de uma gestão marcada por inovação institucional, ampliação do acesso à arte e fortalecimento do papel público da Bienal de São Paulo no Brasil e no exterior. Para o biênio 2026-2027, ela permanece com a mesma chapa que a acompanhou nos últimos dois anos: Maguy Etlin (primeira vice-presidente), Luiz Lara (segundo vice-presidente), Ana Paula Martinez, Francisco Pinheiro Guimarães, Maria Rita Drummond, Ricardo Diniz, Roberto Otero e Solange Sobral.

Andrea Pinheiro iniciou seu primeiro mandato em 02 de janeiro de 2024 com a proposta de reforçar os modelos de governança da Bienal e fortalecer sua atuação pública e educativa. Um dos principais legados do primeiro mandato foi a implementação de um novo modelo de governança para a escolha curatorial, com a criação de um comitê colegiado para a seleção da curadoria da 36ª Bienal de São Paulo. A iniciativa será repetida para a 37ª Bienal. Para Andrea Pinheiro, a reeleição representa a validação de um projeto institucional construído de forma coletiva, com responsabilidade e visão de longo prazo. “Nosso compromisso é aprofundar os movimentos iniciados neste primeiro mandato, fortalecendo a governança, ampliando o papel educativo da Bienal e consolidando sua atuação internacional, sempre entendendo a arte como um campo de diálogo e escuta”, conclui, No cenário internacional, a nova gestão projeta um dos momentos mais relevantes da atuação recente da Fundação Bienal de São Paulo: a participação brasileira na 61ª Bienal de Veneza, que contará com a curadoria de Diane Lima e obras de Adriana Varejão e Rosana Paulino, dois nomes centrais da arte contemporânea brasileira. 

O livro da obra de Maria Klabin.

10/fev

Em meio à exposição “Língua d’água”, na Nara Roesler São Paulo, lançará o livro “Maria K.”, o primeiro dedicado à obra da artista Maria Klabin (1978, Rio de Janeiro). Com 256 páginas, capa dura, formato de 17,5 x 24,5cm, bilíngue (port/ing), a publicação editada por Nara Roesler Books tem apresentação de Luis Pérez-Oramas e textos de Pryscila Gomes e Pollyanna Quintella. Na ocasião, a artista conversará sobre seu trabalho com Pollyanna Quintella. “Língua d’água”, que reúne pinturas e desenhos inéditos de Maria Klabin, fica em cartaz até 28 de fevereiro.

Luis Pérez-Oramas – diretor artístico de Nara Roesler, poeta, historiador da arte, curador-chefe da 30ª Bienal de São Paulo (2012) – destaca em seu texto de apresentação uma característica marcante na obra de Maria Klabin: “Olhar o corpo que dorme, assim como olhar o resíduo de legumes e alimentos – o hermetismo das frutas – é como olhar para a pintura que nos olha: isto é, olhar aquilo que nos espera, aquilo que supõe nossa existência, mesmo que nós ignore. Olhar o que nos olha potencialmente, mesmo a partir de seus restos”.

Pollyana Quintella assinala em seu texto que “…há mais de trinta anos Maria escolhe seus motivos entre o que é mais íntimo, mais repetido, mais disponível e, por isso mesmo, mais carregado de silêncio”.

As diferentes linguagens do arquiteto.

Alguns dos edifícios mais conhecidos da paisagem paulistana e em grandes metrópoles ao redor do mundo levam sua assinatura, ainda que poucos saibam definir, com precisão, qual é seu estilo arquitetônico. Essa dificuldade, longe de ser um problema, integra o enigma e a força de Isay Weinfeld, criador cuja obra escapa a rótulos fáceis e desafia classificações rígidas. Mas reduzi-lo apenas à Arquitetura seria um equívoco. Ao longo de cinco décadas de produção intensa e coerente, o arquiteto paulistano construiu uma trajetória que atravessa, com rara fluidez, o design, as artes visuais e o cinema. Essas múltiplas frentes de atuação estarão reunidas em “Et Cetera”, a mais abrangente mostra dedicada à sua carreira, que ocupará o Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP, entre os dias 05 de março e 17 de maio.

Com curadoria de Agnaldo Farias, identidade gráfica de Giovanni Bianco e catálogo de fotos feitas por Bob Wolfenson, a mostra não se organiza como uma retrospectiva convencional, mas como a exposição de um modo de pensar e criar. Em seu texto de apresentação, Agnaldo Farias observa que a arquitetura não ocupa exatamente o primeiro lugar na hierarquia íntima de Isay Weinfeld. Antes vêm a música e o cinema, e talvez aí esteja a chave de sua maneira de compreender o espaço. “Isay faz arquitetura sem saber desenhar. Desafiou um dos princípios basilares da arquitetura. Aliás, a fixação de seu primeiro desenho logo à entrada da exposição, uma casinha feita na infância, funciona como um recado aos estudantes: existem caminhos além daqueles previstos pelos currículos das escolas”, ressalta.

Ao celebrar 50 anos de atividade do arquiteto, “Et Cetera” não soa como retrospectiva nostálgica, mas como afirmação de uma prática ainda viva, curiosa e aberta ao inesperado. Em um momento em que o mundo criativo tende à especialização extrema, a obra de Isay Weinfeld lembra que a imaginação, quando verdadeiramente livre, prefere sempre o território aberto do etcetera.

No mesmo período, o Instituto Tomie Ohtake apresenta também Ruy Ohtake – Percursos do habitar, em cartaz a partir de 07 de março, exposição que inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, no Campo Belo, reforçando o momento da instituição dedicado à Arquitetura.

Símbolo emblemático da França.

06/fev

A capital paulista recebe a exposição inédita Galo Parade, que reúne 10 esculturas gigantes do galo gaulês (Le Coq Gaulois), um dos símbolos mais emblemáticos da França, criadas por artistas contemporâneos brasileiros. As obras celebram a conexão cultural entre Brasil e França por meio da arte e poderão ser visitadas gratuitamente até 22 de fevereiro, na Esplanada Cetenco Plaza – 3 entradas (dias úteis):Av. Paulista, 1842; ⁠Rua Frei Caneca, 1381; Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.; aos finais de semana, pela Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72.  

O galo gaulês tem origem em um trocadilho da língua latina, na qual gallus significava tanto “galo” quanto “habitante da Gália”, nome antigo da França. Ao longo dos séculos, o símbolo ganhou status nacional, representando valores como vigilância, coragem e orgulho. Na Galo Parade, esse ícone é reinterpretado por artistas com vínculos com a cultura francesa, seja por meio de vivências, estudos ou referências artísticas. Participam da exposição Isabelle Tuchband e Thiago Neves, artistas que já levaram suas obras à França em mostras coletivas e individuais, além de Aline Fraga Seelig, Ana K Brizzi, Carol Murayama, Caligrapixo, Cris Campana, Isa Silva, Kamila de Deux e Mateus Bailon. A curadoria é assinada pela francesa Catherine Duvignau. Como parte das ações comemorativas, a entrada do edifício onde está localizado o escritório da Pluxee, em Pinheiros, receberá a pintura de um galo gaulês, criada pela artista Kamila Mello, em celebração à conexão cultural entre Brasil e França. 

“Ao ocupar o espaço urbano durante o período do aniversário da cidade, a Galo Parade convida o público a uma experiência estética vibrante, reforçando São Paulo como um território de encontro entre culturas, linguagens artísticas, arte acessível e histórias compartilhadas”, comenta Catherine Duvignau.

Uma conversa entre artistas e crítico.

05/fev

A Galatea, São Paulo, SP,  convida para uma conversa especial em torno da mostra “Guilherme Gallé: entre a pintura e a pintura”, reunindo o artista Guilherme Gallé, o pintor Paulo Pasta e o crítico de arte Tadeu Chiarelli, autor do texto crítico da exposição. O encontro acontecerá neste sábado, dia 07 de fevereiro, às 11h, na unidade da Galatea na Padre João Manuel.

Situadas no limiar entre abstração e sugestão figurativa, as obras de Guilherme Gallé apresentam uma geometria recorrente que não se impõe como ordem fixa, mas como um sistema instável que articula cheios e vazios, proximidades e distâncias. “No caso, são pequenas saliências ou reentrâncias espalhadas pelo plano que levam o espectador a voltar-se para uma visualização háptica, que supere aquelas espécies de pequenas barreiras interpostas pelo artista”, escreve Tadeu Chiarelli.

O Abre Alas.

04/fev

A Gentil Carioca convida para a abertura da 21ª edição do Abre Alas, evento que abre o calendário anual, apresentando novos nomes da arte contemporânea.

Nas galerias, estarão em exibição obras de 14 artistas selecionados pelos curadores Felipe Molitor, Lena Solano Guedes e Ramon Martins: Ana Luiza Domicent, Ana V. Lopes, David Caicedo Alzate, Felipe Braga, Jean Deffense, Leticia Morgan, Lucas Emanuel, Lucas Speranza, Oriana Pérez, Sheila Kracochansky, Telma Gadelha, Thatiane Mendes, Vicente Baltar e Yara Ligiéro.

Rio de Janeiro – Sábado, 07 de fevereiro 18h – 1h30

No sábado, 07 de fevereiro, a unidade do Rio de Janeiro recebe as obras selecionadas para a exposição. Nas ruas, performances artísticas e muita música, celebram o dia com show do bloco da Orquestra Voadora, e sets dos DJs Glau e Matteo, além do clássico concurso de fantasias que marca também o início do Carnaval carioca.

Programação

18h – Abertura | 19h30h – Performance David Caicedo Alzate | 20h30 – Bloco da Orquestra Voadora | 21h30 – Concurso Melhor Fantasia | 23h – Encerramento exposição | 22h30 – 00h30 – DJ Matteo | 00h30 – 1h30 – DJ Glau

 

São Paulo – Quarta-Feira, 11 de fevereiro 17h – 21h

Na quarta-feira, 11 de fevereiro, A Gentil Carioca abre as portas do espaço em Higienópolis levando a magia carioca para a Travessa Dona Paula. A noite contará com performance do artista David Caicedo Alzate e set com a DJ Thais Queirós.

Programação

17h – abertura | 18h30 – Performance David Caicedo Alzate | 19h – DJ Thaís Queiroz | 20h30 – Performance David Caicedo Alzate | 21h – Encerramento.

Múltiplas atividades no retorno.

O artista Alex Flemming realiza encontro no Museu de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo, SP, no qual explanará sobre sua trajetória. A fotografia, como meio em si ou como propiciadora de acesso a outras mídias, é usada por Alex Flemming desde o início de sua carreira. O uso de caracteres gráficos sobre fotografias de pessoas também está presente em um dos seus mais destacados trabalhos: os painéis da Estação Sumaré do Metrô de São Paulo. Compostos por fotos de pessoas comuns, a cada uma delas foi atribuído um poema, escrito em letras meio borradas, com alguns trechos invertidos ou ausentes, o que não impossibilita totalmente a compreensão do texto. São particularmente interessantes as gravuras executadas nos anos 1970, de forte conteúdo político, reproduzidas em livro editado pela Editora da Universidade de São Paulo. Alex Flemming estabelecu residência em Berlin durante um período que completou três décadas e agora de volta ao Brasil segue o curso de sua carreira multimídia. Um artista viajante já realizou centenas exposições individuais no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

Uma seleta em pequenos formatos.

03/fev

Um um formato exclusivamente digital, a Almeida & Dale, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo. A seleção inaugural destaca pequenos formatos na obra de artistas em evidência no circuito contemporâneo e de figuras emblemáticas da arte do século XX.  

Esculturas em prata e resina, aço corten, caixas de fósforo, cerâmica e bronze de Tunga, Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lidia Lisbôa e Efrain Almeida, respectivamente, dialogam com óleos de Lorenzato, Paulo Pasta, Alex Červený, Louise Bourgeois, Miriam Inez da Silva, David Almeida, Rodrigo Andrade, e acrílicas de Rubem Valentim e Jaider Esbell. Somam ainda o conjunto obras de Hélio Melo, Leonilson, Sara Ramo, Eleonore Koch, Adriana Varejão, Tarsila do Amaral e de Henrique Oliveira.

Dinâmicas da economia da arte.

02/fev

Curso no MAM, São Paulo, SP, com Thierry Chemalle. O curso oferece uma abordagem conceitual sobre as dinâmicas econômicas que permeiam o universo artístico, explorando o valor da arte, o comportamento dos colecionadores e o impacto das inovações tecnológicas. Em cinco aulas, os participantes serão introduzidos aos fundamentos da economia da arte, discutindo teorias clássicas de valor, relatos de coleções reais, as implicações de novas tecnologias, e o papel das ciências comportamentais na compreensão do mercado. Voltado para artistas, galeristas, art advisors e profissionais ligados a museus e instituições culturais, bem como profissionais de segmentos correlatos que queiram aprofundar seus conhecimentos sobre a economia da arte, o curso busca ampliar a compreensão sobre o segmento da arte e seus principais agentes, conectando aspectos econômicos e culturais.

Curso online

Ao vivo, via plataforma de videoconferência, aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado. Contempla certificado no final.

19, 26 de fevereiro, 05, 12, 19 de março  – 19h às 21h30

Duração: 5 encontros

Investimento: R$ 500,00 + taxas

Programação

Aula 1: Introdução à Economia da Arte

Introdução, conceitos fundamentais e principais números da Economia da Arte; Similaridades da Economia da Arte com outros segmentos.

Aula 2: O Valor da Arte

Adam Smith: O paradoxo da Água e Diamante; Uma breve história da precificação.

Aula 3: Colecionismo

Coleções reais; Uma abordagem ESG do colecionismo.

Aula 4: Arte e Tecnologia

Breve relato sobre a história da Tecnologia na Arte; Novas tecnologias e a Economia da Arte.

Aula 5: Arte e Ciência Comportamental

Breve história sobre o encontro da economia com as ciências comportamentais.

Ampliando a relação com o público.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, inicia projeto de renovação da exposição de longa duração. A renovação marca um novo momento da instituição ao atualizar as formas de apresentar o acervo e ampliar a relação com o público. A renovação da exposição dialoga com a visão de Emanoel Araujo, artista e fundador do Museu.

Em desenvolvimento desde abril de 2024, o projeto vai além da atualização do espaço expositivo. A proposta é renovar o acervo, incorporando obras que ainda não estavam em exposição e oferecendo novos contextos curatoriais a peças já conhecidas. 

Uma das ações centrais é o ARTBook Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, primeira publicação dedicada exclusivamente ao acervo da instituição. O livro reúne cerca de 200 obras do acervo, incluindo produções de Emanoel Araujo e de artistas históricos do Museu. Entre eles estão Madalena Santos Reinbolt, Maria Lídia Magliani, Agnaldo Manuel dos Santos, Aurelino dos Santos e Maria Auxiliadora da Silva, trajetórias fundamentais para a consolidação da identidade do acervo e que hoje integram algumas das mais importantes coleções públicas de arte afro-brasileira no país. A publicação tem versões impressa e digital e possui 380 páginas. O episódio inaugural da audiossérie “Arquivos Vivos” é dedicado a Emanoel Araujo, artista e fundador do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.