Exposição da artista mexicana Tania Ximena.

14/ago

A Galatea anuncia “Tania Ximena: No encalço do líquen”, individual da artista mexicana Tania Ximena (Hidalgo, México, 1985) com abertura no dia 20 de agosto, das 18h às 21h, na Galatea Oscar Freire, São Paulo, SP. Realizada no contexto do programa de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, galeria que representa a artista na Cidade do México, a mostra reúne um conjunto de cinco obras inéditas em grande formato, com texto curatorial de Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo.

A exposição é continuidade de La Marcha del Líquen (O avanço do líquen), projeto interdisciplinar que vem desdobrando-se em diferentes apresentações no Brasil. Em 2025, a videoinstalação homônima foi exibida na Sala de Vídeo do MASP, marcando a primeira exposição individual da artista no país. No mesmo ano, o díptico “Ira en la laguna negra” (Raiva na Lagoa Negra), também derivado dessa investigação, integrou um pop-up realizado pela Galatea.

Ao investigar os efeitos do derretimento das geleiras e da elevação do nível do mar entre a Antártica e o Golfo do México, o projeto aprofunda uma pesquisa que permeia questões centrais da produção de Tania Ximena. Entre pintura, vídeo, fotografia e instalação, a artista explora as relações entre humanidade e natureza, entendendo a paisagem como um agente ativo de transformação e refletindo sobre os modos de coexistência diante das mudanças climáticas.

Cosmologia afro-brasileira e referências rituais.

10/ago

A Simões de Assis apresenta a individual de Ayrson Heráclito, “Ojú-Inú”, em seu espaço em São Paulo. A partir da noção iorubá de Ojú-Inú – “olho interno” – Ayrson Heráclito apresenta um conjunto de obras atravessadas pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que orientam sua prática artística.

Com texto crítico de Hélio Menezes, a exposição reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos. Compartilhando da ideia de percepção estética e espiritual formulada pelo historiador da arte Rowland Abiodun, Heráclito propõe um percurso em que matéria, memória, corpo e ancestralidade se articulam como formas de conhecimento e criação.

Realizada enquanto o artista integra a 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, In Minor Keys, a mostra apresenta trabalhos inéditos que aprofundam questões centrais de sua pesquisa, estabelecendo diálogos entre ritual, história e imaginação.

A trajetória de Efrain Almeida.

07/ago

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “O homem nu”, a primeira mostra panorâmica da obra de Efrain Almeida (1964 – 2024) na galeria desde seu falecimento. Reunindo trabalhos produzidos entre 1995 e 2024, a exposição oferece uma vista ampla de sua trajetória e propõe uma leitura de sua produção a partir das relações entre corpo, espiritualidade e desejo. Nascido em Boa Viagem, Ceará, o artista desenvolveu uma obra profundamente marcada pelos materiais, pelos saberes e pelas tradições culturais da região do Cariri, transitando entre escultura, instalação, pintura, bordado e aquarela. Ao longo de quase três décadas, articulou diferentes geografias, crenças, identidades e tradições materiais por meio de uma linguagem visual na qual madeira, tecido, bronze e papel tornam-se suportes para experiências ao mesmo tempo íntimas e universais.

A exposição é centrada nas esculturas de Efraim Almeida, ao lado de aquarelas, pinturas a óleo e bordados. Entre os motivos recorrentes estão corpos e fragmentos do corpo, vestimentas, autorretratos e animais nativos do Nordeste brasileiro, especialmente aves.  Em sua obra, referências ao imaginário católico convivem com a sensualidade do corpo nu, que adquire dimensões tanto eróticas quanto sagradas. Em O Outsider (2017), um autorretrato bordado surge sobre uma camisa de seda translúcida, cuja transparência e aparente leveza reforçam uma recorrente sensação de transitoriedade, onde o rosto aparece como um emblema num suporte esvoaçante. 

Embora profundamente enraizada nas experiências, paisagens e tradições do interior do Ceará, a obra de Almeida nunca se restringe ao registro autobiográfico ou regional. Sua produção transforma referências locais em imagens capazes de evocar experiências universais, fazendo da memória, da espiritualidade, da fragilidade do corpo e do desejo questões compartilhadas. Essa passagem entre o íntimo e o coletivo, entre o local e o universal, encontra paralelo na própria escala de suas esculturas: executadas com notável precisão e frequentemente em pequenas dimensões, elas estabelecem uma relação expansiva com o espaço expositivo, reorganizando a percepção do ambiente e exigindo do espectador uma aproximação atenta. Uma atenção semelhante se estende às representações de animais, observadas com delicadeza e frequentemente apresentadas de modo deslocado na arquitetura. Entre elas, “Lázaro” (2005), escultura em madeira de um cão que estende a língua em direção à parede da galeria, faz referência à figura bíblica do mendigo cujas feridas eram lambidas apenas por cães, condensando em um único gesto dimensões de cuidado, abandono e ternura que atravessam toda a obra do artista.

A exposição é acompanhada por um texto de Márcia Fortes.

Até 24 de outubro.

Maria Martins e Marcel Duchamp.

05/ago

A Pinakotheke Editora lança “Impossível: a história de amor de Maria Martins e Marcel Duchamp”, do historiador de arte americano Francis M. Naumann. O lançamento será no dia 11 de agosto, às 19h, na Pinakotheke São Paulo, em Higienópolis, com uma conversa aberta entre o autor e o público, seguida de sessão de autógrafos e visita à exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, na Pinakotheke São Paulo, em cartaz até 15 de agosto, onde há uma sala especial dedicada a Maria Martins, com uma coleção de esculturas e gravuras produzidas pela artista entre os anos 1940 e 1950.

Publicado nos EUA em abril de 2026 pela Abbeville Press, o livro ganha edição em português, com 192 páginas, ilustrado, e tradução de Richard Sanches. Com base em documentos e correspondências inéditas, Francis M. Naumann (1948), pesquisador e curador especializado em Dadaísmo e Surrealismo, conta, em um texto cativante, um dos episódios mais bem guardados da história da arte moderna: o caso amoroso entre o francês Marcel Duchamp (1887-1968) e a escultora brasileira Maria Martins (1894-1973), vivido em segredo na Nova York dos anos 1940. O amor secreto gerou obras-primas dos dois artistas, e o livro faz uma reparação histórica a Maria Martins, uma das escultoras surrealistas mais importantes e reconhecidas de sua geração.

Uma história de amor que gerou obra-prima.

Entre 1943 e 1951, Duchamp – já celebrado como um dos maiores intelectuais da arte do século XX – e Maria Martins viveram um caso amoroso intenso e deliberadamente oculto. Ela era escultora, brasileira, casada com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Ele era o artista que havia abandonado a fama para se dedicar ao xadrez e que, ao encontrá-la, se apaixonou pela primeira e única vez na vida.

O que Naumann narra é que esse amor não foi apenas uma história pessoal: foi o motor criativo que levou Duchamp a passar os últimos vinte anos de sua vida trabalhando em segredo em sua última e mais perturbadora obra, “Étant donnés” (1966), um “tableau” em tamanho natural que, quando inaugurado postumamente no Philadelphia Museum of Art em 1969, chocou o mundo da arte com a imagem de uma mulher nua, deitada, com as pernas abertas, segurando um lampião a gás. O modelo para aquela figura era o corpo de Maria Martins.

Uma descoberta histórica sobre Duchamp.

Naumann, maior especialista vivo na obra de Duchamp, e autor de sua correspondência selecionada, demonstra com rigor documental que a influência da escultora brasileira sobre o artista foi muito mais profunda do que se sabia. A partir de desenhos preparatórios, moldes do corpo de Maria, cartas trocadas pelo casal e análises formais das esculturas de ambos, o autor reconstrói a gênese do “Étant donnés” e prova que a relação entre a obra de Maria – especialmente suas esculturas surrealistas do ciclo amazônico – e a última grande obra de Duchamp nunca havia sido explorada pela literatura especializada.

A revalorização de Maria Martins.

O livro “Impossível” é também um ato de reparação histórica. Maria Martins foi, nos anos 1940, uma das escultoras surrealistas mais importantes e reconhecidas de sua geração. Celebrada por André Breton, comprada por Nelson Rockefeller, exposta nas galerias mais importantes de Nova York. Após sua morte, foi progressivamente esquecida fora do Brasil. Naumann a recoloca no centro da narrativa da arte moderna, não como musa ou coadjuvante, mas como artista que influenciou decisivamente o percurso criativo do homem considerado o artista mais inteligente do século XX. A escultura “O Impossível” (1945), de Maria Martins, condensa a dualidade entre desejo e interdito que atravessa sua produção. As formas orgânicas e ambíguas da escultura convidam o espectador a habitar um território de transformação permanente, no qual corpos se fundem à natureza e escapam de definições estáveis. A obra dialoga com o imaginário surrealista, mas carrega marcas fortes da fauna e das mitologias americanas. Há três versões de “O Impossível”: em bronze, pertencente ao acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; em gesso, no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba); e em bronze, produzida em 1946, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Na exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, na Pinakotheke São Paulo, dentro da sala especial dedicada a Maria Martins, está a obra “Impossible” (1946), gravura em metal sobre papel, 34 × 26 cm.

Obras inéditas de Anna Maria Maiolino.

30/jul

No dia 08 de agosto, a galeria Luisa Strina, Jardins, São Paulo, SP, abre a exposição “Presença”, com cerca de 25 obras inéditas da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino, uma das mais influentes no cenário contemporâneo. Com texto crítico de Lotte Johnson, curadora do Barbican Centre, em Londres, a mostra, que estará em exibição na Sala 2, apresenta a diversidade da produção da artista e do uso de diferentes técnicas e materiais.

Premiada com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, Anna Maria Maiolino exibe esculturas em cerâmica e vidro, desenhos e telas na mostra “Presença”, que ganhou esse nome justamente pela diversidade de sua produção artística e do uso de diferentes técnicas e materiais.

No espaço, o público encontra desenhos realizados com canetas de tinta permanente, a exemplo da série “Na Noite – No Escuro”; uma obra com seis peças em cerâmica Raku; e um conjunto de pontos e linhas, também em cerâmica Raku, denominado “Na Parede”. Há ainda obras em tinta acrílica sobre chapa de radiografia, como as da série “Marcas na Transparência”. No centro da sala, estarão seis esculturas de vidro – as peças “Do Sopro”, da série “Emanados” – apoiadas sobre estruturas de ferro.

Em “Presença”, as formas-esculturas são e sugerem, em sua maioria, signos. “Elas formam um conjunto expressivo com os pequenos desenhos fixados na parede. As obras criam uma presença física e tangível no espaço e com o espectador”, explica a artista. “Há, aqui, a importância de recuperar a presença, entendida como a dimensão física, material, sensorial e espacial da relação humana com o mundo. Valoriza-se o corpo e seus sentidos, tanto do autor quanto do espectador, como experiência estética.”

Até 19 de setemrbo. 

Cosmologia afro-brasileira e referências rituais.

A Simões de Assis, Jardins, apresenta a individual de Ayrson Heráclito, “Ojú-Inú”, em seu espaço em São Paulo. A partir da noção iorubá de Ojú-Inú – “olho interno” – Ayrson Heráclito apresenta um conjunto de obras atravessadas pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que orientam sua prática artística.

Com texto crítico de Hélio Menezes, a exposição reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos. Compartilhando da ideia de percepção estética e espiritual formulada pelo historiador da arte Rowland Abiodun, Heráclito propõe um percurso em que matéria, memória, corpo e ancestralidade se articulam como formas de conhecimento e criação.

Realizada enquanto o artista integra a 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, In Minor Keys, a mostra apresenta trabalhos inéditos que aprofundam questões centrais de sua pesquisa, estabelecendo diálogos entre ritual, história e imaginação.

Ayrson Heráclito (Macaúbas, 1968). É artista, professor e curador. Possui doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC São Paulo, e mestrado em Artes Visuais pela UFBA. Com um olhar particular, a obra de Ayrson Heráclito evidencia as raízes afro-brasileiras e seus elementos sagrados, projetando ações e práticas que compõem a história e a cultura da população negra.

Outro importante marco na carreira do artista foi Transmutação da Carne, iniciado em 1994. A obra surgiu a partir de um documento que descreve as torturas cometidas pelos senhores de engenho contra os escravizados. Em 2015, Heráclito reapresentou Transmutação da Carne durante a exposição Terra Comunal, da artista sérvia Marina Abramović (1946), no Sesc Pompéia. Uma de suas principais pesquisas é Sacudimentos, sobre o tráfico negreiro entre a Bahia e o Senegal, realizada em 2015 e apresentada na 57ª Bienal de Veneza (2017). Composta por vídeos e fotografias, a obra é construída a partir de rituais de limpeza da Casa dos Escravos na Ilha de Goré e de um grande engenho de açúcar no Brasil, exorcizando os fantasmas da colonização.

Integrou a 61st International Art Exhibition of La Biennale di Venezia (2026), com curadoria de Koyo Kouoh, intitulada “Minor Keys”; 16ª Bienal de Sharjah, Emirados Árabes; After the End of the World: Pictures from Panafrica, The Art Institute of Chicago; 35ª Bienal de São Paulo; 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza tendo conquistado o Leão de Ouro de melhor participação nacional; 57ª Bienal de Veneza; Bienal de fotografia de Bamako, Mali; e da Trienal de Luanda, Angola. Em 2021 e 2022, teve uma grande exposição individual, “Ayrson Heráclito: Yorùbáiano” no MAR, Rio de Janeiro e na Pina Estação, São Paulo. Foi um dos curadores-chefes da 3ª Bienal da Bahia, curador convidado do núcleo “Rotas e Transes: Áfricas, Jamaica e Bahia” no projeto Histórias Afro-Atlânticas no MASP, que esteve em cartaz no MASP e no Instituto Tomie Ohtake. Recebeu o prêmio de Residência Artística em Dakar do Sesc_Videobrasil e a Raw Material Company, Senegal. Possui obras em acervos do Museu Solomon R. Guggenheim, Nova York; Musem der Weltkulturen, Frankfurt; MAR – Museu de Arte do Rio; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador; MON, Curitiba; Videobrasil e Coleção Itaú. 

Ancestralidades atravessam gerações.

29/jul

Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam da exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro”, na Estação Cultural de Olímpia (ECO). Os artistas levam desenhos e projetos do carnaval carioca para a mostra, que integra o 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL), em São Paulo. A mostra é realizada pela Prefeitura da Estância Turística de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore.

Reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional do Folclore, Olímpia fortalece, por meio da exposição, a sua missão de incentivar o intercâmbio cultural e ampliar o acesso da população ao patrimônio imaterial brasileiro. Entre as águas do noroeste paulista e o mar carioca, a mostra propõe uma viagem por memórias, saberes e manifestações culturais que aproximam a história de Olímpia e do Estado do Rio de Janeiro. A exposição reúne objetos, fotografias, indumentárias, pinturas, registros audiovisuais e depoimentos que revelam a riqueza das manifestações populares dos dois territórios. O percurso expositivo evidencia como diferentes expressões culturais dialogam entre si, compartilhando valores, ancestralidades e identidades que atravessam gerações.

Até 31 de março de 2027.

Iniciativa de outra natureza narrativa.

28/jul

A exposição “Rebu” apresentou na Central, Higienópolis, São Paulo, SP, até 1° de agosto, 26 artistas partindo da ideia de fervor, diante do qual as poéticas, pesquisas e processos apresentados desafiam a estrutura do espaço da galeria, abrindo-o a interferências que desorientam suas dinâmicas implícitas e trazem para a discussão uma iniciativa de outra natureza narrativa, com outros contornos, que agita o modo como o espaço de uma galeria funciona ou é visto.

Composta por trabalhos que têm a pintura como suporte ou como questão, a coletiva evidencia o interesse da galeria em investigar novas poéticas, formar repertório para um novo público e manter-se atenta ao que acontece para além do circuito estabelecido da arte.

“A ideia de “Rebu” surge, assim, como um movimento que aposta no encontro e na fricção entre as pesquisas para criar um espaço onde as distintas investigações em arte funcionem como gesto crítico, arejando os combinados que costumam regular o convívio, a legitimação e a visibilidade dentro do circuito artístico”, escreve Yago Toscano que assina o texto da exposição.

Uma conversa e final de exposições.

A Gentil Carioca São Paulo convida para a última semana das exposições “Mão Amiga”, de José Bento, e “∞ ∞ (infinita infinito)”, de Maria Nepomuceno, em cartaz até sábado, 1º de agosto.

Em “Mão Amiga”, realizada em parceria com a Galeria Sardenberg, José Bento parte da tradicional junção de madeira que dá nome à exposição para refletir sobre relações de interdependência, apoio e construção coletiva, aproximando natureza e cultura, floresta e construção, utensílio e monumento.

Em “∞ ∞ (infinita infinito)”, Maria Nepomuceno apresenta obras inéditas em que cordas, contas, tecidos e cerâmicas se entrelaçam em esculturas que tensionam gravidade, equilíbrio e movimento. Com texto de apresentação assinado por Laura Lima, a mostra propõe um encontro entre escultura e pintura, em trabalhos que parecem pulsar e se expandir pelo espaço.

Como parte da programação de encerramento da individual de José Bento, “Mão Amiga”, realizada em parceria com a Galeria Sardenberg, na quinta-feira, 30 de julho, às 19h30, acontece uma conversa entre o artista e o curador Rodrigo Moura, com mediação de Ricardo Sardenberg. O encontro revisita mais de quatro décadas da produção do artista, abordando seu processo de criação, suas referências e a atualidade de sua pesquisa.

Park Chae Dalle & Park Chae Biole.

27/jul

Novas artistas representadas

A Galatea anuncia a representação da artista Park Chae Biole e da artista Park Chae Dalle (1997, Paris, França), em co-representação com a galeria Anne-Laure Buffard, de Paris.

A parceria sucede a exposição dupla Park Chae Biole & Dalle: alargar o tempo, tecer a vida, apresentada pela Galatea em 2026, ocasião que marcou a primeira apresentação das artistas no Brasil e deu início a um diálogo que agora se desdobra em sua representação pela galeria.

Irmãs gêmeas, Park Chae Biole e Park Chae Dalle compartilham uma trajetória marcada por deslocamentos entre França e Coreia do Sul. Nascidas em Paris, passaram a infância na província de Gangwon. Ambas retornaram à França para estudar na École Nationale Supérieure d’Arts de Paris-Cergy (ENSAPC) e, desde então, desenvolvem carreiras individuais que incluem residências, exposições e projetos internacionais na Europa e na Ásia.

Embora suas pesquisas dialoguem em torno das relações entre pintura, espaço e paisagem, cada artista constrói um vocabulário próprio.

Na prática de Park Chae Biole, a pintura expande seus limites ao ocupar suportes que também organizam o espaço, como persianas, bolsas e superfícies têxteis, transformando-se simultaneamente em imagem e objeto. Já para Park Chae Dalle, a pintura se aproxima da escrita e da poesia. A artista produz os próprios tecidos sobre os quais trabalha, frequentemente por meio do tricô, e, para ela, tricotar, pintar e escrever constituem formas de uma “paciência ativa”: gestos repetitivos que fazem do tempo um elemento constitutivo da obra.