Obras inéditas de Felipe Cohen 

23/ago

Felipe Cohen inaugura, em 31 de agosto, sua primeira individual na Cavalo, Botafogo, Rio  de Janeiro, RJ, “Luz Partida”. A exposição traz 12 trabalhos inéditos do artista paulistano, que partem da sua pesquisa em geometria e desdobram o tema da paisagem em diferentes suportes. Aos 40 anos, Felipe Cohen tem um trabalho construído a partir de relações paradoxais: da tensão entre os temas da arte clássica e as práticas contemporâneas; entre materiais nobres e ordinários; entre a abstração geométrica e a representação figurativa.

 

Na galeria, localizada em um antigo casarão em Botafogo, estarão dez pinturas sobre madeira da série ‘Luz partida’, que dá título à exposição. Nessas obras, triângulos de madeira coloridos com tinta acrílica dispostos como peças em uma estrutura que remete ao tabuleiro de um jogo. Nele, o artista organiza essas peças, criando paisagens minimalistas. Os triângulos de mesma proporção ganham então propriedades de elementos da natureza como mares, montanhas, vales, sol e céu, dependendo da composição, construindo cenários tão precisos quanto etéreos. Desta vez, o artista se inspira na geografia da cidade do Rio de Janeiro, onde encontrou um forte paralelo com seus próprios cenários.

 

“Os primeiros trabalhos que fiz tinham alusões a paisagens de marinas e montanhas, e percebi que surgiram situações parecidas com os cenários do Rio. Então comecei a criar essas semelhanças de maneira proposital: a montanha que se encontra com o mar ou que some atrás das nuvens, por exemplo”, conta Felipe Cohen.

 

O artista é conhecido, em seus trabalhos anteriores, pelo uso do reflexo como recurso escultórico. Na exposição, podemos observar essa prática no trabalho “Sol na montanha”, em que uma vitrine feita de vidro e madeira relaciona duas peças de mármore para formar um horizonte – que pode retratar tanto o momento da aurora quanto o do poente. Nesta escultura, o artista brinca com o reflexo das figuras na lâmina de vidro, que faz as vezes de mar e desmembra a paisagem em duas.

 

Completado a exposição está uma peça de quase três metros de comprimento que combina dois materiais antagônicos, artifício que Cohen utiliza desde o início de sua carreira. Feltro e vidro são montados em uma das paredes da galeria em recortes similares, formando uma topografia que remete à imagem de um gráfico. A transparência, a rigidez e a frieza do vidro enfrentam a opacidade, a maleabilidade e o calor do feltro, nessa disputa de montanhas e mares e, sobretudo, altos e baixos.

 

“Me inspirei num desenho de um gráfico que vi no jornal. Era algo sobre desenvolvimento industrial”, lembra Cohen, rindo da referência. “Então transformei as linhas do gráfico em topografia”.

 

 

Sobre o artista

 

Formado pela FAAP, Felipe Cohen, nascido em 1976, realizou mostras individuais e coletivas em importantes espaços como Centro Cultural São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Instituto Cultural Itaú. Entre suas principais exposições estão a 8ª e a 11ª Bienal do Mercosul, “Economy of means”, no Scottsdale Museum of Contemporary Art, nos Estados Unidos, e “Imagine Brazil – Artists Books”, que passou por diversas cidades da Europa. Possui trabalhos em importantes coleções, como o Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte do Rio e Scottsdale Museum of Contemporary.

 

De 31 de agosto a 28 de outubro.

Trabalhos inéditos

22/ago

Admirado por colegas artistas plásticos, Ronaldo do Rego Macedo apresenta obras inéditas de sua conceituada produção artística na Marcia Barrozo do Amaral – Galeria de Arte, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a partir do dia 24 de agosto (quinta-feira). Após 11 anos sem realizar exposição individual, o artista apresentará telas e recortes coloridos, que revelam toda a inquietude proporcionada por este período de retiro criativo e também trabalhos de fases diversas.

 

Com a premissa “pintura é cor”, Ronaldo expõe oito pinturas em óleo sobre tela e óleo sobre papel com temas cromáticos. São pinturas brancas, areia, cinzas azuladas em que a gestualidade arquitetônica rigorosa provoca a sensação de espaços mais vastos, de grandeza e expansão que desejam ultrapassar os limites do quadro. Nos seis recortes coloridos (óleo sobre cartão) em caixas de acrílico, a cor vibra pela intensidade dos contrastes, pelas texturas aveludadas e sensuais.

 

“Ambos os conjuntos, as telas brancas e os recortes coloridos, têm trabalhos inéditos, realizadas nesses últimos anos. Não constituem uma visão completa do que venho fazendo, mas sintetizam claramente o que me ocupa como pintor: a cor como estrutura, a pintura que se pinta, que é auto-referencial, muito indicativa do meu processo de trabalho”, explica o artista.

 

As obras expostas, como a maior de todas as telas (2,50 x 1,80) – “Movem-se os mundos no ilimitado” -, revelam a ocupação de Ronaldo do Rego Macedo com a construção formal, a dinâmica da cor e os aspectos estruturais do quadro, mas também indicam uma carga subjetiva com a presença da fantasia e do inesperado. “Procuro mostrar uma forma de pintura que se pinta sozinha. O espectador pinta a tela com seus próprios olhos e interpreta ao seu modo”, afirma.

 

 

Sobre o artista

 

Ronaldo do Rego Macedo nasceu em 1950 no Rio de Janeiro, RJ. Pintor e professor. Inicia sua formação artística em 1969 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde estuda com Aluisio Carvão e Lygia Pape. Em 1975, faz sua primeira individual, na Fundação Cultural, em Brasília, e recebe o prêmio aquisição do Salão de Verão JB/Light, no MAM/RJ. De 1982 a 1989, dirige, com Ascânio MMM, a Galeria do Centro Empresarial Rio. Participa da sala especial “Em Busca da Essência: Elementos da Redução na Arte Brasileira”, na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987. Mais recentemente, participou de duas exposições coletivas: entre 2008-2011, “Quatro Artistas Brasileiros”, Tóquio, Cairo, Rabat, Viena, Paris, Bruxelas; e em 2012 apresentou suas obras na exposição Construção e Desconstrução na Arte Brasileira – Museu BOZAR, Bruxelas, Bélgica. É professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro desde 1977.

CIGA – Calendário de arte

21/ago

 

Em setembro, o Rio de Janeiro terá uma agenda de arte agitada. Nos dias que antecedem a ArtRio, está confirmada a quarta edição do CIGA – Circuito Integrado das Galerias de Arte. Entre 11 e 12 de setembro, as principais galerias cariocas terão programação e horários especiais com abertura de exposições, visitas guiadas, conversas com artistas e performances, entre outras atividades.

 

O CIGA tem entre seus objetivos estimular a visitação às galerias de arte, além dos museus e centros culturais.

 

“A ideia de ter o CIGA na mesma semana da ArtRio é justamente ampliar esse calendário especial de arte. A cidade inteira terá programação voltada para as artes e isso será uma excelente oportunidade para todo o público, com uma opção diversificada de agenda, locais e temas. As galerias, assim como os museus, são muito importantes para o contato do público com a arte e com os artistas. As pessoas têm que incluir esses endereços em seus roteiros de aprendizado e lazer”, indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

A organização terá um serviço de vans gratuito percorrendo todas as galerias. Na segunda-feira a van sairá às 17hs30min da galeria Mul.ti.plo Espaço e Arte e na terça-feira às 17hs30min do Espaço Saracura.

 
PROGRAMAÇÃO DO CIGA

 

11 de setembro – Segunda-feira

Bairros: Leblon, Ipanema e Copacabana

Horário: a partir das 17hs

Leblon – 17hs

 

Multiplo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira 417, sala 206

Exposição individual “Estados de Imagem”, de Waltércio Caldas

Ipanema – a partir das 17hs30min

 

Cassia Bomeny Galeria
Rua Garcia D´Ávila 196

Conversa com o artista Antônio Manuel, que terá individual exposta na galeria

 

C. Galeria
Rua Visconde de Pirajá 580

Abertura da exposição “Espúrios”, de Bruno Melo e Felipe Fernandes

 

Martha Pagy Escritório de Arte
Rua Visconde de Pirajá 351, 14 andar Instituto Plajap

Vernissage e visita guiada a exposição “ Paisagens possíveis”, com a presença dos artistas Ivani Pedrosa, Jaqueline Voljta, Marcelo Jácome e Pedro Gandra

 

Galeria Marcelo Guarnieri
Rua Teixeira de Melo 31, lojas C/D

Exposição individual da artista Amelia Toledo
Copacabana – a partir das 19hs30min

 

Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Mostra dos trabalhos do Ronaldo do Rego Macedo e bate papo com Cesar Bartolomeu

 

Movimento Arte Contemporânea
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Perfomance e conversa com o artista Xico Chaves/SoloTransição

 

Patricia Costa Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição da artista Claudia Portos, com curadoria do Luis Ernesto e Bruno Miguel

 

Galeria Inox
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição Oscar Niemeyer

 
12 de setembro – Terça-feira

Bairros: Saúde, Botafogo, Gávea e Jardim Botânico

Horário: a partir das 17hs

Saúde – 17hs

 

Espaço Saracura
Rua Sacadura Cabral 219

Conversa com gestores do espaço e com o artista Alan Sieber

Botafogo – a partir das 18hs

 

Cavalo
Rua Sorocaba 51

Visita guiada a exposição “Luz Partida”, de Felipe Cohen

Gávea – a partir das 19hs

 

Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares 30

Visita guiada à exposição “Grito e Paisagem”, de Nuno Ramos

 

Mercedes Viegas Arte Contemporânea
Rua João Borges 86

Visita guiada a exposição “Quase Plano”, do artista Luiz d’Orey

 

Galeria da Gávea,
Rua Marquês de São Vicente 432

Inauguração do novo espaço da galeria e abertura da exposição de Luis Braga

 

Jardim Botânico – a partir das 20hs

Carpintaria
Rua Jardim Botânico 971

Exposição de Adriana Varejão e Paula Rego

 

 
Sobre a ArtRio

 

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

 

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

Exibição inédita no Brasil

11/ago

A galeria Bergamin & Gomide, Jardins, São Paulo, SP, exibe entre os dias 12 de agosto e 30 de setembro, “Martin Kippenberger: Buying is Fun, Paying Hurts”, a primeira exposição do artista no Brasil. Esta mostra apresenta convites de exposições, livros e catálogos realizados pelo artista, mas principalmente seus cartazes. Dos 178 pôsteres que Kippenberger criou entre 1977 e 1997, serão apresentados 171 trabalhos.

 

MARTIN KIPPENBERGER: BUYING IS FUN, PAYING HURTS

 

Martin Kippenberger nasceu artista em Dortmund, Alemanha, em 1953, e morreu prematuramente de cirrose aos 44 anos, em 1997, em Viena. Viveu somente para a sua arte, tendo Joseph Beuys e Andy Warhol como alguns de seus modelos mais influentes. Beuys dizia que todo ser humano é um artista, enquanto Kippenberger, que gostava de colecionar tudo que encontrava pela vida, dizia que “todo artista é um ser humano”. Criador onívoro, ele acreditava que tudo tinha valor e poderia ser transformado e incorporado à sua arte, mesmo aquilo que fora descartado previamente.

 

Kippenberger surgiu a partir de uma geração anterior de artistas extraordinários que trabalharam nas cidades alemãs de Colônia e Düsseldorf nos anos 1960 e 1970, como Sigmar Polke, Gerhard Richter, Blinky Palermo e Jörg Immendorff, Joseph Beuys entre outros. Ele, no entanto, foi um dos artistas mais prolíficos de sua geração, produzindo uma quantidade extraordinária de pinturas, esculturas, objetos, múltiplos, bem como uma produção excepcional de fotografias, cartazes, convites, livros, discos, entre outros. Albert Oehlen, seu amigo e colaborador em muitos projetos, disse: “Ele ama arte como ninguém, acho que por isso consegue fazer 90 exposições, porque precisa trabalhar o tempo todo.”

 

Martin Kippenberger: Buying is Fun, Paying Hurts é a primeira exposição do artista no Brasil. O título, extraído de um trabalho do início dos anos 1980, é uma referência direta ao modo como Kippenberger decidiu enfrentar a vida. Ele viveu intensamente sem nunca considerar o preço sobre sua saúde bem como a sua relação com amigos, galeristas, colegas, instituições e imprensa. Nos anos 1990, produzia em média uma exposição por mês! E talvez esta voracidade criativa tenha sido também o motivo pelo qual os museus levaram mais tempo para conseguirem absorver o seu trabalho. Kippenberger produziu uma obra, similar a de Andy Warhol e Jeff Koons, que se adequava perfeitamente ao universo das galerias comerciais: seu trabalho expõe o processo de produção artística, o mercado e o mundo da arte no seu sentido mais amplo, como uma rede de estruturas inter-relacionadas.

 

Esta exposição apresenta convites de exposições, livros e catálogos realizados pelo artista, mas principalmente seus cartazes. Dos 178 pôsteres que Kippenberger criou entre 1977 e 1997, apresentamos 171, o que compõe uma das três maiores coleções acumuladas existentes. Kippenberger começou a colecionar elementos para seus cartazes desde muito cedo. Tudo era material para ele, como a fotografia tirada na viagem que o artista fez com Sigmar Polke a Berlim, quando Polke o instruiu a tirar fotos de pessoas embriagadas. Anos depois, uma dessas fotos acabou se transformando em um pôster, com Kippenberger em primeiro plano de calças abaixadas e Polke, ao fundo, com as calças desabotoadas. Ele sabia aproveitar oportunidades como ninguém e nunca jogava nada fora. Esse extenso material ajudou Kippenberger a construir um acervo para o estúdio que foi fundamental para o seu processo criativo por muitos anos.

 

Os pôsteres e convites das exposições são muito mais do que simplesmente anúncios informativos, ou um braço totalmente separado dentro de sua obra. Eles eram parte integrante da obra e das exposições. Para criá-los, o artista se apropriava de frases de livros e filmes e as usava como título de pinturas; ou, inversamente, apropriava-se de alguma imagem e a usava em seus pôsteres, convites ou para realizar múltiplos em esculturas. Em um processo dialético entre um fragmento de um desenho, poderia informar uma pintura que por sua vez instigasse a escultura ou o convite da exposição, ou o pôster num gesto performático que expunha criticamente, e quase sempre ironicamente, o processo criativo incessante do artista. Por isso não é possível, no caso de Kippenberger, dissociar o que é “efêmero”, ou material de comunicação, do que é obra em si.
Como uma anedota final, certa vez Kippenberger encontrou em um sebo em Paris alguns exemplares do livro Les Memoires d’un Cordon Bleu. Decidiu comprar todo o estoque, numerou-os, assinou e transformou-os em uma obra sua. Joseph Beuys, que admirava a espontaneidade de Kippenberger, deu o troco, carimbando e assinando uma série de pôsteres do artista, transformando-os em um Beuys original.
Thiago Gomide e Ricardo Sardenberg

Com Silvia Cintra+Box4

07/ago

“Entre Rio e Pedra”, nova mostra de pinturas de Maria Klabin que abre dia 10 de agosto na galeria Silvia Cintra + Box 4, marca a volta da artista aos grandes formatos de tela. Ao todo serão seis pinturas a óleo baseadas em paisagens da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro.

 
Essa série é fruto direto da relação entre Maria e sua realidade ambiente, a ilha onde passou a infância volta através de imagens de sua memória que vão se justapondo a imagens captadas em fotografias feitas pela artista com o intuito de ajuda-la no processo de recriar este universo. O resultado são cenas que transitam entre a realidade e o sonho.

 
A praia, o mar, a natureza que sempre apareceram em suas pinturas, desta vez servem como fundo para o surgimento também de personagens. Pessoas na floresta, um homem dormindo, um catador de conchas, compõem esse cenário inconsciente. Mas, embora lidem com a subjetividade e a fluidez inerente à matéria da memória, essas pinturas mantém uma objetividade pictórica.

 

 

Sobre a artista

 
Natural do Rio de Janeiro, a artista graduou-se, em 1999, em Pintura e História da Arte na Brandeis University, Estados Unidos, onde ganhou o “Susan May Green Award for Painting”. Três anos mais tarde, em 2002, concluiu mestrado na Central Saint Martin, em Londres. Em 2003 passou a ser representada pela galeria Silvia Cintra+Box4 e desde então tem mostrado seu trabalho em importantes exposições e feiras no Brasil e no exterior.

 

 

Até 09 de setembro.

A exposição “Nós”

04/ago

Entre os dias 04 de agosto e 09 de setembro, a Galeria de Arte Solar, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, promoverá a exposição “Nós”, produzida por alunos do Solar Meninos de Luz, com curadoria de Aloysio Pavan, Ana Paula Albé, André Sheik e Patrícia Wagner e coordenação de Osvaldo Carvalho.

 

A partir de oficinas ministradas por quatro artistas participantes da mostra “Diante do Desconhecido: o Outro”, exposição anterior da Galeria de Arte Solar, 16 alunos se empenharam em desenhar o outro com cuidado e sensibilidade. Nós espelha as mesmas pessoas em desenhos e fotografias através da experiência do olhar, de ver e ser visto.

A análise do ver e ser visto, experiência que assusta e encanta, proporcionou a construção de um novo olhar para os artistas. Diante de facilidades e dificuldades, solturas e bloqueios, os alunos trabalharam seus semelhantes com a visão de expectadores, a partir de diferentes simetrias, proporções e perspectivas.

 

A exposição dos alunos é uma prática desenvolvida com o intuito de aproximar as crianças da atual produção artística do país. Cada uma delas possui autonomia e papel central na criação e reprodução de suas ideias.

 

Artistas

 

Anna Beatriz Pereira de Macedo Barbosa, Ariane Nunes Martin, Beatriz de Souza, Caio Marques da Silva, Gabriel Pai, João Augusto de Medeiros Silva, Kaylane Rodrigues de Nazareth, Laís Alves Carvalho Cardoso, Lucas Emiliano Santos, Marcela Cristina dos Santos de Souza, Nicole Monteiro de Oliveira, Pauo Gabriel Freire de Mesquita, Rayssa de Carvalho Pinto, Rickson Pablo Santos Ferreira, Ryan Tavares Moitinho, Thais Custódio Marques.

 

Mariannita Luzzati – Migrantes

31/jul

A Galeria Marcelo Guarnieri, unidade Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, inaugura no dia 03 de agosto a exposição “Mariannita Luzzati – Migrantes”, com sete obras inéditas da artista, sendo dois filmes, duas pinturas e quatro desenhos, que refletem sobre a paisagem e os fluxos migratórios. As obras, produzidas em 2016 e 2017, se relacionam entre si. O trabalho atual de Mariannita Luzzati tem sido realizado a partir da pesquisa sobre o movimento constante de migração de plantas que se infiltram em novas paisagens e estabelece uma relação com o fluxo de pessoas que migram por necessidade ou por vontade própria, causando mudanças sociais e culturais nesses cenários.

 

O ponto de partida da exposição é o filme “Migrantes” (2016), que dá nome à exposição e revela através da paisagem o processo de colonização do Brasil por Portugal durante a expansão marítima. O filme, que mistura paisagens reais e imaginárias (desenhos feitos pela artista), reflete sobre o processo de mudanças e interferências que este fluxo gerou. Ao lado dele, estará um outro filme, que trata sobre o tema da migração e deslocamento da paisagem. “São filmes que fiz de paisagens reais que entram em fusão com paisagens imaginárias que construí (pinturas e desenhos)”, explica a artista.

 

Na exposição os filmes estarão em diálogo com duas pinturas em grande dimensão (óleo sobre tela) e cinco desenhos (lápis sobre papel). Todos esses trabalhos se relacionam com a sua pesquisa anterior, que pensa em uma “restauração” da paisagem, para retorná-las ao seu estado “natural”. A vontade de restauração de que trata Mariannita Luzzati diz respeito a um mundo sem excessos, sejam eles de informação, de imagens ou de cores. A ação de esvaziar pode ser observada não só nas paisagens silenciosas que nos apresenta, mas também na paleta de cores rebaixadas que utiliza e até mesmo no aspecto difuso da pintura que dá conta de “nublar” os elementos da cena. Por meio da tinta diluída, sobrepõem-se centenas de camadas muito leves que dão corpo a rochedos muito pesados, rodeados pela imensidão do imprevisível oceano. Há uma troca entre cor e forma, onde uma se constrói enquanto a outra se desmancha.  

 

Os desenhos se comportam de maneira parecida. São feitos com lápis de cor, material rudimentar que carrega consigo o registro da infância, um registro de leveza e ingenuidade. Tal delicadeza, no entanto, precisa negociar com a dureza da ferramenta: o lápis, ao pintar o papel, evidencia as imperfeições de sua superfície e torna grosso o que seria liso. É do mesmo tipo de troca de que se trata, cor e forma: enquanto uma se constrói, a outra se desmancha.  

 

 

Sobre a artista

 

Mariannita Luzzati, nasceu em 1963. Vive e trabalha em São Paulo e Londres. Dentre as exposições individuais e coletivas que participou, destacam-se nas seguintes instituições: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Centro Cultural São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Museu Vale do Rio Doce de Vitória, Museu Nacional de Buenos Aires, Museum Of London, Haus Der Kulturen Der Welt em Berlim, Maison Saint Gilles em Bruxelas. Suas obras constam em importantes coleções nacionais e internacionais, dentre as quais a Fundação Itaú Cultural de São Paulo; Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; Fundação Cultural de Curitiba; Fundação Padre Anchieta – TV Cultura, São Paulo; Museu de Arte de Brasília; Machida City Museum of Graphic Arts, Tóquio, Japão; Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP; Centro Cultural Dragão do Mar, Fortaleza, CE; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, SP; Fundação Musei Civici de Lecco e MIDA – Scontrone, Itália; British Museum, Londres, Inglaterra; Essex Collection, Colcherter, Inglaterra; Credit Suisse First Boston; Halifax plc; Herbert Smith; Rexam plc de Londres; Teodore Goddard, Jersey e Pearson plc, Nova York.

 

 

Sobre a galeria

 

Marcelo Guarnieri iniciou as atividades como galerista nos anos 1980, em Ribeirão Preto, SP, e se tornou uma importante referência para as artes visuais na cidade, exibindo artistas como Amilcar de Castro, Carmela Gross, Iberê Camargo, Lívio Abramo, Marcello Grassmann, Piza, Tomie Ohtake, Volpi e diversos outros. Atualmente, com três espaços expositivos – São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto -, a galeria permanece focada em um diálogo contínuo entre a arte moderna e contemporânea, exibindo e representando artistas de diferentes gerações e contextos – nacionais e internacionais, estabelecidos e emergentes – que trabalham com diversos meios e pesquisas.

 

 

Até 06 de setembro.

Cícero Dias no CCBB/Rio

28/jul

O Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a partir de 02 de agosto, a retrospectiva com cerca de 130 obras do pintor pernambucano Cícero Dias (Escada, Pernambuco, PE, 1907- Paris, França, 2003) provenientes de grandes coleções públicas e privadas brasileiras e algumas de outros países como Austrália, China e França, contextualizando sua história e evidenciando sua relação com poetas e intelectuais e sua participação no circuito de arte europeu.

 

Na edição carioca a exposição foi acrescida da emblemática obra de 12 metros, “Eu vi o mundo… ele começava no Recife”, que causou comoção no Salão Revolucionário de 1931, e do painel Visão carioca, com 8 metros de comprimento. Curadoria de Denise Mattar e Curadoria Honorária de Sylvia Dias, filha do artista.

 

 

Roteiro

Dia 02 de agosto, ás 17h30min – Visita com a curadora Denise Mattar

19hs – Exibição do filme “Cícero Dias, o Compadre de Picasso”, direção de Vladimir Carvalho, duração: 79 min.

Local: 2º andar

Peticov : American Disasters

A Galeria Oscar Cruz, Itaim, São Paulo, SP, sob a curadoria de Charles Groisman (IdeaAction), apresenta pela primeira vez uma exposição de Antonio Peticov, artista que conta com importante trajetória pessoal com marcantes passagens nacionais e internacionais.

 

Nessa exposição, Peticov apresenta 43 pinturas de diversos formatos da série “American Disasters”, realizada em 2012, exibindo nesses trabalhos – de uma forma critica – os diversos eventos que mudaram definitivamente a face e a história dos Estados Unidos da América nos séculos XX e XXI. Os temas abordados pelo artista percorrem uma gama múltipla desde a explosão do “zeppelin” Hindenburg em 1937, passando pelo atentado das Torres Gêmeas em NY em setembro de 2001 até o furacão Katrina em 2005.

 

 

De 10 de agosto a 30 de setembro.

Carpintaria Para Todos

“Carpintaria Para Todos” é uma exposição coletiva formada por um único critério: a ordem de chegada dos participantes. No dia 10 de agosto, das 10h às 19h, a Carpintaria, Rua Jardim Botânico 971, Rio de Janeiro, RJ, estará de portas abertas para receber uma obra de arte de qualquer pessoa interessada em mostrar seu trabalho. Sem nenhuma curadoria, qualquer um poderá participar desde que siga as especificações listadas no texto-convite divulgado no site e nas redes sociais da Carpintaria.

 

O projeto funciona como uma releitura do evento homônimo realizado em setembro de 2012, no Galpão do Liceu de Artes e Ofícios, paralelo à 30ª Bienal de São Paulo. A proposta surgiu da reunião de alguns profissionais do campo da arte com um objetivo em comum: realizar uma exposição na qual presencia-se uma suspensão de valores e hierarquias, criando assim um espaço experimental de colaboração, que opere em rede e que se desdobre em múltiplos debates.

 

Com este intuito, o grupo resgatou a importante figura do curador norte-americano Walter Hopps (1932–2005), que desenvolveu uma série de projetos entre os anos 60 e 70, segundo ele mesmo, “imprevisíveis e irregulares”. Atuando sempre de maneira não convencional no circuito de arte contemporânea de seu tempo, Hopps se interessava em trabalhar outros formatos de curadoria e outras relações entre público e privado, tensionando a esfera institucional e o espírito anárquico da arte. Da mesma maneira, é relevante destacarmos como inspiração nomes como o do historiador e crítico de arte Walter Zanini (1925–2013), cuja atuação à frente do MAC-USP, de 1963 a 1978, contribuiu significativamente para ampliar os espaços de reflexão e exibição da arte, através de ambiciosos projetos expositivos como o JAC (Jovem Arte Contemporânea). Carpintaria Para Todos também dialoga e soma-se ao espírito colaborativo de outras ações artísticas que aconteceram e ainda acontecem na cidade do Rio de Janeiro, como Zona Franca, Alfândega, Orlândia e as exposições “Abre Alas”, realizadas há mais de uma década pela A Gentil Carioca.

 

No encerramento da exposição, sábado 19 de agosto, a partir das 17h, acontecerá uma conversa entre membros do comitê voluntário e os artistas participantes do projeto, tendo como eixo as práticas expositivas colaborativas na cena artística carioca e nacional. A conversa será pontuada pela exibição de trechos de filmes, vídeos e materiais de arquivo diversos.

 

Os organizadores e colaboradores voluntários deste projeto são: Alexandre Gabriel, Alessandra D’Aloia, Barrão, Bernardo Mosqueira, Eduardo Ortega, Laura Mello, Luisa Duarte, Marcelo Campos, Márcia Fortes, Mari Stockler e Victor Gorgulho. Os colaboradores estarão pessoalmente no local da exposição ajudando a receber as obras e montar a exposição.

 

 

Regulamento

 

Você está convidado a comparecer com uma obra de arte de sua autoria na Carpintaria (Rua Jardim Botânico 971 – Rio de Janeiro) na quinta-feira, dia 10 de agosto de 2017 das 10h às 19h. Nós iremos receber e instalar seu trabalho no espaço expositivo da galeria. A mostra estará aberta para o público do dia 10 a 19 de agosto, de terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 18h.

 

Serão aceitas obras de todas as naturezas – desenho, colagem, fotografia, pintura, escultura, instalação, vídeo, filme, performance e o que mais você inventar – e sua participação estará garantida desde que:

 

Você leve em pessoa o seu trabalho;

 

O seu trabalho passe pela porta (1,80 x 2,10 m);

 

Você traga todo o material necessário para a sua instalação, exposição e funcionamento. Haverá montadores para auxiliar na montagem;

 

A sua obra de arte preserve a integridade física e respeite os outros trabalhos em exposição, o público e o espaço expositivo;

 

Você entregue sua obra nas mãos da produção que escolherá o local de instalação do trabalho. Caso queira deixar um material impresso relacionado ao trabalho, iremos disponibilizar um local para consulta;

 

Se o trabalho for uma performance, o horário de apresentação será definido em acordo

 

com a produção. O registro em vídeo ou foto da sua performance poderá ser exposto posteriormente na mostra;

 

Você se comprometa a retirar a sua obra do local expositivo ao final da exposição, no prazo estipulado pela produção;

 

Qualquer dano ou perda da obra durante a sua montagem, exposição e/ou retirada será considerada como parte do processo. Haverá segurança e monitoria durante a exposição, mas a produção não pode garantir ressarcimento de eventuais danos;

 

A Carpintaria não fará o intermédio comercial das obras dessa exposição, mas os interessados poderão contatar diretamente os artistas. Haverá uma lista com a ficha técnica das obras e o e-mail dos artistas na recepção.

 

 

Mais informações: carpintaria@fdag.com.br