Visita guiada no Paço Imperial

17/mai

Neste sábado, dia 19 de maio, às 15h, a artista plástica Suzana Queiroga e o curador Raphael Fonseca farão uma visita-guiada pela exposição “Miradouro”, no Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, com entrada franca. A mostra, que pode ser vista até o dia 27 de maio, traz obras recentes e inéditas da artista, dentre pinturas, esculturas, instalações e vídeos, que mostram a pesquisa sobre o tempo, a paisagem e a cartografia.

Obra inédita de Angelo Venosa 

Novos horizontes de investigação e pesquisas estéticas do escultor Angelo Venosa serão exibidos ao público pela primeira vez, a partir de 23 de maio no Museu Vale, Antiga Estação Pedro Nolasco, Argolas, Vila Velha, ES. Na exposição (e lançamento do catálogo), que comemora os 20 anos da instituição, o artista apresentará esculturas incorporadas às próprias sombras, conferindo um instigante universo poético ao espaço. Seis das esculturas foram criadas especialmente para a mostra. Madeira, alumínio, acrílico, parafina, vidro, aço, ossos são alguns dos materiais que compõem as esculturas de Venosa e a singularidade de seu fazer artístico, desenvolvido a partir de sua experiência vinda de trabalhos artesanais (herdou do pai o conhecimento do trato com o design e a madeira). De natureza expansiva, desenvolveu atalhos históricos e tornou-se um dos maiores expoentes do cenário cultural contemporâneo. Sintonizado com novas tecnologias, passou a trabalhar também com impressões em 3D, trazendo para suas esculturas infinitas possibilidades combinatórias.

 

Inquietas e interrogativas, as obras de Angelo Venosa problematizam a visão do espectador – diz Vanda Klabin, ao revelar que o artista irá explorar no Museu Vale a equivalência entre as áreas cheias e vazias, através da projeção de sombras nas superfícies arquitetônicas da instituição. “- Na medida em que esses trabalhos são desenvolvidos, as formas emergem e adquirem uma plasticidade inesperada. Toda uma noção de movimento se faz presente nessas sombras movediças, onde brotam as formas mais variadas e ambíguas e essas zonas de indeterminação adquirem uma presença plástica que se constrói e se experimenta no próprio espaço – conclui a curadora.

 

A mostra de Angelo Venosa nas comemorações dos 20 anos do Museu Vale reitera o compromisso da instituição de promover a arte e a cultura como fenômeno de transformação e de formação dos jovens, diz Ronaldo Barbosa, diretor do Museu: “…Venosa é um artista que caminha em paralelo com o seu tempo, sempre dedicado ao experimento de novos materiais, tecnologias e seus desdobramentos no seu processo criativo. No Museu Vale, o escultor irá surpreender ao exibir uma nova possibilidade de se perceber os seus trabalhos”.

 

Após o período de exposição no Museu Vale, “Penumbra” segue para o Memorial Minas Gerais Vale, em Belo Horizonte, como parte do Programa de Itinerância Cultural. O programa prevê a troca de conteúdo artístico e cultural entre os quatro espaços culturais patrocinados pela Vale, localizados em quatro das cinco regiões brasileiras, além de ações de valorização da identidade cultural em munícipios pelo interior do país.

 

 

Sobre o artista

 

Angelo Venosa (São Paulo, 1954. Vive e trabalha no Rio de Janeiro) surgiu na cena artística brasileira na década de 1980, tornando-se um dos expoentes dessa geração. Desde esse período, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de Veneza (1993), Bienal de São Paulo (1987) e Bienal do Mercosul (2005). Hoje, o artista tem esculturas públicas instaladas no Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); na Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz); na praia de Copacabana / Leme, no Rio de Janeiro; em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e no Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba. Possui trabalhos em importantes coleções brasileiras e estrangeiras, além de um livro panorâmico da obra, publicado pela Cosac Naify, em 2008.

 

 

Sobre o Museu Vale

 

Desde a sua inauguração, em outubro de 1998, o Museu Vale se tornou um dos principais polos de arte contemporânea e de formação cultural do Estado do Espírito Santo e do país. Instalado na Antiga Estação Ferroviária Pedro Nolasco, às margens da baía de Vitória, em uma área tipicamente industrial e portuária no município de Vila Velha, o Museu Vale preserva também a memória da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Ao longo de 20 anos sediou 46 exposições de arte contemporânea de 194 artistas. Em 2005, criou o Programa Aprendiz, que beneficia jovens das comunidades carentes do seu entorno, capacitando-os em funções relacionadas a montagem de exposições, bem como aproveitando sua mão de obra durante a montagem das mostras que realiza anualmente. Até o momento 120 jovens foram beneficiados através desse projeto.

 

 

De 24 de maio a 09 de setembro.

Na Bergamin & Gomide

15/mai

A exposição individual “Mira Schendel: Sarrafos e Pretos e Brancos”, da artista suíça, naturalizada brasileira, Mira Schendel, próximo cartaz da Galeria Bergamin & Gomide, Jardins, São Paulo, SP, apresentará cerca de 20 obras cuidadosamente selecionadas, produzidas entre as décadas de 1960 e 1980, circulando entre suas diversas fases criativas.

 

Mira Schendel, uma das artistas brasileiras mais significativas do século XX, desenvolveu um corpo de trabalho extremamente complexo e único. “Sarrafos” (1987), última série completa produzida da artista, conta com 12 obras e quatro delas estarão em exposição na galeria. Produzidos sobre uma base totalmente branca, na qual uma haste de madeira preta se sobressai, nos Sarrafos “o caráter tridimensional do elemento acaba por transformar efetivamente o jogo, ao materializar aquilo que, por princípio, deveria ser virtual e ilusionista. E exatamente a relação íntima entre o elemento e a superfície da qual se desprega, vem a gerar um campo plástico vivo e indecidível. Ao se anunciar pintura, o trabalho35 se revela quase escultura”, escreveu o crítico de arte Ronaldo Brito em 1988.

 

A série de obras faz referência ao momento de incerteza política vivida no país: “nasceu de um momento de falta de decisão, de desordem, que o Brasil viveu em março, quando parecia que estávamos morando em uma Weimar tropical. Naquele momento, como todos, eu também sentia necessidade de ter uma direção, um rumo. Essas obras são uma reação ao marasmo daquele momento”, comentou Mira em 1987.

 

Desenvolvida entre 1985 e 1987, a série “Pretos e Brancos”, que precede “Sarrafos”, é “lírica”, uma vez que sua ênfase está no movimento e no espaço. São pinturas de têmpera e gesso que, à distância, remetem a painéis planos pontuados por arcos e linhas. Porém, depois de uma inspeção mais minuciosa, revelam pequenas variações de textura que projetam sombras e formam sutis relevos esculturais.

 

Pinturas e outras obras produzidas sobre papéis de arroz japonês são caracterizadas por motivos geométricos minimalistas, linhas delicadas ou letras compostas que investigam noções de temporalidade e transitoriedade. Experimentando materiais efêmeros, Schendel tornou-se cada vez mais interessada em transformar letras e elementos linguísticos em objetos gráficos – uma abordagem mais comumente associada à poesia concreta. Nessas obras, as letras são liberadas e desconstruídas, levantando questões sobre linguagem, escrita, desenho e imagem.

 

As primeiras obras geométricas abstratas de Mira, feitas com uma palheta terrosa, foram a público em exposições individuais em 1950 e 1952. Ela participou da primeira Bienal Internacional de São Paulo de 1951; recebeu prêmios nos Salões da Bahia e do Rio Grande do Sul entre 1951 e 1953; e, em outubro de 1954, realizou sua primeira grande exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, exibindo pinturas das séries “Geladeiras ou Fachadas”.

 

A individual da artista, em parceria com a Hauser & Wirth e colaboração de Olivier Renaud-Clément, fica em exposição entre os dias 22 de maio e 23 de junho, na Galeria Bergamin & Gomide.

Desver a Arte

14/mai

A palavra de ordem é diversificar. É com este espírito que a Emmathomas Galeria, Jardins, São Paulo, SP, exibe “Desver a Arte”.  Sob a gestão do artista, colecionador e empresário Marcos Amaro e direção artística do curador Ricardo Resende, a galeria voltou ao mercado de arte com uma proposta mais ousada e inovadora, rompendo amarras e apresentando ao público um corpo de artistas diverso.

 

A exposição “Desver a Arte” marca essa reabertura da Emma, com os 16 artistas representados: ao lado do já consolidado pintor e escultor Gilberto Salvador, por exemplo, Mundano, um dos grafiteiros mais atuantes da cidade de São Paulo. Às delicadas esculturas e cerâmicas da japonesa Kimi Nii, somam-se os objetos imbuídos de narrativa surrealista do paulistano Hugo Curti. Os ambientes e as pinturas realistas em três dimensões de Alan Fontes, contrapõe-se às telas de atmosfera fantástica de Sani Guerra.

 

“De gerações diferentes, de diversas linhagens, vertentes e suportes, são artistas com interesses também incomuns. A galeria ousa mostrar essas diferenças experimentais plásticas e poéticas de cada um dessa família artística, características que se faz visível na diversidade do que é visto na arte contemporânea”, afirma o curador Ricardo Resende.

 

Além dos artistas já citados, comparecem Alex Flemming, Armando Prado, Carl Emanuel Wolff, Carlos Mélo, Francisco Klinger Carvalho, Isabelle Borges, Jens Hausmann, Katia Salvany, Marcia Grostein e Paula Klien.

 

 

Última semana, até 19 de maio.

Cenas Contínuas

11/mai

O Face Gabinete de Arte, Pinheiros, São Paulo, SP, apresenta pela primeira vez as pinturas da jovem artista Luisa Zimmer Ritter, na mostra “Nachleben – Cenas Contínuas” com vernissage marcado para o dia 16 de maio. Pinturas de séries realizadas entre 2014 e 2018 (óleo e cera de abelha sobre tela), intituladas “Rio Espelhado” e “Paisagens Vila Ipojuca”, serão apresentadas de forma inédita na capital paulista. A exposição tem curadoria da historiadora Eugênia Gorini Esmeraldo.

 

“Nachleben” em alemão pode significar vida após a morte e sobrevivência, como uma sequência de cenas que se estendem por tempos, eras, culturas… Aby Warburg se referia à sobrevivência das imagens e motivos, à continuidade ou pós-vida e à metamorfose das imagens. “Nachleben” envolve sequências não literais, gesto e ruptura, relacionados com o modo de ver, encontrar e lembrar dessas imagens abordadas nas diferentes séries, às sequências delas, que se conectam, mas também levam para uma particularidade específica. Uma mistura de vida urbana, vida familiar, nostalgia, trabalho, viagens. Isso tudo ressignificando e dando movimento às sequências de imagens.

 

 

Sobre a artista

 

Luisa Zimmer Ritter nasceu em Montenegro, RS, em 1988. Vive e trabalha em São Paulo. Com formação em publicidade, morando em São Paulo desde 2008, a artista fez experimentações com tecidos, objetos, fotografia. Porém a pintura acabou se revelando seu interesse maior e é isso que agora a leva para a Alemanha, onde pretende aperfeiçoar sua produção pictórica em um residência artística. Suas pinturas ilustraram a capa e a página central do Caderno Ilustríssima (21/jan/2018) do jornal A Folha de São Paulo. A pintura conquistou a artista quando frequentou cursos de história da arte. Decidida a seguir nessa trilha, aos poucos deixou as experiências que realizava e passou a fazer estudos de obras clássicas em frequentes visitas à coleção do MASP e às Bienais. Percebe-se também o uso da fotografia, mas ela avança e amplia o espaço ou modifica o real com inserções próprias. Seu trabalho tem uma pincelada segura, utiliza pigmentos de alta qualidade e consegue em cenas banais momentos de grande beleza com a luz cuidada e delicada que insere, principalmente nas paisagens. As cores fortes não resvalam para o excesso, dando boa resolução para suas composições. Os temas, mesmo que autorreferentes, retratam o mundo jovem, sugerem um viés pop que não pesa ao olhar e permite identificação imediata. Sua dedicação e seu trabalho persistente sugerem uma carreira promissora. 

 

 

Sobre a Face Gabinete de Arte

 

Com quase um ano de funcionamento, o espaço é dirigido pelo colecionador Francisco de Assis Cutrim Esmeraldo e pela historiadora Eugênia Gorini Esmeraldo e tem como foco a difusão de artistas brasileiros modernos e arte popular. 

 

 

A palavra da artista

 

“Nachleben” em alemão significa vida após a morte e sobrevivência, uma sequência de cenas que se estendem por tempos, eras, culturas… Aby Warburg se referia a sobrevivência das imagens e motivos, a continuidade ou pós-vida e a metamorfose das imagens. “Nachleben” envolve sequências não literais, gesto e ruptura, relacionados com o modo de ver, encontrar e lembrar dessas imagens abordadas nas diferentes séries, às sequências delas, que se conectam, mas também levam para uma particularidade específica. Uma mistura de vida urbana, vida familiar, nostalgia, trabalho, viagens. Isso tudo ressignificando e dando movimento às sequências de imagens. O tema gira em torno das pinturas que produzi nos últimos anos, muitas das cenas fazem parte do acervo de imagens que herdei do meu avô Ivan Zimmer. Fotografias que retratam do sul ao norte do Brasil. Na sequência a série “Rio Espelhado”, que faz parte de uma descoberta de negativos deteriorados da minha primeira ida ao Rio de Janeiro, em 1994. O fato gerou uma grande inspiração cinematográfica na minha infância; eram somente recortes, não lembrava das cenas até reencontrar as imagens quase 20 anos depois. Os retratos de Caroline Bittencourt, da série “Todas as Cores, do Preto ao Branco”, levam a essa permanência da imagem, quando a fotógrafa registra minha fase bem jovem. Projeto nas pinturas o que somente nas fotografias seria possível rever. As demais séries, mesmo sendo memórias mais recentes, também têm este significado marcante por serem visões contemporâneas. Nas duas pinturas “Pitangueira”, são retratos de uma árvore que secou. Mas cujos resquícios estão ainda presentes no jardim da casa da minha família, em Montenegro, no Rio Grande do Sul. 

 

A série “Paisagens Vila Ipojuca” é uma homenagem ao amigo Emerson Pingarilho, que faleceu precocemente ano passado. Ali nos vimos pela última vez e foi onde fizemos nosso último filme. O lugar é especial para mim por estar ao lado do atelier em que passei os últimos três anos em São Paulo. Há uma vibração pictórica que vive por ali, que me lembram Van Gogh e Cézanne. Deve ser por causa das árvores e pedras, que foi o que me inspirou também em São Bonifácio, na Serra do Tabuleiro em Santa Catarina, da série “Terras de Egon Schaden”. Fui levada a notar com mais cuidado as cenas que a natureza nos apresenta, as histórias antropológicas sobre cada lugar; paisagens sublimes que mostram a passagem do tempo, pedras que mostram seres inanimados. Resquícios de que lá um dia foi mar e mais ainda, foi  terra de outros habitantes.

 

 

Sobre a Face Gabinete de Arte

 

Com quase um ano de funcionamento, o espaço é dirigido pelo colecionador Francisco de Assis Cutrim Esmeraldo e pela historiadora Eugênia Gorini Esmeraldo e tem como foco a difusão de artistas brasileiros modernos e arte popular. 

Cassia Bomeny & Caetano de Almeida

10/mai

Após mais de dez anos sem realizar uma exposição individual no Rio de Janeiro, o artista plástico Caetano de Almeida inaugura, no próximo dia 15 de maio, exposição na Cassia Bomeny Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. A mostra terá 22 obras inéditas, sobre tela e  papel, produzidas em 2017 e 2018. Tadeu Chiarelli assina o texto que acompanha a exposição.

Apesar de estar há bastante tempo sem expor no Rio de Janeiro, Caetano de Almeida tem uma relação forte com a cidade, onde começou sua trajetória artística. Sua primeira exposição individual foi em 1989, na extinta Galeria Thomas Cohn. Além disso, suas obras integram importantes coleções na cidade, como a Coleção Gilberto Chateaubriand, em comodato com o MAM Rio, e a Coleção João Sattamini, em comodato com o MAC de Niterói. 

 

As pinturas que serão apresentadas na Cassia Bomeny Galeria fazem parte da pesquisa do artista sobre trama, padrões e história e são feitas em diferentes técnicas, como aquarela sobre papel, acrílica sobre tela e resina e pigmento sobre tela. Em muitas delas, há furos na superfície (reais ou virtuais), como nos desenhos da série “Física” e na pintura “CAA40”. Há, ainda, duas obras, feitas de brasa sobre papel, intituladas “5 maços” e “2 maços. “Eles são uma leitura melancólica, talvez poética, dos furos presentes…”, diz o artista.

 

As pinturas são construídas a partir de uma linha colorida e outras, que se cruzam em composições cromáticas. O artista diz não mais se preocupar com as padronagens ou cores. “Cada pintura tem uma poética. Algumas dialogam com a cor (muitas vezes monocromaticas) e outras tratam diretamente da trama e do ato da pintura. Os ‘furos’ estão sempre presentes. As ausências são sempre presentes. Parodiando a artista francesa Camille Claudel: ‘Há sempre qualquer coisa que me falta’. A abordagem desse assunto vem de diversas formas, como devaneios matemáticos, impressões afetivas de viagens, etc”, afirma o artista. 

 

 

Sobre o artista

 

Caetano de Almeida nasceu em Campinas, em 1964, e vive e trabalha em São Paulo. Suas mais recentes exposições individuais foram na Galerie Andres Thalmann, em Zurique, Suíça, e na Eleven Rivington Gallery, em Nova York, EUA, ambas em 2017. Dentre suas exposições individuais, destacam-se, ainda, as mostras no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, em 2015, e a mostra “Borda”, no MAM Rio e na Pinacoteca do Estado de São Paulo, ambas em 2007. Dentre suas mais recentes exposições coletivas estão “São Paulo Não É Uma Cidade – Invenções do Centro”, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo; “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, na OCA Ibirapuera, em São Paulo e “O MAC USP no Século XXI: A Era dos Artistas”, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, ambas em 2017; “Por Aqui Tudo É Novo”, no Instituto Inhotim, em Brumadinho; “A Cor do Brasil: de Visconti a Volpi, de Sued a Milhazes”, no Museu de Arte do Rio (MAR), no Rio de Janeiro, e “O Estado da Arte”, no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, ambas em 2016.

 

 

Sobre a galeria

 

Cassia Bomeny Galeria (antiga Um Galeria) foi inaugurada em dezembro de 2015, com o objetivo de apresentar arte contemporânea, expondo artistas brasileiros e internacionais. A galeria trabalha em parceria com curadores convidados, procurando elaborar um programa de exposições diversificado. Tendo como característica principal oferecer obras únicas, associadas a obras múltiplas, sobretudo quando reforçarem seu sentido e sua compreensão. Explorando vários suportes – gravura, objetos tridimensionais, escultura, fotografia e videoarte.

Com esse princípio, a galeria estimula a expansão do colecionismo, com base em condições de aquisição, bastante favoráveis ao público. Viabilizando o acesso às obras de artistas consagrados, aproximando-se e alcançando um novo público de colecionadores em potencial. A galeria também abre suas portas para parcerias internacionais, com o desejo de expandir seu público, atingindo um novo apreciador de arte contemporânea, estimulando o intercâmbio artístico do Brasil com o mundo.

 

 

Até 30 de junho.

Presença Afro Brasil

09/mai

Mostra homenageia artistas e personalidades negras dos séculos XIX e XX, além da arte afro-atlântica de Cuba e do Haiti. No dia 12 de maio, sábado, Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em parceria com a Associação Museu Afro Brasil – organização social de cultura, inaugura a exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”. A mostra, com curadoria de Emanoel Araújo, destaca a definitiva presença negra na arte, história e memória brasileiras.

 

Nos 130 anos da abolição da escravidão (1888), o Museu Afro Brasil ressalta a competência, o talento e a resistência negra nos campos da arquitetura, artes plásticas, escultura, ourivesaria, literatura, música, dança, teatro, idioma e costumes. A mostra destaca a produção dos séculos XIX e XX, por meio de pinturas, fotografias, litografias, esculturas e desenhos que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país..

 

“Isso é Coisa de Preto é um jargão, um termo preconceituoso e racista nacional, muito usado para descriminar a condição de ser afro-brasileiro. Ressignificar tal terminologia, com o objetivo de ressaltar que ‘coisa de preto’ é ter excelência nas artes, ciências, esportes, medicina e em outros campos relevantes da sociedade, é um dos objetivos da exposição”, salienta Emanoel Araújo.

 

Mulheres e homens negros que marcaram época na recente história brasileira em suas respectivas áreas, tais como o médico Juliano Moreira, o poeta Luiz Gama, o escritor Manuel Querino, a cantora Elza Soares, o editor Francisco Paula Brito, os músicos Dorival Caymmi, João do Vale, Cartola, Milton Nascimento, Luiz Melodia, Jamelão, Pixinguinha, Paulinho da Viola e Itamar Assumpção, a bailarina Mercedes Baptista, o abolicionista José do Patrocínio, a atriz Ruth de Souza, o jogador Pelé, Madame Satã, entre outros, estão entre as personalidades negras representadas na mostra.

 

Nomes como o dos irmãos Arthur Timótheo e João Timótheo, Heitor dos Prazeres, Solano Trindade, Yedamaria, Mestre Valentim, Nelson Sargento, Eustáquio Neves, Walter Firmo, Rubem Valentim, Estevão Silva, José Teóphilo de Jesus, Benedito José Tobias, Mureen Basiliat, Rafael Pinto Bandeira, Washington Silveira, Otávio Araujo, Waldomiro de Deus, Antonio Firmino Monteiro, Pierre Verger, Carybé, João Alves, Maria Lídia Magliani, Caetano Dias, Belmiro de Almeida, Mestre Benon e João da Baiana são alguns dos artistas com trabalhos na expostos na mostra.

 

“Se por um lado a data marca os 130 anos da extinção do trabalho escravo no Brasil, por outro ainda somamos 400 anos de preconceitos, racismo e indiferença das elites oligárquicas desse país com relação aos negros e negras. São 400 anos de ausência de políticas públicas capazes, ao menos, de sanar esses absurdos que não só envolvem a questão de cor e de raça, mas também a pobreza que atinge as comunidades onde a maioria negra é constantemente objeto do maltrato, do isolamento e da violência noticiada todos os dias pela imprensa, como se normal fosse o mal que atinge em pleno século XXI essa camada da população excluída da educação, da saúde, da moradia e dos direitos e privilégios das outras classes sociais”, afirma o curador sobre os 130 anos da abolição da escravatura no Brasil.

 

 

 

Arte Afro-Atlântica de Cuba e Haiti

 

A exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”, revê ainda a produção artística de dois países com predominante população negra: Cuba e Haiti. Obras provenientes do sincretismo religioso e da união entre os cultos do vodum e da igreja católica, presentes no cotidiano de inúmeras famílias destas duas nações abastecidas por corpos negros durante o período do tráfico negreiro também integram a exposição.

 

Esculturas e pinturas que remetem à prática religiosa nos templos afro-cubanos e revelam a sintonia deste povo com a ancestralidade africana, em especial seus escultores que entenderam intimamente como interpretar este sincretismo, integram a o núcleo dedicado a república socialista de Cuba.

 

A exposição mostra também a vitalidade criativa do povo haitiano, através das linguagens que a obra de arte pode oferecer: das esculturas em ferro recortadas com seres míticos, das assemblagens evocando associações secretas e das bandeiras bordadas com miçangas, com símbolos do sincretismo religioso. Todo esse cabedal exposto nesta exposição revela um povo voltado para manifestações artísticas profundas, unido pela fé e pelo desejo espiritual das permanências ancestrais.

 

 

Vernissage com música africana ao vivo

 

O grupo Os Escolhidos, criado em 2014, no Brasil, e formado por imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo, se apresentará durante abertura da exposição “Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão”. Na ocasião, o grupo entoará diferentes gêneros musicais como rumba congolesa, acapela, zouk, world music, além de estilos próprios da região do Congo cantados em diferentes idiomas como lingala, kikongo e swahili.

 

Até 29 de julho.

Ismael Nery no MAM/SP

Ao programar esta exposição, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, e o “… curador pensaram sobretudo nos jovens que se interessam por arte, nos professores e no grande público que ainda não tinha contato com a obra de Ismael Nery (1900-1934). Não é uma exposição para especialistas, embora esses possam ter o prazer de revisitar trabalhos já conhecidos. É uma exposição em que se revela um artista que, na sua época, teve a coragem de caminhar sozinho, descobrir-se e procurar um olhar que estivesse absolutamente sincronizado com o seu tempo, mas – incrível – não com os intelectuais de seu país. 

 

Em um momento em que era moda intelectual ser materialista e mesmo anticlerical, o homem que se dizia católico e professava sua fé em discussões filosóficas, na sua casa e na casa de amigos no Rio de Janeiro, era um dândi narcisista. Assim como a de sua mulher, sua beleza física evidente e muito impositiva, aliada à sua habilidade intelectual de polemista nas rodas de discussões, contribuía para elevar sua vaidade. Basta lembrar a quantidade de autorretratos – e autorretratos com Adalgisa. Era exímio dançarino e, na época, era o que chamamos hoje de “um artista performático”. A questão de gênero não estava ausente na sua corajosa produção: figuras andróginas atravessam toda a sua obra, assim como a relação entre o feminino e o masculino.

 

Agora vamos às obras. Os grupos estão divididos por gêneros: os nus, as figuras, os retratos e autorretratos, as danças, os cenários, as obras surrealistas – estas pioneiras do gênero no Brasil, junto com as de Cícero Dias (1907-2003). É apenas uma das formas de se mostrar e examinar as pinturas e os desenhos. Antes, o que ressalta aos olhos? Evidentemente, as pequenas dimensões da maioria desses trabalhos. Essa escala muito íntima demonstra um certo desprezo pelo mundo no qual a arte irá circular enquanto mercadoria. A maior parte deles não admite nenhuma distância, tem de ser vista de muito perto – para cada trabalho, um olhar. “

 

A curadoria de “Ismael Nery: feminino e masculino” é do crítico de arte Paulo Sergio Duarte.

 

 

De 08 de maio a 19 de agosto.

Brecheret na Pinakotheke Rio

07/mai

A Pinakotheke Cultural, Botafogo, Rio de Janeiro, inaugura no próximo dia 17 de maio, às 10h, a exposição “Victor Brecheret (1894 – 1955)”, antecipando as comemorações de centenário da Semana de Arte Moderna, e homenageia uma das figuras centrais daquele evento: o escultor Victor Brecheret.  Além de importantes obras de sua trajetória, a exposição reunirá raras obras que participaram da mostra histórica de 1922, não somente de Brecheret, mas também de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Helios Seelinger e Zina Aita.

 

 

Até 14 de julho.

Casa Roberto Marinho

02/mai

Um total de dez destaques do Modernismo Brasileiro constantes da coleção jornalista Roberto Marinho foram selecionados pelo curador Lauro Cavalcanti para a mostra inaugural da Casa Roberto Marinho, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ.

 

A exibição selecionada reúne dez expoentes da Arte Moderna Brasileira dos anos 1930 e 1940: Tarsila, Segall, Portinari, Pancetti, Ismael Nery, Guignard, Djanira, Di Cavalcanti, Dacosta e Burle Marx.

 

A organização dos espaços por artista permite que o visitante entenda a trajetória e as peculiaridades de cada um, ao mesmo tempo que oferece uma compreensão abrangente do período histórico em que as obras foram produzidas.

 

O colecionador Roberto Marinho frequentava os ateliês de Pancetti e Portinari, então jovens promissores, e não era raro a presença de artistas na casa do Cosme Velho. Esta exposição é uma excelente oportunidade para a redescoberta destes dez magníficos artistas.