Leilão Virtual Vivian Perez

11/dez

A leiloeira Vivian Perez está à frente do leilão virtual nos dias 12 e 13 de dezembro – terca e quarta-feira – às 20h30min. No conjunto, destacam-se obras assinadas por Arcangelo Ianelli, José Resende, Siron Franco, Tomie Ohtake, Volpi, Arthur Luiz Piza, Victor Brecheret, Rebolo, Livio Abramo, Carybé, Mabe, Xico Stockinger, Marcelo Grassmann, Tarsila do Amaral, Mário Gruber, Clóvis Graciano, Aldemir Martins, Tania Brunetti, Renata Cazzani, Grauben, Cleber Machado, Djanira, Teruz, Herton Roitman, e outros. Os lotes compostos de quadros, pratas, porcelanas, móveis, tapetes, lustres, marfins, mobiliário, entre outros, podem ser vistos em www.vivianperez.com.br/vivian.pdf

Vik Muniz em Ipanema

 

A Galeria Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, traz para a sua sede carioca “Handmade”, exposição de Vik Muniz, cuja primeira versão foi apresentada em seu espaço paulistano em 2016. A série Handmade chega ao Rio com obras inéditas nas quais Vik renova caminhos e procedimentos presentes em sua produção, ao investigar a tênue fronteira entre realidade e representação, entre o objeto original e sua cópia. Sem recurso narrativo, as obras revelam explicitamente o processo do trabalho, ao mesmo tempo em que brinca com as certezas do espectador.

 

Segundo o artista, o que você espera ser uma foto não é, e o que você espera que seja um objeto é uma imagem fotográfica. “Em uma época em que tudo é reprodutível, a diferença entre a obra e a imagem da obra quase não existe”, diz. Em seu texto sobre a série, Luisa Duarte aponta a dificuldade de se distinguir onde termina a cópia e onde começa a intervenção manual do artista. “É nesse limbo das certezas que o artista deseja nos inserir”.

 

Duarte ressalta que, em Handmade, diferentemente de suas obras realizadas a partir de imagens conhecidas e referências a materiais mundanos, “Vik alude à vasta tradição da arte abstrata, destilando para isso suas fórmulas básicas na criação de maneiras inusitadas de meditar sobre a imagem e o objeto, sobre a ambiguidade dos sentidos e a importância da ilusão”. Em seu texto, Luisa Duarte conclui: “Handmade traça a constante preocupação do artista em transcender as dimensões simbólicas da imagem”.

 

Além da paradoxal relação entre imagem e objeto e do recorrente uso de estratégias ilusionistas – “A ilusão é um requisito fundamental de todo tipo de linguagem”, diz -, esses trabalhos flertam com a arte conceitual e estabelecem um intenso diálogo com a arte abstrata, cinética e concreta. Sobretudo, segundo Vik, pelo interesse comum em relação às teorias da Gestalt, mais especificamente nos campos da psicologia e da ciência.

 

 

Sobre o artista

 

Vik Muniz nasceu em 1961, São Paulo, Brasil. O artista vive  e trabalha entre Rio de Janeiro e Nova York)  e destaca-se como um dos artistas mais inovadores e criativos do século 21. Conhecido por criar o que ele descreve como ilusões fotográficas, Muniz trabalha com uma vasta gama de materiais não convencionais – incluindo açúcar, diamantes, recortes de revista, calda de chocolate, poeira e lixo – para meticulosamente criar imagens antes de registrá-las com sua câmera. Suas fotografias muitas vezes citam imagens icônicas da cultura popular e da história da arte, desafiando a fácil classificação e a percepção do espectador. Sua produção mais recente propõe um desafio ao público ao apresentar trabalhos que colocam o espectador constantemente em xeque sobre os limites entre realidade e representação, como atesta a obra Two Nails (1987/2016), cuja primeira versão pertence ao MoMA de Nova York. Vik Muniz iniciou sua carreira artística ao chegar em Nova York em 1984, realizando sua primeira exposição individual em 1988. Desde então, vem conquistando enorme reconhecimento, expondo em prestigiadas instituições em todo o mundo. Podemos destacar entre elas: Vik Muniz: Handmade (Nichido Contemporary Art, NCA, Tóquio, Japão, 2017); Afterglow: Pictures of Ruins (Palazzo Cini, Veneza, Itália, 2017); Vik Muniz (Museo de Arte Contemporáneo, Monterrei , México, 2017); Vik Muniz: A Retrospective (Eskenazi Museum of Art, Bloomington, EUA, 2017); Vik Muniz (High Museum of Art, Atlanta, EUA, 2016); Vik Muniz: Verso (Mauritshuis, The Hage, Holanda, 2016); Lampedusa, 56a Bienal de Veneza (Naval Environment of Venice, Itália, 2015); Vik Muniz: Poetics of Perceptions (Lowe Art Museum, Miami, EUA, 2015); edição de 2000 da Bienal de Whitney (Whitney Museum of American Art); 46ª Exposição Bienal Media/Metaphor (Corcoran Gallery of Art, Washington, EUA, 2000); e da 24ª Bienal Internacional de São Paulo (1998). Seus trabalhos fazem parte de importantes coleções públicas como a do Museum of Modern Art, Nova York; Guggenheim Museum, Nova York; Metropolitan Museum of Art, Nova York; Los Angeles Museum of Contemporary Art, Los Angeles; Tate Gallery, Londres; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri, entre várias outras no Brasil e no exterior. Em 2001, Muniz representou o Brasil na 49a Bienal de Veneza. Muniz também é tema do filme Waste Land, indicado ao Oscar de melhor documentário em 2010, e em 2011, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO.

 

 

Até 07 de fevereiro de 2018

Antes e Depois da Imagem 

07/dez

A Galeria Houssein Jarouche, Jardim América, São Paulo, SP, exibe “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche”, com curadoria de Luisa Duarte. Composta por 24 obras de Ann Hamilton, Ed Ruscha, Frank Stella, Iran do Espírito Santo, Ivan Serpa, Judith Lauand, Luiz Zerbini, Max Bill, Rodrigo Torres, a exposição sinaliza um olhar histórico que ultrapassa o movimento Pop Art, do qual é composta a maior parte do acervo do galerista, dando destaque à produção de caráter construtivo e abstrato-geométrico.

 

Tendo surgido após o auge do expressionismo abstrato, a Pop Art utiliza a sociedade de consumo do pós-guerra como crítica e, por vezes, ironia. As obras selecionadas para a nova exposição da Galeria Houssein Jarouche são produzidas logo após a arte pop, entre os anos de 1960 e 1970. “Se na arte pop temos uma atmosfera ruidosa, marcada por um excesso imagens, cores e referências a um universo amplo de signos que acompanham o cotidiano da vida nas cidades, a produção vista em “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche” tem como origem o Concretismo, um tipo particularmente rígido de Abstração Geométrica que se desenvolveu na Suíça, no meio do século XX, tendo Max Bill – presente na mostra com uma série de serigrafias – como uma de suas figuras centrais”, comenta a curadora Luisa Duarte.

 

Na direção contrária da carga imagética própria à Arte Pop, a ideia é voltar o olhar para uma parcela do acervo da galeria cujo conteúdo demonstra a economia de gestos, apostando, assim, na vocação de amplitude da Galeria Houssein Jarouche para também sugerir pausa, silêncio e vazios. Como conclui a curadora: “Não como sinônimos de passividade, mas como espaços abertos para um olhar e uma escuta atentos para o mundo ao nosso redor”.

 

 

Até 27 de janeiro de 2018.

MAM – RIO – Zanini de Zanini

Milhazes em livro pela Taschen

Tão vibrante quanto sua linguagem visual única, esta monografia apresenta o trabalho de Beatriz Milhazes, o pintor brasileiro que funde a abstração modernista com as cores e a luz de seu país natal. Com mais de 280 pinturas, um ensaio aprofundado sobre seu trabalho, uma longa conversa, um dicionário poético de motivos-chave e uma biografia ano-a-ano, o livro explora todas as fases do artista em seu esplendor e significado. É a maior monografia já publicada sobre a artista. Edição especial limitada e assinada em 1000 exemplares apresentando 280 obras distribuídas em diversas mídias. No Brasil, será comercializado pela Paisagem Distribuidora.

 

O lançamento será no dia 12 de dezembro na Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, Vila Madalena, São Paulo.

Móvel Moderno Brasileiro / Brazilian Modern Design

24/nov

Nós, os Gatos

16/out

O produtor cultural e artista plástico Marcio Meneghini, falecido este ano, era apaixonado por seu gato Cadu. Dessa paixão nasceu uma grande coleção de peças relacionadas ao mundo felino. Para homenagear Márcio, seu irmão, Écio Cordeiro de Mello, organizou a exposição “Nós, os Gatos”, que abre dia 17 de outubro no Parque das Ruínas, Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ.

 

Serão cerca de 100 peças sobre este bicho misterioso, dono de sete vidas. De brinquedos comprados em lojas de fast food até peças garimpadas em feiras de antiguidades pelo mundo, Marcio foi criando, pouco a pouco, um acervo que convida a todos a conhecerem um pouco mais sobre seu amor pelos animais de estimação. Um programa para toda a família, com classificação livre.

 

Se os gatos têm sete vidas, eles também têm muitas imagens. Pode ser Maneki Neko, o gato da sorte na cultura japonesa; ou Bastet, a personificação da deusa da fertilidade Antigo Egito; e ainda um personagem divino, muito comum nas culturas celta, persa e nórdica. O gato tem sua figura adorada em diferentes épocas, povos e culturas. Do melhor amigo das bruxas para companheiro fiel de Marcio Meneghini, esse animal felino é o tema central da exposição que tem entrada é gratuita e fica em cartaz até o dia 29 deste mês.

 

 

Sobre Marcio Meneghini – Por Cláudia Boechat

 

Um anjo endiabrado. Curioso, singular, querido. Assim era o Marcinho. Angelical por sua generosidade, alegria, solidariedade, carinho. Encapetado por suas travessuras e prazer de viver. Talvez por essas qualidades se apegou a um bichinho bem parecido com ele: o gato, sagrado e profano. Divino no Antigo Egito e favorito das bruxas; animal sensível e amoroso, além de famoso por suas traquinagens.

 

 

De 17 a 29 de outubro.

O IED apresenta a exposição

14/set

No IED Rio, Urca

 

O Istituto Europeo di Design (IED), Urca, Rio de Janeiro, RJ, exibe “A invenção da praia: cassino”, exposição com intervenções de doze artistas: Bruno Faria, Caio Reisewitz, Chiara Banfi, Giselle Beiguelman, Katia Maciel, Laercio Redondo, Laura Lima, Lula Buarque de Hollanda, Maria Laet, Mauricio Adinolfi, Nino Cais e Sonia Guggisberg. Com curadoria de Paula Alzugaray, arquitetura e expografia de Paula Quintas, e identidade visual de Celso Longo e Daniel Trench, a exposição ocupará todo o espaço das ruínas do antigo Cassino da Urca.

 

“A invenção da praia: cassino” tem como ponto de partida conceitual os desenhos preparatórios da arquiteta Lina Bo Bardi para um “Museu à Beira do Oceano”, que seria construído sobre as areias da praia de São Vicente, no litoral sul paulista, para abrigar uma coleção de arte brasileira. Sobre este tema, a curadora Paula Alzugaray realizou em abril de 2014, no Paço das Artes, em São Paulo, a mostra “A invenção da praia”, com a participação de artistas brasileiros e estrangeiros que reinventavam, dentro do espaço expositivo, a natureza da praia.

 

“O Museu de Lina não saiu do papel, mas o edifício que de 1933 a 1946 abrigou o Cassino da Urca, construído sobre as areias da Praia da Urca, será convertido em um autêntico Museu à Beira do Oceano, com trabalhos de doze artistas brasileiros, pensados e realizados especificamente para o local”, explica a curadora.

 

“A invenção da praia: cassino” é um projeto de arte, memória, ficção e arqueologia, observa ela. “Doze artistas foram convidados a escavar o passado, desenterrar mistérios e reescrever as histórias do edifício e de seus personagens, por meio de trabalhos realizados em performance, som, instalação, fotografia, texto e publicação”, conta.

 

Paula Alzugaray comenta que Joel Rufino dos Santos, historiador carioca que nos anos 1980 “ensinou aos brasileiros a valorizar a cultura africana ainda na fase embrionária do movimento negro no Brasil”, dizia acreditar “mais na literatura que na história, como instrumento capaz de contar a saga do povo brasileiro”. “A arte e a ficção são os meios utilizados neste projeto para reinventar histórias camufladas nas paredes e nichos das ruínas do antigo Cassino”, afirma.

 

 

IED: OBRAS DE REVITALIZAÇÃO

 

O prédio que do teatro do antigo Cassino será totalmente revitalizado, com previsão de início das obras ainda este ano, em um processo que abrangerá restauro e modernização de seu espaço para instalação do IED Lab – Centro de Inovação em Design. O antigo teatro abrigará um moderno auditório, para múltiplos usos. O IED é uma rede internacional de onze escolas de design em três países (Itália, Espanha e Brasil), com sede em Milão. Com 1.900 professores, todos inseridos no mercado, mais de mil parcerias com empresas e instituições em todo o mundo, já formou mais de 150 mil profissionais desde a sua fundação, em 1966. O IED é uma rede de ensino que proporciona intercâmbio de culturas e de constante aprimoramento do saber. “Saber é saber fazer” é a proposta que projetou a instituição, em seus mais de 50 anos de atividade, como centro de propostas inovadoras em design.

 

 

Até 16 de setembro.

Hoje e amanhã, o CIGA!!!

11/set

Para os dias 11 e 12 de setembro, segunda e terça-feira, as galerias do Rio de Janeiro prepararam uma programação especial para a quarta edição do CIGA – Circuito Integrado das Galerias de Arte. Serão 20 galerias com programação e horários especiais com abertura de exposições, visitas guiadas, conversas com artistas e performances, entre outras atividades.

 

O CIGA tem entre seus objetivos estimular a visitação às galerias de arte, além dos museus e centros culturais.

 

A organização terá um serviço de van gratuito que irá percorrer todas as galerias. Na segunda-feira a van sai às 17h30 da galeria Mul.ti.plo Espaço e Arte e na terça-feira sai às 17h30 do Espaço Saracura.

 

 

PROGRAMAÇÃO DO CIGA

11 de setembro – Segunda-feira

Bairros: Leblon, Ipanema e Copacabana

Horário: a partir das 17h

Leblon – 17h

 

 

 

Mul.ti.plo Espaço Arte

Rua Dias Ferreira 417, sala 206

Exposição individual “Estados de Imagem”, de Waltércio Caldas.

 

Desenhos, objetos, imagens e a própria exposição tratados como linguagem. Mais do que uma mostra, “Estados de Imagem” é uma reflexão surpreendente em torno da importância do desenho.

 

O espaço da galeria, como um gabinete, foi fundamental para acolher essa mostra de caráter intimista e com relações ao mesmo tempo potentes e delicadas ao olhar do espectador.

 

A mostra inclui trabalhos inéditos e recentes – 15 desenhos, três objetos e um múltiplo especialmente concebido para a ocasião.

 

Durante o período da exposição, será lançado o livro “Os Desenhos”, da editora Bei que, com texto de Lorenzo Mammi fala da trajetória dos desenhos do artista. É a primeira publicação a refletir sobre a importância do desenho em sua produção artística. Esta mostra é uma oportunidade única pois ao lado das esculturas e objetos, os desenhos são fundamentais em sua carreira.

 

 

Ipanema – a partir das 17h30

 

 

 

Lurixs Arte Contemporânea

Rua Dias Ferreira 214- Leblon

Exposição “Em Casa”. Coletiva de artistas da galeria e abertura da exposição do artista José Bechara.

 

Artistas: Amalia Giacomini, Coletivo MUDA, Elizabeth Jobim, Gustavo Prado, Geraldo de Barros, Hélio Oiticica, Hildebrando de Castro, José Bechara, Luciano Figueiredo, Manuel Caeiro, Mauricio Valladares, Paulo Climachauska, Raul Mourão, Renata Tassinari, Valdirlei Dias Nunes

 

 

Cassia Bomeny Galeria

Rua Garcia D´Ávila 196

Conversa com o artista Antônio Manuel, que possui mostra individual exposta na galeria

 

 

C. Galeria

Rua Visconde de Pirajá 580

Abertura da exposição “Espúrios”, de Bruno Melo e Felipe Fernandes

 

 

 

Galeria Nara Roesler

Rua Redentor 241

Abertura da exposição de “Morro Mundo”, de Laura Vinci. A mostra vai ocupar a galeria com uma suave massa de fumaça branca e convidar o visitante à experiência de desorientar-se no espaço e reorientar-se no corpo. A sua máquina programada para soltar fumaça à medida que seus sensores de presença são ativados, revela-se ao espectador pelos tubos de vidro que atravessam todo o espaço expositivo. Nesta instalação o vapor é anunciado antes de se dispersar no ar. Assim os tubos não só anunciam a experiência, como também são vitrines por onde o olho pode captar a fumaça em situação de controle. Depois de expelida, a fumaça domina o espaço, tornando as tubulações quase invisíveis para aquele que assiste à cena ao mesmo tempo que é tragado pela névoa

 

 

Martha Pagy Escritório de Arte

Rua Visconde de Pirajá 351, 14 andar Instituto Plajap

Vernissage e visita guiada a exposição ” Paisagens possíveis”, com a presença dos artistas Jaqueline Vojta, Marcelo Jácome e Pedro Gandra.

 

 

Galeria Marcelo Guarnieri

Rua Teixeira de Melo 31, Ipanema 

Exposição individual da artista Amelia Toledo

 

Copacabana – a partir das 19h30

 

 

Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte

Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Mostra dos trabalhos do Ronaldo do Rego Macedo e bate papo com Cesar Bartolomeu

 

Movimento Arte Contemporânea

Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Perfomance e conversa com o artista Xico Chaves/SoloTransição

 

 

Patricia Costa Galeria de Arte

Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Inspirada em paisagens urbanas, a artista Cláudia Porto propõe um passeio pelo mundo em sua exposição individual, Cláudia PortoAtravessando o Espelho. Com curadoria de Marisa Flórido, a mostra reúne 15 pinturas inéditas, em pequenas e grandes dimensões, produzidas entre 2013 e 2017.

 

 

Galeria Inox

Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Há 12 anos, os irmãos Gustavo e Guilherme Carneiro, sócios da Galeria Inox, colecionam obras de Oscar Niemeyer. Entre desenhos e esculturas, o acervo conta com 42 peças. A exposição O. NIEMEYER – Arquivo Inox, traz 20 obras especialmente para o CIGA – CIRCUITO INTEGRADO DAS GALERIAS DE ARTE.

 

A mostra apresenta quatro obras emblemáticas do arquiteto na visão dos colecionadores. “Entre as peças, destacamos duas esculturas – do Sambódromo e uma flor vermelho oferecida de presente para Jorge Amado -, sete desenhos do Memorial JK e um desenho de Niemeyer sobre como deveria ser Copacabana”, conta Gustavo.

 

 

Athena Contemporânea

Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição The Fool’s Year, de Matheus Rocha Pitta.

 

Uma única instalação, que dá nome à mostra. A obra é um grande calendário, com 365 dias, onde, no lugar de cada dia, há uma foto de jornal de manifestantes com cartazes ou bandeiras. O artista substituiu as demandas politicas pela data 1o de abril, repetindo esse mesmo dia em todo o calendário. “O 1o de abril não é só o dia da mentira, mas sim o dia em que a verdade e a mentira se confundem. Se vivemos no tempo da pós-verdade então habitamos um eterno primeiro de abril”, afirma o artista. O calendário foi mostrado em Berlin, onde Matheus passou um ano na residência Kunstlerhaus Bethanien. O dia da mentira em inglês se chama “Fool’s Day”, portanto, o calendário, realizado em Berlin, se chama “Fool’s Year”.

 

12 de setembro – Terça-feira

Bairros: Saúde, Glória, Botafogo, Gávea e Jardim Botânico

Horário: a partir das 17h

Saúde – 17h

 

 

Espaço Saracura

Rua Sacadura Cabral 219

Conversa com gestores do espaço e com o artista Alan Sieber

 

Glória – a partir das 18h

 

 

Athena Contemporânea

Rua Barão de Guaratiba, 28

Visita guiada à exposição O Reino do Céu, com a presença do artista Matheus Rocha Pita.

 

Num galpão no bairro da Glória, uma igreja é montada: “O Reino do Céu”, ambiente onde imagens de gás lacrimogênio lançados sobre civis são articuladas em torno de um vocabulário cristão, tais como uma cruz e uma pia batismal. “O público é convidado a percorrer a instalação, que tem um caráter imersivo, semelhante a um caminhar nas nuvens”, afirma. Rocha Pitta faz uma comparação entre as nuvens da iconografia cristã com as nuvens de gás das policias de todo o mundo. “Descontextualizadas, a articulação das imagens no ambiente da igreja apontam pra uma leitura perturbadora do nosso cenário político”, ressalta.

 

Botafogo – a partir das 18h

 

 

Cavalo

Rua Sorocaba 51

Visita guiada a exposição “Luz Partida”, de Felipe Cohen

 

A exposição traz trabalhos inéditos do artista paulistano, que partem da sua pesquisa em geometria e desdobram o tema da paisagem em diferentes suportes. Serão dez pinturas sobre madeira da série ‘Luz partida’, que dá título à exposição. Nessas obras, triângulos de madeira coloridos com tinta acrílica são dispostos como peças em uma estrutura que remete ao tabuleiro de um jogo. Nele, o artista organiza essas peças, criando paisagens minimalistas.

 

Completando a exposição está uma peça de quase três metros de comprimento que combina dois materiais antagônicos, artifício que Cohen utiliza desde o início de sua carreira : feltro e vidro.

 

Gávea – a partir das 19h

 

 

Anita Schwartz Galeria de Arte

Rua José Roberto Macedo Soares 30

Visita guiada à exposição “Grito e Paisagem”, de Nuno Ramos.

 

A mostra reúne no grande espaço térreo da galeria quatro pinturas com 1,85m de altura e 2,75m de largura, e profundidade em torno de 30 centímetros. A quinta pintura é maior, com 2,75 de altura e 3,70m de largura. Todas são feitas com vaselina, cera de abelha, pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais sobre madeira.

 

Esta é a primeira vez que Nuno Ramos mostra no Rio de Janeiro suas pinturas com vaselina e tinta a óleo, em encáustica – técnica milenar de mistura a quente de pigmentos e cera – pesquisa que o destacou no cenário da arte nos anos 1980, e que abandonou no final da década seguinte.

 

 

Silvia Cintra + Box 4

Rua das Acácias, 104 – Gávea

Abertura da exposição Martelinho de Ouro, do artista Marcius Galan.

 

Em sua terceira individual na galeria Silvia Cintra + Box 4, o artista paulistano apresenta uma série de objetos que dialogam com a pintura, arquitetura e o desenho. São obras que provocam o olhar do espectador criando elementos de tensão entre os materiais e sugerindo uma reflexão sobre as relações de desarmonia e conflito.

 

 

Mercedes Viegas Arte Contemporânea

Rua João Borges 86

Visita guiada a exposição “Quase Plano”, do artista Luiz d’Orey

 

É entre a rua e o ateliê… Entre a intenção e o acaso, que acontece a pintura de Luiz d’Orey. Essa é a primeira exposição individual do artista, com 15 pinturas inéditas em formatos diversos. Os trabalhos fazem parte de uma série que vem desenvolvendo há 2 anos. Para a construção de uma imagem, que tem como ponto de partida fotos tiradas de construções e da arquitetura de cidade de NY, o artista utiliza pôsteres arrancados dos tapumes de obra como o seu principal material.

 

 

Galeria da Gávea

Rua Marquês de São Vicente 432

Inauguração do novo espaço da galeria e conversa com o curador Bernardo Mosqueira sobre a exposição do fotógrafo Luis Braga.

 

Ao longo dos mais de 40 anos de sua premiada carreira, o fotógrafo paraense Luiz Braga tornou-se uma sólida referência na produção visual contemporânea brasileira.

 

Sua produção P&B é o grande destaque da mostra individual Espelho d’água, que marca a inauguração da nova sede da Galeria da Gávea, uma casa tombada de 1881. A exposição reúne cerca de 30 trabalhos, a maioria inéditos, produzidos desde os anos 1980 até hoje. De tamanhos variados, há novas impressões e também cópias vintage, impressas pelo artista na época em que as imagens foram feitas.

 

 

Galeria Paçoca

Rua Major Rubens Vaz, 103, casa – Gávea.

Exposição da artista Luluta Alencar.

 

“Como tecer pegadas ao vento” vem novamente carregada de signos de uma narrativa fragmentada, indireta que desconstrói as possibilidades de uma leitura única e linear e que tece a vida e a obra ao mesmo tempo.

 

Nessa exposição o público será testemunha de riquezas afetivas que a artista oferece com a cumplicidade e a intimidade de quem abre um diário.

 

A artista acredita que só o afeto é capaz de criar um canal de comunicação entre as pessoas e é exatamente essa troca genuína de memórias e sentidos que a artista vem buscando em seu trabalho.

 

Jardim Botânico – a partir das 20h

 

 

Carpintaria

Rua Jardim Botânico 971

Exposição de Adriana Varejão e Paula Rego

 

Um diálogo instigante entre duas gigantes da pintura. A portuguesa Paula Rego e brasileira Adriana Varejão exibem lado a lado uma seleção de trabalhos na Carpintaria, espaço da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro, cuja vocação é promover exercícios amplos de pensamento, estimulando o diálogo entre diferentes autores, formas de expressão ou linguagem. Trata-se de um encontro singular que, como num dueto, permitirá ao público identificar sintonias e singularidades, iluminando ainda mais suas poéticas, seja pelo reconhecimento de afinidades seja pela revelação de contrastes.

 

 

 

Sobre a ArtRio

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

 

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

 

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio da CIELO e Stella Artois, apoio das marcas Minalba, IRB Brasil RE e Pirelli, e apoio institucional da Estácio, Klabin e High End.

 

Artesania Fotográfica

31/jul

O Espaço Cultural BNDES, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura dia 1º de agosto a exposição “Artesania Fotográfica – a construção e a desconstrução da imagem”, sob curadoria da pesquisadora Marcia Mello, com obras de sete fotógrafos contemporâneos brasileiros que usam processos alternativos de impressão de imagem, como as praticadas a partir de 1839 e até o início do século XX por amadores e profissionais: daguerreotipia, ambrotipia, fotogravura, cianotipia, albumina e calotipo.

 

Para essa exposição, concebida especialmente para o Espaço Cultural BNDES, a curadora elegeu trabalhos com temáticas recorrentes ao universo fotográfico: retratos, paisagens, objetos, vegetais. No entanto, os resultados obtidos por Ailton Silva, Cris Bierrenbach, Francisco Moreira da Costa, Mauro Fainguelernt, Ricardo Hantzschel, Roger Sassaki e Tiago Moraes surpreendem com abordagens transgressoras, que fragmentam o espaço e trazem uma visualidade contemporânea aos temas clássicos. A produção de fotografias com técnicas históricas contrasta violentamente com a profusão de imagens geradas hoje por aparelhos celulares e a facilidade de sua difusão pelas redes sociais e outras mídias.

 

A indústria fotográfica, que se iniciou em 1880, padronizou formatos, técnicas, equipamentos e a maneira de fazer fotografia. A estrutura dos materiais ficou limitada a alguns modelos e as técnicas artesanais caíram em desuso. Pesquisando livros antigos, decifrando fórmulas em manuais técnicos, os fotógrafos dessa mostra adaptam os materiais e as etapas do trabalho para obtenção da imagem única, incomum e intrigante. A exposição inclui equipamentos, instrumental, produtos químicos para trazer ao público um pouco do mundo do laboratório e do estúdio dos fotógrafos. Também estão em exibição alguns exemplares fotográficos históricos para um cotejamento entre a produção atual e a dos séculos anteriores. A fotógrafa Regina Alvarez (Rio de Janeiro, 1948-2007), pioneira na retomada do uso de técnicas alternativas de produção e impressão de fotografia no Brasil nos anos 1970, é homenageada com apresentação de documentos, anotações pessoais e trabalhos de sua autoria.  

 

 

Técnicas

 

Daguerreotipia – imagem única, não reproduzível e totalmente inorgânica, produzida em suporte metálico, sem emulsões, apenas através da reação química entre prata, iodo, bromo e mercúrio.

 

Ambrotipia – imagem fotográfica positiva sobre placas de vidro. Método antigo, surgiu no início da década de 1850, como alternativa ao daguerreótipo.

 

Cianotipia – processo de cópia fotográfica de desenhos, plantas, mapas etc. sobre papel tratado com sais de ferro.

 

Albumina – substância extraída da clara de ovo e usada para fixar os sais de prata ao papel. Foi a forma mais popular de impressão fotográfica até o início do século XX.

 

Calotipo – papel fino sensibilizado em sais de iodeto, brometo e prata que é exposto ainda úmido na câmera e rapidamente revelado, gerando uma imagem negativa.

 

 

Artistas participantes

 

Ailton Silva (Candeias, Bahia, 1980)

As imagens de plantas e paisagens da Argentina usam a impressão sobre papel albuminado (com clara de ovo), muito usado no século XIX, e hoje feitos artesanalmente por ele. Ailton Silva é impressor especializado em processos analógicos históricos e contemporâneos e responsável pelo laboratório do Instituto Moreira Salles, de preservação e restauração de acervos de negativos originais. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Cris Bierrenbach (São Paulo, 1964)

Adaptou técnicas históricas para obter imagens de conteúdo e estética atuais. Ela usa goma bicromatada para a impressão de retratos sobre tecido e a daguerreotipia para objetos reminiscentes do terremoto no Haiti de 2010. Fotógrafa e artista plástica, Cris Bierrenbach iniciou carreira como repórter fotográfica na Folha de São Paulo, em 1989. Desenvolve um trabalho artístico que inclui vídeo, performance, instalação e pesquisa sobre técnicas de impressão fotográfica do século XIX, com ênfase na produção de daguerreótipos. A artista vive e trabalha em São Paulo.

 

Francisco Moreira da Costa (Rio de Janeiro, 1960)

Pesquisa a daguerreotipia desde 1996, sendo o único brasileiro a utilizar a técnica original e está entre os 50 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro.  Os objetos retratados – candeeiros, cestos, jarro de flores, raízes, frutas – trazem o passado abandonado, que percorre toda a produção de Francisco,  que propõe recuperar objetos e paisagem esquecidos pelo tempo. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Mauro Fainguelernt (Rio de Janeiro, 1962)

Seu fazer fotográfico remonta ao princípio da fotografia: a geração de uma imagem em uma câmera escura construída por ele mesmo – Pinhole -, sem lentes ou qualquer outro recurso tecnológico. A série Anamórfica é constituída por imagens feitas com essas câmeras, a partir de experiências com diferentes planos cônicos de projeção. As obras se deslocam entre o plano e o espaço, fotografia e objeto tridimensional, onde a imagem e o objeto se misturam formando uma obra híbrida. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Ricardo Hantzschel (São Paulo, 1964)

Retoma um dos primeiros processos fotográficos desenvolvido por Fox Talbot na Inglaterra, o calótipo, raro nas coleções brasileiras e na prática contemporânea. Viajante, pesquisador, mestre de oficina, íntimo do mar, escolheu registrar territórios de salinas, em Cabo Frio, Araruama e outros canteiros geométricos de brancura total. Em razão de o trabalho ser manual, vê-se a pincelada dos produtos químicos no perímetro da imagem. Vive e trabalha em São Paulo.

 

Roger Hama Sassaki (São Paulo, 1977)

Pratica a ambrotipia, usa o vidro e o papel como suporte para chegar a imagens negativas, com equipamentos antigos e respeitando os formatos diminutos da época, em retratos e paisagens urbanas, nessa exposição. Sassaki atua na área de documentação fotográfica de comunidades brasileiras e também do cenário musical paulistano. Explorador visual, trabalha em estúdio e circula pela cidade com uma caixa de revelação acoplada à bicicleta,   registrando-a em calótipos e ambrótipos. Para  divulgar suas pesquisas de processos históricos em fotografia, criou o site  Imagineiroimagineiro.com.br. Vive e trabalha em São Paulo.

 

Tiago Moraes (São Paulo, 1966)

Usa a cianotipia e a platinotipia para fazer grandes panorâmicas de paisagens urbanas, fragmentadas e complementares, de forte impacto visual. Fotografa com negativo de grande formato, edita dezenas de fotogramas justapostos, usando papel sensibilizado com sais de ferro ou platina. A obra de Tiago Moraes recupera elementos basilares da linguagem e da prática da fotografia, como o formato panorâmico. Ele constrói seus panoramas a partir de uma única sessão de fotografia, onde todo o espaço de percepção visual possível é registrado, com deslocamentos de câmera no sentido horizontal e vertical. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

 

Sobre a curadora

 

Marcia Mello é bacharel em Letras pela UFRJ, pesquisadora, curadora e conservadora de fotografia. Entre 2006 e 2016 foi diretora-curadora da Galeria Tempo, RJ. É autora dos livros “Só Existe um Rio” (Andrea Jakobsson Estúdio, 2008) e “Refúgio do Olhar, a fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos anos 1940” (Casa da Palavra, 2013), ambos em parceria com Mauricio Lissovsky. Entre suas atividades mais recentes, estão a co-curadoria de  “Kurt Klagsbrunn, um fotógrafo humanista no Rio (1940-1960)”, “Rossini Perez, entre o morro da Saúde e a África” e “Ângulos da Notícia, 90 anos de fotojornalismo em O Globo”, no MAR, todas em 2015. Assinou a curadoria de “Tempos de Chumbo, Tempo de Bossa – os anos 60 pelas lentes de Evandro Teixeira”, Centro Cultural da Justiça Federal, RJ, 2014, e “Deveria ser cego o homem invisível?”, individual de Renan Cepeda na Galeria Espaço SESC Copacabana, 2015. Como pesquisadora, participou das exposições e livros: “Alair Gomes – A new Sentimental Journey” (Cosac Naify, 2009) e “Caixa Preta – fotografias de Celso Brandão” (Estúdio Madalena, 2016), ambas com curadoria de Miguel Rio Branco e exibidas na Maison Européenne de la Photographie em Paris.

 

 

Até 22 de setembro.