Artesania Fotográfica

31/jul

O Espaço Cultural BNDES, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura dia 1º de agosto a exposição “Artesania Fotográfica – a construção e a desconstrução da imagem”, sob curadoria da pesquisadora Marcia Mello, com obras de sete fotógrafos contemporâneos brasileiros que usam processos alternativos de impressão de imagem, como as praticadas a partir de 1839 e até o início do século XX por amadores e profissionais: daguerreotipia, ambrotipia, fotogravura, cianotipia, albumina e calotipo.

 

Para essa exposição, concebida especialmente para o Espaço Cultural BNDES, a curadora elegeu trabalhos com temáticas recorrentes ao universo fotográfico: retratos, paisagens, objetos, vegetais. No entanto, os resultados obtidos por Ailton Silva, Cris Bierrenbach, Francisco Moreira da Costa, Mauro Fainguelernt, Ricardo Hantzschel, Roger Sassaki e Tiago Moraes surpreendem com abordagens transgressoras, que fragmentam o espaço e trazem uma visualidade contemporânea aos temas clássicos. A produção de fotografias com técnicas históricas contrasta violentamente com a profusão de imagens geradas hoje por aparelhos celulares e a facilidade de sua difusão pelas redes sociais e outras mídias.

 

A indústria fotográfica, que se iniciou em 1880, padronizou formatos, técnicas, equipamentos e a maneira de fazer fotografia. A estrutura dos materiais ficou limitada a alguns modelos e as técnicas artesanais caíram em desuso. Pesquisando livros antigos, decifrando fórmulas em manuais técnicos, os fotógrafos dessa mostra adaptam os materiais e as etapas do trabalho para obtenção da imagem única, incomum e intrigante. A exposição inclui equipamentos, instrumental, produtos químicos para trazer ao público um pouco do mundo do laboratório e do estúdio dos fotógrafos. Também estão em exibição alguns exemplares fotográficos históricos para um cotejamento entre a produção atual e a dos séculos anteriores. A fotógrafa Regina Alvarez (Rio de Janeiro, 1948-2007), pioneira na retomada do uso de técnicas alternativas de produção e impressão de fotografia no Brasil nos anos 1970, é homenageada com apresentação de documentos, anotações pessoais e trabalhos de sua autoria.  

 

 

Técnicas

 

Daguerreotipia – imagem única, não reproduzível e totalmente inorgânica, produzida em suporte metálico, sem emulsões, apenas através da reação química entre prata, iodo, bromo e mercúrio.

 

Ambrotipia – imagem fotográfica positiva sobre placas de vidro. Método antigo, surgiu no início da década de 1850, como alternativa ao daguerreótipo.

 

Cianotipia – processo de cópia fotográfica de desenhos, plantas, mapas etc. sobre papel tratado com sais de ferro.

 

Albumina – substância extraída da clara de ovo e usada para fixar os sais de prata ao papel. Foi a forma mais popular de impressão fotográfica até o início do século XX.

 

Calotipo – papel fino sensibilizado em sais de iodeto, brometo e prata que é exposto ainda úmido na câmera e rapidamente revelado, gerando uma imagem negativa.

 

 

Artistas participantes

 

Ailton Silva (Candeias, Bahia, 1980)

As imagens de plantas e paisagens da Argentina usam a impressão sobre papel albuminado (com clara de ovo), muito usado no século XIX, e hoje feitos artesanalmente por ele. Ailton Silva é impressor especializado em processos analógicos históricos e contemporâneos e responsável pelo laboratório do Instituto Moreira Salles, de preservação e restauração de acervos de negativos originais. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Cris Bierrenbach (São Paulo, 1964)

Adaptou técnicas históricas para obter imagens de conteúdo e estética atuais. Ela usa goma bicromatada para a impressão de retratos sobre tecido e a daguerreotipia para objetos reminiscentes do terremoto no Haiti de 2010. Fotógrafa e artista plástica, Cris Bierrenbach iniciou carreira como repórter fotográfica na Folha de São Paulo, em 1989. Desenvolve um trabalho artístico que inclui vídeo, performance, instalação e pesquisa sobre técnicas de impressão fotográfica do século XIX, com ênfase na produção de daguerreótipos. A artista vive e trabalha em São Paulo.

 

Francisco Moreira da Costa (Rio de Janeiro, 1960)

Pesquisa a daguerreotipia desde 1996, sendo o único brasileiro a utilizar a técnica original e está entre os 50 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro.  Os objetos retratados – candeeiros, cestos, jarro de flores, raízes, frutas – trazem o passado abandonado, que percorre toda a produção de Francisco,  que propõe recuperar objetos e paisagem esquecidos pelo tempo. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Mauro Fainguelernt (Rio de Janeiro, 1962)

Seu fazer fotográfico remonta ao princípio da fotografia: a geração de uma imagem em uma câmera escura construída por ele mesmo – Pinhole -, sem lentes ou qualquer outro recurso tecnológico. A série Anamórfica é constituída por imagens feitas com essas câmeras, a partir de experiências com diferentes planos cônicos de projeção. As obras se deslocam entre o plano e o espaço, fotografia e objeto tridimensional, onde a imagem e o objeto se misturam formando uma obra híbrida. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

Ricardo Hantzschel (São Paulo, 1964)

Retoma um dos primeiros processos fotográficos desenvolvido por Fox Talbot na Inglaterra, o calótipo, raro nas coleções brasileiras e na prática contemporânea. Viajante, pesquisador, mestre de oficina, íntimo do mar, escolheu registrar territórios de salinas, em Cabo Frio, Araruama e outros canteiros geométricos de brancura total. Em razão de o trabalho ser manual, vê-se a pincelada dos produtos químicos no perímetro da imagem. Vive e trabalha em São Paulo.

 

Roger Hama Sassaki (São Paulo, 1977)

Pratica a ambrotipia, usa o vidro e o papel como suporte para chegar a imagens negativas, com equipamentos antigos e respeitando os formatos diminutos da época, em retratos e paisagens urbanas, nessa exposição. Sassaki atua na área de documentação fotográfica de comunidades brasileiras e também do cenário musical paulistano. Explorador visual, trabalha em estúdio e circula pela cidade com uma caixa de revelação acoplada à bicicleta,   registrando-a em calótipos e ambrótipos. Para  divulgar suas pesquisas de processos históricos em fotografia, criou o site  Imagineiroimagineiro.com.br. Vive e trabalha em São Paulo.

 

Tiago Moraes (São Paulo, 1966)

Usa a cianotipia e a platinotipia para fazer grandes panorâmicas de paisagens urbanas, fragmentadas e complementares, de forte impacto visual. Fotografa com negativo de grande formato, edita dezenas de fotogramas justapostos, usando papel sensibilizado com sais de ferro ou platina. A obra de Tiago Moraes recupera elementos basilares da linguagem e da prática da fotografia, como o formato panorâmico. Ele constrói seus panoramas a partir de uma única sessão de fotografia, onde todo o espaço de percepção visual possível é registrado, com deslocamentos de câmera no sentido horizontal e vertical. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

 

 

Sobre a curadora

 

Marcia Mello é bacharel em Letras pela UFRJ, pesquisadora, curadora e conservadora de fotografia. Entre 2006 e 2016 foi diretora-curadora da Galeria Tempo, RJ. É autora dos livros “Só Existe um Rio” (Andrea Jakobsson Estúdio, 2008) e “Refúgio do Olhar, a fotografia de Kurt Klagsbrunn no Brasil dos anos 1940” (Casa da Palavra, 2013), ambos em parceria com Mauricio Lissovsky. Entre suas atividades mais recentes, estão a co-curadoria de  “Kurt Klagsbrunn, um fotógrafo humanista no Rio (1940-1960)”, “Rossini Perez, entre o morro da Saúde e a África” e “Ângulos da Notícia, 90 anos de fotojornalismo em O Globo”, no MAR, todas em 2015. Assinou a curadoria de “Tempos de Chumbo, Tempo de Bossa – os anos 60 pelas lentes de Evandro Teixeira”, Centro Cultural da Justiça Federal, RJ, 2014, e “Deveria ser cego o homem invisível?”, individual de Renan Cepeda na Galeria Espaço SESC Copacabana, 2015. Como pesquisadora, participou das exposições e livros: “Alair Gomes – A new Sentimental Journey” (Cosac Naify, 2009) e “Caixa Preta – fotografias de Celso Brandão” (Estúdio Madalena, 2016), ambas com curadoria de Miguel Rio Branco e exibidas na Maison Européenne de la Photographie em Paris.

 

 

Até 22 de setembro.

José Bechara em “Fluxo Bruto”

20/jul

Exposição no Salão Monumental do MAM, Parque do Flamengo, Rio, com trabalhos inéditos, celebra os 60 anos do artista, e sua trajetória iniciada em 1992.  A exposição “Fluxo Bruto”, com abertura no dia 25, com trabalhos inéditos de José Bechara, celebra seus 60 anos e sua trajetória iniciada em 1992. A curadoria é de Beate Reifenscheid, curadora e diretora do Ludwig Museum, Koblenz, Alemanha.

 

No próximo dia 27 de julho, das 15h às 18h, haverá uma conversa gratuita e aberta ao público, com o artista e os curadores Beate Reifenscheid, Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, curadores do MAM Rio. A distribuição de senhas será feita a partir das 14h, na bilheteria do Museu. A palestra será ministrada em língua inglesa, sem tradução. Capacidade 50 pessoas.

 

A mostra reúne trabalhos tridimensionais em grande escala, realizados em alumínio, mármore, madeira e vidros planos, além de pinturas sobre lona. O conjunto é formado por trabalhos inéditos, alguns deles desenvolvidos a partir de obras anteriores, que ganharam “novas ativações, contaminados pelas demais peças e pelo espaço arquitetônico”, comenta o artista.

 

José Bechara diz que “Fluxo Bruto” propõe uma “mirada para trabalhos em permanente alteração. Em estado bruto, esses trabalhos movimentam-se no curso da produção, e devem se concluir na obra a seguir”. “Com exceção das pinturas, todos os demais trabalhos serão ‘construídos’ no espaço expositivo durante os dias de montagem, a partir de escolhas frente às relações espaciais e de vizinhança entre as obras”, explica o artista. Na grande parede branca do Salão Monumental, com trinta metros de comprimento, estarão três diferentes trabalhos com vidros planos, pertencentes ao que o artista chama de “pesquisa recente”.

 

Beate Reifenscheid afirma que “José Bechara é um dos artistas mais interessantes da cena de arte contemporânea brasileira. Iniciou a carreira como pintor, com uma forma de linguagem radicalmente reduzida, compromissada, ainda hoje, com a arte concreta no sentido mais amplo da palavra. São a sua noção e o seu entendimento profundos das estruturas construtivas que formam o esqueleto interno de suas pinturas, que modulam cores num tipo de espaço flutuante, ilimitado”. Ela observa que “fica claro também que o foco do artista está sempre em penetrar o espaço e compreender suas dimensões em percepção. O concreto e o não concreto estão fundamentados diretamente no nível das perspectivas possíveis”. A curadora destaca que “na arte contemporânea, o vidro é um material recém-explorado e artistas famosos, como Pierre Soulages, Gerhard Richter e Ai Weiwei, fizeram experiências com ele. As obras em vidro de José Bechara salientam a percepção conceitual do construtivismo brasileiro e a transferem para uma abordagem contemporânea”.

 

O primeiro, “Rabiscada”, utilizará cerca de dez placas – transparentes e leitosas – algumas suspensas e outras apoiadas no piso com cerca de 3,5m de altura e 10m de largura. Em meio às placas, uma linha geométrica formada por cerca de 20 varas finas, com 2m cada, na cor laranja percorrerá toda a extensão do trabalho desenhando por vezes à frente, por trás e também suspensas ou apoiadas na parede.

 

O segundo trabalho em vidro, “Sobre brancos”, abrange quatro placas de vidro suspensas contra a parede branca principal do Salão monumental. A obra contém outros elementos de “variados tons de branco, incluindo papel vegetal e finas lâmpadas brancas de neon também na cor branca”.

 

O terceiro trabalho em vidro, com o título provisório “ ngelas”, é o que exigirá maior logística na montagem, e demandará um guindaste para içar ao local expositivo três esferas maciças de diferentes mármores, pesando a maior cerca de 1,6 tonelada e as duas menores 250 kg cada, aproximadamente.  Todos os elementos (vidros e esferas) estarão suspensos a alturas entre 2 metros e 30 cm do piso.

 

Na grande parede de concreto, ao fundo do Salão monumental, estará uma nova versão da peça “Miss Lu Super-Super (2009-2017)”, que terá sua volumetria ampliada e ganhará elementos “intrusos” também em alumínio, chegando ao tamanho aproximado de 10m X 10m X 3m.

 

Na parede que faz face ao terraço, estarão três pinturas inéditas de aproximadamente 1,7m0 X 3,30m cada, além de um díptico “Visto de frente é infinito“, de cerca de 1,80m X 5m, pertencente à coleção Dulce e João Carlos Figueiredo Ferraz, e outras duas pinturas da coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio.

 

Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, curadores do MAM, observam no texto que acompanha a exposição, que os trabalhos de José Bechara, em alumínio, mármore, madeira, placas de vidro, tinta e oxidação de emulsões de cobre e ferro, são “tridimensionais que se confundem com pinturas, bidimensionais que se aproximam de esculturas”. “Trabalhos inéditos por estarem, de fato, sendo vistos pela primeira vez ou por reunirem peças realizadas em anos anteriores em outros arranjos, como a ampliação da volumetria original ou a adição de elementos intrusos, pensados a partir da relação com o espaço arquitetônico ou do diálogo com o conjunto da exposição”, comentam.

 

 

Trajetória

 

José Bechara iniciou sua trajetória com uma exposição individual no Centro Cultural Candido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1992, mesmo ano em que integrou as coletivas “Gravidade e Aparência”, e “Diferenças”, ambas no Museu Nacional de Belas Artes, e “9X6”, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, todas no Rio de Janeiro.

 

“Só me lembro dessa coisa de 25 anos de trabalho quando alguém me pergunta. Como todos os dias acontece alguma coisa nova, tem sempre um ‘acidente’ novo no ateliê, eu não penso nisso. Dou mais atenção ao que pode acontecer do que o que aconteceu. Todo dia se parece com o primeiro dia. Quanto à idade, é a mesma coisa, já que todo dia tenho um novo plano. Estou sempre pensando em fazer alguma coisa que precisa de  tempo pra ser feita, então acho que não tenho muito interesse em idade. Tenho uma leve obsessão pelo porvir. Ainda”, diz o artista.

 

José Bechara se programa para participar, em setembro, da Bienalsur, em Buenos Aires, em outubro, da Bienal de Beijing, e em dezembro apresentará uma individual na galeria norte-americana Diana Lowenstein, por ocasião da Art Basel Miami. Em fevereiro de 2018, fará um projeto especial para a galeria XF Projects, em Madri. O artista expôs este ano em Portugal, com curadoria de Miguel Sousa Ribeiro, no Espaço Adães Bermudes, em Alvito, no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, e no Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. Esteve presente na ARCO 2017 (Feira de Arte Contemporânea), em Madri, nos espaços da galeria espanhola XF Projects (Palma de Maiorca e Madri), e das galerias portuguesas Mario Sequeira, na cidade de Braga, e Carlos Carvalho, em Lisboa. Em 2016, integrou a exposição “(In) Mobiliario”, na Galeria Habana, em Havana; “The agony and the ecstasy – Latin American art in the collections of Mallorca; A review based on contemporaneity”, no Museo d’Art Modern i Contemporani de Palma, em Palma de Mallorca, Espanha; “Este lugar lembra-te algum sítio? – 1º momento”, no Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura, Guimarães, Portugal; e a premiada “Em polvorosa – Panorama das Coleções MAM Rio”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em novembro de 2015, o Ludwig Museum fez uma grande individual do artista, com curadoria de Beate Reifenscheid.

 

 

Minibio de José Bechara

 

José Bechara nasceu no Rio de Janeiro em 1957, onde trabalha e reside. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), localizada na mesma cidade. Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo; 29ª Panorama da Arte Brasileira; 5ª Bienal Internacional do MERCOSUL; Trienal de Arquitetura de Lisboa de 2011 e das mostras “Caminhos do Contemporâneo” e “Os 90” no Paço Imperial – RJ. Realizou exposições individuais e coletivas em instituições como Fundação Eva Klabin–BR; Culturgest – PT; Instituto Figueiredo Ferraz–BR; Fundação Iberê Camargo – BR; MEIAC – ES; Instituto Valenciano de Arte Moderna – ES; MAM Rio de Janeiro – BR; MAC Paraná – BR; MAM Bahia – BR; MAC Niterói – BR; Instituto Tomie Ohtake – BR; Museu Vale – BR; Ludwig Museum (Koblenz) – DE; Haus der Kilturen der Welt – DE; Ludwig Forum Fur Intl Kunst – DE; Kunst Museum – DE; Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – BR; Centro Cultural São Paulo – BR; ASU Art Museum – USA; Museo Patio Herreriano (Museo de Arte Contemporáneo Español) – ES; MARCO de Vigo – ES; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma – ES; Carpe Diem Arte e Pesquisa – PT; CAAA – PT; Musee Bozar – BE; Museu Casa das Onze Janelas – BR; Casa de Vidro/Instituto Lina Bo e P.M. Bard –  BR; Museu Oscar Niemeyer – BR; Centro de Arte Contemporáneo de Málaga (CAC Málaga) – ES; Museu Casal Solleric – ES; Fundação Calouste Gulbenkian – PT; entre outras. Possui obras integrando coleções públicas e privadas, a exemplo de MAM Rio de Janeiro – coleção Gilberto Chateaubriand – BR; Pinacoteca do Estado de São Paulo – BR; Museu Oscar Niemeyer – BR; Centre Pompidou – FR; Es Baluard Museu d’Art Modern i Contemporani de Palma – ES; Instituto Figueiredo Ferraz – BR; MAC Niterói –  Coleção João Sattamini – BR; Instituto Itaú Cultural – BR; MAM Bahi – BR; MAC Paraná – BR; Ludwig Museum (Koblenz) – DE; Culturgest – PT; Benetton Foundation – IT; CAC Málaga – ES; ASU Art Museum USA; MOLAA – USA; Ella Fontanal Cisneros – USA; Universidade Cândido Mendes – BR; MARCO de Vigo – ES; Brasilea Stiftung – CH; Fundo BGA – BR.

 

 

Sobre Beate Reifenscheid  

 

Beate Reifenscheid é historiadora da arte, crítica de arte e curadora, especializada em Arte Contemporânea e Arte do século XX, relações artísticas entre Europa e China, e no papel dos museus e suas exposições. Estudou História da Arte, Estudos Alemães, Jornalismo e Comunicação na Ruhr-University, em Bochum, Alemanha, e na Universidade de Madri, Espanha. Em 1985 se tornou Mestre em Arte, e em 1988 recebeu seu PhD em História da Arte, pela Ruhr-University Bochum. Integrou de 1989 a 1991 a equipe do Saarland Museum, em Saarbrücken, Alemanha, onde chefiou, de 1991 a 1997, o Departamento de Pinturas e Desenhos, e também o de Departamento de Comunicação. Desde 1997 é diretora do Ludwig Museum, em Koblenz, Alemanha, e desde 2000 profere conferências em diversas instituições. É, desde 2013, professora honorária na Universidade de Koblenz-Landau, na Alemanha. Preside o ICOM (Comitê Internacional de Museus) da Alemanha.

 

 

 

De 26 de julho a 05 de novembro.

Filme para Milhazes

05/jul

Após a exibição de “Arquitetura da Cor”, documentário sobre a obra de Beatriz Milhazes, dirigido por José Henrique Fonseca, a Fortes D´Aloia & Gabrial/Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, promove uma conversa entre a artista e a curadora Luiz Interlenghi.

 

 

Quando

Dia 06 de julho

Hora

19hs

 

 
Sobre a artista

 
Beatriz Milhazes é formada em Comunicação Social. Ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, onde estudou até 1983. Como professora de pintura, lecionou até 1996. Milhazes é considerada uma das mais importantes artistas brasileiras. Consolidou sua carreira no circuito nacional e internacional das Artes Plásticas com participação nas bienais de Veneza (2003), São Paulo (1998 e 2004) e Shangai (2006), e exposições individuais em museus e instituições prestigiosas, como a Pinacoteca do Estado de São Paulo (2008); a Fondation Cartier, Paris (2009); a Fondation Beyeler, Basel (2011); a Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2012); o Museo de Arte Latinoamericano (Malba), Buenos Aires (2012); e, mais recentemente, o Paço Imperial, Rio de Janeiro (2013), e o Pérez Art Museum, Miami, USA (2014/2015). Suas obras integram as coleções do Museum of Modern Art (MoMA), Solomon R. Guggenheim Museum e The Metropolitan Museum of Art (Met), em Nova York; do 21st Century Museum of Contemporary Art, no Japão; e do Museo Reina Sofia, em Madrid, entre outros. A artista vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Siron em Roma

19/jun

O pintor Siron Franco faz uma pausa entre as preparações de comemoração de seus 70 anos em 2018 e realiza exposição individual – com nova série de trabalhos – a partir do próximo dia 30 na Sala Palestrina, Palazzo Pamphilij, Embaixada do Brasil.

Jaildo Marinho no MAM-Rio

06/jun

Artista brasileiro radicado em Paris há mais de 20 anos, Jaildo Marinho apresenta sua produção recente na mostra “Cristalização” no MAM-Rio, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. Formada por 13 pinturas, uma instalação e cinco esculturas, a mostra é uma releitura da abstração geométrico-construtiva que exerceu prolongada influência na arte moderna brasileira. Ao integrar nestas obras elementos formais construtivistas e materiais clássicos (mármore de Carrara, por exemplo), Jaildo Marinho os ressignifica no universo híbrido da produção contemporânea. A curadoria é de Jacques Leenhardt. Uma realização da Pinakotheke Cultural (leia-se Max Perlingeiro).

 

 

Cristalização de Jaildo Marinho

 

por Jacques Leenhardt

 

Esta exposição de Jaildo Marinho está organizada em torno de uma instalação central: “Cristalização”, obra de 2017. Em um ambiente impregnado pelas cores da ametista, essa peça é construída em redor de um vazio: essa é, em geologia, a condição para que o tempo infinito dos processos minerais venha a formar cristais que, ao se desenvolverem livremente, acabam constituindo um geodo. Emblema da exposição inteira, essa estrutura cristalina reproduz, na escala do museu, o longo processo através do qual se elabora o mundo mineral, mediante reduplicações e simetria.

 

Flávio de Carvalho declarava em seu Manifesto para o Salão de Maio de 1939: “A arte abstrata, safando-se do inconsciente ancestral, libertando-se do narcisismo da representação figurada, da sujeira e da selvageria do homem, introduz no mundo plástico um aspecto higiênico: a linha livre e a cor pura, quantidades pertencentes ao mundo de raciocínio puro, a um mundo não subjetivo que tende ao neutro.” A exposição de Jaildo Marinho constitui uma reflexão profundamente renovada a partir de Mondrian e do neoconcretismo brasileiro, o de Hélio Oiticica e de Waldemar Cordeiro.

 

A geração de artistas da qual Jaildo faz parte pensa imediatamente em termos de espaço perceptivo e, portanto, também de espaço de museu. A obra deixa de ser considerada em sua autonomia de objeto confinado em si mesmo. Ela pertence, de imediato, a um conjunto: cada parte traz a sua contribuição para a exposição, como um todo que oferece a moldura em que cada elemento adquire o seu sentido.

 

Ao colocar a sua exposição sob o signo da cristalização, Jaildo impõe a evidência dinâmica da repetição, do efeito especular e da estrutura abismal enquanto princípios composicionais.

 

Ao conferir uma importância particular à luz e às suas variações em Cristalização, Jaildo Marinho reposiciona o espectador e a sua sensibilidade no âmago do processo artístico. A pulsação da luz no geodo assinala o face a face entre o tempo da visita, sensível e movente, que ritma a existência do observador, por um lado, e, por outro, o tempo mineral secular que arbitra a fabricação do cristal. A tensão entre essas duas temporalidades abre à força, aqui, as portas misteriosas do incomensurável. A vida – a pequena diferença que nos faz existir em sua fragilidade apreensiva, simbolizada pelo fluxo colorido da luz – é confrontada com o rigor cristalino das telas. A pujança enigmática desse dispositivo submerge o espectador em frente ao choque entre os jogos incertos de sua própria memória e a insuperável fixidez do tempo mineral. Eis uma experiência estética única que enfatiza o valor inestimável desta exposição de Jaildo Marinho.

 

 

 

Até 02 de julho.

Arte e vida

15/mai

Em junho, a série “A Academia ocupa o ateliê” apresenta o curso “Arte e vida: do moderno ao contemporâneo”, com Ricardo Fabbrini nos dias 06, 13, 20 e 27 de junho. Uma promoção do Ateliê397, Pompéia, São Paulo, SP, quatro encontros com vagas limitadas.

 

Os encontros analisam as tentativas de embaralhar arte e vida, com ênfase nas intervenções urbanas, a partir dos anos 1990. Fabbrini examina as intervenções que teriam por finalidade, segundo o curador Hans Obrist, construir “espaços e relações visando à reconfiguração material e simbólica de um território comum”. Sua finalidade seria – nos termos do artista Rirkrit Tiravanija – constituir durante certo tempo, novos espaços de interação – “plataforma” ou “estação”-: “um lugar de espera, para descansar e viver bem”, em que “as pessoas conviveriam antes de partirem em direções distintas”. Seriam intervenções que “mediante pequenos serviços” corrigiriam, segundo Nicolas Bourriaud, as falhas nos vínculos sociais ao redefinirem as referências de um mundo comum e suas atitudes comunitárias. Seria um lugar de esperança e mudança, porém não nostálgico, porque dissociado da ideia já devidamente arquivada, que orientou as vanguardas, de utopia. O curso perguntará, assim, se o investimento da arte de vanguarda na transformação do mundo segundo o esquema revolucionário orientado por uma “utopia política” foi substituído por um “realismo operatório” voltado para a “utopia cotidiana, flexível” (ou “heterotopia”, no termo de Michel Foucault). Por fim, examinará a relação entre a arte contemporânea e o ativismo urbano – como grupos feministas, negros, LGBT, ou em coletivos contra a gentrificação, de denúncia da vulnerabilidade social, do Parque Augusta ao Ocupe Estelita – que tensionam estética e política, sem ceder à ameaça de ver suas ações transformadas em “mercadoria vedete do capitalismo espetacular”, na expressão de Guy Debord.

 

 

Programa:

Aula 1 – 06/06

Caminhadas estéticas: do dandy ao dadá.

Aula 2 – 13/06

As Derivas: Surrealismo e Situacionismo

Aula 3 – 20/06

Estética Relacional: Nicolas Bourriaud e Jacques Rancière

Aula 4 – 27/06

Cidade, Utopia e heterotopia

 

 

Sobre Ricardo Fabbrini

 

Ricardo Fabbrini é professor doutor em Filosofia no curso de Graduação e no Programa de Pós-graduação em Filosofia no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo; e professor do Programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte da USP. Possui graduação em Direito pela Faculdade de Direito da USP e em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da mesma Universidade. É doutor em Filosofia pela USP, onde obteve também o título de mestre. É autor de “O Espaço de Lygia Clark” (Editora Atlas) e “A arte depois das vanguardas” (Editora Unicamp). Tem experiência na área de Estética, atuando principalmente nos seguintes temas: estética, filosofia da arte, arte contemporânea, arte moderna, e arte brasileira.

Novas do Museu Afro Brasil

11/mai

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Parque do Ibirapuera, Portão 10, abre três novas exposições no dia 13 de maio. A mostra “Geometria afro-brasileira e africana” alia modernidade e ancestralidade em um conjunto de artistas afro-brasileiros e pela primeira vez, Emanoel Araujo fará parte, como escultor, de uma exposição com sua própria curadoria. Já “A quem interessar possa – Trajetos e Trejeitos de São Paulo” trará obras que integram a representação histórica da cidade de São Paulo, entre pinturas, esculturas, fotografias, documentos e objetos. Por fim, “1888” tem como tema central a relação entre a escravidão e religiosidade.

 

 

Exposição “Geometria afro-brasileira e africana”

 

Emanoel Araujo, fundador, diretor e curador do Museu Afro Brasil e da mostra, observa que “a geometria talvez seja a forma mais antiga de representação plástica manifestada pelas culturas ao longo do tempo. Definida em diversas manifestações, desde dos desenhos rupestres das cavernas, nas manifestações decorativas de padrões geométricos e repetitivos nos têxteis, nos adornos e escarificações de muitas etnias, pinturas corporais de africanos e também dos nossos indígenas”.

 

Nesta mostra será possível ver uma bela pintura de Owusu-Ankomah, um artista contemporâneo ganense radicado na Alemanha, conhecido por toda a Europa e que fez parte da premiada “Africa Africans”, no Museu Afro Brasil, em 2015.

 

Além de Owusu-Ankomah, também estarão presentes mais de 200 obras, como esculturas, pinturas, gravuras e outras produções de artistas como Rubem Valentim, Almir Mavignier, Edival Ramosa, Jorge dos Anjos, Washington Silveira e Rommulo Conceição, um artista que vive e trabalha em Porto Alegre.

 

Emanoel Araujo complementa: “Essa é a primeira vez que me envolvo como artista numa curadoria feita por mim, para dizer que a minha escultura é uma arquitetura de planos desenvolvidos com ritmos, tensões e cores sem uma representação com o real e com pensamento plástico e estético de um afrodescendente. Em 2007 apresentei na exposição “Autobiografia do Gesto”, no Instituto Tomie Ohtake, relevos que chamava ‘Cosmogonia dos Deuses Africanos’. Esta escultura era uma tentativa de unir a geometria a aspectos inidentificáveis do sagrado afro-baiano.  

 

A geometria se identifica na arte africana, não como no ocidente, não como a arte eurocêntrica e, muito menos, como escola ou linguagem. Ela está embutida, internada no corpo de muitas das manifestações artísticas diversas, desenhadas nas máscaras, nos corpos escarificados, tecidos Kubas do Congo ou nos tecidos de Gana, como nas finas cascas de árvores dos Bambuti do Congo”.

 

Exposição “A quem interessar possa – Trajetos e Trejeitos de São Paulo”

 

Cerca de 250 obras, entre pinturas, esculturas, documentos, manuscritos, fotografias e objetos históricos, integram esta mostra, em uma representação histórica da cidade de São Paulo.

 

Artistas como Aldemir Martins, Antonio Henrique Amaral, Danilo di Prete, Fernando Odriozola, Massao Okinaka, Norberto Nicola, Odetto Guersoni, Quirino da Silva, Raphael Galvez, Roberto Sambonet e Yolanda Mohalyi, trazem toda a sedução da metrópole de 463 anos, que esbanja energia, vitalidade e diversidade e tem consciência de seus espaços arrebatadores e persegue em seu próprio tempo encontros dos seus metálicos caminhos.

 

Uma verdadeira e saudosa viagem ao passado, que permite ainda recordar, ou conhecer, objetos históricos comemorativos do Quarto Centenário de São Paulo, molduras produzidas pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e outros objetos que todo cidadão paulistano já viu, ou ouviu falar, como cartões postais, discos de vinil, brinquedos (de indústrias paulistas), roupas e mapas antigos.

 

 

Exposição “1888”

 

O dia que se celebra oficialmente a abolição da escravatura é uma tentativa de reparação, que segundo o curador da mostra, Emanoel Araujo “uma reparação não reparável, uma marca do atraso. É a reparação de mais de trezentos anos de sangue derramado, de dor, de sofrimento, de brutalidade, de inconsciência, de terror, de marcas tão terríveis que parecem que nunca serão saradas, que continuam incomodando, provocando o ódio e o esquecimento daqueles que por séculos carregaram essa terra sobre as costas, sobre os ombros, sobre os pés, sobre as mãos, os olhos, os ouvidos, os sentidos. Mas os sentidos foram guardados e arquivados. E voltaram, voltaram silenciosamente, amparados por seres do infinito. Voltaram dançando, também invocados por cânticos para sarar as feridas, para curar os males e os assombros. Ainda hoje ruindo, arranhando, servindo”.

 

“1888” é a instalação do artista Ferrão, que Emanoel Araujo descreve como “uma espécie de altar, de Peji, louvando o que deve ser louvado. Uma grande metáfora que traz no seu interior as oferendas, como o terno ou a procissão do Congo, do Afoxé, do Maracatu, da Calunga, que têm o feitiço, a salvação e a memória de seu povo”.

 

A mostra consiste em uma composição que reúne 1200 fotografias que apresentam retratos colhidos nas congadas que se apresentam em manifestações religiosas do sul de Minas Gerais.

 

A composição também abarca 14 esculturas em ferro, pedra e madeira. No centro da sala uma escultura em ferro medindo 3,30 metros de altura chama atenção: em seu interior desce uma corrente que sustenta duas pedras envoltas em ferro (masculino) e em sua ponta superior sustenta uma forma oval em ferro rasgado com solda (feminino). No entorno da escultura central 25 pedras envoltas em ferro, número este definido a partir da somatória dos quatros dígitos do ano de 1888, serão espalhadas pelo chão representando o homem e as ferragens utilizadas no aprisionamento dos escravos.

 

Em outras paredes oratórios se destacam simbolizando sete orixás. Esses oratórios são confeccionados a partir da reciclagem de caixas de papelão revestidas com tecidos e resina, pintadas de preto. Dentro estão inseridos materiais diversos encontrados no dia-a-dia em referência ao consumo, sincretismo religioso.

 

 

Até 09 de julho.

Dois na Arco Lisboa

08/mai

Anita Schwartz Galeria de Arte, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, dá sequência a sua forte presença em eventos internacionais e faz sua estreia na segunda edição da ARCO Lisboa, de 18 a 21 de maio. “Será um estande histórico”, comemora a galerista, que levará trabalhos de Abraham Palatnik e  Wanda Pimentel. No ano passado o prestigioso Art Institute of Chicago comprou para seu acervo uma pintura de Wanda Pimentel realizada nos anos 1960, após seus representantes terem visto o estande da Anita Schwartz na Frieze Masters, em Londres. E agora, Wanda Pimentel abre também no próximo dia 18 sua primeira exposição individual no Museu de Arte de São Paulo, MASP, local em que só havia exposto em 1984, uma coletiva de obras constantes na Coleção Gilberto Chateaubriand.

Curso no Instituto Ling

17/abr

Ministrado por Nei Vargas, o curso “Colecionismo na contemporaneidade: por que e para que colecionar arte?”, é uma realização do Instituto Ling e Galeria Mamute, ambos de Porto Alegre, RS. Uma ideia oportuna e original.

 

 

Informações sobre o Curso

 

A produção artística e o colecionismo convivem desde a fundação da História da Arte. Essa relação proporciona a formação de um patrimônio cultural, reforçando a dimensão social de ambas. Mesmo depois de séculos, a prática do colecionismo segue gerando debates e perguntas: existe regra para colecionar obras de arte? Quais os sentidos que podemos atribuir ao exercício do colecionismo? O que leva as pessoas a escolherem certos trabalhos em detrimento de outros? Quando uma pessoa pode ser considerada colecionadora? O curso propõe uma aproximação da prática do colecionismo, estimulando a reflexão sobre um campo ainda carente de informações sistematizadas e mesmo de uma formação específica, no momento em que assistimos o expressivo aumento de colecionadores. Uma oportunidade para discutirmos a história, os critérios e os propósitos das coleções de arte.

 

 

Sobre o Ministrante

 

Nei Vargas, Doutorando em Artes Visuais PPGAV/UFRGS e Mestre em Artes Visuais, com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte pelo PPGAV/UFRGS. Licenciado em História pela PUC/RS, foi Coordenador do Departamento de Difusão Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Coordenador da Ação Educativa do Santander Cultural e Diretor do Departamento de Educação Patrimonial da UFRGS. Participou do livro “As Novas Regras do Jogo: o sistema da arte no Brasil”, em versão impressa e e-book, além de publicações em anais de congressos nacionais e internacionais.

 

 

Dias, horários e período de duração

 

Duração: dias 11, 18, 25 e 27 de maio.

Dias: 3 quintas-feiras e 1 sábado (27 de maio, neste dia será realizada uma visita à Galeria Mamute)

Horários: das 19h30min às 21h30min (aulas)  e das 14hs às 16hs (Visita à Galeria Mamute)

Investimento: R$ 480,00

Nervo Óptico 40 anos

27/mar

40 anos depois do lançamento do primeiro cartazete “Nervo Óptico – publicação aberta a divulgação de novas poéticas visuais”, a Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, RS, inaugura a mostra “Nervo Óptico: 40 anos”, que abre a programação expositiva de 2017 da Sala dos Pomares. Depois de uma temporada no Centro Cultural São Paulo (2016/2017), a exposição ganha inédita configuração, especialmente pensada para o espaço expositivo da sede da Fundação.

 

Com curadoria de Ana Albani de Carvalho, a exposição apresenta trabalhos – em obras da época e em versões recentes – dos artistas que integraram o grupo: Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos; além de obras de Romanita Disconzi e Jesus Escobar, artistas que participaram das atividades antecedentes à consolidação do Nervo Óptico. Documentos e registros fotográficos de performances e ações do período de atuação do grupo (1976 a 1978) também serão exibidos na mostra. “Nervo Óptico: 40 anos” é um convite para conferir a potência artística e a contemporaneidade do projeto Nervo Óptico.

 

 
Encontro com a curadora

 

Integrando a programação educativa que acompanha a mostra, o primeiro encontro do Curso de Formação Continuada em Artes será com a curadora Ana Albani de Carvalho, no evento de inauguração. A atividade inicia às 10h e é aberta ao público interessado. A entrada é franca. O projeto educativo Nervo Óptico: 40 anos contempla além das visitas mediadas à exposição, a 13ª edição do Curso de Formação Continuada em Artes – programação gratuita direcionada a educadores e público interessado em geral – que promoverá o encontro contando com artistas participantes do grupo, orientação na produção de projetos educativos a partir da exposição e uma oficina sobre cartazete e fotografia experimental.

 

 
Atividades Paralelas | Nervo Óptico: 40 anos

 

Com objetivo de avivar, estimular e aprofundar o debate em torno das ações do Nervo Óptico, a Fundação realizará uma ampla programação que engloba além das atividades do Programa Educativo, um ciclo de palestras com teóricos, artistas e agentes do sistema de arte; e a participação na 15ª Semana de Museus.

 

 
FVCB na Semana de Museus

 

Na Semana dos Museus, a Fundação realizará atividades em suas duas sedes. Em Viamão, haverá visita mediada à mostra “Nervo Óptico: 40 anos”, com Margarita Kremer, coordenadora do Programa Educativo. Em Porto Alegre, no Centro de Documentação e Pesquisa – CDP – da FVCB, ocorrerão encontros sob a coordenação da curadora Ana Albani de Carvalho. Intitulada “Nervo Óptico e suas conexões | Estudos e Debates”, a programação abrange três encontros mensais, com 10 vagas e com inscrição prévia.

 

 
Sobre o “Nervo Óptico”

 

Responsável por uma intensa renovação no circuito artístico, o título “Nervo Óptico” abrange ações do grupo de artistas desde o lançamento do texto-Manifesto em 1976, passando pela criação e circulação dos cartazetes e pelas exposições realizadas até 1978, ano que o grupo se desfaz. “Publicação aberta a divulgação de novas poéticas visuais” o cartazete Nervo Óptico teve distribuição gratuita no Brasil e no exterior – aos moldes da arte postal – entre abril de 1977 e setembro de 1978, com tiragem de cerca de mil exemplares. Cada edição apresentou um trabalho desenvolvido especificamente por um artista, integrante do grupo idealizador ou convidado.

 

 

 

De 1º de abril a 22 de julho.