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AGENDA CULTURAL

Festival de Arte do Térreo.

02/set

Tomado pela onda dos festivais, o curador e produtor de artes visuais Paulo Branquinho apresenta a mostra coletiva “Festival de Arte do Térreo”. Ocupando com pinturas e objetos todo o andar térreo do Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, o evento se estende à Praça da área externa, onde serão instaladas esculturas de médio e grande porte. A abertura será no dia 10 de setembro, a partir das 16h, e no dia 18 haverá uma confraternização com os artistas, mesma data da inauguração do Festival de Bandeiras do Rio, também idealizado e produzido por Paulo Branquinho.

Com duas edições já realizadas no local em 2018 e em 2019, a nova edição retoma a proposta dos anos anteriores, promovendo o intercâmbio artístico com a apresentação de obras inéditas de artistas de diferentes origens e gerações.

“Nessa exposição, estaremos agregando a pintura e o bidimensional, com amplo aproveitamento do espaço expositivo, das paredes ao chão, e já contando com a adesão de artistas consagrados de nossa arte brasileira, como Gianguido Bonfanti, Luiz Aquila, Robson Macedo, Rubem Grilo, entre outros nomes que se unem aos escultores numa grande celebração cultural. Desta forma, queremos contribuir com o colorido cultural da Primeira Semana de Arte do Rio”, afirma Paulo Branquinho. O evento será segmentado em três módulos: “Pessoas, cidades e afins”, com obras figurativas, “Abstratos e geométricos” e “Obras de jardim”, para as esculturas de médio e grande porte.

Entre os artistas confirmados, estão Adriana Maciel, Albenzio Almeida, Alexandre Magno, Ana Durães, Andréa Facchini, Ângelo Milani (SP), Anita Fiszon, Carlos Muniz (MG), Edson Landim, Eric Collette, Fernando Borges, Gerson Ipirajá (CE), Gianguido Bonfanti, Lara Milani (SP), Lina Zaldo, Lorena Olivares (Chile), Luiz Aquila, Nelson Sadala, Pablo das Oliveiras, Robson Macedo, Rubem Grilo.

Até 17 de outubro.

As redes de Daisy Xavier.

31/ago

Maneco Müller: Multiplo Galeria, Leblon,  Rio de Janeiro, RJ, promove conversa entre Daisy Xavier e o crítico de arte Fred Coelho. Com quatro décadas de trajetória na arte visual, artista carioca fala de sua pesquisa poética ligada à sua atuação como psicoterapeuta. O encontro acontece no dia 03 de setembro, a partir das 18h30, com entrada franca.

A Maneco Müller: Multiplo Galeria, que promove o encontro em torno da exposição “Anfi”, atual cartaz da galeria, com entrada gratuita, uma oportunidade para o público conhecer com mais profundidade a obra da artista carioca com 40 anos de trajetória e cujo processo criativo acontece em diálogo com sua formação em psicologia e atuação como psicoterapeuta. 

O bate-papo parte dos trabalhos reunidos em “Anfi”, primeira exposição individual de Daisy Xavier na galeria, e aborda questões recorrentes em sua pesquisa, como a permeabilidade das fronteiras entre “o dentro e o fora”, identidade e alteridade. Na produção da artista, essas relações são frequentemente representadas pela figura da rede, que ganha destaque nas pinturas e desenhos que compõem a mostra. Neles, linhas se sobrepõem, cruzam e se conectam, formando tramas que desafiam a lógica, numa dinâmica visual que funciona como metáfora dos fluxos instáveis do inconsciente.

Autor do texto crítico da mostra, Fred Coelho participa do encontro para aprofundar as questões presentes na pesquisa de Daisy Xavier e nos trabalhos reunidos em “Anfi”. Em sua análise, ele destaca a força das tramas criadas pela artista e a maneira como elas estabelecem relações com aquilo que não está imediatamente visível: “Dos traços firmes e urgentes que Daisy provoca nesses trabalhos, temos uma série de diálogos em direção ao que não está ali”.

A exposição fica em cartaz até 04 de setembro.

Exposição Amazônicas: Poéticas femininas.

Inaugurada na semana do Dia da Amazônia, mostra terá obras de artistas mulheres do Pará, Acre e Amazonas, e também será apresentada no metaverso, com experiência imersiva.

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil, Centro, Rio de Janeiro no dia 02 de setembro, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações. O Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 05 de setembro, reforça a importância da Amazônia e estimula a conscientização sobre sua preservação.

Sobre a técnica ancestral da feltragem.

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta dia 05 de setembro conversa com Kyria Oliveira sobre a pesquisa e os processos criativos da exposição Micélio, entre o fim e o começo de tudo, marcando o encontro entre a artista e a curadora de arte e poeta Alexia Carpilovsky para apresentar a técnica ancestral da feltragem em lã natural e os caminhos que deram origem à mostra.
A atividade propõe um mergulho na pesquisa que deu origem à série “Micélio”. Kyria Oliveira compartilhará sua experiência de campo realizada na Argentina e no Peru, onde entrou em contato com comunidades que preservam a técnica ancestral da feltragem com lã natural – um saber preservado, em grande parte, por mulheres. Pouco difundida no Brasil, onde o clima tropical não favorece a cultura da lã, a feltragem permanece viva em regiões de clima mais frio, onde a criação de ovelhas faz parte do cotidiano.
Alexia Carpilovsky participa do encontro trazendo reflexões sobre as relações entre arte contemporânea, memória e tradição. Integrante da equipe de comunicação do Instituto PIPA, desenvolve projetos que exploram a interseção entre artes visuais e literatura, costurando imagens e palavras.

Mosaico vibrante da cultura brasileira.

28/ago

A rua pulsa. Respira histórias, abriga encontros, guarda memórias em movimento. É nesse fluxo, entre passos, motores, olhares e afetos, que o Brasil se revela e se reinventa todos os dias.

Em cartaz até 11 de outubro, a exposição inédita “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura” convida a mergulhar nessa paisagem viva, onde arte, celebrações, moda e automóveis se entrelaçam para contar uma história coletiva. Com 112 obras de arte, 104 fotografias, vídeos, instalações experienciais e obras site-specific, o percurso se expande em 17 looks de moda, 7 carros icônicos – incluindo os carros-conceito Dolce Camper e o Mio -, compondo um mosaico vibrante da cultura brasileira.

Entre as grandes atrações, instalações imersivas que convidam ao sentir, veículos históricos que atravessam gerações e experiências sensoriais que despertam memória, pertencimento e imaginação.

Em diálogo com os 50 anos da Fiat no Brasil e os 20 anos da Casa Fiat de Cultura, a mostra celebra caminhos, conecta tempos, imagina o futuro e convida cada visitante a viver, com intensidade, o Brasil em movimento.

Um panorama da obra de Tatiana Blass.

Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Tatiana Blass – Contrarregra, com curadoria de Ana Roman e Lahayda Mamani Poma. A mostra reúne cerca de 50 obras produzidas entre 2008 e 2026, entre pinturas, esculturas, instalações, vídeos e um conjunto de trabalhos inéditos, oferecendo um panorama da produção da artista e de sua investigação sobre matéria, espaço, luz e tempo.

O título da exposição faz referência à figura do contrarregra, responsável por organizar os bastidores e criar as condições para que a cena aconteça sem ocupar o centro do palco. A partir dessa ideia, a mostra aproxima a prática da artista à lógica teatral ao apresentar obras que deslocam a atenção do resultado para os processos que tornam a imagem possível. Embora tenha a pintura como ponto de partida, sua produção se expande para diferentes linguagens – como esculturas, instalações, vídeos, performances – e materiais, como vidro, bronze, cera, cerâmica, entre outros.

Entre os destaques da exposição estão um núcleo significativo de obras inéditas, desenvolvido especialmente para o Instituto Tomie Ohtake, e trabalhos de diferentes momentos da trajetória da artista. As novas pinturas da série “Contraluz”, realizadas sobre vidro, incorporam a arquitetura, a incidência da luz e o deslocamento do visitante à própria imagem, enquanto obras das séries “Metade da fala no chão”, “Quebra-quebra”, “Nó”, “Noite-dia” e “Contrarregra” evidenciam o diálogo que a artista propõe entre pintura, escultura, som e palavra.

A transformação da matéria ocupa um lugar central na mostra. Em diferentes trabalhos, materiais como cera, vidro, bronze e cerâmica permanecem em constante estado de mudança, incorporando o tempo como parte da própria obra. Em vez de apresentar formas definitivas, Tatiana Blass cria trabalhos que se alteram pela ação da luz, do calor, da gravidade ou da presença do público, fazendo da transformação um elemento constitutivo da experiência expositiva.

Desenvolvida em diálogo com a artista, a expografia transforma as salas expositivas em um espaço de encenação. A montagem incorpora dois palcos, que passam a integrar o percurso do público e estabelecem relações diretas com as obras. Mais do que elementos cenográficos, esses dispositivos evidenciam a ideia de bastidor que atravessa toda a exposição. A mostra traz ainda obras inéditas que resultam do encontro entre Tatiana Blass e o músico Kiko Dinucci. A partir de pinturas recentes da artista, os dois iniciaram um diálogo que resultou na capa do novo álbum do compositor e, posteriormente, em uma série de trabalhos desenvolvidos especialmente para a exposição. 

Conjunto inédito de pinturas.

 

Tania Ximena: No encalço do líquen, individual da artista mexicana Tania Ximena (Hidalgo, México, 1985) segue em cartaz na Galatea Oscar Freire até o dia 17 de outubro. Explore as obras apresentadas e conheça mais sobre a pesquisa da artista em um material especial da exposição.

Da Antártica ao Golfo do México, Tânia Ximena acompanha geleiras, rios, desertos e vulcões diretamente afetados pelas mudanças climáticas – paisagens que ilustram o conjunto inédito de pinturas em grande formato apresentado na individual.

Realizada no contexto de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, galeria que representa a artista na Cidade do México, a mostra dá continuidade à parceria iniciada este ano com a exposição de Dani Cavalier no México. Com texto curatorial de Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo, a exposição amplia esse diálogo entre diferentes agentes da arte latino-americana contemporânea.

Pesquisas sobre o espaço e seu entorno.

CHÃO e|and CHAOS + AQUI, de João Modé, abriu no porão do Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, na PUC-Rio, como parte da mostra Respiração, coletiva que inaugura a ART CUT’26, a Trienal de Arte das Universidades Católicas. Com o tema Exercícios de Empatia e curadoria-chefe de Nuno Crespo, Respiração conta com a cocuradoria de Luiz Camillo Osorio e Carlos Eduardo Félix da Costa e é organizada em três núcleos: Suspirar, Respirar e Conspirar.

Criada especialmente para a Trienal, CHÃO e|and CHAOS + AQUI parte das características físicas e da história do Solar, articulando elementos de sua arquitetura a pesquisas sobre o espaço e seu entorno. Entre as intervenções, Modé reveste parte do piso com argila, material amplamente utilizado na construção, em intervenções sutis que revelam detalhes do espaço e dialogam com seus arcos, o pé-direito, as dimensões reduzidas das salas e a umidade. A ocupação de Modé também incorpora objetos provenientes da pesquisa histórica do Solar, como um caramanchão de bambu, e inclui a projeção de AQUI.

AQUI, em processo desde 2009, é um filme autônomo projetado dentro da exposição. O trabalho reúne documentação fotográfica de viagens e deslocamentos realizados por Modé desde o fim dos anos 1980 e reflete sobre as relações entre fotografia, espaço, tempo e memória. A ênfase está nos lugares, em suas dimensões micro e macro, como espaços de memória afetiva e de uma geografia poética. Não aparecem pessoas; algumas vezes, apenas vozes. Nas palavras do artista, “O projeto AQUI pretende questionar o papel da fotografia na formação de uma memória espacial e temporal.” O trabalho recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia em 2012.

A exposição fica em cartaz até 15 de novembro, com entrada gratuita, no Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, PUC-Rio.

O filme AQUI está disponível na íntegra para assistir online.

O Clube dos Colecionadores.

27/ago

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta uma curadoria especial em seu estande na feira Rotas, marcando dois grandes momentos de sua trajetória. 

A edição 2026/2027 do Clube de Colecionadores celebra as quatro décadas do programa com tiragens exclusivas de 70 exemplares de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass. Refletindo a diversidade e a linha curatorial do MAM, a nova edição articula diferentes gerações, linguagens e debates contemporâneos. León Ferrari, figura central da arte latino-americana, cuja produção gráfica e experimental desenvolvida durante seu exílio em São Paulo será tema de uma grande exposição no museu em 2027. A dimensão sensível e metafísica surge na pesquisa de Rodrigo Cass, artista participante do 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito. Já Mayara Ferrão, a participante mais jovem da edição, articula inteligência artificial e ancestralidade para criar imagens dissidentes que desafiam padrões hegemônicos e resgatam narrativas da tradição afro-brasileira. 

O estande se completa com o lançamento do múltiplo de Carmela Gross, desenvolvido especialmente para comemorar a reinauguração da sede do MAM São Paulo. A edição intitulada Brasil à mão livre é um desdobramento da obra homônima comissionada para o novo restaurante do museu e reinventa o mapa do país valendo-se da liberdade da arte. Nela, o território surge deformado, com estados desfigurados, ausentes ou achatados. Banhada a ouro, a obra exala um brilho sedutor que, em contrapartida, aponta para a tragédia de considerar o território apenas como fonte de extração. Para Cauê Alves, curador-chefe do museu, “A artista nos faz refletir sobre as contradições de tratarmos o mundo não como um organismo vivo, mas como um grande depósito de mercadorias que podem ser esgotadas até o limite e sem consequências para todos”.

Ao longo de quatro décadas, o Clube de Colecionadores consolidou-se como um pilar fundamental no fomento à arte contemporânea e na expansão do acervo do MAM. Mais do que incentivar o colecionismo, o programa impulsiona a criação artística ao reunir investigações conceituais e técnicas de grande relevância, um legado que se renova e pode ser conferido de perto no estande do museu durante a feira Rotas. 

Um novo olhar.

O Ministério da Cultura e a Fundação Vera Chaves Barcellos convidam para a abertura da exposição coletiva “Uma Força Estranha”, que será inaugurada no dia 29 de agosto de 2026, sábado, das 11h às 17h, na Sala dos Pomares, em Viamão, RS.
Dando continuidade à programação expositiva de 2026, dedicada à produção de artistas mulheres, “Uma Força Estranha” traz um novo olhar para o Acervo Artístico da Fundação, reunindo 53 obras de 36 artistas brasileiras e internacionais. O conjunto contempla trabalhos em desenho, pintura, gravura,  fotografia, vídeo, objeto, instalação, entre outras técnicas e linguagens. A organização é de Vera Chaves Barcellos, com expografia de Arthur Bonfim e textos de Ana Albani de Carvalho

Nas palavras de Vera Chaves Barcellos:
“Uma Força Estranha se inspira em uma das obras primas da música popular brasileira de todos os tempos, a criação de 1978, de Caetano Veloso, eternizada pela incomparável voz de Gal Costa. Em Força Estranha, Caetano traça poeticamente a defesa da criação e da linguagem artística como uma força incontida que impulsiona o/a artista a criar de forma verdadeira e atemporal. Aqui, podemos ver exemplos dessa força estranha nessas verdades expressas em suas mais diversas formas, nas obras deste conjunto de mulheres.”

Artistas participantes.

Regina Silveira, Lia Menna Barreto, Maria Lídia Magliani, Gisela Waetge, Wanda Pimentel, Karin Lambrecht, Marina Camargo, Maria Lucia Cattani, Débora Bolzsoni, Teresa Poester, Helena D’Avila, Fernanda Chemale, Romy Pocztaruk, Dione Veiga Vieira, Ío (Laura Cattani e Munir Klamt), Paula Krause, Brígida Baltar, Lurdi Blauth, Ananda Kuhn, Elaine Tedesco,  Thereza Miranda Alves, Ana Maria Tavares, Lily Hwa, Suely Anna Kelling, Vera Chaves Barcellos, Mara Alvares, Sarah Bliss, Mariana Silva da Silva, Virginia de Medeiros, Heloisa Schneiders da Silva, Carla Borba, Begoña Egurbide, Monika Funke Stern, Marlies Ritter, Teresa Puppo, Francesca Llopis.

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