Um sistema vivo e pulsante.

01/set

Os 90 anos de Maria Bonomi serão comemorados com exposição antológica no Paço Imperial do Rio de Janeiro com mais de 250 obras, ocupando 11 salas, em 900m2 !

A curadoria da maior retrospectiva da “dama da gravura”, reconhecida também como celebridade na arte urbana, é assinada por Paulo Herkenhoff e Maria Helena Peres.

Dos desenhos à arte pública, das xilogravuras às esculturas, dos cenários aos figurinos, a poética de Maria Bonomi se manifesta como um sistema vivo e pulsante, que se expande em cada detalhe de uma obra que se revela nos mais variados espectros de sua criação e de seus valores existenciais. Maria Bonomi é um marco definitivo na gravura brasileira com amplo reconhecimento internacional.

Bandeiras da Utopia.

Cortejo e exposição acontecerá neste domingo, dia 07 de setembro, abrindo a 1ª Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro e contando, pela primeira vez, com artistas internacionais.

A edição deste ano abrirá a 1ª Semana de Arte e Cultura do Rio, iniciativa da ArtRio em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, e terá a participação de renomados artistas, como Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Ernesto Neto, Jarbas Lopes, Lenora de Barros, Mana Bernardes, Marcos Chaves, Matheus Ribbs, Opavivará, Regina Silveira, Sepideh Mehraban, entre outros. Artistas indígenas de cinco diferentes etnias também participarão do evento.

A “PARADA 7 é um meio de participação efetiva do universo da arte e da cultura na discussão dos problemas do Brasil e do mundo, além de levar às ruas as manifestações da arte contemporânea. Um posicionamento efetivo dos artistas que trazem a visão da arte sobre as questões cruciais do nosso tempo”, afirmam César Oiticica Filho e Evandro Salles, idealizadores e organizadores do evento.

Para o evento deste ano, foram produzidas 100 bandeiras, cada uma com a obra de um artista, com imagens do que imaginam ser um novo mundo. Através das bandeiras, serão apresentadas visões e reflexões sobre as principais questões contemporâneas, pensando temas como: Qual a nossa utopia de mundo? Que mundo queremos construir? Como queremos que o nosso mundo seja? Como gostaríamos que a nossa civilização fosse? E o que queremos fazer de nosso planeta, a mãe Terra que nos acolhe, cria e alimenta?

Dentre os participantes da PARADA 7 deste ano, haverá 40 brasileiros convidados, 20 estrangeiros selecionados pela BRICS Arts Association, que lançará o primeiro número de sua revista durante o evento, e outros 40 artistas selecionados através de chamada pública pelo comitê curatorial do evento – formado por Giselle Lucía Navarro (Cuba), Yang Shu (China), Pooja Sod (Índia), Barbara Santos (Colômbia), Mai Abu Eldahab (Egito), Raquel Schuartz de Vargas (Bolívia), Shabbir Hussain Mustafa (Singapura) e pelos brasileiros Cesar Oiticica Filho, Helmut Batista, Evandro Salles e Sergio Cohn. A PARADA 7 2025 é organizada e produzida pelas seguintes instituições: BRICS Arts Association, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio, Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Capacete, Companhia de Mysterios e Novidades, Fina Batucada, Florestas Cidade – UFRJ, Guerrilha da Paz, Instituto de Artes da Universidade Federal Fluminense – UFF, Oasis, Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA-UFF) e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

De 07 de setembro a 15 de novembro.

Livro de Claudia Calirman pela Pinakotheke.

 

Professora de História da Arte na John Jay College of Criminal Justice (CUNY), em Nova York, onde vive desde 1989, Claudia Calirman ganha uma versão em português pelas Edições Pinakotheke de seu celebrado livro “Dissident Practices: Brazilian Women Artists, 1960s-2020s”, publicado inicialmente em 2023 pela Duke University Press, quando ganhou uma elogiosa página no jornal “The New York Times”, em artigo de Jill Langlois.

O livro “Práticas dissidentes: artistas contemporâneas brasileiras” (2025, Edições Pinakotheke), de Claudia Calirman, com 292 páginas, em formato de 16 x 23 cm, tradução de Mariano Marovatto, examina 60 anos de mais de 18 artistas visuais, preeminentes e emergentes, desde a década de sessenta até os dias de hoje. “Por meio de suas agendas radicais, essas artistas afirmam suas diferenças e produzem diversidade em uma sociedade onde as mulheres continuam sendo alvo de brutalidade e discriminação”, diz a autora. “Apesar de serem aclamadas como figuras-chave da arte brasileira, e de ocuparem uma posição única em termos de visibilidade e destaque no país, essas artistas ainda enfrentam adversidades e constrangimentos por serem mulheres”.

“Ao longo dos anos, tive conversas, trocas e interações com diversas pessoas. Suas vozes, ideias e contribuições constituem o amálgama deste livro”. As artistas apresentadas no livro são Sonia Andrade, Lenora de Barros, Fabiana Faleiros, Renata Felinto, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Aline Motta, Lyz Parayzo, Berna Reale, Rosângela Rennó, Sallisa Rosa, Gretta Sarfaty, Val Souza, Aleta Valente, Regina Vater, Lygia Pape, Letícia Parente, Wanda Pimentel e Márcia X.

“Práticas dissidentes: artistas contemporâneas brasileiras” abrange os anos da Ditadura Militar nas décadas de sessenta e setenta, “o regresso à democracia nos anos oitenta; as mudanças sociais no início do século XXI; a ascensão da direita no final da década de 2010; e o recente advento de uma geração mais jovem e diversificada lutando pela igualdade de gênero e pelos direitos LGBTQ”, detalha Claudia Calirman. “As práticas dessas artistas tornaram-se indissociáveis à uma multiplicidade de lutas contra a censura, a violência de Estado, a desigualdade social, o racismo sistêmico, a brutalidade policial e a exclusão de grupos marginalizados”.

Este projeto teve o apoio da Andy Warhol Foundation ArtsWriters Grant, da MillardMeissPublication Grant, do Office for the Advancement of Research da John Jay College of Criminal Justice, além dos prêmios PSC-CUNY (Professional Staff Congress-City University of New York).

Conversa com o fogo.

29/ago

Nesse sábado, dia 30 de agosto, o Farol Santander, Porto Alegre, RS, recebe o artista Xadalu Tupã Jekupé para uma palestra gratuita, “Conversando com o fogo: Tatá Arandu“.

Xadalu apresentará um panorama sobre a sua trajetória e sobre a sua obra que está presente na exposição “Cinco Elementos”, em cartaz no Farol Santander até o dia 21 de setembro.

A atividade acontece a partir das 16h00, na Arena 1 do Farol Santander, é gratuita e aberta ao público em geral. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada, com prioridade para estudantes e professores da rede pública. A palestra contará com a presença de intérprete de LIBRAS.

Pertencimento e resistência.

O artista Tito Terapia (1977, São Paulo) participa da SP-Arte Rotas 2025, no estande E04, com um conjunto inédito de obras produzidas especialmente para a ocasião. A exposição também marca a representação do artista pela Galatea.

A feira, que acontece até 31 de agosto na Arca, em São Paulo, conta com pinturas em pequeno e médio formato que são produzidas com pigmentos naturais recolhidos na região da Zona Leste, onde Tito vive e mantém seu ateliê. Embora tenha iniciado a sua trajetória com a pichação, sua produção atual aponta para um caminho diverso, voltando-se para pinturas que transitam entre gêneros caros à tradição figurativa, como a paisagem e a natureza-morta.

Os trabalhos mesclam elementos do cotidiano e da memória, preservando histórias de lugares que já não existem e que em muitos casos foram consumidos pela especulação imobiliária em São Paulo. O processo manual e o uso de materiais locais reforçam a conexão entre sua produção e o território, atribuindo às telas um sentido de pertencimento e resistência.

O Brasil de Wilson Piran.

A Danielian Galeria, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, inaugurou a exposição “Wilson Piran – Estrelas”, curadoria da dupla Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto que segue até 11 de outubro.

O Brasil de Wilson Piran.

“Estrelas” não deixa de ser um potencializado desdobramento das etiquetas autoadesivas que Wilson Piran produziu nos anos 70 com nomes de artistas, críticos e escolas, quando questionava o sistema da arte, trabalho que de certa forma o levou depois à série “Constelação”, em que os nomes de artistas, em madeira recortada e colorida com purpurina, esplendiam constelados nas paredes do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (a obra pertence à coleção Gilberto Chateaubriand).

Desta vez são retratos realizados com purpurina sobre tela. Numa “explosão de cores”, a lista de artistas/estrelas agora já não se restringe ao sistema da arte plástica, estende-se a áreas como música, teatro, ciência, política, etc. Observam os curadores uma figuração que “instaura, de maneira subliminar, uma atitude de manifestação política onde a purpurina assume posição central”. Embora poucos tenham se dado conta desse detalhe importante, a obra de Piran sempre manteve um forte vínculo político. Entre os retratados do universo das artes visuais, esta sua nova série traz Tarsila, Portinari, Lygia Clark, Di Cavalcanti, Paiva Brasil, Oscar Niemeyer, a carnavalesca Rosa Magalhães e o colecionador Gilberto Chateaubriand. A curadoria separou quatro deles do conjunto principal, os únicos realizados em purpurina P&B – Cartola, Lygia Clark, Grande Otelo e Villa-Lobos. Ao todo, são 36 retratos. Até o momento – porque, como a série “Constelação”, espera-se que “Estrelas” se consolide como obra aberta, isto é, em expansão, e é essa a intenção do artista. As escolhas ficaram, por certo, entre figuras canônicas e de maior popularidade. O espectador pode se indagar o porquê deste ou daquele retratado em lugar de outros tantos merecedores de igual destaque, como na escolha de Pelé e não de Garrincha, de Carlos Drummond de Andrade e não de Cecília Meireles, de Tarsila e não de Djanira, de Juscelino Kubitschek e Darcy Ribeiro e não de Getúlio Vargas ou Lula, por exemplo. Mas essas são e serão indagações capciosas, uma vez que todo artista tem suas prerrogativas e premissas. Assim Piran nos sugere um país diverso alicerçado em figuras que nos moldaram na certeza e incerteza do que somos. É ainda o Brasil de Carmen Miranda e José Celso Martinez Corrêa, de Glauber Rocha e Leila Diniz, de Rita Lee e Mariele Franco, de Santos Dumont e Bibi Ferreira. Um Brasil por vezes frívolo, apelativo – como o de Chacrinha! -, mesmo assim bem nosso. E o grande mapa do Brasil igualmente multicolorido em purpurina, logo à direita de quem entra no espaço da galeria, é o contraponto que transborda: não custa imaginar, na sua miríade cintilante e distribuição de cores, o nosso povo inteiro ali representado e convidado a brilhar junto, como no carnaval, ao lado de suas estrelas.

Por André Seffrin.

Aberturas inéditas na Artur Fidalgo Galeria.

28/ago

 Os artistas representados pela Artur Fidalgo Galeria, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, Lucas Rubly e Willy Reuter inauguram exposições individuais no dia 09 de setembro, ambas sob curadoria de Vanda Klabin. “Lucas Rubly: A opacidade do mundo”, primeira individual do artista paulista na galeria, reúne 17 pinturas inéditas em óleo e cera sobre tela, realizadas ao longo de 2025. Lucas Rubly investe em questões que envolvem silêncio e contemplação; mesmo com forma contida, seus trabalhos em pequenos formatos revelam narrativas diversas. Fruto de experimentações artísticas, “Willy Reuter: O engano do olhar” apresenta oito objetos em cerâmica, duas pinturas em técnica mista sobre linho e três desenhos sobre papel, conduzindo o espectador através de um universo particular e onírico.

Sobre as exposições e os artistas.

“Lucas Rubly: A opacidade do mundo”.

“As paisagens, as naturezas-mortas e as composições florais suavizadas são temas recorrentes de Lucas Rubly, e são também motivos pictóricos que não contêm uma dramaticidade do mundo ao redor, mas convidam a um demorado olhar pelas suas discretas variações tonais, conjugadas em reduzidos formatos. Os discursos que envolvem a experiência estética aproximam cadeias de ideias opostas umas às outras, elementos contrários que têm seus desdobramentos e seus sobressaltos, muitos são conflituosos. A produção artística de Lucas Rubly traz o seu próprio saber, ancorado no universo da natureza, tratado com valores plásticos que sugerem uma forma de poema legível. Na solidez de suas pinturas, a presença de elementos humanos é subtraída, as cores não colidem entre si, mas reina uma quietude, um exercício do silêncio, orgulhoso de sua solidão. Quase um cenário sussurrando à espreita de algum acontecimento. Um vazio instaura uma margem de opacidade onde as narrativas inconclusivas parecem florescer, subtraídas do fluxo cotidiano da vida, como se fossem lembranças tonais que fazem parte de seu repertório de formas e cores, impõem uma inesperada serenidade, como se fosse a representação de um mundo estável. Talvez o reconhecimento de uma intimidade, de um espaço à disposição das tintas, algo que ali reside à luz da memória, além das aparências”, afirma Vanda Klabin em parte de seu texto curatorial.

Lucas Rubly nasceu em São Paulo, SP, 1991. Graduado em Design Gráfico, Lucas Rubly tem se destacado no cenário artístico contemporâneo com foco expressivo em pintura, tendo iniciado sua pesquisa em 2021. Entre as exposições coletivas, participou de “Funil” (Casa SP-Arte) e “Surge et Venis” (Galeria Millan), em São Paulo, 2024. Destacam-se entre as individuais “Monumentos à Memória”, na Sea View Gallery, Los Angeles e “A Cor do sonho de Ontem” (Verve Galeria, SP), 2024.

“Willy Reuter: O engano do olhar”.

“A exposição de Willy Reuter focaliza um conjunto de suas esculturas recentes e pinturas. Essas obras apresentam elementos fragmentários que se superpõem através de disciplinado e meticuloso exercício de ateliê, quase artesanal, como se tatuasse a realidade que habita o seu imaginário. Ao adentrar o núcleo de sua poética, percebemos que ela incide no seu caráter híbrido, protagonizado por vizinhanças súbitas, sem aparentemente ter uma relação entre si, mas que desestabilizam o nosso olhar. Formado em Arquitetura, passa a frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Willy Reuter desenvolve suas experimentações artísticas com obras compostas por objetos ambíguos que adicionam fragmentos em um outro objeto, reativados em uma nova ordem. O objeto original perde a sua aparência natural, fica desprovido de seus usos anteriores e reconfigurados em outra composição pelo acréscimo de elementos díspares, de origens diversas e adentramos, então, nos recantos de uma realidade ampliada. Essas obras adquirem características híbridas ao renunciar as formas previsíveis, pois nascem de encontros inesperados com múltiplas possibilidades de interpretação, geram uma rede de estranhamento com matriz de acentos surrealistas. Nesse descompasso entre objeto original e suas novas sedimentações densamente populosas, cada elemento parece se manter isolado, porém conivente e passa a adquirir a aparência de verdadeiros objetos pictóricos, uma superfície coberta de signos e códigos a serem decifrados”, diz Vanda Klabin.

Willy Reuter nasceu em Minas Gerais, 1970. Formado em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro. Na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), estudou com Luis Ernesto, Charles Watson e Daniel Senise. Seu trabalho é baseado em uma pesquisa profunda sobre o estilo manuelino – um movimento arquitetônico e decorativo que floresceu em Portugal durante o reinado de D. Manuel I. Já realizou algumas individuais ao longo de sua trajetória, com destaque para “Displacement”, na Tap Gallery (Austrália, 1998), “Metamorfose”, Centro Cultural Correios, (Rio de Janeiro, 2014), e “Fragmentos” na Fundação de Artes Niterói (Niterói, 2002).

Até 10 de outubro.

O percurso do Fatumbi.

Exposição inédita de Pierre Verger será inaugurada no Museu de Arte da Bahia (MAB), Corredor da Vitória, Salvador. A exposição “Fatumbi”, dedicada ao célebre fotógrafo e pesquisador, reúne registros inéditos, históricos e sensíveis das culturas afro-brasileiras e suas raízes africanas, com fotografias feitas por Verger no Nordeste do Brasil, no Benim e na Nigéria.

Durante a exposição, o público poderá conhecer correspondências, trechos de entrevistas e documentos inéditos que revelam a trajetória do artista. O percurso da exposição começa com a chegada de Pierr Verger à Bahia e Pernambuco, na década de 1940, segue para o Benim em 1948, onde ele é iniciado e passa a ser chamado de Fatumbi, e culmina nos anos 1960 e 1970, período em que se torna um elo entre continentes. O acervo composto de fotografias conhecidas e inéditas, algumas datam de quase 80 anos, resultado de pesquisas recentes nos arquivos da Fundação Pierre Verger, do Instituto Nacional do Audiovisual (INA) em Paris e do Instituto Fundamental da África Negra (IFAN), em Dacar.

A exposição integra as celebrações da Temporada França-Brasil 2025 e conta com curadoria de Alex Baradel e Emo de Medeiros. Além do material documental e fotográfico de Pierre Verger, a mostra apresenta uma sala especial intitulada FatumbIA, com 16 obras de Emo produzidas com inteligência artificial, articulando saberes e símbolos do Fá.

Exposição Crua na Abapirá.

Mostra pop-up marca o lançamento da série homônima, apresentando a obra e o pensamento dos artistas Ronald Duarte, Carla Santana, Marcelo Conceição, arorá e Eleonora Fabião.

Nesta quinta-feira, dia 28 de agosto, até sábado, dia 30 de agosto, será apresentada a exposição pop-up “Crua”, na Abapirá, Rua do Mercado 45, Centro, Rio de Janeiro, que marca o lançamento da série homônima, apresentando, de forma inédita, o pensamento de cinco artistas visuais fluminenses dirigida e idealizada por Ana Pimenta e João Marcos Latgé. “Crua” tem um formato livre, estimulando a criatividade dos artistas e apresentando ao público seus pensamentos e obras. “Crua pretende ser uma janela para o mundo de cada artista”, afirmam os diretores. O projeto é apresentado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc.

A exposição será montada de forma instalativa, com cinco telas e uma projeção. No sábado, dia 30 de agosto, os artistas e os diretores participarão de uma conversa com o público, às 15h, na qual falarão sobre seus processos criativos e sobre a série. Ampliando ainda mais o acesso, a partir do dia 9 de setembro, os episódios serão lançados semanalmente nos perfis no Instagram e no YouTube @crua_arte, na seguinte ordem: Ronald Duarte (dia 9 de setembro), Carla Santana (dia 16 de setembro), Marcelo Conceição (dia 23 de setembro), arorá (dia 30 de setembro) e Eleonora Fabião (dia 7 de outubro).

Pinturas inéditas de Gabriela Melzer.

A Galatea, em parceria, anuncia a exposição “Gabriela Melzer: Delírios solares”, que ocorre entre 03 de setembro e 03 de novembro na Galeria Filomena do Hotel Rosewood, em São Paulo. Primeira individual da artista Gabriela Melzer na cidade, a mostra tem a curadoria de Marc Pottier e reúne pinturas inéditas que trazem o sol como figura central.

Em entrevista a Marc Pottier, Gabriela Melzer comenta:

“Vejo essa exposição como um desdobramento natural do que tenho explorado nos últimos tempos, mas com uma energia nova, um elemento extra. Trouxe o sol como símbolo central, não apenas como luz ou calor, mas como potência, vitalidade e força transformadora. Ao mesmo tempo, mantive diálogos que sempre estiveram presentes na minha pintura: limites e continuidade, fluidez e tensão, contrastes e opacidades, movimento, encontros e desencontros. Há também uma aceitação mais consciente da imperfeição, do inesperado.”

A expressão “Delírios solares”, que dá título à mostra e a um dos trabalhos apresentados, remete ao diálogo entre permanência e transformação, bem como ao entrelaçamento das noções de energia, caos e ordem que atravessam as obras. Espelhando o sol, organismo em constante mutação que carrega em si tanto vitalidade quanto colapso, as pinturas surgem de um processo que oscila entre impulso e consciência, intuição e cálculo. A palavra delírio, portanto, traduz a entrega a um fluxo imprevisível, em que formas e cores emergem de forças que ultrapassam o controle, revelando a beleza de um certo equilíbrio instável que move a criação.