Histórias da sexualidade no MASP

20/out

O sexo é parte integral de nossa vida e, sem ele, sequer existiríamos. Por isso, a sexualidade tem desde sempre ocupado lugar central no imaginário coletivo e na produção artística. A exposição Histórias da sexualidade traz um recorte abrangente e diverso dessas produções. O objetivo é estimular um debate – urgente na atualidade -, cruzando temporalidades, geografias e meios. Episódios recentes ocorridos no Brasil e no mundo trouxeram à tona questões relativas à sexualidade e aos limites entre direitos individuais e liberdade de expressão, por meio de embates públicos, protestos e violentas manifestações nas mídias sociais. O MASP, um museu diverso, inclusivo e plural, tem por missão estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Esse é o sentido do programa de exposições, seminários, cursos, oficinas e publicações em torno de muitas histórias — histórias da infância, da sexualidade, da loucura, das mulheres, histórias afro-atlânticas, feministas, entre tantas outras.

 

Concebida em 2015, esta exposição é fruto de longo e intenso trabalho, e foi antecedida por dois seminários internacionais realizados em setembro de 2016 e em maio de 2017. A exposição se insere em uma programação anual do MASP totalmente dedicada às histórias da sexualidade, que em 2017 inclui mostras individuais de Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Miguel Rio Branco, Henri de Toulouse-Lautrec, Tracey Moffatt, Pedro Correia de Araújo, Guerrilla Girls e Tunga. São mais de 300 obras reunidas em nove núcleos temáticos e não cronológicos – “Corpos nus”, “Totemismos”, “Religiosidades”, “Performatividades de gênero”, “Jogos sexuais”, “Mercados sexuais”, “Linguagens” e “Voyeurismos”, na galeria do primeiro andar, e Políticas do corpo e “Ativismos”, na galeria do primeiro subsolo. A mostra inclui também a sala de vídeo no terceiro subsolo, como parte do núcleo “Voyeurismos”. Algumas obras de artistas centrais de nosso acervo – como Edgard Degas, Maria Auxiliadora da Silva, Pablo Picasso, Paul Gauguin, Suzanne Valadon e Victor Meirelles – são agora expostas em novos contextos, encontrando outras possibilidades de compreensão e leitura. Ao lado delas, uma seleção de trabalhos de diferentes formatos, períodos e territórios compõem histórias verdadeiramente múltiplas, que desafiam hierarquias e fronteiras entre tipologias e categorias de objetos da história da arte mais convencional – da arte pré-colombiana à arte moderna, da chamada arte popular à arte contemporânea, da arte sacra à arte conceitual, incluindo arte africana, asiática, europeia e das Américas, em pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, fotocópias, vídeos, documentos, publicações, entre outros.

 

Nessas histórias, não há verdades absolutas ou definitivas. As fronteiras do que é moralmente aceitável deslocam-se de tempos em tempos. Esculturas clássicas que são ícones da história da arte não poucas vezes tiveram o sexo encoberto. Também os costumes variam entre as culturas e civilizações. Em diversas nações europeias e comunidades indígenas, é natural a nudez exposta em lugares públicos; a poligamia é aceita em alguns países islâmicos; a prostituição é prática legal em alguns estados e condenada em outros; há países onde o aborto é livre mas há outros onde é proibido. Até mesmo o conceito de criança mudou ao longo do tempo, assim como as regras de especificação etária.

 

O único dado absoluto, do qual não podemos abrir mão, é o respeito ao outro, à diferença e à liberdade artística. Portanto, é preciso reafirmar a necessidade e o espaço para o diálogo e que se criem condições para que todos nós – cada um com suas crenças, práticas, orientações políticas e sexualidades – possa conviver de forma harmoniosa.

 

A exposição “Histórias da sexualidade” tem curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias do MASP, Pablo León de la Barra, curador-adjunto de arte latino-americana do MASP e Camila Bechelany, curadora assistente do MASP. A classificação etária de “Histórias da Sexualidade” é de 18 anos. Desta forma, de acordo com a regulamentação vigente, é restritiva para menores de idade, mesmo com autorização ou acompanhamento de responsável.

 

 

Até 14 de fevereiro de 2018.

22 anos da Ricardo Camargo

16/out

Em comemoração a seus 22 anos, a Ricardo Camargo Galeria, Jardim Paulistano, São Paulo, SP, exibe as exposições “Ismael Nery” e “Recorte Modernista”. A exposição coletiva “Recorte Modernista” apresenta ao público um recorte amplo do Modernismo Brasileiro: são 40 obras de um período que teve início com a famosa mostra de Anita Malfatti, em 1917, e que seguiu até o começo do abstracionismo com Antônio Bandeira, nos anos 1950. Di Cavalcanti, Tarsila, Portinari, Volpi, Antonio Gomide e Lasar Segall são alguns dos artistas que preenchem o espaço entre esses dois extremos que abraçam a arte moderna brasileira. Entre os destaques reunidos na Ricardo Camargo Galeria estão desenhos primorosos de Di Cavalcanti. Em “Carnaval” e “Três figuras com tambores” e “Bordel”, o artista cria um retrato amoroso, colorido e brilhante do país, distinguindo-se dos outros modernistas por seu calor e sensualidade. Clima semelhante encontra-se em “Circo”, de Cícero Dias, e em “Parque de diversões”, guache e nanquim de Djanira da Mota e Silva, de seu período em Nova York.

 

Portinari se soma ao grupo com o guache “O espantalho” tema que é retomado e atualizado pelo artista dois anos depois, em “Espantalho”, em Paris, com maior influência, inclusive, das vanguardas da época. “Celebração cubista”, de Antonio Gomide, deixa clara a formação e longa vivência européias do pintor, que conheceu Picasso e começou sob a influência do Cubismo. Entre as raridades que compõem a mostra, está “Paisagem antropofágica com bicho”, grafite sobre papel de Tarsila do Amaral. Outra exceção à regra da exposição é uma obra de Diego Rivera, seu contemporâneo mexicano, com “Camponesa”. Antônio Bandeira encerra a exposição, sendo o único representante da corrente abstrata. Entre as pinturas apresentadas, estão “Montparnasse” e “Saint-Germain”.

 

O papel como suporte ganha cada vez mais relevância nos grandes museus e nas mais importantes coleções do mundo. “Um bom papel é mais importante, vale mais a pena que uma tela mediana. Enriquece-nos, em vez de apenas enfeitar uma parede”, afirma o marchand Ricardo Camargo, que assina a curadoria. Ainda segundo o curador, museus especializados, como o Albertina, em Viena, e o próprio Museu do Vaticano, têm coleções monumentais de papéis feitos há séculos e que resistem perfeitamente ao tempo.

 

Victor Brecheret marca uma das exceções à regra das mostras com a escultura “Dama Paulista”, representação de Olívia Guedes Penteado, incentivadora e mecenas de várias personalidades modernistas e uma das organizadoras da Semana de 22. “Além de, por sua qualidade, constituir uma obra para museus, aqui ela está absolutamente oportuna e justificada”, afirma o curador.

 

 

A palavra do curador

 

O papel dos modernistas

 

Sabe-se que em épocas de crise todos procuram estabilidade e segurança. Assim acontece também no mercado de arte, quando os colecionadores se voltam para os clássicos, os valores já firmados na história. Esta é uma exposição dos clássicos do modernismo no Brasil, entendendo-se modernismo em sentido amplo. Vai de Anita Malfatti, sua protomártir em 1917, até o começo do abstracionismo, com Antônio Bandeira, nos anos 1950. Entre esses extremos, os grandes nomes como Di Cavalcanti,Tarsila, Portinari, Volpi, Gomide, Segall e – constituindo na verdade uma sala especial,uma outra exposição em separado, com outro catálogo – Ismael Nery. Há muito tempo não se reúne um conjunto tão importante e expressivo do grande Nery, com 25 obras, das quais várias participaram de Bienais e exposições em museus. Para a galeria, ao completar 22 anos, é uma honra e um prazer fazê-lo.

 

As duas exposições constam de arte sobre papel – ora desenho propriamente dito,ora pintura (porque também se pinta sobre papel). No Brasil, percebemos que em geral o papel como suporte não tem, infelizmente, o prestígio que tem em todo o primeiro mundo e mesmo nas coleções brasileiras de maior importância. As de Gilberto Chateaubriand e de Hecilda e Sérgio Fadel, as mais completas e famosas, são ricas   em papeis. Creio que há um preconceito a cercar esse tipo de produção, supondo-se – inexatamente – que o papel é mais frágil, mais perecível, mais inadequado que a tela para a longa duração. É verdade que ele exige cuidados, mas a tela também: mal  conservada, ela se deteriorará. Museus especializados, como o Albertina, em Viena, e o próprio Museu do Vaticano, têm monumentais coleções de papeis feitos há séculos que resistem perfeitamente. Por outro lado, talvez exista também a falsa noção de que esteticamente a obra sobre papel é menos nobre, menos completa que a pintura ou a escultura. Isso nem precisa ser discutido. É uma ideia superada, já que hoje todas as hierarquias foram abolidas e as novas técnicas são mais numerosas que as antigas.Com certeza absoluta, um bom papel é mais importante, vale mais a pena, que uma pintura medíocre. Enriquece-nos, em vez de apenas enfeitar uma parede.

 

Há duas exceções às regras nesta mostra. Primeiro, a inclusão de um desenho-quase pintura de um não brasileiro da mesma época do nosso modernismo: Diego Rivera, o mais ilustre muralista mexicano. É que, tendo surgido a oportunidade de mostrá-lo, a galeria não poderia deixar passá-la: é um trabalho excepcional, de grande força expressiva.  Segundo, a presença de uma escultura de Victor Brecheret. Além de, por sua qualidade, constituir uma obra para museus, aqui ela está absolutamente oportuna e justificada. Trata-se de um retrato de Dona Olívia Guedes Penteado, a grande patrona do modernismo brasileiro. Certamente a aura dessa peça e a memória benfazeja de Dona Olívia trazem bons augúrios e contribuirão para o sucesso da exposição.

Ricardo Camargo

 

 

Até 18 de novembro.

Na Fortes D’Aloia & Gabriel

25/set

Gerben Mulder retorna a São Paulo para sua quarta exposição com a Fortes D’Aloia & Gabriel, Barra Funda. Desta vez, o artista holandês ocupa o Galpão, na Barra Funda, com doze pinturas inéditas repletas de personagens excêntricos que evocam imagens épicas e narrativas oníricas.

 

O artista explora um repertório arquetípico do subconsciente e o materializa através de pinceladas vigorosas e velozes, de forma que as narrativas presentes se revelam não apenas nas imagens, mas no próprio tecido da pintura. Em Massacre of the Innocents (O Massacre dos Inocentes), uma composição turbulenta que beira o abstrato, o movimento decompõe os elementos figurativos em um vórtex.

 

Euforia e melancolia se sobrepõem entre fundos sombrios e disparos de cores elétricas. É o caso de End to an Affair (O Fim de um Caso) e Happy Campers (Campistas Felizes). O artista também explora a teatralidade nessas pinturas, articulando seus personagens como em um palco. Em The Blind Leading the Blind (O Cego Guiando o Cego), dois personagens soturnos caminham em uma procissão, enquanto as outras figuras se mesclam com o fundo.

 

Outras obras da exposição revelam personagens grotescos em cenas absurdas. As narrativas não são o mote ou a razão de ser destas pinturas; são, principalmente, uma maneira de criar conexões entre as figuras que “surgem” ao longo do processo criativo, sempre envoltas pelo vocabulário fantasioso (e muitas vezes sarcástico) do artista. Seu humor peculiar transparece através de títulos como Donkey’s Ride of Shame (O Passeio da Vergonha do Burro) ou Fleeing Gondolas, a Brutal Attack by 8 Legged Birds on Unsuspecting Masses (Gôndolas Fugidias, um Ataque Brutal de 8 Aves com Pernas a Missas Insuspeitas). Lado a lado, é como se as pinturas fossem capítulos de um romance fantástico – uma história repleta de fúria e lirismo -, mas também apontam para a intensa aceleração da visualidade contemporânea refletida no cinema, na TV e nas redes sociais.

 

Gerben Mulder nasceu em Amsterdam, Holanda, em 1972, mas vive e trabalha em Nova York há mais de vinte anos. Ele tem participado de diversas exposições ao redor do globo, entre as quais destacam-se as individuais: Works on Paper, Galerie Frank Taal (Roterdã, Holanda, 2013); The Tucson Work, MOCA – Museum of Contemporary Art in Tucson (Tucson, EUA, 2011); Flowers, Newman Popiashvili Gallery (Nova York, EUA, 2010); Galerie Akinci (Amsterdã, Holanda, 2009); Gallery K4 (Munique, Alemanha, 2009).

 

 

 

De 30 de setembro a 18 de novembro.

ArtRio 2017

13/set

Começa nesta quarta-feira, dia 13 de setembro a 7ª edição da ArtRio. Estreando em novo local, a Marina da Glória, a feira apresenta novo formato para visitação das galerias, com seus principais programas PANORAMA e VISTA em um mesmo espaço, permitindo uma melhor visualização de todos os estandes. O evento também terá programas especiais curados, como o SOLO, o MIRA e o PALAVRA. A ArtRio vai até domingo, 17 de setembro. Em linha com uma tendência mundial, que cada vez mais privilegia a qualidade e a experiência e não o volume e massificação, a ArtRio apresentará esse ano cerca de 70 galerias, todas aprovadas por seu Comitê de Seleção.

 

“Essa edição da ArtRio vai trazer uma série de mudanças, buscando apresentar uma feira extremamente consistente e madura, em total adequação às demandas do mercado face a um evento desse porte. Teremos mais integração entre os programas e galerias, oferecendo uma melhor visitação e circulação. O novo espaço vai permitir ainda a realização de novos programas curados, que sempre trazem um frescor e novas possibilidades de leitura da arte”, indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio da CIELO e Stella Artois, apoio das marcas Minalba, IRB Brasil RE e Pirelli, e apoio institucional da Estácio, Klabin e High End.

 

 

Seleção das galerias

 

O Comitê de Seleção de 2017 é formado pelos galeristas Alexandre Gabriel (Fortes D’Aloia & Gabriel / SP); Anita Schwartz (Anita Schwartz Galeria de Arte / RJ); Elsa Ravazzolo (A Gentil Carioca / RJ); Eduardo Brandão (Galeria Vermelho / SP) e Max Perlingeiro (Pinakotheke / RJ). As galerias participantes dos programas PANORAMA e VISTA passaram pela aprovação do Comitê, que analisou diversos pontos como relevância em seu mercado de atuação, artistas que representa – com exclusividade ou não -, número de exposições realizadas ao ano e participação em eventos e/ou feiras.

 

 

Programas e galerias

 

PANORAMA

Participam galerias nacionais e estrangeiras com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea.

 

VISTA

Programa dedicado às galerias mais jovens, que contam com projeto de curadoria experimental. Com foco em arte contemporânea emergente, as galerias desenvolvem propostas artísticas inovadoras especialmente para feira.

 

PANORAMA

A Gentil Carioca – Rio de Janeiro; Almeida & Dale Galeria de Arte – São Paulo; Anita Schwartz Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Artur Fidalgo Galeria – Rio de Janeiro; Athena Contemporânea – Rio de Janeiro; Athena Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Baró Galeria – São Paulo; Carbono Galeria – São Paulo; Casa Triângulo – São Paulo; Cassia Bomeny Galeria – Rio de Janeiro; Celma Albuquerque – Belo Horizonte; Ceysson & Bénétière – Luxembourg – New York – Saint Etienne – Paris; Fólio – São Paulo; Fortes D´Aloia & Gabriel – São Paulo / Rio de Janeiro; Galeria da Gávea – Rio de Janeiro; Galeria de Arte Ipanema – Rio de Janeiro; Galeria Frente – São Paulo; Galeria Inox – Rio de Janeiro; Galeria Lume – São Paulo; Galeria Marcelo Guarnieri – Rio de Janeiro / São Paulo / Ribeirão Preto.

 

ESTREIA

Galeria Millan – São Paulo; Galeria Murilo Castro – Belo Horizonte; Galeria Nara Roesler – São Paulo / Rio de Janeiro / Nova York; Galeria Sur- Montevidéu / Punta del Este; Hilda Araujo Escritório de Arte – São Paulo; Gustavo Rebello Arte – Rio de Janeiro; Lemos de Sá Galeria de Arte – Nova Lima; Luciana Caravello Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Lurixs: Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Marilia Razuk – São Paulo; Mercedes Viegas Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Movimento Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Mul.ti.plo Espaço Arte – Rio de Janeiro; Other Criteria – Nova York; Paulo Kuczynski Escritório de Arte – São Paulo; Pinakotheke – Rio de Janeiro / São Paulo / Fortaleza; Roberto Alban Galeria – Salvador; Silvia Cintra + Box 4- Rio de Janeiro; Simões de Assis Galeria de Arte – Curitiba; Vermelho – São Paulo; Zipper Galeria – São Paulo.

 

VISTA

55SP – São Paulo – ESTREIA; Boiler Galeria – Curitiba – ESTREIA; Cavalo – Rio de Janeiro; C. Galeria – Rio de Janeiro – ESTREIA; Frameless Gallery – Londres; Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea – Rio de Janeiro – ESTREIA; Galeria Superfície – São Paulo – ESTREIA; Martha Pagy Escritório de Arte – Rio de Janeiro; RV Cultura e Arte – Salvador – ESTREIA; Tal Projects – Rio de Janeiro.

 

A editora alemã Taschen terá um estande com seus principais títulos de Arte.

 

 

SOLO

Curadoria da norte-americana Kelly Taxter, co-curadora do Jewish Museum de Nova Iorque. Com o tema Brazilwood, uma mistura de Brazil e Hollywood, a curadora faz um questionamento sobre a liberdade da cultura pop na arte contemporânea frente à diversidade das expressões culturais no mundo globalizado. Kelly Taxter foi indicada pela publicação ArtNet como uma das 25 mulheres atuando em curadoria que mais se destacam no mercado global.

 

White Cube; Marian Goodman; Salon 94; Fortes D´Aloia & Gabriel; Galeria Nara Roesler; Marilia Razuk; Baró Galeria; A Gentil Carioca.

 

 

MIRA

A ArtRio terá este ano um projeto totalmente dedicado a vídeo arte. Será a primeira edição do MIRA, realizado em parceria com a Fundação Iberê Camargo. Bernardo José de Souza, curador residente da Fundação, vai assinar também a curadoria do MIRA. Abaixo, os artistas apresentados no programa: Luiz Roque; Gabriel Abrantes; Ana Vaz; Laura Huertas Millán; Cristiano Lenhard; Anna Franceschini; Tomas Maglione.

“Frauenpower”

12/set

A Galeria Houssein Jarouche, Jardim América, São Paulo, SP, exibe “Frauenpower”, com curadoria de Paulo Azeco e 32 obras de diversos artistas que estão relacionados ao universo da Pop Art, como Andy Warhol, Anna Maria Maiolino, Barbara Wagner, Claudio Tozzi, Ivan Serpa, Marina Abramović, Nelson Leirner, entre outros. A mostra busca resgatar um percurso histórico das representações visuais da mulher, a partir das vanguardas da década de 1960, e discutir a idealização do corpo feminino, a criação de padrões estéticos, considerando os aspectos sociais e antropológicos dessas imagens.

 

Ao longo da década de 1970, a artista austríaca (radicada em NY) Kiki Kogelnik desenvolveu a série “Woman”, na qual formulava críticas sobre a imagem feminina tal qual era retratada na publicidade da época – ora frágil, ora sexualizada -, em trabalhos discretamente feministas, irônicos e com forte carga imagética Pop. Reconhecendo a arte como veículo de significação e comunicação visual, “Frauenpower” – expressão alemã utilizada para designar poder feminino – nasce de uma pesquisa sobre a produção desta artista, no intuito de investigar a figura da mulher e a influência da mídia na construção de um imaginário do corpo feminino.

 

Arquétipo da Vênus de Botticelli, o ideal de beleza e perfeição surge como referência para a construção dos processos de auto-imagem e consequente afirmação e negação. Este conceito é visto nos trabalhos de Marina Abramović, Sandra Gamarra e Lenora de Barros, os quais depositam, na figura da musa, seu contraponto. Além da imagem, o consumo também é abordado, no que se refere à objetivação dos corpos, sexualização e misoginia, além da influência imagética feminina sobre a figura masculina, levando à transcendência de limitações de gênero – como se observa também nas obras de Vânia Toledo, Nan Goldin e Carlos Vergara.

 

Nas palavras do curador Paulo Azeco: “Por fim, não se trata de uma mostra com cunho feminista, e sim uma celebração da força visual da mulher. Entender o encantamento que fez dessa figuração um dos principais temas de toda a História da Arte, analisando um espectro mais profundo que apenas a beleza do retrato”.

 

Artistas: Alex Katz, Allan D’Arcangelo, Andy Warhol, Anna Maria Maiolino, Barbara Wagner, Bob Wolfenson, Carlos Dadorian, Carlos Vergara, Cibelle Cavalli Bastos, Claudia Guimarães, Claudio Tozzi, Delima Medeiros, Ivan Serpa, Kiki Kogelnik, Lenora de Barros, Marina Abramović, Mel Ramos, Nan Goldin, Nelson Leirner, Russel Young, Tracey Emin e Vânia Toledo.

 

 

De 16 de setembro a 18 de novembro

Mira Schendel em NY

06/set

“Sarrafos and Black and White Works”, exposição de Mira Schendel na Hauser & Wirth New York, 69th Street, 32 East 69th Street. Mira Schendel “Sarrafos e trabalhos em preto e branco”. Com abertura no dia 07 de setembro, é a primeira exposição focada nas últimas duas séries na carreira de uma figura seminal da arte moderna latino-americana. Organizado com Olivier Renaud-Clément, esta exposição examina as séries de Sarrafos (1987) e Brancos e Pretos de Mira Schendel (1985 – 1987) através de obras que tentam conciliar as práticas de pintura e escultura.

 

Nascida em Zurique, Suíça, em 1919, Mira Schendel foi criada em Milão, Itália, onde realizou estudos em Arte e Filosofia. A partir de 1941, ela foi obrigada a mudar-se entre a Bulgária, a Áustria e a Iugoslávia para evitar a perseguição, finalmente se instalando em São Paulo, Brasil, em 1953. Embora ela estivesse inicialmente envolvida com os movimentos concretos e neo-concretos que surgiram na década de 1950, Schendel rapidamente estabeleceu sua independência, desenvolvendo uma linguagem visual distinta influenciada por seu envolvimento com um círculo de poetas, físicos, filósofos e outros artistas visuais. Enquanto esses pares buscaram uma resposta exclusivamente brasileira ao modernismo europeu, Schendel traçou um curso autônomo, formando sua própria abordagem de abstração e inspirando influências que vão desde a física quântica até a fenomenologia, do Budismo Zen às experiências de deslocamento.

 

A combinação singular de etérea e tangibilidade que caracteriza a arte de Schendel encontra seu clímax na série “Sarrafos e Brancos e Pretos” em exibição na Hauser & Wirth, 69th Street. Os “Sarrafos” são painéis de tempera brancos, cada um cruzado de maneira discreta por uma única barra preta angulada que entra no espaço físico do visualizador, exigindo ser experimentado ao invés de ser visto. Paralelo às vigas transversais fragmentadas, essas barras pretas atuam como gestos de individuação, interrompendo as superfícies monocromáticas das quais se projetam.

 

A série “Sarrafos” compreende um total de doze trabalhos, seis dos quais estão incluídos nesta exposição. Schendel observou que eles foram sua primeira tentativa bem sucedida de “agressividade”, que atribuiu ao impacto do clima sociopolítico em que foram feitos. O Brasil estava então em estado de agitação, com uma recessão econômica e os protestos contra a Ditadura Militar aumentando. Referindo-se à estréia da série em 1987, Schendel explicou: “(Sarrafos) surgiu do momento de falta de determinação e desordem que o Brasil viveu em março deste ano, quando aparentemente estávamos vivendo em um Weimar tropical … E esses trabalhos constituem uma reação à situação de paralisação do momento.

 

Desenvolvido de 1985 a 1987, a série “Brancos e Pretos” de Schendel acaba de preceder a sua “Sarrafos”, na sua ênfase no movimento e no espaço, essas pinturas de tempera e gesso aparecem a uma distância de painéis planos pontuados por arcos e linhas pintadas; mas uma inspeção mais próxima revela pequenas variações de textura que somam sombras e formam sutis relevos escultóricos.

 

A exposição continua com os desenhos relacionados de Schendel e trabalha em papel da década de 1960 até a década de 1980. Entre eles, está “Untitled (série Sarrafinhos)”, um trabalho delicado de quatro partes em papel da década de 1960, com composições que antecipam as rígidas projeções de madeira dos Sarrafos. Também estão à vista os precursores de Brancos e Pretos, uma série sem título de obras em torno de 1986 sobre o papel de arroz japonês – um material que se tornou uma característica da obra de Schendel, dada pela primeira vez pelo crítico de arte e físico brasileiro, Mário Schenberg. Para esses trabalhos, Schendel organizou e coloriu folhas de papel de arroz translúcido para criar planos distintos e monocromáticos, cruzados por marcas negras únicas de lápis de cera.

 

As séries “Aquarelas, Aguadas e Toquinhos” de Schendel iluminam seu fascinante fascínio pelos materiais e suas aplicações técnicas. Em seus tratamentos de tinta e tinta, que vão desde marcas densas e escuras a planos liquefeitos de cor neutra, entre opacidade e transparência, primeiro plano e fundo, desenvolvendo uma gama expressiva que atuaria como forragem criativa nas próximas décadas.

 

“Mira Schendel. Sarrafos e Black and White Works” é organizado com a colaboração da Bergamin & Gomide, São Paulo, e o apoio de colecionadores.

 

 

Até 21 de outubro.

Paula Rego & Adriana Varejão

31/ago

A portuguesa Paula Rego e brasileira Adriana Varejão exibem lado a lado – a partir de 02 de setembro – uma seleção de trabalhos na Carpintaria, Jardim Botânico, espaço experimental da Fortes D’Aloia & Gabriel no Rio de Janeiro cuja vocação é promover exercícios amplos de pensamento, estimulando o diálogo entre diferentes autores, formas de expressão ou linguagem. Trata-se de um encontro singular que, como num dueto, permitirá ao público identificar sintonias e singularidades, iluminando ainda mais suas poéticas, seja pelo reconhecimento de afinidades seja pela revelação de contrastes.

 

Mesmo pertencendo a gerações e continentes distintos, em muitos momentos as duas parecem habitar o mesmo terreno. Visitam com frequência temas da História ou do universo ficcional que revolvem as camadas mais aparentes e desenterram aquilo que há de perverso ou oculto nos mitos e narrativas que usam como ponto de partida. No caso de Paula Rego essa relação com o campo da ficção é ainda mais evidente. Consagrada como a mais importante pintora portuguesa da atualidade e também como um dos grandes nomes da arte inglesa (onde atua desde que se mudou para Londres no início dos anos 1950), ela trabalha sempre em séries, construídas a partir de narrativas de outros autores. Narrativas que ela reconta à sua maneira, recria na forma de uma grande cena teatral, recaindo sempre no lado perverso da história. No caso desta exposição – sua primeira mostra no Rio de Janeiro , os trabalhos selecionados (quatro telas e um grande móbile) se debruçam sobre dois textos: “Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, e “Bastardia”, de Hélia Correia.

 

A relação de Adriana Varejão com o texto é mais sutil, metafórica. Muitas vezes seu interesse é documental, mais próximo da antropologia e da literatura histórica do que da ficção, alimentando-se mais de imagens – as quais recontextualiza criticamente – do que de literatura. Para esta exposição Adriana traz um conjunto de seis obras, pertencentes a duas séries, uma em que dialoga com o trabalho do ceramista português Bordalo Pinheiro e a outra, mais recente, em formato de folhas secas, que só foi mostrada anteriormente, e de forma parcial, em Hong Kong, e que se debruçam sobre temas ousados como o sexo e a amamentação. Essas pinturas retomam uma tradição chinesa de pintura sobre folhas naturais e mesclam diferentes elementos recorrentes na obra de Adriana como o recurso à cerâmica e seu craquelamento, bem como a utilização de um leque amplo de referências, visuais, históricas e simbólicas, recontextualizadas criticamente em ricas paródias.

 

São raras no Brasil as exposições que colocam frente a frente apenas dois artistas. E com histórias de vida tão distintas. Neste caso, tudo teve início com a grande retrospectiva da obra de Paula Rego que aconteceu na Pinacoteca (São Paulo, 2011). Desde então a galerista Márcia Fortes idealizava juntar as duas artistas. O encontro foi concretizado em outubro do ano passado, em Londres. E dali brotou naturalmente a ideia da mostra. A seleção de trabalhos foi quase natural, enfatizando a produção mais recente da artista luso-inglesa.

 

Dentre as obras selecionadas destaca-se um grande móbile, no qual sereias assustadoras parecem fazer uma dança macabra em torno do visitante, e que deve abrir a exposição, juntamente com uma pintura de Adriana de cunho bastante escultórico, na qual se vê uma eclosão de elementos marítimos, com caranguejos e lagostas como que a pular no espaço. “É um diálogo corporificado, explosivo”, define Márcia Fortes. “Em vários momentos as duas parecem duelar com o mundo”, acrescenta.

 

“Eu me coloco totalmente como aprendiz. Acho a Paula uma mestra”, afirma Adriana. E acrescenta: “É muito difícil responder à obra de uma pessoa que você admira tanto”. Esta é uma das razões para a escolha de trabalhos já existentes, em busca dos pontos de contatos entre os trabalhos, como a curiosidade, o fascínio por vezes perverso sobre o papel da mulher no jogo íntimo ou social, ou a forte característica ornamental e a exploração de contrastes típicas da tradição barroca, tão cara às duas artistas. Caberá, no entanto, ao visitante buscar por si mesmo os pontos de aproximação e distanciamento. “É um estudo em aberto e é bacana que o público possa complementar essa leitura”, afirma a galerista.

 

De 02 de setembro a 04 de novembro.

 

Exibição inédita no Brasil

28/ago

A galeria Bergamin & Gomide, Jardins, São Paulo, SP, exibe entre os dias 12 de agosto e 30 de setembro, “Martin Kippenberger: Buying is Fun, Paying Hurts”, a primeira exposição do artista no Brasil. Esta mostra apresenta convites de exposições, livros e catálogos realizados pelo artista, mas principalmente seus cartazes. Dos 178 pôsteres que Kippenberger criou entre 1977 e 1997, serão apresentados 171 trabalhos.

 

MARTIN KIPPENBERGER: BUYING IS FUN, PAYING HURTS

 

Martin Kippenberger nasceu artista em Dortmund, Alemanha, em 1953, e morreu prematuramente de cirrose aos 44 anos, em 1997, em Viena. Viveu somente para a sua arte, tendo Joseph Beuys e Andy Warhol como alguns de seus modelos mais influentes. Beuys dizia que todo ser humano é um artista, enquanto Kippenberger, que gostava de colecionar tudo que encontrava pela vida, dizia que “todo artista é um ser humano”. Criador onívoro, ele acreditava que tudo tinha valor e poderia ser transformado e incorporado à sua arte, mesmo aquilo que fora descartado previamente.

 

Kippenberger surgiu a partir de uma geração anterior de artistas extraordinários que trabalharam nas cidades alemãs de Colônia e Düsseldorf nos anos 1960 e 1970, como Sigmar Polke, Gerhard Richter, Blinky Palermo e Jörg Immendorff, Joseph Beuys entre outros. Ele, no entanto, foi um dos artistas mais prolíficos de sua geração, produzindo uma quantidade extraordinária de pinturas, esculturas, objetos, múltiplos, bem como uma produção excepcional de fotografias, cartazes, convites, livros, discos, entre outros. Albert Oehlen, seu amigo e colaborador em muitos projetos, disse: “Ele ama arte como ninguém, acho que por isso consegue fazer 90 exposições, porque precisa trabalhar o tempo todo.”

 

Martin Kippenberger: Buying is Fun, Paying Hurts é a primeira exposição do artista no Brasil. O título, extraído de um trabalho do início dos anos 1980, é uma referência direta ao modo como Kippenberger decidiu enfrentar a vida. Ele viveu intensamente sem nunca considerar o preço sobre sua saúde bem como a sua relação com amigos, galeristas, colegas, instituições e imprensa. Nos anos 1990, produzia em média uma exposição por mês! E talvez esta voracidade criativa tenha sido também o motivo pelo qual os museus levaram mais tempo para conseguirem absorver o seu trabalho. Kippenberger produziu uma obra, similar a de Andy Warhol e Jeff Koons, que se adequava perfeitamente ao universo das galerias comerciais: seu trabalho expõe o processo de produção artística, o mercado e o mundo da arte no seu sentido mais amplo, como uma rede de estruturas inter-relacionadas.

 

Esta exposição apresenta convites de exposições, livros e catálogos realizados pelo artista, mas principalmente seus cartazes. Dos 178 pôsteres que Kippenberger criou entre 1977 e 1997, apresentamos 171, o que compõe uma das três maiores coleções acumuladas existentes. Kippenberger começou a colecionar elementos para seus cartazes desde muito cedo. Tudo era material para ele, como a fotografia tirada na viagem que o artista fez com Sigmar Polke a Berlim, quando Polke o instruiu a tirar fotos de pessoas embriagadas. Anos depois, uma dessas fotos acabou se transformando em um pôster, com Kippenberger em primeiro plano de calças abaixadas e Polke, ao fundo, com as calças desabotoadas. Ele sabia aproveitar oportunidades como ninguém e nunca jogava nada fora. Esse extenso material ajudou Kippenberger a construir um acervo para o estúdio que foi fundamental para o seu processo criativo por muitos anos.

 

Os pôsteres e convites das exposições são muito mais do que simplesmente anúncios informativos, ou um braço totalmente separado dentro de sua obra. Eles eram parte integrante da obra e das exposições. Para criá-los, o artista se apropriava de frases de livros e filmes e as usava como título de pinturas; ou, inversamente, apropriava-se de alguma imagem e a usava em seus pôsteres, convites ou para realizar múltiplos em esculturas. Em um processo dialético entre um fragmento de um desenho, poderia informar uma pintura que por sua vez instigasse a escultura ou o convite da exposição, ou o pôster num gesto performático que expunha criticamente, e quase sempre ironicamente, o processo criativo incessante do artista. Por isso não é possível, no caso de Kippenberger, dissociar o que é “efêmero”, ou material de comunicação, do que é obra em si.
Como uma anedota final, certa vez Kippenberger encontrou em um sebo em Paris alguns exemplares do livro Les Memoires d’un Cordon Bleu. Decidiu comprar todo o estoque, numerou-os, assinou e transformou-os em uma obra sua. Joseph Beuys, que admirava a espontaneidade de Kippenberger, deu o troco, carimbando e assinando uma série de pôsteres do artista, transformando-os em um Beuys original.
Thiago Gomide e Ricardo Sardenberg

CIGA – Calendário de arte

21/ago

 

Em setembro, o Rio de Janeiro terá uma agenda de arte agitada. Nos dias que antecedem a ArtRio, está confirmada a quarta edição do CIGA – Circuito Integrado das Galerias de Arte. Entre 11 e 12 de setembro, as principais galerias cariocas terão programação e horários especiais com abertura de exposições, visitas guiadas, conversas com artistas e performances, entre outras atividades.

 

O CIGA tem entre seus objetivos estimular a visitação às galerias de arte, além dos museus e centros culturais.

 

“A ideia de ter o CIGA na mesma semana da ArtRio é justamente ampliar esse calendário especial de arte. A cidade inteira terá programação voltada para as artes e isso será uma excelente oportunidade para todo o público, com uma opção diversificada de agenda, locais e temas. As galerias, assim como os museus, são muito importantes para o contato do público com a arte e com os artistas. As pessoas têm que incluir esses endereços em seus roteiros de aprendizado e lazer”, indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

A organização terá um serviço de vans gratuito percorrendo todas as galerias. Na segunda-feira a van sairá às 17hs30min da galeria Mul.ti.plo Espaço e Arte e na terça-feira às 17hs30min do Espaço Saracura.

 
PROGRAMAÇÃO DO CIGA

 

11 de setembro – Segunda-feira

Bairros: Leblon, Ipanema e Copacabana

Horário: a partir das 17hs

Leblon – 17hs

 

Multiplo Espaço Arte
Rua Dias Ferreira 417, sala 206

Exposição individual “Estados de Imagem”, de Waltércio Caldas

Ipanema – a partir das 17hs30min

 

Cassia Bomeny Galeria
Rua Garcia D´Ávila 196

Conversa com o artista Antônio Manuel, que terá individual exposta na galeria

 

C. Galeria
Rua Visconde de Pirajá 580

Abertura da exposição “Espúrios”, de Bruno Melo e Felipe Fernandes

 

Martha Pagy Escritório de Arte
Rua Visconde de Pirajá 351, 14 andar Instituto Plajap

Vernissage e visita guiada a exposição “ Paisagens possíveis”, com a presença dos artistas Ivani Pedrosa, Jaqueline Voljta, Marcelo Jácome e Pedro Gandra

 

Galeria Marcelo Guarnieri
Rua Teixeira de Melo 31, lojas C/D

Exposição individual da artista Amelia Toledo
Copacabana – a partir das 19hs30min

 

Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Mostra dos trabalhos do Ronaldo do Rego Macedo e bate papo com Cesar Bartolomeu

 

Movimento Arte Contemporânea
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Perfomance e conversa com o artista Xico Chaves/SoloTransição

 

Patricia Costa Galeria de Arte
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição da artista Claudia Portos, com curadoria do Luis Ernesto e Bruno Miguel

 

Galeria Inox
Avenida Atlântica 4240 / Shopping Cassino Atlântico

Exposição Oscar Niemeyer

 
12 de setembro – Terça-feira

Bairros: Saúde, Botafogo, Gávea e Jardim Botânico

Horário: a partir das 17hs

Saúde – 17hs

 

Espaço Saracura
Rua Sacadura Cabral 219

Conversa com gestores do espaço e com o artista Alan Sieber

Botafogo – a partir das 18hs

 

Cavalo
Rua Sorocaba 51

Visita guiada a exposição “Luz Partida”, de Felipe Cohen

Gávea – a partir das 19hs

 

Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares 30

Visita guiada à exposição “Grito e Paisagem”, de Nuno Ramos

 

Mercedes Viegas Arte Contemporânea
Rua João Borges 86

Visita guiada a exposição “Quase Plano”, do artista Luiz d’Orey

 

Galeria da Gávea,
Rua Marquês de São Vicente 432

Inauguração do novo espaço da galeria e abertura da exposição de Luis Braga

 

Jardim Botânico – a partir das 20hs

Carpintaria
Rua Jardim Botânico 971

Exposição de Adriana Varejão e Paula Rego

 

 
Sobre a ArtRio

 

Em 2017, a ArtRio estreia em novo endereço: a Marina da Glória. O evento, que acontece de 13 a 17 de setembro, vai reunir importante galerias brasileiras e internacionais. Chegando a sua 7ª edição, a feira tem entre suas metas ser um dos principais eventos mundiais de negócios no segmento da arte.

 

A ArtRio pode ser considerada uma grande plataforma de arte contemplando, além da feira internacional, ações diferenciadas e diversificadas com foco em difundir o conceito de arte no país, solidificar o mercado, estimular e possibilitar o crescimento de um novo público oferecendo acesso à cultura.

Siesta

11/jul

O artista peruano Daniel Barclay desenvolve na galeria Emma Thomas, Jardins, São Paulo, SP, o projeto “Siesta”, um lugar intermediário entre o ambiente do ateliê e uma individual, com foco no processo e no relacionamento com o público, sem a mediação do galerista. No dia 11 de julho, às 18h, haverá um diálogo no espaço, momento de pausa no desenvolvimento da ocupação, onde as obras e seus relacionamentos também entram em estado de repouso, siesta.

 

 

Sobre o artista

 

Daniel Barclay nasceu em Lima, Perú, em 1972. Estudou artes plásticas na escola de arte Corrente Alterna (Lima, Peru), entre os períodos 1994 e 1999. Depois realizou uma tese na mesma escola, “Chamán Urbano” centrando-se em estéticas híbridas. Durante este período, foi parte do coletivo Otrosomos (2000-2003). Realizou um MFA na Central Saint Martins (Londres) no período 2003-2004. Nesta etapa aprofundou-se na leitura da imagem influenciada por ideias da “performative writing”, estabelecendo uma aproximação à pintura e instalações em diferentes níveis dos códigos visuais. No ano 2010 participou de uma residência artística na Faap e após diferentes projetos na cidade durante 2 anos, passa a viver e trabalhar em São Paulo.

 

 

Texto de Paula Borghi (setembro de 2014)

 

“…Por seus trabalhos, somos convidados a pensar em outros contextos socioculturais, visto que se trata de uma artista peruano, que estudou na Central Saint Martins em Londres – Inglaterra, de 2003-2004 e desde 2010 a 2011 realizou uma série de residências em São Paulo – Brasil, que o levou a viver em São Paulo. Contextos que se fazem presentes na série “Periodicos/Jornais”, com doze recortes de jornais pintados com geométricas brancas, sendo estes Europeu e Latino. Com um olhar mais atencioso, nota-se que os recortes correspondem ao período que o artista esteve nestes continentes, e que cada matéria aborda questões socioculturais referentes aquela época e região.

 

O mesmo faz-se presente em “Estratificaciones culturales”, onde encontramos uma mesa com uma mescla de livros da literatura brasileira e peruana, em uma espécie de quebra cabeça geométrico que conta a história político geográfica destas nacionalidades. Em “Tuñol filmes”, trabalho iniciado em 2011 na Residência da Curatoria Forense “INSID/OUT” e finalizado em 2014, o artista convida os demais residentes – do Chile, Argentina e Brasil – a construir uma narrativa de ficção para seu filme “Amor quente em Boiçucanga”. Trata-se de um trabalho autoral, porém realizado coletivamente a partir da proposição de responder um formulário e posteriormente posar para uma foto a frente do cartaz do filme.

 

Uma exposição que reúne trabalhos que se comportam individualmente cada qual com sua densidade, pois assim como a estratificação aquática, geológica e sociológica, a exposição apresenta obras em diferentes níveis, seja em pintura, instalação, desenho ou livro. Uma mostra que quando vista em sua totalidade estabelece um corpo híbrido e político, construído por muitos corpos, nações e linguagens. Por esta busca em perceber as muitas camadas culturais da produção de Barclay, tem-se a geometria como um elo condutor, uma linha que guia o olhar para uma forma pura e compreensível a todos, independente do contexto em que ela esta. Pois é através da geometria que o artista rompe as barreira da ideia de nação,  com uma forma que diz a mesma coisa independente de onde esteja.”

 

 

Até 18 de julho.