Mostra de Luiz Ernesto

02/jun

O artista visual Luiz Ernesto apresenta no OI Futuro Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, a mostra” EQUILIBRANDO-SE EM LUZ REVELAVA -SE”.  A curadoria é de Alberto Saraiva.

 

Artista plástico e ex-diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, desenvolve seu trabalho em diversos meios – desenho, pintura, objetos e fotografia, tendo como ponto de partida os objetos banais do cotidiano. O crítico Agnaldo Farias assim se referiu à obra do artista, durante uma exposição, em 1999: “As pinturas, desenhos e assemblages de Luiz Ernesto sempre se propuseram a animar as coisas de sua letargia para deixá-las transbordar, fazê-las abandonar seu estado inicial rumo a uma condição próxima”.

 

 

Até 07 de junho.

1ª COLETIVA EXPERIMENTA

29/maio

A Galeria Lume, Jardim Europa, São Paulo, SP, inaugurou a “1ª Coletiva Experimenta”, com curadoria de Paulo Kassab Jr e coordenação de Felipe Hegg e Victoria Zuffo. O projeto propõe divulgar e exibir a produção de artistas brasileiros e estrangeiros que já possuem uma trajetória artística mas que não são representados por nenhuma galeria, em São Paulo. Nesta edição inaugural, os artistas selecionados são Cecília Walton, Claudio Alvarez, Gian Spina, Maximilian Magnus e Renato Dib.

 

Em continuação à intensa programação de mostras, feiras nacionais e internacionais e eventos culturais, a Galeria Lume inaugura o projeto “Coletiva Experimenta”. Anualmente, a galeria abrirá inscrições para receber portfólios de artistas, os quais serão analisados por um conselho de curadores convidados pela galeria.

 

Nesta primeira edição, Cecília Walton apresenta “Bruxas no Ar” e “A Liberdade Guia o Povo”, nas quais emoldura telas em branco contendo informações estéticas apenas na parte inferior dos quadros, em uma proposta minimalista; além da série “Coleção de Arte da Cidade”, na qual exibe apenas a moldura de obras famosas e seus respectivos nomes, em uma crítica aos visitantes de exposições que veem nome, mas não a obra. Claudio Alvarez expõe “Mole”, uma peça em aço inox que segue o princípio de estruturação do artista baseado no movimento, reflexo da influência da arte cinética em sua produção. Gian Spina, por sua vez, traz “A Cada Minuto Morre um Poema” e “Não Param Nunca de Morrer”, fotografia composta por vários cliques da frase, escrita na mão esquerda do artista, em diferentes situações; e “The Day When my Rage Woke Up Before Me”, performance que realizou em Bordeaux, França, “colocando fogo” na Place de la Bourse, cartão postal desta cidade que arrecadou grande parte de sua riqueza com o tráfico de escravos, tendo seu auge no século XVII. Selecionado como destaque na residência da Tofiq House, o alemão Maximilian Magnus exibe “I’m Sorry” e “Thank You”, séries que tratam de sua vivência com o “jeitinho” brasileiro e suas consequências no mundo do trabalho. Por fim, Renato Dib participa com o projeto “Linhas da Mão”, utilizando luvas de lã como suporte para suas intervenções artísticas, e a série “Air Embroidery – Bordados no Ar”, composta por objetos em tecido suspensos.

 

Com mais este projeto inovador, a Galeria Lume abre espaço para artistas que não possuem nenhuma representação no circuito cultural de São Paulo, no intuito de diversificar a sua programação de seu espaço e exibir novas propostas criativas ao público.

 

 

De 29 de maio a 04 de julho.       

No Museu de Arte do Rio/MAR

O Museu de Arte do Rio, MAR, Centro, Rio de Janeiro, RJ, exibe a exposição “Tarsila e Mulheres Modernas no Rio”. Por meio de 200 peças (entre pinturas, fotografias, desenhos, gravuras, esculturas, instalações, documentos, material audiovisual e objetos pessoais), a exposição explicita a maneira pela qual a atuação de figuras femininas foi fundamental no que diz respeito à construção das sociedades carioca e brasileira, entre os séculos 19 e 20, nas mais diversas áreas – como artes visuais, literatura, música, teatro, dança, medicina, arquitetura, esporte, religião, política etc. Hecilda Fadel, Marcelo Campos, Nataraj Trinta e Paulo Herkenhoff assinam a curadoria da mostra.

 

A exposição “Tarsila e Mulheres Modernas no Rio” retrata mulheres com importante atuação em seus campos, do final do século XIX até hoje, e suas contribuições para a história da arte brasileira. O visitante se depara com mulheres com uma visão moderna não apenas nas artes visuais, mas nas ciências, na saúde, na segurança pública, na música, na dança. A exposição faz uma homenagem também às mulheres anônimas que revolucionaram nossa história ao demonstrar coragem e firmeza para fazer valer seus direitos.

É a primeira vez que Tarsila é contextualizada para além do campo das artes, abordando também o período pelo qual o Brasil e o Rio passaram, de lutas pelos diretos das mulheres que assumiam seu papel na sociedade, seus corpos e desejos. Nesse contexto, a vida e a obra da artista, representada com 25 pinturas e dez desenhos, serve como ponto de partida para a mostra da qual também fazem parte outros grandes nomes como Djanira, Maria Martins, Maria Helena Vieira da Silva, Anita Malfatti, Lygia Clark, Zélia Salgado e Lygia Pape.

 

O percurso tem inicio com as mulheres retratadas por Debret no século XIX, em ilustrações que evidenciam o uso de muxarabis – treliças de madeira que ocultavam a figura feminina nos recônditos do lar. A evolução da mulher na sociedade passa pelo direito ao voto e o reconhecimento do trabalho das domésticas no Brasil – incluindo a primeira publicação de reportagem sobre o assunto nos anos de 1950. O Aterro do Flamengo e o papel feminino na arquitetura do Rio moderno estão representados por Lota de Macedo Soares e Niomar Moniz Sodré, entre outras.

 

O momento em que as mulheres despontam na música, com apresentações em night clubs – até então um ambiente predominantemente masculino –, é contado por meio das histórias e canções de grandes divas do rádio, como Marlene e Emilinha Borba. As tias do samba e a mistura entre música e religião aparecem em fotos que revelam as feijoadas e os encontros nas comunidades da cidade, antes de se tornarem acessíveis ao publico em geral nas escolas de samba. Na dança, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal, Mercedes Baptista, e outros nomes do balé clássico e contemporâneo, como Tatiana Leskova e Angel Vianna, também fazem parte da mostra.

 

O espaço dedicado à literatura lança luz sobre outras facetas de Clarice Lispector – as crônicas femininas publicadas sob o pseudônimo Helen Palmer, o trabalho como pintora e fotos de sua intimidade registradas pelo filho. Raridades como o manuscrito de O quinze, de Rachel de Queiroz, também fazem parte da seleção. A mostra reúne ainda fotografias e recortes de jornais para contar a história de mulheres que, ao contrário das retratadas por Debret, foram às ruas para lutar por seus direitos e de seus familiares, como a Pagu, primeira presa política do país, e a viúva de Amarildo, que enfrenta a polícia na busca pelo corpo de seu marido.

 

 

Até 20 de setembro.

Fotografias de Daniela Dacorso

18/maio

A Galeria Luhda, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, programou para o dia 22 de maio, a exposição “Auto-focus”, individual de Daniela Dacorso, com a curadoria de Marco Antonio Teobaldo, na qual a artista apresenta 12 trabalhos inéditos, que representam a sua pesquisa sobre as periferias do Rio de Janeiro, um retrato inusitado de fatos corriqueiros nos subúrbios cariocas, mas que adquirem uma ironia delicada pelo olhar da fotógrafa.

 

Conhecida por ser a primeira fotógrafa a registrar o funk carioca nos anos 90, Daniela Dacorso vem fazendo suas incursões na cena underground desde então, assim como o seu trabalho de fotojornalismo proporcionou-lhe situações mais próximas de seu objeto de estudo e interesse. O seu olhar se volta para determinados pontos nas paisagens suburbanas que passam despercebidos aos menos atentos. Arquitetura, música, dança, religiosidade, moda e arte compõem este caldeirão cultural encontrado pela artista em suas andanças. Daniela Dacoroso admite existir o que chama de “um raciocínio plástico e um sentimento artístico” que lhe interessa nestes locais, cpompletando seu pensamento : ” – É uma lógica que cria soluções alternativas que espelham uma afetividade que eu busco como voyer, nestes espaços urbanos”.

 

O curador da mostra, Marco Antonio Teobaldo, afirma: “…mesmo dentro de uma situação de fragilidade social ou pobreza, Daniela Dacorso consegue imprimir doçura e leveza em cada imagem produzida”. Assim surgiu a obra “Boia”, em que uma cabeça emerge no centro de uma boia, em um dia de Sol a pino em pleno Piscinão de Ramos, 2012. Outra obra que remete a uma poética com a assinatura de Dacorso é “Podrinho”, 2013, que retrata o momento em que o dono de uma barraca de comida de rua finaliza um “podrão” (sanduíche com todo tipo de ingredientes da junk food juntos). O nome no diminutivo é uma espécie de apelo afetivo ao formato da obra, que será apresentada no tamanho de 30 cm X 40 cm.

 

Esta é a primeira exposição individual da artista na Galeria Luhda, que “…se volta para artistas contemporâneos que proporcionam novos olhares sobre o mundo em que vivemos”, como conta a galerista Ludwig Danielia.

 

 

De 22 de maio a 20 de junho.

Série inédita de Edouard Fraipont

08/maio

O fotógrafo Edouard Fraipont exibe série inédita de trabalhos na 1500 Babilônia, Leme, Rio de Janeiro, RJ. Nesta série, composta por sete imagens e um vídeo, denominada “Redesenhos”, o artista explora o conceito de foto-performance, em parceria com a coreógrafa e bailarina Alexandra Naudet, e propõe figuras redesenhadas pelo movimento do corpo e pela luz que nele incide.

 

Com a união entre fotografia e performance, em “Redesenhos”, Edouard Fraipont atua como responsável pelo movimento da luz, enquanto Alexandra Naudet atua com o movimento do corpo. A intervenção da fotografia não somente registra uma cena, mas redesenha o corpo documentado, ao acumular traços e distintos momentos do movimento, selecionados pela iluminação. “A intenção é transgredir limites do corpo e reapresentar novas figuras como visões de um imaginário fotográfico. O corpo e a luz ‘performam’ paralelamente.”, comenta o fotógrafo.

 

Neste trabalho, Edouard Fraipont se utiliza do recurso da longa exposição dentro de um ambiente escuro, onde o corpo em conjunção com a luz atuam e “desenham” no material fotossensível. Assim, em uma única imagem, o registro do corpo oferece um acúmulo de gestos, sendo que a luz direcionada permite selecionar e subtrair parte desse gestual, a fim de compor o desenho desejado.

 

Outro desdobramento da mostra está no vídeo “Desenho reanimado”, no qual o artista apresenta uma animação de fotografias que trazem novamente movimento às imagens. Nesta obra, Edouard Fraipont contou com a parceria de Muep Etmo, que compôs a trilha sonora. O resultado de toda a série surpreende, ao surgirem personagens que espelham mais intenções do que aspectos próprios do mundo visível.

 

Ao propor uma temática recorrente em sua obra – anteriormente, sendo o próprio artista a atuar para sua câmera, outras vezes modelos ou pessoas que se autorretrataram -, um dos desdobramentos nesta mostra está em trabalhar em parceria com uma coreógrafa e bailarina, alguém que domina a técnica da performance, da expressão do corpo e da coreografia. “Assim consigo expandir as possibilidades de criação, ao desconectar a performance da luz da performance do corpo.”, conclui.

 

 

De 09 de maio a 18 de julho.

Darcílio Lima em retrospectiva

04/maio

A exposição “DARCÍLIO LIMA – “Um Universo Fantástico”, cartaz da Caixa Cultural – RJ / Galeria 2; inaugura no próximo sábado, dia 9 de maio às 16:00h. A curadoria é do psicanalista Guilherme Gutman.

 

Esta retrospectiva, resgata a pequena e ainda pouco conhecida obra deste artista tão importante e singular, um dos expoentes da arte surrealista no Brasil. Além dos muitos trabalhos, serão exibidos filmes, fotos, livros e inclusive a bandeira do município de Cascavel, no Ceará, terra natal do artista, idealizada por Darcílio Lima.

 

Seus trabalhos, sobretudo em papel, são obsessivamente trabalhados, em sua grande maioria em bico de pena, com forte ênfase em temas místicos, sexuais e religiosos. Um trabalho virtuoso, vigoroso, impressionante e notável.

 

Esstá programada para o decorrer da exposição, uma visita guiada com o colecionador Afonso Costa e o curador Guilherme Gutman, quando será lançado o catálogo, com todos os trabalhos expostos reproduzidos, além de textos, depoimentos, e farta memorabilia.

 

 

Até 28 de junho.

Show off de Marcelo Stefanovicz

29/abr

O GRIS Escritório de Arte, Pinheiros, São Paulo, SP, abriu a exposição “Show Off”, do artista plástico Marcelo Stefanovicz, com curadoria de Paulo Azeco. A mostra é composta por 22 trabalhos – entre esculturas, fotografias e pinturas – que contam histórias e trazem a força do espontâneo como agente modificador e decisivo na elaboração das narrativas.
Em sua nova individual, Marcelo Stefanovicz constrói uma relação íntima com a imagem, seja ela autoral ou apropriada. “Minha inspiração surge de descobertas. Sendo assim, a própria ideia de descobrir é para mim a narrativa.”, comenta. Seu processo criativo é baseado na experimentação e na intuição, gerando novos significados em sua obra que, ao negar um objeto, o evidencia e enaltece ao mesmo tempo. Nas palavras do curador da mostra: “Sua imagem final é densa, cheia de camadas, induzindo o espectador a uma análise que compreende não só o que ali se apresenta, mas o processo de composição.”.

 

Utilizando este mesmo princípio estético de construção, alguns trabalhos de Marcelo Stefanovicz miram para o universo do design experimental, no qual objetos do cotidiano, encontrados aleatoriamente, são empregados como suporte ou meio para a execução da obra. Neste sentido, temos a série Parasitas, que trata dessa relação entre o design e a arte com mais evidência: a partir de lâmpadas e circuito elétrico, são criadas obras tridimensionais que, apesar de se valerem da mesma intervenção plástica e gestual de suas pinturas, continuam sendo lâmpadas e mantendo sua função primeira, qual seja a de propagar luz.
O trabalho de Marcelo Stefanovicz, ao ser revelado pelo ocultamento, trava um diálogo com a narrativa contemporânea, que busca seu discurso no questionamento individual, na omissão e negação. “A melhor história a ser contada, em alguns casos, pode ser aquela que é apenas sugerida.”, conclui o curador Paulo Azeco.

 

 
Até 23 de maio.

A Galeria Lume em L.A.

27/abr

A Galeria Lume, em continuidade a sua intensa agenda de feiras internacionais, participa da Paris Photo L.A. 2015, na Paramount Pictures Studios, em Los Angeles, Estados Unidos. A proposta de seu stand é destacar o trabalho da artista norte-americana Maxi Cohen, expondo imagens da série “Ladies Room Around the World” e a videoinstalação “Specimens from the Amazon”. A galeria também exibe dois trabalhos da série “Downtown Los Angeles”, do fotógrafo brasileiro Claudio Edinger.

 

“Ladies Room Around the World”, de Maxi Cohen, é ambientada em banheiros femininos de diversas cidades do mundo, entre 1978 a 2011. Pessoas de diferentes línguas e estilos foram registradas, geralmente em frente ao espelho do banheiro, evidenciando momentos vulneráveis e de confissões íntimas à fotógrafa, as quais tratam desde o sexo ao adultério, do poder ao abuso, da moda à fama, e do horror ao deleite. “Specimens from the Amazon” é uma série multimídia de videoinstalações que retratam fragmentos de vida no coração da Amazônia. Cada peça é formada por um pequeno monitor de vídeo, ricamente emoldurado, e uma lupa pendurada por uma corrente dourada. A ideia é que cada espectador, ao se aproximar da minúscula tela, com uma lente de aumento em mãos, se sinta como um antropólogo, investigando e se tornando parte da Amazônia.

 

Em “Downtown Los Angeles”, Claudio Edinger apresenta não apenas um registro documental de determinadas áreas da cidade americana, mas também estabelece novos significados ao se utilizar de grafismos e desfoque – recurso recorrente em sua obra -, inserindo as personagens centrais de cada fotografia em histórias que não necessariamente representam a realidade.

 

Com sua segunda participação na Paris Photo L.A., a Galeria Lume se destaca e firma sua posição no cenário internacional, conquistando novos mercados para os artistas por ela representados e levando obras de arte de qualidade para admiradores e colecionadores do mundo todo.

 

 

De 01 a 03 de maio.

Coletiva no Castelinho

A partir do dia 12 de maio, o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – o Castelinho do Flamengo – Praia do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, será ocupado por nove artistas na exposição “Coquetel”.

 

André Renaud, Bernardo Zabalaga, Isabela Sá Roriz, Jeferson Andrade, Joana Traub Csekö, Julia Csekö, Leo Ayres, Mario Grisolli e Zé Carlos Garcia apresentarão trabalhos inéditos, concebidos especialmente para a exposição e em diálogo com a arquitetura eclética que caracteriza o espaço. “Coquetel” pretende reintroduzir este centro cultural da prefeitura do Rio de Janeiro no circuito da arte contemporânea. O local, que já foi cenário de trabalhos de artistas como Marcos Chaves, Ana Miguel, Claudia Bakker e Renato Bezerra de Melo, agora se torna palco de instalações de artistas emergentes.

 

O grupo escolhido para o projeto enfatiza a variedade de mídias e estratégias usadas na arte contemporânea – objeto, escultura, fotografia, apropriações. “Coquetel” trará para o público uma amostragem da diversidade e da maleabilidade com as quais a arte de hoje trabalha, não se intimidando diante de diferentes espaços e situações, mas criando a partir de diversos contextos e suas particularidades.

 

No térreo, Zé Carlos Garcia apresenta uma de suas esculturas aladas, sendo acompanhado na sala ao lado por André Renaud, com duas pilhas de lixo que se espelham.

 

No primeiro andar, Joana Traub Csekö revela um de seus foto-objetos, criado especialmente para o local; Isabela Sá Roriz cria móveis que se desfazem em líquido; e Bernardo Zabalaga mostra o resultado de uma de suas terapias energéticas.

 

No segundo andar, Jeferson Andrade expõe uma pesquisa feita a partir de fotos pessoais de um soldado encontradas na rua; Leo Ayres constrói um viveiro de plantas caseiras; Julia Csekö exibe uma de suas esculturas da série Híbridos; e Mario Grisolli nos provoca com uma máquina construída com o motor de um espremedor de sucos.

 

Na abertura, haverá uma ação-ritual de Bernardo Zabalaga e uma leitura performática de Jeferson Andrade..

 

A exposição contará ainda com duas conversas com curadores, críticos e artistas, nos dias 9 e 30 de junho, quando serão debatidos os temas “arte e magia” e “outros circuitos”.

 

 

De 12 de maio a 12 de julho.

Dois na Marsiaj Tempo

24/abr

Eduardo Kac  apresenta “Early Media Works” na Marsiaj Tempo Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Nessa exposição, o visitante poderá conferir os trabalhos inaugurais das experiências do artista em mídias da época, podendo considerar “Early Midia Works”, uma exposição que compreende um importante período histórico na carreira de Eduardo Kac. Serão apresentados 14 trabalhos em papel (desenhos feitos com máquina de escrever, xerox, prints e fax), um holograma, um painel de led, um neon, e um vídeo por telefone.

 

 

 
Trecho do texto de Bernardo Mosqueira

 
“A exposição “Early Media Works” reúne um conjunto de trabalhos de Eduardo Kac desenvolvidos entre 1980 e 1994 e reflete um momento de intensificação do interesse do artista pelas novas tecnologias, os novos meios de comunicação e a cultura que com eles emergia. Em 1982, após a famosa “Interversão” na Praia de Ipanema com ações explosivas de diversos tipos naquele que seria o clímax do Movimento de Arte Pornô, Kac foi aos poucos tendo a sensação de que aqueles trabalhos refletiam e se inscreviam em um contexto muito local, brasileiro. Depois daquele ano, entendendo que a nova cultura seria global, Eduardo foi se empenhando cada vez mais na investigação e experimentação dos meios de comunicação. Com tensão utópica semelhante à do Movimento de Arte Pornô que desejava criar um mundo mais livre, Kac passou a acreditar que o mundo poderia ser reorganizado através do uso livre das tecnologias e que isso traria uma multimidialidade fértil para as relações. Nessa exposição, as obras mais antigas apresentam ainda interesses remanescentes do Movimento de Arte Pornô e os trabalhos mais recentes investigam questões que se tornariam fundamentais para sociedade em que vivemos.”.

 

 

 

A Marsiaj Tempo Galeria abre no mesmo dia a exposição “Noir – a noite na metrópole” com FOTOGRAFIAS CINÉTICAS, clipes de vídeo, realizados entre 2012 e 2015 por Antonio Saggese. O fotógrafo vem captando situações em SP sempre com tomadas noturnas, em uma fotografia alusiva ao cinema “noir”. Tendo recebido o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia promovido pela FUNARTE em 2014 com esse trabalho, um DVD será distribuído gratuitamente na ocasião com 64 fotos cinéticas selecionadas e apresentação de Antonio Fatorelli. A exposição contará com uma projeção principal, com imagens do DVD e 4 monitores que alternarão trabalhos (que não fazem parte do DVD), em vídeos que variam entre 1 e 7 minutos. A exposição será no anexo da Galeria.

 
Antonio Saggese vem realizando exposições nos mais renomados espaços entre Rio e SP há 4 décadas. Sua personalidade inquieta o leva a experimentar sempre novas possibilidades técnicas, trazendo para a fotografia novas abordagens para temas instigantes. Seu trabalho mais recente lida com a fotografia expandida, que nas palavras do fotógrafo significa: “uma fotografia cinética, diversa da cinematografia, em que a cena, pela rarefação ou pela recorrência, resiste ao avançar. Dilatado o corte temporal operado na fotografia, referem-se os fluxos, movimentos sem culminação dramática, bem como a imobilidade dos tempos mortos.” Sem som ambiente, câmera e enquadramentos são fixos. O tempo do evento não é alterado e não há montagem, pois a cena é, quando muito, cortada em seu princípio ou fim. O registro em branco e preto acontece já na câmera, no momento da captura, não na pós-produção.  As imagens são captadas com uma discreta câmera fotográfica portátil.

 
“As fotografias cinéticas testemunham que Saggese permanece fotógrafo, nesse momento transicional de remediação da fotografia pelo vídeo e pelas tecnologias digitais. Um fotógrafo especialmente perceptivo às singularidades do regime temporal contemporâneo – às configurações do tempo complexo, simultâneo e compartilhado em rede”. (Antonio Fatorelli)

 

 

 
Sobre o artista

 
Antonio Saggese fotógrafo e arquiteto. Nascido em São Paulo em 1950 e graduado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Mestre e Doutor em Filosofia – Estética – pela FFLCH-USP. Antônio Saggese inicia carreira como fotógrafo em 1969. Especializou-se em fotografia de móveis e design em Milão como  bolsista do governo italiano. Através da “Triennale di Milano” realiza estágios em estúdios de fotografia na área entre os quais o de Aldo e Marirosa Ballo, Gabriele Basilico e o Studio Azzurro. Assistiu a workshop do Studio Azzurro no Pallazzo Fortuny em Veneza. Trabalhou para as revistas Casa Vogue, Design & Interiores, A&D, ViverBem, Arquitetura e Construção. Sempre desenvolvendo trabalhos artísticos independentes, já expôs no MAM do Rio de Janeiro, SESC Pompéia, Pinacoteca do Estado de SP, MAM de SP, Instituto Tomie Ohtake, Galeria Tempo, entre outros espaços expositivos. Seu trabalho está presente nos acervos do Museu de Arte Moderna de SP, Museu da Imagem e do Som de SP, Museu da Fotografia em Curitiba, Coleção Pirelli/MASP, Coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de importantes coleções particulares.

 

 

 
Abertura: 25 de abril.