No Parque Lage

24/abr

Na próxima terça-feira, dia 28 de abril, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, inaugura  a exposição “Encruzilhada”, com mais de cem obras de cerca de 70 artistas, em curadoria de Bernardo Mosqueira.

 

“Encruzilhada” inaugura o programa Curador Visitante, novo desenho do calendário de exposições da instituição, que convidou para este ano cinco curadores – Bernardo Mosqueira, Bernardo de Souza, Daniela Labra, Luisa Duarte e Marta Mestre – para realizarem exposições, que, em meio a nomes já reconhecidos no circuito, incluam também trabalhos de ao menos cinco estudantes da Escola.

 

Para acompanhar criticamente a produção desses estudantes, os cinco curadores ministram cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Bernardo Mosqueira acompanha  desde o início do ano as atividades da Escola, e escolheu o estudante Ulisses Carrilho como seu assistente na curadoria, mais sete artistas estudantes da instituição.

 

A exposição abrange trabalhos de nomes consagrados e de artistas que integrarão a Bienal de Veneza em maio como André Komatsu e Berna Reale.

 

A relação completa dos artistas presentes na exposição é: Afonso Tostes + Aderbal Ashogun, Agência Transitiva, Alexandre Mazza, Ana Linnemann, Ana Mazzei, André Komatsu, André Parente, Anna Bella Geiger, Anna Costa e Silva, Antonio Dias, Armando Queiroz, Berna Reale, Beto Shwafaty, Cao Guimarães + Rivane Neueschwander, Caroline Valansi, Carla Zaccagnini, Carlos Vergara, Chico Fernandez, Cildo Meireles, Cinthia Marcelle e Tiago Mata Machado, Cláudia Andujar, Daniel Steegmann Mangrané, Dias&Riedweg, Domingos Guimaraens, Eduardo Kac, Elisa Castro, Fyodor Pavlov-Andreevich, Grupo UM, Guga Ferraz, Gustavo Ferro, Íris Helena, Ivan Grilo, Jac Leirner, Joana Traub Csekö, Jorge Soledar, José Patrício, Laura Lima, Leandro Nerefuh, Lenora de Barros, Lucas Parente, Luiz Braga, Marcos Chaves, Maria Laet, Martha Araújo, Mauro Restiffe, Maya Dikstein, Milton Marques, Montez Magno, Nazareno Rodrigues, Odaraya Mello, Opavivará!, Paula Sampaio, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Pedro Victor Brandão, Rafael RG, Rafael França (1957-1991), Raquel Versieux, Rebola, Regina Parra, Renata Lucas, Rodrigo Braga, Tiago Maladodi, Tiago Mata Machado, Tiago Rivaldo, Vivian Caccuri, Wesley Duke Lee e Waltercio Caldas.

 

 

Até 02 de junho.

Mury com Roberto Alban

Sem folha não tem Orixá!  Esse dito iorubá que sintetiza um dos princípios do candomblé, serviu de base para a exposição – de caráter inédito – que o fotógrafo e artista plástico Alexandre Mury apresenta em sua exposição individual em Salvador na Roberto Alban Galeria de Arte, Ondina, Salvador, BA.

 

A mostra, intitulada “O Catador na Floresta de Signos”, é resultado de uma incursão artística e filosófica sobre o universo afro brasileiro a partir de uma pesquisa empreendida por Alexandre Mury, durante dois meses, na capital baiana.

 

O trabalho de Alexandre Mury resultou na composição de 12 orixás, uma leitura livre baseada na simbologia das folhas associada à figura humana.  Em sua pesquisa em território baiano, o fotógrafo investigou o tema religioso a partir do contato próximo com as pessoas que vivem o candomblé no seu cotidiano, levando para sua vida essa influência.

 

Alexandre Mury ressalta nessa mostra a importância da vivência em terras baianas para o resultado final de seus trabalhos. E este resultado, decorreu de sua atenta observação sobre a apropriação dos signos e significados do candomblé pelos baianos. O artista confessa que procurou em seu trabalho a busca da ancestralidade no que ela tem de mais essencial e é nesse ponto que entra, como fio condutor, da exposição o elemento natureza, particularmente, as folhas.

 

 

 A palavra do artista

 

Eu tinha uma ideia na cabeça, mas quando cheguei a Salvador tudo mudou. Mudou na construção e no próprio sentido da obra que eu imaginava fazer.

 

Aqui, mesmo quem não é do candomblé acaba incorporando alguma coisa do candomblé no seu dia a dia.

 

 

 De 08 de maio a 06 de junho.

No SESC Santo André

17/abr

O Sesc Santo André, SP, exibe “A Experiência da Arte”, com curadoria de Evandro Salles e nove obras, independentes entre si, dos artistas Cildo Meireles, Eduardo Coimbra, Eleonora Fabião, Ernesto Neto, Waltercio Caldas, Wlademir Dias-Pino e Vik Muniz. Entre esculturas, fotografias, instalações, obras sonoras, performances e poemas visuais, a mostra propõe uma imersão plena no universo poético da arte, ao apresentar peças com diferentes abordagens e estratégias de relação com o público: algumas de total interatividade, outras reflexivas ou inteiramente contemplativas.

 

Concebida no formato de grandes instalações, expostas em aproximadamente 1.700m2 de área interna e externa, “A Experiência da Arte” proporciona ao público a vivência da arte como um acontecimento especial, essencialmente poético, de natureza individual e intransferível. O projeto curatorial repensa o papel da mediação entre obra e espectador, no intuito de incentivar a criação de sistemas próprios de vivência e usufruto da arte. Neste sentido, são evitadas legendas, informações biográficas, discursos comparativos, informações históricas, abordagens sociológicas, antropológicas e demais informações que, segundo Evandro Salles, funcionam como “impedimentos que atravessam e obstruem o caráter essencialmente poético do objeto de arte”.

 

Entre os trabalhos expostos, Cildo Meireles apresenta “RIO OIR” e “Malhas da Liberdade – versão nº 4”. O primeiro, uma obra sonora criada pelo artista em 2012 e que acabou se transformando em longa-metragem, CD e instalação. A obra reúne o som gravado nos principais rios da enorme rede fluvial brasileira, do Amazonas ao São Francisco. “RIO OIR – Ouvir o Rio” convida o público a pensar a água como elemento fundamental da vida no planeta. Por sua vez, “Malhas da Liberdade – versão nº 4” representa uma estrutura de plástico, feita de maneira que as peças podem se encaixar umas às outras indefinidamente, gerando uma variedade incontável de formas e configurações. Apesar da estrutura criar grades que limitam e, de alguma maneira, cerceiam o fluxo, seu desenho permite um inesperado espaço de ultrapassagem, de liberdade de articulação, onde o público interfere e opera um subversivo encontro de saídas e alternativas de caminho.

 

Eduardo Coimbra exibe “Escultura V”, um conjunto escultórico-arquitetônico composto por módulos em estrutura de ferro pintado, com formato de cubos em três tamanhos distintos. Essas peças, de forte inclinação construtivista, são empilhadas criando uma enorme estrutura, que pode ser escalada, ocupada e utilizada pelos visitantes de infinitas maneiras.

 

Por sua vez, a artista Eleonora Fabião traz um conjunto de trabalhos que denominou “Ações Andeenses”, sendo a obra central a performance “Converso Sobre Qualquer Assunto”, na qual se disponibiliza para conversar sobre qualquer coisa, com qualquer pessoa que reaja ao convite da artista. Esta ação ocorrerá uma vez por mês, durante os seis meses de duração da mostra.

 

“Riogiboia” é o título da obra de Ernesto Neto, também concebida especialmente para a exposição. Grande escultura penetrável, de forte impacto visual, tem o formato de uma cobra-labirinto com 122 metros de extensão, podendo ser percorrida em seu interior. Seu piso é feito de madeira, com incrustações de pedra que formam desenhos de signos indígenas tradicionais. Em torno dessa estrutura, grandes painéis são cobertos por fotografias da selva amazônica, justapostas à selva de edifícios que São Paulo configura. Entre esses dois blocos de imagens, as nuvens definem um fluxo do mais precioso líquido: a água. A oposição Urbe-Floresta se apresenta como fonte de reflexão sobre os mitos culturais brasileiros, a necessidade de sua preservação e, ao mesmo tempo, sua projeção no universo urbano.

 

Waltercio Caldas expõe as obras “Camuflagem” e “Inflamáveis”. A primeira, um corredor feito por espelhos, onde algumas poucas palavras problematizam a passagem do público pela estrutura, fazendo com que o olhar do visitante torne-se o objeto central da própria obra. Inflamáveis trata de linguagem e suas codificações. Um carrinho de bombeiro, colocado provocativamente dentro de uma grande vitrine, não possui sua cor característica – o vermelho –, cor esta que “escorrega” literalmente para a parede localizada em frente à vitrine. Significado e significante se descolam um do outro, fazendo com que o carrinho, totalmente branco, revele-se de forma imprevista e inusitada ao olhar do público.

 

Wlademir Dias-Pino, um dos fundadores dos movimentos de poesia construtivista no Brasil e do Poema Processo, apresenta uma nova versão de seu clássico livro “A Ave”. O poeta, hoje aos 88 anos de idade, propõe uma instalação na qual o público, usando o mesmo universo de palavras do poema e seu sistema de leitura, pode produzir novas articulações da obra em uma enorme superfície, coberta com tinta magnética. Assim, os vocábulos e linhas do poema, impressos em forma de imãs, podem ser manipulados em infindáveis possibilidades.

 

Vik Muniz apresenta quatro grandes trabalhos fotográficos em metacrilato, e oferece ao público o seu “Estúdio Vik Muniz”. Neste espaço interativo, seu método de trabalho e de criação fotográfica é disponibilizado, para que qualquer pessoa produza suas próprias imagens, as quais são impressas e também postas em exposição.

 

A mostra, que não tem nenhum roteiro de visitação pré-fixado ou trajetória pré-estabelecida, tem entretanto como seu espaço introdutório a “Sala de Encontro”, usada tanto para receber o público em seus primeiros momentos na área expositiva como para prepará-lo para percorrer um dos trajetos possíveis da mostra. Esta sala funciona como uma espécie de “passagem” entre o mundo cotidiano e o mundo da arte, onde o visitante se preparar para percorrer um universo de natureza mais sensível e complexa.

 

“A Experiência da Arte” não tem um tema central, nem busca a uniformidade de leitura entre estilos e técnicas artísticas. Elimina ao máximo todo tipo de mediação, em prol da livre absorção da poética do objeto de arte. Nas palavras do curador, “Uma exposição de arte é um lugar para ver e experimentar objetos totalmente diferentes daqueles do mundo cotidiano. Eles funcionam para o pensamento, para o olhar e para o coração.”.

 

 

De 21 de abril a 25 de outubro.

Uma paixão francesa no MAR

15/abr

O Museu de Arte do Rio – MAR, Praça Mauá, Centro, Rio de janeiro, RJ, traz à cidade uma seleção de 75 fotografias e vídeos que, provenientes dos acervos das mais respeitadas instituições francesas – Centre Georges Pompidou, Maison Européenne de la Photographie (MEP), Société Française de la Photographie e Musée Nièpce -, retratam o Rio de Janeiro por ângulos originais e singulares. “Rio – Uma paixão francesa” reúne registros feitos por artistas como os brasileiros Marc Ferrez, Augusto Malta, José Oiticica, Alberto Ferreira e Rogério Reis, os franceses Raymond Depardon e Vicent Rosenblatt, o marroquino Bruno Barbey e o romeno Ghérasim Luca, entre outros expoentes da fotografia do século 19 à atualidade. A produção videográfica será representada por Katia Maciel, JR e Stephen Dean, entre outros.

 
A exposição, que faz parte das comemorações do aniversário de 450 anos da cidade e abre a programação oficial do FotoRio 2015, tem a curadoria assinada por Jean-Luc Monterosso e Milton Guran, com curadoria-adjunta de Cristianne Rodrigues. Resultado de dois anos de pesquisa, “Rio – Uma paixão francesa” é dividida em quatro núcleos – Histórico, Modernista, Contemporâneo e Documental – que apresentam ao público imagens raras, obras emblemáticas e o olhar do estrangeiro sobre cenas do cotidiano carioca.

 
“Até a Segunda Guerra Mundial, o Rio de Janeiro ficava atrás apenas de Paris entre as cidades mais fotografadas do mundo. Isso se deu, em parte, em função de suas belezas naturais e do exotismo – em relação aos padrões europeus –, da civilização que aqui se desenvolvia, mas também devido ao apoio do Governo Imperial. A França, naturalmente, como pátria da fotografia, foi destinatária de uma seleção expressiva dessa produção que integrava relatórios administrativos ou álbuns específicos, sobretudo no século 19. Ao longo do século seguinte, embora por outros caminhos, importantes autores que documentaram o Rio entraram nas coleções de museus públicos franceses”, explica Milton Guran.

 
Entre as curiosidades apresentadas estão os retratos de famílias da elite carioca registrados pelo português Joaquim Insley Pacheco e a panorâmica da missa campal pela abolição da escravatura, realizada em 17 de maio de 1888, capturada por A. Araujo de Barros. Um dos primeiros expoentes brasileiros do modernismo na fotografia, José Oiticica, aparece ao lado de outros nomes do movimento como Emanuel Couto Monteiro e Sylvio Coutinho Moraes. Outros destaques são as fotografias de Raymond Depardon, um dos principais artistas franceses na atualidade, e o trabalho de Vincent Rosenblatt sobre a cultura funk na cidade.

 

No dia da abertura, às 15h, acontece uma Conversa de Galeria com a participação de Milton Guran, Cristianne Rodrigues, Rogério Reis e Bruno Barbey. No dia 16, às 15h, é a vez de Jean-Luc Monterosso falar com o público. Junto com “Rio – Uma paixão francesa”, o MAR abre ao público a mostra “Kurt Klagsbrunn, um fotógrafo humanista no Rio (1940-1960)”.

 
Artistas: A de Barros Araujo, Alberto Ferreira, Augusto Malta, Bruno Barbey, Chakib Jabor, Emanuel Couto Monteiro, Eugenia Grandchamp, Ghérasim Luca, Joaquim Insley Pacheco, JR, José Oiticica, Katia Maciel, Marc Ferrez, Marcelo Lins Martins, Paul Almasy, Raphaël Landau, Raymond Depardon, René Burri, Rogério Reis, Stephen Dean, Sylvio Coutinho Moraes, Thierry Cohen e Vincent Rosenblatt.

 

 
Até 09 de agosto.

 

 
Sobre o Museu de Arte do Rio

 
O MAR é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Instalado na Praça Mauá, ocupa dois prédios vizinhos: um mais antigo, tombado e de estilo eclético, que abriga o Pavilhão de Exposições; outro mais novo, de estilo modernista, onde funciona a Escola do Olhar. O projeto arquitetônico une as duas construções com uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda – marca registrada do museu –, e uma rampa, por onde os visitantes chegam aos espaços expositivos.

 
O MAR, uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação a partir do programa curatorial que norteia a instituição.

 
O museu tem o Grupo Globo como mantenedor, a Vale e a BG Brasil como patrocinadores e o copatrocínio do Itaú, além do apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e a realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão fica a cargo do Instituto Odeon, uma associação privada, sem fins lucrativos, que tem a missão de promover a cidadania e o desenvolvimento socioeducacional por meio da realização de projetos culturais.

Fotos de Guilherme Licurgo

10/abr

A Luste Editores lança no dia 14 de abril na galeria LUME, Jardim Europa, São Paulo, SP, “Guilherme Licurgo – Desert Flower – Martha Graham”, um registro feito pelo fotógrafo brasileiro Guilherme Licurgo, durante o período de quatro anos (2010 – 2014), ao acompanhar a Martha Graham Dance Company em turnês ao redor do mundo. A publicação chega às livrarias em uma caixa composta pelo livro principal “Desert Flower”, bilíngue, com imagens e textos sobre a coreógrafa e sua Companhia, um segundo livro intitulado “Body Seeds”, com fotografias (em lâminas) soltas, além de um pôster e um flip book.

 
Guilherme Licurgo teve o contato inicial com os característicos movimentos angulosos da dança de Martha Graham em 2010, quando conheceu Tadej Brdnik, primeiro bailarino e gerente de projetos especiais da Companhia. Juntos, realizaram alguns ensaios fotográficos em um cenário desértico, com figurinos de obras de Martha Graham – os quais já foram assinados por grandes nomes da moda, como Oscar de la Renta, Halston, Donna Karan e Calvin Klein. O resultado dos primeiros registros surpreendeu a todos pela qualidade das imagens e abriu as portas da Martha Graham Dance Company para o fotógrafo, que se deixou seduzir pelas inúmeras formas de registrar os bailarinos em ação. “Fiquei impactado, descobri uma dança extremamente visual, com infinitas possibilidades para um fotógrafo.”, relembra.

 
No ano seguinte, Guilherme Licurgo começa a acompanhar o grupo em turnês, interagindo com os bailarinos após assistir às apresentações e descobrir nuances de movimentos. Quando a Companhia passa pela Itália e pela Espanha, Licurgo tem o insight de sair por locais ao ar livre, com uma mala cheia de figurinos e com bailarinos dispostos a posar para suas lentes, capturando detalhes da técnica de Martha Graham e transformando-os com seu olhar. Nascia, assim, a série de fotografias batizada de “Desert Flower”, um olhar inusitado sobre a obra de Martha Graham, unindo o uso de sua técnica ao desejo de criar imagens novas, livres, que celebrassem sua dança. Em seguida, para mais uma imersão, Guilherme Licurgo viaja a Nova York, de onde segue em outra turnê com a Companhia, passando por outras cidades da Itália e pela Grécia, a fim de incrementar o projeto. Viajando sozinho, mergulhado no mundo de Martha Graham, o processo criativo já se desenvolvia naturalmente, de forma até visceral.

 
Agora, através da Luste Editores, chega o momento de dar mais um importante passo nessa trajetória, com o lançamento de “Guilherme Licurgo – Desert Flower – Martha Graham”. Direcionada não apenas a admiradores da dança e da fotografia, a publicação transita entre livro e item de colecionador; um registro de arte, cultura e beleza. Nas palavras de Janet Eilber, diretora artística da Companhia: “Com estas imagens notáveis, Guilherme Licurgo conseguiu captar as convicções essenciais de Martha Graham e elevá-las ao futuro. Sei que Martha ficaria intrigada e fascinada por estas imagens, e sentiria uma profunda conexão com suas próprias descobertas criativas.”.

 

 
* Entre os dias 15 e 21 de abril, algumas fotografias que compõem o livro estarão em exposição na Galeria Lume.

Livro de Verena Smit

A fotógrafa Verena Smit lança seu livro “Lovely”, na Livraria Freebook, Jardim Paulistano, São Paulo, SP, com 22 imagens em preto e branco. Após residir em Nova York, Estados Unidos, durante dois anos e meio, a artista ocupou seu último ano na cidade com este projeto, cuja proposta nos leva a um imaginário poético onde o sentimento de despedida é o fio condutor. A despedida não da cidade ou simplesmente das pessoas com quem se relacionou, mas de um sonho concretizado. Ao se mudar para Nova York para uma graduação em fotografia, Verena Smit se deparou com momentos difíceis mas, ao mesmo tempo, com os melhores e mais intensos de sua vida. Se envolveu de forma mais experimental e artística, reafirmando sua paixão pela fotografia.

 

Um ano antes de retornar a São Paulo, a artista viu a necessidade de reunir imagens para a criação de seu primeiro livro – algo autoral, livre, pessoal, como uma dedicatória ao tempo que morou naquela cidade. Adquiriu, então, uma pequena câmera, e passou a levá-la para todos os lugares. “Queria guardar as memórias de uma outra forma e, ao mesmo tempo, incentivar meu instinto de fotografar constantemente cada detalhe que eu via ao longo dos dias.”, comenta. Surge, então, o projeto “Lovely”, não como um diário fotográfico, mas como uma narrativa poética que expõe a relação entre uma experiência vivida e o ideal sonhado. Carregadas de espontaneidade e despretensão, as fotografias revelam uma atmosfera de sonho, de fantasia, transportadas de seu inconsciente para os negativos.

 

De volta ao Brasil, Verena Smit chegou a deixar este projeto de lado, talvez por tamanha nostalgia que o trabalho lhe causava. Agora, com o lançamento de “Lovely”, a fotógrafa considera este como o fim de um ciclo, deixando claro que Nova York não ficou apenas na lembrança e no coração. Nas palavras da artista: “Queria fazer algo maior, além de apenas ter sentido e vivido tudo aquilo. Com o lançamento deste meu primeiro livro, declaro minha conciliação e meu retorno à fotografia.”.

 

 

Data: 16 de abril de 2015, quinta-feira, das 18 às 22h.

Schoeler Editions na SP-ARTE

07/abr

A Schoeler Editions participa da edição 2015 da SP-Arte, Parque do Ibirapuera, São Paulo, SP, e apresenta uma novidade em seu stand: a aplicação do conceito de edição limitada (editions) para prints individuais das publicações “24×36”, de Bob Wolfenson; “Croix du Sud”, de Cristiano Mascaro; “Urban Landscapes”, de Michael Grecco;” Falling Beauty”, de Christian Maldonado; “Internal Affair”, de Marcelo Greco; e “Diário da Viagem”, de Peter Scheier.

 

Após se estabelecer no mercado com portfólios e projetos editoriais de luxo, confeccionados com materiais de primeira qualidade, a Schoeler Editions inova e lança prints selecionados de suas séries exclusivas, sob o mesmo conceito de edição limitada, o qual determina rígidos padrões de produção, por exemplo: todos os prints da edição são idênticos, limitados e assinados, com comprovação de origem. Os prints são produzidos em uma tiragem de 11 por imagem, impressos em papel de algodão, com chancela Shoeler Editions e assinatura do artista.

 

A Schoeler Editions promove também o pré-lançamento do livro “Sombras Secas”, de Marcelo Greco, que virá acompanhado de um print assinado e numerado, em caixa exclusiva. Somente 15 exemplares serão comercializados. Neste trabalho, o fotógrafo busca construir, através de paisagens escuras e pouco definidas, uma experiência sensorial e emocional com o ambiente onde vive. Propõe ao leitor/espectador um mergulho na geografia interna da vida. Apresenta uma visão avassaladora das relações humanas. Nas palavras do fotógrafo: “São imagens que tratam da dissolução, do desaparecimento do homem em seu ambiente construído: às vezes a partir de uma abstração, outras vezes São Paulo sendo desvendada aos poucos, (…).”

 

Por sua vez, Verena Smit lança o livro “Lovely”, que nos coloca diante de um imaginário poético onde o sentimento de despedida é o fio condutor. Não a despedida da cidade ou simplesmente das pessoas com quem nos relacionamos, mas a despedida de um sonho concretizado. “Lovely” relata uma narrativa poética que expõe a intersecção entre a experiência vivida e o ideal sonhado.

 

Após ser convidada a fazer parte do catálogo da Library of Congress (Estados Unidos) com três de seus títulos, a Schoeler Editions, com sua primeira participação na SP-Arte, dá continuidade a seu cronograma de importantes lançamentos, seguindo a proposta de elaborar projetos editoriais em tiragens limitadas, com materiais da mais alta qualidade. Todas estas edições poderão ser adquiridas durante a feira e, posteriormente, pelo site da Schoeler Editions.

 

 

 De 09 a 12 de abril.

Polípticos de Bruno Veiga

31/mar

A nova exposição individual de Bruno Veiga, “Polípticos”, acontece na Galeria da Gávea, Rio de Janeiro, RJ, traz uma reflexão sobre Brasil contemporâneo e texto de apresentação de Iatã Cannabrava. Desdobramento de um processo de observação que começou nas eleições de 2014, a exposição é composta por fragmentos de imagens dos candidatos com as quais cidadãos cariocas foram obrigados a conviver diariamente durante o período eleitoral do ano passado. Nos banners pelas ruas, os retratos mostravam olhares e sorrisos muito semelhantes, uma consequência direta da supremacia da estratégia publicitária sobre diferenças políticas. Os cartazes eram muito parecidos e, ao mesmo tempo, tão distantes quando registrados em macrofotografia, técnica usada pelo fotógrafo neste trabalho.

 

Segundo Bruno Veiga, uma das ideias da exposição é chamar atenção para os detalhes que o olho humano não vê, como as retículas que formam a impressão de uma imagem digital. “É importante não ignorar o fator político. Faço uma reflexão sobre a tendência, desde a queda do Muro de Berlim, da convergência das práticas dos partidos da centro-direita até a centro-esquerda e o consequente aumento da percepção pelo cidadão de que ‘os políticos são todos iguais’, ponto de vista com o qual eu não concordo. Optei então por discutir essa realidade por meio de jogos de profundidade e da plasticidade, um caminho mais subjetivo”.

 

 

Sobre o artista

 

Bruno Veiga tem 13 individuais no currículo, entre elas Paisagem Blindada (2013, Galeria da Gávea, Rio de Janeiro), Território Suburbano (2013, Parque das Ruínas, Rio de Janeiro), Garagem Hermética (2013, FotoRio, Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, Rio de Janeiro) e Pedras Portuguesas (2010, Galeria da Gávea, Rio de Janeiro), para citar as mais recentes. Sua trajetória como fotógrafo começou nos anos 80, com trabalhos para os jornais O Globo e Jornal do Brasil, e seguiu nos anos 90 na Agência Tyba, como freelancer. Já em 1995, abriu a Strana Agência Fotográfica. Suas obras podem ser encontradas em coleções do Brasil e exterior, como a Maison Européene de la Photographie, de Paris, o Instituto Itaú Cultural, de São Paulo e no MAM-RJ.

 

 

Até 15 de maio.

Arquitetura latina no MoMA

27/mar

Em 1955 o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) promoveu a exposição “Latin American Architecture since 1945”, um levantamento sem precedentes da arquitetura moderna da América Latina. No 60° aniversário desse importante marco, o MoMA revisita a região para oferecer um complexo panorama das posições, debates e criatividade arquitetônica do México e Cuba ao Cone Sul entre 1955 e o início da década de 1980.
Esse período de auto-questionamento, exploração e complexas mudanças políticas também viu o surgimento da imagem da América Latina como uma paisagem em desenvolvimento em que todos os aspectos da vida cultural eram coloridos, de uma forma ou de outra, por essa nova atitude que emergiu como o “Terceiro Mundo”. Essa exposição de 1955 apresentava o resultado de uma única série fotográfica; agora, a “Latin America in Construction: Architecture 1955–1980” reúne uma grande variedade de materiais originais que nunca antes haviam sido compilados e, em sua maioria, são raramente expostos mesmo em seus países de origem.

 

A exposição conta com desenhos arquitetônicos, modelos, fotografias de época e registros audiovisuais, além de maquetes e fotografias recentes. Embora a exposição foque no período de 1955 a 1980 na maioria dos países da América Latina, ela é introduzida por um vasto prelúdio sobre as três décadas precedentes de desenvolvimento arquitetônico na região, apresentando a construção de diversas universidades importantes em cidades como Cidade do México e Caracas, além de expor o desenvolvimento de Brasília. Os arquitetos da época abordaram esses desafios com inovações formais, urbanísticas e programáticas, muitas das quais ainda relevantes para os desafios de nosso tempo; um tempo em que a América Latina continua mostrando respostas arquitetônicas e urbanísticas vibrantes e desafiadoras às questões de modernização e desenvolvimento, embora em contextos econômicos e políticos bastante diferentes daqueles considerados na grande retrospectiva apresentada na exposição.

 

A exposição vem acompanhada de duas grandes publicações: um catálogo e uma antologia de textos seminais traduzidos do português e do espanhol. Organizado por Barry Bergdoll, Curador, e Patricio del Real, assistente de curadoria, Department of Architecture and Design, The Museum of Modern Art; Jorge Francisco Liernur, Universidad Torcuato di Tella, Buenos Aires, Argentina; e Carlos Eduardo Comas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil; com o apoio de um comitê consultivo da América Latina. Colaboradores no Brasil: Igor Fracalossi, Rafael Saldanha Duarte e Carlos Castro. O apôio principal é do The International Council of The Museum of Modern Art com financiamento adicional do The Reed Foundation e MoMA Annual Exhibition Fund.

 

 
De 29 de março a 12 de julho.

Mécanique des femmes

25/mar

Chama-se “Mécanique des femmes – la suíte” a exposição do consagrado fotógrafo Miguel Rio Branco atual cartaz da Silvia Cintra + Box 4, Gávea, Rio de Janeiro, RJ. Em sua última exposição na Silvia Cintra + Box 4 em 2013, Miguel Rio Branco mostrou fotografias que em sua totalidade falavam sobre o feminino de forma suave e poética.

 

Para esta nova exibição, o artista propõe uma continuação do tema, mas desta vez transformando completamente o espaço da galeria e trazendo novos materiais para compor uma verdadeira “suíte” misteriosa e sensual. A luz será baixa e as paredes serão todas pintadas de cinza e o chão de vermelho. Numa tela em LED o espectador poderá ver filmes do artista, passando ininterruptamente ao lado de aquarelas em papel pintadas, também repletas de um erotismo velado.

 

Em outra parede, um mural de ferro traz uma assemblage de fotografias, impressas no seu próprio atelier, sobrepostas e coladas a outros objetos, formando um altar perverso e sensual. Os trípticos e dípticos fotográficos, marcas da obra de Miguel também completam o ambiente. Ao todos serão 6 novas peças, feitas especialmente para a continuação da “Mécanique des femmes”.

 

Para completar o clima da mostra, foram produzidas caixas de luz (backlights) que o artista apresenta pela primeira vez. Um trabalho de parede e três mesas de luz que revelam transparências de imagens do corpo feminino nu. Conhecido como um dos maiores nomes da fotografia brasileira, Miguel Rio Branco acredita que esta exposição é uma chance para o espectador entender um pouco mais sobre o seu processo criativo. A colagem de várias imagens, interferências de objetos que vão ganhando novos significados, desenhos, pinturas e não somente a fotografia completam o universo que Miguel explora e transforma.

 

 

Até 25 de abril.