Leda Catunda na Paulo Darzé

25/maio

 

 

“Outono” é a mais nova exposição de trabalhos inéditos, de Leda Catunda na Paulo Darzé Galeria, Salvador, Bahia com temporada até o final de junho. Mostra presencial e virtual reúne trabalhos criados entre 2020 e 2021. Para o artista e professor da Escola de Belas Artes da UFBA, Ricardo Bezerra, no texto escrito especialmente para o livro-catálogo, “…a exposição Outono deve nos motivar a refletir sobre a construção do nosso olhar, procurar anular nossa referência para que possamos olhar as coisas como se fossem a primeira vez. Devemos buscar em nós aqueles “olhos de criança” que Henri Matisse nos convidou a olhar a vida para, quem sabe, construir uma nova imagem do mesmo mundo que supomos ser conhecido por nós. Toda arte é uma criação, um fazer surgir algo nunca visto. As obras dessa exposição nascem de um grande desprendimento, uma maturidade artística e uma liberdade invejável. Como liberdade, não é satisfatoriamente explicável, porque deixa de ser liberdade quando explicada”.

Reabertura do MARGS

12/maio

 

 

Estamos agradecidos e recompensados pela aprovação do público, que se sentiu seguro e confiante para ir ao MARGS, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, cumprindo as regras visitação. Estas são imagens do dia da nossa reabertura, terça-feira, 11 de maio.

 

 

O MARGS retorna com 2 exposições inéditas, ocupando 8 salas e galerias, além do foyer do Museu:

“Lia Menna Barreto: A boneca sou eu – Trabalhos 1985-2021”

“Bruno Gularte Barreto: 5 CASAS”

 

 

Neste primeiro momento, e em acordo com a legislação vigente, o MARGS reabre para visitação sob agendamento, em 2 modalidades:

Visita presencial sem mediação

Visita presencial com mediação

 

 

Os agendamentos devem ser feitos pelo Sympla:

www.sympla.com.br/produtor/museumargs

 

 

O período de visitação segue de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso 18h), sempre com entrada gratuita.

Na “Visita presencial com mediação”, são 2 faixas de horários, para grupos de até 6 pessoas: 11h às 12h e 14h às 15h, de terça a sábado.

 

 

Para a reabertura, o MARGS adotou uma série de medidas de segurança sanitária e de regras para acesso e visitação, com o objetivo de criar um ambiente seguro e que ofereça uma experiência que possa ser aproveitada da melhor maneira. A  preparação do Museu incluiu sinalização informativa sobre regras a serem cumpridas pelos visitantes, instalação de dispensadores de álcool desinfetante pelo percurso da visitação e a implementação de um protocolo de sanitização dos espaços de circulação coletiva e de superfícies de uso comum (banheiros, corrimões, elevador).

 

 

Entre as regras, estão limitação do número de visitantes a 15 simultâneos, uso obrigatório de máscara, medição de temperatura e respeito à distância de 2m.

 

O retorno do Museu está sendo tratado com muito cuidado e responsabilidade, assegurando a saúde dos funcionários e dos públicos. Como instituição pública, estamos seriamente empenhados com o compromisso de reduzir as possibilidades de contágio, colaborando para oferecer condições de segurança sanitária à sociedade como um todo.

 

 

Estaremos monitorando o transcorrer da reabertura e as alterações estipuladas pela legislação frente à pandemia.

Manteremos o público informado sobre qualquer atualização dos protocolos.

Preparamos um Guia de Regras para Acesso e Visitação com os protocolos e medidas de segurança sanitária:

 

 

http://www.margs.rs.gov.br/…/Guia-Plano-de-Retorno-e…

 

 

Aguardamos sua visita!

 

 

Mostra do Estilista Tomo Koizumi

30/abr

 

 

A Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, em uma parceria inédita com a Japan House São Paulo, inaugurou a exposição “O fabuloso universo de Tomo Koizumi”. A mostra propõe uma perspectiva da moda contemporânea sob o olhar de um artista que foge das tendências tradicionais e ousa com suas peças marcantes. Serão apresentadas treze surpreendentes criações do jovem estilista Tomo Koizumi, revelação na semana de moda de Nova Iorque de 2019 e que vem conquistando respeito e admiração no mundo fashion. O designer se destaca por criações famosas pelo encantamento, em produções únicas feitas com 50m a 200m de organza japonesa cada uma, de cores e volumes extravagantes, que representam o seu universo recheado de referências nas artes tradicionais e na cultura pop japonesa. Com o apoio do Consulado Geral do Japão em Porto Alegre, a iniciativa de apresentar os trabalhos de Tomo Koizumi na capital gaúcha acontece em função do projeto de itinerância da instituição nipônica, iniciado este ano por meio de colaborações com as principais organizações culturais do país.

 

 

A exposição individual revela a essência do olhar de Tomo Koizumi, por meio de dez peças icônicas das coleções de 2019 e 2020 do estilista. Para a mostra no Brasil, foram criadas também três peças exclusivas, mesclando referências do nosso Carnaval e dos quimonos tradicionais japoneses. Além disso, a exposição conta com um vídeo do último desfile, realizado na Tokyo Fashion Week, permitindo ao visitante vislumbrar a força e a dramaticidade que é vestir uma peça do estilista. Por fim, recortes íntimos da sua carreira e do seu processo criativo estão presentes no espaço expositivo em um mural, que contém desde imagens de referência que serviram de inspiração para as suas coleções, até fotos pessoais feitas pelo artista nos últimos anos. Tomo Koizumi é extravagante, surpreendente, criativo, vibrante. Suas peças são o perfeito encontro da intimidade do trabalho manual ao glamour, sofisticação e teatralidade. Para cria-las, bebe e mescla fontes tradicionais e populares do Japão como os mangás, robôs e o estilo Lolita”, comenta Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo e curadora da mostra, que conta com projeto expográfico do escritório Metro Arquitetos. Sediada na Avenida Paulista, a Japan House São Paulo é uma instituição que apresenta e difunde a cultura japonesa em suas diversas vertentes e, nesta nova fase institucional, ressalta como um dos objetivos a expansão geográfica como uma plataforma de integração para o Brasil e toda América Latina.

 

 

Destinada para todas as idades e com recursos de acessibilidade como libras e audiodescrição, a exposição “O fabuloso universo de Tomo Koizumi” promete cativar tanto os amantes da moda como o público em geral, atraídos pelo olhar de um jovem artista que foge das tendências tradicionais e ousa em cada corte de tecido. Finalista do prêmio LVMH em fevereiro de 2020, Tomo é considerado hoje um dos principais jovens designers do Japão e do mundo, não só por criar vestidos disputados por celebridades internacionais para eventos de gala e red carpet, mas também por ousar em peças que são verdadeiras obras de arte.

 

 

Sobre o artista

 

 

Nascido na província de Chiba, há 32 anos, Tomo foi descoberto pelo dono de uma loja de varejo, que ficou encantado pelas roupas produzidas por ele, ainda quando era estudante universitário. Fundou, então, a sua marca “Tomo Koizumi” e, antes da ascensão ao mundo da alta costura internacional, trabalhou como figurinista para diversos designers japoneses. Em 2016, teve uma de suas peças usada por Lady Gaga durante uma visita ao Japão. No final de 2018, sua carreira decolou quando seu perfil no Instagram foi descoberto por Katie Grand (na época, editora-chefe da revista inglesa LOVE), que ficou fascinada por seu trabalho, orquestrando um desfile na semana de moda de Nova Iorque (2019) com apoio de Marc Jacobs e de um grande time de peso. Tomo Koizumi levou à passarela seus vestidos volumosos e coloridos, surpreendendo o público e tornando-se destaque nos principais veículos de imprensa e nas redes sociais de todo o mundo.

 

Inéditos e Reciclados

 

 

A Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, RS, promove a abertura da exposição “Inéditos e Reciclados – Uma exposição de Vera Chaves Barcellos”. A exposição reúne trabalhos desenvolvidos ao longo de mais de 40 anos de investigação fotográfica na produção da artista.

 

 

As visitas serão disponibilizadas através de agendamento seguindo de forma responsável os protocolos de prevenção recomendados pelos órgãos oficiais. O uso de máscara de proteção é obrigatório e, por ora, as visitas estão restritas somente ao público adulto.

 

 

SERVIÇO | Agendamentos para visita à Sala dos Pomares a partir do dia 24 de abril. Visitas individuais ou grupos de, no máximo, 06 pessoas por horário.

 

 

Horários disponíveis:

 

 

Terças, das 10h às 17h;
Quartas, das 10h às 17h;
Quintas, das 14h às 17h;
Sábados, das 14h às 17h.

 

 

Agendamentos pelo telefone: (51) 9 8229 3031 ou e-mail: educativo.fvcb@gmail.com preferencialmente com 24h de antecedência, mediante e-mail de confirmação do setor Educativo.

 

Elizabeth Jobim em Curitiba

26/abr

 

 

A Simões de Assis, Curitiba, Paraná, apresenta até 12 de junho a exposição “Entre Tempos”, individual de pinturas de Elizabeth Jobim.  Pela primeira vez, Beth traz ao olhar do público uma grande série de trabalhos feitos diretamente com tecido; o material já vinha sendo experimentado em alguns objetos recentes, mas aqui os vemos em escala grande. O linho é o material escolhido e as cores, assim como em suas pinturas, tendem a um tom mais terroso e sóbrio. Essas cores compõem listras e formas poligonais que apelam aos sentidos do espectador – não apenas devido aos seus contrastes inteligentes, mas pela sua materialidade. Estamos diante de pinturas que se apresentam ligeiramente moles aos nossos corpos e, como qualquer tecido, imediatamente parecem nos convidar ao toque. “Entre tempos” contrasta com a fugacidade das terríveis notícias que invadem nossos corpos incessantemente e nos convida a uma velocidade mais lenta na fruição dessa reunião de trabalhos. Em um presente tão tomado por tragédias, essa exposição de Beth Jobim – assim como grande parte de sua pesquisa – é um aceno às sutilezas que perduram no mundo.

 

 

Texto de Raphael Fonseca

 

 

A trajetória de Beth Jobim dentro do campo das artes visuais possui cerca de quatro décadas; sua primeira participação em uma exposição foi em 1982, no Rio de Janeiro. Quando observamos trabalhos de diferentes momentos de sua pesquisa, dois elementos parecem constantes: a pintura e suas relações com o corpo humano.

 

 

No que diz respeito à forma como seus trabalhos costumam ser lidos pelo viés da abstração, prefiro pensar nesta associação mais pelo piscar de olhos do que pela relação monogâmica; prestando atenção em seu percurso, é notável que parte de sua pesquisa se inicia com a imitação do real e se transforma em composições que podem ser interpretadas de forma mais aberta pelo público. Seus trabalhos por vezes se encontram em diálogo com imagens muito precisas – lembro, por exemplo, dos desenhos e pinturas que dialogam com a escultura de Giambologna representando o Rapto das Sabinas ou, ainda melhor, as imagens em que responde ao grupo escultórico do Laocoonte. Todos esses trabalhos são da década de 1980 e trazem, cada um a seu modo, algo que me parece estar presente com diferentes graus de sutileza no olhar da artista: um interesse pela fisicalidade e pelo movimento do corpo humano com seus contornos anticlássicos cheios de veias, rugas e torções.

 

 

Como notou Paulo Sergio Duarte em ensaio sobre seu trabalho[1], se nas pinturas anteriores a essas séries notamos seu interesse pela gestualidade e pela cor da chamada “Geração 80”[2], quando analisamos trabalhos de décadas posteriores novamente percebemos sua atenta observação do mundo – tubos de tinta e pedras portuguesas foram pontos de partida para experimentar diferentes escalas, cores e texturas. Quando esse dado explicitamente figurativo sai de cena, a artista destaca o apelo sensorial de suas composições – desencontros entre diferentes tamanhos de tela, respostas diretas à arquitetura das salas onde expôs, jogos entre diferentes profundidades dentro do mesmo objeto-pintura e até mesmo ocupações espaciais que se dão pelo acúmulo de pequenas pinturas. Nos últimos anos, Beth chega a tirar a pintura das paredes e trazê-la para o centro, tanto em formatos semelhantes a caixas/totens, quanto também em conversas com aquelas pedras que tanto observou.

 

 

Quando vejo os trabalhos reunidos nesta exposição individual da artista, penso que, em verdade, ela dá continuidade a essa experimentação dada pela equação entre pintura e corpo. Aqui, as pinturas a óleo seguem presentes, mas em menor número. Nelas somos convidados a perceber não apenas as frestas entre cores, mas também os momentos em que se opta por um corte na estrutura da tela que faz com que a mesma composição seja dividida por mais de um módulo. Convidando-nos a ficarmos atentos aos detalhes, a artista sugere a diferença entre o branco que separa as cores pintados por suas mãos e aquela linha que também se insere na imagem, mas que se dá a partir de um corte na matéria.

 

 

Pela primeira vez, Beth traz ao olhar do público uma grande série de trabalhos feitos diretamente com tecido; o material já vinha sendo experimentado em alguns objetos recentes, mas aqui os vemos em escala grande. O linho é o material escolhido e as cores, assim como em suas pinturas, tendem a um tom mais terroso e sóbrio. Essas cores compõem listras e formas poligonais que apelam aos sentidos do espectador – não apenas devido aos seus contrastes inteligentes, mas pela sua materialidade. Estamos diante de pinturas que se apresentam ligeiramente moles aos nossos corpos e, como qualquer tecido, imediatamente parecem nos convidar ao toque.

 

 

Há uma presença nessa série que conversa pelo viés da diferença com o uso habitual que a artista faz do rolo em suas pinturas: os pontos de costura. Ao observar os detalhes dessas superfícies, notamos discretas junções que possibilitam tanto que diferentes cores façam parte de uma mesma listra, quanto também que, em outros momentos, o linho abrace a madeira ou o óleo sobre tela. Essa talvez seja uma forma interessante de observar esses trabalhos: abraços longos entre cores que envolvem objetos através do tecido. Isto nos leva a outro dado importante que condiz com a natureza do material: como em qualquer tecido, por mais que haja um esforço por esticá-lo e simular a sua planaridade, sempre podemos notar sua urdidura e pequenas rugas em sua superfície. Eis uma matéria que convida a outra gestão da noção de controle; é importante respeitar a elasticidade e a temporalidade do linho, esse tecido feito milenarmente a partir da planta de mesmo nome.

 

 

“Entre tempos” contrasta com a fugacidade das terríveis notícias que invadem nossos corpos incessantemente e nos convida a uma velocidade mais lenta na fruição dessa reunião de trabalhos. Em um presente tão tomado por tragédias, essa exposição de Beth Jobim – assim como grande parte de sua pesquisa – é um aceno às sutilezas que perduram no mundo.

 

 

Fica o desejo para que, muito em breve, possamos estar reconectados com aquela desaceleração necessária não apenas para dobrar e enlaçar tecidos, mas também para observar os contornos de Laocoonte e as superfícies ao nosso redor.

 

 

[1] DUARTE, Paulo Sérgio. “Pintura plena” in Elizabeth Jobim. São Paulo: Cosac Naify, 2015, págs. 9-51.

 

 

[2] Importante lembrar que a artista participou da célebre exposição “Como vai você, Geração 80?”, em 1984, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e com curadoria de Marcus Lontra, Paulo Roberto Leal e Sandra Magger.

 

 

Festival de Fotografia

19/abr

 

Começa nesta sexta-feira, dia 23, às 19h, a 14ª edição do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre. Com o tema “Fotografia e Silêncio – Nuvens de Escuta”, o FestFoto POA concentra suas atividades e videoexposições, totalmente online e gratuitas, de 23 a 28 de abril, e segue em maio com leituras de portfólios.

 

 

O primeiro painel do evento tem como convidada Sarah Meister, curadora do Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e da exposição “Fotoclubismo: Fotografia Modernista Brasileira, 1946-1964”, que o MoMA inaugura em maio.

 

José Figueroa no MAC Niterói

09/abr

 

O MAC Niterói, RJ, apresenta até o dia 02 de abril a mostra “José A. Figueroa Um Autorretrato”, primeira exposição virtual do Mac Niterói. Sucesso em São Paulo e na capital federal, a exposição chega a Niterói em formato inédito para temporada online e gratuita, traz o olhar sensível do fotógrafo cubano, considerado um dos precursores da fotografia conceitual.

 

 

“O mundo virtual e os eventos online trouxeram consigo um grande benefício e permitiram um maior alcance da arte”, comenta Cristina Figueroa, curadora do evento, crítica de arte (Estudio Figueroa – Vives, Havana) e filha de José.

 

 

Conhecido por registros que ilustram questões sociais e políticas de Cuba, Figueroa apresenta, por meio de suas fotografias, um olhar para o povo cubano e para as transformações sociais que mobilizaram o país durante as últimas cinco décadas. “Cuba vive atualmente uma situação política e econômica complexa. Meu trabalho de tantos anos, talvez nos ajude a refletir sobre nossa história e aproximar um público internacional da realidade cubana”, comenta o fotógrafo, que completa 75 anos de idade e carrega mais de 50 anos de carreira.

 

 

O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc na chamada “Retomada Cultural” e ainda contará com uma série de lives relacionadas à exposição. As datas ainda serão divulgadas.

 

 

A mostra, que reúne 69 fotografias, que vão desde a década de 60 até os dias atuais, procura dar visibilidade aos 115 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Cuba, restabelecidas em 1906, “Figueroa sempre esteve intimamente ligado à história da fotografia brasileira. Do ponto de vista histórico e documental, seu trabalho tem muitos pontos de contato com outros fotógrafos brasileiros contemporâneos como Walter Firmo, Nair Benedito, Juca Martins, entre outros”, comenta a curadora, que vê a exposição como uma oportunidade de mostrar ao público pela primeira vez a visão sem preconceitos do artista – testemunha ocular, por mais de 50 anos, da realidade e da vida de seu país.

 

“O Museu de Arte Contemporânea de Niterói busca se reinventar neste momento em que vivemos. Trazer para o museu um grande fotógrafo internacional, mesmo que de forma virtual, é nossa contribuição com o processo de difusão da arte e da cultura mundial”, afirma Victor De Wolf, diretor do MAC Niterói.

 

 

A palavra da curadoria

 

 

José Figueiroa é um dos personagens mais singulares da história fotográfica cubana atual. Sua experiência de vida e as circunstâncias vividas foram o motor de arranque para uma fotografia que fica na memória de todos pela sua capacidade de representar o que não se vê, ou ainda o que não aparece imortalizado em termos de fotografia. A obra de Figueroa vai além do objetivo documental primordial, ela nos sugere um estado de ânimo, um sentimento compartilhado, um fragmento da história pessoal ou coletiva contada, porém, de uma maneira diferente. E é precisamente através das fotografias de Figueroa que pode-se traçar um mapa político, social e cultural de Cuba dos últimos cinquenta anos, sem deixar nada de fora.

 

 

Na década de sessenta, após o triunfo da Revolução cubana ele era muito jovem para participar ativamente da euforia coletiva, mas suficientemente consciente para reconhecer o que estava vivendo um momento histórico e documentá-lo dentro do estrato social ao qual pertencia. Sua experiência acumulada nos Studios Korda, onde trabalhou como assistente, no início da sua vida profissional, lhe permitiu enfrentar este fenômeno com frescor e liberdade. Mais tarde, sua maturidade profissional o levou a trabalhar com cinema e com a imprensa, o que permitiu cobrir numerosos aspectos da realidade nacional e internacional. Suas escolhas pessoais lhe fizeram fincar o pé em Havana e não emigrar (como fizeram muitos fotógrafos de sua geração) motivo pelo qual sua visão da realidade cubana não é fragmentada, mas comprometida, progressiva e crítica.

 

 

Os anos oitenta corresponderam à guerra em Angola. O final desta década foi marcado pela queda do muro de Berlim e pelo início do colapso do sistema socialista europeu que, com a fragmentação da União Soviética, punha fim a uma estrutura política e econômica da qual Cuba dependia. De um dia para outro, o pais entra em uma depressão conhecida como o “Período Especial” e seus efeitos devastadores foram notados tanto na decadência das cidades, em especial Havana, como no desmoronamento moral de seus habitantes. No ano de 2001, a vida o levou para Nova Iorque durante o ataque às torres gêmeas. Cada um destes conflitos testemunhados por ele, tornaram-se imortalizados através da sua câmera e da sua ótica de cubano.

 

 

José A. Figueroa Um Autorretrato Cubano é, sem pretensão, uma breve antologia de sua obra e uma crônica dedicada a todos que desejam entender nossa história complexa e excepcional. Esperamos que esta exposição possa trazer alguma luz desta realidade, longe de lugares comuns e evitando a visão espetacularizada da cidade, tão atrativa aos olhos dos visitantes. Agradecemos ao MAC Niterói por receber a mostra e a LP Arte por permitir mostrar a obra de Figueroa no Brasil. Esperamos que, com esta exposição, mais caminhos possam se abrir para a fotografia cubana e que o público brasileiro possa entender um pouco mais a história de um país através da visão sem preconceito de um dos testemunhos mais sinceros.

 

 

Cristina Figueroa Vives

 

Live da Fundação Iberê Camargo

07/abr

 

Nesta quarta-feira (7), a Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, promove mais uma live da série Iberê Renova, sobre arquitetura de museus, acervo e manutenção. O arquiteto responsável pela conservação e manutenção da instituição, Lucas Volpatto, conversa com Renata Galbinski Horowitz. O bate-papo inicia às 19h, pelo instagram @fundacaoibere.

 

 

Arquiteta e especialista em Gestão e Prática de Obras de Restauração do Patrimônio Cultural, Renata foi diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE e superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN no Rio Grande do Sul.

 

 

O projeto Iberê Renova foi contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 10/2020 – Aquisição de Bens e Serviços, para execução do Plano de Gerenciamento de Riscos: aquisição de equipamentos e materiais para modernização do acervo, a fim de atender aos padrões internacionais para salvaguarda, catalogação e exposição de bens museológicos.

 

 

A Fundação Iberê tem o patrocínio de OleoPlan, Itaú, Grupo Gerdau, CMPC – Celulose Riograndense, Vero Banrisul, Lojas Renner, Sulgás, Renner Coatings, Dufrio e Instituto Unimed Rio Grande do Sul, apoio de Unifertil, Dell Tecnologies, DLL Group, Viação Ouro e Prata, Laguetto Hoteis, Nardoni Nasi e Isend, com realização e financiamento da Secretaria Estadual de Cultura/ Pró-Cultura RS e da Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania / Governo Federal. A exposição “Pardo é Papel” é realizada pelo Instituto Inclusartiz com patrocínio do Grupo PetraGold.

 

Fotoperformance na Fundação Iberê Camargo

18/mar

 

 

Serão realizados três encontros, nos dias 24 e 31 de março e 07 de abril, às quartas-feiras, das 14h às 17h. Atividade gratuita. Como se conectar com o que nos circunda em clausura? Como dar corpo às imagens subjetivas? Como transgredir as fronteiras entre o corpo e o espaço? Esta é a proposta do Laboratório de Fotoperformance: conexões em clausura”. Os encontros virtuais serão conduzidos pelo Programa Educativo da Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, com inscrição prévia pelo link

https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=k9p9OO-6hUmzqa3Jbizq7ZOX-CHwAxZHuCCz_YGVKyRUQzMxMkEwVjY4RVVIR1I5NlFRUFZEVVRTSC4u.

 

A fotoperformance, como uma linguagem autônoma de expressão, acontece quando o ato performativo é realizado unicamente para a fotografia e, através dela, a ação se transforma em obra de. Ela mostra como objetos muito comuns do dia a dia podem se tornar extraordinárias, trazendo como resultado um campo aberto a variadas interpretações imaginárias por parte do espectador.

 

 

Nesta oficina, os participantes serão provocados pelo Educativo à investigação sobre a clausura em meio a pandemia e a experimentação artística sobre relação de cada um com o espaço. “A minha clausura e a forma como a encaro é diferente da sua, por exemplo. Essa troca de experiência, trazendo ainda convidados para abordar o tema, possibilitará não somente a criação, mas novas conexões individuais e coletivas”, explica Ilana Machado, coordenadora do Programa Educativo.

 

Número de vagas: 12

Gratuitas: https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=k9p9OO-6hUmzqa3Jbizq7ZOX-CHwAxZHuCCz_YGVKyRUQzMxMkEwVjY4RVVIR1I5NlFRUFZEVVRTSC4u

 
Após a inscrição, o participante receberá e-mail com instruções e link para atividade

 

Fundação Iberê exibe documentário

03/mar

Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS, lança em 03 de março em seu canal no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCx1TlUamEDhS9QUyVRDW9wA) o documentário “Mestres em Obra”, de Marta Biavaschi, realizadora e produtora audiovisual, sócia da Surreal Filmes e curadora de cinema da Fundação. Às 20h, na mesma plataforma, acontece uma live com o arquiteto Lucas Volpatto e a coordenadora do Programa Educativo, Ilana Machado. Já no dia 10 de março, às 20h, Volpatto e Marta batem um papo sobre a pesquisa e produção do documentário

Lucas Volpatto é pós-graduado em Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Edificado e mestre em Arquitetura e Urbanismo: o Projeto como Investigação e Edificações Culturais e professor de Arquitetura e Urbanismo pelo Uniritter. Integrante do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural de Porto Alegre e sócio-fundador do Studio1 Arquitetura, atua na  área de projetos e execuções de conservação e restauro. Entre os trabalhos estão: restaurações da capela mor da Igreja Nossa Senhora das Dores, do edifício da Cúria Metropolitana, da Casa dos Azulejos da Rua dos Andradas e das pinturas decorativas da capela da Santa Casa de Misericórdia; reconstrução da Capela da Fundação o Pão dos Pobres de Santo Antônio a conservação e manutenção do Museu da Fundação Iberê.

 

atividade integra o projeto Iberê Renova, contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc nº 14.017/2020, Edital Sedac nº 10/2020 – Aquisição de Bens e Serviços, para execução do Plano de Gerenciamento de Riscos: aquisição de equipamentos e materiais para modernização do acervo, a fim de atender aos padrões internacionais para salvaguarda, catalogação e exposição de bens museológicos.

Criada em 1995 com o objetivo de preservar e divulgar a obra de um dos artistas brasileiros mais importantes do século 20, a Fundação resguarda mais da metade de toda a produção deixada por Iberê Camargo. O Acervo de Obras conta com mais de cinco mil trabalhos, enquanto a parte Documental abriga mais de vinte mil itens.

 

O encontro dos mestres


Da pedra fundamental à finalização da obra, “Mestres em Obra” registra diferentes etapas da construção e de conversas com o arquiteto Álvaro Siza, Prêmio Pritzker e criador do projeto, e sua equipe em ação durante seis anos, além de imagens de arquivo de Iberê no ato da pintura, na exposição de suas obras e na reflexão sobre sua poética. A aproximação entre a arte, a arquitetura e o cinema, o filme é um convite ao percurso pelo espaço como num filme, como fala Siza, sobre a experiência com a arquitetura. Em 2002, a instituição foi premiada com o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza.

Além do filme, o Iberê Renova realizará uma série de lives sobre manutenção e conservação com características museológicas. Entre os convidados estão: o arquiteto Guilherme Wisnik, os museólogos Gustavo Possamai e Renata Galbinski e as historiadoras da Arte Blanca Brittes e Mônica Zelinsk. 

Também será produzida uma minissérie, intitulada “Iberê Renova: Máquina de Cultura”, que mostrará os bastidores do que faz esse espaço cultural funcionar. Serão explorados diversos mecanismos, ocultos aos visitantes, mas essenciais para o funcionamento da instituição: sustentabilidade, limpeza do concreto branco, acervo, montagem e desmontagem das exposições, climatização e controle de umidade, mobiliário, placas de saída e pictogramas exclusivos dos banheiros e nomenclatura das plantas, arrumos, alçadas e etc.