Cildo Meireles na Luisa Strina

25/ago

A Galeria Luisa Strina, Cerqueira César, São Paulo, SP, apresenta “Pling Pling”, exposição individual de Cildo Meireles, um artista cuja relação de longa data com a galeria remonta a várias décadas. Em paralelo à Bienal de São Paulo, “Pling Pling” explora a relação entre o sensorial e a mente, a política e ética – temas que envolveram Cildo Meireles em sua prática ao longo dos últimos cinquenta anos. A exposição apresenta obras nunca antes exibidas em São Paulo, baseada na retrospectiva de Cildo Meireles em 2013, no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, que viajou ao Museu Serralves n’O Porto e ao HangarBicocca, em Milão, no começo deste ano.

 

A exposição inclui uma seleção de instalações e uma pintura, cobrindo toda a carreira do artista, desde sua elogiada série “”Espaços Virtuais, datada da década de 1960, até trabalhos mais recentes. O foco central da exposição é a instalação de grandes dimensões “Pling Pling”, de 2009, anteriormente exibida como parte da coletiva “Making Worlds”, com curadoria de Daniel Birnbaum para a 53ª Bienal de Veneza, em 2009. A obra toma a forma de um espaço construído dentro da galeria, composto por seis salas, cada uma pintada com uma cor primária ou secundária diferente e equipada com uma tela de vídeo que exibe um tom complementar. No estilo típico de Cildo Meireles, a escala e a cor saturada são usadas para criar uma experiência multissensorial para o visitante enquanto caminha pela instalação.

 

 

Sobre o artista

 

Nascido no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha, Cildo Meireles é considerado um dos principais representantes da arte conceitual, com a criação de algumas das obras mais instigantes de sua era, no sentido estético e filosófico. O trabalho de Cildo Meireles trata ideias complexas com expressão frugal única, que se inspira nas formas neoconcretas dos mestres da vanguarda histórica brasileira. A tumultuada história política e social do Brasil também está embrenhada de modo fundamental em sua obra: Cildo Meireles combina a poetização de seus antecessores com a coragem e o realismo de sua experiência social.

 

A obra de Cildo Meireles foi exposta no mundo todo, incluindo as 37ª, 50ª, 51a e 53ª Bienais de Veneza; as 16ª, 20ª e 24ª Bienais de São Paulo; as 6ª e 8ª Bienais de Istambul; as 1 e 6ª Bienais do Mercosul; o Festival Internacional de Arte de Lofoten, Noruega; a Bienal de Liverpool de 2004; e a Documenta, Kassel, em 1992 e 2002.
Entre suas exposições individuais recentes estão as realizadas em Kunsthal 44 Møen, na Dinamarca; HangarBicocca, em Milão; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri; Museu Serralves n’O Porto; Centro Itaú Cultural, em São Paulo; Museo Universitario de Arte Contemporáneo (MUAC), na Cidade do México; MACBA, em Barcelona, Tate Modern, em Londres; Estação Pinacoteca, em São Paulo; Museu Vale do Rio Doce, no Espírito Santo; Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro; Portikus im Leinwandhaus, em Frankfurt; Kunstreverein in Hamburg, em Hamburgo; Galerie Lelong, em Nova York; Musée d’Art Moderne et Contemporain de Strasbourg, em Estrasburgo; New Museum, em Nova York; Galeria Luisa Strina, em São Paulo; e Miami Art Museum, em Miami – entre outras. As coletivas recentes incluem Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo; Museum of Contemporary Art Chicago (MCA), em Chicago; Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio; e MoMA, em Nova York.

 

 

Até 27 de setembro.

SP-Arte/Foto no JK Iguatemi

20/ago

A edição 2014 da SP-Arte/Foto , evento que acontece no JK Iguatemi, Vila Olímpia, São Paulo, SP, reúne cerca de 30 galerias, que representam artistas que utilizam a fotografia como seu principal suporte. Esta será a oitava versão do encontro, um braço da SP-Arte, voltado exclusivamente à fototografia. Já estão confirmadas uma individual de João Castilho e um trabalho de Hildegard Rosenthal, considerada uma pioneira do fotojornalismo no Brasil. A feira também receberá obras de artistas internacionais. É o caso, por exemplo, do italiano Massimo Vitali (Baró Galeria) e do alemão Frank Thiel (galeria Leme). Entre os destaques estão ainda a galeria Kamara Kó, de Belém, que voltará à cidade de São Paulo trazendo Octavio Cardoso; a vanguarda de Thomas Farkas e Geraldo de Barros, trazida pela Luciana Brito; e as obras de Ivan Grilo, que serão expostas na feira pela SIM, de Curitiba.

 

“A oitava edição da SP-Arte/Foto mostra a importância cada vez maior da fotografia no mercado de arte, fruto do interesse do público e de profissionais do meio em criar e divulgar obras de qualidade e relevância artística”, diz Fernanda Feitosa, criadora e diretora da SP-Arte/Foto.

 

Além dos expositores, a feira disponibilizará a programação de palestras, lançamentos e visitas guiadas. No ano passado, o evento contou com um público recorde de 12.000 pessoas. A feira tem entrada gratuita e acontece no terceiro piso do shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia.

 

 

Veja alguns lançamentos

 

Cristiano Mascaro / 22 de agosto de 2014, 17h00/ Stand  Dan Galeria

 

 

Christian Cravo / 23 de agosto de 2014, 18h00/ Stand Galeria Tempo

 

“Christian Cravo”, é quinto livro dedicado à obra do fotógrafo brasileiro, uma edição que reúne 194 imagens inéditas de sua autoria, produzidas entre 1991 e 1993 em Salvador, cidade natal do artista. Christian Cravo (1974) é filho do artista brasileiro Mario Cravo Neto (1947-2009) e da dinamarquesa Eva Christensen; e neto do renomado artista baiano Mario Cravo Jr.

 

O fotógrafo, que passou a infância e a adolescência entre o Brasil e a Dinamarca, fez os registros apresentados neste volume entre os 17 e os 19 anos de idade, período que passou com o pai na Bahia, vindo de uma temporada de dez anos na Europa e prestes a retornar para servir ao exército dinamarquês. Desde o início de sua trajetória, Christian registrou extensamente a Índia, o Haiti e o continente Africano. Fotografa regularmente o Nordeste brasileiro, como um projeto de vida. Vive atualmente em São Paulo.

 

Marcelo Tinoco/ 23 de agosto,  das 18h às 19h/ Stand Zipper Galeria

 

Lançamento de “Diorama”, do artista Marcelo Tinoco. O livro é resultado do XIII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, tem texto de apresentação do curador Ricardo Resende e é composto por uma série de fotografias que juntam histórias para narrar o tempo. O livro traz também textos dos curadores Mario Gioia e Paula Alzugaray. Marcelo Tinoco usa da manipulação digital de elementos plásticos e figurativos para explorar a fronteira entre o real e o ficcional. O seu processo artesanal de construir “quadro a quadro” define sua técnica como uma espécie de “foto pintura-quadro”, experimentações que ampliam a noção de linguagem fotográfica.

 

Stephen Shore/ 24 de agosto de 2014, 17h00/  Lounge Credit Suisse  

 A natureza das fotografias

 

A natureza das fotografias oferece uma educação do olhar para a fotografia. A partir de sua larga experiência como fotógrafo e professor do Programa de Fotografia no Bard College (no estado de NY), Stephen Shore explora maneiras de ver e entender todo e qualquer tipo de imagem fotográfica – de negativos a arquivos digitais, de fotos feitas por desconhecidos até aquelas mais icônicas – através do que chama de níveis de percepção, abordando de maneira técnica, teórica e metafórica conceitos como bidimensionalidade, enquadramento, tempo e foco. O texto claro, acessível e perspicaz do Shore é ilustrado por fotografias que, por si só, contam uma história do meio: de precursores como Eugène Atget, Alfred Stieglitz, Walker Evans, André Kertész e Brassaï, passando por Robert Frank, Diane Arbus, William Eggleston, Lee Friedlander e o próprio autor, até artistas contemporâneos do porte de Jeff Wall, Vik Muniz e Andreas Gursky. Trata-se de uma ferramenta indispensável para estudantes, professores, profissionais da fotografia e interessados no meio.

 

 

Sobre o autor

 

Stephen Shore nasceu em Nova York, em 1947. Começou a fotografar muito cedo, aos nove anos de idade, com uma camera de 35 mm. Aos quinze, teve três de suas fotografias adquiridas pelo então curador de fotografia do Moma, Edward Steichen, para o acervo do museu. Frequentou ativamente a Andy Warhol’s Factory, fotografando o artista pop e seu grupo. Aos 23, tornou-se o segundo fotógrafo em atividade a ter uma exposição individual no Metropolitan Museum of Art, depois de Alfred Stieglitz, quatro décadas antes. Considerado por muitos um dos pioneiros no reconhecimento da fotografia em cores como expressão artística, seu trabalho tem sido mostrado em inúmeros museus e galerias do mundo, influenciando gerações de fotógrafos. Desde 1982  diretor do Programa de Fotografia do Bard College. Além de  natureza das fotografias, seu único livro teórico, Shore publico diversos fotolivros, entre eles  American surfaces (1972) e Uncommon places (1982).

 

 

De 20 a 24 de agosto.

Fonte: site SP/Arte.com

Histórias Mestiças

15/ago

“Histórias Mestiças”, cartaz do Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP, é resultado de mais de dois anos de pesquisa dos curadores Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz que contou com o entusiasmo do diretor do Instituto, Ricardo Ohtake, interessado em realizar uma exposição paralela à 31ª Bienal de São Paulo com profunda e renovada investigação sobre as matrizes formadoras do povo brasileiro: a questão da mestiçagem e seu rebatimento na produção artística.

 

Segundo os curadores, o objetivo dessa exposição é provocar e trazer à tona um tema que, de alguma maneira, tem existência ainda discreta entre nós brasileiros. Quem mestiçou quem? Como se mistura inclusão com exclusão social? Como se combinam prazer e dominação? Quais são as diferentes histórias escondidas nesses processos de mestiçagem? Essas são perguntas que, segundo eles, ainda, nem sempre recebem ou alcançam respostas.

 

A mostra, dividida em seis núcleos – Mapas e Trilhas; Máscaras e Retratos; Emblemas Nacionais e Cosmologias; Ritos e Religiões; Trabalho; Tramas e Grafismos – fricciona telas, esculturas, instalações, mapas, artefatos indígenas e africanos, fotos, documentos, textos, vídeos e histórias. A curadoria propõe reunir e resignificar linguagens sem hierarquizar culturas, mestiçando ainda gerações de artistas e autores com cruzamentos temáticos e conceituais, sem preocupação cronológica. “O nosso intuito foi convidar artistas nacionais, africanos e ameríndios para ‘conversar’ nessa exposição, de maneira a priorizar um aporte mais amplo e que rompa com as margens precisas e expressas pelos nossos cânones Ocidentais”, afirmam os curadores.

 

As cerca de 400 obras reunidas – originais em todos os suportes e parte das quais nunca exibidas –, são provenientes de 60 importantes acervos nacionais e internacionais, entre os quais Musée Quai Branly, National Museum of Denmark, Instituto de Estudos Brasileiros – IEB/USP, Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE/USP, Museu Nacional de Belas Artes, coleções Mario de Andrade, Masp, Biblioteca Nacional, Museu Joaquim Nabuco.

 

Fez parte do trabalho da curadoria investigar autores, artistas, suportes e perspectivas pouco conhecidos, ou sob ângulos inusitados, e colocá-los em debate. Além dos trabalhos já existentes,  também foram encomendados a artistas obras que serão especialmente realizadas para essa mostra. Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Luiz Zerbini, Thiago Martins de Melo, Dalton Paulo, Sidney Amaral são alguns dos nomes que aceitaram o desafio de produzir trabalhos em diálogo com a temática da exposição. Na ocasião da mostra, uma antologia de textos estará à disposição, contando com documentos que partem do século XVI – como a análise de viajantes como Jean De Lery, e de filósofos como Montaigne –, passam por ensaios de naturalistas do XVIII, introduzem o olhar de teóricos do determinismo racial do XIX, ensaios mais culturalistas dos anos 1930, teses engajadas dos movimentos sociais até chegar em capítulos mais recentes de autores como Manuela Carneiro da Cunha e Eduardo Viveiros de Castro.

 

Também foi especialmente confeccionado um novo mapa que traça a rota dos escravos do interior da África para o Brasil, tendo como base um estudo inédito de nosso maior africanista, Alberto Costa e Silva, e produção cartográfica de Pedro Guidara Jr.

 

Dentre as peças africanas destacam-se máscaras provenientes do museu Quai Brainly, e peças da famosa coleção de Mariano Carneiro da Cunha, hoje depositadas no Mae. Desse continente virão também máscaras, objetos de uso ritual e de trabalho e até mesmo uma pequena procissão feita em metal. Por outro lado, tangas, máscaras de arte plumária, urnas marajoaras, estatuetas tapajônicas, cestas, pás de beiju,  representarão, entre outros objetos, a riqueza da arte ameríndia e indígena de nosso país. Tudo em diálogo, em um debate ao mesmo tempo afinado e tenso.

 

 

Sobre os curadores

 

Adriano Pedrosa

 

Curador, ensaísta e editor. Foi co-curador da 27ª Bienal de São Paulo e curador responsável do Museu de Arte da Pampulha. Entre seus projetos curatoriais, estão ”F(r)icciones” (Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, 2000-2001, com Ivo Mesquita) e “Farsites: Urban Crisis and Domestic Symptoms in Recent Contemporary Art” (InSite-05, San Diego Museum of Art, Centro Cultural Tijuana, 2005), curador da 12ª edição da Bienal de Istambul, 2011.

 

 

Lilia Moritz Schwarcz

 

Historiadora, antropóloga, escritora e curadora. É professora titular da Universidade de São Paulo e editora da Companhia das Letras. Foi professora visitante e pesquisadora nas universidades de Leiden, Oxford, Brown, Columbia, é hoje Global Scholar pela Universidade de Princeton. Entre seus projetos curatoriais, estão “A longa viagem da biblioteca dos reis” (Biblioteca Nacional, 2003-2004), “Nicolas Antoine Taunay no Brasil – uma leitura dos trópicos” (Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, Pinacoteca, 2008), “Um olhar sobre o Brasil. A fotografia na construção da imagem da nação” (Instituto Tomie Ohtake, 2012), entre outros.

 

Dia 16 de agosto, às 18h30:  Coro da OSESP Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Conduzido pela regente Naomi Munakata haverá um concerto com peças de Pe. José Maurício, Villa-Lobos, entre outros.

 

 

De 15 de agosto a 05 de outubro.

TRANSARTE Apresenta Silvia M

Depois do pintor americano Timothy Cummings e da fotógrafa alemã Iwajla Klinke,  o espaço Transarte, Jardim Paulista, São Paulo, SP, inaugura a exposição de Silvia M, fruto, assim como as duas exposições anteriores, do programa de residência oferecido pelo espaço. Enquanto a vivência favoreceu aos artistas estrangeiros um contato intenso com a realidade brasileira – e o resultado disso está presente em seus trabalhos -, a experiência para a artista paulistana Silvia M está evidente na introspecção e na concentração da própria pesquisa.

 

A artista realiza suas obras com objetos que lhe foram dados ou que a mesma encontrou abandonados no espaço público. Tais objetos então sofreram uma série de intervenções e foram fotografados, moldados em gesso, costurados com espuma ou justapostos a outras peças. Embora a artista afirme que, ao coletar coisas nas ruas, ela tenta selecionar as que lhe parecem mais “plasticamente interessantes”, ela também leva em conta a história de cada artefato.

 

As costuras e os bordados são características dos trabalhos de Silvia M desde “Por dentro” (uma série de caixas manipuláveis expostas no espaço cultural da Caixa Econômica Federal, em 2002). A partir de 2006, a artista cria objetos com imagens cobertas de parafina e moldes de gesso sobre peças de mobília, como gavetas e portas de armário. Os móveis, que não foram produzidos pelas mãos da artista, compõem o trabalho. O procedimento tem como referência os ready-mades de Duchamp e os objets-trouvés dos surrealistas. Também em 2006, Silvia M produziu trabalhos a partir da residência artística do Ateliê Amarelo, utilizando objetos coletados na região paulistana da “cracolândia”, famosa por abrigar usuários de crack. Tais objetos foram substituídos por moldes de gesso e instalados no local em que haviam sido encontrados. Muitos deles foram reaproveitados em trabalhos posteriores e figuram, por exemplo, na própria exposição atual.

 

Em 2009, com a série “Visitas invasoras”, a artista aprofunda sua proposição de caráter relacional, que, anteriormente, era de trocas com o meio (as coisas substituídas pelos moldes). Silvia M propõe uma série de visitas a pessoas que lhe são mais ou menos próximas e, sem escolher, recebe objetos oferecidos por essas pessoas. Moldes de gesso produzidos a partir desses objetos devem ser posteriormente instalados nas casas, como uma espécie de retribuição. Os moldes e as ações da artista são visíveis apenas para os que receberam a obra. Seus vestígios são os registros escritos e fotográficos, além dos próprios objetos doados, que, assim como os objetos descartados, retornam em forma de outros trabalhos. Esses novos trabalhos, por sua vez, não deixam de ser vestígios das ações pelas quais os objetos foram adquiridos, de modo que o conceito de obra de arte é problematizado como um determinado objeto que deve ser apreciado por suas próprias qualidades. O complexo sistema de trocas recíprocas tematizado por Silvia M extrapola as intenções vanguardistas e reproduz os passos estipulados pelo sociólogo Marcel Mauss em Ensaio sobre a dádiva (1925): ao reencenar as obrigações de dar, receber e retribuir está-se exprimindo a vida própria que as coisas parecem ter quando estão em circulação.

 

 

A disposição dos trabalhos de Silvia M foi desenhada pela artista plástica Maria Bonomi. Amplo catálogo de trabalhos da artista foi produzido por Maria Helena Peres Oliveira com textos do artista plástico Arthur Luiz Piza e do crítico José Bento Ferreira.

 

 

De 16 de agosto a 17 de dezembro

Rodrigo Edelstein em projeto autoral

12/ago

O GRIS Escritório de Arte, Pinheiros, São Paulo, SP, em parceria com o designer Rodrigo Edelstein, expõe o projeto “Conversa Forjada”, composto por 12 trabalhos sobre papel e 8 peças de design. Com curadoria de Paulo Azeco, esta é a primeira exposição individual da galeria, com sua recente inclusão no circuito cultural paulistano, com uma ação dirigida à busca de novos caminhos de disseminação de arte.

 

Como designer de mobiliário, o trabalho de Rodrigo Edelstein é marcado pelo uso de aço, com peças de estilo industrial e acento brutalista. Em “Conversa Forjada”, sua pesquisa se estabelece no universo das artes plásticas, com um trabalho autoral sobre papel de algodão, utilizando aquarela, nanquim, e caneta BIC. O artista imagina um diálogo seco e curto entre duas pessoas por meio de palavras e símbolos, como assertivamente descreve o filósofo francês Gilles Lipovetsky a respeito da sociedade “hipermoderna”. Porém, o diálogo aqui também é estético, encontra a herança concreta brasileira, e carrega forte interação com seu design e seus materiais do uso cotidiano.

 

O projeto será montado junto a uma retrospectiva de peças do designer, com itens de acervo e objetos de inspiração, no intuito de possibilitar ao expectador uma visita ao universo do artista e a melhor interpretação de seu pensamento criativo.

 

 

 

De 16 de agosto a 20 de setembro.

Série inédita de Gabriel Wickbold

07/ago

A Galeria Lume, Itaim Bibi, São Paulo, SP, abre a exposição Sans Tache (Sem Marcas), do fotógrafo Gabriel Wickbold e curadoria de Diógenes Moura. A série inédita com 15 fotografias questiona o Homem e sua relação com o envelhecimento, com o intuito de criticar a estética “super manipulada” ditada pela mídia em fotografias que não transmitem a real aparência dos personagens.

 

Inspirado na luz lateral e sombria de Caravaggio e na arte barroca renascentista, Gabriel Wickbold fotografa diversas pessoas que “emprestam” seus corpos para este ensaio, cujo resultado nos deixa com a sensação de estarem embalsamados, submersos ou, em outros momentos em estado de levitação. Livres de toda e qualquer marca ou mancha em suas peles, por meio de tratamento de imagem, as fotografias são impressas e submetidas à “grilagem”. A partir de então, os excrementos e movimentos frenéticos dos insetos passam a agir nos retratos, dando uma aparência de papel envelhecido e revelando a questão corpo/tempo/marcas. Cada foto recebe essa ação à sua maneira, assim como na vida o tempo age de forma distinta para cada um. Em algumas imagens, o corpo se apresenta como em posição fetal, sem formas claras. Em outro momento, em pé, quase como um espelho em tamanho real. Um casal, como Adão e Eva, mostrando que o tempo passou até para quem foi o início da “criação divina”. Em outra fotografia, o menino de cabelo ruivo parece Peter Pan em vôo livre – como na “Terra do Nunca”, onde não se envelhece jamais.

 

Os novos trabalhos de Gabriel Wickbold criticam a estética artificial e distorcida em relação aos corpos exibidos em revistas ou pela Internet que não apresentam manchas ou rugas, como se envelhecer fosse feio, como se fosse errado ou negativo ter os sinais da passagem do tempo impressos na pele das pessoas retratadas. Sobre o questionamento, Diógenes Moura comenta: “Todos nós queremos ser belos, adorados, inesquecíveis, material de consumo. Gabriel Wickbold pensou uma série para entregá-la à passagem do tempo. Sugere, como resultado final para “corpos perfeitos” o destino que só o tempo será capaz de desvendar. Possibilita que sua fotografia corroída invente um outro corpo – dessa vez nada renascentista – diante do espelho/simulacro que enfrentamos diariamente em nossa fragilidade cotidiana”.

 

Nesta série, a intervenção dos grilos se dá ao comerem o papel onde a imagem de um corpo, em tamanho real, aparece de forma sutil. Metaforicamente, o corpo nada mais é do que o homem sendo comido pelo bicho. O fim que todos nós teremos. “Sans Tache trata da relação humana com as marcas das quais nós mesmos queremos fugir, ao invés de acreditar que elas são parte do nosso aprendizado e da forma mais pura do homem, que é ser feito de carne e osso (…)”, nas palavras do fotógrafo.

 

 

De 14 de agosto a 20 de setembro.

Primeira individual de Camila Alvite

05/ago

A Galeria Vilanova, Vila Nova Conceição, São Paulo, SP, abre a exposição “Recorte”, da artista plástica Camila Alvite, curadoria de Bianca Boeckel, com 14 pinturas que traçam um panorama de sua produção. A individual é composta pelas séries “Piscinas”, “Clarabóias” e “Bichos”, e apresenta imagens elaboradas por meio de recortes de ângulos, pontos de vista nos quais explora a luz, ou a falta dela, recriando imagens de elementos, da natureza e de ambientes.

 

Em “Piscinas”, a artista recria na tela a perspectiva através de um item reconhecido, no espaço aberto ao infinito. Em “Clarabóias”, o processo de criação do espaço se dá inversamente às “Piscinas” – a perspectiva é marcada pela luz, dentro de um ambiente fechado. Já na série “Bichos”, tudo se torna deslumbramento estético. O enquadramento feito pela artista nesta primeira fase de sua obra dava destaque e protagonismo a formas e objetos – os recortes confundem, as formas se misturam e cabe ao olhar a definição das formas originais.

 

Nesta mostra, o objeto retratado se torna ideia, sentimento, presença. Uma lembrança trazida de seu conceito original, mas que não se encaixa naturalmente ao novo universo da pintura. Em geral, o fundo das telas possui um tom acinzentado, buscando uma relação com aquele lugar da memória que não é exatamente vívido, com aquilo que procuramos dentro de nós, para só depois ser transmitido. “Os objetos pintados trazem consigo recordações e sentimentos: uma cadeira vazia, solidão; um telefone, esperança. comenta Camila Alvite.

 

Com inspiração extraída tanto de sua imaginação como de sua fundamentada observação das formas, Camila Alvite se utiliza de luz e cor, elementos que ora sobressaem, ora se fundem a um plano secundário cinza, o qual nos remete à inexatidão da memória. Nas palavras de Bianca Boeckel: “Lembranças e versões são trazidas aos olhos e, ao buscar nossas próprias definições, não mais nos limitamos.”.

 

 

De 12 de agosto a 09 de setembro.

Peixes na Choque Cultural

31/jul

Famoso por suas intervenções urbanas, como as pinturas nas ladeiras de Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, o artista argentino Tec inaugurou mostra individual. A exposição denominada “Swimming Pool”, é o atual cartaz da galeria Choque Cultural, Vila Madalena, São Paulo, SP.

 

Para esta exibição , o artista resgatou as figuras de diversos peixes – tema recorrente em seus trabalhos – numa profusão de cores e dimensões distintas. Ao todo, Tec mostra 20 esculturas realizadas em cerâmica colorida, dispostas em um grande aquário. Nessa mesma instalação poderá ser apreciado um conjunto de pinturas recentes do artista.

 

 

Até 06 de setembro.

Dois em Ribeirão Preto

30/jul

A Galeria Marcelo Guarnieri, unidade de Ribeirão Preto, SP,  apresenta as exposições individuais e simultâneas dos artistas Julio Villani e Renata Siqueira Bueno.

 

Sobre Julio Villani e Almost Readymades: Pequenas Madalenas

 

“Se eu usar a geladeira afim de refrigeração, ela é uma mediação prática; não é um objeto, mas um frigorífico. Nesse caso, eu não o possuo. A posse nunca se refere à um utensílio, já que ele é vinculado ao mundo real, mas sempre ao objeto abstraído de sua função, transformado em algo subjetivo ao sujeito”. (Jean Baudrillard, O sistema dos objetos)

 

É por uma breve nota no projeto Passagen-Werk que Walter Benjamin confronta a noção de vestígio à de aura, ambas remetendo às emoções podendo ser despertadas por objetos naquele que os observa. De acordo com o aforismo que o filósofo propõe, “o vestígio é o advento de algo próximo, por mais distante que possa ser o que o deixou; a aura é a manifestação de uma distância, por mais próximo que possa ser o que a evoca.” Os objetos de Julio Villani, são ao mesmo tempo familiares e fantásticos, tributários das duas noções.
A função original dos utensílios desponta sob suas formas, tornando-os – apesar de sua idade – em vestígios de uma memória comum.
O blecaute do destino prático dos antigos apetrechos permite sua apropriação enquanto objetos. As formas domésticas tornam-se então recipientes das projeções imaginárias do artista; elementos que contrariam as exigências da funcionalidade para atender uma experiência de um tipo diferente: viram sonhos, seres com sopro de vida, evasão.
Proporcionando-lhes uma história que os distancia da sua fabricação – transformando os objetos pertencendo à um momento histórico específico em figuras atemporais – Villani os reveste de aura.

 

Esses objetos são, de certa forma, os seus Traumhäuser (casas de sonho). O termo, cunhado por Walter Benjamin, descreve edifícios de formas historicistas – que tem uma “aparência” familiar – reinvestidos de novos usos relacionados com um sonho. Os Traumhäuser surgem à partir de uma prática contraria à da oniromancia surrealista. Ao invés de extrair dos sonhos elementos à serem aplicados à realidade, seu ponto de partida é material: objetos arqueológicos, bibelôs, fragmentos, imagens desbotadas ou utensílios obsoletos, os vestígios se unem para formar um mundo povoado de objetos e seres, criando uma paisagem de sonho, levando a uma experiência fantástica.

 

O olhar que deita Villani sobre os objetos resgatados nos mercados de pulga parisienses é desse tipo: premendo os olhos, ele vê na concha uma garça, a bigorna é tatu.
Os bichos se impõem à visão do artista sem terem sido suscitados por um exercício de memória consciente. Se ele adiciona aqui um rabo, umas asas acolá, é simplesmente para nos dar a ver a sua visão, que se inscreve em seguida no espectador como a revelação de uma realidade nunca percebida – e no entanto presente – no objeto de origem.
Nesse sentido, os almost readymades de Villani materializam o estado de espírito descrito por Proust quando do memorável episódio da madalena: de repente, o que fora perdido é reencontrado. (texto por Betina Zalcberg)

 

 

Sobre o artista

 

Julio Villani, nasceu em 1956, em Marília, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em Paris, França. Cursou Artes Plásticas na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, na Watford School of Arts de Londres e na École Nationale Supérieure des Beaux Arts de Paris. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, das quais destacam-se nas seguintes instituições: Pinacoteca do Estado de São Paulo; Paço Imperial, Rio de Janeiro; Museo del Barrio, Nova York, EUA; Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha; MAM – Museu de Arte de São Paulo; MAM – Museu de Arte do Rio de Janeiro; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, França.

 
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Sobre Renata Siqueira Bueno e Ascensão

 

Dentro do contexto urbano, somos permitidos a nos enxergar apenas como parte de uma multidão, a aglomeração nos impossibilita uma consciência de autonomia total e pela inércia formamos um grupo. Essa consciência pode sofrer variações, estimulada, por exemplo, por ruídos que ativam a coletividade desse grupo: comportamentos duvidosos ou acontecimentos inesperados. A subitez de uma queda provoca uma reação que é, por excelência, coletiva. O indivíduo que cai ganha um rosto e uma qualidade: a fraqueza, atribuída por esse grupo que agora compartilha do mesmo sentimento.

 

As fotografias se propõem a localizar em outra esfera esse indivíduo que cai, talvez na esfera do sagrado ou do absurdo, apesar da queda ele continua anônimo. O instante da fotografia impossibilita que saibamos o que aconteceu depois, não sabemos quem ele é, talvez não interesse: podia ser qualquer um. A cena captada, que poderia ser um still de um filme proibido ou um registro descompromissado, adquire um caráter misterioso e imaculado, se desassociando da qualidade da fraqueza. É como se o corpo tivesse sido acometido por um momento de luz divina, uma força exterior que desestrutura o indivíduo e o obriga a ter a consciência de autonomia em relação ao coletivo ao seu redor.
Aqueles que aparecem caindo nas fotografias são na verdade amigos, atores ou dançarinos convidados para simular a ação. Isso não é algo que deve estar necessariamente explícito ou oculto. A intenção é que nunca possamos ter certeza de nada através da imagem, essa dúvida é da natureza da fotografia.
Percebemos em Ascensão o confronto entre as especificidades da técnica e o conceito do trabalho. Através de uma reflexão sobre o instante fotográfico, Renata se utiliza de aparelhos analógicos que evidenciam o embate entre dois tempos distintos. Talvez seja esse o tempo da fotografia analógica que possibilite à imagem uma força que faz da queda algo da ordem muito mais do poder, que da falência.

 

Os lugares definidos para as tomadas fotográficas são sempre aqueles onde o indivíduo nunca pode se encontrar em solidão: ou por haver uma aglomeração de pessoas ou pela existência de uma arquitetura construída para abrigar esse corpo coletivo ou, em último caso, pela impossibilidade de não haver a subtração dos rastros humanos na cena. Espaços sem a delimitação de serem públicos ou privados, possíveis de serem identificados ou não. Espaços onde seja evidente a construção da cena ou, ainda, onde haja uma casualidade do instante na captura da imagem. (texto por Julia Coelho e Renan Araújo)

 

 

Sobre a artista

 

Renata Siqueira Bueno, nasceu em 1960, em  Anápolis, Goiás, Brasil. Vive e trabalha entre Ribeirão Preto e São Paulo, Brasil. Tem trabalhado com figurino e cenário para teatro desde os anos 80. Atuando entre Brasil e França. Como artista participou de diversas exposições individuais e coletivas, das quais destacam-se os seguintes espaços: OpenScape – ANOA Gallery/Galerie Patrick Mignot, Paris, França; 8º Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, Brasil; Arte e Medicina, Museu Histórico Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Brasil; SESC Santo Amaro, São Paulo, Brasil.

 

 

De 02 a 26 de agosto.

Exposição “Pérolas”

Como parte do Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014, o Museu de Arte Brasileira da FAAP, Higienópolis, São Paulo, SP, realiza a exposição “Pérolas”, apresentando peças das coleções de Qatar Museums, Mikimoto & Co., Yoko Londres e Alfardan, Qatar. A mostra foi organizada pelo Qatar Museums. A exposição reúne mais de 200 peças – entre joias e obras de arte – mostrando a grande variedade de cores e formas de pérolas naturais e cultivadas, o uso das pérolas ao longo dos séculos, tanto no Oriente quanto no Ocidente, como um símbolo de prestígio e riqueza, as variações de gostos em diferentes culturas e as mudanças no design de joias com pérolas para celebridades como Salvador Dalí, Elizabeth Taylor e Lady Di.

 

 

A exibição inicia com um olhar revelador sobre a história natural das pérolas. Discorre sobre a pesca e comércio no Golfo Pérsico, Europa e Ásia, desde a Antiguidade aos dias atuais. Uma coleção de pérolas raras e de moluscos portadores de pérolas indica como as pérolas do Golfo têm sido há muito tempo algumas das mais cobiçadas e valiosas do mundo. A segunda parte da exposição explora a utilização das pérolas em joias e destaca as mudanças do design ao longo da história. Com isso, a mostra avança no tempo e espelha a modernidade, realçando o trabalho contemporâneo realizado pelos designers de hoje. Também é possível apreciar na exposição o processo de cultivo das pérolas e sua produção em escala industrial, iniciada por Kokichi Mikimoto, no Japão.

 

 

 

Sobre o Qatar Museus

 

 

Qatar Museums (QM) conecta os museus, instituições culturais, sítios e patrimônios históricos no Qatar, e cria condições para que prosperem e floresçam. A entidade centraliza recursos e propicia uma abrangente organização para o desenvolvimento de museus e projetos culturais, com a ambição, a longo prazo, de criar uma forte e sustentável infraestrutura cultural para o Qatar. Sob o patrocínio de Sua Alteza, o Emir, Xeique Tamim bin Hamad Al-Thani, e chefiada por sua Presidente, Sua Excelência, a Xeique Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al-Thani, QM está consolidando os esforços do Qatar no sentido de tornar-se um vibrante centro para as artes, cultura e educação, no Oriente Médio e além. Desde a sua fundação, em 2005, QM supervisiona o desenvolvimento do Museu de Arte Islâmica (MAI), do Mathaf: Museu Árabe de Arte Moderna e do Centro Turístico do Patrimônio Mundial Al Zubarah. QM também administra a Galeria QM, em Katara, e o Espaço de Exposições ALRIWAQ DOHA. Os futuros projetos da instituição incluem a abertura do programa “Posto de Bombeiros: Artistas Residentes em 2014” e a inauguração dos muito aguardados Museu Nacional do Qatar e o Museu Olímpico e do Esporte do Qatar.

 

 

QM está empenhada em instigar as futuras gerações das artes, do patrimônio cultural e profissionais de museologia do Qatar. Em seu cerne está o compromisso de fomentar o talento artístico, criando oportunidades e desenvolvendo as habilidades necessárias para atender à emergente economia da arte do Qatar. Por meio de um programa multifacetado e de iniciativas de arte pública, QM procura ampliar os limites do tradicional modelo de museu, além de criar experiências culturais que transbordam para as ruas e buscam envolver as plateias mais amplas possíveis. Por meio de uma vigorosa ênfase na arte e na cultura, de dentro para fora, e estimulando um espírito de participação nacional, QM está ajudando o Qatar a encontrar a sua própria voz, característica e inconfundível, nos debates culturais globais de hoje.

 

 

 

Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014

 

 

O Ano da Cultura Qatar-Brasil 2014 é um programa de intercâmbio cultural de um ano de duração dedicado a conectar as pessoas do Estado do Qatar e da República Federativa do Brasil por meio de cultura, comunidade e esporte. Através de um ano de inovadoras atividades de intercâmbio cultural, indivíduos e instituições de ambos os países criam parcerias duradouras e fortalecem as relações bilaterais. O Qatar-Brasil 2014 é realizado sob o patrocínio da presidente de Qatar Museums (QM), Sua Excelência, a Xeique Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al-Thani, em parceria com o Ministério da Cultura, Artes e Patrimônio Histórico do Qatar. É o terceiro Ano da Cultura consecutivo lançado por Qatar Museums, após os sucessos do Qatar-Japão 2012 e do Qatar-Reino Unido 2013.

 

 

 

Até 28 de setembro.