Na mostra “Opalescente”, cuja abertura ocorre em 15 de janeiro, na Galeria Simões de Assis, 3ª Avenida, esquina c/3150, S4, Balneário Camboriú, SC, reúne obras recentes e inéditas de Antonio Malta Campos, nos deparamos com um recorte curatorial de sua produção que emerge de cores, linhas, formas geométricas e construções abstracionais. Essa produção delineia caminhos em que a pintura apresenta paletas de cores mais abertas, alegres, por vezes em tons pastéis e amenos, sugerindo uma leveza e uma atmosfera mais serena, essas obras exploram a cor em sua capacidade de construir espaços e formas com suavidade. Na sobreposição cromática em camadas há certa luminescência perolada, derivada da opala, uma gema que reflete cores multifacetadas, emanando uma aparência leitosa e iridescente em acabamentos azulados, avermelhados e alaranjados que se alteram conforme a mudança do ângulo da luz – a fatura de Malta é opalescente.
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Uma reflexão poética e filosófica.
12/jan
Santo Agostinho, Kant, Sartre, Einstein e Hans Belting, serviram como fonte de inspiração para a mostra coletiva “ATEMPORAL – como se fosse a primeira vez”, que ocupa a Sala Antonio Berni do Consulado Geral da Argentina, Botafogo, Rio de Janeiro, até o dia 28 de fevereiro. Sob curadoria de Osvaldo Carvalho, propõe uma reflexão poética e filosófica sobre a natureza do tempo e sua presença nas artes visuais contemporâneas. No dia 15 de janeiro, quinta-feira, haverá uma visita guiada com a participação do curador e dos artistas Ana Herter, Ana Pose, Carmen Givoni, Chris Jorge, Cris Cabus, Dorys Daher, Edson Landim, Eliana Tavares, Heloisa Alvim, Heloisa Madragoa, Jabim Nunes, Jorge Cupim, Laura Bonfá Burnier, Laura Figueiredo-Brandt, Leila Bokel, Leo Stuckert, Lígia Teixeira, Luís Teixeira, Luiz Badia, Luiz Bhering, Marcelo Rezende, Márcia Clayton, Mario Coutinho, Mario Camargo, Osvaldo Carvalho, Osvaldo Gaia, Priscilla Ramos, Raquel Saliba, Regina Hornung, robson mac3Do, Rosi Baetas, Sandra Gonçalves e Sandra Schechtman.
Os 33 artistas exploram diferentes possibilidades de compreensão de um tempo não linear, mas cíclico – em diálogo com temas como identidade, corpo, território, meio ambiente, ancestralidade, silêncio, deslocamento e pertencimento. As obras refletem sobre singularidades culturais e potencialidades poéticas, evocando “o tempo que não corre debalde, nem passa inutilmente sobre nossos sentidos”, no dizer de Santo Agostinho.
Os trabalhos selecionados abordam temas como identidade, corpo, território, ancestralidade, meio ambiente, silêncio, deslocamento e pertencimento, estabelecendo um diálogo sensível entre memória e atualidade. São obras que ultrapassam seu contexto histórico, preservando força estética e simbólica ao longo do tempo e comunicando-se com diferentes gerações e sensibilidades.
A potência estética na estamparia afro-brasileira.
O Museu de Arte do Rio (MAR) inaugurou “Òkòtó: Espiral da Evolução”, mostra dedicada ao universo visual de Goya Lopes (Maria Auxiliadora dos Santos Goya Lopes – Salvador, Bahia, 1954). Artista, autora, designer têxtil e de moda, com curadoria de Marcelo Campos e do curador convidado Daniel Rangel. A exposição apresenta um conjunto expressivo de pinturas, gravuras, tecidos e a produção indumentária que evidenciam a trajetória, o pensamento e a potência estética de uma das artistas pioneiras na estamparia afro-brasileira no país. Em “Òkòtó: Espiral da Evolução”, o público é convidado a entrar em contato com as linhas de raciocínio que estruturam a obra de Goya Lopes e com a grandiosa construção de seus conceitos. As peças revelam uma artista que traduz, com rara sensibilidade e sofisticação, a riqueza da cultura afro-brasileira e baiana, reinterpretando o que a forma, o que a nutre e o que a inspira. Até 07 de abril.
Guilherme Gallé artista representado pela Galatea.
16/dez
A Galatea tem o prazer de anunciar a representação do artista Guilherme Gallé (São Paulo, 1994 – vive e trabalha em São Paulo). Guilherme Gallé é formado em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2016) e desenvolveu sua prática pictórica em ateliês e grupos de estudo. Entre 2019 e 2023, foi assistente do pintor José Roberto Aguilar. Atualmente integra o curso “Pintura: Prática e Reflexão”, conduzido por Paulo Pasta, e participa do grupo de estudos de história da arte coordenado por Rodrigo Naves.
A pintura de Guilherme Gallé nasce de um processo contínuo de depuração: um quadro aciona o seguinte, num movimento em que cor, forma e espaço se reorganizam respondendo uns aos outros. As cores tonais, construídas em camadas, estruturam o plano pictórico ao mesmo tempo em que instauram atmosferas. Já a geometria recorrente não se impõe como ordem fixa, mas como um sistema instável que articula cheios e vazios, proximidades e distâncias. O vazio, por sua vez, não é experimentado como ausência, mas como elemento ativo da composição: é ele que tensiona as formas e sustenta a dinâmica espacial da pintura.
A sua superfície pictórica se constitui de uma matéria espessa, marcada por incisões, apagamentos e pentimentos, que dão indícios do processo da pintura ao mesmo tempo que o impulsionam. Nesse sentido, Guilherme Gallé empreende uma investigação metalinguística, na qual a obra se autoengendra: a pintura nasce da própria pintura, tensionando polaridades entre micro e macro, conteúdo e continente, gesto e estrutura. Situadas no limiar entre abstração e sugestão figurativa, suas composições convidam à lenta contemplação, dando espaço para que o olhar oscile entre repouso e movimento, entre a atenção ao detalhe e ao conjunto. Aos poucos, Gallé constrói uma partitura silenciosa, uma minuciosa dança à qual os olhos aderem.
Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Joaquín Torres García – 150 anos, (Coletiva, Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, São Paulo / Brasília / Belo Horizonte, 2025–2026); Ponto de mutação (Coletiva, Almeida & Dale, São Paulo, 2025); O silêncio da tradição: pinturas contemporâneas (Coletiva, Centro Cultural Maria Antonia, São Paulo, 2025); Para falar de amor (Coletiva, Noviciado Nossa Senhora das Graças Irmãs Salesianas, São Paulo, 2024); 18º Território da Arte de Araraquara (2021); Arte invisível (Coletiva, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, 2019); e Luiz Sacilotto, o gesto da razão (Coletiva, Centro Cultural do Alumínio, 2018). Sua primeira individual será apresentada na Galatea, em São Paulo, com abertura em 22 de janeiro de 2026.
Revelando riqueza artística e densidade simbólica.
O Museu de Imagens do Inconsciente, Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, RJ, convida para a abertura, em 20 de dezembro, às 10h, da exposição “Riquezas do mundo interno – coleções e leituras”, que reúne mais de 60 obras produzidas por pacientes psiquiátricos, oriundas de quatro museus: o próprio MII, o Museu Arthur Bispo do Rosário – ambos no Rio de Janeiro -, o Museu de Arte Osório Cesar, em Franco da Rocha, São Paulo, e o Museu da Oficina de Criatividade, em Porto Alegre.
A curadoria é de Luiz Carlos Mello, diretor do Museu de Imagens do Inconsciente, criado pela Dra. Nise da Silveira (1905-1999) em 1952. O ponto de partida para a mostra – que será de longa duração, e estará no edifício -sede do MII – foi o livro “Do asilo ao museu – Nise da Silveira e as coleções da loucura” (2024, Hólos Consultoria), de Eurípedes Gomes Cruz Jr., músico e museólogo que trabalhou por 25 anos junto com a Dra. Nise, em que analisa a formação, ao longo do último século, das coleções criadas em vários países com as obras produzidas por pacientes psiquiátricos.
Esta é a primeira vez que o Museu de Imagens do Inconsciente apresenta obras de outros museus, e haverá ainda um segmento com reproduções em papel de algodão fine-art, em tamanhos variados, de coleções similares localizadas na Europa, como a Coleção Prinzhorn, na Alemanha, Arte Bruta, em Lausanne, Suíça, Coleção Adamson, na Wellcome Library, em Londres. As obras – pinturas e esculturas – não estarão dispostas em ordem cronológica, mas agrupadas em aproximações poéticas.
A exposição “Riquezas do mundo interno – coleções e leituras” faz parte das comemorações dos 50 anos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, atualmente presidida pela Dra. Margareth Dalcolmo, e foi possível graças à emenda parlamentar da deputada federal Jandira Feghalli e o patrocínio, via Lei Rouanet, do Itaú Cultural.
“As mais de 60 obras expostas revelam riqueza artística e densidade simbólica, trazendo universos onde a fantasia e a imaginação alcançam dimensões inusitadas. As riquezas trazidas à superfície por pessoas que experimentaram semelhantes mergulhos estão representadas na exposição. O público será impactado pelas imagens”, afirma o curador Luiz Carlos de Mello.
No dia da abertura da exposição será feito o lançamento das novas edições revistas e ampliadas de dois livros: “Nise da Silveira, Caminhos de uma psiquiatra rebelde”, de Luiz Carlos Mello, como parte das comemorações dos 50 anos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, com edição da Hólos Consultoria e Automática; e “Nise da Silveira – afeto, liberdade e criatividade”, de Walter Melo, editado pelo Conselho Federal de Psicologia.
Cecília Maraújos no Ateliê 31.
15/dez
Em Autoficções, Cecília Maraújos apresenta um conjunto de pinturas que atravessam corpo, memória e maternidade, articulando autorretratos, referências fotográficas e experiências do cotidiano. A exposição está em cartaz no Ateliê 31, com curadoria de Martha Werneck. Na mostra, Cecília Maraújos reúne um conjunto de cerca de 25 pinturas, em diversos formatos, que atravessam corpo, memória e cotidiano como campos de elaboração pictórica, articulando experiências autobiográficas e investigações sobre a representação do feminino na cultura.
Cecília Maraújos apresenta um conjunto de pinturas desenvolvidas a partir de referências fotográficas, estudos e montagens digitais que acompanham seu processo. A artista articula documentação, pesquisa teórica e o uso contínuo do caderno de artista como parte de um método que transforma experiências pessoais em matéria pictórica, fazendo do processo um campo de investigação tão importante quanto a própria imagem final.
A partir de fotografias e registros espontâneos da rotina com Serena, sua filha de um ano, Cecília Maraújos elabora pinturas que tomam a casa como figura central dessa maternagem crítica – um espaço onde corpo, afeto, memória e cuidado se entrelaçam, e onde o ambiente doméstico assume o mesmo peso que as figuras humanas, revelando camadas simbólicas do dia a dia. “Nesses trabalhos, a noite parece ser cenário e metáfora: espaço temporal em que o cuidado e a criação se confundem. A pintura traz à tona o gesto repetido, a insônia, o contato, a dúvida”, descreve a curadora Martha Werneck.
“Em suas telas, a pintura é também gesto de resistência, forma de pensar o mundo desde o íntimo. Assim, a artista nos convida a permanecer na penumbra: onde a vida cotidiana se acende em fogo lento e silencioso, transformando o que seria doméstico em potência poética e política”, conclui a curadora.
Sobre a artista.
Cecília Maraújos (1999, Fortaleza, CE. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ) cursou graduação de Pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Estuda artes de maneira autodidata desde a infância e hoje enfatiza em seu trabalho a prática da pintura e do desenho, intercruzando sua plasticidade com fotografia, escultura, escrita, performance e colagem. Questiona e observa estruturas sistemáticas histórico-sócio-culturais que influenciaram na elaboração da sua autoimagem, utilizando experiências autobiográficas do dia-a-dia para elaborar um entendimento identitário e comunitário a partir de conceitos como interseccionalidade, maternidade e poética para guiar suas especulações.
Até 08 de janeiro de 2026.
Arte Brasileira no Canadá.
12/dez
A maior exposição de arte brasileira já apresentada no Canadá, “Tropi-X” está em cartaz no Museum London, ON, reúne até 19 de abril de 2026 mais de 70 obras de 44 artistas para explorar expressões ousadas e em transformação de identidade, cultura e diáspora no Canadá. A exposição é curada por Alena Robin & Rodrigo D’Alcântara.
No centro da mostra está uma coleção rara de obras dos anos 1970 doadas pelo casal de visionários John e Elizabeth Moore: pinturas vibrantes, esculturas e trabalhos têxteis enraizados no folclore, na religião sincrética, na cultura popular e na experimentação modernista. Doada em 1985 e em grande parte invisível por mais de três décadas, essa seleção histórica reflete um momento decisivo na história da arte brasileira – moldado pela diversidade regional e pela transformação modernista.
Essas obras dialogam de forma dinâmica com trabalhos contemporâneos de 20 artistas brasileiro-canadenses que vivem em diferentes regiões do país, conectando passado e presente. Os artistas contemporâneos de “Tropi-X” desafiam narrativas herdadas e oferecem novas perspectivas sobre pertencimento e memória cultural. Organizada em três núcleos temáticos – Folclore Remix, Trópicos em Loop e Fantasmas Sincréticos – “Tropi-X” propõe uma reflexão urgente sobre a complexidade da arte brasileira e sua presença em transformação no panorama cultural canadense.
“Tropi-X” apresenta obras de: Adelita Pandini, Alexandre Filho, Aline Setton, Antonio Maia, Bruno Capinan, Bruno Smoky, Bruno Tausz, César G. Villela, Christiano de Araujo, Elenir de Oliveira Teixeira, Eloisa de Aquino, Enrico Bianco, Farnese de Andrade, Felipe Fittipaldi, Fernando V. da Silva, Francisco da Silva (Chico), Genaro de Carvalho, Gilda Azeredo de Azevedo, Giorgia Volpe, Glauco Rodrigues, Hélio Basto, Hélio Eudoro, Hélio Rôla, Ian Indiano, Ivan Moraes, Jorge Maia, José Sabóia, Ludmila Steckelberg (VahMirè), Lucas Peixe, Luciano Mauricio, Luiza Albertini, Manoel Chatel, Marcio Melo, Mariana Marcassa, Marina FAW, Nakitta Hannah Correa, Napoleon Poty Lazzarotto, Raquel Trindade (Kambinda), Renina Katz, Richelli Fransozo, Sebastião Januário, Tarcisio Cataldi, Vinicius de Aguiar Sanchez (O Vico) e Ziltamir Soares de Maria (Manxa).
Pesquisas autorais no espaço Z42 Arte.
11/dez
Reunindo 64 obras inéditas, será inaugurada neste sábado, dia 13 de dezembro, a exposição “Coletiva Z”, que apresentará a mais recente produção dos artistas Benoit Fournier, Cláudia Lyrio, Fernanda Leme, Ilana Zisman, Kakati de Paiva, Laura Fragoso, Marcio Atherino e Maria Raeder, na Z42 Arte, no Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ. A mostra apresentará pinturas, esculturas, instalação e fotografias, que pensam o eu, o outro, a sociedade e a natureza, e mostram ao público, de maneira acessível, um pouco das pesquisas autorais que os artistas vêm desenvolvendo. Em comum, todos os artistas possuem ateliê no espaço Z42 Arte.
“A Coletiva Z nasce do desejo de reunir vozes singulares que investigam identidades, relações e paisagens. Cada artista apresenta um recorte único de sua pesquisa, construindo um panorama acessível e potente da produção contemporânea. É uma oportunidade especial de revelar ao público a riqueza da criação dos artistas da casa, cujas poéticas, em diálogo, se encontram e se complementam”, diz Zyan Zein, diretora da Z42 Arte.
Sobre a Z42 Arte.
A Z42 é um espaço de arte que integra ateliês, salões expositivos, workshops e performances, fomentando à produção e à circulação da arte contemporânea na cidade do Rio de Janeiro. Localizada em um casarão histórico da década de 1930, o espaço possui arquitetura eclética e generosos salões expositivos.
Em cartaz até 21 de dezembro.
Três artistas no Instituto Ling.
08/dez
Três mostras de artes visuais estão em cartaz no Instituto Ling, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS: Feraluz, instalação de Leandro Lima que imagina os sonhos do edifício (até 13 de dezembro); Valdson Ramos, pintura que reflete sobre iconografia religiosa e Missões Jesuíticas (até 27 de dezembro); e mezo-móbile, de Guto Lacaz, com uma instalação inédita que transforma e subverte o espaço expositivo (até 27 de dezembro). Entrada franca, de segunda a sábado, das 10h30 às 20h.
Diferentes gerações da arte latino-americana.
04/dez
A Galatea e a Isla Flotante têm a alegria de participar em parceria da Art Basel Miami Beach 2025. Ocupando o estande F26 no setor Galleries, o projeto é concebido como um território de diálogo entre diferentes gerações da arte latino-americana.
A apresentação articula uma série de afinidades transversais entre práticas modernas e contemporâneas que compõem os programas das duas galerias. Os legados construtivos de Lygia Clark e Abraham Palatnik reverberam nas operações materiais de Mariela Scafati, Pablo Accinelli, Valentín Demarco e Allan Weber; a sensibilidade textual e minuciosa de Mira Schendel ressoa nas investigações pictóricas e espirituais de Rosario Zorraquín; e as figurações visionárias de Chico da Silva, Heitor dos Prazeres e Jaider Esbell reinventam as noções de narrativa, comunidade e cosmologia. Reunidas, essas obras propõem uma constelação do Sul ao Sul que imagina novas formas de pensar a modernidade, o corpo, a memória e a coletividade. O estande representa o encontro de duas jovens galerias latino-americanos com programas comprometidos com a experimentação e o diálogo. Galatea e Isla Flotante propõem uma visão da arte como uma rede de múltiplas afinidades, para além de fronteiras nacionais ou geracionais.
Com Abraham Palatnik, Adriana Varejão, Allan Weber, Ana Prata, Antonio Dias, Arthur Palhano, Carolina Cordeiro, Chico da Silva, Dani Cavalier, Dalton Paula, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriella Marinho, Heitor dos Prazeres, Ione Saldanha, Isay Weinfeld, Ivan Serpa, Jaider Esbell, Joaquim Tenreiro, José Adário dos Santos, Lygia Clark, Lygia Pape, Mariela Scafati, Mira Schendel, Mucki Botkay, Pablo Accinelli, Rosario Zorraquín, Rubem Valentim, Tifo Terapia, Tobias Dirty, Tunga e Valentín Demarco.



























