Distintas vozes na Vaquejada da Meia-Noite.

30/jun

A Almeida & Dale, Pinheiros, São Paulo, SP, inaugurou “Vaquejada da meia-noite”, exposição coletiva com curadoria de David Almeida. Ocupando o novo espaço expositivo da Fradique 1360, a mostra reúne distintas vozes e gerações de artistas conectados ao território cearense por meio de um gesto afetivo que reverbera e amplia a trajetória e a pesquisa de David Almeida. Motivado por uma investigação familiar, David Almeida, nascido em Guará, DF, aproximou-se profundamente do sertão e seus artistas, encontrando reverberações de suas pesquisas nas imagens criadas por eles.

Mais do que explicar ou catalogar a produção local, “A mostra vocaliza testemunhos assombrados da resistência, que se entrelaçam e desafiam o real imaginário do Brasil profundo, onde a reza e a crença são parte indissociável da verdade”.

A noite, a crença e o diabo, assim como a luta, o trabalho e as ferramentas de sobrevivência, são imagens que tecem o ambiente gótico-sertanejo proposto na exposição.

Artistas participantes.

Arivanio, Artur Bombonato, Arthur Siebra, Associação de Artesãos do Padre Cícero, Beatrice Arraes, Darks Miranda, Diego de Santos, Efrain Almeida, Francisco de Almeida, Gilberto Pereira, Gustavo Diogenes, J.F., José Leonilson, José Lourenço, Júlia Aragão, Juno B., Sara Costa, Sérgio Gurgel, Sérvulo Esmeraldo, Stênio Diniz, Terezinha de Jesus, Thadeu Dias.

Até 16 de agosto.

Uma experiência alucinatória.

Acervo Vivo: Vivenciando a transcendência: uma coreografia de pinturas inaugura na quinta, 3 de julho, na Almeida & Dale, rua Caconde 152, São Paulo, SP. Partindo da pintura de Rubens Gerchman, a exposição propõe um percurso vertiginoso por entre pinturas de diferentes períodos e tendências, passando pelo abstracionismo, construtivismo, pop e a pintura contemporânea, constituindo um bailado que convida à uma experiência alucinatória, arraigada nos sentidos e de suspensão dos limites da historiografia tradicional da arte.

Acervo Vivo é um programa que explora o acervo da Almeida & Dale por meio de exposições organizadas por curadores e pesquisadores convidados e internos.

As exposições do projeto partem de uma seleção criteriosa e não hierárquica de obras que propõe diálogos entre artistas contemporâneos e de diferentes gerações, transpondo barreiras cronológicas, construindo articulações inusitadas, revelando novas camadas de sentido e promovendo encontros entre tempos e narrativas distintas.

Ao ativar o acervo como um campo de investigação contínua, Acervo Vivo reafirma o compromisso da galeria com a valorização da arte brasileira e global em suas múltiplas temporalidades, contribuindo para sua preservação, difusão e constante reinterpretação.

Artistas participantes

Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Claudio Tozzi, Donna Huanca, Dudi Maia Rosa, Emmanuel Nassar, Luiz Sacilotto, Maxwell Alexandre, Mira Schendel, Montez Magno, Peter Halley, Rubem Valentim, Rubens Gerchman, Sandra Gamarra, Sean Scully, Siron Franco, Yayoi Kusama.

Até 31 de julho.

Artistas brasileiros contemporâneos em Paris.

25/jun

A mostra coletiva “Le Brésil illustré” é uma revisão histórica. A exposição, sediada na Maison de l’Amérique Latine, em Paris, reúne obras de 15 artistas brasileiros contemporâneos que confrontam, ressignificam e desviam a iconografia do pintor francês Jean-Baptiste Debret – autor da célebre “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil”.

Com curadoria de Jacques Leenhardt e Gabriela Longman, a exposição propõe um mergulho crítico sobre como a imagem do Brasil foi construída a partir de um olhar europeu. E mais: mostra como artistas indígenas, negros e mestiços brasileiros vêm hoje subvertendo esse imaginário, criando novas narrativas para os corpos antes silenciados ou exotizados por Debret.

Entre os participantes estão nomes como Denilson Baniwa, Gê Viana, Jaime Lauriano, Livia Melzi e Anna Bella Geiger. Utilizando linguagens diversas – fotografia, vídeo, escultura, instalação -, suas obras não apenas comentam Debret, mas inserem-se como resposta direta ao projeto colonial que ele, ainda que involuntariamente, ajudou a consolidar. A proposta não é destruir o passado, mas criar novos significados a partir dele – muitas vezes com humor, ironia e potência simbólica. A mostra integra a programação do Ano do Brasil na França e deve chegar ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, no segundo semestre deste ano. “…Mas o mais importante é o que ela revela: uma geração que não aceita ser apenas retratada. Uma geração que reivindica o direito de imagem – e que faz disso um gesto político”, diz Matheus Paiva, internacionalista, formado pela Universidade de São Paulo, e produtor cultural.

Vínculos artísticos e representatividade.

Ao longo dos 15 anos, a Galeria TATO, Barra Funda, São Paulo, SP, vem estabelecendo relações duradouras com artistas cujas pesquisas se desdobram em diferentes frentes do campo contemporâneo. A representação artística, dentro desse percurso, tem sido entendida não como um ponto de chegada, mas como um compromisso mútuo de continuidade, diálogo e construção.

A cada novo ciclo, a presença desses artistas na galeria se atualiza em exposições, publicações, inserções institucionais e feiras, refletindo processos em movimento e práticas que respondem ao tempo presente com escuta, rigor e imaginação. Ao compartilhar algumas dessas trajetórias, é possível reafirmar não apenas o vínculo entre artista e galeria, mas também o papel desse encontro no ecossistema mais amplo da arte.

A representação é uma camada entre outras tantas da atuação da TATO, que se constitui na intersecção entre acompanhamento crítico, inserção profissional e compromisso com processos contínuos de pesquisa.

Lançamento do catálogo Djanira 110 anos.

24/jun

A Pinakotheke Cultural, no Rio de Janeiro, e o Instituto Pintora Djanira convidam para o lançamento do catálogo “Djanira – 110 anos”, e visita guiada à exposição com os curadores Max Perlingeiro e Fernanda Lopes, no dia 24 de junho, às 19h. O livro bilíngue (port/ingl), tem 128 páginas e formato de 21cm x 27cm, com textos de Max Perlingeiro, Fernanda Lopes e Eduardo Taulois, diretor-geral do Instituto Pintora Djanira, além de uma cronologia da artista e imagens das obras.

No Instituto Tomie Ohtake.

18/jun

Manfredo de Souzanetto, Série Olhe bem as montanhas, 1973-1974

O Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP, apresentam Manfredo Souzanetto – As montanhas, exposição com patrocínio do Nubank, mantenedor do Instituto Tomie Ohtake, e com apoio da Galeria Simões de Assis. Sob curadoria de Paulo Miyada, diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake, a mostra ficará em cartaz até 03 de agosto.

Paralelamente às exposições Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros, Manuel Messias – Sem limites e Casa Sueli Carneiro em residência no Instituto Tomie Ohtake.

Propondo um mergulho na formação poética e crítica de um dos nomes mais singulares da arte contemporânea brasileira, a mostra reúne cerca de 50 obras produzidas entre as décadas de 1970 e 1990. São sobretudo desenhos, fotografias e pinturas – a grande maioria advindas do acervo de Manfredo Souzanetto, que as guardou por décadas, como se antevisse a importância desses trabalhos na constituição de sua trajetória.

Nascido em 1947 no norte do Vale do Jequitinhonha, o artista teve uma infância marcada pelas paisagens montanhosas e as riquezas naturais da região – especialmente às pedras, cerâmicas e pigmentos terrosos – elementos que mais tarde se tornariam centrais em sua produção artística. As obras selecionadas revelam o processo de amadurecimento do artista, acompanhando a sua produção durante o percurso que o levou de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte, Paris e Juiz de Fora.

Ainda que tenha se deslocado por diferentes centros urbanos e circuitos artísticos, Manfredo Souzanetto manteve uma profunda conexão com sua terra natal. Em sua obra as montanhas mineiras não são apenas formas geográficas, mas entidades afetivas e políticas, evocadas em cores, volumes e superfícies que desafiam fronteiras entre escultura, pintura e intervenção paisagística. Como Paulo Miyada afirma no texto curatorial, “As montanhas, aqui, são muitas e nenhuma. Elas são memória atávica e pensamento junto da paisagem, articuladas de modo visual, material, cromático. Elas, as montanhas, são parte do que constitui este mundo, essas obras e esse artista”, conclui.

Mais do que um panorama histórico, a exposição convida o público a revisitar o gesto de olhar para a paisagem – como já propunha o artista em sua juventude com o emblemático adesivo “Olhe bem as montanhas”. Em um momento em que os territórios naturais enfrentam ameaças crescentes, as obras do artista oferecem uma reflexão sobre permanência, destruição e pertencimento. É um chamado para ver, com outros olhos, aquilo que insiste em permanecer: a paisagem como memória viva e a arte como forma de resistência.

O momento de Miguel Afa no Paço Imperial.

16/jun

O artista Miguel Afa inaugura sua nova exposição individual, “O vento continua, todavia”, no Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A mostra apresenta um conjunto de obras produzidas entre 2023 e 2025, e marca um momento de síntese e afirmação da trajetória do artista, iniciada em 2001 por meio do graffiti nas ruas do Complexo do Alemão, onde nasceu e cresceu.

Formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Miguel Afa transita da rua para as instituições com uma linguagem pictórica profundamente marcada por seu percurso pessoal. Sua produção propõe uma reconfiguração poética da imagem do corpo periférico, contrapondo os estigmas da marginalização com cenas que evocam afeto, cuidado e resistência. Trabalhando com uma paleta cromática enigmática, Migeul Afa cria cenas que não suavizam, mas intensificam a complexidade de suas narrativas. Em sua obra, a cor é discurso, e o gesto de esmaecer é, mais do que técnica, ato de lembrança e posicionamento. Suas pinturas revelam simultaneamente o visível e o invisibilizado, tensionando o olhar e o imaginário social.

O texto de apresentação da exposição é assinado por Jeovanna Vieira, que reflete sobre o título da mostra, inspirado em uma frase de Vincent van Gogh: “Os moinhos não existem mais; o vento continua, todavia.” Jeovanna Vieira escreve: “O título da exposição fragmenta frase de Van Gogh, que em carta para o irmão Theo provoca: “Os moinhos não existem mais; o vento continua, todavia.” Diante da obra-itinerário produzida por Miguel Afa, somos conduzidos pelo vento pressupondo a teimosia primordial, que justifica tudo ainda estar.”

“O vento continua, todavia” estará em cartaz no Paço Imperial até o dia 10 de agosto. Um dos centros culturais mais importantes do país, com forte carga simbólica na história do Brasil, o Paço – edifício histórico do século XVIII que tem acolhido algumas das exposições mais relevantes do cenário nacional – é palco de diálogos essenciais sobre arte, cultura e memória brasileira. Agora, recebe a mostra que reafirma Miguel Afa como uma voz potente e em ascensão na arte contemporânea do país.

Miguel Afa vive e trabalha no Rio de Janeiro. Começou sua trajetória por meio do graffiti em 2001, nas ruas e becos do Complexo do Alemão, e estudou na Escola de Belas Artes – UFRJ. Seu trabalho reflete sobre o corpo periférico, contrapondo suas adversidades e propondo uma nova leitura imagética que potencializa e valoriza o afeto. Suas obras alternam entre a sensibilidade poética e mensagens políticas diretas.

O olhar do artista transforma o que captura, dando-lhe uma aura própria por meio das cores que utiliza. Sua paleta amena não é mero recurso estético: é essencial à composição, ampliando a complexidade do que é representado. Longe de neutra, a cor é discurso e um posicionamento diante das cenas retratadas. Esmaecer não é apenas um gesto pictórico, mas um ato de lembrança e questionamento, revelando tanto o visível quanto o invisibilizado.

Em 2024, participou das coletivas “Dos Brasis”, no Sesc Quitandinha, Petrópolis (itinerância da mostra apresentada no Sesc Belenzinho, São Paulo) e “O que te faz olhar para o céu?”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. No mesmo ano, realizou a individual “ENTRA PRA DENTRO”, na galeria A Gentil Carioca. Em 2023, realizou a individual “Em Construção” e participou da coletiva “Da Avenida à Harmonia”, ambas no Instituto Inclusartiz no Rio de Janeiro. Suas obras fazem parte de coleções de destaque, como a Jorge M. Pérez Collection.

Visita guiada na exposição de Dani Cavalier.

13/jun

A Galatea Oscar Freire, São Paulo, SP, convida para a visita guiada da exposição “Dani Cavalier: pinturas sólidas” no dia 14 de junho, sábado, às 11 horas. Durante a visita, conduzida pela própria artista, o espectador terá a oportunidade de aprofundar nos trabalhos que integram a pesquisa de Dani Cavalier em torno do que ela chama de “pinturas sólidas”.

Por meio da justaposição de blocos de cor formados por retalhos de Lycra reaproveitados da indústria da moda, as “pinturas sólidas” de Dani Cavalier investigam as fronteiras entre pintura, escultura e instalação. Embora remetam à pintura tradicional – com o uso de chassi, composição e suporte -, essas obras rompem com a lógica pictórica ao substituir a tinta por tecidos entrelaçados. Ao incorporar técnicas têxteis associadas a saberes populares, muitas vezes transmitidos por mulheres fora do circuito das Belas Artes, a artista aproxima arte e artesanato, questionando hierarquias e expandindo os limites da prática artística.

Artistas na 36ª Bienal de São Paulo.

Lidia Lisbôa, Marlene Almeida, Maxwell Alexandre, Rebeca Carapiá e Heitor dos Prazeres estão entre os artistas na 36ª Bienal de São Paulo, que inaugura no dia 06 de setembro no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, São Paulo, SP, e permanecerá em cartaz até 11 de janeiro de 2026.

Intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a Bienal tem curadoria geral de Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, com cocuradoria de Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, além de Keyna Eleison como cocuradora at large.

Inspirada pelo poema “Da calma e do silêncio”, da poeta Conceição Evaristo, a Bienal tem como um dos principais alicerces a escuta ativa da humanidade enquanto prática em constante deslocamento, encontro e negociação. Na exposição, serão apresentados projetos inéditos, concebidos a partir do convite da curadoria a Lidia Lisbôa, Maxwell Alexandre, Marlene Almeida e Rebeca Carapiá.

Sobre os artistas.

Lidia Lisbôa

A prática de Lidia Lisbôa se desenvolve em suportes distintos, sobretudo a escultura, o crochê, em performances e em desenhos. Sua pesquisa tem a tessitura de biografias como eixo fundamental, percorrendo os pólos da paisagem, do corpo e da memória ao utilizar matérias nas quais se imprimem o gesto e a mão da artista. Resultado de uma prática artística constante que se mistura à vida, na obra de Lidia Lisbôa, a costura e a criação de narrativas se colocam como exercício de construção subjetiva e, portanto, de cura e ressignificação.

Marlene Almeida

Marlene Almeida é pesquisadora, escultora e pintora, cuja prática fundamentalmente interdisciplinar combina conhecimentos literários, científicos e artísticos na investigação de um objeto comum à sua produção desde a década de 1970: a terra. Em expedições realizadas especialmente ao Nordeste brasileiro, Marlene Almeida cataloga e armazena amostras de terras coloridas. Essas expedições são guiadas por um projeto audaz: o Museu das Terras Brasileiras, que visa a identificação e estudo das cores encontradas em diferentes formações geológicas de todo território nacional. Em sua trajetória, ela também se nutriu de extensa atuação na militância ecológica e política.

 Maxwell Alexandre

Pautada pelo conceito de autorretrato, a prática de Maxwell Alexandre extrapola as categorias e suportes tradicionais do fazer artístico. Por meio de uma lógica de citação, apropriação e associação de imagens e símbolos, bem como pelo uso de materiais de valor simbólico e biográfico, Maxwell Alexandre constroi uma mitologia imagética que engloba religiosidade e militarismo. Da mesma maneira, sua obra confronta o estatuto institucional da arte contemporânea e os limites do campo da experiência estética.

Rebeca Carapiá

Ao utilizar o ferro e o cobre como seus principais materiais, o trabalho de Rebeca Carapiá se desdobra em esculturas, instalações, desenhos e gravuras, nos quais torção, união e aproximação entre essas matérias constituem uma caligrafia abstrata. Tomando a palavra como ponto de partida, as obras de Rebeca Carapiá insuflam, dobram e seccionam a linguagem em um exercício de deslocá-la de uma posição linear e monolítica. Assim, seus trabalhos se configuram como uma língua particular, que resulta do liame entre corpo, terreno, memória e os saberes oriundos das vivências da artista, bem como daqueles imbuídos na materialidade das peças.

Heitor dos Prazeres

Heitor dos Prazeres (1898-1966) foi um artista plástico, figurinista, compositor e sambista, reconhecido como figura fundamental do contexto cultural carioca no início do século XX e para o Modernismo brasileiro. Heitor dos Prazeres foi um autodidata, e sua inserção no ambiente artístico carioca foi a princípio pela via da música. Na segunda metade dos anos 1930, passou a se dedicar também à pintura, tratando de temas relacionados às tradições e à cultura popular brasileira e cenas do cotidiano das populações negras da cidade. O samba, o carnaval, as paisagens urbanas e as brincadeiras infantis foram seus temas mais frequentes.

Acompanhamento curatorial.

12/jun

A Galeria TATO, Barra Funda, São Paulo, SP, convida para a abertura da exposição “Crise fractal”, mostra que integra o Ciclo Expositivo do Programa Casa Tato – edição 12. Resultado de um processo de acompanhamento curatorial e trocas ao longo de sete meses, “Crise fractal” reúne obras que refletem distintos percursos poéticos e formas de abordagem das urgências do presente, com atenção à potência das construções coletivas. Com curadoria de Lucas Dilacerda e assistência de Maria Eduarda Mota, a exposição apresenta trabalhos desenvolvidos por dez artistas participantes da 12ª edição do programa.

E pelas próprias palavras do curador: “Crise fractal celebra o coletivo como potência estética e política. A exposição nos lembra que nenhuma criação ocorre de forma isolada, que todo gesto artístico carrega as marcas de seus encontros, das suas escutas, das redes que o constituem. Em tempos de crise, imaginar saídas possíveis exige coragem, mas também con-vivências: é preciso criar juntos, resistir juntos, sonhar juntos, pois a beleza está no coletivo”.

Casa Tato 13 | Inscrições abertas

Com a exposição Crise fractal, a 12ª edição da Casa Tato se encerra reunindo os desdobramentos poéticos desenvolvidos ao longo do programa. Agora, a Galeria TATO segue com as inscrições para a 13ª edição do projeto. Voltado a artistas em processo de inserção no circuito, o programa propõe um percurso de acompanhamento crítico e imersão no sistema da arte.