Os brutalistas na Gamboa

06/fev

A exposição coletiva “Os brutalistas”, Galeria Pretos Novos, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ, mostra a originalidade dos artistas Geléia da Rocinha, Oswaldo Rocha, Tia Lúcia e Vera Roitmann. De acordo com o curador da mostra, Marco Antonio Teobaldo, a ideia de reunir este grupo surgiu ao identificar a poética comum dos traços fortes e cores vibrantes encontrados nas obras destes artistas veteranos.

 

O mais jovem deles, Geleia da Rocinha, 54 anos, criou uma série inédita chamada “os contorcionistas”, em que os personagens surgem em posições que desafiam a elasticidade humana e, em alguns casos, seus membros transformam-se em objetos ou partes de animais. Oswaldo Rocha apresenta uma coleção de pinturas que remetem intuitivamente aos universos dos artistas espanhóis Goya e Miró. Tia Lúcia exercita sua verve lúdica para ilustrar em acrílica seus contos e fantasias, normalmente relacionados à sua infância ou de seus sonhos. Vera Roitman bravamente segue a sua vigorosa pintura de retratos, atualmente muito relacionada ao universo da instituição em que reside, desde que sofreu um AVC.

 

A Galeria Pretos Novos é um espaço voltado à pesquisa curatorial e ocupações artísticas, instalada sobre o sítio arqueológico do recém descoberto Cemitério dos Pretos Novos, na Gamboa. O único do país. O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos tem como missão a preservação da memória da cultura afrobrasileira e, com a abertura da galeria, divulgar e promover arte contemporânea produzida por artistas brasileiros. A galeria criou uma programação de artes visuais e promove o intercâmbio com instituições brasileiras e estrangeiras, com o propósito de movimentar a cena cultural na Região Portuária do Rio de Janeiro durante todo o ano.

 

De 31 de janeiro a 31 de março

Individual de Zemog

30/nov

A frase pintada sobre a foto “FÁCIL É DORMIR DEPOIS DO ALMOÇO” é o título da exposição na Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, com 12 trabalhos recentes de Zemog.

 

Numa de suas viagens, por uma antiga cidade , há três anos atrás, o artista visual Zemog, no meio de uma caminhada por um beco sinuoso, esbarrou com um prato de pregos enferrujados e uma faca na soleira de uma porta. Lá estava a “natureza morta” pronta para a foto. Algum tempo depois, revendo a fotografia no seu ateliê  em Santa Teresa, no Rio de Janeiro onde mora, o mineiro Zemog encontrou nela  o contraponto perfeito para pintar a óleo de amarelo de cádmio em letras maiúsculas: “FÁCIL É DORMIR DEPOIS DO ALMOÇO”.

 

O espaço da galeria se transforma em um ateliê imaginário, com uma foto/pintura, cinco esculturas de cavalos, “Bálio”, “Hipnos”, “Ícelo”, “Morfeu” e “Mossoró, o organismo # 7”, os quadros “BLUE MOON” e “O BEIJO” e três objetos/memória.

 

Realizados a partir de materiais diversos e técnicas renascentistas, inspirados nos ateliês existentes na infância do artista em sua natal São Domingos do Prata. “FÁCIL É DORMIR DEPOIS DO ALMOÇO” é o terceiro vértice de uma trilogia da qual fazem parte: “ambienteacúmuloposiçaografocormóvel”  e “3.5km”.

 

Até 22 de dezembro.