Conversa com a artista

08/jul

A Galeria de Arte Mamute, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, convida para a “Conversa com a Artista Patrícia Francisco”, dia 15 de julho, quarta-feira, às 19h. A conversa terá como ponto de partida o processo de criação de “Slide”, sua atual exposição na galeria. Com curadoria de Elaine Tedesco, a mostra apresenta um conjunto de trabalhos que privilegia o uso do vídeo e da fotografia para desenvolver versões do real.

 

 

Sobre a artista

 

Mestrado em Artes – ECA/USP, 2008. Orientação Artística com Carlos Fajardo, São Paulo (2005-2007). Graduada em Artes – IA/ UFRGS. Representada pela Galeria Mamute em Porto Alegre-BR. Artista residente “Programa Internacional de Residências Artísticas”, Fundación ‘ACE, Buenos Aires-AR (2014)  Programa”Obras em Construção”, Casa das Caldeiras, São Paulo-BR (2011). Obras em Coleções: Museu de Arte Contemporânea–MAC (Porto Alegre-BR) Fundação Vera Chaves Barcellos – FVB (Porto Alegre–BR); Videothèque Joaquim Pedro de Andrade – Maison du Brésil – Cité Internationale Universitaire (Paris–FR). Principais Exposições Slide (individual), Galeria Mamute, Porto Alegre/ RS. (junho/2015) De Longe, de Perto, curadoria Angélica de Moraes, Galeria Mamute, Porto Alegre/ RS; Sul-Sur 2014, Espacio de Arte Contemporáneo – EAC, Montevideo, Uruguay ; X Muestra Monográfica de Media Art – Festival Internacional de La Imagen, Manizales, Colombia., 4o Prêmio Belvedere Paraty de Arte Contemporânea (Artista Finalista), Casa de Cultura, Paraty/ RJ;10o Salão de Arte Contemporânea, Marília/ SP; (Prêmio Prata Banco Bradesco); A Inventariante, VIDEOAKT 03 –Bienal Internacional de Vídeo Arte, Barcelona/ES; Entre, curadoria Ana Zavadil, MAC RS, Porto Alegre/RS.

 

 

Quando: 15 de julho – 19h – Rua Caldas Júnior, 377, 3º and.

Patrícia Francisco na Mamute

22/jun

A Galeria de Arte Mamute, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, inaugura a exposição “Slide”, da artista Patrícia Francisco. A mostra com curadoria de Elaine Tedesco apresenta um conjunto de trabalhos que privilegia o uso do vídeo e da fotografia para desenvolver versões do real. Patrícia Francisco busca no plano das memórias roteiro para suas criações e explora fotomontagens e fotoperformances para criar séries contaminadas pelo cinema, sobre o futuro decadente da humanidade ou questionamentos sobre os problemas ecológicos na atualidade.

 

 

 

Uma só fotografia não basta

 

 

Patrícia Francisco vem privilegiando em sua produção artística o uso do vídeo para desenvolver versões do real. Há alguns anos cria filmes, documentários autorais nos quais o roteiro é delineado a partir do encontro com o plano das memórias. São filmes que abordam histórias de cegos, lembranças de sua avó, histórias de algumas mulheres ou um diário de sua percepção sobre casas abandonadas na cidade de São Paulo. Em 2012 passou a explorar a fotografia em fotomontagens e fotoperformances para  criar séries contaminadas pelo cinema apresentadas em instalações, como nos trabalhos Eu Como Um Canto; Leonardo; Vetores; Dominó; Antes/ Depois e Sinal Vermelho. Essas séries são o pano de fundo para a exposição na Galeria Mamute, nela expõe conjuntos de fotografias que tematizam a paisagem urbana de duas cidades – Rio de Janeiro e São Paulo. A série Leonardo, exposta na primeira sala, tem como referência um filme de outro autor A Vida de Leonardo da Vinci, de Renato Castelani(1). Tais trabalhos são montados a partir de slides diapositivos. Neles as molduras (dos slides) agem como quadros que contém múltiplos fragmentos do repertório de Leonardo da Vinci – plantas, textos, uma escultura com sua imagem em Milão – misturados a apropriação de imagens e fotografias feitas pela artista em diferentes cidades. Nessas fotomontagens, indo da primeira à terceira, a presença das molduras de slides é mobilizadora da abstração que ganha corpo na medida em que avança do fundo ao primeiro plano. Na mesma sala, em contraponto a esse trabalho, está Antes/ Depois – uma sequencia de diferentes obtenções fotográficas do mesmo objeto, feita ao longo de um mês na praia de Botafogo, RJ., associada a um diálogo ficcional sobre o futuro decadente da humanidade. O assunto do diálogo escrito sobre a imagem narra possíveis transformações que o homem pode vir a ter: – Seremos homúnculos? Pergunta a artista. Já a série Sinal Vermelho, exposta na segunda sala, tem como motivo seus questionamentos sobre os problemas ecológicos na atualidade, nela os opostos beleza e poluição são tratados em um acordo gráfico. Cenas do cartão postal carioca justapostas com imagens em close do lixo que orbita aquela paisagem. A palheta de cores, quase um tom sobre tom (marfim, verde e preto), faz referência a quadros de natureza morta e ao filme O Catador e a Catadora, de Agnés Varda(2). Esse conjunto de obras nos dá a ver tempos e enquadramentos condensados constituindo o material para criação de cenas urbanas e sugerem repensar o futuro.

 

 

Elaine Tedesco

(1) La Vita di Leonardo da Vinci , 1972/ Renato Castellani

(2) Les Glaneurs et la Glaneuse, 2000/Agnes Varda.

 

 

 

 

Sobre a artista

 

 

Mestrado em Artes – ECA/USP, 2008. Orientação Artística com Carlos Fajardo, São Paulo (2005-2007). Graduada em Artes – IA/ UFRGS. Representada pela Galeria Mamute em Porto Alegre-BR. Artista residente “Programa Internacional de Residências Artísticas”, Fundación ‘ACE, Buenos Aires-AR (2014)  Programa”Obras em Construção”, Casa das Caldeiras, São Paulo-BR (2011). Obras em Coleções: Museu de Arte Contemporânea–MAC (Porto Alegre-BR) Fundação Vera Chaves Barcellos – FVB (Porto Alegre–BR); Videothèque Joaquim Pedro de Andrade – Maison du Brésil – Cité Internationale Universitaire (Paris–FR). Principais Exposições Slide (individual), Galeria Mamute, Porto Alegre/ RS. (junho/2015) De Longe, de Perto, curadoria Angélica de Moraes, Galeria Mamute, Porto Alegre/ RS; Sul-Sur 2014, Espacio de Arte Contemporáneo – EAC, Montevideo, Uruguay ; X Muestra Monográfica de Media Art – Festival Internacional de La Imagen, Manizales, Colombia., 4o Prêmio Belvedere Paraty de Arte Contemporânea (Artista Finalista), Casa de Cultura, Paraty/ RJ;10o Salão de Arte Contemporânea, Marília/ SP; (Prêmio Prata Banco Bradesco); A Inventariante, VIDEOAKT 03 –Bienal Internacional de Vídeo Arte, Barcelona/ES; Entre, curadoria Ana Zavadil, MAC RS, Porto Alegre/RS.

 

 

 

Sobre a curadora

 

 

Doutora em Poéticas Visuais pela UFRGS. Participou da 52ª Bienal de Veneza, 2007 e  2ª e 5ª edições da Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 1999 e 2005. Projetos individuais 2014. Wispering, mostra de vídeos no Directors Lounge, durante Residência artística em Berlim a convite do Instituto Goethe Porto Alegre. Curadoria: 2014. Neblina: a fotografia no acervo do MAC RS. Coordena a mostra de vídeos Audiovisual sem Destino, Porto Alegre, RS. Coletivas: 2014. Branco de Forma. Pinacoteca do Instituto de Artes, Porto Alegre. Manifesto, desejo poder e intervenção,  Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. 2013. Ninhos e o arquivo agora, Porão do Paço Municipal, Porto Alegre, RS. Fazer e desfazer a Paisagem, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. 2012 – Transição, Galeria Leme, São Paulo. 2011- Do atelier ao Cubo Branco, MARGS. Museu Sensível, MARGS, Porto Alegre. 2010 – Residência SAM Art Projects, e exposição Parcours Saint-Germain, Paris, França. Coleções Públicas MARGS RS. MAC RS. MAC Paraná. MAM Bahia. Museu de Arte de Brasília. Museo de Arte Latino Americano de Buenos Aires (MALBA). Casa das 11 Janelas. Fundação Vera Chaves Barcelos.

 

 

 

De 26 de junho a 07 de agosto.

Suzana Queiroga em Portugal

19/jun

A inauguração da exposição “ÁguaAr”, mostra individual da artista brasileira Suzana Queiroga, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), em Guimarães, Portugal, abrange diversas áreas como desenho, vídeo, instalação e documentação. A curadoria é de Paulo Aureliano da Mata e Tales Frey. O texto crítico recebeu assinatura de Jacqueline Siano e conta com o apoio de DGArtes/Direcção-Geral das Artes (Portugal), uma realização da eRevista Performatus.

 

 

 

De Suzana Queiroga

 

 

Das fronteiras geográficas que incorporam a presença da água e do ar, Suzana Queiroga depara-se com ambos elementos a partir da observação de diferentes cartografias, presenciadas através dos voos/performances em seu balão de ar quente Velofluxo ou através de outras formas de pesquisar o fluxo, o tempo e a continuidade presentes na paisagem como algo em constante movimento. De cima, vemos camadas complexas sobrepostas que se interconectam. Vemos os sistemas de águas como rios, seus afluentes, os oceanos e mares, as correntes e as marés, os sistemas e mapas de ventos, os mapas de voo, as correntes do ar, as nuvens e ainda os códigos gráficos das cidades e das paisagens em geral. Igualmente, podemos contemplar a relação das cartografias com o próprio corpo, com o sistema sanguíneo e com os demais sistemas de circulação, bem como com os nossos corpos em determinadas localidades, habitando e fluindo em diferentes paisagens. A partir de ÁguaAr de Suzana Queiroga, a paisagem renuncia unicamente a sua colocação como um conceito geográfico para tornar-se uma alegoria complexa e inexaurível da existência humana, relacionando a memória e a materialização da mesma em variáveis suportes artísticos que remetem a ambientes vistos e imaginados.

 

 

 

Apresentação de Suzana Queiroga

 

 

A artista plástica carioca Suzana Queiroga despontou nos anos 80, época em que a exposição “Como vai você, Geração 80?”, apresentada no Rio de Janeiro, em 1984, apresentou a produção de cerca de 100 jovens artistas que modificou significativamente os rumos da arte no Brasil. Queiroga é um dos nomes deste núcleo de artistas juntamente com Daniel Senise, Leda Catunda, Beatriz Milhazes, Delson Uchoa, Nuno Ramos, Cristina Canale, entre tantos outros, que alcançaram representatividade e notoriedade nacional e internacional. Pinturas, desenhos, esculturas, instalações, vídeos, infláveis e intervenções urbanas são as várias expressões as quais Suzana Queiroga se dedica. Artista inquieta e pesquisadora, seu trabalho se destaca pela inteligência com que articula operações improváveis e radicais e no que se desprende das tradições para se lançar em um campo amplo de possibilidades que permite infinitas configurações. Sua obra, como numa verdadeira rede, articula diferentes meios que se entrecruzam formando um todo poético e contemporâneo. No universo complexo de pluralidades da arte contemporânea, Suzana Queiroga nos propõe vislumbrar o próprio pensamento. A artista se interessa por vários campos do conhecimento no que se dedica a pesquisas filosóficas e cientificas e aciona diversos elementos e domínios da cultura ao mesmo tempo. Sua obra posiciona-se diante do mundo não para produzir simples contemplação, mas para possibilitar ao espectador a imersão em um campo sensorial profundo e num espaço mental no qual a obra se relaciona com o ser, o tempo e os reverbera. Sua obra se vincula ao pensamento seminal de Hélio Oiticica e Ligia Clark, artistas brasileiros fundamentais para a expansão dos espaços plásticos em direção a realidade, por acrescentarem as vivencias sensoriais à experiência artística.

 

 

 

Sobre a artista

 

 

Suzana Queiroga reside e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, leciona Pintura e Desenho na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil. A artista já recebeu cerca de 11 premiações nacionais entre elas, o 5º Prêmio Marcantônio Vilaça /Funarte para aquisição de acervos, em 2012; Prêmio Nacional de Arte Contemporânea/ Funarte, em 2005; a Bolsa RIO ARTE, em 1999; e os X e IX Salões Nacional de Artes Plásticas, entre outros. Participou de inúmeras coletivas nacionais e internacionais entre elas: “Matérias do Mundo”, projeto “Arte e Indústria”, com curadoria de Marcus de Lontra Costa, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, MAC /USP, São Paulo, Brasil; exposição “Diálogos da Diversidade”, na galeria Matias Brotas Arte Contemporânea, Vitória, Brasil; participação com vídeos no XXX Fuorifestival, Pesaro, Itália; “Bola na Rede”, curadoria de Fernando Cocchiarale, Funarte/Brasília, Brasília, Brasil; “Nova Escultura Brasileira”, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil; “Mapas Invisíveis”, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil; “Innensichten-Aussensichten” na Alpha Nova-Kulturwerkstatt & Galerie Futura, Berlim, Alemanha; “Plasticidades”, Palais de Glace, Buenos Aires, Argentina; “Como está você, Geração 80?”, CCBB/RJ, Rio de Janeiro, Brasil; “Ares & Pensares” Esculturas Infláveis, Sesc Belenzinho, São Paulo, Brasil; entre outras. Participou de inúmeras exposições individuais entre elas: “Livro do AR”, projeto “O Grande Campo”, Oi Futuro, curadoria de Alberto Saraiva, Rio de Janeiro, Brasil, 2014; “Prelúdio”, Galeria Siniscalco, Nápolis, Itália, 2014; “Olhos d’Água”, MAC/Niterói, projeto contemplado pelo 5º Prêmio Marcantônio Vilaça/Funarte, com curadoria de Luiz Guilherme Vergara, Niterói, Brasil, em 2013; “Sobre Ilhas e Nuvens”, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2013; “Semeadura de Nuvens”, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2013; “O Grande Azul”, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro Brasil, com curadoria de Fernando Cocchiarale, 2012; “Open Studio-Suzana Queiroga”, Akademie der Bildenden Künste Wien, Viena, Áustria, 2012; “Flutuo por Ti”, Anita Schwartz Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2011; “Velofluxo”, Museu da Chácara do Céu, Rio de Janeiro, Brasil, 2009; “Velofluxo”, CCBB/Brasília (Brasil), com curadoria de Fernando Cocchiarale, 2008; “Pintura em Campo Ativado”, curadoria de Viviane Matesco, SESC Teresópolis, Brasil, 2005; “Velatura”, Instalação Inflável, Galeria 90, Rio de Janeiro, Brasil, 2005; “In Between”, Cavalariças do Parque Lage, Rio de Janeiro, 2004; “Tropeços em Paradoxos”, LGC Arte Hoje, Rio de Janeiro, Brasil, 2003; entre outras. E da Bienais 2015, XVIII Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal; 2014, 4ª Bienal del Fin del Mundo, com curadoria de Massimo Scaringela, Mar del Plata, Argentina. Além de residências artísticas como 2014, artista residente da 4ª Bienal del Fin del Mundo, Espacio Unzué, Mar del Plata, Argentina; 2013, artista residente no Instituto Hilda Hilst, Campinas, Brasil; 2012, artista residente na Akademie der Bildenden Künste Wien, Viena, Áustria. E nas publicações 2013, foi publicado Olhos D’Água/Suzana Queiroga, de Luiz Guilherme Vergara, Rafael Raddi e Paulo Aureliano da Mata, pela Coletiva Projetos Culturais; 2008, foi publicado Velofluxo/Suzana Queiroga, de Fernando Cocchiaralle, pela Editora Metrópolis Produções Culturais; 2008, foi publicado Suzana Queiroga, de Paulo Sérgio Duarte, com entrevistas a Glória Ferreira, pela Editora Contracapa; 2005, foi publicado o livro Suzana Queiroga, de Viviane Matesco, pela Artviva Editora.

 

 

 

De 20 de junho a 09 de agosto.

Pink lemonade de Cezar Sperinde

17/jun

A Galeria Sancovsky, Pinheiros, São Paulo, SP, inaugura a mostra “pink lemonade”, de Cezar Sperinde com curadoria de Bruno Mendonça. Nesta que é sua primeira exibição individual no Brasil, o artista brasileiro-israelense radicado em Tel Aviv apresenta trabalhos desenvolvidos recentemente em São Paulo, junto a trabalhos anteriores. A exposição “pink lemonade” traz obras em diferentes mídias como instalação, video, fotografia, serigrafia e escultura.

 

 

Cezar Sperinde parte do campo da cultura para abordar questões como identidade e gênero, além de temáticas sócio-políticas e econômicas, mas de forma bastante singular, usando de deboche – uma das principais características de sua produção. Faz parte da mostra o vídeo “Pindorama dancing palm trees” de 2014, trabalho em que o artista instalou nove palmeiras infláveis tipo “bonecão do posto” com nove metros de altura cada uma, entre as colunas de uma construção neoclássica em Londres, onde fica situada a biblioteca da University College London – UCL.

 

 

Bastante interessado por arquitetura, Cezar cria também trabalhos que dialogam de forma direta com o espaço arquitetônico, como um rodapé de mangueira de lâmpadas de Led que será instalado ao redor da galeria.

 

 

 

Sobre o artista

 

 

Cezar Sperinde nasceu em Porto Alegre, RS, em 1981. Vive e trabalha entre Tel Aviv, Londres e São Paulo. Em 2005, emigrou para Tel Aviv, Israel, onde obteve o Bacharelado em Artes Visuais com ênfase em Fotografia pela Bezalel Academy of Arts and Design. Em 2011, na graduação, foi laureado com o prêmio Laureen and Mitchell Presser Award for Excellence in Photography. Em 2012 imigrou novamente, desta vez para a Inglaterra, onde concluiu com mérito o Mestrado em Artes Visuais na renomada Slade School of Fine Arts, UCL, em Londres. Foi premiado ao concluir o mestrado com o Laureen and Mitchell Presser, Arts Directed Grant, New York. Participou de mostras coletivas em espaços institucionais e galerias em Buenos Aires, Tel Aviv, Jerusalém, Oxford, Londres e Istambul. Participou recentemente do projeto Décima residência artística no Red Bull Station, em São Paulo. Possui trabalhos na Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-Rio, RJ.

 

 

 

Até 18 de julho.

Série inédita de Edouard Fraipont

08/maio

O fotógrafo Edouard Fraipont exibe série inédita de trabalhos na 1500 Babilônia, Leme, Rio de Janeiro, RJ. Nesta série, composta por sete imagens e um vídeo, denominada “Redesenhos”, o artista explora o conceito de foto-performance, em parceria com a coreógrafa e bailarina Alexandra Naudet, e propõe figuras redesenhadas pelo movimento do corpo e pela luz que nele incide.

 

Com a união entre fotografia e performance, em “Redesenhos”, Edouard Fraipont atua como responsável pelo movimento da luz, enquanto Alexandra Naudet atua com o movimento do corpo. A intervenção da fotografia não somente registra uma cena, mas redesenha o corpo documentado, ao acumular traços e distintos momentos do movimento, selecionados pela iluminação. “A intenção é transgredir limites do corpo e reapresentar novas figuras como visões de um imaginário fotográfico. O corpo e a luz ‘performam’ paralelamente.”, comenta o fotógrafo.

 

Neste trabalho, Edouard Fraipont se utiliza do recurso da longa exposição dentro de um ambiente escuro, onde o corpo em conjunção com a luz atuam e “desenham” no material fotossensível. Assim, em uma única imagem, o registro do corpo oferece um acúmulo de gestos, sendo que a luz direcionada permite selecionar e subtrair parte desse gestual, a fim de compor o desenho desejado.

 

Outro desdobramento da mostra está no vídeo “Desenho reanimado”, no qual o artista apresenta uma animação de fotografias que trazem novamente movimento às imagens. Nesta obra, Edouard Fraipont contou com a parceria de Muep Etmo, que compôs a trilha sonora. O resultado de toda a série surpreende, ao surgirem personagens que espelham mais intenções do que aspectos próprios do mundo visível.

 

Ao propor uma temática recorrente em sua obra – anteriormente, sendo o próprio artista a atuar para sua câmera, outras vezes modelos ou pessoas que se autorretrataram -, um dos desdobramentos nesta mostra está em trabalhar em parceria com uma coreógrafa e bailarina, alguém que domina a técnica da performance, da expressão do corpo e da coreografia. “Assim consigo expandir as possibilidades de criação, ao desconectar a performance da luz da performance do corpo.”, conclui.

 

 

De 09 de maio a 18 de julho.

Dois na Marsiaj Tempo

24/abr

Eduardo Kac  apresenta “Early Media Works” na Marsiaj Tempo Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Nessa exposição, o visitante poderá conferir os trabalhos inaugurais das experiências do artista em mídias da época, podendo considerar “Early Midia Works”, uma exposição que compreende um importante período histórico na carreira de Eduardo Kac. Serão apresentados 14 trabalhos em papel (desenhos feitos com máquina de escrever, xerox, prints e fax), um holograma, um painel de led, um neon, e um vídeo por telefone.

 

 

 
Trecho do texto de Bernardo Mosqueira

 
“A exposição “Early Media Works” reúne um conjunto de trabalhos de Eduardo Kac desenvolvidos entre 1980 e 1994 e reflete um momento de intensificação do interesse do artista pelas novas tecnologias, os novos meios de comunicação e a cultura que com eles emergia. Em 1982, após a famosa “Interversão” na Praia de Ipanema com ações explosivas de diversos tipos naquele que seria o clímax do Movimento de Arte Pornô, Kac foi aos poucos tendo a sensação de que aqueles trabalhos refletiam e se inscreviam em um contexto muito local, brasileiro. Depois daquele ano, entendendo que a nova cultura seria global, Eduardo foi se empenhando cada vez mais na investigação e experimentação dos meios de comunicação. Com tensão utópica semelhante à do Movimento de Arte Pornô que desejava criar um mundo mais livre, Kac passou a acreditar que o mundo poderia ser reorganizado através do uso livre das tecnologias e que isso traria uma multimidialidade fértil para as relações. Nessa exposição, as obras mais antigas apresentam ainda interesses remanescentes do Movimento de Arte Pornô e os trabalhos mais recentes investigam questões que se tornariam fundamentais para sociedade em que vivemos.”.

 

 

 

A Marsiaj Tempo Galeria abre no mesmo dia a exposição “Noir – a noite na metrópole” com FOTOGRAFIAS CINÉTICAS, clipes de vídeo, realizados entre 2012 e 2015 por Antonio Saggese. O fotógrafo vem captando situações em SP sempre com tomadas noturnas, em uma fotografia alusiva ao cinema “noir”. Tendo recebido o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia promovido pela FUNARTE em 2014 com esse trabalho, um DVD será distribuído gratuitamente na ocasião com 64 fotos cinéticas selecionadas e apresentação de Antonio Fatorelli. A exposição contará com uma projeção principal, com imagens do DVD e 4 monitores que alternarão trabalhos (que não fazem parte do DVD), em vídeos que variam entre 1 e 7 minutos. A exposição será no anexo da Galeria.

 
Antonio Saggese vem realizando exposições nos mais renomados espaços entre Rio e SP há 4 décadas. Sua personalidade inquieta o leva a experimentar sempre novas possibilidades técnicas, trazendo para a fotografia novas abordagens para temas instigantes. Seu trabalho mais recente lida com a fotografia expandida, que nas palavras do fotógrafo significa: “uma fotografia cinética, diversa da cinematografia, em que a cena, pela rarefação ou pela recorrência, resiste ao avançar. Dilatado o corte temporal operado na fotografia, referem-se os fluxos, movimentos sem culminação dramática, bem como a imobilidade dos tempos mortos.” Sem som ambiente, câmera e enquadramentos são fixos. O tempo do evento não é alterado e não há montagem, pois a cena é, quando muito, cortada em seu princípio ou fim. O registro em branco e preto acontece já na câmera, no momento da captura, não na pós-produção.  As imagens são captadas com uma discreta câmera fotográfica portátil.

 
“As fotografias cinéticas testemunham que Saggese permanece fotógrafo, nesse momento transicional de remediação da fotografia pelo vídeo e pelas tecnologias digitais. Um fotógrafo especialmente perceptivo às singularidades do regime temporal contemporâneo – às configurações do tempo complexo, simultâneo e compartilhado em rede”. (Antonio Fatorelli)

 

 

 
Sobre o artista

 
Antonio Saggese fotógrafo e arquiteto. Nascido em São Paulo em 1950 e graduado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Mestre e Doutor em Filosofia – Estética – pela FFLCH-USP. Antônio Saggese inicia carreira como fotógrafo em 1969. Especializou-se em fotografia de móveis e design em Milão como  bolsista do governo italiano. Através da “Triennale di Milano” realiza estágios em estúdios de fotografia na área entre os quais o de Aldo e Marirosa Ballo, Gabriele Basilico e o Studio Azzurro. Assistiu a workshop do Studio Azzurro no Pallazzo Fortuny em Veneza. Trabalhou para as revistas Casa Vogue, Design & Interiores, A&D, ViverBem, Arquitetura e Construção. Sempre desenvolvendo trabalhos artísticos independentes, já expôs no MAM do Rio de Janeiro, SESC Pompéia, Pinacoteca do Estado de SP, MAM de SP, Instituto Tomie Ohtake, Galeria Tempo, entre outros espaços expositivos. Seu trabalho está presente nos acervos do Museu de Arte Moderna de SP, Museu da Imagem e do Som de SP, Museu da Fotografia em Curitiba, Coleção Pirelli/MASP, Coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de importantes coleções particulares.

 

 

 
Abertura: 25 de abril.

Poemas Visuais

07/abr

A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, São Paulo, SP, apresenta a mostra “Poemas Multimídia” de Paulo Aquarone. A exposição composta de poemas multimídia criados entre os anos de 1997 e 2014, através de objetos, vídeos e instalações, nos quais se destaca o lado lúdico de cada poesia, instigando o espectador a interagir com as obras.

 

Paulo Aquarone é poeta multimídia brasileiro, produz desde a década de 1990, trabalhos poéticos com apelo visual, buscando diversas mídias para concluí-los, entre elas o computador e internet que utiliza para divulgação e produção. Nesse período realizou exposições em diversos espaços como: Centro Cultural São Paulo, Casa das Rosas-Espaço Haroldo de Campos, FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) no prédio da FIESP, Biblioteca Nacional de Lisboa (comemoração aos 500 anos do Brasil), Caixa Econômica Federal, Biblioteca Central do Rio de Janeiro e São Paulo, Conexões Tecnológicas – Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro, e VídeoBardo na Argentina. Também publicou seu trabalho em diversas revistas como em Boek 861 (Espanha), Celuzlose (Brasil), Expoesia visual experimental (México), L’eiffel terrible (Espanha), Texto Digital (Brasil), Literatas (Moçambique), ffooom (Brasil), entre outras.

 

 

A partir de 07 de abril.

Made in Brasil

11/mar

Chama-se “Made in Brasil” a exposição inédita que reunirá na Casa Daros Rio, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, mais de 60 obras de alguns dos mais importantes artistas brasileiros da contemporaneidade. São instalações, fotografias, objetos, vídeos e desenhos de Antônio Dias, Cildo Meireles, Ernesto Neto, José Damasceno, Miguel Rio Branco, Milton Machado, Vik Muniz e Waltercio Caldas, todos pertencentes à Coleção Daros Latinamerica.

 

 

De 21 de março a 09 de agosto.

Marina Abramović no Brasil

09/mar

Sob a curadoria de Jochen Volz, o Sesc Pompéia, São Paulo, SP, apresenta a maior retrospectiva da artista na América do Sul. O evento “Marina Abramović  – Terra Comunal”, abriga três instalações de imersão, exemplares que representam as mais importantes performances de Marina Abramović  nos últimos doze anos, uma seleção especial de vídeos de todas as fases de sua carreira e um espaço destinado aos “Objetos Transitórios” – criados com minerais e outros materiais orgânicos do Brasil -, que apontam a contínua e produtiva relação da artista com o país desde 1989. Na programação consta ainda a apresentação (única) da performance do artista Ayrson Heráclito no dia da abertura, e uma intensa programação paralela durante a permanência da mostra em cartaz.

 

Oito artistas brasileiros, selecionados por Marina e outros curadores, também realizam performances autorais de longa duração durante a mostra. Para participar, é necessário inscrever-se previamente no site do Sesc.

 

A programação recebe também “Space In Between” (Espaço Entre), um espaço dedicado ao aprofundamento de pesquisa sobre performances e arte imaterial. Nele acontecem palestras e atividades com artistas e convidados de diferentes áreas.

 

 

De 10 de março a 10 de maio.

Matías Duville na Luisa Strina/SP

05/mar

Galeria Luisa Strina, Cerqueira Cesar, São Paulo, SP, apresenta “Escenario, proyectil”, a segunda exposição individual do artista argentino Matías Duville, cinco anos após sua primeira exposição na galeria. Seu trabalho se encontra exposto atualmente no CCSP- Centro Cultural São Paulo na exposição coletiva “Beleza?”. Durante o mês de março, o artista inaugura exposição individual no MAM-Rio.

 

O trabalho de Matías Duville gira em torno de temas como espaço e volume, elementos orgânicos e inorgânicos, os quais muitas vezes tomam a forma de grandes instalações no espaço expositivo. Para a exposição na Galeria Luisa Strina, Matías Duville desenvolveu desenhos em grande escala, um video, uma instalação central e peças montadas no chão da galeria, explorando a relação entre civilização e natureza.

 

 

Sobre o artista

 

Nascido em Buenos Aires, em 1974, participou de uma série de residências na Colômbia (FLORA, Honda, 2014); França (SAM Art Projects, Paris, 2013); EUA (John Simon Guggenheim Memorial Foundation Fellowship, New York, 2011 e Skowhegan Residency Scholarship, 2011); Itália, Brasil e Peru. Participou também de exposições coletivas no Petit Palais, Paris (2013); MUSAC – Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León (2010); MALBA-– Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (2009); CIFO – Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami (2008). Também realizou um projeto conjunto no Drawing Center de Nova Iorque , em 2009, que resultou em livro publicado em 2013. Seu trabalho faz parte das coleções do MOMA – Museum of Modern Art, New York; MALI – Museo de Arte de Lima, Peru; MACRO – Museo de Arte Contemporaneo de Rosario, Argentina; MAMBA – Museo de Arte Moderno de Buenos Aires; Patricia Cisneros Collection, New York, EUA; ARCO Foundation, Madrid, Espanha.

 

 

Até 28 de março.