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AGENDA CULTURAL

Galeria A2 inaugura com Daisy Xavier

28/nov

O Vale das Videiras, Petrópolis, RJ, um espaço bucólico, aconchegante e rodeado de natureza, reserva muitas surpresas para quem quer fugir do dia a dia corrido das cidades grandes. Uma delas é a galeria de arte A2, que abre suas portas em dezembro. Idealizada pelo fotógrafo Alexandre Salgado e pelo advogado André Faoro, a galeria nasceu do desejo de aproximar arte e natureza, levando para o Vale das Videiras exposições de artistas plásticos e fotógrafos reconhecidos que possam apresentar suas obras para os visitantes deste recanto.

 

Para a inauguração do espaço, foi convidada uma recente sitiante do Vale, a artista plástica Daisy Xavier. Com várias exposições individuais e coletivas no currículo, ela desenvolve desde 1992 uma elogiada trajetória artística, já tendo exposto em renomadas galerias como Anita Schwartz, MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), Paço Imperial e na Galeria Florencia Loewenthal (Santiago, Chile).

 

Nesta mostra Daisy apresentará  três momentos diferentes de sua carreira, expressos em trabalhos sob os temas “Anfíbios” (fotos de corpos submersos envoltos em redes azuis), “Arqueologia da perda” (onde utiliza partes de móveis antigos, fazendo um exercício de reconstrução e reinvenção de uma memória) e “Natureza artificial” (série de desenhos e esculturas que foram realizadas a partir da estada da artista num sítio no Vale das Videiras), onde utiliza como matéria-prima a natureza da região.

 

 

Apresentada em fotos, instalações e desenhos, a exposição fica em cartaz até o dia 11 de janeiro de 2015.

A arte de TOZ na Galeria Movimento

O marchand Ricardo Kimaid, à frente da Galeria Movimento, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, inovou no mercado de arte carioca e, em 2006, se tornou um dos primeiros representantes brasileiros de artistas de street art. Hoje Ricardo trabalha com artistas consagrados no cenário da arte contemporânea como Toz, Titi Freak, Tinho, Herbert Baglione, Ramon Martins,  Arthur Arnold, Paulo Vieira, Thais Beltrame, entre outros..

 

Oito anos depois o galerista dobra o espaço da galeria Movimento (passa a ter 140 m2) e, para acompanhar as comemorações, inaugurou a exposição “UM por todos e todos por UM”, na qual o artista Toz (Tomás Viana), com quem Ricardo trabalha desde o início de sua carreira, apresentará pela primeira vez múltiplos de seu Toy Art.

 

Dois dos principais personagens da história artística de Toz, Nina e Shimu, estarão expostos em versão Toy Art, obras de vinil, com 15 cm de comprimento. A mostra dá continuidade ao projeto que teve início na Art Rua, sucesso com recorde de venda, e sold out dos prints de Toz, antes mesmo de abrir a feira, com preços mais flexíveis, fazendo com que mais pessoas possam ter uma obra de Toz em casa. Além dos Toy Art, Toz vai expor três fine art inéditos e duas gravuras também nunca expostas, produzidas especialmente para esta exposição.

 

 

Sobre a Galeria Movimento

 

Ricardo Kimaid tem como  exemplo de aposta certeira o artista Tomás Viana, mais conhecido como Toz, que se tornou hoje um dos maiores artistas urbanos do país. Os holofotes aos trabalhos de Toz vieram com o talento do artista e seu grande parceiro e galerista Ricardo, que apostou e acreditou nele desde o início da representação de seus trabalhos. Toz já conquistou uma série de colecionadores, críticos, foi indicado ao Prêmio Pipa 2014, fez uma exposição individual no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica, lançou o livro Toz – Traço e Trajetória, entre outras conquistas. Ricardo também representa outros artistas de peso, como o Tinho, que foi colocado como o segundo lugar do Prêmio Pipa on line 2012, tem acervo na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e também está entre os grandes artistas urbanos do país. Sem falar em Arthur Arnold , Mateu Velasco, que já participou de coletiva em Budapeste e ainda montou uma individual em Paris.

 

O marchand tem como ponto de vista que, os artistas urbanos, a partir do momento em que entram na galeria não são mais grafiteiros e sim artistas plásticos “Aqui são produzidas obras de arte. O grafite fica na rua. Para produzir uma tela, o artista tem que parar, pensar, tem que ter tempo e dedicação. É diferente”, finaliza. A Galeria Movimento realiza anualmente quatro exposições, sempre alinhadas à curadorias e textos críticos de nomes importantes como Daniela Name, Isabel Portella e Felipe Scovino, além de sempre inovar na criatividade dos cenários de suas aberturas.

 

 

Até 30 de dezembro.

Dia 30: Catálogo de Dias & Riedweg

Neste domingo, dia 30 de novembro, às 16h, será lançado o catálogo da exposição “Histórias Frias e Chapa Quente”, dos artistas Mauricio Dias e Walter Riedweg, na Casa França-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ. O lançamento será seguido de mesa-redonda com os artistas, a crítica Glória Ferreira e a artista Juliana Franklin.

 

A mostra, que pode ser vista somente até domingo, traz obras inéditas e recentes da dupla de artistas Maurício Dias & Walter Riedweg, em curadoria de Andreas Brøgger, curador do Nikolaj Kunsthal, em Copenhague. Fazem parte da exposição as obras “Cold Stories”, “Chapa Quente”, “Sob Pressão”, “Evidência”, “Blocão”, e “Throw” (“Tiro”), de 2004, incluída por ter sido a primeira da dupla de artistas a utilizar imagens de arquivos. A entrada é franca.

Eduardo Srur – Farol

A Casa França-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura, apresenta a instalação “Farol”, de Eduardo Srur, que ficará na lateral da instituição. Réplica de um farol marítimo com seis metros de altura por quatro metros de diâmetro, a instalação é revestida por 20 mil ratos de borracha. A obra abrigará uma cúpula cenográfica, simulando a sinalização náutica dos portos. “Farol” foi apresenta no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, em 2013.

 

“A obra representa um farol negro, distante do porto e deslocado de sua função original, que aponta para uma realidade invisível da metrópole: o submundo que o público não vê e desconhece. Atualmente a população de ratos nas grandes cidades supera em até 15 vezes a humana”, conta o artista. Com diversas intervenções urbanas no currículo, Eduardo Srur se utiliza do espaço público para chamar a atenção para o cotidiano das cidades sempre como o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade. Assim como trabalhos anteriores do artista, Farol provocará o olhar e a reflexão do público para uma nova estética e uma perspectiva alterada da realidade.

 

“Farol” tem o patrocínio da Citroën do Brasil, a partir da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, reafirmando o compromisso da empresa em sua parceria com a Casa França-Brasil, iniciada em 2011. Desde então, a marca é a patrocinadora oficial de exposições do espaço cultural, como “O ser e o aparecer” (2011), de Valerie Belin; “Chance” (2012), de Christian Boltanski, e “Lugar de Reflexão” (2013), de Cristina Iglesias. “Esta é mais uma ocasião para a Citroën reforçar as relações que mantêm há muitas décadas com o mundo da cultura e da arte. A ambição da marca sempre foi ultrapassar os limites da experiência automobilística, buscando inspirações nas diversas linguagens da arte”, destaca Laurent Barria, diretor de Marketing da Citroën do Brasil.

 

 

Sobre o artista

 

Eduardo Srur nasceu em São Paulo, em 1974. Formado em Artes Plásticas e Comunicação pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Realizou diversas intervenções urbanas, dentre elas: “O Aquário Morto”, no Acqua Mundo, no Guarujá, em São Paulo, em 2014; “Cataventos”, na Praça Júlio Prestes, e “Bicicletas”, na estação de trem Júlio Prestes, ambas em São Paulo, em 2013; “Carruagem”, na Ponte Estaiada da Marginal Pinheiros, em São Paulo, em 2012; “Labirinto”, no parques Ibirapuera, Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê, em São Paulo , em 2012; “PETS – A Caminho do Oceano”, na represa Guarapiranga, em São Paulo, também em 2012; “A Arte Salva”, no Congresso Nacional, em Brasília, em 2011; “Touro Bandido”, na Cow Parade, em São Paulo, em 2010; “Nau”, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em 2010; “Sobrevivência”, em monumentos públicos na cidade de São Paulo, em 2008; “Palmitos”, no Parque Villa Lobos, em São Paulo, em 2008; “Caiaques”, no Rio Pinheiros, em São Paulo, em 2006; “Antenas”, no MuBE, em São Paulo, em 2006; “Acampamento dos Anjos”, em Metz e Nuit Blanche, na França, em 2005; “Atentado”, em outdoors na cidade de São Paulo, em 2004, entre outras. Dentre suas principais exposições coletivas estão: “Food”, no SESC Pinheiros, em São Paulo, em 2014; “O Cotidiano na Arte”, na Sala de Arte Santander, em São Paulo, e a mostra na Fundation Izolyatsia, em Donetsk, na Ucrânia, ambas em 2013; “Urban Research at Director Lounge”, em Berlim, na Alemanha, e “Le Printemps de Setembre”, em Toulouse, na França, embas em 2012; “After Utopia”, no Centro per l’arte Contemporanea, em Prado, na Itália, em 2009; “Quase Líquido”, no Itaú Cultural, em São Paulo, em 2008; “Les Rêves du Château”, em Nyon, na Suiça, e “Body as Spetacle”, no Museum of Modern and Contemporany Art Rijeka, na Croácia, ambas em 2007; “The Great Outdoors”, no Impakt Festival, em Utrecht, na Holanda, “Interface”, em Dijon, na França, “Observatori06”, em Valência, na Espanha, “9ª Bienal de Havana”, em Cuba, “Espaço Aberto/Espaço Fechado: Sites for sculture in modern Brazil”, na Fundação Henry Moore, em Leeds, na Inglaterra, “Paradoxos Brasil”, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, ambas em 2006; entre outras.

 

 

 

Até 05 de janeiro de 2015

Rubens Gerchman na Casa Daros

A exposição “Rubens Gerchamn – Com a demissão no bolso”, na Casa Daros, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta documentos e trabalhos de um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil que, em plena ditadura militar, fundou e assumiu a diretoria da “Escola de Artes Visuais do Parque Lage”, função que exerceu entre 1975 a 1979, possibilitando uma área de livre criação pois além de alunos matriculados nos diversos cursos, Rubens Gerchman permitia que qualquer pessoa frequentasse a escola e seus cursos, mesmo sem estar matriculado.

 

Foi criada para esta mostra uma linha do tempo para que toda a trajetória do artista fosse apreciada. Gerchman foi figura ativa e participante dos movimentos artísticos dos anos 60 como a Tropicália e a Arte Conceitual, num período fervilhante da cultura nacional onde as diversas correntes fluíam, fosse música, cinema e artes plásticas,  revelando nomes como Caetano Veloso e Tom Zé, mas também trazendo à cena nas artes visuais Ligia Pape, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Lygia Clark e Barrio.

 

Rubens Gerchman reformulou a Escola e escolheu colaboradores como Celeida Tostes, Helio Eichbauer, Lina Bo Bardi, Ligia Pape, Marcos Flaksman e Xico Chaves. A mostra conta com importantes vídeos com depoimentos de artistas que conviveram  e trabalharam com ele na Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Roberto Magalhães, Luiz Ernesto e Cildo Meireles entre outros.

 

 

Até 08 de fevereiro de 2015.

Galeria Modernistas exibe cerâmicas contemporâneas

27/nov

 

A galeria Modernistas, Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ, que investe em exposições a cada dois meses, sempre com curadoria do expert Wilson Lázaro, neste verão terá um charme a mais, pois a mostra “Modelador de Paixão” terá na abertura o Happy Art, uma apresentação de jazz para convidar o público à visitação da exposição. O happening ainda terá edições em janeiro e fevereiro.

 

“Modelador de paixão” é o nome da coletiva de cerâmica que une obras de seis artistas reconhecidos no cenário brasileiro e internacional de cerâmica contemporânea, como Mariana Canepa, Sylvia Goyanna, Solange Mano, Clara Fonseca, Dony Gonçalves e Thelma Innecco.

 

A mostra tem como objetivo fazer com que o público conheça os trabalhos de ceramistas que seguem fazendo a história da cerâmica brasileira e apresentará obras conceituais desses artistas, além de lançar a marca de cerâmicas Modernistas. E, além disso, fomentar e difundir a cerâmica como suporte, tornando-a mais presente no âmbito da arte atual, enriquecendo o circuito artístico na cidade. A exposição ficará na galeria durante dois meses, e ao longo desse período, serão promovidos Work Shops sobre o tema. A apresentação dos trabalhos será feita em todo o espaço onde está inserida a galeria.

 

 

A partir de 06 de dezembro.

Galeria Lume em novo endereço

A Galeria Lume inaugura seu novo espaço no Jardim Europa, São Paulo, SP, e abre a exposição coletiva “Blow Up!”, com obras de todos os artistas por ela representados. Sob curadoria de Paulo Kassab Jr., aproximadamente 40 trabalhos, entre fotografias, esculturas objetos e pinturas, compõem a mostra, que propõe uma nova forma de pensar e analisar a arte, alheia a preconceitos ou amarras pré-estabelecidas.

 

Em um momento especial para a Galeria Lume, a inauguração de seu novo espaço, “Blow up!” desafia o espectador a decifrar as obras de uma maneira particular. Na ocasião, um recorte do portfólio da galeria perfaz a mostra coletiva: diferentes séries, conceitos, olhares e materiais se misturam para instigar distintas formas de pensar. Entre alguns dos trabalhos expostos, temos a série “Flying Houses”, do fotógrafo francês Laurent Chéhère; “Ladies Room Around the World”, da norte-americana Maxi Cohen; “The Non Conformists” e “The Last Resort”, do britânico Martin Parr; e entre os brasileiros, “Priva-Cidade”, “Publi-Cité”, de Rodrigo Kassab; “São Paulo Verticais”, de Paulo D’Alessandro, “Corpo Vago”, de Gal Oppido; a pintura realista “Cantareira”, de Kilian Glasner; além de pinturas de Paulo von Poser e esculturas de Florian Raïss.

 

Fundada em 2011, a Galeria Lume cresceu; os limites de sua antiga sede já não comportavam mais seu vasto portfólio. Com novos artistas, começou a explorar novas mídias, para as quais o espaço físico é primordial. “Além disso, há muito tempo queríamos ter a galeria com acesso mais fácil, e agora chegou o momento.”, comenta Felipe Hegg. Com uma localização privilegiada, a Lume dá um passo adiante e se estabelece como uma referência no mercado. A nova galeria abrigará não apenas exposições como também debates, saraus, cursos livres e, em breve, uma residência artística.

 

Em meio a tamanha diversidade, alguns talvez enxerguem o conjunto de obras dispostas em Blow Up! como belas paisagens, imagens históricas, esculturas e telas tecnicamente perfeitas, seguindo a exatidão de olhos apegados à realidade. Já os afeitos à imagem poética, à imaginação, “verão cheiro de infância em casas que flutuam, ouvirão contos através de indiscretas janelas e questionarão cobras que transformam-se em rios, criando nostalgias de um tempo vivido na memória.”, conclui Paulo Kassab Jr.

 

 

De 27 de novembro a 17 de fevereiro de 2015.

Malu Fatorelli na Galeria Laura Alvim

A aproximação entre o espaço e a passagem do tempo, a produção como “arquitetura de artista”, vinculada ao lugar onde se expõe e à construção dos trabalhos são pilares de “Clepsidra – Arquitetura líquida”, individual de Malu Fatorelli, que a Galeria Laura Alvim inaugura sob curadoria de Glória Ferreira.

 

As obras desta mostra – videoinstalações, gravuras, vídeos e desenhos – acolhem o tempo na relação com a paisagem do entorno, marcada pela repetição das ondas do mar de Ipanema. A vídeoinstalação, que batiza a exposição, reproduz na sala em frente à praia o princípio da clepsidra, o relógio de água do antigo Egito, um vaso cheio do líquido, com um pequeno orifício, que o deixa escoar lentamente. A medida em que a água escorre, surge uma marcação do tempo no interior do recipiente.

 

Malu Fatorelli criou uma projeção panorâmica em 360º do mar de Ipanema sobre todas as paredes da sala. No vídeo, o líquido “escoa” lentamente, até o rodapé, deixando ver linhas, como pautas de caderno, que marcam o tempo.

 

Em 2008, a artista criou uma série de chaves de aço com banho de cobre, nas quais o segredo reproduz o skyline da Lagoa Rodrigo de Freitas. Uma delas serve de base para uma projeção sobre uma tela-mesa, sobre a qual uma fonte luminosa se movimenta, criando sombra e reflexo que aludem a uma espécie de relógio de sol. Este trabalho é intitulado O lugar do tempo (2010).

 

Panorama da Lagoa Rodrigo de Freitas (2008) é um círculo formado por doze chaves sobre arquitetura, perpendiculares à parede. A incidência de luz projeta o desenho do segredo, trazendo a paisagem de outro bairro para dentro da galeria.

 

Mar de dentro (2014) é uma frottage (decalque) a partir de um vitral da escada interna da Casa de Cultura Laura Alvim,  remetendo às ondas do mar. A série de 10 Desenhos vazantes (2014), em grafite e têmpera sobre papel, tem referência na recriação da maré. O vídeo Caderno de mar (2014) são pequenas imagens do mar de Ipanema em preto e branco sobre papel japonês.

 

Em Suíte líquida (2014), uma espécie de ampulheta líquida, a água azul escorre sobre tiras largas de papel japonês de fibra longa, da parede ao chão, e forma desenhos incontroláveis, que tingem o papel de acordo com as condições de umidade e temperatura do espaço.

 

Treze desenhos, sob o título de Espaço sobre tempo (2014), partem da imagem do mar de Ipanema, com variações de luz. Neste conjunto, Malu intervém com grafite, pigmento, relevo seco, e têmpera, do claro para o escuro ou vice-versa, denotando a passagem do tempo.

 

 

Sobre a artista

 

Artista plástica, arquiteta, mestre em Comunicação e Tecnologia da Imagem (ECO-UFRJ) e doutora em Artes Visuais (EBA-UFRJ), Malu Fatorelli é professora adjunta do Instituto de Artes da UERJ. Foi Artista Visitante na Escola Internacional de Gráfica de Veneza, Itália; na Ruskin Sckool of Drawing and Fine Arts da Universidade de Oxford, Inglaterra, com bolsa do British Counsil; no Headland Center for the Arts, CA, EUA; no Instituto Gedok, Munique, Alemanha; e na Universidade de Calgary no Canadá. Possui obras nas seguintes coleções públicas: Biblioteca Nacional de Paris, França. / Linacre College, Oxford, Inglaterra. / Centro Cultural Cândido Mendes, RJ. / Centro Internacional da Gráfica de Veneza, Itália. / Fundação Cultural de Curitiba, PR. / Solar Grandjean de Montigny, PUC, RJ. / SESC, RJ. / Museu da Chácara do Céu, RJ. / MAC Niterói / Museu Nacional de Belas Artes, RJ / EAV Parque Lage, RJ / Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP.  Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil.

 

 

 

De 03 de dezembro a 08 de março de 2015.

Sergio Gonçalves apresenta “Desenhos – anos 80”

Sergio Gonçalves Galeria, Centro, Rio de Janeiro, RJ, exibe a mostra individual “Desenhos – anos 80”, de Jorge Duarte. A exposição acontece em comemoração aos 30 anos da Geração 80, ocorridos agora em 2014 e contará com texto do crítico de arte Fernando Cocchiarale.

 

A mostra reúne cerca de 35 desenhos do artista, que é um dos expoentes da chamada Geração 80. São trabalhos inéditos, realizados nos anos 1980 que refletem a produção de Jorge Duarte naquele período, marcado por sua produção pictórica. Alguns desses trablhos eram estudos preparatórios para pinturas de grandes formatos que foram realizadas na época. Em sua maioria, são obras independentes, realizadas em diversas técnicas como grafite, lápis de cor, nanquim, etc.

 

A principal marca das obras é o traço rápido e impulsivo que dialogam com os grafiteiros e com os cartunistas. O foco temático é a figura humana em ação. Uma grande dose de humor percorre boa parte destes desenhos, mas há também os que são marcados por climas trágicos e angustiantes.

 

“Este conjunto de desenhos de Jorge Duarte, nunca antes exposto, revela a importância fundamental da estruturação gráfica de sua pintura no começo da década de 80. Não é casual que muitos destes desenhos tenham se tornado “estudos” de pinturas que então o consagraram como expoente da nova safra de pintores surgida há três décadas no Brasil”, comenta Fernando Cocchiarale.

 

 

De 27 de novembro a 09 de janeiro de 2015.

Catálogo da Pinacoteca Ruben Berta

26/nov

Em 4 de dezembro de 2014, às 19h, no casarão da Rua Duque de Caxias 973 será lançado o catálogo com as obras do acervo da Pinacoteca Ruben Berta, Centro Histórico, Porto Alegre, RS. A publicação apresenta as obras desta coleção, considerada em sua origem heterogênea, mas que mostra um predomínio da produção artística nacional e internacional da década de 1960. As peças carregam assinaturas de artistas consagrados no século XIX, tais como Almeida Júnior, Pedro Américo e Eliseu Visconti, modernos como Di Cavalcanti, Portinari, Flávio de Carvalho, e os – naquele período – promissores Tomie Ohtake e Manabu Mabe. O Catálogo estampa criadores orientais como Afandi, um dos autores mais importantes do modernismo indonésio e o chinês Chang Dai Chien, artista que vem sendo redescoberto no Brasil e colocado em seu país no mesmo patamar de Picasso.

 

A Pinacoteca Ruben Berta também se destaca por possuir obras do movimento pop britânico como as assinadas por Allen Jones e Alan Davie, entre outros. A arte naïf está representada por Manézinho Araújo e João Alves. Do Rio Grande do Sul comparecem Glênio Bianchetti, Angelo Guido, Oscar Crusius entre outros. A publicação possui textos de orientação e analíticos descrevendo o cenário que originou o acervo e identificando a importância desta coleção – no campo das artes – no país. Merece destaque o fato de que a realização do Catálogo só foi possível graças ao patrocínio da ALGO MAIS GRÁFICA E EDITORA e de seus parceiros PORTFOLIO DESING e SCAN – EDITORAÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA.

 

 

 Abertura da exposição

“20 x Anos 60: um quadro a ser compreendido”

 

Paralelamente ao lançamento do Catálogo da Pinacoteca Ruben Berta será aberta a exposição “20 x Anos 60: um quadro a ser compreendido” com vinte obras pertencentes a coleção.

 

 

Texto de apresentação assinado por Paulo Gomes

 

“A exposição apresenta vinte obras exemplares do período em que foi formada a Pinacoteca Ruben Berta. Esta coleção reflete os embates estéticos e estilísticos da década de 1960. As obras dos artistas brasileiros (natos ou radicados) são o que de mais importante apresenta: um recorte de grande qualidade e de notável relevância para o estudo dos caminhos trilhados pela arte no período. Também se pode afirmar que a coleção permite o conhecimento de uma produção ignorada do grande público e mesmo dos historiadores e críticos. A contemporaneidade deste acervo está, evidentemente, na datação das obras e no recorte geracional de seus autores, mas, fato notável, está principalmente na evidência de apresentar, em obras, as principais tendências e vertentes desse conflitante período da arte brasileira.

 

O recorte da coleção aqui apresentado, dos anos 1960, conta além da numerosa participação de artistas nas Bienais de São Paulo com um expressivo número de premiados em diversas edições do evento. Essas premiações dão a ver uma representação visual das tendências mais evidentes no período, como podemos constatar nas obras de Fayga Ostrower (premiada em 1957), Manabu Mabe (premiado em 1959), Isabel Pons (premiada em 1961) e Maria Bonomi (premiada em 1965). Podemos inferir que a proximidade dos organizadores da coleção, baseados em São Paulo, naturalmente os levaria àquela produção com maior visibilidade no momento, isto é, aqueles artistas destacados e premiados nas Bienais, o maior evento de artes plásticas do Brasil.

 

A Pinacoteca Ruben Berta também permite rastrear uma considerável parte da vida cultural nacional, com as obras dos artistas que estavam atuando no calor da hora dos acontecimentos. O recorte aqui apresentado é particularmente significativo pela representatividade de seus artistas em alguns dos mais destacados momentos da arte brasileira dos anos 1960. Na sua diversidade e riqueza, a Pinacoteca possibilita a percepção de um momento histórico da produção plástica brasileira e a perspectiva de seus instituidores do ponto de vista das escolhas realizadas. As obras que integram esta exposição indicam nas suas trajetórias de objetos as marcas do tempo de origem e de seus autores, estando em aberto a leituras, percepções e ao estabelecimento de novos circuitos.”

 

 

De 04 de dezembro a 27 de fevereiro de 2015.

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