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AGENDA CULTURAL

Ygor Landarin novo artista representado.

17/jun

A Galatea, Jardins, São Paulo, SP, anuncia a representação do artista Ygor Landarin. O artista nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, 1995, e cresceu em Florianópolis, Santa Catarina. Formou-se na Escola de Artes Visuais Parque Lage, no Rio de Janeiro, em 2018, sendo selecionado para o curso Formação e Deformação, da mesma instituição. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Sua pesquisa artística aborda memórias e heranças visuais ligadas à cidade onde cresceu, desenvolvendo uma poética que aproxima arte e arqueologia, através da escultura, do bordado e da experimentação com diferentes materiais como a areia, a porcelana fria e o cimento. Muitas vezes, seus trabalhos criam abstrações relacionadas a concheiros e sambaquis, investigando camadas de tempo, permanência e transformação.

Desde 2017, colaborou com a artista Brígida Baltar (1959-2022), passando a integrar, posteriormente, a equipe de conservação, memória e continuidade de projetos do Instituto Brígida Baltar. Referência fundamental em sua trajetória, a artista influenciou diretamente a incorporação do bordado na prática do artista. 

Ygor Landarin já participou de residências artísticas como: FAAP (São Paulo) e Domo Damo (São Paulo). Entre as coletivas que integrou, destacam-se: 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito (MAM-SP); Falácia Natural (Galeria Refresco); A ética e a estética na era da imagem (Centro Cultural Correios RJ); Manguezal (CCBB RJ) e a Bienal de Coimbra (Portugal). Em 2019 e 2021, realizou exposições individuais na Galeria Inox, no Rio de Janeiro, intituladas Ano azul e Corpo Contido, respectivamente. O artista também possui obras na coleção do Museu de Arte do Rio – MAR e em 2026 foi indicado ao Prêmio Pipa.

Daniel Senise no Paço Imperial.

Após 32 anos, um dos nomes mais reconhecidos da arte contemporânea, Daniel Senise volta a fazer uma individual no Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ. Em “Os dois lados da janela”, com curadoria de Pollyana Quintella, o público verá 59 trabalhos que abrangem a produção do artista do anos 2000 até agora, incluindo trabalhos inéditos – quatro produzidos este ano, e outros quatro que também nunca saíram do seu ateliê, produzidos entre 2024 e 2026.

As obras ocuparão todas as salas do primeiro andar do Paço, agrupadas “por afinidade”, não necessariamente por séries ou ordem cronológica, conta Daniel Senise, que participou intensamente de todo o processo de montagem da exposição, e estará presente na abertura no dia 04 de julho de 2026, a partir das 11hs. 

Ao longo da exposição, o público verá ainda uma série pequenas pinturas – as “pinturinhas” de Daniel Senise, experiências que ele faz em seu ateliê, além de textos de Pollyana Quintella, as “legendas expandidas”, que comentam algumas obras ou o conjunto do ambiente.

Até 06 de setembro.

Arte e Natureza integrados.

16/jun

O Museu Histórico da Cidade, Estrada Santa Marinha, s/n, Gávea. Rio de Janeiro, RJ, inaugura a exposição “PRO-POLIS”, mostra individual do artista Ricardo Siri. Serão apresentadas cerca de 20 obras inéditas, feitas com mel, cera de abelha e própolis, que integram arte, natureza e sociedade

Há cerca de oito anos, o artista transdisciplinar Ricardo Siri começou a estudar e a criar abelhas nativas brasileiras. Esse processo lhe rendeu prêmios, como o terceiro melhor mel do Brasil, e transbordou para a sua criação artística. O resultado será apresentado pela primeira vez na exposição “PRO-POLIS”, que será inaugurada no dia 27 de junho. Com curadoria de Fernanda Lopes, serão apresentadas obras inéditas, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Completam a exposição, estruturas em formatos de colmos, feitos com corda e cera de abelha, que se relacionam com os trabalhos da exposição e também com a pesquisa que o artista vem desenvolvendo há muito tempo sobre os ninhos.

Sobre o artista.

Ricardo Siri é artista transdisciplinar. Músico, compositor e meliponicultor. Formado pela Los Angeles Music School. Com sete álbuns autorais lançados, recebeu em 2010 o prêmio da Música Brasileira pelo álbum “Ultrasom”. Suas performances emergiram do palco, e seus instrumentos viraram poesias sonoras. Sua carreira expande definitivamente para as artes visuais, sendo convidado a realizar exposições e performances no Brasil e exterior como o Victoria and Albert Museum – Londres , NBK Gallery – Berlim e  Portikus – Frankfurt. Com uma trajetória que une natureza e tecnologia, Ricardo Siri desenvolve esculturas e instalações, que criam pontes sensoriais entre o orgânico e o urbano. Sua prática artística nasce do cuidado com os organismos vivos e propõe uma escuta profunda do mundo.

Até 22 de agosto.

Estreia de duas novas exposições.

A Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, inaugurou duas exposições que seguem em cartaz até 22 de agosto.

Em “nem mais nem menos, pinturas recentes”, de Carlos Zilio, com curadoria de Tadeu Chiarelli, o artista investiga a pintura como palco de sua própria condição, em preto e branco, entre a superfície e a ilusão.

Já em “etéreas”, com curadoria de Paula Borghi, as artistas Carla Chaim, Marina Weffort, Amalia Giacomini e Laura Belém habitam o espaço entre o vazio e a matéria, onde o que é retirado é tão essencial quanto o que permanece.

Ideais românticos e ideias de cuidado.

Pequeno Destino Amororso.

Small Amorous Destination.

Na arte contemporânea, o amor, o erotismo, bem como os sofrimentos e as desilusões, são o motor da prática de muitos artistas que, desde o século XX, têm reelaborado e complexificado o que é amar. Essas obras, que recorrem a mitologias clássicas e a registros íntimos das sensações despertas pelos encontros, nos confrontam com os aspectos desmedidos das emoções, assim como nos convidam a reconfigurar ideais românticos e as ideias de cuidado. 

Neste viewing room, inspirado pela celebração dessas relações, a Almeida & Dale, Jardins, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo em um formato exclusivamente digital.

Veja obras de Cícero Dias, Daiara Tukano, Dudi Maia Rosa, Eliseu Visconti, Ernesto Neto, José Leonilson, Lais Myrrha, Lidia Lisbôa, Maya Weishof, Miriam Inez da Silva, Nelson Felix, Paulo Pires, Rubens Gerchman, Sara Ramos, Sidney Amaral, Tracey Emin e Victor Arruda. 

O modernista Portinari no Masp.

15/jun

A exposição “Portinari Popular”, no Masp, Avenida Paulista, São Paulo, SP, revela o olhar branco sob o corpo negro. Retirantes, cangaceiros, sambistas e moradores do morro estão em alguns dos retratos do artista plástico paulista. Um dos principais representantes da escola modernista no Brasil, Cândido Portinari (1903-1962) retrata um Brasil construído pela mão de obra negra, já destacada à margem da sociedade por decorrência do processo escravagista, mas que vê no trabalho sua redenção. O acervo, de cerca de 50 obras, contém obras do próprio MASP, de colecionadores e de outros museus do Brasil e do Mundo. 

As obras variam entre a escassez de água e de vida marcada pelas formas deformadas dos retirantes, o trabalho nas plantações, a vida nas favelas e nas periferias. Algumas imagens, hoje consolidadas como estereótipos da Negritude, tiveram um papel importante naquele período, no qual os negros e negras eram totalmente invisibilizados nas obras artísticas ou apareciam ainda como figuras subalternas. 

Para Renata Felinto, que é artista plástica e doutora em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo, Portinari “deu visibilidade ao desejo do Estado Vargas de apagar as diferenças sociais entre negros, brancos e afrodescendentes de forma geral”. Segundo ela, a principal ferramenta usada para cumprir esse propósito foi a representação do negro no trabalho, a exemplo do “Lavrador de Café”. “Portinari incorporou o conceito de pés e mãos exagerados objetivando ressaltar a importância desses membros na labuta diária, no ganha-pão, no enobrecimento dos que plantam e colhem de sol a sol”, analisa.

As mulheres negras aparecem de várias formas: são mulheres grandes, segurando latas de água, baianas descendo o morro, ou simplesmente andando, como a “Mulata de vestido branco”, mulher sem face que caminha ao vento. Com relação à vida urbana, Portinari pintou mais de uma vez as favelas, cujas representações são coloridas e influenciadas pelo Cubismo. Em uma delas, vê-se uma família negra onde o homem toca violão no pé do morro. Em outra, vê-se um homem negro, boêmio, tocando flauta na rua. 

Renata Felinto considera que essas representações que se pretendem elogiosas é comum. “Figuras assim que tendem a estigmatizar negros e negras são recorrentes na produção do período de 1920 a 1960 de alguns artistas modernistas”, conta. Apesar disso, o artista plástico Moisés Patrício acredita que a obra de Portinari cumpre um papel fundamental de revelar as origens do povo brasileiro. “Com sua obra, ele aponta que existe uma nação chamada Brasil, que foi construída por determinadas mãos, por um determinado cenário, por algumas mortes e dores”, considera.

Moisés Patrício entende ainda que Portinari foi um grande observador da cultura brasileira marcada por influências nordestinas, rurais, indígenas e negras. “Ele tentou dar visibilidade para uma parcela da população que sempre foi considera desimportante, excluída, e faz um resgate de elementos simples como a cabaça, a pipa, o baú, que surgem em muitas imagens, dando um ar misterioso às obras”, pontua.

A exposição vai até 15 de novembro e é gratuita todas as terças-feiras.

Fonte: Brasil de Fato.

Lançamento do livro de Esther Faingold.

12/jun

A Galeria Paulo Darzé e a editora Cosac, no Corredor da Vitória, Salvador, BA, recebe dia 13, às 11h, para o lançamento de “Apneia”, primeiro romance da escritora, poeta e artista visual Esther Faingold. A programação contará com um bate-papo entre a autora, a escritora Mariana Paiva e a psicanalista Malu Moraes sobre a obra, que mergulha em temas como memória, ausência e identidade.

Publicado pela Cosac, editora que retorna ao mercado após anos de hiato e ficou conhecida por seu catálogo de arte e edições de referência, o livro acompanha uma mulher diagnosticada com depressão refratária que, prestes a se submeter a sessões de eletrochoque, decide registrar sua história. Diante da possibilidade de perder parte das próprias lembranças, ela transforma a escrita em uma espécie de carta-testamento para a filha adolescente, revisitando traumas familiares, deslocamentos geográficos e heranças emocionais.

Ao longo da narrativa, a protagonista percorre memórias ligadas à Bessarábia, ao Líbano, aos Pampas e a Israel, atravessando um século de diáspora familiar. Em uma escrita fragmentada, revisita episódios da adolescência e investiga as origens de seu sofrimento psíquico, enquanto aguarda um procedimento que pode alterar definitivamente sua relação com o passado.

Sobre a autora.

Esther Faingold vive entre São Paulo e Nova York. É autora do livro de poemas “Ethers”, lançado pela Cosac Naify em 2011, e da exposição “Qualquer coisa animal”, apresentada em 2024 na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da USP. Durante a mostra, leu trechos de “Apneia” em debate com nomes como Eliane Robert Moraes, Veronica Stigger, Natalia Timerman e João Paulo Cuenca.

Três artistas na Almeida & Dale.

A exposição “Matéria Escura” reúne obras de Erika Malzoni, Jacque Faus e Manuella Silveira sob curadoria de Ana Roman, no espaço da Almeida & Dale no número 1430 da rua Fradique Coutinho, Vila Madalena, São Paulo, SP.

A partir das obras das três artistas, a curadoria propõe reflexões sobre a instabilidade e a constante mutação da matéria e das imagens, oferecendo um contraponto à hipervisibilidade de nossos tempos.

A curadora Ana Roman se inspira nos estudos da astrônoma estadunidense Vera Rubin, que descobriu a matéria escura – uma forma invisível de matéria que não emite nem reflete luz, mas cuja existência é percebida pelos efeitos gravitacionais que exerce sobre galáxias e estruturas do universo – para formular a exposição que investiga como a materialidade se anuncia ou dissimula e o que ainda escapa à classificação e à interpretação. Em oposição à tradição moderna, iniciada com o Iluminismo, que se resvala na objetividade científica para dominar e esclarecer o mundo, na mostra Ana Roman busca os limites dessa compreensão a partir do desconhecido ou inexato exposto na pesquisa de Vera Rubin.

“Esta exposição tem como ponto de partida esse lugar das incertezas. Erika Malzoni, Jacque Faus e Manuella Silveira chegam a ele por caminhos distintos, mas todas elas tensionam, à sua maneira, a fronteira entre o que aparece e o que sustenta o aparecimento, entre o dentro e o fora das coisas, entre o que a matéria mostra de si mesma e o que ela guarda”, descreve a curadora.

Em “Matéria Escura”, as obras se aproximam, portanto, não por uma semelhança formal ou de linguagem, mas por reverberarem de diferentes modos a impossibilidade de domínio e interpretação completa da matéria.

Esculturas e relevos de Anderson Borba.

11/jun

Fortes D’Aloia & Gabriel, FDAG Barra Funda, São Paulo, SP, apresenta “Fugido”, exposição de Anderson Borba que reúne esculturas e relevos produzidos a partir de materiais orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio. Dispostas em cortejo ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que transitam entre formas ancestrais e imaginários extraterrestres. A montagem confere às esculturas uma dimensão ritualística e conspiratória, como se as figuras estivessem reunidas em cerimônia, procissão ou assembleia secreta. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam uma potência animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Em “Fugido”, Anderson Borba apresenta um conjunto de esculturas e trabalhos de parede que aprofunda seu interesse por formas desviantes, corpos em mutação e narrativas não lineares. O título da exposição evoca deslocamento, fuga e transformação, atravessando questões ligadas à migração, à ancestralidade e à metamorfose da matéria. Entre estruturas de caráter brutalista e composições altamente táteis, as obras constroem um ambiente em que referências históricas, ficcionais e existenciais coexistem em permanente tensão.

Até 1º de agosto. 

TAGS: Anderson Borba, Bernardo José de Souza, Fortes D’Aloia & Gabriel, FDAG Barra Funda, São Paulo, SP, apresenta “Fugido”, exposição de Anderson Borba que reúne esculturas e relevos produzidos a partir de materiais orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio.

As pinturas de Rebecca Watson Horn.

A Fortes D’Aloia & Gabriel FDAG Barra Funda, apresenta “A palavra errada”, primeira exposição de Rebecca Watson Horn na galeria. Produzidos integralmente em São Paulo, os trabalhos apresentados resultam de um período de permanência da artista na cidade, durante o qual absorveu ritmos, atmosferas e impressões que atravessam o conjunto da mostra. A exposição reúne as maiores pinturas realizadas por Rebecca Watson Horn até o momento, além de uma série de trabalhos têxteis verticais.

As pinturas de Rebecca Watson Horn são construídas a partir de camadas de tinta a óleo aplicadas sobre juta montada sobre tela, combinação de materiais que produz superfícies densas, marcadas por acidentes, texturas e uma forte dimensão tátil. Em uma paleta que transita entre vermelhos profundos, verdes terrosos, amarelos luminosos, cinzas esverdeados e tons rosados, formas alongadas e campos cromáticos se expandem acompanhando a trama do tecido, incorporando sua estrutura à própria composição.

Ao manipular vestígios da linguagem, Watson Horn cria situações em que o sentido se acumula e se desfaz continuamente. O olhar é convidado a vagar pela superfície ou a se deter em determinados trechos, como se acompanhasse oscilações entre pensamento e sensação, entre a fluidez da imaginação e a materialidade da pintura. Suas composições funcionam como registros visuais de estados perceptivos, articulando ritmos, memórias e associações que resistem à interpretação imediata.

Sobre a artista.

Nascida em Boston e radicada em Nova York, Rebecca Watson Horn (1981) desenvolve uma prática centrada na pintura e no têxtil, investigando as relações entre linguagem, abstração e materialidade. Entre suas exposições individuais recentes estão Sono, na Villa di Geggiano, em Siena, Itália; The Secret Life of Vowels, na Emanuela Campoli, em Paris; Sigils, na Auroras, em São Paulo; Letters as such, na Deli Gallery, em Nova York; Rebecca Watson Horn, na White Columns, em Nova York; e Rub It In, na Soloway, no Brooklyn. Seu trabalho também integrou exposições coletivas como A Study in Form (Chapter Two), com curadoria de Arden Wohl, na James Fuentes, Nova York; Always in my room bc I put effort into it & I love the vibe of my lights, na Starr Suites, Brooklyn; The Practice of Everyday Life, na Derosia, Nova York; JAG Projects at Forland, com curadoria de Jesse Aran Greenberg, em Catskill, Nova York; e Pure Joy, com curadoria de Chella Man, na 1969 Gallery, Nova York.

Até 1º de agosto.

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