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AGENDA CULTURAL

Leituras que ultrapassam as classificações.

10/set

A Galatea e o TropiGalpão apresentam a coletiva “Atravessamentos Naturais”, com curadoria de Tomás Toledo, sócio fundador da Galatea, no espaço do Tropigalpão no Rio de Janeiro. A mostra reúne trabalhos de Anísio O. Couto, Chico da Silva, Grauben do Monte Lima, Silia Moan e Ygor Landarin e abre no dia 17 de setembro, das 18h às 21h.

A exposição tem como eixo as obras de Chico da Silva e Grauben do Monte Lima, dois artistas históricos que dedicaram suas produções à natureza brasileira, transformando elementos da paisagem, da fauna e da flora em universos pictóricos marcados pela fabulação e pela experimentação cromática.

A partir de suas obras, a mostra estabelece justaposições com os trabalhos de Anísio O. Couto, Silia Moan e Ygor Landarin, três artistas contemporâneos cujas pesquisas permitem olhar para esses autores históricos a partir de questões do presente. Ao destacar a atualidade das produções de Chico da Silva  e Grauben do Monte Lima, a exposição propõe leituras que ultrapassam as classificações que por muito tempo as restringiram ao campo da arte popular.

A pesquisa antropológica de Douglas Lopes.

sta é a primeira mostra de Douglas Lopes fora do Complexo da Maré, onde ele nasceu, trabalha e mora até hoje. Sua pesquisa antropológica, através da fotografia, foi escolhida por Sergio Burgi, do Instituto Moreira Salles, para participar de um prêmio internacional em Bolonha, Itália, foi o único indicado do Rio de Janeiro. Ele foi diretor de fotografia da série da Globoplay “Marielle, o documentário”. A Fábrica Bhering, Santo Cristo, é um prédio industrial histórico, na zona portuária do Rio de Janeiro, que funciona como  polo de arte, cultura e economia criativa.

Douglas Lopes inaugura a mostra “Entre a Favela, o Inferno e o Céu”, na Fábrica Bhering, o artista apresenta fotografias que exploram as relações entre paisagem, memória e os imaginários construídos sobre as favelas cariocas. Artista visual e fotógrafo, Douglas Lopes (1991) inaugura exposição individual na quarta, 16 de setembro, das 11h às 18h, no quinto andar da Fábrica Bhering. Com curadoria de Vinicius Mesquita, “Entre a favela, o inferno e o céu” apresenta séries de fotografias emblemáticas de sua produção e uma instalação inédita.

A mostra é parte de um projeto mais amplo de Douglas Lopes, contemplado com uma bolsa de dois anos no Programa de Inovação Social, Tecnológica e Ambiental (Pista), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Conduzido por agentes culturais de diferentes favelas e complexos, o programa tem como objetivo estimular iniciativas concebidas e desenvolvidas a partir desses territórios. Além da exposição, o projeto contempla a publicação de um livro e a reestruturação da plataforma digital do fotógrafo, que será relançada no evento, e passa a se chamar Estúdio Maré.

Até 18 de fevereiro de 2027.

Dois autores que entendiam estrutura e percepção.

09/set

A Galatea participa da Independent 20th Century Art Fair, que acontece de 24 a 27 de setembro em Nova York, USA. Para a feira, a galeria apresenta um estande em parceria com o Instituto Ubi Bava, com obras do pintor e arquiteto brasileiro Ubi Bava (1915-1988), autor de uma prática que transita entre a abstração geométrica, o cinetismo e as pesquisas óticas que marcaram a arte brasileira das décadas de 1950 a 1980.

Realizada pela primeira vez na atual sede da Sotheby’s, no icônico Breuer Building, na Madison Avenue, a feira oferece um contexto particularmente significativo para a apresentação de Ubi Bava. Exibir Ubi Bava em um edifício projetado por Marcel Breuer, um dos nomes centrais da arquitetura modernista do século XX, significa colocar em diálogo dois autores que entendiam estrutura e percepção como campos inseparáveis.

A apresentação na Independent, com foco especial entre os anos 1950 e 1970, também permite lançar um novo olhar sobre uma produção desenvolvida ao longo de mais de três décadas, revisitando a obra e o legado de Ubi Bava e ampliando sua circulação internacional, já presente em coleções norte-americanas como as do Museum of Fine Arts, Houston (MFAH), e da Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), em Miami.

Esse movimento dá continuidade a um trabalho de pesquisa, preservação e difusão desenvolvido desde 2012 pelo Instituto Ubi Bava. Em 2024, esse percurso ganhou novo fôlego com a publicação de “Ubi Bava – uma homenagem”, primeira monografia dedicada ao artista, e segue atualmente com o desenvolvimento de um projeto de exposição individual institucional itinerante, previsto para 2027 e 2028.

Investigando relações entre interior e exterior.

No sábado, 19 de setembro, a partir das 19h, Agrade Camíz inaugura sua nova exposição individual, “Nome Próprio”, n’A Gentil Carioca, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Com texto crítico do curador, escritor e crítico cultural ganês-americano Larry Ossei-Mensah, a mostra reúne um conjunto de pinturas recentes que dão continuidade à pesquisa da artista sobre memória, experiência urbana e as formas como lugares e vivências se transformam em linguagem.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, Agrade Camíz parte de experiências relacionadas aos espaços em que cresceu, especialmente o Jacaré e os subúrbios da cidade. Em “Nome Próprio”, essas experiências não aparecem como relatos ou imagens a serem reconhecidas, mas como algo que permanece incorporado à maneira como a artista constrói suas pinturas. Portões, janelas, muros, fachadas e outras formas presentes em sua memória tornam-se pontos de partida para investigar relações entre interior e exterior, proximidade e distância, proteção e exposição.

O título da exposição parte justamente dessa relação entre nomear e reconhecer: um nome pode identificar uma pessoa, mas não é capaz de abarcar toda a sua complexidade. Da mesma maneira, as pinturas de Agrade Camíz oferecem referências e pontos de reconhecimento sem se fecharem em um significado único.

A abertura celebra também os 23 anos d’A Gentil Carioca, com uma festa que reúne Quimera (Escola de Mistérios), Baixa Santo Sound System e Glau. Na mesma ocasião, será inaugurada a Parede Gentil nº 46, “O levante das mariposas”, de Marcela Cantuária, em memória das guerrilheiras Sônia e Helenira, além de um bolo especial de Novíssimo Edgar e Adelia Santanna.

Em sua nova exposição, Agrade Camíz marca um novo momento de sua pesquisa, em que referências que atravessaram sua trajetória já não precisam ser explicitamente retratadas. A arquitetura se torna estrutura, a memória se transforma em cor e o corpo passa a operar como medida da experiência.

A exposição “Nome Próprio” fica em cartaz até 31 de outubro.

Formas geométricas com materiais industrializados.

A Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, convida no dia 10 de setembro, das 18h às 21h, para a abertura da exposição “Jose Dávila – Natural forms” (Formas naturais). O artista mexicano Jose Dávila (1974, Guadalajara, México), que tem obras em coleções de prestigiosos museus, faz sua primeira exposição no Rio de Janeiro, com oito esculturas feitas especialmente para o espaço de Nara Roesler Rio de Janeiro, além de uma pintura inédita no Brasil.

Jose Dávila criou protótipos de suas esculturas e reproduziu em seu ateliê em Guadalajara, no México, em escala real, o espaço da Nara Roesler Rio de Janeiro, para estudar de que maneira os trabalhos conversariam entre si. Ele acompanhará pessoalmente a montagem da exposição, e diz que expor no Rio de Janeiro “é de um peso cultural extremamente importante”. “Expor no Brasil é sempre significativo, pois a arte, a arquitetura e o paisagismo do país me influenciaram muito e estão inerentemente presentes em minha obra”, afirma.

Para o artista, uma pedra encontrada na paisagem possui uma configuração escultórica. “São esculturas antes da escultura”, afirma. Sem opor o mundo natural ao mundo industrializado, o artista busca a capacidade de reconhecer as formas primárias e, a partir de gestos mínimos e cores sutis, encontrar sua poesia. Além das esculturas, estará na exposição a pintura “The fact of constantly returning to the same point or situation” (2025), em serigrafia e tinta vinílica sobre linho cru, com 180 x 210 x 06 cm.

As esculturas foram concebidas especialmente para a exposição, e para desenvolvê-las, Jose Dávila estudou tudo milimetricamente, criando protótipos, de modo a ter a ideia mais aproximada possível do espaço que utilizará. Ele reproduziu em seu ateliê, em Guadalajara, o espaço da galeria em escala real, e passou a trabalhar dentro dele. As dimensões e proporções das obras respondem diretamente à arquitetura.

Para “Natural Forms” (Formas naturais), Jose Dávila aprofundou a afinidade entre sua pesquisa e o Rio de Janeiro através do Neoconcretismo. Ao recordar o Manifesto Neoconcreto, redigido pelo poeta e crítico de arte Ferreira Gullar e assinado por Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark e Lygia Pape, entre outros artistas, o artista observa que o movimento carioca marcou uma separação em relação ao Concretismo de São Paulo, deslocando a geometria de um campo estritamente racional para uma experiência mais intuitiva, orgânica e sensível. “Tento fazer as mesmas perguntas que os artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto: como levar uma intuição orgânica, sutil e suave à forma geométrica com materiais industrializados?”.

Até 08 de novembro.

Superando os limites do espaço e do tempo.

08/set

A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, dedicada ao trabalho de Ismael Nery (1900-1934), pintor, desenhista, arquiteto, decorador, cenógrafo e poeta, investiga a trajetória de um dos artistas mais inquietantes do Modernismo Brasileiro. 

Ismael Nery apropriou-se de linguagens como a ilustração, o cubismo e o surrealismo, alterando-as a partir de suas próprias inquietações. Em pinturas, desenhos e poemas, o corpo tornou-se o lugar onde ele investigou a instabilidade da identidade, a fusão entre os gêneros, a corrupção da matéria e o desejo religioso de superar os limites do espaço e do tempo. 

A mostra reúne cerca de 230 obras, entre desenhos, pinturas, retratos, autorretratos e composições com figuras humanas sensuais, muitas vezes andróginas, algumas ameaçadoras, que operam na fronteira entre o afeto e a violência, o desejo carnal e o trauma da finitude. 

Desde sempre compreendido como uma das vozes mais singulares da arte brasileira, Ismael Nery tem sua trajetória revista pela Pinacoteca nessa mostra panorâmica que apresenta suas contradições, sua densidade teórica e a radicalidade de suas invenções.

Em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

Sobre o artista.

Ismael Nery (Belém, PA, 1900 – Rio de Janeiro, RJ, 1934) foi pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo, ilustrador e poeta. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes em 1917 e complementou seus estudos na Académie Julian, em Paris, em 1920. Em suas viagens à Europa, entrou em contato com expoentes do surrealismo e do cubismo, como André Breton, Marcel Noll e Marc Chagall, desenvolvendo, contudo, uma poética própria pautada pelo Essencialismo. Autor de uma vasta produção gráfica e pictórica focada na figuração humana, na anatomia, na androginia e na retratística, faleceu precocemente aos 33 anos em decorrência de complicações da tuberculose. 

Sua filosofia fundamentava-se no desprendimento das noções de tempo e espaço, buscando na criação o desdobramento do “eu” e a revelação de uma verdade imutável situada por trás das formas efêmeras da matéria. Essa busca traduziu-se no recorrente tema da androginia e da duplicidade. Em suas telas, corpos desprovidos de gênero definido, figuras calvas e duplos espelhados se fundem em um abraço sensual ou melancólico. Exemplo central desse procedimento é a obra Autorretrato com Adalgisa (sem data), na qual a face do artista e a de sua esposa, a escritora e poeta Adalgisa Nery (1905-1980), aparecem sobrepostas e portadoras dos mesmos traços anatômicos, sugerindo manifestações complementares de um único organismo espiritual. Em outras obras, Ismael Nery desestrutura a anatomia das figuras humanas – expondo suas vísceras para depois reconstituí-las enquanto unidade. Em obras como Visão Interna – Agonia (1931) e Eternidade (1931), o corpo surge aberto, visceral e fragmentado: as entranhas humanas articulam-se com a paisagem e com a terra, convertendo o sofrimento em meditação sobre a mortalidade e a eternidade.

Intervenção artística inédita.

O processo de criação também pode fazer parte da experiência do público.

O Instituto Ling, Porto Alegre, RS,  abriu seu espaço para que visitantes acompanhassem a artista paulista Juliana dos Santos enquanto desenvolvia uma obra inédita diretamente em uma das paredes do centro cultural.

Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território.

Pensar o Brasil a partir de seus agentes artísticos e de suas respectivas regiões pode nos colocar diante de uma complexa teia de interações: a biodiversidade dos nossos biomas e como esses integram as relações entre corpo e território, as manifestações culturais tão próprias de cada lugar que atravessam os procedimentos artísticos e informam como artistas se compreendem no mundo, as diferentes formas como os sistemas das artes se organizam e apresentam possibilidades de trabalho para as comunidades artísticas locais. Diante de toda essa efervescência poética e cultural, tão celebrada pelo projeto Ling Apresenta, esta edição, que ocorrerá ao longo de 2026, destaca a matéria-prima como instância que vem carregada do entrelaçamento entre as questões citadas e a singularidade das mãos, dos territórios, das identidades e das linguagens de quem dela usufrui. O projeto curatorial que responde pela região Sudeste apresenta intervenções de Rubiane Maia (Minas Gerais/Espírito Santo), Advânio Lessa (Minas Gerais), Juliana dos Santos (São Paulo) e Raphaela Melsohn (São Paulo), que evidenciam a matéria-prima como elemento organizador de gestos, de procedimentos, de modos de fazer arte e de inventar linguagens. As trajetórias e processos de criação de Rubiane, Advânio, Juliana e Raphaela são indissociáveis de seus manejos e aprendizados com a matéria-prima. Em suas experimentações, matéria-prima, corpo, contexto e métodos constituem o que podemos chamar, como nos propõe o geógrafo e professor Milton Santos, de uma “geografia da ação”. Assim, vemos o ateliê, os espaços de trabalho, o território poético e o lugar de origem de cada artista referendando-se, de diferentes maneiras, como a matriz de cada “pedaço de matéria”. E a matéria, por sua vez, acontece nos trabalhos como uma fração muito específica de uma realidade social, afetiva, ambiental; como agente mediador de um labor com o lugar onde o trabalho se dá; como mobilizadora de uma busca de sentido estético e de pertencimento. Assim, as intervenções propostas ressaltam como o tempo/espaço de criação é produzido e praticado, numa ação de coesão entre processos de experimentação com a matéria e suas experiências de significação. 

Galciani Neves

Detalhe da exposição Juliana dos Santos: Temporã, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2025.

Até 03 de outubro. 

Memória, materialidade e crítica sociocultural.

 

A GAMeC, Bergamo, Itália, apresenta “Eau”, a primeira exposição individual em uma instituição italiana da artista angolano-portuguesa Ana Silva (Calulo, 1979). Concebida para o Spazio Zero da GAMeC, a exposição de Ana Silva foi desenvolvida em colaboração com uma rede de bordadeiras locais, convidadas pela artista a intervir em suas obras têxteis, abordando uma das crises mais urgentes do nosso tempo: o acesso à água.

Na produção de suas obras, Ana Silva confia inicialmente os temas que concebe e desenha a bordadores angolanos – pois, em Angola, apenas homens têm permissão para utilizar máquinas de costura – antes de finalizar os trabalhos pessoalmente, acrescentando à mão decorações, brilhos e lantejoulas. Por meio da linguagem do bordado – tradicionalmente associada ao cuidado, à memória e à resistência -, a artista denuncia a escassez de água e revela uma realidade na qual a água é considerada um privilégio, e não um direito.

A prática artística de Ana Silva desenvolve-se na interseção entre memória, materialidade e crítica sociocultural, dialogando com os efeitos da globalização, do consumo e dos fluxos transcontinentais. Sua obra ganha forma através de um gesto que é, ao mesmo tempo, simples e radical: o resgate de têxteis, práticas e formas de saber feminino há muito relegados à esfera privada, agora adotados como parte da linguagem artística contemporânea.

As obras apresentadas na exposição dialogam com a ecologia enquanto campo relacional que conecta corpos, materiais, histórias e sistemas de produção. Silva reflete sobre quais histórias podem ser narradas a partir daquilo que foi esquecido ou descartado. Assim, a prática têxtil, a pesquisa social e a consciência ambiental entrelaçam-se no espaço expositivo, oferecendo uma reinterpretação crítica do cotidiano.

Quatro artistas na Bienal de Gwangju.

Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Vinicius Gerheim e Vivian Caccuri participam da 16ª Bienal de Gwangju na Coreia do Sul. Os quatro artistas d’A Gentil Carioca integram “Devorações do Amanhã – Brasil em Rebento”, exposição que inaugura o primeiro Pavilhão Brasileiro na Bienal de Gwangju.

Com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, a mostra reúne artistas de diferentes gerações em torno de uma perspectiva crítica sobre o Brasil contemporâneo, compreendido como um território em constante construção

Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Vinicius Gerheim e Vivian Caccuri participam da 16ª Bienal de Gwangju na Coreia do Sul. Os quatro artistas d’A Gentil Carioca integram “Devorações do Amanhã – Brasil em Rebento”, exposição que inaugura o primeiro Pavilhão Brasileiro na Bienal de Gwangju.

Com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, a mostra reúne artistas de diferentes gerações em torno de uma perspectiva crítica sobre o Brasil contemporâneo, compreendido como um território em constante construção. A partir dos conceitos de “devoração” e “rebento”, o projeto aborda processos de transformação, continuidade e criação, articulando diferentes linguagens, saberes e experiências que atravessam a produção artística brasileira.

No contexto do projeto, Vinicius Gerheim apresenta “Moinho” (2026), obra desenvolvida durante sua participação no Tropismo, programa de residências que integra o Pavilhão Brasileiro e reúne artistas e pesquisadores em torno de diferentes perspectivas sobre o Brasil contemporâneo.

Criada em 1995, a Bienal de Gwangju é a mais longeva da Ásia e uma das principais plataformas internacionais de arte contemporânea. Em sua 16ª edição, sob direção artística de Ho Tzu Nyen, “You Must Change Your Life” reúne artistas de diferentes contextos em torno da ideia de transformação como um processo contínuo. 

Até 15 de novembro, em Gwangju, Coreia do Sul.

O novo artista representado.

04/set

A Galatea anuncia a co-representação de Anísio O. Couto. A parceria acontece após a exposição individual realizada na galeria entre 2025 e 2026 e dá continuidade ao diálogo construído em torno de sua produção, em colaboração com a Tropigalpão, galeria que o representa no Rio de Janeiro.

Nascido na Bahia e radicado no Rio de Janeiro, Anísio O. Couto desenvolve uma pintura que transforma cenas, objetos e animais do cotidiano em um universo singular, situado entre a figuração e a abstração. Suas obras reinventam referências familiares por meio de uma paleta vibrante e de uma linguagem que aproxima imaginação, memória e uma brasilidade continuamente revisitada pela arte contemporânea.

Borboletas, peixes, tucanos, bules e xícaras de chá povoam as pinturas de Anísio O. Couto, em diálogo com a tradição da natureza-morta. Em suas telas, porém, essas imagens se afastam das paletas opacas historicamente associadas ao gênero e dão lugar a cores solares – amarelos, laranjas, vermelhos e rosas – que reinventam objetos e frutas tropicais.

Entre as suas principais exposições estão: Anísio O. Couto (Individual, Galatea, São Paulo, 2025-2026), la chambre humaine, (Coletiva, Galerie Chantal Crousel, Paris, 2026); Ensaio aberto (Duo, TropiGalpão, Rio de Janeiro, 2025); Em busca do tempo roubado (Coletiva, Flexa, Rio de Janeiro, 2024) e Rio: a medida da terra (Coletiva, Flexa, Rio de Janeiro, 2024).

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