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AGENDA CULTURAL

Celebrando os 80 anos de Peticov.

02/jun

O Centro Cultural São Paulo apresenta “Peticov – A Exposição”. A mostra celebra os 80 anos de Antonio Peticov com mais de 400 obras do artista que tem papel pioneiro na projeção das artes plásticas brasileiras no exterior, cuja obra articula criação visual, matemática, ciência, geometria sagrada e filosofia.  

Com curadoria de Fábio Magalhães Gouvêa, a exposição reúne pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, instalações e capas de discos, oferecendo um panorama abrangente da produção do artista, que viveu intensamente o cenário cultural da Tropicália. O público também irá se deparar com a inédita instalação “Pau de Arara”, trabalho que remete à repressão sofrida pelo artista e pela produção cultural durante o período da Ditadura militar. Outro núcleo reúne a série “O Tarô”, composta por 78 cartas criadas a partir das obras de Peticov em parceria com Marta Putz; além da série “Mitos do Folclore Brasileiro”, conjunto de 22 desenhos que também integram o livro “Brasil Encantado – Mitos e Mistérios do Nosso Folclore”, desenvolvido ao lado do escritor Eduardo Bueno. O livro será lançado em 03 de junho, data de abertura da mostra ao público.

Sobre o artista.

Antonio Peticov nasceu em 02 de julho de 1946, em Assis, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira artística em 1965 e construiu uma trajetória internacional marcada pela experimentação e inovação. Participou das IX, X e XX Bienais de São Paulo e realizou exposições individuais em importantes instituições, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de mais de uma centena de exposições em galerias e instituições culturais nos cinco continentes. Pintor, escultor, desenhista, gravurista, holografista e programador visual, Peticov também é autor de 12 livros dedicados à sua obra e pensamento artístico. 

Até 02 de agosto.

Gradações cromáticas e formas geométricas.

Edival Ramosa: alfabeto solare.

A Galatea apresenta “Edival Ramosa: Alfabeto solare”, individual do artista Edival Ramosa (1940, São Gonçalo, RJ – 2015, Niterói, RJ) que reúne pinturas, esculturas, objetos e desenhos produzidos ao longo de quase cinco décadas. A abertura acontece dia 09 de junho na unidade da galeria na Oscar Freire, Jardins, São Paulo, SP.

Resultado de uma pesquisa desenvolvida por André Pitol, que assina a curadoria e o texto crítico da exposição, “Edival Ramosa: Alfabeto solare” resgata trabalhos que permaneceram por longo período em coleções no Brasil e no exterior. Parte do conjunto apresentado integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente do processo de retomada crítica da obra do artista.

A obra de Edival Ramosa foi profundamente marcada pela sua vivência no continente africano e também europeu durante os anos 1960 e 1970. A influência de correntes da arte europeia e norte-americana no pós-guerra se vê nas suas investigações em torno de um estilo construtivista, com jogos ópticos e referências à visualidade urbana no uso de materiais como madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico.

Elementos como esferas, casulos, luas, cometas, sois e outros “objetos-forma”, como o artista descreveu em muitas de suas peças, ocuparam lugar central em sua produção, variando entre gradações cromáticas e formas geométricas. A partir da década de 1970, integrou à sua prática referências da estética indígena e afro-brasileira, empregando materiais como palha, peles, plumagens, miçangas e bambus.

Até 08 de agosto.

Relevos e colagens com materiais inusitados.

“Fugido”, nova exposição de Anderson Borba abre no  dia 10 de junho na FDAG Barra Funda, reunindo esculturas, relevos e colagens produzidos com materiais inusitados, orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio.

Dispostas em procissão ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que vão desde formas ancestrais a imaginários extraterrestres. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam um potencial animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Até 01 de agosto.

Referenciais em monumentos arquitetônicos.

O Museu de Arte do Paço (MAPA), Centro Histórico, Porto Alegre, RS, apresenta na Sala da Fonte, a exposição “Tempos suspensos”, exibição individual de pinturas de Hô Monteiro sob curadoria de Blanca Brites.. 

Hô Monteiro desenvolve sua poética, desde a década de 1980, buscando referenciais em monumentos arquitetônicos na paisagem urbana recente, assim como se baseia no histórico renascimento italiano. Nesta mostra, as obras são apreendidas logo ao primeiro olhar, pois sua temática consta em nosso repertório imagético e envolve o espectador em novas descobertas.    

Até 31 de julho. 

Milena Oliveira na Alban Galeria.

01/jun

A artista Milena Oliveira inaugurou sua primeira exposição individual na Alban Galeria, Salvador, BA, com um conjunto de trabalhos em suportes têxteis.

Em “A Largura dos Gestos Pequenos”, Milena Oliveira transforma práticas associadas ao universo doméstico em linguagem visual. A exposição, que reúne um conjunto de trabalhos em desenho sobre tecido e uma instalação que investigam memória, afeto e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo. 

Sobre a artista. 

Milena Oliveira, natural de Jacobina-BA, é mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-UFBA e Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA, com prática interdisciplinar que une desenho, escultura, instalação, fotografia e bordado. Participou de exposições em instituições e espaços como Goethe Institut Salvador, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Casa do Povo (SP), Solar dos Abacaxis (RJ), MAMAM (Recife), Museu Nacional da República (Brasília), Casa Gabriel (SP), OÁ Galeria (ES), Salão Nacional de Arte de Jataí (GO) e José de Guimarães Gallery, em Lisboa. Possui obras em acervos da Galeria ACBEU, Instituto Solar dos Abacaxis e Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, além de coleções particulares.

A largura dos gestos pequenos

Paulo Azeco

A intimidade, que já foi espaço de reclusão e abrigo na obra de Milena Oliveira, agora se alarga como campo de insurgência. Em sua primeira individual na Alban, a artista apresenta uma reorientação do gesto íntimo: da clausura afetiva à afirmação de uma feminilidade consciente, performada e crítica. A exposição “A largura dos gestos pequenos” se inscreve como manifesto poético e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo.

Aqui, a artista não busca explicitar narrativas ou oferecer testemunhos pessoais, mas tensionar os limites da linguagem: como se dá o feminino em meio às relações sociais, como se comunica o desejo em tempos de sobrecarga imagética e como sobreviver a uma lógica que transforma afetos em formas.

Até 27 de junho.

Maria Lira na Galapagos Capital Art House.

A Gomide&Co tem o prazer de anunciar a participação de Maria Lira (Brasil, 1945) na exposição inaugural da Galapagos Capital Art House, cuja abertura aconteceu no dia 30 de maio. 

Novo espaço cultural permanente localizado no Boa Vista Village, complexo da JHSF em Porto Feliz (SP), a Art House nasce como uma iniciativa voltada à promoção da arte e da cultura dentro do empreendimento, reunindo exposições, ativações e programas destinados a diferentes públicos ao longo do ano. Com organização de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers, a mostra de abertura propõe um diálogo entre diferentes momentos da arte brasileira, aproximando produções ligadas ao modernismo e à arte contemporânea. 

Maria Lira integra o projeto com uma seção composta por obras da sua emblemática série “Meus bichos do sertão”. Nascida e residente em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha (MG), a artista desenvolve uma produção marcada pela integração entre uma linguagem gráfica construída a partir de pigmentos naturais e referências à paisagem sertaneja. Desde a década de 1990, dedica-se ao corpo de trabalho conhecido como “Meus bichos do sertão”, conjunto de pinturas de animais imaginários que conformam um amplo bestiário formal.

No decorrer de sua trajetória, a artista participou de exposições em instituições nacionais e internacionais e foi tema da mostra “Roda dos bichos”, primeira individual institucional dedicada à sua obra, apresentada pelo Instituto Tomie Ohtake em 2024. No mesmo ano, participou da 38ª edição do Panorama da Arte Brasileira e teve publicada sua primeira monografia, “Maria Lira”, organizada por Rodrigo Moura e editada pela Gomide&Co em parceria com a Act. Editora.

Abstracionismos no MARGS.

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), apresenta a exposição “Além da forma – Abstracionismos no MARGS, anos 1940-1970”. Exibição sob curadoria de Francisco Dalcol, segue em exibição até 05 de julho. A mostra explora um dos mais fascinantes temas da história da arte do século 20, a abstração nas artes visuais, um período de inovações e rupturas radicais, de impacto definitivo para a produção artística.

A seleção contempla desde nomes notórios, como Alfredo Volpi, Fayga Ostrower, Iberê Camargo, Manabu Mabe e Yutaka Toyota, até artistas menos reconhecidos, além de mulheres pioneiras da abstração no Rio Grande do Sul, como Christina Balbão e Vera Chaves Barcellos.

O conjunto ainda inclui obras de artistas cuja produção se relaciona diretamente à arte abstrata (como Alfredo Volpi, Emanoel Araujo, Fayga Ostrower, Hércules Barsotti, Lothar Charoux, Luiz Barth, Nelson Ellwanger, Nelson Wiegert, Paulo Osório Flores e Rubens Costa Cabral), assim como de artistas que surpreendem por terem enveredado pela abstração (como Glauco Rodrigues), sem jamais terem defendido-a ou se assumido como não figurativos (como Carlos Scliar e Carlos Petrucci), ou ainda que chegaram a condená-la e atacá-la (como Danúbio Gonçalves). Também estão incluídas obras que, mesmo não sendo plenamente abstratas, permitem perceber a sua influência na experimentação formal e expressiva.

Panorama, um exercício radical de imaginação.

29/maio

Intitulado “Depois que tudo foi dito”, o 39º Panorama da Arte Brasileira, sob a curadoria de Diane Lima – de 02 de setembro até 24 de jananeiro de 2027 -, questiona para onde a produção artística tem transbordado na busca por ampliar os limites da representação estética por meio de um exercício radical de imaginação. Inspirado no título e questão filosófica formulada por Denise Ferreira da Silva, uma das principais teóricas feministas negras da contemporaneidade, a exposição convida a imaginar “se seria possível lançar mão de uma sensibilidade que presuma e antecipe o que está além de tudo o que foi dito e feito sobre a violência colonial e racial, e o trabalho que elas realizam para o capital global”. 

A seleção de artistas do 39º Panorama reúne diferentes gerações, regiões e linguagens artísticas. Os trabalhos e pesquisas que serão apresentados propõem novos olhares sobre a arte brasileira contemporânea e desafiam formas já estabelecidas de pensar e perceber a produção artística no país. Realizado desde 1969, o Panorama da Arte Brasileira é uma das exposições mais importantes do país, reconhecida por sua contribuição à pesquisa, à experimentação artística e à formação do acervo do MAM. Em 2026, a mostra marca também um momento especial: o nosso retorno à sede no Parque Ibirapuera, após o período de reforma da Marquise.

Artistas participantes

Allan Weber, Amorí, Ana Claudia Almeida, André Felipe Cardoso, Anti Ribeiro, Arorá, Bárbara Banida, Biarritzzz, Carolina Cordeiro, Caroline Ricca Lee, Chacha Barja, Darks Miranda, Emer Freire, Fykyá Pankararu, Gilson Plano, Helô Sanvoy, Iagor Peres, Josi, Jota Mombaça, Kuenan Mayu, Lia D Castro, Lita Cerqueira, Marcelo Conceição, Moacir Soares de Faria, Nazas, Osvaldo Gaia, Oto Ferreira, Rafael Chavez, Rayana Rayo, Rodrigo Cass, Rose Afefé, Thaís Muniz, Ygor Landarin.

Curadoraria.

Diane Lima é mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e Pre-doctoral Mellon Fellow, afiliada ao Critical Racial Anti Colonial Study Co-Lab  (CRACS Co-Lab) no Department of Spanish & Portuguese Languages and Literatures na New York University. Recentemente, foi anunciada como curadora do Pavilhão do Brasil na 61ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia. Diane Lima editou a aclamada antologia Negros na Piscina: Arte Contemporânea, Curadoria e Educação (Fósforo, 2024), que documenta os últimos dez anos de debates sobre racialidade e arte no Brasil. Também coeditou o volume Textes à lire à voix haute (Textos para ler em voz alta), que reuniu vozes dissidentes anticoloniais em contextos lusófonos e francófonos (Brook, 2022). Ela também é uma das vencedoras da Ford Foundation Global Fellowship 2021, programa que celebra a nova geração de líderes globais em justiça social.

Giovanna Querido atua nas áreas de curadoria, gestão cultural e desenvolvimento institucional, com interesse nas relações entre arte, política e trabalho no campo das artes. Recentemente concluiu o mestrado em Arts Administration pela Teachers College, Columbia University, com bolsa integral da Fundação Lemann. Também trabalhou no Studio Museum in Harlem, Creative Time e Instituto Moreira Salles. Atualmente, é Program Coordinator da A&L Berg Foundation (Estados Unidos). Anteriormente, foi Coordenadora Executiva da Presidência da Fundação Bienal de São Paulo, integrando a equipe responsável pela 34ª (2021) e 35ª (2023) Bienais de São Paulo, bem como pelos Pavilhões do Brasil nas Bienais de Arte e de Arquitetura de Veneza.

Presença brasileira em múltiplas linguagens.

A Gentil Carioca apresenta na Art Basel 2026 uma seleção coletiva concebida em torno do eixo “Natureza e Liberdade”, reunindo obras que atravessam questões de território, ancestralidade, ecologia, memória e transformação.

O stand reúne trabalhos de Agrade Camíz, Ana Silva, Arjan Martins, Carlos Jacanamijoy, Denilson Baniwa, Diego Kohli, João Modé, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Nepomuceno, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rodrigo Torres, Rose Afefé, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinicius Gerheim e Vivian Caccuri.

Por meio de múltiplas linguagens, a seleção articula um diálogo entre a arte contemporânea e perspectivas ecológicas, afro-diaspóricas e indígenas, aproximando investigações sobre corpo, paisagem, espiritualidade e liberdade.

A Gentil Carioca também está presente no setor Unlimited com a obra “Safira” (2025), de Agrade Camíz, uma pintura de grande escala que surge como um relicário em expansão. Lapidada em camadas de azul profundo e vibrante, a obra convoca a pedra preciosa não como ornamento, mas como presença: uma entidade sensível, guardiã do tempo e território de si mesma.

Tradições gráficas indígenas e abstração concreta.

Em uma escolha curatorial radical e estruturante, a exposição de Andrey Guaianá Zignnatto, “Alicerces”, na Janaina Torres Galeria, Barra Funda, São Paulo, SP, obedece o caráter dialógico da poética do artista – que confronta temas como identidade cultural, ancestralidade, construção de cidades e territorialidade. Para isso, a mostra toma o espaço bruto da galeria, enquanto realidade construída, sem artifícios cenográficos. A aposta no tradicional cubo branco opera como elemento deflagrador para a primeira conversa: entre o simbolismo arquitetônico do local, enquanto galeria de arte, e obras carregadas de significado construtivo – de sentidos e de materialidades – como o carrinho de mão, os tijolos amassados, as ferramentas de trabalho dos pedreiros, os chassis de quadros amalgamados à cimento, entre outros.

“Da poética rigorosa do artista paulista Andrey Guaianá Zignnatto, (Jundiaí – 1981), emerge um pensamento construtivo de mão dupla: de um lado, estão as tradições gráficas indígenas; de outro, a abstração concreta, que o artista justapõe em composições inesperadas, oferecendo soluções líricas de forma, espaço, textura, cor e matéria. Da primeira, Zignnatto retoma tanto os padrões geométricos e rítmicos aplicados a corpos e objetos quanto as cores preta e vermelha e materiais como a argila em seu estado natural ou queimada. (…) Da segunda, retoma certos valores caros ao concretismo brasileiro, interessado na forma geométrica, e ao neoconcretismo, que flexibilizou as formas e contestou sua objetividade ao introduzir novos materiais, problemas e temas.”, diz Alexandre Araujo Bispo, curador.

A arte é o meio possível que encontrei para equalizar forças de universos muito distintos, as memórias afetivas de minha vida urbana e de minha experiência como pedreiro participante da construção de cidades, com minhas memórias ancestrais indígenas.

Andrey Guaianá Zignnatto

De origem indígena, descendente de povos Dofurêm Guaianá e Guarani e neto de um pedreiro, do qual foi ajudante dos 10 aos 14 anos de idade, além de ativista social, Zignnatto incorpora sua biografia ao fazer artístico, unindo arte e vida e integrando história, memória e território à matéria e à forma dos trabalhos. Em obras que emergem do universo do labor, como olarias ou construção civil, sacos de cimento, tijolos, juntas de argamassa e fragmentos e sobras de intervenções urbanas tornam-se, em suas mãos, matéria prima para uma ação artística que se propõe a ir além do processo de imitação, recriando mundos, estruturas e sistemas, em uma proposta artística de invenção radical. O que inclui o sistema de arte. Do construtivismo e minimalismo à arte conceitual, Andrey a aventura da experiência de estar no mundo, abrindo fendas e brechas, concretas e imaginárias, para estabelecer novos desdobramentos estéticos que sinalizam também caminhos de reconfiguração identitária e social. Se, em sociedades periféricas, “tudo é sempre construção e também ruínas”, como diz em uma de suas obras, Zignnatto, com extensa atuação internacional, não hesita em intervir, para propor, equalizando em sua arte forças de universos distintos e complexos, como o urbano e o indígena.

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