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AGENDA CULTURAL

Capturando momentos únicos.

13/mar

O Museu de Arte do Paço, convida para a abertura da exposição “Olhares Efêmeros” com a curadoria de Denise Giacomoni, a ser realizada no dia 17 de março, terça-feira, às 18h.

“Olhares Efêmeros” – uma exposição fotográfica que revela a cidade de Porto Alegre, RS, em cores, com 32 talentos locais – como Fernando Zago – capturando seus momentos únicos.

De 17 de março a 15 de maio, na Sala Leste do 2º andar do Paço Municipal, Centro Histórico, Porto Alegre, RS.

Arte do Paço, convida para a abertura da exposição “Olhares Efêmeros” com a curadoria de Denise Giacomoni, a ser realizada no dia 17 de março, terça-feira, às 18h.

“Olhares Efêmeros” – uma exposição fotográfica que revela a cidade de Porto Alegre, RS, em cores, com 32 talentos locais – como Fernando Zago – capturando seus momentos únicos.

De 17 de março a 15 de maio, na Sala Leste do 2º andar do Paço Municipal, Centro Histórico, Porto Alegre, RS.

Artistas franco-coreanas no Brasil.

A Galatea anuncia “Park Chae Biole & Dalle: alargar o tempo, tecer a vida”, exposição dupla das artistas franco-coreanas em colaboração com a galeria parisiense Anne-Laure Buffard. A mostra, que marca a primeira ocasião em que Park Chae Dalle e Park Chae Biole expõem seu trabalho no Brasil, será realizada na unidade da galeria na Rua Oscar Freire, Jardins, São Paulo, SP, com abertura no dia 21 de março, sábado, das 11h às 15h.

Na Galatea, as irmãs gêmeas apresentam um projeto conjunto pela quarta vez, após duas exposições realizadas em Seul e uma em Paris. Com cerca de 60 obras, a mostra apresenta tanto trabalhos desenvolvidos individualmente quanto produções realizadas em colaboração. Embora compartilhem um campo de investigação similar, atravessado pelas relações entre pintura, espaço, paisagem e pequenas cenas do cotidiano, cada uma desenvolve sua prática a partir de suportes distintos.

Em muitas das obras de Park Chae Biole, a imagem aparece sobre suportes que também organizam o espaço, como persianas, bolsas ou superfícies têxteis, desdobrando a pintura em objeto e em ambiente. Paisagens e fragmentos de lugares surgem nessas estruturas móveis, instaurando um jogo entre interior e exterior, presença e passagem.

Já na prática de Park Chae Dalle, a pintura se aproxima da escrita e da poesia. A artista produz os próprios tecidos sobre os quais trabalha, frequentemente por meio do tricô – uma prática paciente, construída no ritmo do próprio fazer. Paisagens, sóis, flores, espirais, personagens ou nuvens parecem emergir do tecido. Leves e flexíveis, as obras podem ser enroladas, transportadas e reorganizadas, ajustando-se a cada espaço onde são apresentadas.

Quando trabalham juntas, suas práticas revelam afinidades formais que tornam essa colaboração quase natural. As irmãs compartilham, inclusive, o mesmo ateliê em Paris. Tanto as persianas de Biole como os tecidos de Dalle exploram a transparência, a porosidade e a mobilidade, mas é na produção conjunta dos bojagi que essa proximidade se torna mais evidente. Inspiradas na tradição coreana do tecido utilizado para envolver objetos domésticos e presentes, essas produções unem perfeitamente o repertório estético de cada uma das artistas em composições intimamente conectadas.

Até 09 de maio.

Um diálogo com desenhos.

12/mar

O Museu de Arte do Paço, Porto Alegre, RS, convida para a abertura da exposição “Desenhos de Água: Bia Dorfman encontra Luiz Maristany” com curadoria de Maria Helena Bernardes, a ser realizada no dia 17 de março, terça-feira, às 18h.

Exposição no Museu de Arte de Porto Alegre aproxima dois artistas que retrataram a cidade. A mostra reúne obras da artista visual Bia Dorfman (1957) em diálogo com desenhos raramente exibidos do artista Luiz Maristany de Trias (1885-1964), provenientes da Pinacoteca Aldo Locatelli.

A exibição propõe um encontro entre dois momentos da história de Porto Alegre, conectando desenhos produzidos com 80 anos de distância. Enquanto Luiz Maristany de Trias registrou paisagens urbanas da capital nas décadas de 1940, Bia Dorfman revisita a cidade no presente, em trabalhos que também refletem as transformações da paisagem e da relação com o rio diante da emergência climática recente.

Linguagem visual e discurso crítico.

O Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea apresenta, entre os dias 21 de março e 09 de maio, a exposição “Casa Própria”, primeira individual de Ana Hortides na instituição. Com curadoria de Pollyana Quintella e produção da Atelier Produtora, a mostra reúne um conjunto de trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos de pesquisa da artista, incluindo obras inéditas, e propõe uma reflexão sobre a casa como espaço simbólico, político e afetivo.

A partir de referências diretas à arquitetura do subúrbio carioca, Ana Hortides desenvolve uma investigação plástica que transforma elementos recorrentes da construção civil popular em matéria artística. Cimento, azulejos, pisos e fragmentos cerâmicos aparecem em esculturas, instalações e pinturas que deslocam esses materiais de seu uso funcional, criando estruturas que tensionam noções de permanência, improviso e pertencimento.

Oriunda de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a artista estabelece uma relação direta entre sua trajetória pessoal e os modos de construção presentes nas periferias urbanas. Escadas, lajes, fachadas e platibandas, frequentemente associadas ao trabalho informal e ao saber prático de pedreiros e construtores populares, surgem na exposição como formas autônomas, deslocadas de suas funções originais para se afirmarem como linguagem visual e discurso crítico.

No dia da abertura, a artista realizará uma visita guiada. Além da exposição, Casa Própria oferece um programa de formação com a artista e pesquisadores. O evento abordará temas como arquitetura popular, arte periférica e protagonismo feminino na produção artística, e ocorrerá durante o lançamento do catálogo. A mostra também conta com audiodescrição das obras e intérpretes de Libras na visita guiada e atividade formativa, garantindo acessibilidade às pessoas com deficiência. 

Projeto brasileiro contemplado em Nova York.

11/mar

Artistas brasileiras apresentam exposição inédita em Nova York. Mostra foi o único projeto brasileiro contemplado no edital da Apexart, que teve 658 inscritos de todo o mundo.

Será inaugurada no dia 27 de março a exposição inédita “O útero também é um punho”, na Apexart, instituição educativa e cultural localizada em Nova York, 291 Church St. NYC. Com curadoria de Talita Trizoli e Renata Freitas, a mostra terá cerca de 30 obras de dez artistas brasileiras e de uma argentina radicada no Brasil, feitas em diferentes suportes, como pintura, desenho, escultura, instalação, vídeo e performance, que discutem os direitos reprodutivos das mulheres. Paralelamente à exposição, serão realizadas diversas atividades, como performances, visita guiada, roda de conversa e oficina artística.

A exposição apresentará obras das artistas Guillermina Bustos, Leíner Hoki, Leticia Ranzani, Liane Roditi, Ludmilla Ramalho, Mariana Feitosa, Natali Tubenchlak, Raffaella Yacar, Renata Freitas, Rikia Amaral e Rosa Bunchaft, todas integrantes do coletivo G.A.F. (Grupo de Acompanhamento Feminista). Elas são oriundas de diferentes estados brasileiros, como Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, com realidades diversas, mostrando que as discussões sobre o tema perpassam a localidade, idade e raça. 

Mesmo sendo um tema extremamente importante e que vem ganhando cada vez mais discussões na sociedade, no campo das artes visuais ele ainda é muito restrito. Desta forma, a exposição vem cobrir esta lacuna. 

O nome da exposição é uma referência ao poema da brasileira Angélica Freitas, “O útero é do tamanho de um punho”.

Até 23 de maio.

 

Como funcionam os vulcões.

10/mar

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “Como funcionam os vulcões”, exposição coletiva que inaugurou o programa de 2026 da Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ. 

A mostra “Como funcionam os vulcões” toma a imagem do vulcão como metáfora para uma formação cultural complexa. Longe de um fenômeno visível ou imediato, a exposição evoca processos que se desenvolvem ao longo do tempo, acumulando pressões, desejos, conflitos e fantasias até alcançar um ponto de liberação. Nesse sentido, o Carnaval é proposto não apenas como espetáculo, mas como a manifestação de um longo processo de gestação moldado por forças sociais, materiais e simbólicas.

Percorrendo escultura, instalação, desenho, vídeo, pintura e técnicas mistas, a exposição enfatiza como o sentido se produz por meio da duração e da persistência material. As obras reunidas lidam com dinâmicas de acúmulo, transformação e emergência. Reunindo artistas de diferentes gerações e posições, a mostra apresenta práticas atentas a estados de latência e erupção, suspensão e excesso. Materiais são reunidos, sobrepostos, esticados, comprimidos ou colocados em movimento, registrando tensões entre controle e imprevisibilidade, estrutura e instabilidade. O encontro com as obras se dá entre o maravilhamento e a tensão, entre o que é encenado e o que permanece em estado latente.

As formas sugerem processos prolongados de fazer e desfazer, enquanto as disposições espaciais evidenciam limiares – entre interior e exterior, contenção e transbordamento, antecipação e liberação. Em vez de ilustrar um fenômeno social ou natural, essas obras operam em condições análogas de pressão e transformação.

Até 11 de abril.

Formas sutis de isolamento.

A Caixa Cultural São Paulo, Centro, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Solidão Coletiva”, de Júlio Bittencourt. Reunindo oito séries realizadas entre 2016 e 2023, a mostra investiga dinâmicas de convivência nas grandes cidades e as formas sutis de isolamento que atravessam o cotidiano contemporâneo. Com curadoria de Guilherme Wisnik e expografia assinada por Daniela Thomas, a exposição propõe uma leitura crítica da experiência urbana.

Ao tensionar proximidade e distanciamento, trabalho e suspensão, público e privado, o artista constrói uma narrativa visual sobre modos de vida marcados por repetição, contenção e anonimato.

Até 12 de julho. 

Antonio Dias nos anos de exílio em Milão.

09/mar

Lançamento de publicação acompanhado de debates marca a última semana da exposição Antonio Dias/Image +  Mirage na Gomide&Co, Avenida Paulista, até 21 de março. O lançamento acontece no Instituto de Arte Contemporânea (IAC) no dia 14 de março (sábado), das 11h às 17h.

Na ocasião do lançamento, serão realizadas duas rodas de conversa sobre Antonio Dias e a exposição. A primeira acontece às 11h com a participação de Gustavo Motta, Sérgio Martins e Lara Rivetti, com mediação de Deyson Gilbert. A segunda será às 15h com a presença de Paulo Sergio Duarte e Luiz Renato Martins, com mediação de Gustavo Motta. Ambos os debates serão realizadas no auditório do IAC, no espaço do subsolo da instituição.

Resultado da colaboração entre a Gomide&Co e a Sprovieri, a publicação apresenta um conjunto de pinturas realizadas por Antonio Dias durante seus primeiros anos de exílio em Milão, entre 1968 e 1971, além de documentação complementar proveniente do Fundo Antonio Dias do IAC. O volume acompanha e registra as exposições ANTONIO DIAS: THE ILLUSTRATION OF ART, 1969-1971, apresentada pela Sprovieri, em Londres (15 de outubro a 19 de dezembro de 2025), e ANTONIO DIAS / IMAGE + MIRAGE, na Gomide&Co, em São Paulo (10 de fevereiro a 21 de março de 2026).

Entre as obras reproduzidas, destacam-se pinturas exibidas na primeira exposição individual de Antonio Dias no antigo Studio Marconi, em Milão, em 1969. Na sua ampla maioria, trata-se de trabalhos preservados por Gió Marconi, filho de Giorgio Marconi. À frente da Galleria Gió Marconi desde 1990 – após ter trabalhado com o pai no espaço experimental Studio Marconi 17 (1987-1990)-, Gió também é responsável pela Fondazione Marconi, fundada em 2004 com o objetivo de dar continuidade ao legado do pai.

A obra de Carlos Cruz-Diez no Paraná.

06/mar

Essa é primeira exposição individual de Carlos Cruz-Diez na Galeria Simões de Assis, Batel, Curitiba, PR, reunindo trabalhos emblemáticos das séries “Physichromie” e “Color Aditivo”, obras inéditas, e a instalação “Laberinto de Transcromía Rachel” (1965-2017), composta por estruturas translúcidas suspensas que transformam a percepção do espaço. O conjunto reafirma uma das principais contribuições do artista à arte do século XX ao compreender a cor como acontecimento perceptivo, autônomo e em constante transformação.

“As obras expostas […] propõem a cor fazendo-se e desfazendo-se no tempo e no espaço. São ‘suportes de acontecimentos cromáticos’, espécie de armadilhas de luz, onde o espectador pode descobrir e estimular o seu ressonador afetivo. Nas minhas obras, a cor flutua virtualmente fora do suporte que as contém.” 

Carlos Cruz-Diez

Sobre o artista.

Carlos Cruz-Diez tem obras em coleções de importantes instituições, como: Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna (MAM), Rio de Janeiro; Museum of Modern Art (MoMA), Nova York; Museum of Fine Arts (MFAH), Houston; Tate Modern, Londres; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Centre Pompidou, Paris; Wallraf-Richartz Museum, Colônia, Museo de Arte Contemporáneo, Bogotá; Museo de la Solidaridad Salvador Allende, Santiago; e Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires, Argentina.

Até 18 de abril.

Rubiane Maia com intervenção artística inédita.

A artista mineira Rubiane Maia chega ao Instituto Ling, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS, para realizar uma intervenção artística inédita em uma das paredes do centro cultural. De 09 a 13 de março, o público poderá acompanhar ao vivo a criação da nova obra, produzida durante o horário de funcionamento do prédio, com acesso livre e gratuito. Ao longo da semana, será possível observar de perto o processo criativo e as técnicas utilizadas, assistindo em tempo real ao que acontece no ateliê temporário montado em frente à parede.

A intervenção integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que busca aproximar o Rio Grande do Sul da arte contemporânea produzida na região Sudeste, a partir de um olhar plural. Ao longo do ano, quatro artistas serão convidados a ocupar a parede com projetos inéditos.

O projeto Ling Apresenta percorreu, nos últimos anos, as regiões Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste, encerrando esse ciclo agora com a temporada dedicada ao Sudeste. Ao longo desse trajeto, compôs um amplo panorama da produção de artistas do cenário nacional das artes visuais. A curadoria também acompanhou essa perspectiva territorial, contando com a participação de Luísa Kiefer, Bitu Cassundé, Vânia Leal e Paulo Henrique Silva.

Sobre a curadora

Galciani Neves nasceu em Fortaleza, CE, 1978. Curadora, professora e pesquisadora no campo das artes visuais. É mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atuou em instituições como a Fundação Bienal de São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake, o Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (MuBE) e o Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba (PR). Atualmente, é professora do Curso de Artes Visuais na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e coordenadora da Bolsa de Pesquisa do Instituto de Arte Contemporânea. Vive e trabalha em São Paulo (SP).

Até 16 de maio.

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