OPAVIVARÁ!

24/mar

Utupya/Lá na A Gentil Carioca

 

Erro de Português

 

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português.

Oswald de Andrade

 

Inspirado nessa utopia antropofágica, o OPAVIVARÁ! cria seu samba enredo para sua nova individual na galeria A Gentil Carioca, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Nesse caminho entre o coração da mata e a cidade concreto existe um lugar de hibridismos inconcebíveis. Das raízes pré-históricas gravadas nas paredes das cavernas às cópias dos esquemas das estruturas modernizantes da ocidentalidade reside um povo. Um povo caboclo, vítima e fruto do encontro do índio com o europeu, que se espalhou por todo esse território fazendo coisas de sarapantar. O Brasil caboclo é o primitivismo de sua tecnologia adaptativa. A utopia tupi parte da devoração, da mixagem, mesclagem, mestiçagem, que se dão na pororoca dos encontros.

 

A mostra começa no térreo do segundo prédio da galeria, no coração da Saara, numa sorveteria tupi cabocla, lojinha de doces e travessuras. O Tupycolésão picolés de partes do corpo (rosto, pé, mão, peito, piroca) de diferentes sabores que percorrem uma diversa paleta de cores. Da encruzilhada da galeria, polinizando a SAARA, saem o Remotupy, uma canoa caiçara acoplada a um triciclo de tração elétrica que transforma as ruas em igarapés navegáveis; o carro Abre Caminho é nosso abre alas movido à tração humana, com quatro baldes chuveiros que inundam as esquinas com banhos de ervas prenhes da sabedoria ancestral dos pajés e curandeiros. No segundo andar do prédio, é instalada um ponto de acesso à Rede Social, 6 rede costuradas balançam abraçadas ao som de chocalhos feitos de tampas de garrafa pet. Completam a exposição um conjunto de três ocas móveis, onde é promovido um apitaço com sonoridades da floresta no meio do caos da selva urbana, e a DiscoOka, um ambiente envolvente karaoke tupy total que reverbera os antigos rituais de dança e cantoria na eletricidade de um mundo hiperconectado.

 

Lançamento da camisa educação nº 71 por Ernesto Neto e exposição de 27 de março a 03 de junho.

BIENALSUR na 36ª ARCOmadrid

25/fev

 

O uruguaio Dani Umpi é o artista convidado para a primeira “apresentação pública” da Bienalsur- bienal inédita que acontecerá simultaneamente de setembro a dezembro deste ano em mais de 30 cidades da América do Sul, Europa, África, Ásia e Oceania. Dani Umpi, com uma performance que sintetiza as diferentes dimensões da arte sul-americana e faz referência ao Parangolé de Hélio Oiticica, ocupará o espaço da BIENALSUR durante a feira ARCOmadrid 2017, que acontece entre os dias 22 e 26 de fevereiro. Com grandes camadas de recortes de revistas, o artista cria parangolés gigantes que o envolvem, e incorpora mantras no ritmo eletropop, cantando músicas próprias e brasileiras, que lembram sua infância nos anos oitenta. Através da criação de um personagem híbrido, Umpi trafega nas fronteiras entre o real e o conceitual, o espaço dos museus e os espaços alternativos, a indústria cultural e a cultura popular.

 

Refletir sobre o presente e futuro da criação artística é um dos objetivos da BIENALSUR, cuja primeira edição vem sendo construída desde o final de 2015, através de “jornadas de diálogo”, realizadas em cinco países, com a participação de um grupo de intelectuais e gestores culturais – artistas, curadores, colecionadores, diretores de museus públicos e privados e universidades. Onze encontros já foram realizados e é a primeira vez na história das bienais que vários países são promotores de uma iniciativa.

 

Organizada a partir da Universidade Nacional Tres de Febrero (UNTREF), em Buenos Aires, a BIENALSUR é dirigida por AnibalJozami, reitor da Universidade e fundador do Museo de laInmigración y el Centro de Arte Contemporáneo, o MUNTREF, Diana Wechsler, professora titular de Artes da Universidade de Buenos Aires, diretora de arte e cultura da UNTREF e subdiretora do MUNTREF, também participa da coordenação do projeto. Tadeu Chiarelli, Christian Boltanski, Ticio Escobar, Fernando Farina, Estrella de Diego são assessores da coordenação.

 

 

O que é a BienalSur?

 

O jogo de palavras BienAlSur (Bem ao Sul) reflete a construção de alianças e aproximação de povos e culturas através da arte. A proposta nasceu na Argentina e conta com a participação de centenas de artistas, duas dezenas de universidades dos diferentes continentes, além de diretores e curadores dos museus Reina Sofía, de Madri, Hirshhorn, de Washington, Bellas Artes de Chile, Arte Contemporâneo de Lima, Banco de la República de Colômbia, Pinacoteca de São Paulo, espaços de arte da Venezuela, Equador, Colômbia, Peru e Uruguai, Akademir der Künste de Berlim e fundações de empresas europeias dedicadas à arte.

 

A BIENALSUR trabalha com o conceito de processo presente na arte contemporânea, não tem uma temática central nem curador principal. Para selecionar os projetos que farão parte das mostras simultâneas da BIENALSUR foram lançados dois concursos internacionais (projetos curatoriais e propostas de artistas), de caráter livre, com o objetivo de estimular a formulação de propostas que não poderiam ser executadas fora dos marcos excepcionais de uma bienal.

 

A chamada para apresentação de projetos foi fechada em 30 de setembro último, com a marca de 2.543 projetos (300 brasileiros) de 78 países. No dia 30 de janeiro foram anunciados os 377 pré-selecionados: 36 artistas e cinco curadores brasileiros estão contemplados​, entre eles Eduardo Srur, Regina Silveira, Elisa Bracher, Ivan Grilo, Shirley Paes Leme, Paulo Nenflidio e Jaime Laureano.

Arquitetura do Secreto

21/fev

O secreto está aqui. Supostamente revelado. Por que não admitir que a arquitetura mencionada no título desta exposição pode ser também a arquitetura desta galeria?
A Galeria do Ateliê inicia o ano 2017 com a exposição “Arquitetura do Secreto” da artista Monica Barki apresentando de 24 fotografias que registram performances realizadas em motéis do Rio de Janeiro entre 2013 e janeiro de 2017. A artista atua como protagonista revelando temas de histórias pessoais, assim como da esfera existencial coletiva. Monica espreita os bastidores onde são reproduzidos os estereótipos do feminino, tornando visível um erotismo pleno de alegorias, perversões e prazeres. A Galeria do Ateliê fica na Avenida Pasteur, 453 Urca, Rio de Janeiro, RJ.

 

Para o curador Frederico Dalton, “Arquitetura do Secreto” de Monica Barki é uma exposição sobre relações, sobre o olhar do poder e o poder do olhar. São muitos os atores aqui. E no drama destas relações se destacam o dizível e o indizível, o que pensamos saber sobre nós mesmos e os enormes esforços que empreendemos para de alguma forma existir. É um evento sobre o olhar do poder, sobre como o poder se veste, se configura e se organiza para melhor nos enquadrar; e sobre o poder do olhar, sobre como o poderoso olhar do espectador é capaz de nos desnudar”.

 
Sobre a artista

 
Entre as principais mostra individuais realizadas pela carioca Monica Barki destacam-se: Desejo, Galeria, Rio de Janeiro, 2014; Arquivo sensível, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 2011; Lady Pink etsesgarçons, Galeria Anna Maria Niemeyer, Rio de Janeiro, 2010; Collarobjeto, Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires, 2001; Colarobjeto, Galeria Nara Roesler, São Paulo, 2000;Paço Imperial, Rio de Janeiro, 2000; Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1992. Além de mostras coletivas no Brasil e no exterior, a artista destaca: Contemporary Brazilian Printmaking, International Print Center New York, Nova Iorque, 2014; Gravura em campo expandido, Estação Pinacoteca, São Paulo, 2012; Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2006; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2006; Arte Brasileira Hoje, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ, 2005; 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte, México,1998; 21ª Bienal Internacional de São Paulo, 1991. A artista possui obras nos acervos do MAM-RJ; MAM-SP; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, MG; Coleção IBM, Rio de Janeiro e São Paulo; Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, PR; Itaú Cultural, São Paulo, SP; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Coleção João Sattamini, RJ, e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza, CE, entre outras.

 

Sobre o curador

 

O carioca Frederico Dalton formou-se em cinema pela UFF e é mestre em comunicação pela UFRJ. Estudou fotografia e vídeo na Academia de Arte (Kunstakademie) de Düsseldorf (Alemanha) com Nam JunePaik e NanHoover. Professor de Artes na FUNARTE, SESC e no Ateliê da Imagem, Rio de Janeiro. Frederico Dalton também é escritor, tendo publicado o e-book “Minificções” pela Amazon.com.Seu trabalho artístico está documentado no livro intitulado “Fotomecanismos”, editado pelo Oi Futuro, Rio de Janeiro, em 2007 e em outras publicações. Vem produzindo textos para exposições e é o idealizador e curador da Galeria Transparente, uma galeria virtual que também se configura como exposição física e que teve exposições e eventos na Fundição Progresso, Sesc Friburgo e Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro, RJ.

 

 

Até 31 de março.

Na Oi Futuro/Ipanema

02/fev

A ideia central desse trabalho é que você passe por uma desconstrução, você não será tocado, a não ser que você queira. Você só vai fazer o que você quiser, mas vale a pena aproveitar tudo que for sugerido”.

 

Essas são algumas das frases distribuídas nas paredes, que o visitante encontrará, antes de percorrer as galerias do Oi Futuro, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ. Nesta exibição, Maria Lynch – em “Máquina Devir” -, uma das artistas mais criativas da atualidade, com obras no Brasil e no exterior, promete surpresas nesta exposição interativa: em cada sala, só poderão entrar dois espectadores ao mesmo tempo; eles não devem se conhecer e o tempo limite de permanência é 3 minutos.

 

Marco comemorativo dos quinze anos de carreira de Maria, a mostra aborda o retorno à infância e a desconstrução do pensamento hegemônico, além de evidenciar sua opção crescente pela performance e a imersão. Aventurando-se a princípio na pintura, a artista foi aos poucos trazendo suas formas amorfas das telas para o espaço físico. “Comecei a investigar um lugar tridimensional dessas formas”, ela conta em uma entrevista ao PIPA 2010, ao qual foi indicada. De lá para cá, Maria já apresentou performances no Paço Imperial e no MAM-Rio, além de ter vencido diversos prêmios. Uma das obras apresentadas no Oi Futuro é, aliás, oriunda de uma outra exposição internacional, dessa vez em Los Angeles, nos Estados Unidos. Com trilha sonora de Rodrigo Amarante, a instalação com bolas que ocupa a vitrine do térreo do espaço foi apresentada na galeria Wilding Cran no ano passado.

 

Para Maria, o objetivo de “Máquina Devir” é criar um espaço de instabilidade. “Procuro evidenciar que somos passíveis de criar uma nova maneira de pensar e sentir, resistindo aos valores consolidados e estabelecidos”, explica. Uma ideia que, apesar do aparente aspecto lúdico da mostra, ganha sustentação no pensamento de filósofos de renome: “Como diria Spinoza, ‘o homem só é livre somente quando entra na posse da sua potência de agir’”, conclui.

 

 

 

Até 19 de março

Lugares do delírio

31/jan

Num momento de desafios cotidianos ao que outrora pode ter parecido uma ideia inquestionável de racionalidade – como nos episódios recentes de intolerância que têm produzido violências inadmissíveis em escala local e global -, o MAR, Museu de Arte do Rio, Centro, Praça Mauá, Rio de Janeiro, RJ, inaugura em 07 de fevereiro, seu programa de exposições de 2017, com uma mostra dedicada ao delírio, força criadora que concerne a todos em sua capacidade política de reposicionar a razão. Se o século XXI tem nos impelido a rever o senso (em especial, o “bom senso” e o “senso comum”), não poderíamos fazê-lo sem reconsiderar também o “dissenso” e o nonsense, aquilo que hipoteticamente não possuiria laços de sentido. A partir dessas indagações, “Lugares do delírio” foi idealizada há mais de dois anos por seu primeiro diretor cultural, Paulo Herkenhoff. A seu convite, a curadora Tania Rivera propôs uma delicada trama de experiências, obras e projetos que dão a ver formas de resistência e de agenciamento de forças inconformes a modelos de racionalidade.
“Lugares do delírio” reúne trabalhos e práticas significativas em torno do delírio e da dimensão produtiva da loucura. Apresenta uma trama de experiências e artistas que atuaram no território da saúde mental no Brasil, especialmente a partir dos anos 1940, com o trabalho da dra. Nise da Silveira no Centro Psiquiátrico Pedro I. Curadoria de Tânia Rivera.

 

Local: 2º andar do Pavilhão de Exposições

 

No dia da abertura, 07 de fevereiro, às 16h, haverá Conversa de Galeria e performance “In Atto”, de Anna Maria Maiolino. Parte da programação da exposição “Lugares do delírio – Programa arte e sociedade no Brasil III”, a performance liga e se desenvolve entre as duas personagens: uma jovem, outra anciã e com o público circunstante. A obra se reveste de alguns aspectos de rituais e proporciona a afirmação da vida sobre a morte.
“In ATTO”: é uma obra, uma linguagem que expressa afecções. A performance liga e se desenvolve entre as duas personagens: uma jovem, outra anciã e com o público circunstante. A obra se reveste de alguns aspectos de rituais e proporciona a afirmação da vida sobre a morte. Sandra realiza uma paisagem sonora e corporal composta de vocalizações, cantos e fala. Temos voz e um corpo que se movem com grande dose de improvisação. Anna, a mulher anciã está por perto, atenta e solicita. Ela metaforicamente e simbolicamente é mestre e serva da jovem para a volta à vida.
A performance in ATTO foi apresentada primeiramente na galeria Raffaella Cortese na exposição individual da artista: CIOè em Milão, em abril de 2015. A seguir foi realizado um vídeo-documento da mesma.
Local: Térreo do Pavilhão de Exposições do MAR.

Em torno de Clarice

07/dez

Performance A Imitação da Rosa
A partir do dia 7 de dezembro, quem visitar os jardins do Museu da República, Catete, Rio de Janeiro, RJ, vai acompanhar a mãe da artista plástica Panmela Castro, dona Elizaberth, costurando um vestido de 20 metros de comprimento e 600 de tecido cor de rosa, cujo custo do foi adquirido através de campanha coletiva nas redes sociais vinculadas à artista.
Dia 10, a partir das 17h, Dona Elizabeth vai vestir a filha em um ato simbólico de passar adiante conhecimento e sabedoria. Mas não é só isso! O público feminino poderá participar da performance, assim como contribuiu na campanha, se vestindo de sabedoria e alguns metros de tecido. A nova obra de Panmela Castro fala de Sororidade: união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.
Diferente das últimas duas performances públicas de Panmela que exploravam a violência e a dor, esta obra será uma celebração. Apropriando-se da epifania na obra “A Imitação da Rosa” de Clarisse Lispector, Panmela explora questões de natureza específica entre ficção e vida, e ainda outras sobre alteridade e dualidade entre o “eu” e o “outro”.
Clarice Lispector, em muitas de suas narrativas, retrata o aprisionamento das personagens à condição feminina e o desejo de liberdade. Personagens que inicialmente se negam a escapar da rotina mecanizada e aparentemente confortável, em algum momento se deparam com o imprevisto de um súbito instante de revelação, momento privilegiado, que as leva a um processo de autoconhecimento e a um momento de lucidez. O retorno à antiga não-consciência e o equilíbrio desta falta de verdade é impossível. Na obra de Panmela, é preciso entender a necessidade de cooperação entre mulheres e desconstruir a imagem existente de competição.
Com o objetivo de homenagear a escritora Clarice Lispector no dia do seu aniversário, 10 de dezembro, a curadora Isabel Portela da Galeria do Lago do Museu da República propõe a ocupação dos espaços de arte contemporânea do Museu com uma exposição intitulada “Somos todos Clarice”, que apresentará trabalhos de 20 artistas atuantes no cenário carioca inspirados em textos da escritora: Adrianna Eu, Alessandro Sartore, Bianca Madruga, Claudia Hersz, Denise Adams, Helena Trindade, Joaquim Paiva, Jozias Benedicto, Julia Debassi, Katia Wille, Laura Gorski, Manoel Novello, Panmela Castro, Patrizia D’Angello, Pedro Gandra, Regina Vater, Renata Cruz, Thais Beltrame, Virginia Paiva.

 

 

Clarice e o Palácio do Catete
Em 1940, após a morte de seu pai Pedro Lispector, Clarice e sua irmã Elisa se mudam para a residência de Tania que se casara em 1938, com William Kaufmann –, situada à rua Silveira Martins, 76, casa 11, no bairro do Catete, na vila chamada de Condomínio Bairro Saavedra, vizinha ao Palácio do Catete. Neste período a escritora, que já havia tido um conto seu publicado em um jornal semanário, estava se dedicando fortemente à escrita. O Palácio do Catete, antigo Palacete Nova Friburgo, foi construído na segunda metade do Século XIX como moradia da família de António Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, uma das maiores fortunas do Segundo Império, negociante de escravos e produtor de café.
Além do palácio, a residência mais suntuosa da época, há um imenso jardim que chegava às areias da Praia do Flamengo. Adquirido pelo governo brasileiro como residência dos presidentes, o Palácio do Catete era certamente o centro da vida política e social carioca. Após a mudança da Capital Federal para Brasília, o Palácio do Catete foi transformado em Museu da República, instituição na qual está instalada há 13 anos uma Galeria de Arte Contemporânea, a Galeria do Lago, com uma programação voltada para a exibição de projetos artísticos que se referenciem à história e ao acervo do Museu, no espaço principal da Galeria e em sua extensão, no Coreto, além de propostas que utilizem o Jardim e seus equipamentos, ou mesmo o prédio principal do Museu.

 
A Trajetória de Panmela Castro
Dedicada a pensar as questões relativas ao gênero, Panmela não pode deixar de lembrar que sua performance acontece no último dia da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, mobilização mundial pelo fim da violência de gênero. Andarilha, Panmela viaja o mundo pintando muros por cidades como Johanesburgo, Paris, Washington e pelo menos dez países diferentes do globo. Este ano criou um mural de 300 m2 na fachada do primeiro museu de street art do mundo, o Urban Nation em Berlin; já passou três vezes pela cidade de Nova York, onde trabalha em um quarteirão inteiro de pinturas que cerceiam o Andrew Freedman Complex, além de ter criado o mural da Deusa da Vitória no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro. Ainda em Dezembro visita o bairro de Wynwood em Miami, famoso por possuir obras de street art dos principais artistas do mundo, inclusive uma sua, que ocupa 100 m2. Já em 2017 Panmela vai pintar uma empena comemorativa Dia da Mulher a convite do prefeito de Jersey City, vai voltar a Berlin para participar da exposição de abertura do Museu Urban Nation e ainda pretende realizar sua primeira performance na cidade de São Paulo. Panmela ressalta que durante o processo de construção de seus murais, o que mais passou a lhe interessar não é o resultado da parede, mas sim o processo de estar nas ruas e sua relação com as pessoas e a cidade, e foi através da performance que conseguiu transformar estas experiências em arte e apresentar para o público.

 

 

De 11 de dezembro de 2016 a 10 de março de 2017.

ArtRio Carioca

Obras de grandes nomes da arte moderna e contemporânea estarão na primeira edição da ArtRio Carioca. O evento é um desdobramento da Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro e vai acontecer entre os dias 08 e 11 de dezembro, no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca.

 
A feira de arte, que tem a participação exclusiva de galerias da cidade, amplia o calendário de ações da plataforma ArtRio e promove mais uma oportunidade para colecionadores e interessados em arte de ter acesso a uma seleção de trabalhos de importantes galerias.

 
Reconhecida como uma cidade com forte vocação cultural, o Rio reúne um público cada vez mais crescente em exposições e eventos de artes. Além da feira, em paralelo ao evento irão acontecer palestras sobre arte, mercado e colecionismo, com início já no mês de novembro.

 
A ArtRio CARIOCA é um projeto da BEX, produtora cultural especializada em artes visuais, cuja atuação tem sido um diferencial no cenário brasileiro, com ações e projetos que integram as instituições, galerias, artistas e curadores, formando novas audiências, estimulando o colecionismo e o crescimento do mercado das artes visuais.

 

 

Galerias participantes:

 
A Gentil Carioca, Anita Schwartz Galeria de Arte, Athena Contemporânea, Athena Galeria, Artur Fidalgo, Almacén Thebaldi, Colecionador Escritório de Arte, Galeria Movimento, Galeria da Gávea, Galeria Nara Roesler, Galeria de Arte Ipanema, Galeria INOX, Gustavo Rebello, Jacarandá, LURIXS: arte contemporânea, Marcia Barrozo do Amaral, Mul.ti.plo Espaço Arte, Silvia Cintra + Box 4, Pinakotheke, Ronie Mesquita, UQ! Editions e Um Galeria.

Performance no MAM SP

01/nov

No dia 06 de novembro, domingo, a partir das 13hs, o artista russo Fyodor Pavlov-Andreevich dirige a performance inédita “Domingo Adentro” no Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, SP, em que coloca dez educadores do museu à disposição do público visitante do Parque Ibirapuera para conversar sobre temas diversos da atualidade. Com cinco horas de duração, a ação acontece na marquise no MAM, em frente à parede de vidro da Grande Sala, onde serão colocadas dez mesas, dez banquetas e vinte cadeiras para que os participantes debatam, mediados por um júri formado pelo próprio público. A cada trinta minutos, o bate-papo deve ser finalizado e iniciada uma nova discussão.

 

Idealizador da performance, Fyodor propõe que durante todo o período de duração os dez educadores do museu permaneçam sentados, cada um em uma mesa, dando espaço para que o público também possa se sentar tanto como o debatedor, ocupando uma cadeira livre, ou como júri do debate, sentando-se na banqueta para mediar as conversas. Haverá, inclusive, um educador surdo para que também tenham debates em Libras.

 

O objetivo é produzir discussões que reflitam sobre as relações entre sujeitos e instituições, espaços públicos e cidadania e o papel do privado no ambiente público. Assuntos como amor, vida, arte, casa, rua, família, noite, festa, drogas, violência, medo, raça, corpo, sexo, morte e futuro, a serem escolhidos pelo participante, serão dialogados em sessões de 30 minutos, tomando diferentes rumos de acordo com conhecimentos e experiências pessoais de cada um.

 

O júri, que supervisiona o debate, dispõe de uma sineta que deve ser acionada quando o bate-papo não estiver atingindo o objetivo ou se ocorrerem casos de ofensas ou manifestações preconceituosas, e, até mesmo, se a conversa estiver tediosa. Nesse embate, público e museu se juntam para desenvolver conversas pertinentes às ocupações que fazem do mesmo espaço no Parque Ibirapuera.

 

 

Educação como matéria-prima

 

Em abril deste ano, na exposição “Educação como matéria-prima”mostra do MAM que discutiu processos pedagógicos na arte, o artista Fyodor Pavlov-Andreevich realizou pela primeira vez a performance “Um retrato com o artista e o vazio”, onde posou como modelo vivo nu para o público desenhá-lo e também se juntar a ele como modelo. O objetivo era repensar o papel de modelos vivos no ambiente acadêmico das escolas de arte e a distância estabelecida entre o desenhista e o modelo, além do tabu da nudez em espaços públicos.

 

Sobre o artista

 

Fyodor Pavlov-Andreevich é russo e vive entre Moscou, Londres e São Paulo. É artista, curador, escritor, diretor de teatro e cineasta. Recentes trabalhos incluem Hygiene (2009), performance nos Deitch Projects (NY); My Mouth is a Temple (2009), instalação no Marina Abramovic Presents, no Festival Internacional de Manchester; Whose Smell is This (2010) instalação  especial para feiras Armory/Volta, em NY; EGOBOX (2010) instalação/performance no Festival Internacional de Performance de Moscou; My Water Is Your Water (2010), instalação/performance curada por Maria Montero (Galeria Luciana Brito, Bienal de SP 2010); The Great Vodka River, escultura/performance Art Basel Miami Beach;  Laughterlife (2013) um show solo e performance comissionados pelo Centro Cultural São Paulo; Fyodor’s Performance Carousel, instalação site specific em colaboração com nove artistas no Faena Arts Center (BA); O Batatódromo (2015) escultura performática no CCBB Brasília; e Um retrato com o artista e o vazio (2016), performance na exposição Educação como matéria prima, no MAM de São Paulo.

 

Formas de Maria Vasco

06/out

Maria Vasco é uma artista multimídia. Passeia pela poesia e música, mas é nas artes plásticas que sua criatividade transborda, há 49 anos. No dia 13 de outubro, às 19h, numa celebração do seu aniversário, ela apresenta a exposição “INCONES”, na HRocha Galeria, Shopping Cassino Atlântico, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. Os cones, forma geométrica que desde 2002 é peça de resistência em seu trabalho, já deram origem a obras lúdicas de planeta e bichos. Desta vez, confeccionados em tecido pintado e imantados, os cones caminham sobre 13 esculturas geométricas em ferro, produzindo uma obra dinâmica que permite total interatividade do público com as peças.

 

“A obra não é estática. Ela convida o espectador a participar da criação, instiga o olhar. “Volpiniando”, no lugar das bandeirinhas, pirei no cone e criei uma brincadeira que pode agradar crianças de 1 a 100 anos”, explica, com muito humor, a artista. Maria Vasco, que foi a primeira porta-estandarte da Banda de Ipanema, compôs com Luiz Brasil e Ary Dias a música “Tandan” que embala a performance que será apresentada no dia da vernissage, numa interação da atriz Renata Matos com uma instalação de fios elétricos e cone de tecido e já compôs com Paulinho da Viola, Paulo Moura, Armandinho, Moraes Moreira, além de ter lançado um livro de poemas eróticos com capa de Chico Caruso.

 

A mostra é composta por 13 esculturas que permitem uma interatividade do público com as obras. Na vernissage haverá uma performance na qual a atriz Renata Matos irá interagir com uma instalação de fios elétricos e cone de tecido. E a música que embala a performance foi idealizada pela própria artista, em parceria com Luiz Brasil e Ary Dias.

 

 

Sobre a artista

 

Maria Vasco começou sua carreira há 49 anos, pelas mãos de Djanira e estudou composição e desenho com Frank Sheaffer. Seu primeiro trabalho com cones aconteceu por acaso, a partir de um coador de pano, transformado em uma grande escultura. Sua exposição individual mais recente aconteceu no ano passado, na Galeria Cândido Mendes, em Ipanema. Como compositora, é parceira de Paulinho da Viola, Paulo Moura, Armandinho, Moraes Moreira, Luiz Brasil, Ary Dias e Toni Costa, além de já ter lançado um livro de poemas eróticos com capa do amigo Chico Caruso, que, aliás, se intitula “freguês” antigo e escreve sobre a nova exposição: “Maria Vasco, escultora, cada vez melhor.

 

 

De 13 de outubro a 19 de novembro.

 “Ponto Transição”, na Fundição Progresso

19/set

A exposição “Ponto Transição” do Centro de Artes Visuais da Funarte / MinC, na Fundição Progresso, foi prorrogada até o próximo dia 25 de setembro, domingo. Para marcar o encerramento haverá a palestra “Câmera inversa”, de Paula Trope, na Sala Multiuso, a performance “Atos escultóricos”, do artista Franklin Cassaro, e diversas outras ações performáticas da Galeria Transparente, no foyer do primeiro andar.

 

A mostra reúne trabalhos de mais de trinta artistas e coletivos contemporâneos de diversas linguagens e tendências, com intervenções, poemas visuais, instalações, vídeos, e outras formas de múltipla expressão artística, além de uma intensa programação de performances e conversas abertas ao público. A curadoria artística é de Luiza Interlenghi, Sonia Salcedo del Castillo e Xico Chaves, do Centro de Artes Visuais da Funarte/MinC, e a entrada é gratuita. A exposição está aberta diariamente, das 13h às 22h, transformou a Fundição Progresso no ponto das artes visuais durante os Jogos Paralímpicos. Estarão disponíveis ao público um folder e legendas das obras também com versão em braile.