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AGENDA CULTURAL

A QUADRATURA DO CÍRCULO

30/jul

A Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, retoma a série “A Revolução tem que ser feita pouco a pouco”, um programa anual de exposições, sob curadoria de Jacopo Crivelli Visconti. A mostra propõe ao visitante diferentes leituras sobre a produção contemporânea, independentemente de seu quadro de artistas. A segunda parte das quatro que completarão a série “A quadratura do círculo”, apresenta obras que buscam fundir o transitório e o eterno. O curador partiu da célebre definição de Baudelaire, em “O pintor da vida moderna” afirmou: “a modernidade é o transitório, o fugitivo, o contingente, a metade da arte, cuja outra metade é o eterno e o imutável”.

 

Em “A quadratura do círculo”, Jacopo selecionou 15 trabalhos de cinco artistas que trazem uma situação, um evento ou um dado acessório ou pessoal, na maioria das vezes aparentemente insignificante mas que, ao ser incorporado à obra, torna-se “eterno e imutável”.

 

Francesco Arena usa lápide e nomes para ao contrário de tentar imortalizá-los, apagá-los, enquanto Nuno Sousa Vieira retira do armazém onde funcionou a fábrica do pai a matéria prima de suas esculturas. Por sua vez, o desenho realizado por Carla Chaim na parede da galeria, efêmero e, contudo, imortalizado em vídeo, traz as dimensões que resultam nas medidas do corpo da artista. Outro trabalho que guarda a memória do corpo é a série sobre papel concebida por Célia Euvaldo há mais de vinte anos, cujas formas eram definidas pela extensão de seu braço. Já Felix Gmelin tenta capturar em suas pinturas a essência de um enigmático vídeo caseiro feito pelo pai, muitos anos antes.

 

A palavra de Jacopo Crivelli Visconti

 

A frase que dá nome à série “A Revolução tem que ser feita pouco a pouco”, explica Jacopo, foi retirada de uma entrevista recente de Paulo Mendes da Rocha, que remetia à necessidade de uma revolução nas metodologias da construção civil e, metonimicamente, na cidade e na sociedade como um todo. “No novo contexto, a frase mantém seu fascínio, mas adquire outros significados, apontando, em primeiro lugar, para a necessidade constante de uma galeria de arte de transformar-se, acompanhando as mudanças incessantes da produção artística e (aqui também poder-se-ia falar em metonímia, ou até em premonição) da sociedade”.

 

“Fundir o transitório com o eterno, o que é contingente, efêmero, íntimo, único e pessoal, com o que é eterno, público e universal, é o desafio impossível, a quadratura do círculo proposta pelas obras que integram esta segunda parte de A revolução tem que ser feita pouco a pouco”, explica o curador.

 

Até 18 de agosto.

ADRIANA BARRETO

A galeria Amarelonegro Arte Contemporânea, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a exposição individual “Em preto e branco” de Adriana Barreto. Nesta mostra Adriana Barreto apresenta pinturas da série “Notações” além de esculturas, fotografias e um vídeo. A predominância das cores preto e branco nas suas pinturas e esculturas revela uma estética reducionista que caracteriza toda a sua produção.  As obras da artista conciliam meios diversos como a dança, o cinema ou as artes visuais. O confronto entre a matéria e as linhas destas pinturas sugere corpos em movimento numa dança contínua. Em suas esculturas, a organicidade das formas estão submetidas a um rigoroso exercício de equilíbrio. Tais como corpos, mantêm-se de pé pelo equilíbrio e pela gravidade. Noutros casos, tombam, mantendo-se totalmente ao chão. Transitando também pelos meios tecnológicos, Adriana apresenta a série fotográfica “No côncavo da mão” além do vídeo “O menor espaço para o corpo”. Em suas fotografias a mão é apresentada como um lugar-espaço orgânico capaz de moldar (e agregar) tudo que é matéria; no vídeo, uma bailarina caminha nas pontas dos pés lutando pelo equilíbrio e revelando lugares ao marcar cada passo.

 

Até 24 de agosto

ANGELO VENOSA NO MAM RIO

Angelo Venosa

A maior exposição individual do artista plástico Angelo Venosa, que está completando 30 anos de carreira, foi aberta no MAM-Rio, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. A curadoria é de Ligia Canongia. Algumas das obras expostas foram criadas especialmente para esta ocasião. Foram reunidos 35 trabalhos de diversas fases sendo três deles inéditos.

 

No acervo apresentado, destacam-se três das quatro esculturas sem título apresentadas na edição de 1987 da Bienal Internacional de São Paulo. As figuras lembram tentáculos de animais marinhos, mas a comparação é rejeitada pelo autor. “Elas não fazem referência a algo; não representam nada fora delas mesmas”, diz o artista. Todas impressionam pelo tamanho: a maior delas, exposta como um pêndulo preso ao teto, tem 5 metros de altura. Em 30 anos de carreira, Angelo Venosa tem como marca obras que se transformam. Vidros em várias dimensões, esculturas gigantescas, semelhantes a fósseis pré-históricos. Uma fronteira entre o sombrio e o extraordinário.

 

O trabalho do artista vai além das aparências. Em muitas das obras, é possível enxergar a estrutura de um corpo. O escultor sugere quase sempre um jogo entre vida e morte, realidade e ficção.

 

Sobre o artista

 

Nascido em São Paulo, Angelo Venosa mudou-se nos anos 70 para o Rio de Janeiro, onde se formou na Escola Superior de Desenho Industrial. Em 1983 exibiu seus trabalhos para o público pela primeira vez como integrante de uma coletiva na Fundação Casa de Rui Barbosa. O artista, depois de trabalhar com pintura, tornou-se um dos poucos da Geração 80 a voltar sua produção inteiramente para a escultura. Dedicado às formas tridimensionais a partir de 1984, construiu uma sólida carreira. É o autor de cinco obras públicas espalhadas por quatro cidades brasileiras, a exemplo da popular “Baleia”, situada no fim da praia do Leme no Rio de Janeiro.

 

Até 23 de setembro.

CRUZ DIEZ: COR NO ESPAÇO E NO TEMPO

25/jul

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, Estação da Luz, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Carlos Cruz-Diez: A cor no espaço e no tempo”, com cerca de 150 obras, entre pinturas, gravuras, ambientes cromáticos, desenhos e vídeos.

 

A exposição refaz a trajetória do artista, desde suas pinturas figurativas a óleo, raramente vistas, realizadas nos anos 1940, até explorações plenas de cor em movimento, anos 2000. Entre os trabalhos apresentados está a série cores físicas que consiste em uma sequência de linhas coloridas alinhadas verticalmente e de filtros refletores que são modificados conforme o ângulo da luz ambiente e da posição do observador, projetando, assim, a cor no espaço e criando um efeito que evolui continuamente, dependendo do deslocamento do observador.

 

Cerca de 50 “Fisicromias” são expostas pela primeira vez, revelando os oito estágios que marcam a evolução conceitual e tecnológica da série: desde madeira cortada e pintada à mão e peças de papelão até o emprego de tiras de alumínio e tecnologia de impressão digital. “Cor aditiva” e “Indução cromática”, ambas de 1963, são duas séries de trabalhos que estão inter-relacionadas e têm por base a impressão ou persistência retiniana, “afterimage”, que leva a retina do observador a produzir uma terceira cor virtual quando confrontada com duas cores complementares em um plano.

 

As peças que dão título à mostra, cor no espaço e no tempo, serão exibidas em três ambientes diferentes. No espaço central do museu, Octógono, os visitantes encontrarão “Cromointerferência”, 1964-2012. Trata-se de um grande espaço branco no qual dois planos de cor ondulam constantemente em faixas projetadas nas paredes e no piso, dissolvendo em cor os volumes ao redor, inclusive os corpos dos observadores. Ainda fora das salas de exposição, será apresentado “Transcromia”, 1965-2010, formada por conjuntos de lâminas que estarão dispostos em quatro vãos dos corredores que dão acesso à entrada da mostra. A última, “Cromosaturação”, 1965-2004, consiste em uma sequência de três espaços independentes em que Cruz-Diez isola a cor “crua” e cria um display com efeitos de puro cromatismo.

 

Completando a exposição, serão exibidos os projetos arquitetônicos de Cruz-Diez e suas intervenções no cenário urbano, desde calçadas para pedestres até usinas hidroelétricas, passando por silos de trigo e, ainda, dois vídeos sobre o processo do artista e sobre as máquinas e ferramentas ad hoc que ele inventou para realizar diversas obras.

 

A mostra traz uma seleção de obras que pertencem ao acervo da Cruz-Diez Foundation no MFAH, e ao Atelier Cruz-Diez em Paris e no Panamá, além de coleções públicas e particulares na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e nos Estados Unidos.

 

“Geralmente considerada no contexto da arte cinética, a importância da grande obra que Cruz-Diez produziu desde a década de 1950 vai além das questões de movimento, vibração e pura retinalidade. Desde o início, Cruz-Diez concentrou sua pesquisa e seus experimentos em uma questão crítica: a investigação da cor como um organismo vivo em constante estado de transformação. Esta exposição tem por objetivo mostrar suas conquistas inéditas e radicais nesta área,” afirma a curadora Mari Carmen Ramirez.

AVESSO DO AVESSO

A Galeria Movimento, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, recebe o ilustrador, designer e artista gráfico Mateu Velasco com a exposição ” Avesso do avesso”. A mostra reúne uma coleção de obras, editadas pelo marchand Ricardo Kimaid, criadas pelo artista durante o ano. As novas obras envolvem o telespectador na inquietação do artista com o “tempo” e a “vida corrida contemporânea” com a necessidade de pesquisar novos materiais e linguagens. Obcecado pelo universo humano e pelo comportamento urbano, Mateu é conhecido pelos personagens com cabeças pensantes cheias de cabelos e objetos voadores, cores que provocam poesia nas formas leves e delicadas.

 

Em ” Avesso do avesso”, Mateu Velasco expõe uma série de gravuras em metal, pinturas em madeira e telas inéditas. Nas obras criadas em madeira, o artista usa tinta, pastel, lápis de cor e acrílica com spray.

 

Mateu consegue refletir o dia-a-dia e decifrá-lo em suas obras. Daí surgem personagens lúdicos como mulheres nadando, fantasiadas, andando de skate ou simplesmente paradas olhando para o nada. No processo de construção das gravuras, ranhuras e texturas buscam imperfeições que foram deixadas no tempo e suas gravuras ganharam detalhes coloridos de tinta como pingo de chuva, aro de bikes e folhagens delicadas.

 

Durante a exposição e para criar na galeria o vazio do “avesso”, que simbolizam recomeço, repensar, vivenciar, Mateu cria um ambiente novo com elementos da natureza como tronco de árvores, folhas secas e som ambiente.

 

O artista que já criou estampas para marcas cariocas como Ecletic, Cantão,Maria Filó, Nike e Adriana Barra, acabou de desenvolver um mapa ilustrado do Rio de Janeiro com as comunidades pacificadas. O artista vê seu trabalho cada vez mais se distanciar do universo do grafiteiro.

 

“Eu procurava temas para as novas obras. Em como ia conduzir. Primeiro pintei, depois o processo se voltou para gravuras e ficou claro que eu estava falando do avesso do que vivemos hoje… Avessa é a natureza do ser humano. O ser humano é o próprio avesso! … Nao estou apegado a nenhum suporte. O próximo passo é transformar em tridimensional as gravuras em metal. Trabalho antigo, que já tinha retomado e que estou encantado”. Explica o artista.

 

 

De 02 a 31 de agosto.

TRAMAS EXIBE GUEL SILVEIRA

Guel Silveira

Chama-se “Dobras” a primeira exposição individual do artista plástico baiano Guel Silveira na Tramas Galeria de Arte, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. Guel recebeu em casa suas primeiras orientações artísticas, pois é filho do também pintor, o sergipano Jenner Augusto, um dos ícones da arte moderna de Sergipe e da Bahia. Desconstruindo sua origem o artista nunca seguiu o estilo de seu pai e desenvolveu sua própria linguagem, criando um tipo de abstração, com formas espontâneas e geométricas ao mesmo tempo. A curadoria é do crítico de arte Geraldo Edson de Andrade, Presidente de Honra da Associação Brasileira de Críticos de Arte.

 

A palavra de Jorge Amado

 

“Num tratamento abstrato, Guel consegue que a forma se materialize em cor, num espaço onde volumes enumerados em sequência matemática buscam o infinito. Busca pesquisa, experiência iniciada, dura vontade de saber, de conhecer e descobrir. Todos os caminhos estão abertos ao moço Guel, a partir desta arte que contemplo, tomado pelo vigor e pela paixão do artista, dessa juventude esplêndida capaz de ser ao mesmo tempo negação e afirmação, o hoje e o amanhã”.

 

De 02 a 18 de agosto.

ERNESTO NETO EM SP

24/jul

O artista plástico Ernesto Neto cada vez mais apresenta e desenvolve instalações monumentais de perfeita interação com o público. O artista segue desenvolvendo pesquisas nessa direção, agora explorada de maneira ainda mais aprofundada e criativa como em “Não Tenha Medo do Seu Corpo” trabalho dividido entre o Galpão, Barra Funda, e a Galeria Fortes Vilaça, Vila Madalena, São Paulo, SP. O artista trabalhou com uma equipe de dezoito assistentes na confecção do material, e os trabalhos possuem títulos bem-humorados, a exemplo de “NósTodosJuntos,VírgulaVirgulina”.

 

Em 2010, Ernesto Neto exibiu uma nova fase de sua carreira na mostra “Dengo”, que ganhou espaço no Museu de Arte Moderna de São Paulo. A montagem apresentava camas e estalactites feitas de crochê com corda de poliéster e polipropileno com preenchimento de bolinhas de plástico. Naquele ano a exposição atraiu famílias inteiras e crianças.

 

Na atual exibição, para percorrer os espaços da galeria o visitante tem que tirar os sapatos, pisar num tapete e pode sentar-se em esculturas em forma de balanço. No segundo piso, relevos de parede utilizam utilizam bolas de gude. No galpão da Barra Funda estão as obras de grande porte, uma delas atinge 6 metros de altura.

 

Para Jonas Lopes, da Revista Veja-São Paulo “…ao proporcionar ao espectador não só o entretenimento da interatividade mas também prazer estético nas inúmeras variações cromáticas nas cordas, Neto comprova ser um dos mais talentosos escultores de sua geração”.

 

Até 18 de agosto.

 

ARQUEOLOGIA DA PERDA

A Anita Schwartz Galeria de Arte, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, exibe a exposição “Arqueologia da Perda” com obras inéditas da artista carioca Daisy Xavier ocupando todo o espaço expositivo da galeria.

 

No primeiro andar, um conjunto formado por uma instalação com 11 lanças de madeira (uma referência ao tríptico “A Batalha de São Romano” de Paolo Ucello, que data do século XV); 15 esculturas, feitas em madeira e vidro, que incluem uma série de três trabalhos de parede feitos com madeira, lente de aumento e ouro e ainda seis desenhos inéditos em óleo e nanquim sobre papel. No terceiro andar, uma pintura em grande formato, seis pinturas pequenas, desenhos feitos em nanquim e uma escultura de madeira e vidro. No contêiner a artista apresenta o vídeo “Mar sem orla” de 2010. No espaço térreo, com 200 metros quadrados e pé direito de mais de sete metros, Daisy Xavier mostra esculturas inéditas, de chão e de parede, de uma nova pesquisa que começou a desenvolver este ano utilizando partes de móveis antigos, principalmente cadeiras. No mesmo salão, uma serie inédita de três objetos de parede, intitulada ”Simetrias”, feita a partir de pedaços de cadeiras antigas, encurvadas e arredondadas.

 

A palavra da artista

 

“Me interessam os veios, as curvas desses pedaços de móveis. A riqueza com a qual a madeira era esculpida antigamente dá uma ideia de fluidez e de movimento. Aproveito para abstrair o que era um móvel e criar apenas linhas, um desenho em três dimensões” afirma Daysi Xavier. Junto a essas peças de madeira, estão objetos de vidro, todos no mesmo tom de azul, que fazem referência à água, um tema recorrente em trabalhos da artista. Esses vidros aparecem quebrados, mas sempre lembram a forma do objeto perdido. “São pedaços de vidro quebrados, mas não são cacos, eles trazem a memória de algo que se quebrou. Gosto de manter esses pedaços como se fosse um objeto que pode ser remontado. O título da exposição ‘Arqueologia da Perda’ implica nessa possibilidade de reconstrução” explica a artista.

 

 

Até 18 de agosto.

 

GIACOMETTI NO MAM-RIO

23/jul

Alberto Giacometti

 

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a exposição “Alberto Giacometti – Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti, Paris”, primeira retrospectiva no continente sul-americano do escultor, pintor e desenhista Alberto Giacometti, um dos artistas mais importantes do século XX. A exposição tem curadoria de Véronique Wiesinger, diretora da Fondation Alberto et Annette Giacometti, Paris, e conta com cerca de 280 obras provenientes da Fondation, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias e artes decorativas, realizadas entre os anos 1910 e 1960. Ao lado das obras da Fondation, está exposta a peça “Quatro mulheres sobre base”, de1950, pertencente ao MAM Rio – único acervo público da América Latina a possuir um trabalho do artista.

 

A palavra do presidente do MAM

 

Alberto Giacometti (1901-1966) é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes artistas do século XX. Iniciou sua forma­ção em Genebra e mudou-se para Paris no início dos anos 20, época em que conheceu alguns dos principais pintores dada­ístas, cubistas e surrealistas que influenciaram o seu início de carreira. Nos anos 30 aderiu ao movimento surrealista, período em que produziu algumas obras fundamentais para a caracter­ização de sua escultura. Em seus trabalhos realizados depois da Segunda Guerra Mundial, onde a figura humana protagoniza as suas pesquisas plásticas, recupera a capacidade expressiva da imagem e do objeto, acompanhando a tendência neofigurativa da época.

 

O conjunto de sua obra representou uma contribuição ímpar para a arte moderna, tendo ressonâncias que repercutem até hoje, em diversas manifestações contemporâneas. Além de ser referencial para seus pares, a obra deste grande artista suíço radicado na França tem o raro dom de despertar o interesse tanto de amantes da arte quanto do público em geral. Esse enorme alcance talvez se dê pelo aspecto singelo das primeiras esculturas, que lembram brincadeiras infantis, pela delicadeza das memoráveis figuras longas e esguias ou ainda pela con­tundência dos retratos, pinturas emblemáticas da condição de incomunicabilidade do homem.

 

Assim, o Museu de Arte Moderna apresenta a exposição Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacom­etti, Paris – com obras das diversas linguagens com as quais o artista trabalhou – graças à generosidade da Fondation Alberto et Annette Giacometti, a contribuição de nosso patrocinador, TenarisConfab e Techint Engenharia e Construção, e de nossos parceiros: a Pinacoteca do Estado de São Paulo, a Fundación Proa de Buenos Aires e a Base7. A todos eles, nossos maiores e mais profundos agradecimentos.

 

Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand

 

 

Até 16 de setembro.

FARNESE NO MUSEU DO PONTAL

19/jul

O Museu Casa do Pontal, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ, exibe “Liturgias Contemporâneas: Farnese de Andrade e ex-votos”, exposição composta de 150 ex-votos da coleção da casa  e cerca de 15 obras de Farnese de Andrade cedidas por instituições museológicas e colecionadores. O Museu Casa do Pontal é a maior instituição de arte popular do país e possui um acervo tombado de oito mil obras. A mostra tem curadoria da antropóloga Angela Mascelani, diretora do museu, e dá sequência aos diálogos entre arte popular e contemporânea que a instituição começou a promover no ano passado com a mostra “Máquinas poéticas”, de Abraham Palatnik, que unia as obras do artista contemporâneo às de Adalton Lopes, artista popular.

A exibição atual focaliza objetos criados pelo consagrado artista plástico mineiro Farnese de Andrade que dialogam com os ex-votos, oferenda popular destinada a Deus ou a um santo que tem como objetivo agradecer por uma graça alcançada ou materializar um pedido à divindade. Nos trabalhos de Farnese percebe-se claramente a apropriação dos ex-votos para “criar uma terceira expressão artística: uma interseção entre o popular e o contemporâneo”.

 

Sobre Farnese 

 

Pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador, nasceu em Araguari, MG, 1926  e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, 1996. Artista múltiplo em cuja produção vida e arte se enlaçam de maneira inseparável dando origem a uma obra de características pessoais. Com seus objetos Farnese tornou-se um caso único na arte brasileira, um verdadeiro artista de culto. Hoje o artista possui obras nos principais acervos nacionais.

 

Até 22 de setembro.

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