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AGENDA CULTURAL

Los Carpinteros no Rio

06/jun

Composta por mais de 70 obras, “Objeto Vital”, cartaz do CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ, reúne parte da obra do coletivo artístico Los Carpinteros desde suas origens até hoje. A exposição pretende desvendar esse conceito da “vitalidade” que os objetos ganham através da arte, e essa descoberta é proposta por meio de uma arqueologia da obra dos artistas. Esta é a maior exposição já montada pelo coletivo cubano que apresenta três eixos temáticos: objeto do ofício, objeto possuído e espaço-objeto. Por meio da utilização criativa da arquitetura, da escultura e do design, os artistas exploram o choque entre função e objeto com uma forte crítica e apelo social de cunho sagaz e bem-humorado. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para esta exposição. A curadoria traz a assinatura de Rodolfo de Athayde. No dia 03 de maio aconteceu uma palestra com os artistas Marco Castillo e Dagoberto Rodriguez.

 

 

Sobre Los Carpinteros

 

O coletivo Los Carpinteros foi fundado em 1992 por Alexandre Arrechea, Dagoberto Rodriguez e Marco Castillo, e manteve-se essa configuração até 2003, ano em que Alexandre Arrechea sai do coletivo para cumprir carreira solo.

 

 

 

Até 02 de agosto.

Jaildo Marinho no MAM-Rio

Artista brasileiro radicado em Paris há mais de 20 anos, Jaildo Marinho apresenta sua produção recente na mostra “Cristalização” no MAM-Rio, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. Formada por 13 pinturas, uma instalação e cinco esculturas, a mostra é uma releitura da abstração geométrico-construtiva que exerceu prolongada influência na arte moderna brasileira. Ao integrar nestas obras elementos formais construtivistas e materiais clássicos (mármore de Carrara, por exemplo), Jaildo Marinho os ressignifica no universo híbrido da produção contemporânea. A curadoria é de Jacques Leenhardt. Uma realização da Pinakotheke Cultural (leia-se Max Perlingeiro).

 

 

Cristalização de Jaildo Marinho

 

por Jacques Leenhardt

 

Esta exposição de Jaildo Marinho está organizada em torno de uma instalação central: “Cristalização”, obra de 2017. Em um ambiente impregnado pelas cores da ametista, essa peça é construída em redor de um vazio: essa é, em geologia, a condição para que o tempo infinito dos processos minerais venha a formar cristais que, ao se desenvolverem livremente, acabam constituindo um geodo. Emblema da exposição inteira, essa estrutura cristalina reproduz, na escala do museu, o longo processo através do qual se elabora o mundo mineral, mediante reduplicações e simetria.

 

Flávio de Carvalho declarava em seu Manifesto para o Salão de Maio de 1939: “A arte abstrata, safando-se do inconsciente ancestral, libertando-se do narcisismo da representação figurada, da sujeira e da selvageria do homem, introduz no mundo plástico um aspecto higiênico: a linha livre e a cor pura, quantidades pertencentes ao mundo de raciocínio puro, a um mundo não subjetivo que tende ao neutro.” A exposição de Jaildo Marinho constitui uma reflexão profundamente renovada a partir de Mondrian e do neoconcretismo brasileiro, o de Hélio Oiticica e de Waldemar Cordeiro.

 

A geração de artistas da qual Jaildo faz parte pensa imediatamente em termos de espaço perceptivo e, portanto, também de espaço de museu. A obra deixa de ser considerada em sua autonomia de objeto confinado em si mesmo. Ela pertence, de imediato, a um conjunto: cada parte traz a sua contribuição para a exposição, como um todo que oferece a moldura em que cada elemento adquire o seu sentido.

 

Ao colocar a sua exposição sob o signo da cristalização, Jaildo impõe a evidência dinâmica da repetição, do efeito especular e da estrutura abismal enquanto princípios composicionais.

 

Ao conferir uma importância particular à luz e às suas variações em Cristalização, Jaildo Marinho reposiciona o espectador e a sua sensibilidade no âmago do processo artístico. A pulsação da luz no geodo assinala o face a face entre o tempo da visita, sensível e movente, que ritma a existência do observador, por um lado, e, por outro, o tempo mineral secular que arbitra a fabricação do cristal. A tensão entre essas duas temporalidades abre à força, aqui, as portas misteriosas do incomensurável. A vida – a pequena diferença que nos faz existir em sua fragilidade apreensiva, simbolizada pelo fluxo colorido da luz – é confrontada com o rigor cristalino das telas. A pujança enigmática desse dispositivo submerge o espectador em frente ao choque entre os jogos incertos de sua própria memória e a insuperável fixidez do tempo mineral. Eis uma experiência estética única que enfatiza o valor inestimável desta exposição de Jaildo Marinho.

 

 

 

Até 02 de julho.

Poesia na Caixa/Rio

02/jun

A CAIXA Cultural, Centro, Rio de Janeiro, RJ, reúne em sua Galeria 1, no dia 10 de junho (sábado), às 16hs, personagens de destaque da cena poética local e de outros estados no grande sarau de abertura da exposição “Poesia agora”. A mostra exibe trabalhos dos principais poetas em atividade no Brasil, fazendo um mapeamento do cenário da poesia contemporânea nacional, além de inspirar o público a criar seus próprios versos. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.
Com curadoria de Lucas Viriato, criador do jornal de literatura “Plástico Bolha”, a exposição traz uma coletânea do trabalho de mais de 500 poetas brasileiros e estrangeiros, entre textos, livros, vídeos, fotos, registros sonoros e saraus. A ideia é abrir espaço para o trabalho de poetas em atividade que, apesar de serem pouco conhecidos, possuem uma produção relevante.

 

A criatividade, porém, não se limita ao talento dos escritores: instalações dinâmicas e instigantes, criadas pelo premiado cenógrafo mineiro André Cortez, agradam os mais diferentes públicos. “A mostra tem diversas camadas e atrai tanto quem quer conhecer a fundo a variedade da produção poética contemporânea quanto quem quer fazer um passeio leve e diferente”, explica o curador Lucas Viriato.

 

A exposição “Poesia agora” é um desdobramento do trabalho de edição feito por Lucas Viriato no” Plástico Bolha”, desde 2006. Fruto de um projeto universitário no departamento de Letras da PUC Rio, a publicação se tornou um dos mais respeitados jornais literários do país. A ideia de fazer uma mostra com base nesse trabalho nasceu quando o diretor do Museu da Língua Portuguesa, SP, Antonio Carlos Sartini, conheceu o jornal. Juntos, eles montaram uma grande exposição que atraiu cerca de 200 mil pessoas ao museu em 2015. Em 2017, a Caixa Econômica Federal assumiu o patrocínio do projeto, que, após ficar em cartaz na CAIXA Cultural Salvador agora chega ao Rio de Janeiro.

 

 

Poesia viva

 

Ao todo, são seis alas com obras em exposição, sendo algumas especialmente preparadas para a participação ativa do público. Assim, a mostra não só aproxima o leitor do poeta como também, por vezes, mescla esses papéis.

 

No “Escriptorium”, cercado de portas iluminadas com projeções de poemas, está uma grande mesa com 50 livros – cada um com uma palavra impressa na lombada. Ao empilhar de forma diferente os livros, o visitante poderá montar sua própria poesia a partir da combinação dessas palavras. Dentro de cada livro, estão apresentados oito poemas, somando o total de 400 trabalhos de diferentes autores. As demais páginas estão em branco e o visitante pode registrar sua poesia ali, lado a lado com a dos melhores poetas.

 

Em outra ala, o público é convidado a participar de um desafio: escrever um poema sem utilizar uma das vogais. Os poemas mais criativos serão impressos em formato lambe-lambe e expostos na mostra. Assim, a exposição vai sendo modificada ao longo do tempo, subvertendo a ideia de que uma mostra literária apresenta somente obras antigas e já consagradas.

 

O espaço “Poesia de rua” também tem grande apelo entre os visitantes. Se, nas demais salas, as portas eram iluminadas, agora elas parecem tapumes e muros da cidade. E, dessa vez, o público age como curador, selecionando as melhores poesias e pichações por meio de fotos tiradas por ele mesmo em sua cidade. As fotos poderão ser enviadas através do e-mail participepoesiaagora@gmail.com ou postadas nas redes socias em modo público com a hashtag #PoesiaAgora. As melhores imagens serão selecionadas e exibidas ao longo da exposição.

 

 
Até 06 de agosto.

Artista premiado

Kiluanji Kia Henda, artista angolano, venceu o Frieze Artist Award 2017 e irá criar uma nova instalação performática naquela feira internacional de arte contemporânea entre os dias 04 a 08 de outubro em Londres, no Reino Unido.

 

O júri do prêmio, que recebeu candidaturas de mais de 80 países, anunciou que escolheu o projeto de Kiluanji Kia Henda, nascido em 1979, em Luanda, cidade onde continua a viver e a trabalhar em áreas que cruzam a fotografia, vídeo e performance. Criado em 2014, Kiluanji Kia Henda é o primeiro artista africano a vencer este prêmio.

 

A proposta do artista, vencedora do Frieze Artist Award 2017, tem como título “Under the Silent Eye of Lenin”, e consiste numa instalação de duas partes, inspirada no culto do marxismo-leninismo no período pós-independência de Angola.

 

O artista faz um paralelo entre esse culto, e as práticas de feitiçaria durante a guerra civil no país, aplicando também narrativas de ficção científica usadas durante a Guerra Fria entre as então superpotências mundiais dos Estados Unidos e União Soviética. A instalação pretende suscitar a reflexão sobre a ficção e o seu poder de manipulação como arma em situações de extrema violência. “Under the Silent Eye of Lenin” irá mudar ao longo da apresentação da feira de arte.

 

O júri do prémio foi composto por Cory Arcangel (artista), Eva Birkenstock (diretora da Kunstverein, em Dusseldorf, Alemanha), Tom Eccles (diretor executivo do Center for Curatorial Studies, em Nova Iorque, Estados Unidos) e Raphael Gygax (curador), com Jo Stella-Sawicka (diretora artística das Frieze Fairs) como presidente.

Cinema Grego Contemporâneo

De 06 a 18 de junho (terça-feira a domingo), a CAIXA Cultural, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta a mostra Cinema Grego Contemporâneo – Memórias da Crise, que exibirá 12 filmes realizados entre 2009 e 2016. Com curadoria de João Juarez Guimarães, Diana Iliescu e Anna Karinne Ballalai, o evento traz algumas das mais representativas produções da chamada Greek Weird Wave (“Estranha onda grega”, em tradução literal). O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

 

Em meio à crise econômica que afeta a Grécia, emergiu uma nova “onda” de filmes, cujo olhar revela uma realidade que a crítica especializada, incapaz de definir seus contornos, contentou-se em chamá-la de “estranha”. Com efeito, são obras estranhas com personagens grotescos, em meio a situações bizarras e artificiais.

 

A seleção de filmes apresenta diversos destaques. Ganhador do Prêmio Un certain Regard, no Festival de Cannes de 2009, e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010, Dente Canino de Giorgios Lanthimos (2009) é, certamente, o filme mais aclamado da mostra. Narra a história de jovens que, excessivamente protegidos pelos pais, nunca tiveram contato com o mundo exterior. O filme será exibido nos dias 06 e 18 de junho.

 

O mesmo isolamento se observa em longas mais recentes como L (2012), de Babis Makridis, ou Os Sentimentais (2016), de Nikso Triantafillidis. Em outras produções, como Academia de Platão (2009), de Filippos Tsitos, Meu país (2010) de Syllas Tzoumerkas, e Xenia (2014) de Panos H. Koutras, a realidade catastrófica parece, pouco a pouco, contaminar a vida cotidiana com uma espécie de desassossego epidêmico cada vez mais ameaçador. Em Attenberg (2010) de Athina-Rachel Tsangari, esse estranhamento se faz notar, ainda, quando uma jovem descobre a sexualidade ao mesmo tempo em que cuida do pai à beira da morte.

 
Debate e catálogo:
Para discutir a visão de mundo inquietante das produções, a mostra apresentará o bate-papo A representação da crise no cinema grego, com o mais importante filósofo grego contemporâneo, Theofanis Tasis. O debate ocorrerá no dia 14 de junho, às 19h10, e terá tradução simultânea.

 

Formado em física e filosofia pela Universidade de Creta, Grécia, e PhD na Alemanha, Tasis é autor de teorias que trabalham conceitos de imagem e identidade na esfera social e abordará o modo com a crise grega tem sido transposta para as telas do cinema.

 

Em paralelo, ao longo de toda a temporada será distribuído, gratuitamente, um catálogo contendo informações de cada filme, além e textos inéditos de Anna Karinne Ballalai, Luis Carlos Junior e Victor Narciso.
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Programação
06 de junho (terça-feira) 17h – Alpes (2011), de Giorgos Lanthimos, 93 min, 18 anos 19h10 – Dente Canino (2009), de Giorgios Lanthimos, 94 min, 18 anos
 

07 de junho (quarta-feira) 17h – Academia de Platão (2009), de Filippos Tsitos, 103 min, 14 anos 19h – Os Sentimentalistas (2016), Nikso Triantafillidis, 100 min, 18 anos
 

08 de junho (quinta-feira) 16h – Xenia (2014), de Panos H. Koutras, 128 min, 18 anos 19h10 – Juventude Desperdiçada (2011), de Argyris Papadimitropoulos, 98 min, 16 anos
 

09 de junho (sexta-feira) 16h30 – Miss Violence (2013), de Alexandros Avranas, 99 min, 18 anos 18h30 – Meu País (2010), de Syllas Tzoumerkas, 107 min, 16 anos
 

10 de junho (sábado) 16h – Tungstênio (2011), de Giorgos Georgopoulos, 100 min, 16 anos 18h – Garoto que come alpiste (2012), de Ektoras Lygizos, 80 min, 16 anos
 

11 de junho (domingo) 16h – Meu País (2010), de Syllas Tzoumerkas, 107 min, 16 anos 18h30 – Attenberg (2010), de Athina-Rachel Tsangari, 95 min, 18 anos
 

13 de junho (terça-feira) 17h – Alpes (2011), de Giorgos Lanthimos, 93 min, 18 anos
19h10 – L (2012), de Babis Makridis, 87 min, 14 anos
 

14 de junho (quarta-feira) 17h – Academia de Platão (2009), de Filippos Tsitos, 103 min, 14 anos 19h10 – Debate: A Representação da Crise no Cinema Grego, com a presença do filósofo grego Theofanis Tasis
 

15 de junho (quinta-feira) 17h – Garoto que come alpiste (2012), de Ektoras Lygizos, 80 min, 16 anos 19h10 – Attenberg (2010), de Athina-Rachel Tsangari, 95 min, 18 anos
 

16 de junho (sexta-feira) 17h – Juventude Desperdiçada (2011), de Argyris Papadimitropoulos, 98 min, 16 anos 19h10 – Tungstênio (2011), de Giorgos Georgopoulos, 100 min, 16 anos
 

17 de junho (sábado) 16h – L (2012), de Babis Makridis, 87 min, 14 anos
18h – Xenia (2014), de Panos H. Koutras, 128 min, 18 anos
 

18 de junho (domingo) 16h – Dente Canino (2009), de Giorgios Lanthimos, 94 min, 18 anos 18h – Miss Violence (2013), de Alexandros Avranas, 99 min, 18 anos.

Roitman na Galeria André

O pintor Herton Roitman inaugurou “De tudo fica um pouco…”, exposição individual na Galeria de Arte André, Jardim América, São Paulo, SP, na qual encontra-se em exibição doze desenhos, quinze telas e quatro assemblages. A curadoria é de Sonia Skroski que assina a apresentação e revela a biografia do artista. Natural de Porto Alegre, após residir um por três anos em Belo Horizonte, Roitman vive e trabalha em São Paulo. Intitula-se um catador de resíduos da memória afetiva. Em casa guarda cartas, selos, moedas antigas, a colagem move seu estado artístico, através de mutações quando da colocação de tintas e outros elementos sobre os recortes ou misturado com o desenho.

 

É no silêncio que surge uma relação íntima com o processo de criação sobre papel ou tela. Para Roitman o papel é o “sagrado”, em qualquer estilo, gramatura ou textura. O artista guarda especial preferência pelo desenho em bico de pena que interpreta como uma escrita poética. A cor e a textura são os elementos mais gratificantes em sua criação, seja em papel, tela ou em objetos. Após escolher uma ou mais cores em seu trabalho, passa um tempo descobrindo novas texturas, novas cores. A cor é a base da sustentação de seus trabalhos, preferindo a geometria ao figurativo e revela sua admiração por Mondrian e Paul Klee. Roitman foi ator, cenógrafo, figurinista premiado e diretor teatral. Sua formação inicial foi nas artes cênicas e desde 1986, dedica-se exclusivamente às artes visuais, mas o teatro encontra-se com o artista no espírito e em suas criações. Ouvindo música erudita e convivendo com as criações de sua mãe, – a conceituada modista Rafaela Roitman -, fez seu primeiro figurino em 1964, para a peça de Moliére, “Tartufo”, e ganhou o prêmio de Melhor Figurinista, mas sempre pintando,  desenhando e fazendo colagens.

 

 

 

Até 24 de junho.

O feminino na escultura

Anita Schwartz Galeria de Arte, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, inaugurou a exposição “Molde – Conversas em torno da escultura e do corpo feminino”, uma coletiva composta por artistas mulheres. A mostra reúne esculturas de treze artistas, de várias gerações: Ana Hortides, Carla Guagliardi, Celeida Tostes, Daisy Xavier, Daniela Antonelli, Estela Sokol, Gabriela Mureb, Lais Myrrha, Regina Vater, Wanda Pimentel, Maíra Senise, Maura Barros e Tatiana Chalhou.

 

A mostra terá 30 esculturas em diferentes materiais, como barro, madeira, cerâmica, bronze, vidro, minerais, osso, mármore entre outros, de treze artistas, em uma seleção que une trajetórias consagradas a jovens nomes da arte contemporânea brasileira.

 

Anita Schwartz, uma das mais destacadas, antigas e respeitadas galeristas brasileiras, nascida em Recife e radicada no Rio, atua no mercado da arte há mais de trinta anos. Desde 2008 a sede de sua galeria fica em um belo edifício de três andares, de quase mil metros quadrados, projetado por Cadas Abranches, no Baixo Gávea, construído especialmente para abrigar exposições e sua reserva técnica.

 

 
Até 1º de julho.

Oito artistas naïfs

A Galeria Jacques Ardies, Vila Mariana, São Paulo, SP, inaugurou a mostra coletiva “Naïfs da Contemporaneidade”, com obras de 8 artistas brasileiros, cada um com sua visão própria e criativa sobre o universo em que vivemos.

 

Interpretar através da “arte naïf” pode não ser tão simples, visto que se trata de uma expressão regional que percorre o mundo assumindo aspectos de acordo com o que é vivenciado pelos artistas. Estes, exibem suas próprias experiências por meio de linhas e formas peculiares, sem ter recebido formação acadêmica de uma escola de Belas Artes. Algumas das principais características deste gênero são o uso de cores vibrantes, a retratação de temas banais, geralmente figurativos, bem como a idealização da Natureza sem o rigor técnico da perspectiva. Neste sentido, a arte “naïf” encontra no Brasil o ambiente ideal, graças à exuberância das florestas, à intensa luminosidade e ao calor humano brasileiro.

 

Assim, a mostra “Naïfs da Contemporaneidade” apresenta os artistas Thais Gomes, Enzo Ferrara e Ana Denise expndo suas obras pela primeira vez na galeria. O baiano Bida, o paranaense Marcelo Schimaneski e a paulistana Maite entraram no elenco da galeria recentemente e mostram suas últimas criações. Obras inéditas de Olimpio Bezerra (de Cuiabá), e de Ernani Pavaneli (do Rio de Janeiro) completam a mostra, que tem por objetivo evidenciar o dinamismo dos naïfs brasileiros atuais.

 

 

Até 1º de julho.

Três no Santander Cultural

31/mai

Dentro da proposta de valorizar o trabalho curatorial neste ano, o Santander Cultural, Porto Alegre, RS, inaugurou a exposição que leva o nome dos seus artistas integrantes: “Zerbini, Barrão, Albano”. Ao todo, são 43 obras, em diferentes técnicas, como pintura, gravura, escultura e fotografia. A seleção para cada artista ficou a cargo de um curador diferente. As obras de Luiz Zerbini, SP, tiveram a curadoria de Marcelo Campos. As de Barrão, RJ, de Felipe Scovino; e as de Albano, SP, por Douglas Freitas. “Foram seis cabeças dividindo o mesmo espaço”, explicou o diretor-superintendente do Santander Cultural, Carlos Trevi. Com estilos diferentes, o desafio foi promover o diálogo entre as diferentes linguagens de cada artista.

 

As esculturas de Barrão ocupam a parte central da galeria, com trabalhos na cor branca. “Geralmente meus trabalhos têm escala menor, mas como fiz obras especialmente para esta exposição, levei em conta o espaço e fiz em escala maior”, explica Barrão. As obras de Albano e Zerbini estão nas laterais. Zerbini apresenta monotipias, pinturas e, em primeira mão, três mesas, cujos superfícies de vidro lembram praias e ondas. Já Albano traz instalações que abordam a questão da luz e da sombra e um tríptico fotográfico.

 

 
Até 16 de julho.

Retratos de Heredia 

Os grandes nomes do samba estarão retratados na exposição “Estudo Ilustrado do Samba: Uma Viagem Pitoresca Pelo Seu Centenário”, do artista Laerte Heredia, que será inaugurada no Café Épico, Lapa, Rio de Janeiro, RJ, dia 02 de junho, às 19h. Com nome digno de um samba-enredo, a mostra é composta por 24 desenhos feitos em aquarela, representando personalidades como Elza Soares, Chico Buarque, Nelson Sargento, Cartola, entre outros.

 

Nascido e criado em Marechal Hermes, o artista carioca se inspirou na infância em meio aos pandeiros e cuícas para ilustrar os “bambas” do samba, começando pelo sambista Paulo da Portela. Restaurador por profissão, ele viu nos desenhos uma forma de distração, e o incentivo de amigos o motivou a divulgar seus trabalhos.

 

“O maquiador de Elza Soares mostrou o desenho que publiquei em uma rede social e pude entregar minha ilustração pessoalmente a ela. Alcione também já compartilhou a ilustração que fiz. Tenho recebido um retorno muito positivo dos artistas em relação a este trabalho”, conta Laerte.

 

 

Sobre o artista

 

Ilustrador e artista gráfico com experiência em ilustração digital e manual, do conceito a arte final. Laerte tem experiência em pintura a óleo e aquarela e acrílica. Com restauração já trabalhou em diversos edifícios históricos da cidade do Rio janeiro, como Palácio Gustavo Capanema, Museu de Belas Artes, Sociedade Brasileira de Belas Artes, Real Gabinete Português de Leitura, entre outros. Já expôs trabalhos no Memorial Getúlio Vargas e na Pedra do Sal.

 

 

 Até 30 de junho.

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