Território poético em diferentes camadas.

08/jun

A galeria Simões de Assis Curitiba, Paraná, apresenta “Chuva Solar”, exibição individual de Mika Takahashi. É entre a impermanência e a fabulação que Mika Takahashi desenvolve sua mais recente pesquisa pictórica em torno do folclore japonês e da abstração. “Chuva Solar”, mostra dezoito pinturas que apresentam o mundo por meio dos sentidos e dos sonhos. A artista parte da ficção para se aproximar de diferentes realidades, entendendo o inconsciente não como fuga, mas como ferramenta de investigação e sensibilidade.

A pintura torna-se, assim, um campo de experimentação onde percepção, memória, sonho e imaginação se entrelaçam. É nesse espaço intermediário, entre o visível e o intuído, que a artista constrói um território poético no qual diferentes camadas de realidade coexistem, expandindo as formas de ver, sentir e fabular o lugar em que vivemos.

Sobre a artista.

Mika Takahashi nasceu em São Paulo, SP, Brasil, 1988. É artista visual e dedica-se especialmente à pintura. Sua produção mais recente emerge de referências visuais ao mundo dos sonhos e da memória, ao mesmo tempo que dialoga com um vasto repertório de imagens científicas sobre o universo, tanto em escalas macro quanto microscópicas. São manifestações de bioluminescência ou das relações simbióticas entre espécie de insetos, fungos, vegetais e células de diferentes formas de vida. Por meio de uma fatura marcada pelo gestual e pela sobreposição de camadas de tinta a óleo densas ou dissolvidas, cria composições abstratas que evocam a dinâmica das formas orgânicas em constante transformação. Cada tela convida quem observa ao mergulho contemplativo nessa interseção entre realidade e imaginação, ciência e ficção pictórica.

Antes dessas explosões orgânico-abstratas, Mika Takahashi pintou uma série de paisagens e cenas de cotidiano que parecem fundir retratos antigos e contextos de fantasia, compondo um universo onde seres fantásticos, animais e pessoas parecem conviver com ruínas, espaços em iminência de desaparecer ou imagens que parecem captar uma lembrança ou um sonho no momento em que se diluem da memória, da existência. A carga narrativa de seu trabalho está conectada com sua trajetória, uma vez que atuou por muito tempo como ilustradora e quadrinista para publicações e vídeos de animação, tendo publicado dois livros de sua autoria: “Ink stories” e “Além do trilhos”. A artista é formada em Design pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Em 2025, realizou “Noctiluca”, sua primeira individual, na Simões de Assis, São Paulo. Dentre suas exposições de destaque estão as coletivas “Thinking of a Place”, Blue Door Gallery, Nova York; “Mapa Aberto”, curadoria de Vini Maia e Kamila Bach, Palácio 29 de Março, Curitiba; “Intimidade das formas”, curadoria de Yudi Rafael, na Casa Zalszupin, São Paulo; “RAW”, Fortes D’Aloia & Gabriel + HOA Galeria, São Paulo; “Ponta dos Dedos”, Galeria Bianca Boeckel, São Paulo, com texto de Carollina Lauriano; e “Terra Incógnita”, Gruta, São Paulo, com texto crítico de Vinícius Gerheim.

Prática escultórica e pesquisa investigativa.

A Gentil Carioca anuncia a representação da artista Siwaju e celebra sua chegada ao programa da galeria, reconhecendo a força e a consistência de sua pesquisa.

Sobre a artista.

Nascida em São Paulo, em 1997, Siwaju vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática escultórica investiga a relação entre tempo e diferentes ecologias, utilizando aço reaproveitado – coletado, doado e reciclado – para construir conexões entre matéria e cosmos, energias visíveis e invisíveis, corpo, espaço e ambiente. Sua produção opera em uma temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora. Formada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ), ambos em 2022. Recentemente, recebeu o Prêmio do Concurso Gilberto Chateaubriand de Arte Contemporânea com a obra Ààlà Ọ̀run-Ayé (Fronteira entre o céu e a terra) (2025), que passará a integrar o acervo do Palácio Itamaraty. Também foi indicada ao Prêmio PIPA e apresentou a individual Aos temporais, marés de retorno, no auroras, em São Paulo. Em 2025, realizou Spectrum, sua primeira individual n’A Gentil Carioca, e integrou mostras em instituições como o MAM Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Inhotim.

Ling apresenta Advânio Lessa.

03/jun

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida para acompanhar de perto a produção de uma obra inédita do artista mineiro Advânio Lessa, que realizará uma intervenção em uma das paredes do centro cultural, em um processo aberto que se revela ao público no próprio tempo da criação. De 08 a 12 de junho, das 10h30 às 20h, com observação gratuíta do processo criativo, assistindo em tempo real ao que acontece no ateliê temporário montado em frente ao local.

Advânio Lessa é artista e agricultor, nascido em Lavras Novas, onde ainda reside e desenvolve sua produção. Sua prática parte do encontro direto com a natureza: troncos de árvores mortas, raízes, fibras e cipós coletados nas matas da região tornam-se matéria viva em suas obras. Sua pesquisa se constrói na intersecção entre arte, ofício e ancestralidade. A herança quilombola de sua terra de origem, assim como os saberes transmitidos por seus pais – tropeiro e cesteira – atravessam sua poética, resultando em esculturas e formas orgânicas que evocam corpos, abrigos e estruturas em transformação.

A intervenção integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que propõe aproximações entre o Rio Grande do Sul e a produção contemporânea do Sudeste, a partir de um olhar sensível e plural.

No dia 13 de junho, às 10h, ocorrerá um bate-papo com o artista e a curadora, que compartilharão aspectos da experiência, do processo e das questões que atravessam o trabalho.

Celebrando os 80 anos de Peticov.

02/jun

O Centro Cultural São Paulo apresenta “Peticov – A Exposição”. A mostra celebra os 80 anos de Antonio Peticov com mais de 400 obras do artista que tem papel pioneiro na projeção das artes plásticas brasileiras no exterior, cuja obra articula criação visual, matemática, ciência, geometria sagrada e filosofia.  

Com curadoria de Fábio Magalhães Gouvêa, a exposição reúne pinturas, gravuras, desenhos, esculturas, instalações e capas de discos, oferecendo um panorama abrangente da produção do artista, que viveu intensamente o cenário cultural da Tropicália. O público também irá se deparar com a inédita instalação “Pau de Arara”, trabalho que remete à repressão sofrida pelo artista e pela produção cultural durante o período da Ditadura militar. Outro núcleo reúne a série “O Tarô”, composta por 78 cartas criadas a partir das obras de Peticov em parceria com Marta Putz; além da série “Mitos do Folclore Brasileiro”, conjunto de 22 desenhos que também integram o livro “Brasil Encantado – Mitos e Mistérios do Nosso Folclore”, desenvolvido ao lado do escritor Eduardo Bueno. O livro será lançado em 03 de junho, data de abertura da mostra ao público.

Sobre o artista.

Antonio Peticov nasceu em 02 de julho de 1946, em Assis, interior de São Paulo. Iniciou sua carreira artística em 1965 e construiu uma trajetória internacional marcada pela experimentação e inovação. Participou das IX, X e XX Bienais de São Paulo e realizou exposições individuais em importantes instituições, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de mais de uma centena de exposições em galerias e instituições culturais nos cinco continentes. Pintor, escultor, desenhista, gravurista, holografista e programador visual, Peticov também é autor de 12 livros dedicados à sua obra e pensamento artístico. 

Até 02 de agosto.

Gradações cromáticas e formas geométricas.

Edival Ramosa: alfabeto solare.

A Galatea apresenta “Edival Ramosa: Alfabeto solare”, individual do artista Edival Ramosa (1940, São Gonçalo, RJ – 2015, Niterói, RJ) que reúne pinturas, esculturas, objetos e desenhos produzidos ao longo de quase cinco décadas. A abertura acontece dia 09 de junho na unidade da galeria na Oscar Freire, Jardins, São Paulo, SP.

Resultado de uma pesquisa desenvolvida por André Pitol, que assina a curadoria e o texto crítico da exposição, “Edival Ramosa: Alfabeto solare” resgata trabalhos que permaneceram por longo período em coleções no Brasil e no exterior. Parte do conjunto apresentado integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente do processo de retomada crítica da obra do artista.

A obra de Edival Ramosa foi profundamente marcada pela sua vivência no continente africano e também europeu durante os anos 1960 e 1970. A influência de correntes da arte europeia e norte-americana no pós-guerra se vê nas suas investigações em torno de um estilo construtivista, com jogos ópticos e referências à visualidade urbana no uso de materiais como madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico.

Elementos como esferas, casulos, luas, cometas, sois e outros “objetos-forma”, como o artista descreveu em muitas de suas peças, ocuparam lugar central em sua produção, variando entre gradações cromáticas e formas geométricas. A partir da década de 1970, integrou à sua prática referências da estética indígena e afro-brasileira, empregando materiais como palha, peles, plumagens, miçangas e bambus.

Até 08 de agosto.

Relevos e colagens com materiais inusitados.

“Fugido”, nova exposição de Anderson Borba abre no  dia 10 de junho na FDAG Barra Funda, reunindo esculturas, relevos e colagens produzidos com materiais inusitados, orgânicos, industriais e encontrados, como madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio.

Dispostas em procissão ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos, marcados por uma fisicalidade instável e por referências que vão desde formas ancestrais a imaginários extraterrestres. Relacionando-se entre si como partes de um organismo maior, as obras ativam um potencial animista por meio da interação entre matéria, gesto e presença abstrata.

Até 01 de agosto.

Milena Oliveira na Alban Galeria.

01/jun

A artista Milena Oliveira inaugurou sua primeira exposição individual na Alban Galeria, Salvador, BA, com um conjunto de trabalhos em suportes têxteis.

Em “A Largura dos Gestos Pequenos”, Milena Oliveira transforma práticas associadas ao universo doméstico em linguagem visual. A exposição, que reúne um conjunto de trabalhos em desenho sobre tecido e uma instalação que investigam memória, afeto e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo. 

Sobre a artista. 

Milena Oliveira, natural de Jacobina-BA, é mestre em Artes Visuais pelo PPGAV-UFBA e Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA, com prática interdisciplinar que une desenho, escultura, instalação, fotografia e bordado. Participou de exposições em instituições e espaços como Goethe Institut Salvador, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Casa do Povo (SP), Solar dos Abacaxis (RJ), MAMAM (Recife), Museu Nacional da República (Brasília), Casa Gabriel (SP), OÁ Galeria (ES), Salão Nacional de Arte de Jataí (GO) e José de Guimarães Gallery, em Lisboa. Possui obras em acervos da Galeria ACBEU, Instituto Solar dos Abacaxis e Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, além de coleções particulares.

A largura dos gestos pequenos

Paulo Azeco

A intimidade, que já foi espaço de reclusão e abrigo na obra de Milena Oliveira, agora se alarga como campo de insurgência. Em sua primeira individual na Alban, a artista apresenta uma reorientação do gesto íntimo: da clausura afetiva à afirmação de uma feminilidade consciente, performada e crítica. A exposição “A largura dos gestos pequenos” se inscreve como manifesto poético e codificado contra os enrijecimentos da experiência feminina no mundo contemporâneo.

Aqui, a artista não busca explicitar narrativas ou oferecer testemunhos pessoais, mas tensionar os limites da linguagem: como se dá o feminino em meio às relações sociais, como se comunica o desejo em tempos de sobrecarga imagética e como sobreviver a uma lógica que transforma afetos em formas.

Até 27 de junho.

Maria Lira na Galapagos Capital Art House.

A Gomide&Co tem o prazer de anunciar a participação de Maria Lira (Brasil, 1945) na exposição inaugural da Galapagos Capital Art House, cuja abertura aconteceu no dia 30 de maio. 

Novo espaço cultural permanente localizado no Boa Vista Village, complexo da JHSF em Porto Feliz (SP), a Art House nasce como uma iniciativa voltada à promoção da arte e da cultura dentro do empreendimento, reunindo exposições, ativações e programas destinados a diferentes públicos ao longo do ano. Com organização de Fernanda Ingletto, da 2 Art Lovers, a mostra de abertura propõe um diálogo entre diferentes momentos da arte brasileira, aproximando produções ligadas ao modernismo e à arte contemporânea. 

Maria Lira integra o projeto com uma seção composta por obras da sua emblemática série “Meus bichos do sertão”. Nascida e residente em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha (MG), a artista desenvolve uma produção marcada pela integração entre uma linguagem gráfica construída a partir de pigmentos naturais e referências à paisagem sertaneja. Desde a década de 1990, dedica-se ao corpo de trabalho conhecido como “Meus bichos do sertão”, conjunto de pinturas de animais imaginários que conformam um amplo bestiário formal.

No decorrer de sua trajetória, a artista participou de exposições em instituições nacionais e internacionais e foi tema da mostra “Roda dos bichos”, primeira individual institucional dedicada à sua obra, apresentada pelo Instituto Tomie Ohtake em 2024. No mesmo ano, participou da 38ª edição do Panorama da Arte Brasileira e teve publicada sua primeira monografia, “Maria Lira”, organizada por Rodrigo Moura e editada pela Gomide&Co em parceria com a Act. Editora.

Presença brasileira em múltiplas linguagens.

29/maio

A Gentil Carioca apresenta na Art Basel 2026 uma seleção coletiva concebida em torno do eixo “Natureza e Liberdade”, reunindo obras que atravessam questões de território, ancestralidade, ecologia, memória e transformação.

O stand reúne trabalhos de Agrade Camíz, Ana Silva, Arjan Martins, Carlos Jacanamijoy, Denilson Baniwa, Diego Kohli, João Modé, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Nepomuceno, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rodrigo Torres, Rose Afefé, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinicius Gerheim e Vivian Caccuri.

Por meio de múltiplas linguagens, a seleção articula um diálogo entre a arte contemporânea e perspectivas ecológicas, afro-diaspóricas e indígenas, aproximando investigações sobre corpo, paisagem, espiritualidade e liberdade.

A Gentil Carioca também está presente no setor Unlimited com a obra “Safira” (2025), de Agrade Camíz, uma pintura de grande escala que surge como um relicário em expansão. Lapidada em camadas de azul profundo e vibrante, a obra convoca a pedra preciosa não como ornamento, mas como presença: uma entidade sensível, guardiã do tempo e território de si mesma.

Tradições gráficas indígenas e abstração concreta.

Em uma escolha curatorial radical e estruturante, a exposição de Andrey Guaianá Zignnatto, “Alicerces”, na Janaina Torres Galeria, Barra Funda, São Paulo, SP, obedece o caráter dialógico da poética do artista – que confronta temas como identidade cultural, ancestralidade, construção de cidades e territorialidade. Para isso, a mostra toma o espaço bruto da galeria, enquanto realidade construída, sem artifícios cenográficos. A aposta no tradicional cubo branco opera como elemento deflagrador para a primeira conversa: entre o simbolismo arquitetônico do local, enquanto galeria de arte, e obras carregadas de significado construtivo – de sentidos e de materialidades – como o carrinho de mão, os tijolos amassados, as ferramentas de trabalho dos pedreiros, os chassis de quadros amalgamados à cimento, entre outros.

“Da poética rigorosa do artista paulista Andrey Guaianá Zignnatto, (Jundiaí – 1981), emerge um pensamento construtivo de mão dupla: de um lado, estão as tradições gráficas indígenas; de outro, a abstração concreta, que o artista justapõe em composições inesperadas, oferecendo soluções líricas de forma, espaço, textura, cor e matéria. Da primeira, Zignnatto retoma tanto os padrões geométricos e rítmicos aplicados a corpos e objetos quanto as cores preta e vermelha e materiais como a argila em seu estado natural ou queimada. (…) Da segunda, retoma certos valores caros ao concretismo brasileiro, interessado na forma geométrica, e ao neoconcretismo, que flexibilizou as formas e contestou sua objetividade ao introduzir novos materiais, problemas e temas.”, diz Alexandre Araujo Bispo, curador.

A arte é o meio possível que encontrei para equalizar forças de universos muito distintos, as memórias afetivas de minha vida urbana e de minha experiência como pedreiro participante da construção de cidades, com minhas memórias ancestrais indígenas.

Andrey Guaianá Zignnatto

De origem indígena, descendente de povos Dofurêm Guaianá e Guarani e neto de um pedreiro, do qual foi ajudante dos 10 aos 14 anos de idade, além de ativista social, Zignnatto incorpora sua biografia ao fazer artístico, unindo arte e vida e integrando história, memória e território à matéria e à forma dos trabalhos. Em obras que emergem do universo do labor, como olarias ou construção civil, sacos de cimento, tijolos, juntas de argamassa e fragmentos e sobras de intervenções urbanas tornam-se, em suas mãos, matéria prima para uma ação artística que se propõe a ir além do processo de imitação, recriando mundos, estruturas e sistemas, em uma proposta artística de invenção radical. O que inclui o sistema de arte. Do construtivismo e minimalismo à arte conceitual, Andrey a aventura da experiência de estar no mundo, abrindo fendas e brechas, concretas e imaginárias, para estabelecer novos desdobramentos estéticos que sinalizam também caminhos de reconfiguração identitária e social. Se, em sociedades periféricas, “tudo é sempre construção e também ruínas”, como diz em uma de suas obras, Zignnatto, com extensa atuação internacional, não hesita em intervir, para propor, equalizando em sua arte forças de universos distintos e complexos, como o urbano e o indígena.