Artistas internacionais

31/mar

A mostra “O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie”, que chega ao CCBB de São Paulo no dia 4 de maio, exibirá telas que sairão direto das paredes do Museu d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos em Paris, e ocuparão o CCBB-SP até 07 de julho, seguindo depois para o CCBB-RJ, onde serão exibidas entre 20 de julho e 17 de outubro.

 
Serão reunidas 75 obras-primas, inéditas no Brasil, de uma geração de artistas que sucede aos impressionistas, e que recebe do crítico inglês Roger Fry a designação de pós-impressionista. São obras de artistas como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, grandes mestres da pintura moderna, que promoveram uma verdadeira revolução estética por meio do uso da cor.

 

Considerado o período de transição entre o Impressionismo e o Expressionismo, o Pós-Impressionismo conecta-se ao trabalho de pintores que, entre 1880 e 1890, exploram as possibilidades abertas pelo impressionismo, em direções muito variadas.

 

“O Triunfo da Cor” se organiza em quatro módulos: “A cor científica”; “No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a Escola de Pont-Aven”; “Os Nabis, profetas de uma nova arte”; e “A cor em liberdade”.

 

A entrada é gratuita e o acesso poderá ser agendado pelo aplicativo do CCBB, com o objetivo de evitar filas e aprimorar a experiência da visita.

 

Fonte: Touch of class

Baravelli, Os Sentidos

30/mar

A Galeria Marcelo Guarnieri, Jardim Paulista, São Paulo, SP, apresenta “Os Sentidos”, exposição individual do artista Luiz Paulo Baravelli. Após exibir em 2015 uma série de exposições retrospectivas – “Objeto versus espaço, abstração versus empatia” no Instituto Figueiredo Ferraz e outras duas individuais nas unidades da galeria de São Paulo e Ribeirão Preto, o artista retorna ao espaço de São Paulo e apresenta uma terceira exposição com trabalhos produzidos nos últimos seis meses. Com esse método, a galeria cria um arco histórico que acompanha a produção do artista por um período mais estendido, tentando entender cada época e contexto. O que ficou perdido e que pode ser encontrado, o que não foi executado e pode ser encenado, o que foi descartado e que pode ser resgatado.

 

Na atual exposição, Baravelli não retoma o que foi produzido no começo da década de 1980 – já que a produção é um parente distante e mais novo das obras produzidas para a Bienal de Veneza de 1984 e para a individual no mesmo ano da Galeria São Paulo. O que se apresenta é um pulo de 31 anos, o que ficou para trás e o que só agora faz sentido.

 

As caras de Baravelli não possuem corpos, são autônomas e vivem dentro de sua lógica. Sem corpo a cabeça pode escolher a perna que bem entender, o pé que achar mais interessante, a vida que quiser seguir. Essa lógica se estende a construção das obras – materiais dos mais diversos usos – tinta acrílica, encáustica, crayon, esmalte e goma-laca. Os materiais são utilizados sobre compensado recortado, as curvas dos trabalhos sugerem as imagens que são completadas pela pintura – uma mão que é cabelo e um cabelo que também é mão.

 

A escala dos trabalhos é algo fundamental, um rosto sem corpo que encara o espectador impondo uma presença intimidadora – a escala é maior que o corpo humano. Tem algo aí que não segue uma lógica linear. São apresentados 8 trabalhos na dimensão de 220 x 160 cm e uma série de desenhos-estudos que serviram de apoio para a construção dos trabalhos da atual mostra.

 

Perguntamos a Baravelli se ele gostaria de fazer o texto de sua própria exposição – já que por muitos anos o artista escreveu de forma disciplinar – ele enviou o seguinte texto:

 

“Perguntei certa vez a um estudante de Filosofia: ‘Como eles tratam da questão da arte na sua faculdade?’

 

A resposta:

 
“Não tratam – na filosofia não há lugar para o sensível.”

Não sei se ele estava certo, mas na hora e desde então, fiquei com uma sensação boa de estar todos os dias funcionando além de um limite.”

Depois disso perguntamos se ele podia nos explicar melhor o contexto e o que queria de fato dizer com esse excerto, ele nos respondeu utilizando-se de uma charada.

Sabemos que o universo de Baravelli é um lugar habitado por muitos outros seres e referências: recortes de jornais, História da Arte, humor, trabalho constante, uniforme, madrugadas etc etc etc. Tudo forma uma grande cena, um mundo vivido à parte e construído pelo próprio artista. As obras atuais funcionam como um resumo desses personagens: uma mulher recém-casada, um Armênio, um rapaz azul, uma jovem senhora, um estrangeiro, um turista, um padeiro e um ser rosado de difícil identificação.

 

Sobre o artista

 

Nascido em 1942 na cidade de São Paulo, SP, onde vive e trabalha, Luiz Paulo Baravelli estudou arquitetura na FAU-USP, desenho e pintura na Fundação Armando Álvares Penteado e mais tarde, com o pintor Wesley Duke Lee, o qual exerceu grande influência em sua carreira. Sempre explorou diversos materiais e técnicas em suas obras as quais frequentemente aparecem em “suportes não-suportes” com formatos irregulares (recortes) e se transfiguram como a própria natureza humana e a natureza das coisas em geral. São imagens-objeto. Aborda um “consciente virtual” que mistura impulsos humanos, espaço, tempo e referências culturais e se torna uma representação que desafia a realidade aparente, uma mise en scène da sociedade contemporânea ao estilo do artista.

 

De 02 de abril a 21 de maio.

Projeto Parede – MAM/SP

28/mar

Para o “Projeto Parede” do primeiro semestre de 2016, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera, São paulo, SP, convidou o artista Nicolás Robbio, que apresenta a instalação “Ciclos”, concebida especialmente para ocupar o corredor de acesso entre o saguão de entrada do público e a Grande Sala do museu.  O trabalho consiste numa instalação feita com canos de água, uma pia e uma bomba hidráulica, que formam um circuito hídrico ao longo do corredor. O objetivo da obra é criar uma metáfora com o uso e reuso da água ao reproduzir um circuito em pequena escala, mas que faz pensar sobre todo um grande sistema que também abrange outras esferas como a econômica, política e social.

 

No processo de concepção de Ciclos, litros de água caem na pia e escorrem pelo ralo para entrar novamente no circuito, sendo reenviado à torneira pela bomba d´água. Todo processo é mostrado claramente para os visitantes e exibido no corredor em que se encontram os sanitários públicos do museu, aumentando a reflexão sobre o consumo. Na obra, o elemento em movimento não pode ser consumido, pois o sistema de canalização não permite que o líquido se regenere, como aconteceria num sistema aberto. Também fazem parte do esquema um motor que consume energia para circular a água, e um relógio que contabiliza as voltas ou consumo.

 

“O projeto faz parte de uma série de trabalhos que examina normas e preceitos existentes para questionar o funcionamento de sistemas enraizados que o nosso cotidiano nem enxerga ou encara como natural”, afirma Nicolás Robbio. A instalação pode ser vista como um sistema reduzido em escala, uma espécie de maquete experimental para que o público entenda melhor a engrenagem de um aparelhamento muito maior. “Creio que a obra seja como uma pequena célula que permite pensar no organismo todo, o que faz com que o público veja com lupa o círculo redundante e questione sistemas habituais em diferentes instâncias, mas que se tornam intrínsecas ao questionar sistemas das áreas política, social e econômica, ” conclui.

 

Segundo o artista, a obra ainda traz à tona outros questionamentos como: quando começamos a pagar pela água e pela energia que movimenta o circuito hídrico? Por que o sistema que abastece alguns bairros não funciona em outros? Por que não são criadas outras formas para captação de novos recursos? E, por fim, por que parece que se fatura mais na falta d’água do que na abundância? O objetivo do artista é indagar sobre o uso da água como negócio, além de elemento de subsistência, refletindo sobre quem lucra com a necessidade de muitos. “Será que o problema da água começou com a utilização do relógio de consumo? Analisar sistemas em pequena escala permite ver o problema também de forma macro para tentarmos entender e repensar nos sistemas atuais, ” esclarece Robbio.

 

 

Até 05 de junho.

Individual de Luiz Hermano

A Galeria Lume, Jardim Europa, São Paulo, SP, inaugura a mostra “Geometria Invertida”, primeira exposição individual do artista plástico Luiz Hermano em seu espaço, com 16 obras da série homônima, inédita e sob a curadoria de Paulo Kassab Jr., onde “o artista analisa a geometria na arte, invertendo seus conceitos e percepções”, define o curador. Trabalhos com formas mais limpas, desprovidos de intervenções pictóricas, iniciam a fase “branca”, onde a inexistência da cor o branco influi na questão ótica.

 

Com base em cálculos matemáticos precisos e uma extensa pesquisa visual, o artista simula sensações reais de movimento e profundidade através de um jogo geométrico. “Um cubo se contorce e transforma-se em distintas formas, mantendo sempre uma proporção harmônica que explora os efeitos visuais por meio dos movimentos do espectador”, declara Paulo Kassab Jr.

 

No início da carreira, o artista trabalhou objetos e esculturas em materiais filiformes, depois disso a figura do cubo passa a merecer destaque em sua obra. Nela, a lógica associada a esse formato geométrico é subvertida pela fragilidade construtiva. Com as estruturas vazadas, enredadas no espaço, suas séries exploram questões ligadas ao equilíbrio e desequilíbrio, discutindo temas ligados a religião, consumismo e tecnologia, de forma delicada, não explícita, onde os temas são entrelaçados nos fios de arame, no aço e no alumínio.

 

Com articulação metódica, Luiz Hermano impressiona pela habilidade manual para exercer a conexão entre objetos pré-existentes no mundo, que ele coleta para agregar ao seu trabalho. A fragilidade aparente das obras advém tanto dos materiais utilizados como do processo de construção. Segundo Paulo Kassab Jr, “o artista busca nas diferentes culturas, as estruturas para suas composições intrincadas, forjadas à mão, pensando as tramas com diferentes materiais”. A criatividade de Luiz Hermano busca, e encontra a transcendência no próprio cotidiano. Coordenação: Felipe Hegg e Victoria Zuffo.

 

 

De 05 de abril a 06 de maio.

Giovani Caramello, obras inéditas

24/mar

Após um ano recluso, em processo produtivo, Giovani Caramello está de volta apresentando ao público e convidados somente obras inéditas, na OMA | Galeria, Centro, São Bernardo do Campo, São Paulo, SP. A exposição é um marco, pois apesar de ter participado de outras mostras coletivas, esta é a primeira individual do artista no espaço que o representa. Segundo Thomaz Pacheco, galerista da OMA, nesta oportunidade vai ser possível conhecer uma outra nuance de seu trabalho. “A grandeza dele vai além de detalhes que denotam a quase perfeição. Vai ser interessante mostrar este novo momento de sua carreira, muito mais maduro e consciente da sua produção”, comenta.

 

Aos 25 anos e inserido no circuito de artes há cerca de três, Giovani Caramello, escultor hiper realista brasileiro, vem assumindo pouco a pouco a sua identidade, que será possível ver nessa mostra. Além disso, ele que é tímido, de poucas palavras, mas com um olhar muito observador, ao longo de sua carreira vem encantando colecionadores com suas obras carregadas de sentimentos universais, como a introspecção que cria um canal afetivo direto com o público. Para Giovani Caramello, nesta nova exposição, os seus admiradores poderão conhecer muito além da técnica que rendeu elogios para sua poética, que se encontra cada vez mais evidente. “Creio que as novas peças representam meu amadurecimento e da minha forma de esculpir. E, apesar de possuírem uma temática muito pessoal, sempre busco apresentar uma poética de fácil identificação. É justamente isso que as pessoas vão ver na mostra e espero que a receptividade seja positiva”, comenta.

 

O texto curatorial é assinado pela crítica de arte e curadora, Ananda Carvalho.  Para ela, “ao contrário das esculturas tradicionais que congelam um fragmento do tempo, os trabalhos do Giovani, expandem esse tempo, ele esculpe algo que todos reconhecem: as emoções”, adianta.

 

 

De 01 de abril a 25 de maio.

Beuys em São Paulo

15/mar

A Galeria Bergamin & Gomide, Jardins, São Paulo, SP, anuncia exposição de caráter panorâmico da obra de Joseph BEUYS, artista alemão que produziu em diversos meios e técnicas, incluindo fluxus, escultura, happeningperformancevídeo instalação

 

 

Sobre o artista

 

Joseph Heinrich Beuys nasceu em Krefeld1921 e faleceu em Düsseldorf1986, considerado um dos mais influentes artistas alemães da segunda metade do século XX.

 

Cresceu em duas pequenas localidades da região, Kleve e Rindern. Travou algum contato com a arte na juventude, tendo visitado o ateliê de Achilles Moorgat em diversas ocasiões, mas decidiu seguir carreira em Medicina. Entretanto, com a explosão da Segunda Guerra Mundial, alistou-se na Força Aérea Alemã (Luftwaffe). Costuma-se dizer que a predominância de feltro e gordura na obra de Beuys é devida a um incidente ocorrido na guerra. Beuys foi alvejado e o seu avião caiu durante uma missão na Criméia onde acabou por ser resgatado por tártaros. Ele teria sido salvo ao ter sido tratado com ervas e recoberto por feltro e gordura. Não se sabe se essa história é verdadeira, mas agora ela já faz parte do mito que cerca a figura de Beuys.

 

Depois da guerra, Beuys concentrou-se na arte e estudou na Escola de Arte de Düsseldorf de 1946 a 1951. Nos anos 1950, dedica-se principalmente ao desenho. Em 1961, tornou-se  professor de escultura na academia, mas acabou sendo demitido de seu posto em 1972, depois que insistiu em que suas aulas deveriam ser abertas a qualquer interessado. Seus alunos protestaram, e ele pôde manter seu ateliê na escola, mas não recuperou as aulas.

 

Em 1962, Beuys conheceu o movimento Fluxus, e as performances e trabalhos multidisciplinares do grupo – que reuniam artes visuais, música e literatura – inspiraram-no a seguir uma direção nova também voltada para a happening e performance. Sua obra tornou-se cada vez mais motivada pela crença de que a arte deve desempenhar um papel ativo na sociedade. Em 1979, uma grande retrospectiva da obra do artista foi exibida no Museu Guggenhein de Nova York. Beuys morreu de insuficiência cardíaca, em 1986.

 

 

De 17 de março a  30 de abril.

Iran do Espírito Santo

14/mar


A Galeria Fortes Vilaça, Vila Madalena, São Paulo, SP, apresenta “Fuso”, a nova exposição individual de Iran do Espírito Santo, que reúne esculturas e uma instalação. O título faz uma alusão tanto ao fuso mecânico, quanto ao fuso horário que conhecemos, relacionando-se principalmente com a questão do tempo, e que o artista apresenta sob três concepções distintas: histórica, cósmica e existencial. Com esse projeto, Iran retoma também temas recorrentes de sua pesquisa, como a correlação estabelecida entre a evolução industrial imposta pelo avanço da modernidade, bem como a estética contemporânea e suas implicações.

 

Instalado no térreo da Galeria, “Base Fixa” é um dos mais ambiciosos projetos escultóricos do artista até a presente data, onde ele invoca a força da escala física através de uma série de peças de aço inox, que juntas somam mais de uma tonelada. Curiosamente, esses quatro conjuntos de porcas e parafusos (aumentados em dezoito vezes) foram fabricados com mesmo maquinário tradicional do qual geralmente fazem parte, arrevessando a própria hierarquia industrial clássica. Os parafusos delimitam uma área quadrada no espaço expositivo, sugerindo não por acaso uma base imóvel sobre a qual estão fixados, ao passo que sua forma helicoidal (rosca) aponta para um movimento infinito. Cria-se assim uma tensão, a qual o artista descreve como um “conflito entre as forças de avanço e de retrocesso, de movimento e reação.” A materialidade ostensiva de Base Fixa pode ser contrastada com o caráter etéreo das obras no segundo andar.

 

“Cúpula” é uma escultura de cristal inspirada nos relógios antigos, que estabelece um contraponto entre sua função original, a de proteger a marcação do tempo, e a maneira como explora a noção de tempo em algo suspenso e solidificado no seu próprio relicário. Já a obra “Fuso”, que empresta seu nome à mostra, é uma instalação site-specific produzida nas paredes. Como é habitual na prática do artista, o trabalho apresenta mais de quarenta gradações de cinza, pintadas com linhas retas e precisas. Nessa obra, Iran do Espírito Santo trabalha nas superfícies paralelas para criar imagens inversas e complementares. Altera, assim, a incidência da luz sobre a arquitetura, modificando a percepção física do espaço. O espectador, posicionado entre esses dois polos, torna-se não só testemunha, como também parte integrante do ambiente da instalação.

 

Na ocasião da abertura da exposição, Iran do Espírito Santo lança seu mais novo livro monográfico, “Desenhos/Drawings”, sobre sua extensa produção em papel. Publicada pela Editora Cobogó e com texto do curador Jacopo Crivelli Visconti, a edição apresenta um recorte cronológico através de uma seleção de mais de 130 obras.

 

 

Sobre o artista

 

Iran do Espírito Santo nasceu em Mococa, SP, em 1963 e atualmente vive e trabalha em São Paulo. Entre suas exposições individuais, destacam-se: Playground, Public Art Fund, Nova York (EUA, 2013); Recuo, Capela do Morumbi, São Paulo (2013); Estação Pinacoteca, São Paulo (2007); IMMA, Dublin (Irlanda, 2006); MAXXI, Roma (Itália, 2006); Museo de Arte Carrillo Gil, Cidade do México (México, 2004). O artista já participou das seguintes bienais: Bienal do Mercosul (2009 e 2005), Bienal de São Paulo (2008 e 1987), Bienal de Veneza (2007 e 1999), Bienal de Montreal (2007) e Bienal de Istambul (2000). Sua obra está presente em diversas coleções importantes, como MoMA (Nova York), SFMOMA (San Francisco), Cifo (Miami), MACBA (Barcelona), TBA21 (Viena), Inhotim (Brumadinho), MAM (São Paulo), MAM (Rio de Janeiro), Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo), MAC-USP (São Paulo), entre outras.

 

De 19 de março a 30 de abril.

Arte erótica na TATO

11/mar

A Galeria TATO, Pinheiros, São Paulo, SP, comunica e apresenta a abertura de seu novo projeto “DARK ROOM”, com o artista Sidney Amaral e curadoria de Claudinei Roberto.

 

“DARK ROOM” é uma pequena sala expositiva dedicada inteiramente à arte erótica, buscando criar um espaço de livre imersão na produção contemporânea sem censuras.

 

Às 13h do dia 12 de março acontece um bate-papo sobre a exposição “Objeto inquieto: Esculturas de Sidney Amaral” com o artista e o curador Claudinei Roberto.

 

 

 

De 12 de março a 07 de maio.

Luisa Editore na Oscar Cruz

A Galeria Oscar Cruz, Vila Nova Conceição, São Paulo, SP, apresenta a segunda exposição individual da artista chilena radicada em São Paulo, Luisa Editore. A mostra traz obras inéditas, incluindo pinturas e colagens, que reafirmam o interesse da artista pelos processos da fatura da pintura e das suas etapas de produção. Luis Editores tem desenvolvido nos últimos anos, uma linguagem baseada na aplicação de fita adesiva para demarcar a pintura, e o seu uso posterior em outros suportes, como cartões. Criando assim, uma espécie de sistema, onde todo material é aproveitado e aplicado.

 

Em “AllaBreve, instalação que dá nome à exposição, onze cartões são alinhados por uma paleta de tons de vermelho encontrados em cada cartão. Nesta operação, ela descreve o trajeto inverso da pintura, como se respondesse a questão: realinhar algo que foi desconstruído e buscar um fio de nexo nas obras.

 

O título da exposição funciona quase que por antítese, referindo-se mais ao campo da música e da matemática, do que ao seu significado literal (“à maneira de” – “com rapidez”) – que sugere um ritmo bastante rápido. Visto que na pintura a óleo, a fatura é lenta, longa, permanente, profunda.

 

Na série de aproximadamente doze pinturas de médio e pequenos formatos, em sua maioria, passa a pensar o espaço por justaposição de grades, com deslocamentos modulados pelas espessuras das fitas adesivas. Nestas telas notamos a clareza da matemática, dada pela repetição do eixo ortogonal, que preenche o campo da pintura. Enquanto em outras telas destaca os cortes e rupturas dos planos das grades, para obter prováveis espaços de aberturas, cantos e frestas de luz. Referências à Arquitetura e ao automatismo dos processos da própria pintura estão lançados.

 

Há de se destacar, que no percurso da exposição duas pinturas contém grandes percentuais de campos negros, chegando a 80% uma delas. Essas obras foram as primeiras que foram criadas para a exposição e demarcam um provável hiato. Nota-se a partir daí, um interesse peculiar no espaço da tela e da pintura. Além da representação de possíveis plantas de arquitetura ou cidades em vista aérea, o olhar estaria mais aproximado do espaço desejado, em direção a um caminho onde a própria linguagem torna-se mais clara. Como se na escuridão,encontrasse o mínimo de clarão para ancorar o exercício da pintura.

 

 

 

Até 29 de abril.

Gabriel Wickbold registra mulheres

09/mar

O fotógrafo Gabriel Wickbold reuniu mais de 50 mulheres em um ensaio contra o machismo. Intitulado “Antes nua do que sua”, o projeto teve a participação de algumas mulheres famosas, como Didi Wagner, Fernanda Paes Leme e Carol Bittencourt. Esta foi sua forma de homenagear o Dia Internacional da Mulher

 

Os cliques, todos em preto e branco, foram feitos na casa de Gabriel, em São Paulo, com luz natural e sem usar Photoshop. Dessa forma, o fotografo pode encontrar um momento tranquilo para desvendar o universo de cada mulher. A série fotográfica foi divulgada pelo Instagram , ao lado de frases sobre o empoderamento feminino, como “Não se nasce mulher: torna-se”, da escritora francesa Simone de Beauvoir.

 

O fotógrafo explica mais sobre o ensaio: “As fotos falam muito sobre a independência da mulher em relação a sua próprio corpo. As situações abordam a ideia de que homem nenhum pode ter direito sobre o corpo da mulher”.

 

 

O Que: Série @antesnuadoquesua

Quem: Gabriel Wickbold

Quando: 8  a 28 de março de 2016

Como:  Instagram – @antesnuadoquesua