Pós-impressionistas no CCBB-Rio

19/jul

A exposição denomina-se “O triunfo da cor”, abordando o pós-impressionismo, obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, cartaz do CCBB, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A mostra é uma realização em parceria com Musée d’Orsay e a Fundación Mapfre. A exposição apresenta 75 obras de 32 artistas que, a partir do fim do século XIX, buscaram novos caminhos para a pintura. O grupo formado por ícones do movimento impressionista, como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Matisse, Bernard, Maioll, e outros recebeu do crítico inglês Roger Fry a designação de pós-impressionista, por promoverem uma nova linguagem estética, baseada no uso intenso da cor, mostrando os caminhos de uma geração de artistas que ficou conhecida como pós-impressionistas, aqueles que promoveram uma revolução estética pelo uso da cor.

 

A exposição está dividida em quatro módulos: “A cor científica”, com uma seleção de obras inspiradas nos estudos de Michel Eugene Chevreul, cuja técnica consistia em aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias e que se tornou muito conhecida nas mãos de Van Gogh.

 

O segundo módulo, “No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a escola de Pont-Aven”, inclui obras de Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, com cores simbólicas e a presença de desenhos nos contornos e silhuetas, refletindo um mundo interior e poético.

 

No módulo 3, “Os Nabis, profetas de uma nova arte”, o tema é a ideologia de um grupo de artistas que defendiam a origem espiritual da arte, utilizando a cor como um elemento transmissor dos estados de espírito.

 

Já o quarto e último módulo, chamado “A cor em liberdade”, apresenta obras de artistas do final do século XIX e início do século XX, com inspirações que vão da Provence à natureza tropical. A curadoria é de Guy Cogeval, presidente do Musée d’Orsay, Pablo JimenézBurillo, diretor cultural da Fundación MAPFRE, e Isabelle Cahn, curadora do Musée d’Orsay. As obras expostas oferecem ao público a oportunidade de conhecer alguns ícones de um importante momento da história da arte e de poder ver de perto algumas das obras mais emblemáticas dos últimos tempos.

 

“O triunfo da cor” é mais uma exposição histórica sobre arte moderna, e que ficará em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro, podendo ser visitada de 20 de julho até 17 de outubro.

Novos artistas

18/jul

A Galeria de Arte Ibeu, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, inaugura, no dia 26 de julho, a exposição “Novíssimos 2016”. A mostra conta com a participação de 12 artistas que apresentarão pinturas, instalações, objetos e fotografias. Único Salão de Arte do Rio de Janeiro, o Salão de Artes Visuais Novíssimos chega à 45ª edição, na qual as inquietações comuns a artistas de diversas gerações e localidades estão reunidas em um mesmo espaço expositivo.

 

Os artistas selecionados são: Amanda Copstein, RS; Gilson Rodrigues, MG; Gustavo Torres, RJ; Hermano Luz, DF; João Paulo Racy, RJ; Kammal João, RJ; Manoela Medeiros, RJ; Maria Fernanda Lucena, RJ; Mariana Katona Leal, RJ; Rafael Salim, RJ; Reynaldo Candia, SP e Vera Bernardes, RJ. O artista em destaque no Salão de Artes Visuais “Novíssimos 2016” será contemplado com uma exposição individual na Galeria de Arte Ibeu em 2017. O nome do premiado será divulgado na noite de abertura.

 

O objetivo de “Novíssimos” é reconhecer e estimular a produção desses artistas emergentes, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira. Já participaram deste Salão artistas como Anna Bella Geiger, Ivens Machado, Ascânio MMM, Ana Holck, Mariana Manhães, Bruno Miguel, Pedro Varela, Gisele Camargo, entre outros. Até 2015, 598 artistas já participaram da coletiva anual.

 

“Nesta nova edição, utilizei 13 livros da poetisa portuguesa Sophia de Mello BreynerAndresen para dispor as obras dos 12 artistas escolhidos. As obras são percebidas como internas a melancolia do tempo circunscrito, aquela dentro da qual o tempo pode ser percebido passando. Para isso, cada artista recebe uma obra da autora, com seu respectivo ano”, afirma o curador Cesar Kiraly.

 

“Por exemplo: “Amanda Copstein/O Nome das Coisas, 1977 ou Vera Bernardes/Mar Novo, 1958”. A intenção é permitir que a bruma do livro envolva o trabalho ao mesmo tempo em que esse se mostre coerente com os nomes implicados na fabricação poética. O décimo terceiro livro, “O Nome das Coisas, 1964” foi escolhido como aquele que conduz a lógica dos encontros entre livros e artistas e nomeia a coletiva.”, complementa Cesar Kiraly.

 

 

 

Até 26 de agosto.

Artistas visuais & Músicos

14/jul

Através de um duo de jovens artistas chilenos, a Casa Nova, Jardim Paulista, São Paulo, SP, abre as portas para mostrar trabalhos de uma geração que propõe obras de cunho político, porém enviesadas pelo pensamento estético, formalista e poético. As obras produzidas por Ignacio Gatica e Martin La Roche foram criadas in locus especialmente para dialogar com a situação política do Brasil em contraponto com a do Chile.

 

Através de pinturas, esculturas e instalações, os artistas abrem espaço para questionamentos sobre um futuro incerto, tanto a partir de fragmentos da linguagem verbal quanto de slogans e ícones de nossa vida cotidiana. Para tanto, traduzem suas vivências e experiências em um arquivo visual de suas próprias memórias, nos levando para o enfrentamento de nossas desilusões e anseios através da arte.

 

 

Música

 

Na abertura da exposição será realizado o evento musical “Justaposições” com curadoria de Thais Gouveia e Marcos Guzman e apresentações musicais de Nathalia Lete, Beto Montag, Gui Duvignau, Marcelo Monteiro, Julia Teles, Érica Alves, Paulo Tessuto e Maria Victoria Castelli.

 

As obras que compõem esta exposição convidam a questionar o presente e o futuro dentro de um cenário no qual a linguagem verbal está fragmentada e em crise. Esta crise é o resultado de um desapontamento e exaustão, gerando slogans políticos falsos, publicidade enganosa com promessas e compromissos não cumpridos. É impossível escapar de acontecimentos políticos, eles geram indignação, mobilização e um estado de alerta. Também é impossível escapar de acontecimentos políticos domésticos para o nosso desgosto, bem como de quebras e separações que modificam e transformam nossas vidas diárias.

 

 

Iganacio Gatica : “Midnight Amanhã”

 

As obras em “Midnight – Amanhã” nascem dessa dicotomia; questionando a arte em tempos de incertezas. Esta nos sugere uma geografia pessoal e viva, aliadas a questões de como devemos enfrentar como indivíduos nossas próprias desilusões e anseios, a arte cumpre e também possibilita uma re-construção de um futuro a partir das novas experiências.

 

 

Martin La Roche : “Time is on my side” –  “O tempo está a meu favor”

 

Há alguns eventos que desaparecem a partir da memória, mas parecem repetir ou voltar depois de algum tempo de sua ocorrência. Como a memória de um tremor de terra que se torna menos viva e volta apenas com a experiência de um forte e novo movimento. O mesmo aconteceu com a exposição “Civilização do Nordeste” no Solar de União, em Salvador feita por Lina Bo Bardi em 1963. Depois de alguns meses ele foi proibido e forçado a ser esquecido. Alguns anos mais tarde, esta coleção foi encontrado aberta novamente e desdobrou-se em novas formas. Como é que vamos organizar e esboçar nossas memórias? Para esta exposição Martin La Roche tomou como ponto de partida uma frase do caderno de anotações de Hélio Oiticica (que parece ter sido tirada de uma música dos Rolling Stones) para desdobrar uma série de desenhos e objetos no espaço que refletem sobre a maneira que arquivamos nossas experiências. Martin La Roche, nasceu em 1988 em Santiago do Chile. Vive e trabalha em Amsterdam.

 

 

Sábado, 16 de julho, das 15 às 22hs.

Histórias em Niterói

13/jul

O Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói, Mirante da Boa Viagem, Niterói, RJ, apresenta a exposição “A Arte de Contar Histórias”, que tem a curadoria da norueguesa convidada Selene Wendt. Essa mostra, que ocupa o Salão Principal, a Varanda e o Mezanino, investe na perspectiva de diálogos vivos entre exposições, arquitetura e sociedade, reunindo artistas brasileiros e estrangeiros inspirados pelas grandes obras literárias latinoamericanas e universais.

 

São 22 artistas ao todo. A mostra acontece simultaneamente no Museu Janete Costa, localizado a poucos metros do MAC, com instalações, objetos, vídeos e poesia visual. Destacam-se a videoinstalação “Três Telas, Nós e não Nós”, de Sérgio Bernardes e Guilherme Vaz, no salão principal do MAC, explorando as múltiplas faces da cultura brasileira; e a escultura “Cicleprototemple”, de Ernesto Neto, um coração com tambores acolhendo os visitantes como participantes das pulsações de um museu vivo. A mostra apresenta obras ainda obras de André Parente, Cao Guimaraes, Cristina Lucas, Dulcinéia Catadora, Eder Santos, Elida Tessler, Fabio Morais, Gilvan Barreto, Magne Furuholmen, MariláDardot, Nina Yuen, Pablo Lobato, Rosana Ricalde, Ulf Nilsen e William Kentridge.

 

“A Arte de Contar Histórias” é diretamente inspirada pelo livro “O Narrador”, de Mario Vargas Llosa, uma história cativante com narrativa intrincada que justapõe a voz do narrador com capítulos relacionados à mitologia indígena peruana. “O Narrador” contém todos os elementos de um romance clássico, premiado: uma luta pessoal profunda e uma busca pelo sentido e verdade encontrada ao longo da trajetória de uma viagem de descobertas transformadoras. A história sugere muitos dos temas fundamentais nesta exposição e também capta a singularidade e originalidade para contar histórias de muitos dos artistas apresentados. Assim como Mario Vargas Llosa nos guia por entre um mundo mítico e mágico com seu relato poético de um contador de história, os artistas incluídos nesta exposição são contadores de histórias que captam nossa imaginação com suas interpretações de algumas das maiores histórias escritas até hoje. Como qualquer história, as narrativas são intrincadas e inter-relacionadas, às vezes se superpondo, entrando e saindo do tempo e do lugar, são ricas de metáforas e simbolismo, e transmitidas com uma força e convicção inequívocas. Algumas das narrativas fundamentais evoluem de viagens pessoais, outras têm uma abordagem mais analítica ou teórica, mas todas as obras contam histórias tanto pessoais quanto universais. O fio de ouro que ata esses trabalhos é tipicamente tecido de narrativas literárias preexistentes, encontradas em épicos universais, que são indiscutivelmente transformados de modo singular em novas histórias.

 

 

 

Sobre o MAC Niterói

 

Símbolo da cidade, patrimônio nacional e considerado uma das maravilhas arquitetônicas do mundo, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) – está sendo reaberto oficialmente depois de passar por um inédito conjunto de obras. Os visitantes vão encontrar um museu mais sustentável e com inovações. A reabertura do MAC marca também o lançamento do programa “MAC+20”, com exposições que ressaltam a importância e potência histórica da Coleção MAC Sattamini e, simultaneamente, celebram novas perspectivas curatoriais, através de colaborações nacionais e internacionais.

 

 

Até 24 de julho.

Daniel Feingold no MON

08/jul

O Museu Oscar Niemeyer, MON, Curitiba, PR, exibe a exposição “Acaso Controlado”, do artista carioca Daniel Feingold. A mostra ocupa a Sala 2, com cerca de 40 obras, dentre fotografias e pinturas. Com curadoria da cientista social, historiadora e curadora de arte Vanda Klabin, a exposição se divide em quatro ambientes. No primeiro, serão apresentados três obras históricas, entre elas, o tríptico “Grid# 02”, que fez parte da Bienal do Mercosul, seguidas de outras duas obras da série “Espaço Empenado”, dando um caráter retrospectivo da carreira de Feingold. Nas salas seguintes serão apresentados quatro pinturas da série “Estrutura” e cinco pinturas da série “Yahweh”.

 

Fechando a exposição, serão apresentadas 32 fotografias da série "Homenagem ao Retângulo", feitas no Jardin des Plantes, em Paris. “A fotografia para Feingold é um modo de apreensão do real e o eixo condutor do seu aparelho sensível e perceptivo”, comenta a curadora.

 
A série negra, que o artista chama de Yahweh (Javé) leva o nome do Deus judaico do Antigo Testamento e é composta por telas pintadas em preto sobre branco, na posição vertical e, depois, unidas na horizontal, formando dípticos de grandes dimensões. Essa série marca um novo ciclo de trabalhos do artista.

 

Serão apresentadas ainda quatro pinturas medindo até dois metros e oitenta cada, da série “Estrutura”, são dípticos, em esmalte sintético, cada um com uma paleta reduzida de cores, enfatizando as questões: estrutura, plano e cromatismo. Pinturas de grande formato através do qual o espaço bidimensional da tela interage incisivamente com o observador.

 

A série fotográfica nomeada “Homenagem ao Retângulo” é composta por 32 imagens. As fotografias dessa série são abstrações geométricas feitas a partir de troncos de árvores secas do Jardin des Plantes, que o artista descreve como uma maneira de reestruturar o espaço, contradizendo a situação arquitetônica.

 

Processo de criação Daniel Feingold trabalha com esmalte sintético escorrido, e a pintura acontece neste processo, quando a geometria organiza o olhar na apreensão do movimento dos planos. A articulação da grade geométrica é atingida pela fluência do esmalte sintético escorrendo na tela sem que o artista interfira no seu movimento. O controle surge pela combinação da espessura da tinta com a precisão obtida pelo ritmo e quantidade despejada. Não há fitas separando os  campos de cor, não há pincel, rolo ou espátula. Feingold revela o seu enfrentamento direto com a pintura por meio da execução de unidades de grande escala. A exuberância da matéria combina um sistema pictórico com conceitos críticos, com o repensar a arte, seus limites, suas inquietações. O seu trabalho pulsa, irradia-se para as bordas e margens em formas ondulantes, fluidas, sempre materializando um novo gesto.

 

Sobre o artista

 

Nascido no Rio de Janeiro, em 1954, formou-se em Arquitetura na FAUSS, RJ 1983. Estudou História da Arte e Filosofia com o crítico de arte Ronaldo Brito, UNIRIO/PUC 1988-1992; Teoria da Arte & Pintura e Núcleo de Aprofundamento, EAV Parque Lage, RJ 1988-1991; Mestrado no Pratt Institute, NY 1997. O artista tem como trajetória exposições no Museu de Arte Moderna (MAM-RJ), 5° Bienal Mercosul e agora mostra suas obras no Museu Oscar Niemeyer.

 

 

Até 25 de setembro.

Arte contemporânea da Europa

07/jul

A exposição “Fora da ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear” apresenta 137 trabalhos quase todos inéditos no Brasil. A Coleção Helga de Alvear é hoje um dos mais importantes acervos de arte contemporânea da Europa, com base em Cáceres, na Espanha. Obras reunidas pela colecionadora alemã poderão ser vistas na Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, Bom Retiro, São Paulo, SP. A mostra, denominada “Fora da ordem – Obras da Coleção Helga de Alvear”, patrocinada pelo Banco Bradesco, ficará no primeiro andar do museu com pinturas, esculturas, vídeos, instalações, desenhos e gravuras realizadas a partir da década de 1930, com ênfase na produção de meados da década de 1960 até os dias de hoje. A grande maioria dos trabalhos é inédita no Brasil e alguns artistas serão apresentados pela primeira vez no País.

 

As peças representam a obra de quase 70 artistas, incluindo nomes influentes da arte moderna, como Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp e Josef Albers; artistas relacionados a algumas das principais vertentes do pós-guerra norte-americano, como Donald Judd, Dan Flavin, Bruce Nauman e Gordon Matta-Clark; importantes autores da produção contemporânea, a exemplo de Gerhard Richter, Cindy Sherman, Franz West, Jeff Wall e Thomas Ruff; e outros que começaram a sua trajetória nos últimos 30 anos, como Francis Alÿs, Pierre Huyghe, Mark Leckey, Martin Creed, Marcel Dzama e Chen Wei. Os brasileiros Jac Leirner, Iran do Espírito Santo e José Damasceno também participam da exposição.

 

Segundo os curadores – Ivo Mesquita, ex-diretor técnico da Pinacoteca, e José Augusto Ribeiro, do Núcleo de Pesquisa em História e Crítica de Arte – a mostra privilegia e justapõe duas vertentes de trabalhos predominantes na coleção, mas que normalmente são vistas como antagônicas na história da arte. “De um lado, obras de inclinação surrealista, com alta voltagem imaginativa, que sugerem situações fantasiosas. E de outro, peças de linguagem geométrica, com formas simples, seriais e autorreferentes, ligadas às vertentes construtivas, à pintura hard-edge, ao minimalismo norte-americano e a manifestações europeias do chamado pós-minimalismo”, explica Ivo Mesquita.

 

A intenção é marcar não só as diferenças entre essas duas vertentes, como apontar para pontos de conexão entre elas. “Fora da ordem” aponta para a intensidade enérgica de estruturas com lógica abstrata, frequentemente descritas como neutras, sóbrias ou discretas, e para o que há de cálculo, disciplina e construção em situações de contrassenso e absurdo”, complementa José Augusto Ribeiro.

 

Mais sobre Helga de Alvear

 

Nascida na Alemanha, em Kirn, em 1936, Helga de Alvear vive em Madri, na Espanha, desde 1957. Dez anos depois começa a formar sua coleção de arte.  A partir de 1980, começa sua atuação na Espanha, onde estimula a produção local e contribui para a criação da feira de arte Arco, em 1982. Já em 2006, cria o Centro de Artes Fundación Helga de Alvear, que contou com a contribuição do poder público da região espanhola de Extremadura. A instituição surge do compromisso de tornar pública a coleção da também galerista Helga de Alvear. Hoje, o acervo da fundação conta com cerca de 3 mil peças de linguagens, materialidades e conformações diversas, que variam, em dimensão física, da escala da mão à da arquitetura. Seus núcleos privilegiam os primórdios da fotografia na Europa, o minimalismo norte-americano e seus desdobramentos desde a década de 1970, a arte contemporânea espanhola, a fotografia alemã dos anos de 1980 e 1990, além de obras de dimensões grandes, especialmente ambientes e instalações desde 1990 aos dias atuais, e de outras comissionadas pela própria Helga de Alvear.

 

Até 26 de setembro.

Carlos Scliar em panorâmica

06/jul

A Caixa Cultural Rio de Janeiro, Centro, inaugura, no dia 05 de julho, às 19h, a exposição "Carlos Scliar, da reflexão à criação", sob a curadoria de Marcus de Lontra Costa. Será apresentado um panorama da obra de Carlos Scliar, com cerca de 150 trabalhos, entre pinturas, gravuras e desenhos, realizados ao longo de mais de seis décadas. A mostra marca os 15 anos de falecimento do artista e é patrocinada pela Caixa Econômica  Federal e Governo Federal.

 

A curadoria buscou selecionar imagens em consonância com o espírito de Scliar, sintetizando uma vida inteira dedicada à construção de uma iconografia nacional. As obras expostas integram, num mesmo espaço, a participação política e social coletiva em defesa dos verdadeiros ideais democráticos, a pureza das pequenas histórias e a beleza contida nas coisas simples, nos objetos e vivências cotidianas do ser humano: bules, lamparinas, velas, frutos e flores, documentos, bilhetes, lembranças, saudades, desejos, memórias, resíduos, ruídos, sussurros, silêncios.

 

“Em qualquer técnica, em qualquer período de sua vida, Carlos Scliar é o artista do método e da métrica. A linha é o elemento que organiza a sua aventura artística; a partir dela, de seus vetores, ele constrói formas, acrescenta cores, desenvolve a sua poética particular. Para ele, o Brasil é assunto permanente: em busca das névoas do passado, encontrou-as (e se encontrou) entre as montanhas”, comenta o curador Marcus de Lontra Costa.

 

Na mostra serão exibidas desde as primeiras pinturas de Scliar, dos anos 1940, até sua produção dos anos 2000, passando pelas gravuras gaúchas dos anos de 1950, pela série “Território Ocupado” até chegar ao impressionante álbum “Redescoberta do Brasil”, obra final e definitiva de Carlos Scliar.

 

O projeto conta o apoio do Instituto Cultural Carlos Scliar e a produção da exposição está a cargo de Anderson Eleotério e Izabel Ferreira – ADUPLA Produção Cultural, que já realizou importantes publicações e exposições itinerantes pelo Brasil, como Farnese de Andrade, Athos Bulcão, Milton Dacosta, Miguel Angel Rios, Raymundo Colares, Carlos Scliar, Debret, Aluísio Carvão, Henri Matisse, Bruno Miguel, Teresa Serrano, Regina de Paula, Nazareno, entre outros.

 

 

 

Até 21 de agosto.

Siron Franco no RS

01/jul

O celebrado pintor Siron Franco retorna ao estado do Rio Grande do Sul – após 17 anos de sua última mostra – com uma individual inédita de pinturas sobre papel realizadas entre os anos de 1996 e 2016. Esta é a segunda exposição nesta técnica na carreira do artista e, pela primeira vez, em Gramado, na serra gaúcha. Com curadoria de Cézar Prestes, que foi pessoalmente ao atelier do artista abrir as gavetas de guardados. As obras – que serão exibidas com exclusividade na Galeria da Villa -, localizada no complexo de arte, decoração e gastronomia na Villa Sergio Bertti. Esta seleção retrata e documenta a trajetória do artista nos últimos 20 anos.

 
Foram selecionadas previamente 36 obras que compõem esse período, nas diversas técnicas dentro da pintura sobre papel, proporcionando a oportunidade de uma aproximação com um dos maiores artistas contemporâneos da arte brasileira, sempre  atento aos problemas sociais e ambientais do país.

 

De 02 de julho a 04 de setembro.

Coleção Maxxi no Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Fundação PROA apresentam, a partir de 05 de julho, a exposição “Arte em Cena: Obras da Coleção MAXXI – Museu de Arte do Século XXI”, com cerca de 30 obras do museu italiano, inaugurado em 2010, com projeto arquitetônico de Zaha Hadid (1950-2016). Com curadoria de Anna Mattirolo, a exposição mostra a abrangência e diversidade do acervo italiano, que vai da arte povera ao uso de tecnologia. A exposição reúne fotografias, desenhos, pinturas, gravuras, instalações e vídeos, além de maquetes e projetos arquitetônicos. São ao todo 19 artistas: Mario Airo, Carlo Aymonino, Matthew Barney, Maurizio Cattelan, Gino De Dominicis, Massimiliano e Gianluca De Serio, Gilbert & George, Danilo Guerri, Ilya Kabakov, William Kentridge, Armin Linke, Luigi Ontani, Yan Pei-Ming, Michelangelo Pistoletto, Aldo Rossi, Grazia Toderi e Francesco Vezzoli.

 

O patrocínio é da Enel, que na Itália juntou-se em 2015 à Fundação MAXXI National, tornando-se o primeiro sócio fundador do Museu inaugurado em 2010 em Roma. Esta é a quinta parceria do MAM Rio de Janeiro com a Fundação PROA, prestigiosa instituição de Buenos Aires, que resultou nas exposições “Louise Bourgeois”, “Giacometti”, “América do Sul – A Pop Arte das contradições” e “Ron Mueck”.

 

 

 

Arte em Cena: Espaço Cênico, Quase Teatral

 

A curadora Anna Mattirolo explica que “Arte em cena” configura a coleção do MAXXI National “como um espaço cênico, quase teatral”. “As obras com ícones, símbolos de imagens de uma representação do desejo individual e coletivo que, em seu conjunto representam uma sensibilidade abrangente e uma ideia da cena italiana, envolvendo o imaginário político, ético, social e existencial que os artistas italianos e internacionais mais de uma vez cruzam para refletir e gerar proposições”. Ela observa que o “compromisso público do MAXXI em dedicar à contemporaneidade um projeto arquitetônico de tão grande relevância internacional garante que a comunidade conte com uma estrutura capaz de abrigar um laboratório de atividades que, com vistas ao futuro, abra suas portas a todos os aspectos da contemporaneidade global, mas ao mesmo tempo está bem enraizado em um contexto cultural único no mundo: o italiano”. Diretora do MAXXI National desde sua criação até 2015, Anna Mattirolo agora está à frente da pesquisa científica, documentação e atividades educativas do Museu.

 

 

Percurso da exposição

 

“Arte em Cena: Obras da Coleção MAXXI” vai ocupar mais de mil metros quadrados no terceiro andar do MAM, e será dividida em quatro espaços. Na sala 1, estarão o desenho, o projeto e a fotografia “Teatro del Mondo a Venezia: 1979-1981”, do arquiteto italiano Aldo Rossi (1931-1997), criado para a Bienal de Veneza, em que sobre o Gran Canal flutua um teatro construído sobre uma embarcação de madeira, como um teatro-gôndola, efêmero, em alusão ao carnaval da cidade. Na mesma sala estará a videoprojeção “Random” (2001), de Grazia Toderi (Pádua, Itália, 1963), em que se vê, do ponto de vista do palco, o público do Teatro Massimo, em Palermo, colocando o espectador no lugar do ator que vê os flashes dos registros feitos pelas câmeras fotográficas.

 

A Sala 2 reúne trabalhos de Matthew Barney, Maurizio Cattelan, Gino De Dominicis, Luigi Ontani e Yan Pei-Ming. “Cremaster 5” (1997), litografia e serigrafia em relevo e intervenção de Matthew Barney (São Francisco, EUA, 1967), integra o famoso “Ciclo Cremaster”,  uma sequência de cinco filmes que o artista produziu entre 1994 e 2002. “Mother, 2000” (1999), fotografia em preto e branco de Maurizio Cattelan (Pádua, Itália,1960), registra a performance em que um faquir indiano, soterrado na areia até o pescoço, só tem à mostra suas mãos em súplica.

 

A instalação “Statua (figura estendida)”, 1979, de Gino De Dominicis (Ancona, Itália, 1947 – Roma, 1998), traz um chapéu e um par de chinelos sobre uma base de madeira, que sugere a presença de uma pessoa, embora invisível. O artista lembra a frase de Fernando Pessoa: “morrer é apenas deixar de ser visto”.

 

“As Horas” (1975), de Luigi Ontani (Bologna, Itália, 1943), é uma série de 24 fotografias em grande formato que retratam o artista em tamanho real, em poses que remetem a emblemáticos personagens da história da arte. Entre outros, podem ser reconhecidos Narciso, Leda e o cisne, Dante e São Sebastião. A performance foi feita na Galeria L’Attico, em Roma, em 1975, por uma semana em cada hora do dia, mostrada em um relógio.

 

O artista Yan Pei-Ming (Xanghai, 1960) está presente em duas pinturas em óleo sobre tela, cada uma com 3 metros de lado, de 2005: “Mao” e “Papa”. Na primeira, vê-se Mao Tse-Tung, principal líder político da China, presença constante na produção do artista, e na segunda o Papa João Paulo II, líder carismático da igreja católica entre 1978 e 2005. Feitos com pinceladas enérgicas, os dois retratos comentam o mundo do espetáculo, a partir de imagens massivamente reproduzidas.

 

Na Sala 3 serão vistos trabalhos dos artistas Carlo Aymonino, Gilbert & George, Danilo Guerri, William Kentridge, Armin Linke, Michelangelo Pistoletto, Aldo Rossi e Francesco Vezzoli.

 

Do artista Carlo Aymonino (Roma, 1926 – 2010), estará a agua-forte “Il teatro di Avellino” (2009). A dupla de artistas Gilbert & George – Gilbert Proesch (Dolomitas, Itália, 1943), e George Passmore (Plymouth, Inglaterra, 1942) – está representada na exposição com quatro desenhos em grande formato feitos com carvão sobre papel entelado, da serie “The General Jungle or Carrying on  Sculpting” (1971). Os desenhos retratam os dois artistas em meio a uma selva, e se inserem em um amplo ciclo de trabalhos sobre papel, “The Charcoal on Paper Sculptures”, que por sua vez remetem a uma série fotográfica anterior chamada “Nature Photo-Pieces”.

 

A precisão e o rigor técnico dos desenhos do arquiteto Danilo Guerri (Ancona, Itália, 1939), podem ser vistos no trabalho “Teatro comunale delle Muse, Ancona” (1978), projeto de restauro do edifício do século 19, que manteve a fachada original em diálogo com o interior moderno. Feita com marcadores coloridos e giz de cera, a obra foi inserida na exposição para reforçar a ideia do espaço arquitetônico como espaço cênico.

 

A videoprojeção “Zeno Writing” (“A consciência de Zeno”, de 2002), de William Kentridge (Johannesburgo, África do Sul, 1955), com 11’12”, integra a produção do artista baseada no romance “A consciência de Zeno”, de Italo Svevo, um clássico da literatura italiana, publicado em 1923. Desenhos a carvão, imagens documentais da Primeira Guerra Mundial, teatro de sombras e música de ópera,  frases escritas e apagadas em nuvens de fumaça, formam o pano de fundo para a reflexão sobre conflitos pessoais em meio a situações de violência.

 

Armin Linke (Milão, Itália, 1966) está na exposição com duas fotografias de 1,5m x 3m, “Janela dentro do Ski Dome” e “Janela fora do Ski Dome”. Na primeira, vemos milhares de pessoas esquiando dentro do imponente estádio de Tóquio, e na segunda, em meio à metrópole, pode ser vista sua gigantesca estrutura. Seu trabalho discute as mudanças urbanísticas, antropológicas e culturais nas cidades.  “MICA” (1966), de Michelangelo Pistoletto (Biella, Itália, 1933), é uma pintura de acrílico e cristal de mica sobre tela, de 2,3m x 2m, pertencente à série “Objetos de menos”, em que o artista usa materiais cotidianos para criar o que definiu como “objetos” em lugar de “obras”, um conjunto de coisas díspares, ligadas exclusivamente por sua origem comum no pensamento criativo do autor. Mica é usado em uma série de aparelhos eletrodomésticos. Esta série é considerada chave para o desenvolvimento da arte povera.

 

O arquiteto Aldo Rossi está presente também nesta sala, com a maquete do Teatro “Carlo Felice”, de Gênova (1982-1984), correspondente ao projeto de restauro do edifício do século 19, destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. A relevância desta obra está na capacidade de dialogar entre arte e arquitetura.

 

“The kiss (let’s play DINASTY!)”, de 2000, de Francesco Vezzoli (Brescia, Itália, 1971), é um vídeo de 6’, com referências a filmes como “Violência e paixão” (1974), de Luchino Visconti, e à famosa série americana “Dinastia”, exibida na televisão nos anos 1990.

 

A Sala 4 é dedicada à instalação “Where is our place?” (“Onde é nosso lugar?”, 2003) do casal de artistas Ilya Kabakov (Ucrânia, 1933) e Emilia Kabakov (Ucrânia, 1945), que trabalha em conjunto desde 1989, em uma produção marcada pelas dimensões monumentais, que criam para o espectador jogos de mudanças de escalas e outras ficções teatrais. “Onde é nosso lugar?” combina três escalas. Acima do público, os pés de dois personagens gigantescos observam quadros emblemáticos da pintura tradicional. Na altura média do olhar do espectador, aparecem quadros menores, cada foto flanqueada por um texto; e sob o piso estará uma fotografia plotada no chão, com paisagens. “Ilya e Emilia Kabakov propõem uma inusitada viagem no tempo e no espaço para induzir uma reflexão crítica coletiva sobre o valor da arte contemporânea e do seu desfrute, em que todo é relativo e, ao mesmo tempo, o passado desacreditado sobrevive no presente, com a expectativa das novas gerações”, explica a curadora. Nesta mesma sala estará a obra “Aurora” (2003), de Mario Airò (Pavia, Itália, 1961), que recria, com uma tecnologia caseira, uma paisagem ao amanhecer.

 

 

Sobre a ENEL

 

A Enel é uma das empresas multinacionais de energia mais atuantes nos mercados globais de energia e gás, com foco na Europa e na América Latina. A Enel opera em mais de 30 países em quatro continentes, com capacidade de geração instalada de cerca de 90 GW e uma rede de distribuição de energia e gás que totaliza, aproximadamente, 1,9 milhão de quilômetros de extensão. No Brasil, a Enel tem uma capacidade instalada de cerca de 1.530,0 MW e atua em diversos segmentos do setor de energia, como geração, transmissão, distribuição e microgeração de energia solar. O grupo também atua no país com geração de energias renováveis por meio da Enel Green Power, que já detém a maior capacidade instalada em energia solar no Brasil.

 

 

Até 11 de setembro.

Arte Naïf no MIAN

28/jun

O Museu Internacional de Arte Naïf, MIAN, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ, terá o espaço expositivo todo reformulado, pela primeira vez desde a inauguração em 1995, para inaugurar a exposição “Jogando com as Cores Naïf”, no dia 6 de julho. A mostra será composta por cerca de 160 obras que abordam as diferentes modalidades esportivas dos Jogos Olímpicos, e também países que já sediaram o evento em edições anteriores. Unindo arte e esporte, a exposição apresenta trinta artistas naïfs brasileiros de vários estados. Enquanto algumas já estiveram expostas no Museu Olímpico de Lausanne, MOL, na Suíça, outras foram especialmente produzidas para a ocasião, sempre com o mesmo mote – os Jogos Olímpicos e Paralímpicos -, brindando os cariocas e também os visitantes que estiverem na cidade para os Jogos Rio2016. As telas abordam as diferentes modalidades esportivas,  e também países que já sediaram o evento em edições anteriores, a partir de uma seleção feita pela curadora Jacqueline Finkelstein com artistas de peso como Alba Cavalcanti, Helena Coelho, Fábio Sombra, Bebeth, Dalvane Telmo.

 

“Pretendemos promover o encontro entre cultura, esporte e educação, reforçando o ideal olímpico de equilíbrio entre corpo, mente e vontade”, afirma Jacqueline Finkelstein.

 

“Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são uma ótima oportunidade para reunir manifestações e representações culturais das mais diversas, entendendo esporte e arte como atividades humanas propulsoras do movimento, da criatividade e das conquistas sociais.” afirma Ricardo Ribenboim, diretor da Base7. O evento tem a realização do Museu Internacional de Arte Naïf, da Base7 Projetos Culturais, Scult Consultoria e Planejamento e Governo Federal e conta com o patrocínio do Banco Itaú por meio da Lei Rouanet.

 

As obras estarão agrupadas em seis núcleos temáticos: “Esportes Brasileiros”, “Esportes ao Ar Livre”, “Esportes Aquáticos”, “Esportes de Salão”, “Esportes de Inverno” e “Diversos”, apresentando ao público as cores e formas da arte naïf nacional. Entre os esportes nacionais retratados destacam-se alguns bem cariocas, como o vôlei de praia, incluído em 1996, e outros que nunca participaram dos Jogos Olímpicos, como peteca, futevôlei e a capoeira. Outro ponto alto deverá ser o painel que foi encomendado à artista Mabel, que conta, como numa história em quadrinhos, desde a 1ª Edição dos jogos modernos, na Grécia, em 1896, até os anos 2000. Os Jogos Paralímpicos serão representados por uma tela inédita da artista naïf Helena Rodrigues, chamada “Basquete Paralímpico”. Outra obra apresentada pela primeira vez será “A Corrida”, de Ermelinda. Mas o maior destaque fica por conta da tela “Largada da Maratona”, do artista carioca Fábio Sombra, que foi a identidade visual e cartaz da exposição no MOL e esquentou o inverno de Lausanne com suas cores e traços em 2002. Os visitantes terão a oportunidade de se retratarem praticando seu esporte preferido num gigantesco quadro negro com o relevo da cidade maravilhosa. As escolas que visitarem o museu durante a exposição poderão participar da atividade “Desenhando nos Aros” utilizando as formas e cores dos Aros Olímpicos, símbolo dos jogos como ponto de partida de uma oficina de criação artística.

 

“As ações educativas propostas no MIAN abrem caminho para a compreensão das obras, de suas formas e necessidades de expressão e também, para a maneira como são percebidas, sentidas e interpretadas pelos bebês/crianças/adolescentes. A espontaneidade e figuratividade, características da arte naïf, tornam esse processo simples e natural”, explica Tatiana Levy, gerente socioeducativa do MIAN.

 

Inspirados nos jogos e na exposição em cartaz, os programas de família oferecidos pelo  museu vão incorporar elementos esportivos nas visitas sensoriais para bebês e a já tradicional caça ao tesouro do Atelier da Família, que vai localizar as formas geométricas escondidas nas obras de arte da mostra!

 

O MIAN cobrará meia entrada para quem tiver o Passaporte Cultural Rio e, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, não haverá cobrança de ingresso para visitas mediadas de alunos da rede pública de ensino. As visitas guiadas custarão R$ 20,00 por pessoa (mínimo de cinco pessoas por grupo)

Legendas: Fábio Sombra

Berenice